quinta-feira, 13 de novembro de 2014
terça-feira, 11 de novembro de 2014
Uh lá lá!
"Minha querida Polo,
mais um pontinho para a Cruzada Quadripolar. É o Castelo de Villandry no Vale do Loire em França
Gosto bues de ti
beijokas. Teresa"
Bisous, querida Teresa!
sexta-feira, 7 de novembro de 2014
Por falar em legionellas
O mundo divide-se entre as pessoas que dizem bactéria e as que dizem báctéria.
quarta-feira, 5 de novembro de 2014
Os meus amigos são demasiado literais...
Post it mental: nunca mais escrever como status no facebook pessoal - "A Ana está doente. Já papei 5 vezes o Aladino".
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Ah 'migos
segunda-feira, 3 de novembro de 2014
100 Quadripolares que vale a pena conhecer # Paulo (21)
Estava à espera do Paulo no aeroporto.
Nunca vira o Paulo antes mas já gostava dele há muito como se a presença fossse um mero acessório na nossa história. De facto, é.
A primeira vez que ouvi falar do Paulo foi em 2012 numa das iniciativas mais gira já promovidas a propósito deste blog: a organização de recolha de possíveis dadores de medula óssea em todos os Distritos do País. Foi overwhelming!
O Paulo ficou responsável por dinamizar um determinado distrito do país e foi o maior sucesso. E foi logo ali que fiquei fã da sua proactividade, generosidade, capacidade de acção e dinamismo.
Ao longo deste tempo fomos conversando amiúde, comentando status um do outro, picando-nos com o mesmo tipo de humor “fininho” e corrosivo, politicamente incorrecto e despreocupado. Há uma certa excentricidade que me une ao Paulo, um certo "i don't care" caprichoso, uma atitude anti-herói que nos une.
Depois o Paulo ajudou uma das pessoas para quem eu pedi ajuda. E há uns tempos desafiou-me para avançarmos com a associação. E agora, quando lhe disse que gostava de ajudar a Mariana, retirando o valor necessário para a cadeira do montante que ele me tinha disponibilizado para o arranque da associação surpreendeu-me com a oferta desse valor para a compra da cadeira da Mariana.
O Paulo é o herói mais anti-herói que eu já conheci. Tem o coração do tamanho do Universo mas diz palavrões. Ajuda sem olhar a meios e não é bonzinho. Tem uma generosidade ímpar mas reclama muito. E não quis fazer discursos, nem tirar fotografias nem nada. Só abraçar, assim meio sem jeito, a Mariana.
Viajar para os Açores com o Paulo, recém-conhecido em carne e osso ali, no terminal de partidas do aeroporto, foi um privilégio. "Mas tu vais viajar para os Açores quase num blind date?"- perguntaram os meus amigos.
É difícil explicar que, mesmo sem ter visto o Paulo antes, já o conhecia muito bem.
O Paulo é um herói anti-herói, uma das melhores pessoas que já conheci e, por isso, provavelmente a única pessoa com quem eu poderia embarcar numa aventura como a que aí vem.
Obrigada, "Mr. Fantastic"!
[Obrigada Paulo por esta amizade que começámos agora e que promete muitas e boas aventuras.
Vou apertar o cinto! E treinar as gargalhadas.]
domingo, 2 de novembro de 2014
Os meus amigos podem não ser melhores que os vossos, mas terão certamente um sentido de humor mais peculiar # 24
Comenta uma das minhas melhores amigas numa determinada imagem de facebook:
"Olha, eu quero um funeral com guest list.
Entrada permitida apenas a pessoas importantes na minha vida: nada de primos em 5º grau, tios ñ vistos há mais de 10 anos, beatas, carpideiras e afins!
Tenho dito!"
"Olha, eu quero um funeral com guest list.
Entrada permitida apenas a pessoas importantes na minha vida: nada de primos em 5º grau, tios ñ vistos há mais de 10 anos, beatas, carpideiras e afins!
Tenho dito!"
O Mundo divide-se entre...
... quem gosta de canja feita com arroz e quem a prefere confecionada com massa de pevide.
segunda-feira, 27 de outubro de 2014
Depois da quadripolarização do Vitor Baía, achei que não podíamos ir mais longe no que a Quadripolarizações diz respeito
Mas há sempre uma pólete que vem provar que nem o céu é o limite.
Miami (e a NASA9 requadripolarizadas!
Beijinhos, querida A.
sábado, 25 de outubro de 2014
sexta-feira, 24 de outubro de 2014
O mundo divide-se entre...
... as pessoas que, em criança, fizeram uma bailarina a partir de uma papoila e os outros.
Oh, a Sardenha...
"Olá Pólo Norte,
Aqui vai uma praia da Ilha de Caprera, no arquipélago de La Maddalena - Sardenha, desta faialense que começou a seguir-te por causa um post sobre Kima :)
M."
Beijinhos, querida M. Pólo Norte <3 you!
quarta-feira, 8 de outubro de 2014
Top 5 de cidades onde viveria se não vivesse em Cascais*
Aveiro
Ponta Delgada
Tomar
Braga
Évora
(* que, esclarecendo já aqui, é vila, ok???)
Ponta Delgada
Tomar
Braga
Évora
(* que, esclarecendo já aqui, é vila, ok???)
sexta-feira, 3 de outubro de 2014
O mundo divide-se entre...
... as pessoas que diferem os dedos usando a lengalenga "mindinho, seu vizinho, pai de todos, fura-bolos e mata-piolhos" e os outros.
quarta-feira, 1 de outubro de 2014
A minha vida em 34 músicas. Uma por ano.
My way. Eternal Flame. Dunas. November Rain. Everything I do. Primeiro dia. Rearviewmirror. Zombie. Wind of Change. Não sou o único. Come as you are. Heaven. Águas de Março. Don't speak. Torn. Bohemian Rhapsody. Eu sei que vou-te amar. Creep. Ironic. Bairro do Amor. Será. Nothing else matters. '74-'75. Solta-se o beijo. Hey there delilah. Big Girls don't cry. Esta miúda. Bossa per due. Amor e sexo. This shoes are made for walking. Espalhem a notícia. It´s oh so quiet. Hallelujah. Gracias a la vida.
quinta-feira, 25 de setembro de 2014
Legolândia? Quadripolarichecked!
"Olá Ursa,
Como leitora habitual achei que devia dar o meu contributo para a Cruzada Quadripolar.Confesso que a foto ja deve ter um pouco de po (ja tem alguns meses) mas a organizacao nao e o meu forte.
Bejios,
Sonia"
Sonia"
Beijinhos gelados, Sonyte!
segunda-feira, 22 de setembro de 2014
O mundo divide-se entre...
... as pessoas que preferem massa de pizza fininha e estaladiça e o os que preferem massa alta e fofa.
quinta-feira, 18 de setembro de 2014
O mundo divide-se entre...
... as pessoas que dizem "obrigado/obrigada" de acordo com o seu sexo e os outros.
quarta-feira, 10 de setembro de 2014
domingo, 7 de setembro de 2014
quinta-feira, 4 de setembro de 2014
Aniversário
Ontem o empregado de mesa percebeu que havia comemoração. Esteve ali à conversa connosco um bocadinho, confidenciando-nos que gostaria de descobrir o segredo de se manter uma relação. Não lhe soubemos responder.
A nossa relação não tem segredos. Ou melhor, já os teve, bem ocultos, já deixou de os ter, expostos como uma cicatriz ao sol, e agora vai tendo alguns, os necessários para cada um preservar a sua agenda secreta, a sua individualidade, num plural que escolhemos ser.
Manter uma relação não é fácil mas também não é tão complexo como, à partida, pode parecer. Talvez nunca o tenhamos racionalizado muito bem porque isto gere-se mais com o coração do que com a razão. Não percebo nada das relações dos outros- muitas vezes nem da minha- mas sei que a música do Jorge Palma tão bem se adequa a nós "enquanto houver ventos e mar, a gente não vai parar, enquanto houver ventos e mar".
Capacidade de empatia. Sabermo-nos pôr no lugar do outro, calçar os seus sapatos, sentir onde lhe apertam, onde se deformam com o desgaste dos passos.
Tolerância. Compreender, aceitar muitas vezes sem compreender, preferir muitas vezes ser feliz do que provar que se tem razão, seleccionar criteriosamente as lutas que se quer travar, relevar as insignificâncias do dia-a-dia, nunca esquecer que se gosta daquela pessoa, do que se gosta e do que nos faz continuar a querer gostar.
Resiliência. Escolher não desistir ao primeiro obstáculo, olhar para cada problema como um desafio, não perder de vista o que se quer, que se quer estar junto, não esquecer do que se gosta, das características que nos fizeram apaixonar por aquela pessoa, alimentar-lhe os risos, contribuir para o outro ser feliz. Querer-lhe bem.
Não há receitas mágicas, varinhas de condão ou poções milagrosas para se manter uma relação. Nem sempre é bom, nem sempre é aprazível e nunca, mas nunca, é perfeito (oh, se não é!).
Na nossa prevalece a ideia, partilhada, de que queremos fazer o outro feliz e que somos responsáveis por ele enquanto parte de um todo, que somos nós. E vivemos nessa tentativa diária, constante e permanente. Empurrando a vida com o coração.
Na nossa prevalece a ideia, partilhada, de que queremos fazer o outro feliz e que somos responsáveis por ele enquanto parte de um todo, que somos nós. E vivemos nessa tentativa diária, constante e permanente. Empurrando a vida com o coração.
(Feliz aniversário, meu amor. Quero-te muito bem.)
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Dia 13
segunda-feira, 11 de agosto de 2014
Aos 9 de Agosto de 2014, à Ana por ocasião do seu 2º aniversário
Quando soube que estava à espera de uma menina as pessoas diziam-me que o meu Mundo se ia encher de cor-de-rosa. Mas tu nasceste com estes olhos azuis e trouxeste uma imensidão de céu e mar à minha vida.
Há dois anos nasceste-me e trouxeste-me ao Mundo como se o Mundo sempre estivesse lá mas só se fizesse Mundo aos meus olhos, ali, naquela primeira troca de olhares entre nós: céu e terra, mar e areia, os meus olhos e os teus.
Há dois anos pariste-me mãe como se a vida pudesse ser virada às avessas e, de repente, eu e tu fossemos una para sempre, mãe e filha, umbigo de amor impossível de cortar.
Há dois anos chegaste, das águas e é de água que é feito o nosso amor: límpido, transparente, cristalino e natural, azul como os teus olhos.
Há dois anos mudaste a nossa vida para sempre e tudo é mais maravilhoso desde então.
Hoje olhei para o céu com uma maravilhosa lua cheia de graça, fechei os olhos, e agradeci a todas as estrelas: tu és a materialização do cumprimento de todos os meus desejos, minha filha, meu bebé crescido, meu grande amor...
Parabéns, minh'Ana e obrigada por teres chegado à nossa vida mas, especialmente, teres nascido de mim para mim, tornando o meu Mundo incrivelmente mais azul.
Ano-te!
sexta-feira, 1 de agosto de 2014
quinta-feira, 31 de julho de 2014
terça-feira, 29 de julho de 2014
O Mundo divide-se entre...
... qquem prefere comer canja com arroz e quem prefere com massa de pevides.
segunda-feira, 28 de julho de 2014
Em tempos de ócio, questionam-se pacotes de açúcar...
O Mundo divide-se entre quem rasga pelo meio os pacotes de açúcar em tubo porque reza que o seu inventor se suicidou porque ninguém o fazia e os outros.
sexta-feira, 25 de julho de 2014
terça-feira, 22 de julho de 2014
O Mundo divide-se entre...
... quem em pequeno comia a parte de dentro dos pastéis de nata com uma colher e os outros.
segunda-feira, 21 de julho de 2014
domingo, 20 de julho de 2014
quarta-feira, 16 de julho de 2014
Quadripolar Gangnam style
"Olá "Ursa"!
A cruzada quadripolar continua! Por isso, envio-te em anexo umas fotos que pedi ao meu marido, Tiago, para tirar quando foi a Seul em Abril.Cá está, Seul e o bairro de Gangnam a serem quadripolarizados. :) Esperamos que gostes.
We <3 Pólo Norte!!
Beijinhos, Xana e Tiago"
Xana e Tiago eu não gostei: eu a-do-rei! Beijinhos aos dois. Ursa <3 you!
terça-feira, 15 de julho de 2014
segunda-feira, 14 de julho de 2014
Por oceanos nunca dantes quadripolarizados
"Olá Polo Norte!
Regressei recentemente de uma travessia transatlântica (Fort Lauderdale-->Barcelona)
Por isso podes considerar o Oceano Atlântico quadripolarizado!
A foto foi tirada algures entre as Bermudas e os Açores ali no meio do nada :)
bjs Alda (aka Framboesa)"
Beijinhos salgados Framboesinha!
sexta-feira, 11 de julho de 2014
O Mundo divide-se entre...
... quem não tem nenhuma tatuagem e os outros.
(Sim, acho que os não tatuados estão em vias de extinção)
(Sim, acho que os não tatuados estão em vias de extinção)
O Mundo divide-se entre...
... os taxistas (e demais prestadores de serviços) que perante o pedido "Eu queria ir para zona x" perguntam "Queria? Já não quer?" e os outros.
(revirar de olhos)
(revirar de olhos)
quinta-feira, 10 de julho de 2014
Os filhos dos meus amigos podem não ser melhores que os dos vossos, mas terão certamente um sentido de humor mais peculiar # 4
(A minha amiga Sandra , no carro com os três filhos, hoje pela manhã)
Sandra - Todos calados para eu ouvir o transito para ver por onde é que vou...
(as três pestes continuam a cantar como se nada fosse...)
Sandra (já com ar zangado) - Todos calados! Não quero ouvir nem uma mosca!
Inês - BZZZZ BZZZZ BZZZZ BZZZ
(A Sandra olhou pelo espelho retrovisor com ar de má e a tentar não se desmanchar a rir...)
Inês - BZZZZ BZZZZ é uma abelha, mãe, não é uma mosca!
Sandra - Todos calados para eu ouvir o transito para ver por onde é que vou...
(as três pestes continuam a cantar como se nada fosse...)
Sandra (já com ar zangado) - Todos calados! Não quero ouvir nem uma mosca!
Inês - BZZZZ BZZZZ BZZZZ BZZZ
(A Sandra olhou pelo espelho retrovisor com ar de má e a tentar não se desmanchar a rir...)
Inês - BZZZZ BZZZZ é uma abelha, mãe, não é uma mosca!
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Ah 'migos
terça-feira, 8 de julho de 2014
O Mundo divide-se entre...
... quem teve um cão de loiça em tamanho real como decoração na sua casa de infância e os outros.
sexta-feira, 4 de julho de 2014
domingo, 29 de junho de 2014
Quando um post, só uns meses depois, fica completo
O post original dizia isto. Mas o post original só fica completo com este vídeo, enviado pela Mari (obrigada e beijinhos!). Aqui vai, para todas as mães:
"Recebi há uma hora um email de um ex-colega a querer saber de mim e o que tenho feito profissionalmente. Na troca de emails perguntava-me o que fiz nos últimos dois anos. Quando lhe disse que estive um ano, exclusivamente, a ser mãe respondeu-me qualquer coisa como "isso vai dar-te cabo do currículo, foi um ano deitado às urtigas onde não desenvolveste nenhuma competência..."
"Recebi há uma hora um email de um ex-colega a querer saber de mim e o que tenho feito profissionalmente. Na troca de emails perguntava-me o que fiz nos últimos dois anos. Quando lhe disse que estive um ano, exclusivamente, a ser mãe respondeu-me qualquer coisa como "isso vai dar-te cabo do currículo, foi um ano deitado às urtigas onde não desenvolveste nenhuma competência..."
Querido Paulo,
Uma vez que te senti preocupado com a minha vida profissional e certa que estou das tuas intenções na árdua tarefa de me ajudar a regressar ao que é importante, a fazer valer enquanto profissional, ocultando este percalço que foi o da minha maternidade e os constrangimentos que tal trouxe para a minha carreira, junto submeto o meu CV actualizado para tua análise e apreciação.
Desde já obrigada.
L."
CURRICULUM VITAE (actualizado)
INFORMAÇÃO PESSOAL
Pólo Norte - Mãe
EXPERIÊNCIA PROFISSIONAL
Março de 2012 - Agosto de 2012
Grávida de alto risco
Descrição da tarefa: Vomitar 300 vezes ao dia no intervalo de 30 entrevistas de selecção, fazer boa cara aos candidatos, fazer xixi de 10 em 10 minutos e aguentar sem o fazer em reuniões de três horas com clientes, ministrar formação de pé durante oito hora seguidas e, com especial destaque, para o período pós-almoço quando o sono bate tão forte que é impossível manter as pálpebras abertas. Lidar com a notícia de que as coisas não estão a correr bem apesar do esforço em gerir a gravidez e a carreira, Vir da médica com indicação de repouso absoluto. Cumpri-lo, sem fazer qualquer esforço físico, a gerar um bebé, com uma alimentação rigorosa, sem poder sair à rua, confinada a quatro paredes, sofá, cama, sófá, sem poder deprimir que o bebé pressente essas coisas, a receber uns 343637 emails por dia com pedidos de relatórios, chamadas a perguntarem onde está o dossier y e em que pasta do pc está o ficheiro z que isto de procurar é uma maçada, lidar com uma total falta de respeito, desprezo absoluto e incapacidade natural de empatia da entidade empregadora face ao teu estado de saúde frágil e risco de perda do bebé. Ir a 500 consultas, aguentar sem chorar de cada vez que somos pesadas, decifrar a mensagem do semblante da médica de cada vez que faz um ecografia e mantém o silêncio, confirmar o sexo do bebé, comprar o enxoval, decorar o quarto, escolher o nome, aguentar noites de inónias, prisão de ventre, a impossibilidade de encontrar uma posição confortável par dormir, o peso da barriga, as dores nas costas, infecções urinárias, piolenefrites, ecografias semanais. Ter medo, todos os dias, um a um, de perder um bebé que já é o seu filho, para sempre.
Competências desenvolvidas: Responsabilidade. Disciplina. Rigor. Adaptação à mudança. Controlo e gestão de emoções. Resistência à frustração. Paciência. Resiliência. Gestão de prioridades. Pensamento holístico.
Agosto de 2012
Parturiente e mãe de bebé-recém nascido prematuro
Descrição da tarefa: Ser submetida a uma intervenção cirúrgica que resulta num ser vivo cá fora. Aprender a cuidar dele ainda com uma barriga cheia de pontos, ser firme e recusar visitas de cortesia na maternidade para além das da família de primeiro grau, firmar a posição de que não se quer amamentar contra tudo e todos, lidar com os olhares de reprovação, aprender a gerir a culpa de todas as decisões que se tomam em detrimento de todas as opções que foram preteridas. Aprender a dar banho, a actualizar medidas de biberão, a melhor posição para arrotar, que as chuchas de bebé têm tamanhos, que há NAN mas que o NAN confort é que é melhor para os intestinos do bebé, procurar onde se vende xarope de mação reineta para passar a prisão de ventre, encontrar o ângulo para deitar o bebé de barriga para baixo nos nossos braços de modo a passarem as cólicas, aprender a melhor forma para o adormecer, a ouvir quinhentos bitatites por dia divergentes sobre o melhor para o nosso bebé, decidir pela própria cabeça o que é melhor para ele, lidar com a pressão e com a preocupação constante sobre se ele está bem, se respira, se está com dores, se tem fome, sono, fralda suja ou está só aborrecido tendo como único indicador um choro que, ao início, parece sempre com os mesmos acordes. Aprender a ver o marido companheiro como pai, membro com iguais direitos e deveres que partilha as tarefas e não que participa como figurante nas mesmas. Reajustar o conceito de família e criar a sua própria dinâmica familiar.
Competências desenvolvidas: Resistência física. Assertividade. Não conformismo. Firmeza. Auto-confiança. Facilidade de aprendizagem. Multitasking. Flexibilidade. Atenção ao detalhe. Capacidade de observação. Resiliência. Resistência ao stress. Dinamismo. Criatividade. Capacidade de adaptação. Capacidade de tomada de decisão. Comunicação não verbal. Escuta activa. Atenção. Cooperação. Espírito de equipa. Capacidade de delegação e descentralização de tarefas. Adaptação à mudança.
Setembro de 2012- Fevereiro de 2013
Parturiente e mãe de bebé-recém nascido prematuro.
Mãe júnior.
Descrição da tarefa: Ver a sua casa ser assaltada e ficar sem quase nada. Lidar com o medo. Decidir mudar de casa e fazer mudanças, encaixotar e desencaixotar o que sobra, passar dias inteiros da licença de paternidade a comer pó, a limpar estores e janelas da casa nova, a arrancar papel de parede, e desmontar e montar móveis, a dispôr a mobília, a arrumar tarecos, a deixar a filha bebé na avó para que ela não coma pó e a sentir-se culpada por isso. Procurar uma pediatra, ir às primeiras vacinas, e às segundas, e às terceiras. Pagar consultas de 75€ mensais, fraldas aos magotes ao preço do whisky de 20 anos, latas de leite mais caras porque evitam as cólicas sem que o Segurança Social ainda tenha procedido ao pagamento do subsídio de maternidade. Reajustamento do orçamento familiar. Ter que confirmar no Hospital de Santa Cruz que o sopro no coração tinha, efectivamente, fechado. Receber na casa nova, ainda em mudanças, as visitas todas que queriam conhecer a miúda. Sentir-me com dores. Perceber que aquilo das hemerróidas no pós-parto não acontece só às outras. Superar o nojo de pegar, pela primeira vez, no Narihnel. Aprender a fazer vapores na máquina. Lidar com a relação bipolar da cria face ao banho (horror para entrar/horror para sair). Cozinhar as primeiras sopas. Decorar os ingredientes que se vão adicionando e estar atenta à possibilidade de alergias. Ter motricidade fina para dar a sopa e acertar na boca da miúda sem fazer um estardalhaço à volta. Não esquecer da vitamina A antes de dormir. Prescindir da decoração minimalista de casa em detrimento das espreguiçadeiras, tapetes de actividades, livros com sons, mil telefones e afins que enfeitam todas as divisões. Fazer com que o dia renda o suficiente para fazer todas as tarefas imperativas e , ainda, não deixar que a roupa suja tenha um efeito multiplicador. Rejubilar com competências adquiridas como o virar, sentar, bater palmas. Sentir-se tonta de felicidade com coisas tão banais.
Competências desenvolvidas: Gestão de prioridades. Combate ao materialismo. Trabalho sob pressão. Resiliência. Disponibildade para aprendizagem contínua. Espírito de iniciativa. Questionamento. Sentido crítico. Capacidade de empatia. Atenção ao detalhe. Capacidade de negociar e ceder. Gestão de tempo. Tolerância ao stress.
Março de 2013- Agosto de 2013
Mãe
Descrição da tarefa: Ganhar hérnias discais. Ser internada com um problema grave de coluna. Ensinar gracinhas, músicas, danças. Ouvir em looping mil vezes a música do "come a papa, Joana". Assistir ao gatinhar. Resistir, incólume e valente, às primeiras quedas. Aprender o que é Arnidol. Decidir que, mesmo que de forma não popular, se assume que se vai prolongar a licença de maternidade, correndo o risco de ser ostracizada, posta de parte, preterida e ignorada pela entidade laboral quando se regressa. Correr o risco de não prescindir do direito contemplado na legislação. Fazer as primeiras papas, dar a provar os primeiros sólidos. Inscrever na natação. Derreter a vê-la de fato de banho. Deixar de ser uma figura central na esfera familiar e a passar a ouvir toda a gente perguntar pela "menina". Organizar um baptizado a milhares de quilómetros de distância. Não stressar quando os planos não resultam da forma como tinhamos pensado. Replanear. Ter capacidade de improvisar. Prescindir da sua identidade e relevar de cada vez que alguém a trata por "Mãe". Pesquisar tudo sobre percentis, deixar de pesar a miúda sem ser no médico para não stressar. Testar a resistência do coração da primeira vez que ela cai a sério. Apreciar a primeira ida à praia. Deixá-la experimentar o mundo. Ler histórias. Saber quem são os Caricas e saber de cor as coreografias. Preparar uma primeira festa de aniversário inesquecível. Cumpri-lo. Não se arrepender, um segundo que seja, do dia em que se quis ser mãe. Ser mãe, exactamente, assim. Com tanto medo quanto amor.
Competências desenvolvidas: Paciência. Resistência a actividades rotineiras. Auto-controlo. Sangue frio. Gestão de prioridades. Gestão do risco. Destemor.Tolerância ao stress. Resiliência. Gestão de conflitos
Autonomia. Identificação de oportunidades. Planeamento.Capacidade de improviso. Replaneamento. Inovação. Persistência. Capacidade de se auto-motivar. Compromisso ético. Relacionamento interpessoal a longo prazo. Paixão.
EDUCAÇÃO E FORMAÇÃO
Auto-didacta.
COMPETÊNCIAS PESSOAIS
Língua materna- Português
Outras línguas:
COMPREENDER/ FALAR/ ESCREVER
Babylese- C1/C1/C1
Competências informáticas- Esterilizador de biberons (nível avançado). Máquina de aerossóis (nível avançado).
Outras competências- Especialista em adormecê-la em cinco minutos. Largo repertório de músicas infantis. Ouvido treinado para diferenciar 432 tipos de choro e seus significados.
Carta de condução de carrinho com e sem ovo incorporado.
Destreza no transporte de ovo só com o ante-braço.
Anca esculpida para transporte ao colo, sem qualquer risco de queda.
INFORMAÇÃO ADICIONAL
Referências - Ana - filha Tel.: +351 123 456 da Chicco ou contacto através de qualquer comando de televisão. De preferência do que funciona a sério, o de cá de casa. "
A Vanessa. O Rodrigo. Eu. E a (minha) Ana. Hoje a Judite. E o André.
" Ontem foi um dia mau. O início de Junho é sempre mau para mim, sou má de Junho, já um dia escrevi aqui.
Junho traz o ar fresco do fim da Primavera, as andorinhas nos beirais, as ervas azedas que povoam as memórias da minha infância no caminho para a escola, os breves dias dos jacarandás em flor.
Junho traz os dias a espreguiçarem-de, lentos e demorados, as noites mais estreladas e o chilrear dos pássaros nas árvores, Junho traz a reboque o Verão do sol, da praia, do mar salgado, dos lábios enrugados por não se querer sair do mar.
Junho não devia ser um mês em que se morre. Ninguém deveria morrer na Primavera.
Talvez não faça sentido o que aqui escrevo mas ontem, como desde que soube do caso do Rodrigo, eu confundi-me com a Vanessa, de repente, eu sou a mãe da Ana, do Rodrigo, mãe de todas as crianças que precisam de ajuda, eu sou humana, pessoa, igual a todos os que sofrem, responsável por estender a mão ao próximo que, afinal, também sou eu.
Eu fui, muitas noites em silêncio, a Vanessa em pensamento, a imaginar a sua dor, o seu medo, o pânico da iminência de se perder o ganho que era suposto a vida nos dar para sempre. Um filho não é para morrer. "Parto" é substantivo, nestas coisas da maternidade. "Parto" não pode ser uma forma verbal no que diz respeito a um filho, sujeito que nunca deveria ser neste verbo.
Eu fui, muitas noites, em silêncio, a Vanessa, sem mámen, sozinha com dois filhos, vinte e poucos anos, mãe coragem, mãe real, a quem nada mais resta senão lutar pelos filhos sob todas as circunstâncias. Mãe que é mãe.
Eu fui a Vanessa, e antes de ser mãe nunca o conseguiria ter sido, a dor nunca poderia ser imaginada sob este prisma tão próximo e tão real. E perguntam-me, muitas vezes, se me morreu alguém de cancro, de leucemia, porque raios me envolvo nestas causas que têem que ver com esta doença e respondo que não. E relembro que sou mãe e que o que mais temo é a aleatoriedade desta doença, o "pimponeta pitapita pitucha" com que escolhe as vítimas e que, uma vez a Ana cá fora, preciso de sentir que todos juntos podemos não dar tréguas a este cancro, idiota e nojento, podemos tentar combatê-lo, lutar contra ele, para os filhos dos outros que, nestes casos, passam a ser tão proximamente nossos, afinal.
E uns dizem-me egoísta porque só despertei para a causa agora que sou mãe. Que antes já havia cancro e que, só depois da Ana, é que acordei para a vida. Que "preciso" de ajudar porque agora sou mãe, como se quisesse meter na conta de Deus as coisas boas que tento fazer, moeda de troca para ajustar contas com Ele, caso um dia a tragédia me bata à porta. Eles não sabem nada.
Parir a Ana trouxe-me, apenas, a consciência de um amor imensurável, maior, para sempre. Um amor que não se explica, que sufoca o peito, que o faz transbordar, que se expande de dia para dia. Ser mãe trouxe-me esta capacidade de empatizar, tanto e tão só, de ser mãe da Ana, da mesma forma aleatória com que poderia ter sido a mãe de qualquer criança. Do Rodrigo.
Ontem, ao entrar na casa mortuária e deparar-me com a cabeça do Rodrigo deitado num pequeno caixão, o coração estrangulou-se de dor. Da dor da Vanessa, que poderia ser eu. Da dor de uma mãe que fica apática, inerte e vazia perante a morte de um filho a quem se deu a vida, que agora a puta da doença roubou.
Ontem, ao entrar na casa mortuária o coração parou-me, um segundo. Projectei a minha filha ali, o seu remoínho naquela cabeça inerte. Os seus peluches em vez da girafinha do Rodrigo. A minha mãe, naquela avó, a aconchegar o neto sem vida, como o faz sempre que deita a Ana no seu bercinho. Momento dilacerante para se perceber, de forma mais cruel, o significado da palavra empatizar.
(...) Porque a vida não é uma merda, como ouvi dizer ontem. Merda? Merda é a morte caramba! (...)"
Post de Junho de 2013
Quando um filho morre, morre para sempre a sua mãe, sobrevivendo, muitas vezes, para os outros filhos.
Atrevo-me, como filha única e mãe de filha única, a adivinhar que quando um filho único morre deixa de haver razão para se, sequer, sobreviver.
Um abraço imaginário à Judite de Sousa. Apertado e demorado.
sexta-feira, 27 de junho de 2014
Ceci n'est pas une déclaracion d'amour
Sinto uma espécie de amor adolescente pelo meu marido. Já tivemos crises. Muitas. Já desgostei dele (oh, já desgostei tanto...) mas, sempre soube, que nunca iria deixar de o amar.Cumpriu-se e nunca deixei, um segundo sequer, mesmo que a vida e o amor fossem, tantas vezes, coisas diferentes.
Amo-o até ao infinito e mais além.
Às vezes ele vem ao meu encontro e avisto-o ao longe, andar trapalhão e cabelo desalinhado, e penso "que sorte, caraças, como é bonito o meu namorado!". Muitas vezes esqueço-me que crescemos e que adultizámos, que há alianças nos dedos para nos lembrarem de promessas formais, em dias felizes, de dedos outrora vazios, de lágrimas e de vida vivida, de tudo voltar ao sítio certo, o sítio onde ele é o meu namorado da faculdade, o sítio onde ele é o meu noivo, com um anel de noivado comprado a prestações, nós num Fiat Uno, depois, agora, o meu marido. Crescemos, caramba, mas eu ainda olho para ele com aquele ar de espanto de quem não sabe como conseguiu arranjar um namorado tão bonito, são os olhos, não sei, talvez o esgar de sorriso, o cabelo despenteado, não sei, sei que é meu, o rapaz dos Açores, tão giro, é meu.
E isto podia ser uma declaração de amor se hoje fosse um dia para comemorar, um dia especial, como mandam os compêndios do amor. Mas não é, é apenas um dia em que me atrasei de manhã e ele não se importou de se desviar do seu caminho, de se atrasar, só para me trazer à porta do escritório e no caminho cantámos com a rádio no volume máximo, em coro, e rimo-nos, esquecendo-nos que íamos ambos a caminho do trabalho, lá atrás a cadeirinha da miúda a teimar em não nos deixar esquecer que crescemos, que somos adultos, mas hoje, na A5, lembrei-me porque gosto tanto dele, desta forma tão tonta, tão adolescente e - que se foda!- tão boa, enfim.
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Dia 13
quinta-feira, 26 de junho de 2014
quarta-feira, 25 de junho de 2014
Pergunta para queijinho: duas gémeas quadripolares fazem um par octopolar?
Grande beijinho, Joana e Inês.
Há pais com dores de cabeça chatas à custa das filhas giras, o vosso deve ter uma cefaleia crónica à vossa custa...
terça-feira, 24 de junho de 2014
segunda-feira, 23 de junho de 2014
O Mundo divide-se entre ... (post bairrista)
... quem não percebe mesmo qual a graça em levar com alhos porros na pinha no São João e os outros.
(Que me desculpem os portuenses, que eu cá adoro a tradição das lanternas mas isto dos alhos porros não tem piléria nenhuma, pá!)
(Que me desculpem os portuenses, que eu cá adoro a tradição das lanternas mas isto dos alhos porros não tem piléria nenhuma, pá!)
As leitoras deste blog são melhores que as dos outros
Quadripolarizações em directo de NYC.
"Aqui vão as quadripolarizações do 911 memorial e do novo World Trade Center! Beijos de NYC. Filomena."
"
sexta-feira, 20 de junho de 2014
quinta-feira, 19 de junho de 2014
Cruzada quadripolar: descubra o(s) país(es)...
Beijinhos à Cristina que me enviou quadripolarizações fabulosas, esquecendo-se de identificar os sítiso onde as fez.
Isto é que é a essência da verdadeira quadripolar, caramba!
(Alguém tem palpites?)
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