terça-feira, 28 de agosto de 2018
Ainda da fajã das almas
Na nossa fajã preferida a prima leva-a ao colo em direccão ao mar.
Eu seguia-as a fotografar a beleza irrepetível desta fajã e atrás de mim ele apoiava a sua própria mãe na descida, de braço dado. Mais tarde o avô havia de interromper o trabalho para se juntar a nós.
Mergulhámos muito todos. O mar enrolou-nos e brincámos às amonas. O pai e o avô subiram para uma cerveja partilhada e nós ficamos no calhau a partilhar línguas de gato e batatas fritas de pacote.
A Ana fez uma amiga e ambas apanham pequeninos búzios das rochas. Oferece-lhe um pacote de sumo e improvisam um Pic-nic em cima do meu vestido húmido.
A Ana contempla o horizonte e fita a montanha: “isto é que é um verdadeiro pico-nic, mamã!”
Rimos da piada. E levamos desta tarde o nome da fajã muito a peito.
Almas cheias
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Açores,
Autopsicoterapia,
Mãegyver
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