sexta-feira, 12 de agosto de 2016

Aos 9 de Agosto de 2016: à Ana por ocasião do seu 4º aniversário



Fazes quatro como uma espécie de teste de equilíbrio que trouxeste às nossas vidas.

És o meu maior amor e amar-te faz parte de mim como respirar, ter pulsação ou sorrir involuntariamente quando estou feliz.
Amo-te pelo que és e somos tão diferentes em tantas coisas. Amo-te pelas novidades que me trazes todos os dias, pela pessoa que te revelas a cada momento como um tesouro no fundo do mar, que se descobre devagarinho, quando mais fundo se mergulha, quanto mais abertos conseguimos manter os olhos debaixo de água, quanto mais crescemos juntas, tu e eu.
Amo-te em todas as nossas diferenças de personalidade, de gostos, de reacções ou formas de estar. Amo-te em cada reacção, em cada acção, em cada gesto, em cada obstáculo ultrapassado, em cada conquista, em cada resposta, em cada "amo-te, mamã!" que me dizes de repente, em cada birra, em cada pedaço de ti.
Nasceste dia 9 e eu sei que não foi por acaso. Trouxeste às nossas vida esta prova dos nove e alertaste-nos para cada erro, acertaste todas as contas das nossas vidas, puseste cada coisa, cada emoção, cada afecto, cada pedacinho do coração no sítio certo, sem margem de erro, sem subtracções nem divisões, só somas e multiplicações. E exponenciais.
Somos maus de matemática, nós os teus pais das letras e dos desenhos, das histórias e das cantigas, dos colos e das cavalitas, dos abraços de família. Tu trouxeste-nos a magia dos números que amas, das contas que te desafiam, dos dedos estendidos a fazerem cálculos, da prova dos nove e deste quatro que fazes hoje, como um teste de equilíbrio que trouxeste às nossas vidas.
Um teste de equilíbrio superado.
Fazes quatro, querida Ana, com o equilíbrio das 4 estações do ano, com a precisão das pontas dos compassos e com a plenitude dos quatro elementos. Com o espanto de um trevo de quatro folhas. 
Quatro anos, querida filha: olhos de água, cabelo de terra, coração de fogo e sorriso do ar que faz todo o céu.

Feliz Ano Novo, meu amor. Para sempre.


[Texto escrito a 09-08-2016]

E na véspera do seu aniversário, à noite, ela abraçou-me...

 "Quando voltas a ficar feliz, mamã?"



[Sim, consegue-se dar um intervalo à tristeza demorada, à tristeza resignada, à tristeza que veio para ficar. Um filho consegue dar-nos motivos para dar intervalo à tristeza quando precisa da nossa alegria para ser feliz. No dia 9 não fingi nem me esforcei. Estive feliz por ela. Para ela. No dia 9 dei um intervalo à tristeza porque o amor é mais forte que a morte.]

quinta-feira, 4 de agosto de 2016

Festa do 4º aniversário da Ana: preparativos


"Então Ana, como vamos fazer a tua festa este ano?"

"Eu queria uma festa da Pequena Sereia, mãe!"

"Hummm, boa! Deixa a mãe pensar..."

"É fácil: tu mascaras-te de Athena, o pai de Tritão e alugamos o fundo do mar, que achas?"

...

...

...

segunda-feira, 1 de agosto de 2016

Agosto, o tempo e as ideias a pousarem



"Quantos anos tenho?
Tenho a idade em que as coisas são vistas com mais calma, mas com o interesse de seguir crescendo.

Tenho os anos em que os sonhos começam a acariciar com os dedos e as ilusões se convertem em esperança.

Tenho os anos em que o amor, às vezes, é uma chama intensa, ansiosa por consumir-se no fogo de uma paixão desejada.
E outras vezes é uma ressaca de paz, como o entardecer em uma praia.
Quantos anos tenho?
Não preciso de um número para marcar, pois meus anseios alcançados, as lágrimas que derramei pelo caminho ao ver minhas ilusões despedaçadas…
Valem muito mais que isso
O que importa se faço vinte, quarenta ou sessenta?!
O que importa é a idade que sinto.
Tenho os anos que necessito para viver livre e sem medos.
Para seguir sem temor pela trilha, pois levo comigo a experiência adquirida e a força de meus anseios.
Quantos anos tenho? Isso a quem importa?
Tenho os anos necessários para perder o medo e fazer o que quero e o que sinto."

(estou á procura do autor)

sábado, 23 de julho de 2016

Para a Vanda e para o Paulo...




Conheço-vos há dez anos e tínhamos tudo para não dar certo. As diferenças (de idade, de geração, de gostos, de vidas, de horários e de dinâmicas familiares) eram tão grandes- à data que nos conhecemos- que nunca pensei que se viesse algum dia a tornar esta amizade boa que se tornou.
Em dez anos anos aprendi muito convosco, mesmo quando a vida, os tempos, os calendários, os telefones e as disponibilidades andaram desencontrados. 
Aprendi que o amor e a vida podem ser a mesma coisa. Que um casal não deixa de ser um casal quando passa a ser uma família. Que o segredo para um casamento duradouro e feliz é a tolerância, a persistência, a resiliência. E um certo desequilíbrio como se nisto de "dar certo" seja requisito uma certa homeostasia  Que para um amor chegar longe deve-se correr ao mesmo ritmo, ao mesmo compasso, dois a dois, cabendo a cada um empurrar ou puxar o outro- cansado- conforme as suas pernas tenham mais força, cabendo a cada um gritar palavras de encorajamento e ânimo quando as metas parecem ficar mais longe, cabendo a cada um partilhar água e ensinar como se respira melhor quando os tempos são difíceis. Que uma relação duradoura não é um sprint nem sequer uma maratona: é um pentatlo, cheio de desafios e provas, meios adversos e força necessária em todos os músculos dos nossos corpos. Em todos, sem excepção, mas em especial no músculo cardíaco. 
Convosco aprendi que nem sempre se pode ser feliz sempre mas, feitas as contas, se pode aprender a ser feliz para sempre. 

Feliz bodas de naftalina, miúdos: venham mais 25! 

sábado, 25 de junho de 2016

quarta-feira, 15 de junho de 2016

O Mundo divide-se...

... entre as pessoas que preferem areia e as que preferem as rochas.



[Mámen: esta é para ti!]

Gabão? Eh lá!






"Olá Polo Norte. 
 Tarda mas não falha. 
 Podes juntar o Gabão à lista. 
 E resume-se a isto: plataformas, petróleo, calor, água quentinha, pé na areia e muita praia. Bisous.

Andreia Silva"

Conheça todos os países já quadripolarizados aqui.

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...