quarta-feira, 27 de maio de 2020
terça-feira, 26 de maio de 2020
Feliz Ano Novo, Marta!
A Marta celebrou o seu aniversário em quarentena.
A Marta tem um coração bonito com raízes profundas de valores e afectos e ramos que são abraços que nos dá com os olhos, o sorriso grande e também os braços.
Um coração bonito onde podemos fazer ninho e voar de lá e voltar sem cobranças nem exigências porque a Marta é toda ela Primavera, como o é o mês que escolheu para nascer.
A Marta fez anos e ele dedicou-lhe a primeira aguarela que pintou em muitos anos porque a Marta tem coração de flores.
E a sua amizade cheira a tulipas, borboletas, andorinhas e sol.
É para verem a fé que estes canastrões têm em mim
Eu: a pessoa que informa no facebook que descobriu uma app de troca de casas durante as férias e cujos amigos mandam links complementares via mp de mais apps de trocas de CASAIS durante as férias.
Tá bonito.
Ana, a precisar de relaxar
"Ai, mãe, preciso mesmo de um banhinho de impressão".
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segunda-feira, 25 de maio de 2020
"Uma pessoa compreende o Mundo, pouco a pouco, e depois morre"
“Uma pessoa compreende o Mundo, pouco a pouco, e depois morre” - in “as velas ardem até ao fim”.
Nos últimos meses aprendi tanto, cresci tanto, aprendi tanto sobre mim e sobre o Mundo, abriram-se tantas luzes, desfizeram-se tantos nós. Tem sido um processo tranquilo e sereno ao contrário de todas as outras vezes em que cresci à força, puxada por episódios marcantes específicos: a separação dos meus pais, a morte dos meus avós, o nascimento de Ana, a morte do meu tio.
Desta vez é diferente, é de dentro que o crescimento vem, não é nada externo, consigo projectar-me,pensar mais fundo como quem inspira, sentir melhor.
Faço quarenta anos dentro de dois meses, o equador da vida e já não me sinto a envelhecer, como se fosse uma coisa pesada e fatídica, sinto-me só finalmente a crescer sem ser à bruta, à força, com estaladas da vida e abanões do destino. Crescer como cresce uma planta já depois de ter caule e folhas e flores, crescer para os lados, tornar-me mais robusta e forte, melhor.
Uma pessoa compreende o Mundo, pouco a pouco. Pouco a pouco, é mesmo assim. Para compreender tudo bem. Tudo certo e melhor.
E depois poder, enfim, morrer como quem (se) apaga (n)uma estrela.
domingo, 24 de maio de 2020
quarta-feira, 8 de abril de 2020
segunda-feira, 6 de abril de 2020
Ana, a mercenária
A Ana decidiu ocupar o tempo de quarentena criando pequenos caça.-sonhos. Vende-os (obviamente!) às minhas amigas, numa de juntar dinheiro para as férias (foi assim que no ano passado pagou as entradas de toda a família na Isla Mágica). É a pessoa mais poupada do Mundo.
É, também, super empreendedora e orientada para a tarefa.
Acabou uma série de caça-sonhos e decidiu publicá-los na sua conta de instagram. Uma seguidora decide fazer o quebra-gelo.
Apreciem:
É, também, super empreendedora e orientada para a tarefa.
Acabou uma série de caça-sonhos e decidiu publicá-los na sua conta de instagram. Uma seguidora decide fazer o quebra-gelo.
Apreciem:
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Juro que sou mãe dela!
Tarefa do dia da Ana: transformar a sua biblioteca da sala num arco-íris.
Não sei o que me mais espera mas tenho medo...
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O mundo divide-se entre...
... quem organiza os livros na estante por tamanho dos livros e quem organiza por ordem alfabética de autores.
segunda-feira, 30 de março de 2020
Covifado
Depois do incrível samba da quarentena do Brasil e da fabulosa ópera da quarentena de Itália, temo o faduncho colectivo de homenagem à luta pela Covid-19.
sábado, 28 de março de 2020
Nova estratégia de mámen: embebedar-me.
O mundo divide-se entre quem prefere vinhos do Douro e quem prefere vinhos alentejanos.
sexta-feira, 27 de março de 2020
quinta-feira, 26 de março de 2020
O meu nome é Pólo Norte e sou vítima de cozinho-bullying
Mámen e Ana voluntariam-se, muito diligentes e solícitos, para fazer o jantar (idiotas!).
Ouço-os aos risinhos na cozinha.
Abeiro-me e a Ana pergunta-me, muito séria: "Sabes qual foi o último filme de terror que eu e o pai vimos, mamã?"
Aceno que não.
Responde-me com ar de gozo: "Chovem almôndegas!"
Estão há vinte minutos a rirem-se da minha cara.
Ouço-os aos risinhos na cozinha.
Abeiro-me e a Ana pergunta-me, muito séria: "Sabes qual foi o último filme de terror que eu e o pai vimos, mamã?"
Aceno que não.
Responde-me com ar de gozo: "Chovem almôndegas!"
Estão há vinte minutos a rirem-se da minha cara.
Petit noms fofinhos que mámen me chama
O meu excelso esposo brinda-me, regularmente, com uma lista imensa de petit noms fofinhos.
Vale tudo: Li, Lilica, Licas, Lica, Lilicosa, Grunguinha, Grungui, Grungosa e, quando eu estou furibunda, sai-lhe sempre uma interjeição que eu oiço como Jumarruá, e cuja origem nunca percebi nem nunca lhe perguntei porque, enfim, quando ele me chama isso eu estou sempre puta da vida.
Hoje à hora de almoço, depois da cena das almôndegas e de eu ter usado a cartada do "vocês são uns ingratos, eu dou o meu melhor, beca beca", ele virou-se para a Ana e disse "não cutuques a Jumarruá" e eu voltei atrás e esclareci, de uma vez por todas, onde raio tinha ele desencantado aquele petit nom fofinho.
É Juma Marruá.
Preferia ter-me mantido na ignorância. [Cabrão!]
Vale tudo: Li, Lilica, Licas, Lica, Lilicosa, Grunguinha, Grungui, Grungosa e, quando eu estou furibunda, sai-lhe sempre uma interjeição que eu oiço como Jumarruá, e cuja origem nunca percebi nem nunca lhe perguntei porque, enfim, quando ele me chama isso eu estou sempre puta da vida.
Hoje à hora de almoço, depois da cena das almôndegas e de eu ter usado a cartada do "vocês são uns ingratos, eu dou o meu melhor, beca beca", ele virou-se para a Ana e disse "não cutuques a Jumarruá" e eu voltei atrás e esclareci, de uma vez por todas, onde raio tinha ele desencantado aquele petit nom fofinho.
É Juma Marruá.
Preferia ter-me mantido na ignorância. [Cabrão!]
Ana, a ingrata quase vegetariana
Tenho sobras de frango e quero aproveitá-las de alguma maneira. Tenho a ideia peregrina de fazer almôndegas de frango. Não ficam, propriamente, geniais (que toda a gente sabe que não fui bafejada com o talento da mão para a cozinha).
Ponho o almoço na mesa.
Mámen dá uma garfada, arregala os olhos e continua a comer em silêncio, para não me cutucar.
Ana mete a primeira almôndega de frango à boca, mastiga durante muito tempo, enrola a comida na boca e, finalmente, engole, fazendo uma expressão de puro enjoo.
Arregalo-lhe eu os olhos.
Defende-se de imediato: "Tens noção que morreu uma galinha para isto, mãe?"
...
...
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quarta-feira, 25 de março de 2020
Ana, a sopeira católica
Mámen e Ana a fazerem o jantar.
Sopa na bimby a terminar. Apita a bimby e mámen destapa a tampa e verifica, com uma concha, a consistência da sopa, verificando a necessidade de juntar mais água para diluir a dita. Vira-se para a Ana e estende-lhe um copo, instruindo-a:
"Vai ali buscar água para baptizar um bocadinho a sopa"
Ana, olha confusa para o copo, destapa outra vez a bimby, olha muito séria para a sopa e arrisca:
"Eu te baptizo em nome do pai, do filho e do espírito santo. "
Estamos há uma hora a chorar a rir.
Sopa na bimby a terminar. Apita a bimby e mámen destapa a tampa e verifica, com uma concha, a consistência da sopa, verificando a necessidade de juntar mais água para diluir a dita. Vira-se para a Ana e estende-lhe um copo, instruindo-a:
"Vai ali buscar água para baptizar um bocadinho a sopa"
Ana, olha confusa para o copo, destapa outra vez a bimby, olha muito séria para a sopa e arrisca:
"Eu te baptizo em nome do pai, do filho e do espírito santo. "
Estamos há uma hora a chorar a rir.
As minhas amigas prestam menos que as vossas
Depois de ler o meu último post aqui uma das minhas melhores amigas envia-me uma mensagem de whatsapp.
"Se isso do mámen passar a ficar disponível em breve for para a frente, digo já: Primeiiiiiras".
Putas.
"Se isso do mámen passar a ficar disponível em breve for para a frente, digo já: Primeiiiiiras".
Putas.
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