sábado, 28 de agosto de 2021
Airbag sofa
Saturday night lalalalala
[Primeira vez em 9 anos que vai beber Pepsi ao jantar: não me julguem! É a noite da loucura, pá!]
terça-feira, 24 de agosto de 2021
O meu blog não deu um programa de rádio...
Mas tive um convite para publicar um livro com o best of do Quadripolaridades.
Ando há meses a empurrar com a barriga a decisão.
Alguém ainda lê livros de blogs? Qual a vantagem de ter tudo compilado num livro? Não é um bocado arrogante achar que estes textos trapalhões todos podem tornar-se num livro? É que um livro é uma coisa séria. Qual a motivação para se escrever um livro? O ego? O meu ego precisa disto? Eu até já plantei uma árvore, escrevi um livro em miúda e fiz uma filha. Motivações de dinheiro? Eu trabalho, nunca quis viver de dividendos do blog. Anyway, entre o que fica para a editora e o distribuidor, compensa mais fazer macramés com a miúda e vender online. E depois tenho que ir aos programas da manhã divulgar o livro e toda a gente sabe que eu curto tanto eventos televisivos como arrancar as unhas devagarinho, uma a uma. Ou injeções nos olhos. E... e...
Por outro lado, o Prezado mandou-me um draft da capa e...
Digam-me lá coisas. Vocês: os que vêm aqui, não os que só vão às redes sociais. Que esses contentam-se com os bonecos do meu instagram.
domingo, 22 de agosto de 2021
A pessoa dispersa e quando dá por ela já lá vão anos.
A pessoa dispersa e quando dá por ela já lá vão anos. Pensa voltar a escrever com regularidade num só sítio para conseguir apanhar todas as postas de pescada e sentenças defecadas no facebook, no instagram e no twitter e mais houvesse- é como calha, nunca fui muito estruturada- e reunir tudo de forma organizada, compilada e “escorreita”, como diz o açoriano cá de casa.
Às vezes a pessoa pensa “caraças,
como é que eu conseguia?” aquilo de escrever todos os dias, várias vezes por
dia com trabalhos difíceis em departamentos de recursos humanos, com vidas
sociais agitadas, com dramas familiares e depois com a miúda pequena, se bem
que toda a gente sabe que a miúda era praticamente um lémur, só comia e dormia e exibia os seus lindos e enormes olhos azuis, i did “know nothing, John Snow”,
que é como quem diz Pólo Norte, sim, que ainda sou a Pólo Norte, a ursa e fico um bocado
cheio de fernicoques quando me chamam “Quadripolaridades”, NÃO CONFUNDAM O NOME
DO BLOG COM O NOME DA PERSONAGEM, TÁ?. Agradecida.
A modos que isto de ter coisas
aqui e ali para públicos distintos, ai que os velhos ainda estão todos no
facebook, que se lixe, então ainda sou velha e são bués e eu gosto de escrever
para muita gente que se quisesse escrever para meia dúzia de gatos pingados
escrevia postais para a malta cá de casa; ai que os novos e cool estão todos no
instagram, ai mas espera aí, eu também ainda estou aqui cheia de genica e
continuo muito cool e gosto mesmo da cena das imagens bonitas com o texto a acompanhar;
a modos que a malta old school dos blogs já nem sabe para que lado se virar,
Deus me guarde e me livre do Tik Tok, que se Kapinha é o Rei do Tok Tok, agora
pensem lá…
Mas, honra seja feita, se não
fosse ter alcançado os 10 000 seguidores no Instagram (o número de visitas
médio que eu tinha à uma da tarde, todos os dias, somado no blog nos tempos
áureos que, ok, não correspondem, ao número de visitantes mas de visitas e toda
a gente sabe que as actuais dos meus ex faziam muito F5) não teria ganho aquele
bónus do swipe up para encaminhar as pessoas para aqui, logo, este come back
não teria acontecido.
Já disse que não alinho no tik
tok, não já?
De resto a vidinha vai uma
miséria franciscana: casa, trabalho, pandemia;
a miúda já fez nove anos , minha ryca filha, toda a gente sabe que
continua a mais bonita, inteligente e maravilhosa de todos os filhos do Mundo,
deve estar a guardar-se para a adolescência para me copular a idade da
menopausa e tornar a minha vida insuportável, já não vai bastar as hormonas e
os calores; mais pandemia, trabalho, casa; mámen continua um santo a aturar
todas as minhas merdas com toda a classe do Mundo, ainda não me divorciei e
ainda também não me deu nenhuma crise de meia idade; mais casa, pandemia e
trabalho; a minha mãe continua fantástica mas proibiu-me de escrever sobre ela
e a minha sogra já sabe da existência não só deste blog como das redes sociais,
portanto, CALÔ, ninguém abre a bocarra; mudei de trabalho e estou numa fase de
não saber bem o que quero para os próximos tempos mas sei do que sou capaz,
isto dos 40 tem essa coisa de bom, a pessoa não consegue controlar o decurso do
Mundo e percebe a sua infinitude perante os imponderáveis e imprevistos da vida
que não consegue controlar mas conhece-se a si cada vez melhor; de resto estou um bocadinho para o gorda mas uma
pessoa não consegue resistir a uma pandemia, à escola em casa, aos ciclos de
teletrabalho, a máscaras a fazerem acne no queixo, à propagação de pseudo
escritores como o Chagas Freitas e o Raul Alma Dele e ao Kapinha no Tik Tok sem
se consolar com comida.
De resto cá vamos, enquanto a
Margarida Rebelo Pinto continuar sossegadinha sem escrever mais livros, a malta
aguenta-se com a cabeça entre as orelhas.
Acho que voltei.
P.S.- I still hate Hello Kitty.
P.S. 2- Ainda estou a decidir se recupero o arquivo do blog ou não. Digam-me de vossa justiça.
sexta-feira, 20 de agosto de 2021
Ana, a poliglota
domingo, 8 de agosto de 2021
Aos 9 de Agosto de 2021, à Ana por ocasião do seu 9º aniversário
quinta-feira, 5 de agosto de 2021
Últimos preparativos para a festa de aniversário
terça-feira, 3 de agosto de 2021
quinta-feira, 1 de julho de 2021
quinta-feira, 17 de junho de 2021
sexta-feira, 11 de junho de 2021
ABC da NATUREZA
A Ana ficou com febre ontem à noite, depois de vir da praia com a minha mãe. Dei-lhe paracetamol e fui monitorizando. Hoje de manhã ainda estava murchinha e liberámo-la de ir à escola. Depois de almoço estava melhor e queria sair de casa. Eu tinha que passar no trabalho e parámos na Gulbenkian onde, com todo o tempo do Mundo, acabámos a tarde a apanhar tesouros do chão dos jardins e a construir este abecedário, sob o olhar atento dos patos.
Há beleza, mesmo nos dias febris. Há beleza porque ela nasceu e a vida com ela é sempre, mas sempre, mais bonita. Mais feliz. Melhor.
sexta-feira, 1 de janeiro de 2021
Feliz ano novo, queridos Quadripolares!
segunda-feira, 28 de dezembro de 2020
sexta-feira, 25 de dezembro de 2020
quarta-feira, 23 de dezembro de 2020
segunda-feira, 21 de dezembro de 2020
Acredita piamente no Pai Natal (e não lhe mente)
“Mas às vezes gosto de um bom drama”
Como não amar a honestidade da Ana na carta ao pai Natal aos 8 anos?!
sexta-feira, 18 de dezembro de 2020
O day after
“A sério, mãe? A sério? Opá e se a Luz* me quer fazer a folha?! A sério, mãe? Que se lixe a Luz! Vou desmaiaaaarrrrr!”
[*a Luz é a namorada da Carlos Manuel na série...]
quinta-feira, 17 de dezembro de 2020
Não me queixo de monotonia
segunda-feira, 23 de novembro de 2020
Estamos há meia hora a rir
A minha mãe e a minha filha a jogar stop electrónico. Tema "rios". Letra "J".
Salta a Ana: Rio de Janeiro!
sexta-feira, 20 de novembro de 2020
Nossa senhora da gataria me proteja
Comprámos duas guppies fémeas e introduzimos no aquário que estava com imensos guppies. De repente começam a ser dizimados e eu "ai caraças, queres lá ver que as putas das peixas me estão a comer os outros todos e o camandro!"
Ontem à noite olho para o aquário e se isto não é uma aparição da Nossa Senhora da gataria, acho que ...
quinta-feira, 19 de novembro de 2020
A maior mentira do Mundo
Para além da pai Natal, da fada dos dentes, dos unicórnios e das fadas que vivem no quarto dela e que se chamam Oriana, Ruby e Violeta, do signo dela ser unicórnio com ascendente em arco-íris, tudo coisas em que ela ainda acredita; no quinto aniversário da Ana estávamos no quintal e apareceu um daqueles aviões a dizer "festa de espuma no Tamariz" e ela, que ainda não sabia ler, perguntou-me o que dizia a faixa e eu respondi, por impulso: diz "feliz aniversário, Ana!".
Foi a euforia total.
Desde então, todos os aniversários, ela relembra o feliz episódio rematando: "Adoro sempre os teus presentes, mamã, mas nada bate aquela vez em que alugaste um avião para me dar os parabéns..."
Vou levar isto para a tumba, só para que saibam...
segunda-feira, 16 de novembro de 2020
O Mundo divide-se entre...
... quem anda a googlar cenas da monarquia britânica e os outros.
[Amantes de "The Crown" unidos!]
quarta-feira, 11 de novembro de 2020
domingo, 8 de novembro de 2020
Do belo
sexta-feira, 6 de novembro de 2020
domingo, 1 de novembro de 2020
8 anos
Porque é que não há comida azul? Porque é que os chás e o atum vêm em latas e as salsichas e o grão em frascos? Os búzios namoram com as conchas? Porque é que os famosos querem ser famosos se depois não gostam que os reconheçam e falem com eles? Porque é que os homens baixos não usam sapatos de salto alto? Os nervais têm poderes mágicos debaixo de água? Porque é que há queijo de vaca, cabra, ovelha e não há de porco? Porque é que o Japão que é uma ilha inventou o sushi para conservar o peixe e os Açores inventaram pacotes de leite e queijo? Porque é que há quem ache que o mundo não é redondo e embirram é com as crianças que acreditam em fadas? Se me dizem que as fadas não existem porque nunca as viram porque é que acreditam em Deus se também nunca o viram? Há países onde não há quatro estações do ano: como será a quinta estação do ano? Primaveral ou outoverno? Porque é que não há uma dança típica portuguesa para um casal dançar como o tango na Argentina e o flamenco em Espanha? Se há bonsais, não deveria também haver animaisais? Porque é que põem actores sem deficiência numa cadeira de rodas a fingir que têm deficiência se isso é tão estupido como pintar um actor branco para fingir que ele é castanho? Porque há um dia da igualdade se toda a gente sabe que devíamos era ter um dia da diferença? O papa é o CEO da igreja? Porque é que não há flores com as pétalas verdes? Porque é que há países onde o cabelo das mulheres tem que ser tapado por causa dos olhos dos homens: não deviam eram tapar os olhos deles? Porque é que se nasce a chorar em vez de a rir? Não devíamos aprender língua gestual na escola? Porque é que os cozinheiros mal criados é que têm programas na televisão em vez de serem os simpáticos e gentis? As fadas, os unicórnios e o Pai Natal vivem todos no mesmo Bairro? Como é que os meninos cegos constroem puzzles e fazem legos? Se os filhos nascem da barriga das mães, as mães quando têm que morrer não deviam murchar na barriga dos filhos?
Ana: há oito anos a abanar o meu Mundo.
sexta-feira, 18 de setembro de 2020
O Mundo divide-se...
... entre as pessoas que, em criança, fizeram visitas de estudo à Central de Cervejas e os outros.
Regresso às aulas da Ana: uma análise histórico-estatística
quinta-feira, 17 de setembro de 2020
O INCRÍVEL SENTIDO DE HUMOR DA MINHA FILHA - IV acto
O INCRÍVEL SENTIDO DE HUMOR DA MINHA FILHA - III acto
O INCRÍVEL SENTIDO DE HUMOR DA MINHA FILHA - II acto
O INCRÍVEL SENTIDO DE HUMOR DA MINHA FILHA - I acto
terça-feira, 15 de setembro de 2020
O Mundo divide-se...
quinta-feira, 3 de setembro de 2020
A Primavera em nós
As pessoas perguntam como fazemos para isto durar há uma vida.
As pessoas não sabem que isto não é uma vida são várias como nos jogos de computador que para passares de nível tens que correr, cair, descobrir truques para passares à próxima etapa, morreres às vezes e não frustrares e desligares a porra toda, insistires e recomeçares tudo certinho para avançares.
As pessoas não sabem que isto não é uma vida são três: a minha, a tua e a nossa e as três desdobram-se em todas as vidas que já vivemos e as que estão por viver, tudo o que e quem já fomos, o que somos e o que mudamos, quem seremos e a incógnita do que está por vir.
As pessoas não sabem que o desafio é acompanhar o ritmo da mudança um do outro e de nós e das circunstâncias (e de não as conseguirmos controlar tantas vezes) e no fim crescermos para o mesmo lado e não nos desencontrarmos nos patamares, na direção em que andamos e às vezes eu abrando e tu apressas-te, outras tu paras para eu te conseguir apanhar, às vezes tomamos balanço e avançamos muito e é incrível e se estamos os dois exaustos ou quase a perder-nos sentamo-nos a conversar à sombra da árvore do bem querer, caem folhas de cansaços e chove mas nunca deixámos de ter esperança que a Primavera é cíclica e volta sempre e que devemos esperar pelas flores.
As pessoas perguntam-nos como fazemos para isto durar há uma vida e não sabemos explicar que nunca pensámos ou decidimos que ia durar todas estas vidas, limitámo-nos a viver, a errar, a falhar e a desejar e querer insistentemente acertar e a descobrir que é na companhia um do outro que as cegonhas fazem ninho no Mundo, as andorinhas regressam sempre e o amor é um pedaço perfeito de sol.
As vidas mudam, nós mudamos mas, ano após ano, a Primavera nunca deixa de regressar
A mámen, por ocasião do nosso 14º aniversário de casamento, esperando continuar a nunca ter que lhe pedir
segunda-feira, 31 de agosto de 2020
sábado, 29 de agosto de 2020
É um avião?
Ponho água fresca numa jarra
Antigamente odiava todas as rotinas: eram chatas, aborrecidas, previsíveis e enfadonhas. Eu sou feita do imprevisível, do flexível, do não planeado, da surpresa da vida, do improviso.
Depois, tal como uma criança que vê um infindável número de vezes o mesmo filme de desenhos animados, comecei, devagarinho,a apreciar saber o que vai acontecer. Gosto de saber que regra geral encontro pessoas civilizadas que usam máscara e não põem em risco a saúde pública, de comprar legumes sempre numa banca e fruta noutras duas, de visitar as peixeiras que acham que eu tenho sempre cara de quem compra sardinhas (e, na verdade, eu prefiro carapaus), que o senhor dos ovos dê sempre um ovo à Ana e o das flores a tente corromper com uma geribera para mudar de clube de futebol, de beber um café da Luísa e no inverno de comer pão com chouriço.
Em psicologia chama-se “segurança do previsível” e eu gosto muito de chamar mercado a este mercado e saber que para a Ana é e será sempre o “mercado das flores”.
Há uma felicidade segura em viver aqui e uma previsibilidade encantadora em ter flores frescas em jarras espalhadas pela casa todos os fins de sábados de manhã.
terça-feira, 25 de agosto de 2020
segunda-feira, 17 de agosto de 2020
This could be the end of everything
I walked across an empty land
I felt the earth beneath my feet
Sat by the river, and it made me complete
I'm getting old, and I need something to rely on
So tell me when you're gonna let me in
I'm getting tired, and I need somewhere to begin
I felt the branches of it looking at me
Is this the place we used to love?
Is this the place that I've been dreaming of?
I'm getting old, and I need something to rely on
So tell me when you're gonna let me in
I'm getting tired, and I need somewhere to begin
Talk about it somewhere only we know?
This could be the end of everything
So why don't we go
Somewhere only we know?
Somewhere only we know
I'm getting old, and I need something to rely on
So tell me when you're gonna let me in
I'm getting tired, and I need somewhere to begin
Talk about it somewhere only we know?
This could be the end of everything
So why don't we go?
So why don't we go?
Ohh
So why don't we go
Somewhere only we know?
Somewhere only we know
Somewhere only we know
sexta-feira, 14 de agosto de 2020
Férias nas Caldas # III acto
Férias nas Caldas # I acto
quinta-feira, 13 de agosto de 2020
#deusétuga | Ai, eu estive quase morta no deserto e Santarém aqui tão perto
A música é com Porto e a voz profunda do Sérgio Godinho mas "perto" é mais que um state of mind: é uma dimensão física também. E o distrito vizinho é Santarém e tirando a capital do Gótico, o lavar de vistinhas com os agro-betos da Feira do Cavalo da Golegã, um namorado que tive em Almeirim e que me apresentou as caralhotas (é um pão regional,tá? Mas é também uma chalaça brejeira e a pessoa completou 40 anos mas continua uma adolescente que se ri com piadas parvas: aguentem-me!), a paixão platónica que tenho com a cidade de Tomar e um torricado que me ficou para sempre na memória comido com a minha amiga Clarisse em Benavente, nunca me tinha dedicado a explorar as entranhas do distrito de Santarém. Posto isto, para efeitos de estilo literário o título do post faz muito sentido, sim?
Alcanena: a capital da pele
Fomos directos a Alcanena. Não sabíamos nada de Alcanena mas queríamos ir ao Centro de Ciência Viva da Foz do Alviela, pelo que, metemo-nos a caminho e chegámos num dia especialmente duro. Na verdade é especialmente "mal-cheiroso" mas "duro" fica menos ofensivo para o alcanenenses. Percebemos que a culpa é da indústria dos curtumes aliada ao mau funcionamento da estação de tratamento de águas fluviais, segundo nos contou um senhor com quem metemos conversa num café. Demos uma volta pela cidade e descobrimos que em Minde, uma localidade pertencente ao concelho, há uma língua própria: o minderico e ficámos com mais curiosidade de explorar "a capital da pele" mas num dia com menos calor e odor.
Seguimos, então, para o nosso destino programado: o Centro de Ciência Viva da Nascente do Alviela, também conhecido por Carsoscópio. Comprámos bilhete para este centro (erradamente, como viríamos a descobrir depois mas lá chegaremos) e começámos a visita. O tema principal do centro aborda as nascentes dos rios, as águas subterrâneas, o impacto da poluição e... os morcegos. O que prova que karma is a bat, tendo em conta a minha experiência traumática com morcegos há uns anos (não chamem o SOS animal que o crime já prescreveu, por Deus! E eu já sou uma mulher crescida e madura: se fosse hoje surtava sem reação mesmo.) A Ana adorou o simulador gigante (embora eu e mámen consideremos que a linguagem devesse estar mais adaptada ao público infantil), colocar óculos 3D para assistir ao filme e fazer todas as experiências sobre o impacto da poluição nas águas subterrâneas e depois foi o delírio com toda a informação sobre morcegos. Para mim foi bom porque oscilei entre a náusea e a vontade de bolsar e fiquei sem apetite até ao jantar, o que dá jeito para a dieta.
Saímos do CCV que fica mesmo ao lado da praia fluvial de Olhos d´Água (sim, confesso: o Toy fez um concerto na minha cabeça o tempo todo!) e ... mergulhámos. E que spot fantástico, caramba! Adorei, adorei, adorei! Água limpíssima e fresquíssima, peixes a passarem entre nós, gente civilizada e a respeitar a distância social, casas de banho e acessos dignos e bar de suporte e staff disponível. Não só recomendamos como queremos voltar antes do Verão acabar!
Tancos, Almourol, Vila Nova da Barquinha e Constância
Chegámos a Tancos e não resisti à piadola de que deveriam ter por lá à venda t-shirts a dizer "I went to Tancos and all I didn't get was a lousy military weapon" mas, ironias à parte, Tancos é um lugar super arranjado e bonitinho. Mas o nosso objectivo era ali ao lado: Almourol. Estacionámos o carro e fomos a correr para a pequena embarcação que nos ia levar até ao Castelo (4€ por bilhete de adulto e a Ana não pagou. O bilhete inclui a travessia de barco que demora uns 4 minutos e a entrada no castelo. Há um acesso por terra mas, pelo que percebi, é proibido chegar de outra forma que não seja via rio).
Mega "ohhhhhh" à aproximação do barco ao castelo, numa vista tão bonita como instagramável. Tudo lindo. Quarenta e cinco minutos dentro das muralhas e de visita ao castelo e voltámos para terra. Constatámos, nesta altura, que tínhamos deixado o carro aberto, com o cartão-chave lá dentro e que não tinha sido sequer tocado por nenhum transeunte. Tenho, agora, um belíssimo contra-argumento para sempre que o meu marido quiser armar-se em recalcado e referir-se ao carro como "a minha bomba" explicar-lhe que se calhar não e bem assim, já que fomos a Tancos e nem por misericórdia lhe roubaram o bote... (desculpem! Eu sei...)
Era hora de almoço e alguém nos tinha recomendado a Tasquinha da Adélia, em Vila Nova da Barquinha. E que excelente sugestão! Comemos imenso os três - por um preço obsceno de barato (16€) - grelhada mista no ponto, bebidas, sobremesas e cafés. Demos uma volta pela zona ribeirinha (que bonita!) que tem um parque verde muito giro com vista para o Tejo e seguimos para Constância.
Constância (que antigamente se chamava Punhete!) é muito catita de um determinado ângulo. Só que depois há o ângulo das indústrias que descaracterizam aquilo tudo e a vista da ponte é tão bonita e uma pessoa vai ali tão feliz quando, de repente, leva um chapadão de realidade ao ver milhares de troncos no chão e as chaminés altas das fábricas de celulose e produção de pasta de eucalipto. Glup!
Mas decidimos explorar a vila e começámos pelo Jardim Horto de Camões (1,5€/entrada por adulto). Uma senhora simpática tratou de nos cobrar a entrada e logo se afastou para podar algumas das trepadeiras do jardim, deixando-nos explorar à nossa vontade. Regra geral apreciamos esta liberdade mas desta vez foi estranho porque nos sentimos perdidos e não havia uma narrativa explícita e congruente que nos fizesse viajar pela epopeia do filho mais famoso da terra e de toda aquela flora que representava essa viagem. Claro que aproveitámos para falar de Camões à Ana mas sentimos que havia tanto potencial e estava um bocadinho mal explorado. Valeu-nos o canteiro com uma coleção imensa de trevos de quatro folhas que fez as delícias da miúda.
Seguimos para o Centro de Ciência Viva- Parque de Astronomia que estava fechado para o almoço e só voltaria a abrir passadas duas horas, o que nos fez desistir mas prometer que aqui voltaríamos. O borboletário tropical era ali ao lado e estava também no nosso roteiro. Só que não: está fechado temporariamente por causa da covid e tivemos que nos contentar com uma actividade sobre insectos na ecoteca pública, que estava um bocadinho confusa. A esta altura estávamos um bocadinho desiludidos com a "vila -poema"(sim, o tejo e o zêzere abraçam-se mas estava tuuudo fechado!) e decidimos, num impulso, ir refrescar as ideias ao açude de Santa Margarida ali ao lado mas ficámos pelo caminho e tratámos de chafurdar num tanque público ali ao lado. Foi genial!
Estávamos "auguados" de rios e barragens e águinha em geral e ... Ferreira do Zêzere e barragem de Castelo de Bode. Mega wow! A Ana já não queria ir embora ("e se dormissemos no carro, mamã?") e foi a muuuuuito custo que a arrastámos para o nosso próximo destino, só depois de prometermos que vamos passar um fim-de-semana a Castelo de Bode mais para a frente.
Acabámos uma das tardes na Praia Fluvial da Ortiga e, meus amigos: fabulosa! Pouca gente, super limpinha, sem confusão. Super mas super mesmo recomendamos!
E no caminho para um novo distrito despedimo-nos do distrito de Santarém com a visão, até então, da vila mais bela de Portugal: Dornes (é de mim ou tem nome de terra de Game of Thrones?). O que é aquilo senhores? Tanta mas tanta mas tanta mas tanta mas tanta beleza! Já disse tanta beleza? Agora era eu que já perguntava a mámen se podíamos dormir no carro e ficar ali mais dois ou três dias ou o resto das férias, vá...O homem não cedeu, mesmo que eu lhe tivesse acenado com a ideia de pintar a torre templária pentagonal e a igreja maravilhosa e para isso ele precisaria de algum tempo, mas mesmo assim resistiu e eu fiquei como a santa padroeira de Dornes: num pranto. Agora só penso em voltar!
Seguimos viagem para o distrito de Castelo Branco com a certeza de que somos uns totós e não exploramos como deve ser lugares deslumbrantes que temos mesmo aqui no distrito vizinho e a certeza reconfortante de que identificámos lugares que queremos voltar e explorar como destino principal durante escapadinhas de fim-de-semana. Voltaremos: é uma promessa.
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Top do distrito de Santarém:
Pólo Norte- Dornes
Mámen- Ferreira do Zêzere
Ana- Ólhos d'Água
#deusétuga: prelúdio
Etapa 1 | Lisboa- Évora- Santarém- Portalegre- Castelo Branco- Guarda- Bragança- Vila Real- Viana do Castelo-Braga- Porto- Aveiro- Coimbra e Leiria (os outros quatro serão picados antes do final do ano)
Havia muitos planos para as férias deste ano: eu faria 40 anos, a festa seria de arromba, estaria obviamente mais magra porque estaria focada na dieta, na Páscoa teríamos ido à feira de Sevilha com a Ana e agora em Julho receberia o subsídio de férias depois de quase um ano num trabalho tranquilo e do qual gosto muito e partiríamos- os três- para Nova Iorque abraçar a minha soul sister Eileen. Depois road 66 e seria um Verão inesquecível.
Mas veio a pandemia e lá se foram os planos.
Eu tenho muita resistência à frustração (aliás, frustro pouco porque nunca dou nada por certo e garantido: sou das que nunca compra bilhete de ida e volta) e não planeei mais nada. Logo se vê.
Então ele propôs-me, até ao final do ano, darmos um giro quadripolar, uma espécie de volta a portugal de bólide e mostrarmos todos os distritos do país à miúda, uma road trip como adoramos, com improviso e aventura mas em Portugal. Começaríamos em força agora no Verão a cumprir 14 distritos do total de 18 (a esta hora, de certeza que estão a dizer baixinho o nome de todos).
Pensei que era fixe a título de prémio de consolação mas, afinal, a ideia pareceu-me cada vez mais emocionante.
No instagram do Quadripolaridades criei umas stories com o esqueleto do percurso que planeávamos percorrer e fomos pedindo e anotando as centenas (foram mesmo centenas) de sugestões que as pessoas que vivem ou conhecem bem cada sítio por onde iríamos passar nos iam dando. Ou seja, a excitação começou ainda antes de apertarmos os cintos.
Planear uma viagem é sonhar no plural. Eu recolhi todas recomendações, ele anotou e organizou e a Ana projectou tudo no mapa, que lhe comprámos na Bertrand. Mapa em papel: a loucura. Eu ouvi pessoas, ele estruturou os dias, ela tornou tudo realidade.
E, logo após o meu aniversário partimos. Foram um quase 2000 Km percorridos, muitos dias na estrada, muitas aventuras, muitas stories, diretos e posts de partilha no instagram e agora, na recta final da road trip e já a curtir o descanso dos guerreiros, arranjo tempo para deixar aqui tudo registado. Para quem quiser aproveitar algumas das dicas mas, sobretudo, para que eu não me esqueça.
Para a Ana construímos um diário de bordo com o roteiro detalhado, as histórias todas, com aguarelas dos sítios pintadas pelo pai e cartas escritas à mão por mim. Acho que lhe oferecemos um pequeno tesouro que resume a herança maior que lhe queremos deixar: mundo vivido.
Apertem os cintos: a saga quadripolar #deusétuga vai começar.
[É escusado dizer que custeámos esta viagem porque, como sempre, a nossa opinião não está à venda. Assim sendo, estamos à vontade para dizer o que gostámos e o que nem por isso, sítios mesmo imperdíveis e outros que benza-a-Deus. Agora não é uma realidade absoluta: é a nossa opinião. Mas, como sempre, é uma opinião livre. ]
domingo, 9 de agosto de 2020
Aos 9 de Agosto de 2020, à Ana por ocasião do seu 8º aniversário
Sabes, Ana, este era um aniversário que eu ansiava. Oito anos é uma idade importante para mim e não é pelos melhores motivos. Mas sabes que te conto sempre a verdade do Mundo, mesmo que a verdade doa. Tinha 8 anos quando eles se separaram. Sei que não me ouves falar do meu pai mas eu gostava muito dele antes de desgostar isto tudo que desgosto. É estranho desgostarmos de um pai, não é? Percebo-te bem na medida em que tens o melhor e mais dedicado pai do Mundo. Dizia-te eu que tenho gravados os meus 8 anos como o ano em que os meus pais se separaram mas, na verdade, o que conta é que esse foi o ano em que me senti desamada pela primeira vez. Talvez por isso ansiava que chegassem os teus 8 anos, felizes e tranquilos, seguros e, especialmente, amados, cuidados e queridos incondicionalmente, por todos. Como se pudesse, através de ti, dar colo à menina de 8 anos que fui, dar-lhe beijinhos nas esfoladelas da alma, apagar o desamor sentido à estreia. A psicologia explica e um dia posso-te explicar tudo, vantagem de quem tem pais psicólogos, né? Crescer dói sempre, filha. Porque implica escolher e aceitar escolhas circunstanciais que a vida nos atira sem que peçamos. E todas as escolhas implicam um ganho do que se escolheu mas também uma perda do que se deixou por escolher. Aceitar e viver bem com isto é o maior desafio da nossa existência. Assim que perceberes que é assim que funciona tudo será mais fácil. Não te posso spoilar a vida, Ana, porque isto é absolutamente imprevisível e dinâmico. Essa também é a parte que tem graça. Desejo que cresças forte e segura. Não segura de ideias, que elas evoluem. Nem de dogmas ou convicções. Nem sequer de quem tu és porque vamos sendo diferentes pessoas ao longo da vida. Mas segura incondicionalmente de que és amada por nós e que nunca sairemos de perto de ti. Nunca será o último aniversário que, por nossa escolha, passaremos contigo. Como foi o meu oitavo, o último em que desconheci o desamor. Não aches que isto não é um final feliz porque sou tua mãe e tu consertaste, célula a célula da minha vida, a forma como vivo o amor. Como amo e sou amada. Eu ensino-te a verdade do Mundo mas tu retribuis-me com toda a verdade sobre o amor.
quarta-feira, 27 de maio de 2020
terça-feira, 26 de maio de 2020
Feliz Ano Novo, Marta!
A Marta celebrou o seu aniversário em quarentena.
A Marta tem um coração bonito com raízes profundas de valores e afectos e ramos que são abraços que nos dá com os olhos, o sorriso grande e também os braços.
Um coração bonito onde podemos fazer ninho e voar de lá e voltar sem cobranças nem exigências porque a Marta é toda ela Primavera, como o é o mês que escolheu para nascer.
A Marta fez anos e ele dedicou-lhe a primeira aguarela que pintou em muitos anos porque a Marta tem coração de flores.
E a sua amizade cheira a tulipas, borboletas, andorinhas e sol.
É para verem a fé que estes canastrões têm em mim
Ana, a precisar de relaxar
segunda-feira, 25 de maio de 2020
"Uma pessoa compreende o Mundo, pouco a pouco, e depois morre"
domingo, 24 de maio de 2020
quarta-feira, 8 de abril de 2020
segunda-feira, 6 de abril de 2020
Ana, a mercenária
É, também, super empreendedora e orientada para a tarefa.
Acabou uma série de caça-sonhos e decidiu publicá-los na sua conta de instagram. Uma seguidora decide fazer o quebra-gelo.
Apreciem:
Juro que sou mãe dela!
O mundo divide-se entre...
segunda-feira, 30 de março de 2020
Covifado
sábado, 28 de março de 2020
Nova estratégia de mámen: embebedar-me.
sexta-feira, 27 de março de 2020
quinta-feira, 26 de março de 2020
O meu nome é Pólo Norte e sou vítima de cozinho-bullying
Ouço-os aos risinhos na cozinha.
Abeiro-me e a Ana pergunta-me, muito séria: "Sabes qual foi o último filme de terror que eu e o pai vimos, mamã?"
Aceno que não.
Responde-me com ar de gozo: "Chovem almôndegas!"
Estão há vinte minutos a rirem-se da minha cara.
Petit noms fofinhos que mámen me chama
Vale tudo: Li, Lilica, Licas, Lica, Lilicosa, Grunguinha, Grungui, Grungosa e, quando eu estou furibunda, sai-lhe sempre uma interjeição que eu oiço como Jumarruá, e cuja origem nunca percebi nem nunca lhe perguntei porque, enfim, quando ele me chama isso eu estou sempre puta da vida.
Hoje à hora de almoço, depois da cena das almôndegas e de eu ter usado a cartada do "vocês são uns ingratos, eu dou o meu melhor, beca beca", ele virou-se para a Ana e disse "não cutuques a Jumarruá" e eu voltei atrás e esclareci, de uma vez por todas, onde raio tinha ele desencantado aquele petit nom fofinho.
É Juma Marruá.
Preferia ter-me mantido na ignorância. [Cabrão!]
Ana, a ingrata quase vegetariana
quarta-feira, 25 de março de 2020
Ana, a sopeira católica
Sopa na bimby a terminar. Apita a bimby e mámen destapa a tampa e verifica, com uma concha, a consistência da sopa, verificando a necessidade de juntar mais água para diluir a dita. Vira-se para a Ana e estende-lhe um copo, instruindo-a:
"Vai ali buscar água para baptizar um bocadinho a sopa"
Ana, olha confusa para o copo, destapa outra vez a bimby, olha muito séria para a sopa e arrisca:
"Eu te baptizo em nome do pai, do filho e do espírito santo. "
Estamos há uma hora a chorar a rir.
As minhas amigas prestam menos que as vossas
"Se isso do mámen passar a ficar disponível em breve for para a frente, digo já: Primeiiiiiras".
Putas.
terça-feira, 24 de março de 2020
Quem não tem cão, caça com unicórnio
Sugestão da Ana, muito séria e solicita : “se não encontrares podes usar a minha máscara de unicórnio..."
Relembro:






























