Obrigada, Sandra!
sexta-feira, 1 de agosto de 2014
quinta-feira, 31 de julho de 2014
terça-feira, 29 de julho de 2014
O Mundo divide-se entre...
... qquem prefere comer canja com arroz e quem prefere com massa de pevides.
segunda-feira, 28 de julho de 2014
Em tempos de ócio, questionam-se pacotes de açúcar...
O Mundo divide-se entre quem rasga pelo meio os pacotes de açúcar em tubo porque reza que o seu inventor se suicidou porque ninguém o fazia e os outros.
sexta-feira, 25 de julho de 2014
terça-feira, 22 de julho de 2014
O Mundo divide-se entre...
... quem em pequeno comia a parte de dentro dos pastéis de nata com uma colher e os outros.
segunda-feira, 21 de julho de 2014
domingo, 20 de julho de 2014
quarta-feira, 16 de julho de 2014
Quadripolar Gangnam style
"Olá "Ursa"!
A cruzada quadripolar continua! Por isso, envio-te em anexo umas fotos que pedi ao meu marido, Tiago, para tirar quando foi a Seul em Abril.Cá está, Seul e o bairro de Gangnam a serem quadripolarizados. :) Esperamos que gostes.
We <3 Pólo Norte!!
Beijinhos, Xana e Tiago"
Xana e Tiago eu não gostei: eu a-do-rei! Beijinhos aos dois. Ursa <3 you!
terça-feira, 15 de julho de 2014
segunda-feira, 14 de julho de 2014
Por oceanos nunca dantes quadripolarizados
"Olá Polo Norte!
Regressei recentemente de uma travessia transatlântica (Fort Lauderdale-->Barcelona)
Por isso podes considerar o Oceano Atlântico quadripolarizado!
A foto foi tirada algures entre as Bermudas e os Açores ali no meio do nada :)
bjs Alda (aka Framboesa)"
Beijinhos salgados Framboesinha!
sexta-feira, 11 de julho de 2014
O Mundo divide-se entre...
... quem não tem nenhuma tatuagem e os outros.
(Sim, acho que os não tatuados estão em vias de extinção)
(Sim, acho que os não tatuados estão em vias de extinção)
O Mundo divide-se entre...
... os taxistas (e demais prestadores de serviços) que perante o pedido "Eu queria ir para zona x" perguntam "Queria? Já não quer?" e os outros.
(revirar de olhos)
(revirar de olhos)
quinta-feira, 10 de julho de 2014
Os filhos dos meus amigos podem não ser melhores que os dos vossos, mas terão certamente um sentido de humor mais peculiar # 4
(A minha amiga Sandra , no carro com os três filhos, hoje pela manhã)
Sandra - Todos calados para eu ouvir o transito para ver por onde é que vou...
(as três pestes continuam a cantar como se nada fosse...)
Sandra (já com ar zangado) - Todos calados! Não quero ouvir nem uma mosca!
Inês - BZZZZ BZZZZ BZZZZ BZZZ
(A Sandra olhou pelo espelho retrovisor com ar de má e a tentar não se desmanchar a rir...)
Inês - BZZZZ BZZZZ é uma abelha, mãe, não é uma mosca!
Sandra - Todos calados para eu ouvir o transito para ver por onde é que vou...
(as três pestes continuam a cantar como se nada fosse...)
Sandra (já com ar zangado) - Todos calados! Não quero ouvir nem uma mosca!
Inês - BZZZZ BZZZZ BZZZZ BZZZ
(A Sandra olhou pelo espelho retrovisor com ar de má e a tentar não se desmanchar a rir...)
Inês - BZZZZ BZZZZ é uma abelha, mãe, não é uma mosca!
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Ah 'migos
terça-feira, 8 de julho de 2014
O Mundo divide-se entre...
... quem teve um cão de loiça em tamanho real como decoração na sua casa de infância e os outros.
sexta-feira, 4 de julho de 2014
domingo, 29 de junho de 2014
Quando um post, só uns meses depois, fica completo
O post original dizia isto. Mas o post original só fica completo com este vídeo, enviado pela Mari (obrigada e beijinhos!). Aqui vai, para todas as mães:
"Recebi há uma hora um email de um ex-colega a querer saber de mim e o que tenho feito profissionalmente. Na troca de emails perguntava-me o que fiz nos últimos dois anos. Quando lhe disse que estive um ano, exclusivamente, a ser mãe respondeu-me qualquer coisa como "isso vai dar-te cabo do currículo, foi um ano deitado às urtigas onde não desenvolveste nenhuma competência..."
"Recebi há uma hora um email de um ex-colega a querer saber de mim e o que tenho feito profissionalmente. Na troca de emails perguntava-me o que fiz nos últimos dois anos. Quando lhe disse que estive um ano, exclusivamente, a ser mãe respondeu-me qualquer coisa como "isso vai dar-te cabo do currículo, foi um ano deitado às urtigas onde não desenvolveste nenhuma competência..."
Querido Paulo,
Uma vez que te senti preocupado com a minha vida profissional e certa que estou das tuas intenções na árdua tarefa de me ajudar a regressar ao que é importante, a fazer valer enquanto profissional, ocultando este percalço que foi o da minha maternidade e os constrangimentos que tal trouxe para a minha carreira, junto submeto o meu CV actualizado para tua análise e apreciação.
Desde já obrigada.
L."
CURRICULUM VITAE (actualizado)
INFORMAÇÃO PESSOAL
Pólo Norte - Mãe
EXPERIÊNCIA PROFISSIONAL
Março de 2012 - Agosto de 2012
Grávida de alto risco
Descrição da tarefa: Vomitar 300 vezes ao dia no intervalo de 30 entrevistas de selecção, fazer boa cara aos candidatos, fazer xixi de 10 em 10 minutos e aguentar sem o fazer em reuniões de três horas com clientes, ministrar formação de pé durante oito hora seguidas e, com especial destaque, para o período pós-almoço quando o sono bate tão forte que é impossível manter as pálpebras abertas. Lidar com a notícia de que as coisas não estão a correr bem apesar do esforço em gerir a gravidez e a carreira, Vir da médica com indicação de repouso absoluto. Cumpri-lo, sem fazer qualquer esforço físico, a gerar um bebé, com uma alimentação rigorosa, sem poder sair à rua, confinada a quatro paredes, sofá, cama, sófá, sem poder deprimir que o bebé pressente essas coisas, a receber uns 343637 emails por dia com pedidos de relatórios, chamadas a perguntarem onde está o dossier y e em que pasta do pc está o ficheiro z que isto de procurar é uma maçada, lidar com uma total falta de respeito, desprezo absoluto e incapacidade natural de empatia da entidade empregadora face ao teu estado de saúde frágil e risco de perda do bebé. Ir a 500 consultas, aguentar sem chorar de cada vez que somos pesadas, decifrar a mensagem do semblante da médica de cada vez que faz um ecografia e mantém o silêncio, confirmar o sexo do bebé, comprar o enxoval, decorar o quarto, escolher o nome, aguentar noites de inónias, prisão de ventre, a impossibilidade de encontrar uma posição confortável par dormir, o peso da barriga, as dores nas costas, infecções urinárias, piolenefrites, ecografias semanais. Ter medo, todos os dias, um a um, de perder um bebé que já é o seu filho, para sempre.
Competências desenvolvidas: Responsabilidade. Disciplina. Rigor. Adaptação à mudança. Controlo e gestão de emoções. Resistência à frustração. Paciência. Resiliência. Gestão de prioridades. Pensamento holístico.
Agosto de 2012
Parturiente e mãe de bebé-recém nascido prematuro
Descrição da tarefa: Ser submetida a uma intervenção cirúrgica que resulta num ser vivo cá fora. Aprender a cuidar dele ainda com uma barriga cheia de pontos, ser firme e recusar visitas de cortesia na maternidade para além das da família de primeiro grau, firmar a posição de que não se quer amamentar contra tudo e todos, lidar com os olhares de reprovação, aprender a gerir a culpa de todas as decisões que se tomam em detrimento de todas as opções que foram preteridas. Aprender a dar banho, a actualizar medidas de biberão, a melhor posição para arrotar, que as chuchas de bebé têm tamanhos, que há NAN mas que o NAN confort é que é melhor para os intestinos do bebé, procurar onde se vende xarope de mação reineta para passar a prisão de ventre, encontrar o ângulo para deitar o bebé de barriga para baixo nos nossos braços de modo a passarem as cólicas, aprender a melhor forma para o adormecer, a ouvir quinhentos bitatites por dia divergentes sobre o melhor para o nosso bebé, decidir pela própria cabeça o que é melhor para ele, lidar com a pressão e com a preocupação constante sobre se ele está bem, se respira, se está com dores, se tem fome, sono, fralda suja ou está só aborrecido tendo como único indicador um choro que, ao início, parece sempre com os mesmos acordes. Aprender a ver o marido companheiro como pai, membro com iguais direitos e deveres que partilha as tarefas e não que participa como figurante nas mesmas. Reajustar o conceito de família e criar a sua própria dinâmica familiar.
Competências desenvolvidas: Resistência física. Assertividade. Não conformismo. Firmeza. Auto-confiança. Facilidade de aprendizagem. Multitasking. Flexibilidade. Atenção ao detalhe. Capacidade de observação. Resiliência. Resistência ao stress. Dinamismo. Criatividade. Capacidade de adaptação. Capacidade de tomada de decisão. Comunicação não verbal. Escuta activa. Atenção. Cooperação. Espírito de equipa. Capacidade de delegação e descentralização de tarefas. Adaptação à mudança.
Setembro de 2012- Fevereiro de 2013
Parturiente e mãe de bebé-recém nascido prematuro.
Mãe júnior.
Descrição da tarefa: Ver a sua casa ser assaltada e ficar sem quase nada. Lidar com o medo. Decidir mudar de casa e fazer mudanças, encaixotar e desencaixotar o que sobra, passar dias inteiros da licença de paternidade a comer pó, a limpar estores e janelas da casa nova, a arrancar papel de parede, e desmontar e montar móveis, a dispôr a mobília, a arrumar tarecos, a deixar a filha bebé na avó para que ela não coma pó e a sentir-se culpada por isso. Procurar uma pediatra, ir às primeiras vacinas, e às segundas, e às terceiras. Pagar consultas de 75€ mensais, fraldas aos magotes ao preço do whisky de 20 anos, latas de leite mais caras porque evitam as cólicas sem que o Segurança Social ainda tenha procedido ao pagamento do subsídio de maternidade. Reajustamento do orçamento familiar. Ter que confirmar no Hospital de Santa Cruz que o sopro no coração tinha, efectivamente, fechado. Receber na casa nova, ainda em mudanças, as visitas todas que queriam conhecer a miúda. Sentir-me com dores. Perceber que aquilo das hemerróidas no pós-parto não acontece só às outras. Superar o nojo de pegar, pela primeira vez, no Narihnel. Aprender a fazer vapores na máquina. Lidar com a relação bipolar da cria face ao banho (horror para entrar/horror para sair). Cozinhar as primeiras sopas. Decorar os ingredientes que se vão adicionando e estar atenta à possibilidade de alergias. Ter motricidade fina para dar a sopa e acertar na boca da miúda sem fazer um estardalhaço à volta. Não esquecer da vitamina A antes de dormir. Prescindir da decoração minimalista de casa em detrimento das espreguiçadeiras, tapetes de actividades, livros com sons, mil telefones e afins que enfeitam todas as divisões. Fazer com que o dia renda o suficiente para fazer todas as tarefas imperativas e , ainda, não deixar que a roupa suja tenha um efeito multiplicador. Rejubilar com competências adquiridas como o virar, sentar, bater palmas. Sentir-se tonta de felicidade com coisas tão banais.
Competências desenvolvidas: Gestão de prioridades. Combate ao materialismo. Trabalho sob pressão. Resiliência. Disponibildade para aprendizagem contínua. Espírito de iniciativa. Questionamento. Sentido crítico. Capacidade de empatia. Atenção ao detalhe. Capacidade de negociar e ceder. Gestão de tempo. Tolerância ao stress.
Março de 2013- Agosto de 2013
Mãe
Descrição da tarefa: Ganhar hérnias discais. Ser internada com um problema grave de coluna. Ensinar gracinhas, músicas, danças. Ouvir em looping mil vezes a música do "come a papa, Joana". Assistir ao gatinhar. Resistir, incólume e valente, às primeiras quedas. Aprender o que é Arnidol. Decidir que, mesmo que de forma não popular, se assume que se vai prolongar a licença de maternidade, correndo o risco de ser ostracizada, posta de parte, preterida e ignorada pela entidade laboral quando se regressa. Correr o risco de não prescindir do direito contemplado na legislação. Fazer as primeiras papas, dar a provar os primeiros sólidos. Inscrever na natação. Derreter a vê-la de fato de banho. Deixar de ser uma figura central na esfera familiar e a passar a ouvir toda a gente perguntar pela "menina". Organizar um baptizado a milhares de quilómetros de distância. Não stressar quando os planos não resultam da forma como tinhamos pensado. Replanear. Ter capacidade de improvisar. Prescindir da sua identidade e relevar de cada vez que alguém a trata por "Mãe". Pesquisar tudo sobre percentis, deixar de pesar a miúda sem ser no médico para não stressar. Testar a resistência do coração da primeira vez que ela cai a sério. Apreciar a primeira ida à praia. Deixá-la experimentar o mundo. Ler histórias. Saber quem são os Caricas e saber de cor as coreografias. Preparar uma primeira festa de aniversário inesquecível. Cumpri-lo. Não se arrepender, um segundo que seja, do dia em que se quis ser mãe. Ser mãe, exactamente, assim. Com tanto medo quanto amor.
Competências desenvolvidas: Paciência. Resistência a actividades rotineiras. Auto-controlo. Sangue frio. Gestão de prioridades. Gestão do risco. Destemor.Tolerância ao stress. Resiliência. Gestão de conflitos
Autonomia. Identificação de oportunidades. Planeamento.Capacidade de improviso. Replaneamento. Inovação. Persistência. Capacidade de se auto-motivar. Compromisso ético. Relacionamento interpessoal a longo prazo. Paixão.
EDUCAÇÃO E FORMAÇÃO
Auto-didacta.
COMPETÊNCIAS PESSOAIS
Língua materna- Português
Outras línguas:
COMPREENDER/ FALAR/ ESCREVER
Babylese- C1/C1/C1
Competências informáticas- Esterilizador de biberons (nível avançado). Máquina de aerossóis (nível avançado).
Outras competências- Especialista em adormecê-la em cinco minutos. Largo repertório de músicas infantis. Ouvido treinado para diferenciar 432 tipos de choro e seus significados.
Carta de condução de carrinho com e sem ovo incorporado.
Destreza no transporte de ovo só com o ante-braço.
Anca esculpida para transporte ao colo, sem qualquer risco de queda.
INFORMAÇÃO ADICIONAL
Referências - Ana - filha Tel.: +351 123 456 da Chicco ou contacto através de qualquer comando de televisão. De preferência do que funciona a sério, o de cá de casa. "
A Vanessa. O Rodrigo. Eu. E a (minha) Ana. Hoje a Judite. E o André.
" Ontem foi um dia mau. O início de Junho é sempre mau para mim, sou má de Junho, já um dia escrevi aqui.
Junho traz o ar fresco do fim da Primavera, as andorinhas nos beirais, as ervas azedas que povoam as memórias da minha infância no caminho para a escola, os breves dias dos jacarandás em flor.
Junho traz os dias a espreguiçarem-de, lentos e demorados, as noites mais estreladas e o chilrear dos pássaros nas árvores, Junho traz a reboque o Verão do sol, da praia, do mar salgado, dos lábios enrugados por não se querer sair do mar.
Junho não devia ser um mês em que se morre. Ninguém deveria morrer na Primavera.
Talvez não faça sentido o que aqui escrevo mas ontem, como desde que soube do caso do Rodrigo, eu confundi-me com a Vanessa, de repente, eu sou a mãe da Ana, do Rodrigo, mãe de todas as crianças que precisam de ajuda, eu sou humana, pessoa, igual a todos os que sofrem, responsável por estender a mão ao próximo que, afinal, também sou eu.
Eu fui, muitas noites em silêncio, a Vanessa em pensamento, a imaginar a sua dor, o seu medo, o pânico da iminência de se perder o ganho que era suposto a vida nos dar para sempre. Um filho não é para morrer. "Parto" é substantivo, nestas coisas da maternidade. "Parto" não pode ser uma forma verbal no que diz respeito a um filho, sujeito que nunca deveria ser neste verbo.
Eu fui, muitas noites, em silêncio, a Vanessa, sem mámen, sozinha com dois filhos, vinte e poucos anos, mãe coragem, mãe real, a quem nada mais resta senão lutar pelos filhos sob todas as circunstâncias. Mãe que é mãe.
Eu fui a Vanessa, e antes de ser mãe nunca o conseguiria ter sido, a dor nunca poderia ser imaginada sob este prisma tão próximo e tão real. E perguntam-me, muitas vezes, se me morreu alguém de cancro, de leucemia, porque raios me envolvo nestas causas que têem que ver com esta doença e respondo que não. E relembro que sou mãe e que o que mais temo é a aleatoriedade desta doença, o "pimponeta pitapita pitucha" com que escolhe as vítimas e que, uma vez a Ana cá fora, preciso de sentir que todos juntos podemos não dar tréguas a este cancro, idiota e nojento, podemos tentar combatê-lo, lutar contra ele, para os filhos dos outros que, nestes casos, passam a ser tão proximamente nossos, afinal.
E uns dizem-me egoísta porque só despertei para a causa agora que sou mãe. Que antes já havia cancro e que, só depois da Ana, é que acordei para a vida. Que "preciso" de ajudar porque agora sou mãe, como se quisesse meter na conta de Deus as coisas boas que tento fazer, moeda de troca para ajustar contas com Ele, caso um dia a tragédia me bata à porta. Eles não sabem nada.
Parir a Ana trouxe-me, apenas, a consciência de um amor imensurável, maior, para sempre. Um amor que não se explica, que sufoca o peito, que o faz transbordar, que se expande de dia para dia. Ser mãe trouxe-me esta capacidade de empatizar, tanto e tão só, de ser mãe da Ana, da mesma forma aleatória com que poderia ter sido a mãe de qualquer criança. Do Rodrigo.
Ontem, ao entrar na casa mortuária e deparar-me com a cabeça do Rodrigo deitado num pequeno caixão, o coração estrangulou-se de dor. Da dor da Vanessa, que poderia ser eu. Da dor de uma mãe que fica apática, inerte e vazia perante a morte de um filho a quem se deu a vida, que agora a puta da doença roubou.
Ontem, ao entrar na casa mortuária o coração parou-me, um segundo. Projectei a minha filha ali, o seu remoínho naquela cabeça inerte. Os seus peluches em vez da girafinha do Rodrigo. A minha mãe, naquela avó, a aconchegar o neto sem vida, como o faz sempre que deita a Ana no seu bercinho. Momento dilacerante para se perceber, de forma mais cruel, o significado da palavra empatizar.
(...) Porque a vida não é uma merda, como ouvi dizer ontem. Merda? Merda é a morte caramba! (...)"
Post de Junho de 2013
Quando um filho morre, morre para sempre a sua mãe, sobrevivendo, muitas vezes, para os outros filhos.
Atrevo-me, como filha única e mãe de filha única, a adivinhar que quando um filho único morre deixa de haver razão para se, sequer, sobreviver.
Um abraço imaginário à Judite de Sousa. Apertado e demorado.
sexta-feira, 27 de junho de 2014
Ceci n'est pas une déclaracion d'amour
Sinto uma espécie de amor adolescente pelo meu marido. Já tivemos crises. Muitas. Já desgostei dele (oh, já desgostei tanto...) mas, sempre soube, que nunca iria deixar de o amar.Cumpriu-se e nunca deixei, um segundo sequer, mesmo que a vida e o amor fossem, tantas vezes, coisas diferentes.
Amo-o até ao infinito e mais além.
Às vezes ele vem ao meu encontro e avisto-o ao longe, andar trapalhão e cabelo desalinhado, e penso "que sorte, caraças, como é bonito o meu namorado!". Muitas vezes esqueço-me que crescemos e que adultizámos, que há alianças nos dedos para nos lembrarem de promessas formais, em dias felizes, de dedos outrora vazios, de lágrimas e de vida vivida, de tudo voltar ao sítio certo, o sítio onde ele é o meu namorado da faculdade, o sítio onde ele é o meu noivo, com um anel de noivado comprado a prestações, nós num Fiat Uno, depois, agora, o meu marido. Crescemos, caramba, mas eu ainda olho para ele com aquele ar de espanto de quem não sabe como conseguiu arranjar um namorado tão bonito, são os olhos, não sei, talvez o esgar de sorriso, o cabelo despenteado, não sei, sei que é meu, o rapaz dos Açores, tão giro, é meu.
E isto podia ser uma declaração de amor se hoje fosse um dia para comemorar, um dia especial, como mandam os compêndios do amor. Mas não é, é apenas um dia em que me atrasei de manhã e ele não se importou de se desviar do seu caminho, de se atrasar, só para me trazer à porta do escritório e no caminho cantámos com a rádio no volume máximo, em coro, e rimo-nos, esquecendo-nos que íamos ambos a caminho do trabalho, lá atrás a cadeirinha da miúda a teimar em não nos deixar esquecer que crescemos, que somos adultos, mas hoje, na A5, lembrei-me porque gosto tanto dele, desta forma tão tonta, tão adolescente e - que se foda!- tão boa, enfim.
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Dia 13
quinta-feira, 26 de junho de 2014
quarta-feira, 25 de junho de 2014
Pergunta para queijinho: duas gémeas quadripolares fazem um par octopolar?
Grande beijinho, Joana e Inês.
Há pais com dores de cabeça chatas à custa das filhas giras, o vosso deve ter uma cefaleia crónica à vossa custa...
terça-feira, 24 de junho de 2014
segunda-feira, 23 de junho de 2014
O Mundo divide-se entre ... (post bairrista)
... quem não percebe mesmo qual a graça em levar com alhos porros na pinha no São João e os outros.
(Que me desculpem os portuenses, que eu cá adoro a tradição das lanternas mas isto dos alhos porros não tem piléria nenhuma, pá!)
(Que me desculpem os portuenses, que eu cá adoro a tradição das lanternas mas isto dos alhos porros não tem piléria nenhuma, pá!)
As leitoras deste blog são melhores que as dos outros
Quadripolarizações em directo de NYC.
"Aqui vão as quadripolarizações do 911 memorial e do novo World Trade Center! Beijos de NYC. Filomena."
"
sexta-feira, 20 de junho de 2014
quinta-feira, 19 de junho de 2014
Cruzada quadripolar: descubra o(s) país(es)...
Beijinhos à Cristina que me enviou quadripolarizações fabulosas, esquecendo-se de identificar os sítiso onde as fez.
Isto é que é a essência da verdadeira quadripolar, caramba!
(Alguém tem palpites?)
terça-feira, 17 de junho de 2014
O Mundo divide-se entre...
... quem lambe as varetas da batedeira no fim de fazer um doce e os outros.
sábado, 7 de junho de 2014
A grande novidade quadripolar do mês de Junho: a minha marcha é linda!
Pólo Norte é, assim, oficialmente, a primeira madrinha blogosférica de uma marcha popular.
E quando descermos, lindas e altaneiras, a Avenida de um jeito quadripolar que só nós sabemos, queremos ouvir um:
E quando descermos, lindas e altaneiras, a Avenida de um jeito quadripolar que só nós sabemos, queremos ouvir um:
"O Bairrrrooooo Alto é que é!"
(Beijinhos Rita e Ana Carina)
quinta-feira, 5 de junho de 2014
A (minha) blogosfera
A blogosfera é um bairro. E como em todos os bairros há vizinhos que nunca passarão de vizinhos, pessoas que partilham a mesma plataforma, que habitam no mesmo espaço, com quem nos cruzamos de vez em quando ora no elevador ora no semáforo do cruzamento. Há vizinhos com quem simpatizamos, dizemos bom dia, boa tarde, fazemos festas nas cabeças dos filhos, trocamos conversas de circunstância, falamos do tempo e dos tempos.
Continuam a haver ruas onde não passo, não me interessam, subúrbios da (minha) blogosfera mal frequentados, que evito, quase que me esqueço que existem. Continuam a haver cafés que não frequento, não me identifico com os seus clientes, não faço coro nas calhandrices, não me chego. Continuam a haver reuniões de tupperware e conjuntos de mulheres que fazem caminhadas à noite, não acho mal, mas não me interessa, prefiro não guardar restos de comida em caixas e nem gosto de andar a pé.
E há vizinhos com quem, mais tarde ou mais cedo, pela empatia, pelas semelhanças, pelas afinidades, acabamos por nos tornar amigos. Primeiro encontramo-nos no café e partilhamos a mesma mesa, depois combinamos um café sem putos, depois há um jogo de futebol e convidamo-los a virem vê-lo a nossa casa, uma das crianças comemora o seu aniversário e oferecemo-nos para ajudar a fazer bolinhos na véspera, deitamos um olhinho aos putos de todos que brincam no parque e vamos ganhando espaço assim, devagarinho, na vida uns dos outros.
São poucos (e bons, aliás, os melhores!) os meus amigos do blogo-bairro, que se tornam amigos para além da vizinhança, que me visitam noutros contextos, que têm espaço onde quer que eu esteja, especialmente, se não estiver no bairro.
A Susana é uma delas, para além da blogosfera, da Maria e da Pólo Norte, do gato e da ursa, dos leilões de decotes e da ONU, para além de eu ser má a gerir relações à distância, de Portugal e do Haiti.
A Susana é parte desta experiência. É 100% quadripolar e eu sou 100% mariesca.
Beijinhos, minha querida (fazes cá falta: muita: tanta!)
quarta-feira, 4 de junho de 2014
Quadripolar Cape Town
"Esta foi tirada da janela do meu apartamento em Cape Town. Como estou quase a mudar-me para Maputo, espero enviar-te outra brevemente!
Um beijinho, Vanessa"
Grande beijinho, Vanessa! Obrigada!
terça-feira, 3 de junho de 2014
O Mundo divide-se... (após discussão de dois adolescentes no fim-de-semana)
... entre as pessoas que perante a frase "nos olhos" pronunciam "nozolhos" e as que pronunciam "nojolhos".
O Mundo divide-se entre...
... as pessoas que no fim da refeição não têm pudor em molhar o pão no azeite que sobra e as outras.
sexta-feira, 30 de maio de 2014
Tropeçar num texto antigo e renovar votos
"Eu não quero uma filha racing. Não aspiro uma filha que dê voltas à pista da vida mais depressa que os outros. Que chegue primeiro a lado nenhum.
Eu não preciso de uma filha que se sente aos 4 meses, que ande aos 6 e que fale aos 9. Eu quero uma filha com tempo para experimentar a vida, ao seu ritmo. Uma filha que não engula a vida, com pressa, mas que a saboreie devagarinho.
Eu não sonho com uma filha que leia aos 3 anos, que faça fracções aos 6. Eu quero uma filha com tempo para questionar cada aprendizagem, para reflectir sobre ela, a aperfeiçoar ou a pôr de lado e explorar alternativas. Uma filha que experimente a vida como se estivesse num provador e que escolha a que melhor lhe assente, sem olhar a moda ou padrões impostos.
Eu quero uma filha com o seu próprio estilo de vida. Sem pressões para ser mais rápida, mais esperta, melhor. Eu quero uma filha que não entre em corridas, comparações, inseguranças de quem se baliza pela norma. Eu quero uma filha que crie as suas próprias regras de felicidade e seja fiel às suas convicções . Eu quero uma filha com tempo para poder reflectir naquilo que serão os seus dogmas, as suas crenças, a filosofia com que regerá o que a torna feliz.
Eu não quero uma filha “primeirasss!”, uma filha de “quadro de honra” da vida, uma filha que faz para se sentir admirada, invejada ou role-model para os outros. Eu não quero uma filha que precise de validação externa, de palminhas, de histórias partilhadas nas revistas de bebés. Eu quero uma filha que tenha os aplausos dentro de si.
Eu não quero uma filha sobredotada. Eu quero uma filha sobrefeliz."
Texto de Março de 2013. Sentimento de e para sempre.
sexta-feira, 23 de maio de 2014
Waka waka quadripolar
"O meu marido foi de viagem à África do Sul e o único souvenir que eu lhe pedi foi este. Joanesburgo está quadripolarizada!
Espero que conte para a Cruzada, que eu pedi-lhe imenso para que não se esquecesse ! : )
Um beijinho,
Pipa
Meu Querido Diário
meuqueridodiario.pt"
Obrigada, querida Pipa!
quarta-feira, 21 de maio de 2014
Eu que nunca achei graça a sessões fotográficas de grávidas, repenso a minha posição...
Duarte quadripolarizado in-utero, dá direito a quadripolar honorário e vitalício!
Beijos Raquel, Raquelmen e Duarte (e um calduço à Olga, que alinha nesta doidices)
terça-feira, 13 de maio de 2014
Queima quadripolarizada!
"Olá Pólo,
Como não podia deixar de ser, quadripolarizamos a Queima das Fitas do Porto :) Beijinho quadripolar das Ana's e da Filipa"
Beijinhos às cotovias mai lindas! Pólo Norte loves you all, riquezas de sua tia ursa!
segunda-feira, 12 de maio de 2014
I don't hate Mondays
Tomei o pequeno almoço com a Ana, às dez da manhã. Encontrámo-nos com os meus amigos Xana e Vitor mais os meus três sobrinhos maravilhosos e fomos pela costa do Guincho, Cabo da Roca até à Ericeira.
Almoçámos no retiro da Baleia um arroz de polvo magistral. Sentámo-nos na esplanada ali ao lado, sem relógios nos pulsos (menos a Ana que ganhou da tia Xana um relógio da parva da gata sem boca), sem redes nos telemóveis, a conversar, a apanhar sol e a ouvir o mar.
Voltámos por Sintra, acabámos a comer um gelado no Santini de Cascais e fomos extraordinariamente felizes.
Quem diz que as segundas-feiras não prestam?
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Ah 'migos
terça-feira, 6 de maio de 2014
Mulher que é mulher tem um guilty-crush
E, por falar no meu*, chibem-se aí: quem é o vosso?
*
*
(a quadripolarização mais erótica de sempre foi cortesia da minha amiga Pipoca)
segunda-feira, 5 de maio de 2014
sexta-feira, 2 de maio de 2014
quarta-feira, 30 de abril de 2014
segunda-feira, 28 de abril de 2014
sábado, 26 de abril de 2014
o Mundo divide-se...
... entre quem numa cama de casal ocupa o lugar mais proximo da porta e o outro.
quinta-feira, 24 de abril de 2014
S-Day
Ontem foi o "S-Day", dia da minha amiga Sónia, que eu adoro de uma forma tão descontraída quanto espantada como só descontraídas e feitas de espanto conseguem ser as amizades tardias.
A Sónia lá estava, linda e radiosa, com aqueles olhos amendoados e sorriso menino, e de repente, eu estava cheia de orgulho e vaidade porque as vitórias dos nossos amigos trazem-nos alegria por osmose, gratidão no facto daquela pessoa nos pertencer um bocadinho, uma célula de alma.
E foi bonito o lançamento do livro, ponto de encontro entre pessoas de quem gosto muito, troca de galhardetes com amigos recém desvesiculizados, piscar de olhos aos putos que correm, espaço de entrega de encomendas, motivo para conhecer novos abraços, sorrir para a irmã mais gira da sala (beijinhos, Adriana!) e gritar um "Ohhh Elsa!".
E cá canta o livro da minha Sonyte, motivo para uma noite em branco e razão pela qual tive o dia todo a cabecear de sono.
Já está: lido, sublinhado e com ensinamentos em reflexão. Com desmesurado orgulho e sem culpas. Doce com as amêndoas que adoçam os olhos da Sónia.
Tia Sónia ali, taco a taco, com o Ruca: estás lá dentro, Sonyte!
SMS quadripolarizada!
Descobrimos (eu e a minha amiga Rosa) o truque para ser-se magra sem esforço
A nossa amiga Cláudia- magérrima e elegantérrima- enerva-nos muito. É daquelas que quando está de frente parece que está de lado, fica cheia quando come um queijo fresco, não come entradas das refeições senão já não tem apetite para o prato principal e isto transtorna-nos muito, a mim e à Rosa, que engordamos só de respirar.
A Cláudia, no outro dia, confidenciou-nos que a sua avó materna durante toda a infância lhe deu pastilhas elásticas para comer, não as distinguindo de rebuçados, pelo que a Cláudia engoliu chicletes desde os 2 anos até perceber o que eram pastilhas elásticas...
Posto isto- eureka!- descobrimos a poção secreta: dá-se pastilhas elásticas às crianças, elas colam-se-lhes nos respectivos estômagos, tipo banda gástrica preventiva e dá-se o caso de se criarem crianças elegantérrimas.
Eu e a Rosa- que é madrinha da minha filha- estamos numa lufa-lufa à procura de onde se vendem super-gorilas para começarmos a oferecer à Ana...
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Ah 'migos
terça-feira, 22 de abril de 2014
Poso ter o cabelo pintado de qualquer cor que serei sempre loira
Fui loira toda a infância e adolescência. Não tão loira como a minha filha, que tem um loiro açoriano, tinha um cabelo mais para o dourado mas, não sendo nórdica, sempre me lembro de mim loira.
A primeira vez que pintei o cabelo começou por ser com uns rímeis capilares para fazer madeixas de cores pavorosas mas os anos 90 assim o ditavam. Depois usei henna, mais tarde descolorei, ainda mais, à frente do cabelo e, logo a seguir, para disfarçar a catástrofe capilar fiz as minhas primeiras madeixas.
Entre nuances, madeixas, tintas permanentes e afins o meu cabelo nunca deixou de ter o pantone loiro. Fui loira até ser mãe.
Com a gravidez decidi deixar de pintar o cabelo e descobri a cor natural com que ele está agora: castanho claro. Não desgostei de me ver e, depois da Ana nascer, comecei a pintá-lo de castanho. Um ano e meio depois estou com uma depressão capilar.
Ok, há imensas vantagens em ter o cabelo castanho: não tenho que estar sempre a retocar as raízes, o cabelo não fica com um ar queimado no Verão tingindo-se para o tom "loiro-barracas" e está, efectivamente mais forte (não sei se são, ainda, efeitos colaterais da gravidez ou se, efectivamente, o facto de não usar tintas agressivas poupa mesmo o cabelo).
Mas eu tenho uma personalidade loira. Tenho uma personalidade de sol e sal. Não tenho uma personalidade morena. E sinto-me mais "apagada". Mais discreta. Mais recatada. Só porque tenho o cabelo castanho.
Posto isto, tomei a decisão de voltar a ser loira. Ainda não sei se pinto, se faço madeixas, se coloco camomila intea no cabelo ou, me passo, e ataco a garrafinha de água oxigenada... :P
Mas que tenho que pôr o cabelo a condizer com a minha personaliadade, ah, disso não há como escapar...
quarta-feira, 16 de abril de 2014
La foto
"Olá Pólo!
Tentei tirar uma selfie (achei que o acontecimento merecia), mas com o sol nao se via bem o papel, por isso vai só assim.
Guadalajara, México quadripolarizado :)
Sofia"
Gracias, guapíssima!
quarta-feira, 9 de abril de 2014
terça-feira, 8 de abril de 2014
Não há uma sem duas...
Abu Dhabi e os Emirados Árabes Unidos quadripolarizados pela girérrima Ana!
Ana, Pólo Norte <3 you, too!
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