sábado, 26 de maio de 2018
sexta-feira, 20 de abril de 2018
Ana, a fashionista
Ninguém sabe o que é um pré-AVC até acordar com a filha de sabrinas de Verão com collants grossos de Inverno, saia de ganga fina de Verão, camisola de manga comprida, óculos de sol e chapéu de chuva na mão a gritar, entusiasticamente, "Já estou vestida, mamã!"
quarta-feira, 18 de abril de 2018
Poliamor clubístico da Ana
Mámen- "Não, Ana, se tu és do Benfica como podes ficar contente por o Porto ter ganho?"
Ana- "Eu também sou um bocadinho do Porto como a mãe!:"
Mámen- "Ah,isso não vale. Só se pode ser de um clube!"
Ana: " Isso não vale. També sou tua..."
Mámen: "Estás a comparar a mãe ao Benfica e a mim ao Porto?"
Ana: "Ou ao Sporting. Tu também nunca ganhas nada..."
quinta-feira, 8 de março de 2018
quarta-feira, 7 de fevereiro de 2018
Feliz ano novo, mámen!
Rui aos 39 anos: será sempre loiro mas está cada vez mais grisalho, gosta de vinho tinto às refeições, não perde um livro ou uma série histórica, sabe tudo sobre Reis e rainhas e arte, gosta de viver em Cascais mas será açoriano com orgulho até morrer, adora crianças em geral e é louco pela Ana em particular, se pudesse tinha mais dez filhas, acorda todos os dias antes de todos para ir à padaria comprar pão fresco para nós, se fosse uma cor seria azul, já não fuma e às vezes não sabe o que há-de fazer com os dedos enquanto bebe uma bica, acredita muito no seu Deus, lê sempre antes de dormir, adora passar a ferro e diz mesa de passar, chócolate e caixinha de leite, tem uma gargalhada alta mas é discreto e low profile, despreza dinheiro e bens materiais, pinta bem, canta bem, adora séries de detectives, é desconfiado e não é facilmente conquistado, conduz mal, é refém da Electra e quando se refere a mim diz sempre “a minha loira”, chama-me Lilica e grunguinha, ressona mas dorme em conchinha como ninguém, tem o melhor abraço do Mundo e é o farol desta casa.
Celebra hoje o seu aniversário e nunca saberá o quanto o amamos a ele por tudo o que ele é.
Feliz ano novo, grunguinho!
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Dia 13
sábado, 13 de janeiro de 2018
Porque hoje é dia 13
E (hoje) cada post meu será para te dizer que eu sei que vou-te amar por toda a minha vida.
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Dia 13
sexta-feira, 12 de janeiro de 2018
Ana, a todo o terreno
- "Avó, há uma menina na minha escola que tem gesso na perna e anda de canadianas ."
- "Pois,deve ter caído e partiu a perna..."
-"Ai avó, eu também gostava de partir... mas era para andar de cadeira de rodas eléctrica! "
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- "Pois,deve ter caído e partiu a perna..."
-"Ai avó, eu também gostava de partir... mas era para andar de cadeira de rodas eléctrica! "
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quinta-feira, 11 de janeiro de 2018
quarta-feira, 10 de janeiro de 2018
First world problems
- "Precisas de alguma coisa?"- pergunta-me ao telefone uma das minhas melhores amigas, que me ligou para se inteirar do meu estado de saúde.
. "Assim de repente de ir arranjar as sobrancelhas para não parecer o Álvaro Cunhal, de pintar o cabelo que está igualzinho ao da Madonna e que não me receitem mais nenhuma injecção de cortisona sob pena de no meu aniversário me confundirem com o Fernando Mendes..."
Quem diz a verdade, não merece castigo.
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Ah 'migos
Zâmbia e Zimbabwe? Checked.
"Bom dia Ursa!
Estive de férias na Zâmbia com o meu marido, que trabalha lá, e não
podia deixar de contribuir para a cruzada.
Aqui vai uma foto das cataratas Vitória, na fronteira com o Zimbabué.
Beijinhos,
Maria João"
Obrigada, querida Maria João para ti e marido! <3
O planisfério está actualizado aqui e é- prometo!- este ano que eu ponho as quadripolarizações tooooodas em dia.
Se alguém me enviou quadripolarizações que não foram publicadas, a razão tem que ver com a minha falta de organização a gerir a conta de email do blog (que- juro-vos!- é uma coisa impossível). Assim, peço-vos que mas reenviem, please, please, para o email euquadripolarizo@gmail.com.
Muitas desculpas e renovadas gracias, sim?!
segunda-feira, 8 de janeiro de 2018
Egipto quadripolarizado
"Olá, Pólo Norte 😊
Tinha enviado esta foto através do instagram, mas reparei agora que pede para enviar por e-mail. Assim, aqui está o Egipto quadripolarizado (Agosto de 2017) pelas irmãs Carla e Cláudia Oliveira, no Templo de Hatshepsut."
O planisfério está actualizado aqui e é- prometo!- este ano que eu ponho as quadripolarizações tooooodas em dia.
Se alguém me enviou quadripolarizações que não foram publicadas, a razão tem que ver com a minha falta de organização a gerir a conta de email do blog (que- juro-vos!- é uma coisa impossível). Assim, peço-vos que mas reenviem, please, please, para o email euquadripolarizo@gmail.com. Muitas desculpas e renovadas gracias, sim?!
Ana, a Christmaskiller
Aproveitámos para desmontar a árvore de Natal e arrumar a quinquilharia natalícia enquanto a Ana estava a brincar no quarto.
Entretanto chega à sala e vê tudo "desnataliciazado" e grita, indignada:
- Hey, vocês mataram o Natal sem me chamarem?!
sábado, 6 de janeiro de 2018
Chipre
"Olá Pólo Norte, quadripolarizei o Chipre, mais um país para acrescentares à tua lista! As fotos são da Petra tou Romiou ou Rocha de Afrodite. Segundo a mitologia é o local de nascimento da deusa Afrodite! M."
sexta-feira, 5 de janeiro de 2018
Resolução de 2018: pôr em dia as quadripolarizações desde 2015
Quando tens um jantar marcado há meses e a tua filha adoece e tu tens que fazer o que tem que ser feito e ficas naquela ambivalência de "tem que ser" mas "Oh que merda", de "paciência" mas" fosga-se que timing do camandro" e resignas-te e pensas "cabrão de azar: pão de pobre cai sempre com a manteiga para baixo..."
Mas eis que as tuas amigas, lá a jantar, mostram que não tens azar nenhum: o melhor do mundo são as tuas pessoas. E isso é sorte. Melhor sorte no mundo não há.
sexta-feira, 1 de dezembro de 2017
quarta-feira, 29 de novembro de 2017
terça-feira, 17 de outubro de 2017
Ana, em crise de idade
"Eu quero muito crescer para depois mandar em mim e já ninguém me obrigar a usar chapéu."
*Suspiro*
*Suspiro*
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quarta-feira, 20 de setembro de 2017
Uma 'ssoa escreve um post de japoneses...
... e logo um leitor deste blog consegue provar que as coisas podem sempre piorar:
[Obrigada, Marco, sim?]
[Obrigada, Marco, sim?]
Ana, a colocadora de dedos nas feridas
Ana: "Mãe, o que quer dizer "maluquinha de Arroios?"
Eu: "Quer dizer que a pessoa é doidinha de todo, muito maluca mesmo."
Ana: "Ah. Onde é que é Arroios, mamã?"
Eu (engolindo em seco): "É o bairro de Lisboa onde a mãe nasceu!"
Ana (com ar esclarecido): "Ahhhhhhh!"
...
...
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Eu: "Quer dizer que a pessoa é doidinha de todo, muito maluca mesmo."
Ana: "Ah. Onde é que é Arroios, mamã?"
Eu (engolindo em seco): "É o bairro de Lisboa onde a mãe nasceu!"
Ana (com ar esclarecido): "Ahhhhhhh!"
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quinta-feira, 7 de setembro de 2017
Mas no dia seguinte ao meu 37º aniversário escrevi assim..
Já penso na minha própria morte (durante mais de duas décadas não pensei nela), na minha mortalidade e finitude.
O futuro está sempre na sombra e no encalço do presente. Li um dia que somos velhos quando temos mais memórias que sonhos, mais recordações do que projectos e planos, mais lá atrás, caminhos e estradas velhos conhecidos que atalhos desconhecidos por explorar. Estou cheia de sonhos simples e concretizáveis e guardo com alfazema num canto do meu coração todas as memórias de afectos e amor. Tudo o resto não tem espaço em mim, nem o rancor nem o ódio, nem coisas tóxicas nem nada que não me tenha acrescentado. O meu coração tem apenas memória RAM para o passado bom e o futuro de paz e leveza, que é isso que espero enquanto for envelhecendo. Dizem aos mortos "que a terra te seja leve" mas eu acho que deviam dizer aos vivos que o ar lhes seja leve para que o pensamento, os sonhos e os planos voem livres como o vento. Um céu leve.
Deixei de saber só o que não quero e passei a ter uma clara e nítida noção do que quero. Quero a saúde minha e dos que amo, quero quem me quer bem por perto, a intimidade reservada para as gargalhadas de quem me ama na mesma proporção do que eu os amo. Quero reciprocidade e merecimento. Quero relações fáceis e simples, sem cobranças nem julgamentos, sem truques na manga nem agendas secretas, sem cerimônias nem formalidades. Quero ser eu, sem pensar no que dizem os outros. E quero só quem me quer assim, quem goste de mim como sou e não me queira, projecte ou fantasie diferente ou à sua medida. O meu molde é torto e único e nunca me conseguirei encaixar.
Quero sentar-me com as pernas à chinês no passeio se estiver cansada, não me importar com maneiras socialmente impostas, dizer vernáculos e rir alto, usar decotes e não fazer fretes e quando me disserem que já não tenho idade para isto, poder fazer um pirete e cagar-me para o facto da idade não me perdoar.
A vida não é um juiz do certo ou do errado, não traz reguada incorporada e no fim morremos todos. Quero fazer o que sempre fiz: o que me dá na real telha, o que me faz sentir-me fiel aos meus valores e leal às minhas crenças.
Quero morrer livre. Sempre livre.]
quarta-feira, 6 de setembro de 2017
Entretanto fiz 37 anos
E não gosto grande coisa disto dos 30, se vos disserem que, sim senhora, a maturidade e o auto-conhecimento e que nos sentimos mais seguras e confiantes pois que pr'ó caralhinho.
Tenho saudades- muitas!- da frescura dos vinte, da impulsividade e de me borrifar para as consequências, de não ter medo de arriscar e avançar, de não ter a sombra do dever e da obrigação de ter juizinho que tenho filhos para criar- não gosto de ter juizinho nem de ser crescida nem de ser adulta nem do papel social da mãe de família.
Já vi(vi) demasiadas coisas na vida, já conheço de cor alguns guiões e como acabam uma data de histórias, sinto enfado mais vezes do que gostaria e só não reviro mais vezes os olhos porque já não sou adolescente e tenho auto-percepção e auto-consciência e um super ego de 37 anos que me manda sorrir e acenar, desligar o cérebro enquanto os outros beca beca e blá blá. Às vezes pareço exausta e cansada e distraída e esquecida mas, na maioria das vezes, desligo porque estou fartinha de clichés em geral e de muitas pessoas em particular. Já consigo adivinhar o perfil das pessoas com que me cruzo, compará-las a outras, saber o que vem a seguir. Poucas coisas me surpreendem, até a mim própria já conheço de cor e salteado e há dias em que mal me aturo e não me consigo desatarrachar.
A vida é muitas vezes a mesma coisa e uma pessoa habitua-se mas fica sempre na expectativa de que um dia se surpreenderá mas já ninguém se casa com 37 anos, já não há bodas nem copos d'água, o romantismo está pela hora da morte, as crianças não se batizam, os festivais de Verão afiguram-se a muitas máquina de roupa a lavar peças com pó e a conta da electricidade a bombar, praia só nas horas kids friendly, saídas nocturnas ahahahahah e bom bom, mas mesmo bom, é dormir a sesta a seguir às refeições e comer uma refeição quente seguida sem interrupções, sem ajeitar ganchos, sem "come de boca fechada", "vá, a fruta tem mesmo que ser!" e tudo e tudo.
Estou uma beca esmagada com tantos estímulos visuais e sonoros, e redes sociais por todo o lado e gente a tentar comunicar ao telefone, ao telemóvel, ao whatsapp, por email, sms, mensagens de facebook e directs no instagram e eu bloqueio e não respondo a ninguém, não porque seja antipática- que sou muitas vezes- nem snob nem com a mania mas apenas desorganizada e bloqueada com tantos estímulos vindos de tantos canais e tendo como único alvo receptora eu.
E chamam-me cidadã, filha, mulher, mãe, doutora, psicóloga, contribuinte, eleitora, utente, participante, cliente, artista da cassete pirata e tenho bué saudades de ser só a Liliana e de poder escrever poesia sem me sentir tontinha e pueril e poder dizer bué em voz alta sem parecer ridícula como os trintões da idade da minha mãe que insistiam em dizer muita nice, és um borrachinho e vais à boite.
Não me apetece ir para o Lux de saltos altos e sair à noite com frio é um convite infame- ai que quentinha e feliz que estou no recato do lar, pés confortáveis em meias de lã no Inverno, amigos em casa e conversas noite dentro ao invés de discotecas ruidosas e roles plays de diversão porque é suposto, porque tem que ser, porque é sábado à noite- mas que alegre e eufórica que eu era quando sair à noite com os dedos dos pés num farrapo e música em decibéis ofensivos me parecia o melhor programa de sempre.
E chamam-me cidadã, filha, mulher, mãe, doutora, psicóloga, contribuinte, eleitora, utente, participante, cliente, artista da cassete pirata e tenho bué saudades de ser só a Liliana e de poder escrever poesia sem me sentir tontinha e pueril e poder dizer bué em voz alta sem parecer ridícula como os trintões da idade da minha mãe que insistiam em dizer muita nice, és um borrachinho e vais à boite.
Não me apetece ir para o Lux de saltos altos e sair à noite com frio é um convite infame- ai que quentinha e feliz que estou no recato do lar, pés confortáveis em meias de lã no Inverno, amigos em casa e conversas noite dentro ao invés de discotecas ruidosas e roles plays de diversão porque é suposto, porque tem que ser, porque é sábado à noite- mas que alegre e eufórica que eu era quando sair à noite com os dedos dos pés num farrapo e música em decibéis ofensivos me parecia o melhor programa de sempre.
Não me apetecem novos amigos nem relações em que tenha que me esforçar, para me esforçar e forçar já basta a vida, anseio por coisas básicas, pessoas básicas, diálogos básicos, piadas básicas, já percebo as donas-de-casa de meia idade que curtem o Goucha, os cotas que arranjam miúdas com metade da idade deles e os velhos que jogam dominó e curtem anedotas à Malucos do Riso que para pesada já é a vida, as pessoas a morrerem, a minha mãe que não deixa de fumar, a miúda que anda chateada com o regresso às aulas, a quantidade de trabalho que não vê despacho, o corpo que já não funciona como nos tempos áureos e as estrias na barriga.
Entretanto fiz 37 anos e os 30 não são os novos 20: são os novos 60.
[Sim, sou capaz de estar cansada. Ou de estar mesmo a precisar de enfardar sushi]
sábado, 2 de setembro de 2017
Ana, a filósofa
Ana a fazer ginástica em cima da prancha de bodyboard no chão da sala.
- "Que estás a fazer, Ana?"
- "Reflexões..."
[No instagram do blog podem ver a cena in loco]
- "Que estás a fazer, Ana?"
- "Reflexões..."
[No instagram do blog podem ver a cena in loco]
quarta-feira, 9 de agosto de 2017
Aos 9 de Agosto de 2017, à Ana por ocasião do seu 5º aniversário
No dia em que fizeste 5 anos não consegui tirar os olhos de cima de ti.
Antecipo-te cada gesto, cada mordiscar de lábio quando estas nervosa, cada arregalar de olho quando estas excitada, cada gargalhada quando estás pronta a fazer um disparate.Ando neste namoro há cinco anos, de te (re)conhecer, de aprender quem és e como devemos gerir a nossa relação e o nosso afecto, de como te educar e amar, de como viver contigo aqui.
Nem sempre tem sido fácil, não te minto. As maiores dificuldades tem sido gerir as minhas expectativas e projeções, fazer o luto da filha que idealizei e passar a amar a filha que tu és e eu gosto tanto de ti assim tão diferente de tudo o que eu estava habituada a lidar. Não és uma Mini me e hoje sei que ainda bem. Não és uma extensão de mim nem sequer temos traços de personalidade semelhantes. Somos diferentes e complementares e todos os dias aprendemos a vida uma com a outra. E ainda bem.
Aprendi a observar a tua segurança de seres quem és e a incentivar a exploração de todas as tuas características tão únicas e a não cederes só porque os outros constroem, projetam ou esperam de ti. Ninguém tem que esperar. Porque tu és nova, fresca e única.
Não és extrovertida como eu, nem sociável nem eufórica. Não és tímida como o teu pai, nem loba solitária nem introvertida.
Seleccionas bem tudo: a quem entregas o teu afecto, a quem dedicas a tua atenção, as piadas que merecem a tua gargalhada. Não és agradadora nem fazes nada para alimentar o ego dos adultos em teu redor. Estás demasiado ocupada a seres tu.
Aprender-te tem sido melhor desafio da minha vida e fico assim-como nesta foto-como neste dia- espantada e deslumbrada por tudo o que de novo me apresentas com cinco anos: essa segurança, essa confiança, essa certeza de não te quereres dobrar pelos outros quando os outros não te importam, essa firmeza de seres quem és e de esperares- com toda a naturalidade do Mundo- que nem questionemos ou aceitemos mas que simplesmente te amemos assim. E amamos. Tal e qual assim.
Com este deslumbramento no olhar. Há 5 anos que somos mais felizes por tua causa. Não por causa da filha que projetámos ou construímos mentalmente. Mas por causa de ti. Real. Assim.
sábado, 15 de julho de 2017
Olh'á Croácia fresquinha!
"Aqui vai a Croácia quadripolarizada.
Mais concretamente, as cascatas do parque natural de plitvice.
Beijinhos "
Filipa Guimarães
Obrigada, Filipa! Adorei!
sexta-feira, 14 de julho de 2017
Ana, a bacon lover
Ana a trautear a música do AGIR:
- "Ela é linda sem bacon, yeahhh!"
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quinta-feira, 13 de julho de 2017
Ana, a anatómica
Ana está com uma entorse. O médico mandou-a repousar o pé e ir colocando gelo.
"Mãããããe, podes-me trazer outra bolsinha azul gelada para eu pôr na maminha* do pé?"
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(*peito do pé)
"Mãããããe, podes-me trazer outra bolsinha azul gelada para eu pôr na maminha* do pé?"
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(*peito do pé)
segunda-feira, 10 de julho de 2017
Ana, a guarda segredos
"Mãe, a avó comprou-te um presente de aniversário surpresa mas nem penses que eu te vou dizer de que cor é o vestido..."
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segunda-feira, 3 de julho de 2017
sábado, 1 de julho de 2017
O Mundo divide-se... (edição fonética)
... entre as pessoas que conhecem esta música como a música da Lasanha e as que a conhecessem como o hino da Liga dos Campeões.
Este será o ano novo blogosférico em que conseguirei pôr as quadripolarizações em dia: é uma promessa!
A minha querida Filomena nunca me falha. Desta feita, temos a Bielorrússia quadripolarizada!
[Temos a Europa praticamente quadripolarizada. Falta apenas quadripolarizar a Albânia, o Azerbeijão, a Bósnia Herzegovina, a Croácia, o Kosovo, a Macedónia, Malta, a Moldávia, a Roménia, a Sérvia e a Ucrânia. Sintam-se à vontade para o fazer, tá? Enviem as V. fotos para quadripolaridades@hotmail.com.]
sexta-feira, 30 de junho de 2017
Os meus amigos podem não ser melhores que os vossos, mas terão certamente um sentido de humor mais peculiar # 39

"Liliana, tu que estás habituada a cadeirantes esclarece-me: não sei se testemunhei um milagre se uma tragédia..." - mensagem do meu amigo Paulo no chat de facebook.
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Ah 'migos
O Mundo divide-se... #edição sopeira
... as pessoas que têm a tábua de engomar e o ferro ao género de instalação artística permanente no meio da sala o ano inteiro e as outras.
suspiro*
suspiro*
Uma pessoa fica aqui a cismar...

Olha se me desse uma travadinha musical destas a mim?
É que - fora de brincadeiras- sou alérgica ao látex.
Sim: ao látex- leram bem.
Quando a realidade supera a ficção que supera a realidade que supera a ficção and so on
"Luciana Abreu apresentou hoje o seu novo tema, 'El Camarón'. Esta música de ritmo latino e muito alegre foi, na verdade, inspirada no choque choque anafilático que a cantora sofreu em janeiro de 2016. Nessa altura, Luciana precisou de ser assistida de urgência no hospital depois de ter ingerido camarão.A cantora ficou sem ar, muito inchada e aflita.Cerca de um ano depois, a cantora usa a sua arte para alertar os fãs para este problema.
Luciana mostra assim que é capaz de encarar a vida com boa disposição e humor, apesar de nem sempre tal ser fácil."
Oh céus: foi intencional. Esta música é propositada. Oh nossa senhora do marisco me valha!
Luciana mostra assim que é capaz de encarar a vida com boa disposição e humor, apesar de nem sempre tal ser fácil."
Oh céus: foi intencional. Esta música é propositada. Oh nossa senhora do marisco me valha!
Desejos de pré-aniversário
Que a minha mãe deixe de fumar. Conseguir arranjar trabalho para todos, vá, pelo menos 4 ou 5 com elevado potencial e a quem ninguém dá emprego porque têm uma parte do corpo que não funciona bem. Um jantar lá fora, de carne no carvão e um bolo "Les gourmandises de Sophie" com velas a dizerem 30, não serão 30, serão mais 7 mas a negação é um direito que me assiste. Somersby fresquinhas para brindar. Que a minha mãe deixe de fumar. Arranjar um tatuador que alinhe pro-bono naquela ideia maluca de tatuar próteses ortopédicas. Ou uma empresa que queira personalizar pára-raios de cadeira de rodas. A saúde da Ana, sempre, mais que tudo. Um mergulho nocturno, a dois, na piscina. Uma Nikon como único presente, mesmo que seja em segunda mão (não vale a pena, Canon: não fomos feitas uma para a outra!). Se não puder ser, então um bordado da Andrea ou aquele quadro maravilhoso da Movelvivo. Ou um Manel e uma Maria feitos de crochet lá para os lados de Ponte de Lima. Abraços de quem tenho falta que me abrace. Gargalhadas no ar. Um desenho da minha filha. Uma fotografia bonita de nós os três. Que a minha mãe deixe de fumar.
quinta-feira, 29 de junho de 2017
O Mundo divide-se... (edição fonética)
O mundo divide-se entre quem toda a vida cantou "Vamos à la praia" em vez de "Banhar-nos à praia" e os outros.
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Vamos lá voltar à quadrievangilização que já estavamos cheios de saudades
"Olá Pólo Norte,
quadripolarizei o Chipre, mais um país para acrescentares à tua lista!
As fotos são da Petra tou Romiou ou Rocha de Afrodite. Segundo a mitologia é o local de nascimento da deusa Afrodite!
M."
Querida M., desculpa o atraso na publicação de tão nobre quadripolarização, ainda mais com um país à estreia: mea culpa!
Graças a ti temos agora 91 países quadripolarizados: é muita fruta! Obrigada!
quarta-feira, 28 de junho de 2017
Há um episódio do "This is us"...
... em que é véspera de Natal e a Kate tem que ser operada de urgência.
A mãe agarra num raminho de pinheiro e coloca-o na mão da filha, reforçando que "nada pode correr mal na véspera de Natal".
No dia 21 deste mês- dia do aniversário do meu avô- a minha vida podia correr muito mal, o pior que me podia acontecer e olhem que a mim já me aconteceu muita coisa manhosa...
No dia 21 de Junho- dia de aniversário do meu avô- na sala de espera de uma clínica pensei no "This is Us": nada pode correr mal no dia de aniversário do meu avô.
Não correu. Soube-o ontem, depois de uma semana de insónias, angústias e um aperto no peito nunca antes sentido.
Ainda que já acreditasse, agora sinto-o com mais força, Sim, acredito em milagres.
[Obrigada, avô!]
quinta-feira, 22 de junho de 2017
Ana, a varina fashionista
Ana terá que ir vestida de varina para a festa de final de ano lectivo. Chega a casa e informa-nos - a mim e à minha mãe- que tenho que lhe arranjar uma roupa de varina.
A minha mãe saca do tablet e mostra-lhe imagens do google de indumentárias de varinas.
Ana, em choque;
- "Mas não posso levar nenhum dos meus vestidos de princesa de varina?"
- "Não!"
- "Nem a saia de tule cor-de-rosa que a tia me fez?"
- "Não, Ana. temos que te arranjar uma roupa parecida com estas que a avó te está a mostrar no tablet"
Fica em silêncio, estica o dedo indicador e começa a acená-lo em sinal negativo:
- "Epá, para isso não contem comigo!"
...
A minha mãe saca do tablet e mostra-lhe imagens do google de indumentárias de varinas.
Ana, em choque;
- "Mas não posso levar nenhum dos meus vestidos de princesa de varina?"
- "Não!"
- "Nem a saia de tule cor-de-rosa que a tia me fez?"
- "Não, Ana. temos que te arranjar uma roupa parecida com estas que a avó te está a mostrar no tablet"
Fica em silêncio, estica o dedo indicador e começa a acená-lo em sinal negativo:
- "Epá, para isso não contem comigo!"
...
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segunda-feira, 12 de junho de 2017
Ana, a groupie
Uma amiga minha acabou de ter bebé.
Pergunta-me a Ana como se chama a recém-nascida.
"Chama-se Luisa, filha!"
"Hummm. Luisa Sobral?"
quinta-feira, 8 de junho de 2017
Está oficialmente inaugurada a silly season
"Al bailar el mundo entero comendo marisco
Que es la fiesta del camarón
Camarón, camarón, hay que picazón ´
Se me pone la cara roja y mi palpita el corazón"
Epá, nem sei que diga...
[Aguardo pelas faixas da ameijoa, da conquilha e do mexilhão...]
[Ainda fui ver duas vezes se não era a Ana Malhoa. Juro. ]
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quarta-feira, 7 de junho de 2017
Ana, a competitiva (parte 2)
Eu: "Ai, que eu não sei do porta-chaves! Perdi as chaves!"
Mámen: "Olha, isto hoje está bonito... Eu perdi os óculos de sol e não os encontro"
Ana: "Ah, eu também perdi..."
Nós (em uníssono): "Perdeste o quê?"
(alguns segundos de hesitação, afina a voz e começa a trautear)
"... o dó da minha viola!"
...
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Mámen: "Olha, isto hoje está bonito... Eu perdi os óculos de sol e não os encontro"
Ana: "Ah, eu também perdi..."
Nós (em uníssono): "Perdeste o quê?"
(alguns segundos de hesitação, afina a voz e começa a trautear)
"... o dó da minha viola!"
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terça-feira, 6 de junho de 2017
Ana, a competitiva
Na passada sexta-feira fui apresentar uma comunicação sobre o meu trabalho a uma conferência no ISMAI.
No final, o Prof. Dr. Francisco Machado na qualidade de coordenador do evento ofereceu-me um prato da VIsta Alegre e uma medalha institucional.
Diz a Ana (que desta vez esteve na plateia) na viagem de regresso:
"Mãe, recebeste uma medalha?"
"Sim, Ana".
"Ehhh lá! Ganhaste aos outros todos? Então foste tu que ganhaste aquilo tudo, foi?"
...
...
...
Coisas bonitas em Junho: Ariana, (a) Grande
"What's wrong with the world?"
E penso na minha máxima da idade adulta: ""When injustice becomes law, resistance becomes duty."
Bravo, Ariana (a) Grande!
Letra para a comunidade surda:
[What's wrong with the world, mama
People livin' like they ain't got no mamas
I think the whole world addicted to the drama
Only attracted to things that'll bring you trauma
I think the whole world addicted to the drama
Only attracted to things that'll bring you trauma
Overseas, yeah, we try to stop terrorism
But we still got terrorists here livin'
In the USA, the big CIA
The Bloods and The Crips and the KKK
But we still got terrorists here livin'
In the USA, the big CIA
The Bloods and The Crips and the KKK
But if you only have love for your own race
Then you only leave space to discriminate
And to discriminate only generates hate
And when you hate then you're bound to get irate, yeah
Then you only leave space to discriminate
And to discriminate only generates hate
And when you hate then you're bound to get irate, yeah
Madness is what you demonstrate
And that's exactly how anger works and operates
Man, you gotta have love just to set it straight
Take control of your mind and meditate
Let your soul gravitate to the love, y'all, y'all
And that's exactly how anger works and operates
Man, you gotta have love just to set it straight
Take control of your mind and meditate
Let your soul gravitate to the love, y'all, y'all
People killin', people dyin'
Children hurt and you hear them cryin'
Can you practice what you preach?
Or would you turn the other cheek?
Children hurt and you hear them cryin'
Can you practice what you preach?
Or would you turn the other cheek?
Father, Father, Father help us
Send some guidance from above
'Cause people got me, got me questionin'
Where is the love (Love)
Send some guidance from above
'Cause people got me, got me questionin'
Where is the love (Love)
Where is the love (The love) [2x]
Where is the love, the love, the love
Where is the love, the love, the love
It just ain't the same, old ways have changed
New days are strange, is the world insane?
If love and peace are so strong
Why are there pieces of love that don't belong?
New days are strange, is the world insane?
If love and peace are so strong
Why are there pieces of love that don't belong?
Nations droppin' bombs
Chemical gasses fillin' lungs of little ones
With ongoin' sufferin' as the youth die young
So ask yourself is the lovin' really gone
Chemical gasses fillin' lungs of little ones
With ongoin' sufferin' as the youth die young
So ask yourself is the lovin' really gone
So I could ask myself really what is goin' wrong
In this world that we livin' in people keep on givin' in
Makin' wrong decisions, only visions of them dividends
Not respectin' each other, deny thy brother
A war is goin' on but the reason's undercover
In this world that we livin' in people keep on givin' in
Makin' wrong decisions, only visions of them dividends
Not respectin' each other, deny thy brother
A war is goin' on but the reason's undercover
The truth is kept secret, it's swept under the rug
If you never know truth then you never know love
Where's the love, y'all, come on (I don't know)
Where's the truth, y'all, come on (I don't know)
Where's the love, y'all
If you never know truth then you never know love
Where's the love, y'all, come on (I don't know)
Where's the truth, y'all, come on (I don't know)
Where's the love, y'all
People killin', people dyin'
Children hurt and you hear them cryin'
Can you practice what you preach?
Or would you turn the other cheek?
Children hurt and you hear them cryin'
Can you practice what you preach?
Or would you turn the other cheek?
Father, Father, Father help us
Send some guidance from above
'Cause people got me, got me questionin'
Where is the love (Love)
Send some guidance from above
'Cause people got me, got me questionin'
Where is the love (Love)
Where is the love (The love)? [6x]
Where is the love, the love, the love?
Where is the love, the love, the love?
I feel the weight of the world on my shoulder
As I'm gettin' older, y'all, people gets colder
Most of us only care about money makin'
Selfishness got us followin' the wrong direction
As I'm gettin' older, y'all, people gets colder
Most of us only care about money makin'
Selfishness got us followin' the wrong direction
Wrong information always shown by the media
Negative images is the main criteria
Infecting the young minds faster than bacteria
Kids wanna act like what they see in the cinema
Negative images is the main criteria
Infecting the young minds faster than bacteria
Kids wanna act like what they see in the cinema
Yo', whatever happened to the values of humanity
Whatever happened to the fairness and equality
Instead of spreading love we're spreading animosity
Lack of understanding, leading us away from unity
Whatever happened to the fairness and equality
Instead of spreading love we're spreading animosity
Lack of understanding, leading us away from unity
That's the reason why sometimes I'm feelin' under
That's the reason why sometimes I'm feelin' down
There's no wonder why sometimes I'm feelin' under
Gotta keep my faith alive 'til love is found
Now ask yourself
That's the reason why sometimes I'm feelin' down
There's no wonder why sometimes I'm feelin' under
Gotta keep my faith alive 'til love is found
Now ask yourself
Where is the love? [4x]
Father, Father, Father, help us
Send some guidance from above
'Cause people got me, got me questionin'
Where is the love?
Send some guidance from above
'Cause people got me, got me questionin'
Where is the love?
Sing with me y'all:
One world, one world (We only got)
One world, one world (That's all we got)
One world, one world
And something's wrong with it (Yeah)
Something's wrong with it (Yeah)
Something's wrong with the wo-wo-world, yeah
We only got
(One world, one world)
That's all we got
(One world, one world)]
One world, one world (We only got)
One world, one world (That's all we got)
One world, one world
And something's wrong with it (Yeah)
Something's wrong with it (Yeah)
Something's wrong with the wo-wo-world, yeah
We only got
(One world, one world)
That's all we got
(One world, one world)]
sexta-feira, 5 de maio de 2017
Ana, a atrevida
Ana-"- Avó, tens medo que a minha mãe ralhe contigo ?
Minha mãe- "Não! Achas que eu tenho medo da tua mãe? Era mais o que faltava!"
Ana-" Avó, olha então dá -me um gelado! "
...
...
...
Minha mãe- "Não! Achas que eu tenho medo da tua mãe? Era mais o que faltava!"
Ana-" Avó, olha então dá -me um gelado! "
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Mãegyver
quinta-feira, 4 de maio de 2017
O Mundo divide-se (edição "fuck my life")
O Mundo divide-se entre as pessoas que já enviaram um email com a frase "junto envio-lhe um peido" ao invés de "junto envio-lhe um pedido" e as outras.
Bom dia!
Quando o nosso filho crescer
Eu vou-lhe dizer
Que te conheci num dia de sol
Que o teu olhar me prendeu
E eu vi o céu
E tudo o que estava ao meu redor
Que pegaste na minha mão
Naquele fim de verão
E me levaste a jantar
Ficaste com o meu coração
E como numa canção
Fizeste-me corar
Ali
Eu soube que era amor para a vida toda
Que era contigo a minha vida toda
Que era um amor para a vida toda. (bis)
Quando ele ficar maior
E quiser saber melhor
Como é que veio ao mundo
Eu vou lhe dizer com amor
Que sonhei ao pormenor
E que era o meu desejo profundo
Que tinhas os olhos em água
Quando cheguei a casa
E te dei a boa nova
E que já era bom ganhou asas
E eu soube de caras
Que era pra vida toda
Ali
Dissemos que era amor para a vida toda
Que era contigo a minha vida toda
Que era um amor para a vida toda. (bis)
Quando ele sair e tiver
A sua mulher
E quiser dividir um tecto
Vamos poder vê-lo crescer
Ser o que quiser
E tomar conta dos nossos netos
Um dia já velhinhos cansados
Sempre lado a lado
Ele vai poder contar
Que os pais tiveram sempre casados
Eternos namorados
E vieram provar
Que ali
Vivemos um amor para a vida toda
Que foi contigo a minha vida toda
Que foi contigo a minha vida toda
Que ali
Vivemos um amor para a vida toda
Que foi contigo a minha vida toda
Foi um amor para a vida toda
Foi um amor para a vida toda
Carolina Deslandes
quarta-feira, 3 de maio de 2017
Ana, a palhacinha
Estendem-lhe um papel e pedem-lhe que desenhe a mãe caso ela fosse uma super heroína (sim, foi o mesmo no dia do Pai, avaliando pelas minhas amigas mais íntimas a pergunta é a mesma por esta data há vários anos).
Ana vira as costas com o papel para o devolver- vazio- cinco segundos depois.
"Então, Ana? Não queres desenhar?"
"Já está! Se a minha mãe fosse uma super heroína era a mulher invisível".
...
...
...
terça-feira, 7 de março de 2017
O Mundo divide-se entre...
... as pessoas que contam os dias que tem cada mês socorrendo-se dos nós dos dedos e as outras.
sexta-feira, 3 de março de 2017
quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017
quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017
quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017
Amizade em tempos de cólera
Ser amigo não é uma tarefa fácil. Falo quer do ponto de vista do emissor da amizade como do receptor, nesta dupla função que todos desempenhamos naquele que, a meu ver, é o único papel que implica reciprocidade.
Pode-se estar apaixonado sem ser correspondido. Pode-se ser amado ser amante. Mas amigo, não. Pode-se até gostar de pessoas quem nem estão aí para nós, ou que ignoram a nossa existência ou que- simplesmente- lhe são indiferentes. Eu, por exemplo, gosto muito do Jorge Palma e ele não está nem aí para mim. Nem sempre- aliás, na maioria das vezes- as pessoas de quem gostamos têm que ser nossas amigas, embora muita gente tenda a confundir as coisas e achem que" gosto, logo existo como amigo".
Eu não tenho vida para ter um rancho de amigos, embora a minha vontade e motivação idealista gostasse de acenar afirmativamente que, sim senhora, vamos lá a isso, all together now.
Ser amigo desgasta e cansa e é preciso força anímica para isso. Para gostar não, gosta-se como se respira, com naturalidade ou porque nos agradam os valores da pessoa, ou porque simpatizamos com os seus modos ou apreciamos a sua companhia. Ou, no meu caso patológico com o Jorge Palma , porque se admira a inteligência, a voz e a poesia. Mas isso não faz se nós amigos.
Há alturas na vida em que é difícil ser amigo. E nem é nas alturas em que dá trabalho, gasta-se energia, precisamos de dedicar tempo, paciência, ajeitar os ombros para lhos chorarem em cima, mudar as nossas vidas para estar presente ou apoiar quando nem se concorda. Ser amigo é especialmente difícil quando o amigo, do lado de lá, fica quieto e sossegado e pede um tempo.
Dar um tempo no amor é duro mas está na cartilha das relações e implica uma de duas estratégias: a célebre técnica do EAP (encostar à parede) do "ouve lá, queres tempo, compra um relógio, seu bandido! Onde já se viu? Eu dou-te um tempo, ah se dou! Queres andar aí a mijar fora do penico em reflexões do "problema-não- és-tu-sou-eu" e esperas que depois eu esteja aqui à tua espera de braços abertos, à tua mercê, era mais o que faltava, tira mazé o cavalinho da chuva, espera lá mas é sentado!"; ou a técnica do choro, crise existencial e drama melodramático que encurta o tempo para meio dia e "vamos fazer as pazes e o sexo louco e desenfreado e já passou!"
Na amizade ninguém está habituado a pedir tempos. As pessoas ficam muito confusas quando a outra pessoa diz que não lhe apetece ir ao cinema sem inventar uma desculpa que não magoe nem fazendo o sacrifício para agradar à amizade. Na amizade quase ninguém percebe que a necessidade de silêncio, de afastamento, de resguardo ou apenas de solidão não implica zanga, discórdia, mágoa ou cólera e que aquilo do "o problema não és tu, sou eu" não é a balela que se pratica no amor.
Amar é mais fácil que ser-se amigo. Amar é uma acção, um estado de espírito, uma forma de viver. Ser-se amigo é uma parte da nossa existência, é um contínuo, um bocado de ser. Por isso não se pode amar sem gostar com todos os altos e baixos que traz o amor, a paixão e os sentimentos em looping dentro de nós. Pode-se amar sem ser amado com toda a dor, raiva, zanga e revolta em looping dentro de nós. Amar é uma viagem de montanha russa. É uma corrida de obstáculos, uma prova de atletismo que se renova, um triatlo constante
Ser amigo implica gostar mas é mais restrito porque pode-se gostar de muita gente sem sermos seus amigos mas não se pode ser amigo sem que o destinatário da nossa amizade goste de nós. Ser amigo é extremamente exclusivo porque implica essa reciprocidade, essa lealdade, esse respeito pelo outro como parte integrante de nós, essa compreensão dos tempos e dos espaços, da necessidade de presença ou de afastamento, essa gestão astuta da "presência", essa certeza de que- aconteça o que acontecer- eu farei a minha parte para preservar isto que há entre nós para sempre. Mesmo que não compreenda, mesmo que não concorde, mesmo que seja difícil de aceitar. Gostar e ser gostado é o compromisso mais sério desta vida. Ser amigo é uma viagem de cruzeiro. Uma viagem em alto mar. Uma maratona.
Obrigada aos meus amigos que respeitam os meus tempos. Que não exigem. Que não cobram. Que perdoam e relevam. Que percebem a necessidade de silêncio, de afastamento, de solidão. Que sorriem face à ausência de telemóvel. Que quando me encontram sorriem como da primeira vez. Ninguém pode gostar do outro e deixar-se gostar sem ter os seus tempos acertados, os seus espaços individuais arrumados, a sua energia recarregada, Obrigada por esperarem, sempre. Por se manterem. Por continuarem aí, para mim.
Levantei-me da rede. O meu coração é vosso.
Levantei-me da rede. O meu coração é vosso.
[Feliz Dia dos Amigos.
Porque o Dia dos Amigos é quando uma ursa quiser. ]
terça-feira, 24 de janeiro de 2017
segunda-feira, 23 de janeiro de 2017
O Mundo divide-se entre...
... as pessoas que se queixam do frio e as pessoas que se queixam das pessoas que se queixam do frio.
sexta-feira, 13 de janeiro de 2017
Aos 13 de Janeiro de 2017 por ocasião da comemoração do nosso 18º aniversário de namoro
18 anos.
Pode, finalmente, sair à rua em traje de festa.
Pode disfarçar os restos de acne que acusam a sua recente adolescência, colocar maquilhagem para parecer mais adulto e sorrir com o sorriso de sempre, feliz por existir. Por resistir.
Pode não se arrepender dos erros, pode lembrar-se de cada aprendizagem, pode colecionar memórias de dias solarengos e chuvosos, pode sentir nos ossos e nas rugas a passagem do tempo. E sentir-se confiante por tudo o que viveu e o que tem para viver,
Pode assinar os seus papéis, ser encarregado da própria educação, gerir a sua vida sozinho.
Pode beber para comemorar, ter porte de arma para matar intrusos, militar-se no partido do felizes para sempre.
Pode fazer uma tatuagem na pele com a certeza que nunca se vai arrepender, fazer um piercing só por rebeldia, sentir-se crescido, adulto e confiante.
Pode votar nas suas opções, conduzir em todos os seus caminhos, ser responsabilizado pelas suas decisões.
Pode, este amor, ser independente, decisor, livre.
Pode ser o amor de sempre. Desde o primeiro dia. Com todas as suas perfeições e imperfeições. Toda a vida vivida. Toda a essência que o fez chegar aqui.
Pode fazer tudo o que lhe der na real gana.
Amor Maior.
Pode ser, exactamente, como sempre foi.
[Parabéns a nós.]
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Dia 13
sexta-feira, 6 de janeiro de 2017
Manias
Sair de casa só a horas certas. Latas. Comer sempre na mesa da sala de jantar. Estender a roupa com as molas todas emparelhadas por cor. Caderninhos comprados compulsivamente e que nunca tenho coragem de estrear com rabiscos. Ler sempre antes de dormir. Relógios. Cantar sempre que oiço música no carro (mesmo que desconheça por completo a letra). Ter sempre água fresca no frigorífico. Conservar no roupeiro roupa que nunca mais voltará a estar na moda (e que, também, nunca mais me irá servir) por razões emocionais. Comprar frescos em quantidade suficiente que daria para alimentar um exército para os acabar por ver estragar no frigorífico. Descalçar-me assim que chego a casa. Comprar agendas e achar que este ano é que é... e escrever nelas só até fevereiro. Cheirar livros novos. Nunca lhes dobrar páginas. Contas de instagram de casas bonitas. Levar sempre para férias uma mini-farmácia na mala de viagem como se não houvesse farmácias no destino. Ler blogs só de gente de quem gosto. Mergulhar sem conseguir tirar o dedo do nariz. Óculos de sol. Dizer que não tenho qualquer mania.
Uma quadripolarização especial
Esta é a minha melhor amiga.
Quando percebi que ela estava apaixonada por um muçulmano torci o nariz, desconfiei muito, e só não agoirei porque gosto tanto dela que não podia torcer para que desse errado uma coisa que ela queria tanto que desse tanto certo.
Não acolhi o novo membro do clã como ele merecia. Deixei o meu preconceito, os meus estereótipos, o meu etnocentrismo dominar-me durante muito tempo, mais do que o razoável, demais o suficiente para me envergonhar.
Foi um processo moroso o de dar hipótese à pessoa em detrimento da sua religião, dos seus costumes, dos seus hábitos.
Hoje gosto muito dele. Mais do que alguma vez imaginava. Senti-o verdadeiramente quando, passados muitos anos, no último Verão nos abraçámos na maternidade. Ela não viu o abraço. Mas foi um abraço muito bonito e sincero, muito sentido.
Partilhei com ele um dos dias mais bonitos das suas vidas. Talvez o mais bonito de todos. Estava lá, não só testemunha de uma sobrinha especial, como a participar naquela bênção.
A minha sobrinha é filha de uma judia e de um muçulmano como se fosse um prenúncio do entendimento israelo-árabe, mais do que tolerância: de celebração da diversidade.
Esta quadripolarização do Líbano aconchega-me mais do que todas as outras. É a quadripolarização de uma amizade sem fronteiras. Que derruba todos os preconceitos, estereótipos, intolerância e sentimentos que, hoje, muito me envergonham.
À sua maneira, é uma quadripolarização de amor.
quinta-feira, 5 de janeiro de 2017
Eu avisei que em 2017 ia rebentar com o rácio de quadripolarizações por mês
"Quadripolarizámos o Japão!
Achei que o castelo Himeji, o "cisne branco", ficava bem na tua colecção. "
Beijo enorme com uma pontinha de inveja, querida Luisa.
Mil obrigadas com sabor a sushi!
[Todos os países quadripolarizados aqui]
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