quinta-feira, 5 de maio de 2016

terça-feira, 3 de maio de 2016

O Mundo divide-se entre...

... as pessoas que após ouvirem alguém espirrar dizem "santinho" e as pessoas que dizem"saúde". 

segunda-feira, 11 de abril de 2016

Abril, quadripolarizações mil# 11




"Olá!
Envio duas quadripolarizações da Jordânia (mar morto e deserto em Wadi Rum)  (...)Eu gosto de ver as quadripolarizações, mas não faz muito a minha cena mandar fotos minhas para a net. Neste caso, decidi fazê-lo por duas razões. Primeiro, por carinho para com o blogue, o bairro e a ursa. Segundo, por amor à Jordânia. 

Conforme contei na minha mensagem, o pessoal de lá é bom demais... e a Jordânia constitui-se hoje em dia como um oásis de paz para as gentes que vivem os conflitos nas redondezas. A Jordânia não tem petróleo, vive essencialmente do turismo. Como as pessoas sabem que a situação na região é perigosa, julgam que a Jordânia é afetada, mas não é. É dos sítios mais seguros para onde tenho viajado. Eu gostava de contribuir para a divulgação deste destino. Gostaria que ao menos a Jordânia se aguentasse nas canetas lá para aqueles lados, e que seja um porto seguro para os que fogem. E fomos tão bem recebidos pelos jordanos, que são dos povos que ainda sabem o que é dar boa hospitabilidade (nós aqui já fomos mais hospitaleiros do que somos, acho eu).

Por isso, muito agradecia se mostrasse no seu blogue a quadripolarização da Jordânia e de caminho referisse às pessoas que eu lhe contei que é um destino maravilhoso e seguro (já que não poderá falar na primeira pessoa)."

Obrigada, querida India. Fiquei cheia de vontade de visitar a Jordânia. Quem sabe em breve? ;)


  • Conheça todos os países já quadripolarizados aqui.

quarta-feira, 6 de abril de 2016

Abril, quadripolarizações mil #6


"Quadripolarizar a Cidade do Cabo e os seus pinguins: checked. Vera"

Beijinhos gigantes, Veríssima! :P

  • Conheça todos os países já quadripolarizados aqui.


O Natal é quando três amigas quiserem

Gosto de tradições.
Gosto de criar rituais com as minhas pessoas. As tradições ajudam-nos a criar um código comum, a acertarmos os relógios para um determinado tempo e espaço partilhados, a reforçar ligações emocionais, a criar memórias colectivas partilhadas, uma identidade comum. 
Gosto que no Natal comamos sempre bacalhau com batatas cozidas e couves, mesmo que tenhamos que ter aberto a tradição a quem chega (e viva o polvo dos Açores!) como se cada elemento que entrasse reforçasse as memórias e as solidificasse, sem nunca deixar cair o que já existia (e às vezes a permeabilização a estímulos vindos do exterior é enorme). Gosto de bacalhau e aletria e mexidos no Natal, de saber que a árvore de Natal conta sempre com um enfeite novo todos os anos, gosto de saber que, o que quer que aconteça, no dia 08 de Fevereiro estarei sempre perto da minha mãe para juntas comemorarmos o seu aniversário, gosto de saber que todos os dias que jantamos em casa o fazemos à mesa da sala e sempre com a televisão desligada, gosto de incentivar a minha filha a ir ao "Pão por Deus" a cada primeiro de Novembro e beber um Mojito partilhado sempre que me consigo reunir com as minhas duas melhores que vivem fora de Portugal. 
As tradições trazem-nos um sentir comum, um sentimento de unidade, de respeito e esforço para que as pessoas sintam todas que fazem parte da mesma história, que estão comprometidas em criar laços comuns, que são leais, sentindo-se imprescindíveis na sua presença em cada tradição, precisas e insubstituíveis, que o todo só é todo com o alinhamento de cada um. 
As tradições transmitem estabilidade e segurança, a segurança de sabermos que, no matter wahat, naquele tempo e naquele espaço estaremos juntos, a unidade de que somos um todo, a exclusividade de pertença aquele núcleo, a sensação boa de pertencermos e de estarmos ligados uns aos outros, do passado ao presente, desde sempre e para sempre. A reforçar laços e a sentimo-nos comprometidos com os outros. 
É por isso que, desde que a Catarina voltou ao seu país Natal e a Xana emigrou em 2007 deixámos de trocar presentes no Natal e de enviar lembranças umas para as outras nos respectivos aniversários. Porque sabemos que, a cada reunião das três, a cada altura in usitada em que os relógios, os calendários e os meredianos se conjugarem e nos fizerem estar juntas no mesmo espaço e fuso horário, no mesmo sítio... comemoraremos o Natal. Mesmo que em Agosto no Luxemburgo, em Abril em Paris, em Março no Porto ou, agora, em Maio... em Famões. E comemoraremos sempre com um bolo de aniversário porque é Natal partilhado, é aniversário colectivo, é festa em nós. 

Ontem foi Natal para nós. 

Feliz Natal e Feliz Ano novo, miúdas!


(Reclamação pública aos senhores de "O Baloiço": bem sei que vos causou estranheza escreverem Feliz Natal no bolo mas a Xana sentiu-se defraudada quando percebeu que a cobertura não era de massapão mas sim de pasta de açúcar. Não se pode mudar assim as memórias de infância de bolos de uma lisboeta emigrada, senhores! Não há direito!)

Os meus amigos podem não ser melhores que os vossos, mas terão certamente um sentido de humor mais peculiar # 35

Na segunda-feira jantámos no restaurante libanês com os nosso melhores amigos.
Ontem Mámen almoçou Joshua Shoarma.

Após o almoço, confidenciou à nossa amiga Maria que estava a sentir um peso no estômago.

Resposta pronta da espirituosa: "Tens noção que tens dentro de ti um conflito israeló-árabe?"

...

...

...

terça-feira, 5 de abril de 2016

Abril, quadripolarizações mil #5



"Provavelmente ja recebeste uma quadripolarizaçao de Luanda. Mas aqui vai uma do Mussulo, Luanda. Porque hoje esta um dia fantastico de praia. Sandra Ferreira."

Beijinhos, Sandra! <3

segunda-feira, 4 de abril de 2016

Abril, quadripolarizações mil #4




"Olá Ursa! Tu queres, tu tens, sul de Luanda quadripolarizado! Não deu para ir à ilha, marginal e afins porque foi dia de peregrinação dominical à praia de sangano, a caminho parámos no Miradouro da Lua e pronto, é como se também lá tivesses estado! A Banda loves you! Beijinhos "

Mantenhas para a banda, querida Ana!

domingo, 3 de abril de 2016

Abril, quadripolarizações mil #3



"E como o prometido é devido, já comecei a quadripolar o México! Começo com San Pedro Garza Garcia, onde vivo.... Segue-se Monterrey...."

Beijinhos, guapa Carina Machado!

sexta-feira, 1 de abril de 2016

Com a verdade m'enganas (ou a apologia às verdades inacreditáveis)

Fui a Virgem Maria, quatro anos seguidos, no presépio vivo da escola primária (sim, no meu tempo era verosímil que a Virgem fosse loira e com botas ortopédicas) | Encontrei um ex-namorado numa prisão (ele estava preso, não eu). | Já vi à venda numa montra um sabor de gelado "Pólo Norte" em honra à minha personagem blogosférica (obrigada Gelados do Chef Nino!). | Casei uma vez e recasei outra.. com o mesmo homem (tem um lugar no céu garantido, é limpinho!) | Sobrevivi a cinco paragens cardíacas com direito a reanimação e tudo e ainda a 18 anestesias gerais (sobrevivi mas fiquei com a cuca afectada, não há cá milagres!). | Fui Miss Vagueira há vinte anos e quarenta quilos atrás (agora imaginem como era a concorrência...). | Fui militante de um partido de direita (e entretanto vi a luz!) | Sei sacar cavalinhos e dançar em cadeira de rodas. | Já me apaixonei pelo meu melhor amigo (post it mental: lembrar a Ana, quando for tempo disso, para não fazer a mesma cagada!) | Assisti ao "Frozen" (seguramente) mais de 100 vezes, E não, não é hipérbole! | No liceu era marrona e chata. | Fui convidada a sair de uma tuna (na faculdade não era marrona nem era chata!) | Fui a um casamento de pessoas que conhecera, três dias antes, num bar no Bairro Alto (e foi bem giro o casamento!) | Já tive aulas meses seguidos deitada numa maca no hospital (e deviam ver a dificuldade que é manter o estado de vigília a aprender tabuada deitada e tapadinha...) | Assisti a um espectáculo de dança do varão | Já comi bifes de golfinho (e pensei que era atum e soube-me mesmo bem, glup!) | A minha casa foi assaltada e fiquei sem nada, quando a minha filha tinha apenas 1 mês de vida (até o frigorífico me roubaram, foi uma festa!) | Já recebi largas centenas de postais de Natal | Organizei uma festa de aniversário para centenas de convidados | Sobrevivi a um tremor de terra (sim, açorianos, chamem-me fraquinha mas aquilo foi quase 6 na escala de Richter) | Ser mãe foi a melhor coisa que me aconteceu na vida | I don't give a fuck, ou seja, estou-me a borrifar para a maioria das coisas que não interessam para nada, o que significa que me interesso por muito poucas coisas |Se a minha mãe não lesse este blog este post seria beeem diferente| Estou de bem com a vida. 



Abril, quadripolarizações mil #1


O Mundo divide-se entre...

... as pessoas que são fãs de "Game of Thrones" e as outras.

quarta-feira, 30 de março de 2016

O mundo divide-se entre...

... as pessoas que têm códigos PIN dos cartões mutibanco com a combinação de dia/mês ou dia/ano de uma data especial e as outras.

terça-feira, 29 de março de 2016

Os filhos dos meus amigos podem não ser melhores que os dos vossos, mas terão certamente um sentido de humor mais peculiar # 5

Fomos ao workshop de ilustração de Dia do Pai com duas amigas queridas: a Margarida e a Rita. 
Chegados ao colégio, já sentados e prontos para dar início aos trabalhos, a Margarida chama a filha Laura (da mesma idade e grande amiga da Ana):

Margarida: "Vá Laura, vamos lá desenhar o pai!"

Laura: "Mãe, podemos antes desenhar o John Lennon?"

...

...

...

sábado, 19 de março de 2016

O espaço vazio



Passei, exactamente, vinte e quatro dias do Pai neste vazio. O último que comemorei tinha oito anos e era um dia bonito de Primavera, lembro-me bem, ou talvez seja esta fotografia- em que, sentada numa cadeira de rodas, carrego o último presente de dia do Pai que teve destinatário- que mo lembre. 
A partir daí sempre o mesmo suplício quando Março trazia este dia, sem ninguém que o fizesse ganhar sentido ou forma, sem ninguém que fosse a razão de o celebrarmos, este dia, o dia em que o calendário ficava vazio de mim, espectadora da celebração. 
Não é fácil crescer assim, fugindo à norma e à maioria, não nos juntando ao sentimento colectivo, não tendo razão para fazer trabalhos bonitos na escola primária, não tendo mãos para receber presentes à chegada a casa, não tendo, já adulta, compromissos de almoços ou jantares com o pai. Fica, assim, uma espécie de vazio que, no meu caso, durante anos tentei preencher avidamente com quem estava disponível e o mais preparado possível para "fazer a vez". 
O meu avô foi, de facto, o melhor avô do Mundo mas nunca conseguiu ser o meu pai. Não é possível que um avô seja pai, não acredito nisso. Um avô pode amar até ao infinito, pode ser uma referência masculina, pode exercer um modelo parental mas um avô é um avô, tem um tempo e um espaço geracional que o separa de nós e isso não é mau- na maioria das vezes é até o que faz os avós mais doces e pachorrentos, mais apaziguadores com os modelos de educação e mais flexíveis, mais amorosos e emocionais, a saber amar com a intuição e o empirismo seguro que não está acessível aos pais. Não me interpretem, por isso, mal nem me vejam como ingrata: o meu avô foi o melhor avô do Mundo mas não podia, nunca, ter feito a vez do meu pai ou aspirado a substituí-lo. 
A minha mãe foi, igualmente, a melhor mãe do Mundo. Às vezes oiço mulheres como a minha mãe dizerem que "foram mãe e pai",  também já cheguei a pensar isso da minha, assumo. Hoje não creio nisso. A minha mãe nunca fez a vez do meu pai nem nunca "foi mãe e pai" pela única razão de que essa responsabilidade, essa tarefa, esse papel, o de pai- o de meu pai- só poderia ter sido desempenhado por uma única pessoa, aquele homem que se foi embora e desistiu da parentalidade, a confundiu com conjugalidade, que entregou a gestão da minha vida, da minha educação, da rega do meu amor à minha mãe, que é, de facto, a melhor mãe do Mundo mas que, por motivos óbvios, nunca poderia ter tido a responsabilidade, a ousadia, a pretensão de ser pai. O meu pai. Aquele pai. 
Durante anos tentei preencher este espaço vazio ora com o meu avô ora com a minha mãe, numa tarefa inglória e injusta, conturbada e frustrante. 
A verdade é uma: o meu pai não soube ser pai e constato-o hoje, sem mágoas nem rancores, sem recalcamentos ou raiva. Com algum lamento e pesar pela filha do pai que eu gostaria de ter experimentado ser (e alguma curiosidade de como teria sido) e pelo pai que ele poderia ter sido se as vontades, a motivação, a predisposição e as circunstâncias o tivessem permitido. Só que não. 
Não tenho o melhor pai do Mundo, nunca o terei. Aprendi a viver bem com esse facto como uma árvore que cresce amputada mas que cresce, que ganha troncos e flores, que vê assistir, com espanto e serenidade, aos primeiros frutos. 
Hoje, muitos anos depois, e após de ter escolhido o melhor pai do Mundo para a minha filha, estou em paz. Em paz porque, não foi minha culpa, não foi minha responsabilidade, em nada contribuí para o falhanço do meu pai como pai. Em paz porque me tornei em alguém que fez as pazes com o passado e todos os dias gosta mais do presente em que se tornou o presente e sente esperança e alegria no futuro em que acredita, Em paz porque não tenta encaixar nada nem ninguém no espaço vazio que ele deixou. Já não é preciso. Sei quem sou e porque sou. 
Celebro, hoje, o dia do Pai em mim. Celebro, hoje, este espaço vazio que o meu pai deixou. E a segurança de que não preciso que ninguém o preencha. E a certeza de que ele ficará vazio para sempre, sem tristeza nem lamento. Porque este espaço vazio lembra-me quem sou, no que me tornei, recorda-me do melhor avô que nunca aqui conseguiria encaixar por ter outra forma, ser outra figura geométrica do meu amor. Lembra-me da melhor mãe do Mundo que é tão grande que neste espaço nunca poderia caber.
E lembra-me da serenidade do tempo, dos 24 anos passados a tentar preenchê-lo em vão e da aceitação de que há espaços vazios que assim têm que permanecer, com todas as memórias não concretizadas do que poderiam ter sido, com todo o vazio e silêncio que sempre ficou. Não é preciso preenchê-lo. Já não.
Este espaço vazio construiu a minha identidade, trouxe-me certezas e reconciliações, aceitação e paz. Este espaço vazio está cheio de mim. Este espaço vazio lembra-me como cheguei aqui, quem sou e porque o sou. Talvez tivesse sido uma pessoa diferente se o espaço tivesse preenchido, talvez com mais memórias positivas, com mais âncoras positivas, acredito que feliz. Mais feliz? Não sei. Diferentemente feliz.
Este espaço vazio lembra-me o que me custou chegar aqui a este ponto cardeal da minha vida. Hoje resolvida e feliz. Mesmo feliz. 

segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

Joana sabes que tens Ausfahrt? :P




"Olá Polinho! 
 Segue a quadripolarização do lindo sítio onde estou desenterrada. Pertence à região da Pomerânia e estou mais perto da Suécia do que do resto da Alemanha. Dizem que isto é a Ibiza alemã... Ahahah! Só porque tem praia. 
De resto, não interessa nem ao menino Jasus, como já te tinha dito. 
 Beijooooo , Joana Ademar"

Beijinho, Joaninha! És tão gira, caraças!


Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...