sexta-feira, 13 de maio de 2016

Abençoada foccacia!


"Olá querida Ursa!
Envio-te esta quadripolarização diretamente de Cinque Terre em Itália. 
Estou a fazer Erasmus em Bolonha e fui visitar esta belíssima terra. Passei os dias anteriores à viagem a pensar " Tenho que quadripolarizar Cinque Terre!". Acontece que me esqueci de levar um papel e uma caneta e só me lembrei desta quadripolarização uma hora antes de regressar. Sem recursos, quase sem tempo e prestes a desistir, tive que me desenrascar como boa portuguesa que sou! Lá tive que ir a um estaminé da zona comprar uma bela foccacia só para pedir um papel e uma caneta, com toda a gente a olhar para mim com cara de interrogação escrevi "I Love Polo Norte" neste belíssimo papel com cor de pastel! Foi uma quadripolarização feita com muita dedicação, espero que gostes! um beijinho :)
-- 
Liliana "

Baci mille, querida xará!

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terça-feira, 10 de maio de 2016

A Tunísia já não cheira a jasmim

[De repente estou no tribunal com o meu pai. Não nos falamos nem sequer nos olhamos. Acuso a sua 17ª mulher de stalking e a mulher é uma leitora deste blog que entretanto se tornou uma amiga e me ajudou numa fase difícil da minha vida. Saio do tribunal e estou na Tunísia. Faz aquele calor húmido e o grupo separa-se para visitar diferentes pontos turísticos de interesse. A minha mãe vai para um lado com os meus tios e eu sigo na direcção oposta com Mámen e chegamos a Sidi Bou Said e começam a chover granadas e eu corro muito mal. Pessoas em meu redor espancam-se e fecho os olhos com força e sou puxada por Mámen numa correria para a qual não tenho fôlego. A mulher do meu pai está numa gruta a vender ouro e a minha mãe está às compras lá. Entro e pergunto pela Ana, não existe ainda a Ana, nós só temos 26 anos e acabámos de nos casar. As paredes de Sidi Bou Said estão manchadas de sangue e eu entro e estou na sala de espera da consulta de Oncologia com o meu tio. A minha mãe liga-me a dizer-me que voltaram para o hotel e que para eu me apressar que temos que ir embora, que é perigoso, que temos que voltar para casa. 
Acordo, sobressaltada, e troveja e chove com força nas telhas e nas vidraças desta casa. Ele dorme, profundamente, a meu lado. Digo, baixinho, "A Tunísia já não cheira a jasmism", ainda meio embriagada entre o sono e o despertar. Levanto-me e vou ao quarto dela: dorme profundamente. O bocadinho de cheiro a jasmim que consigo cheirar na minha vida neste momento. Não volto a adormecer.]

quinta-feira, 5 de maio de 2016

terça-feira, 3 de maio de 2016

O Mundo divide-se entre...

... as pessoas que após ouvirem alguém espirrar dizem "santinho" e as pessoas que dizem"saúde". 

segunda-feira, 11 de abril de 2016

Abril, quadripolarizações mil# 11




"Olá!
Envio duas quadripolarizações da Jordânia (mar morto e deserto em Wadi Rum)  (...)Eu gosto de ver as quadripolarizações, mas não faz muito a minha cena mandar fotos minhas para a net. Neste caso, decidi fazê-lo por duas razões. Primeiro, por carinho para com o blogue, o bairro e a ursa. Segundo, por amor à Jordânia. 

Conforme contei na minha mensagem, o pessoal de lá é bom demais... e a Jordânia constitui-se hoje em dia como um oásis de paz para as gentes que vivem os conflitos nas redondezas. A Jordânia não tem petróleo, vive essencialmente do turismo. Como as pessoas sabem que a situação na região é perigosa, julgam que a Jordânia é afetada, mas não é. É dos sítios mais seguros para onde tenho viajado. Eu gostava de contribuir para a divulgação deste destino. Gostaria que ao menos a Jordânia se aguentasse nas canetas lá para aqueles lados, e que seja um porto seguro para os que fogem. E fomos tão bem recebidos pelos jordanos, que são dos povos que ainda sabem o que é dar boa hospitabilidade (nós aqui já fomos mais hospitaleiros do que somos, acho eu).

Por isso, muito agradecia se mostrasse no seu blogue a quadripolarização da Jordânia e de caminho referisse às pessoas que eu lhe contei que é um destino maravilhoso e seguro (já que não poderá falar na primeira pessoa)."

Obrigada, querida India. Fiquei cheia de vontade de visitar a Jordânia. Quem sabe em breve? ;)


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quarta-feira, 6 de abril de 2016

Abril, quadripolarizações mil #6


"Quadripolarizar a Cidade do Cabo e os seus pinguins: checked. Vera"

Beijinhos gigantes, Veríssima! :P

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O Natal é quando três amigas quiserem

Gosto de tradições.
Gosto de criar rituais com as minhas pessoas. As tradições ajudam-nos a criar um código comum, a acertarmos os relógios para um determinado tempo e espaço partilhados, a reforçar ligações emocionais, a criar memórias colectivas partilhadas, uma identidade comum. 
Gosto que no Natal comamos sempre bacalhau com batatas cozidas e couves, mesmo que tenhamos que ter aberto a tradição a quem chega (e viva o polvo dos Açores!) como se cada elemento que entrasse reforçasse as memórias e as solidificasse, sem nunca deixar cair o que já existia (e às vezes a permeabilização a estímulos vindos do exterior é enorme). Gosto de bacalhau e aletria e mexidos no Natal, de saber que a árvore de Natal conta sempre com um enfeite novo todos os anos, gosto de saber que, o que quer que aconteça, no dia 08 de Fevereiro estarei sempre perto da minha mãe para juntas comemorarmos o seu aniversário, gosto de saber que todos os dias que jantamos em casa o fazemos à mesa da sala e sempre com a televisão desligada, gosto de incentivar a minha filha a ir ao "Pão por Deus" a cada primeiro de Novembro e beber um Mojito partilhado sempre que me consigo reunir com as minhas duas melhores que vivem fora de Portugal. 
As tradições trazem-nos um sentir comum, um sentimento de unidade, de respeito e esforço para que as pessoas sintam todas que fazem parte da mesma história, que estão comprometidas em criar laços comuns, que são leais, sentindo-se imprescindíveis na sua presença em cada tradição, precisas e insubstituíveis, que o todo só é todo com o alinhamento de cada um. 
As tradições transmitem estabilidade e segurança, a segurança de sabermos que, no matter wahat, naquele tempo e naquele espaço estaremos juntos, a unidade de que somos um todo, a exclusividade de pertença aquele núcleo, a sensação boa de pertencermos e de estarmos ligados uns aos outros, do passado ao presente, desde sempre e para sempre. A reforçar laços e a sentimo-nos comprometidos com os outros. 
É por isso que, desde que a Catarina voltou ao seu país Natal e a Xana emigrou em 2007 deixámos de trocar presentes no Natal e de enviar lembranças umas para as outras nos respectivos aniversários. Porque sabemos que, a cada reunião das três, a cada altura in usitada em que os relógios, os calendários e os meredianos se conjugarem e nos fizerem estar juntas no mesmo espaço e fuso horário, no mesmo sítio... comemoraremos o Natal. Mesmo que em Agosto no Luxemburgo, em Abril em Paris, em Março no Porto ou, agora, em Maio... em Famões. E comemoraremos sempre com um bolo de aniversário porque é Natal partilhado, é aniversário colectivo, é festa em nós. 

Ontem foi Natal para nós. 

Feliz Natal e Feliz Ano novo, miúdas!


(Reclamação pública aos senhores de "O Baloiço": bem sei que vos causou estranheza escreverem Feliz Natal no bolo mas a Xana sentiu-se defraudada quando percebeu que a cobertura não era de massapão mas sim de pasta de açúcar. Não se pode mudar assim as memórias de infância de bolos de uma lisboeta emigrada, senhores! Não há direito!)

Os meus amigos podem não ser melhores que os vossos, mas terão certamente um sentido de humor mais peculiar # 35

Na segunda-feira jantámos no restaurante libanês com os nosso melhores amigos.
Ontem Mámen almoçou Joshua Shoarma.

Após o almoço, confidenciou à nossa amiga Maria que estava a sentir um peso no estômago.

Resposta pronta da espirituosa: "Tens noção que tens dentro de ti um conflito israeló-árabe?"

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terça-feira, 5 de abril de 2016

Abril, quadripolarizações mil #5



"Provavelmente ja recebeste uma quadripolarizaçao de Luanda. Mas aqui vai uma do Mussulo, Luanda. Porque hoje esta um dia fantastico de praia. Sandra Ferreira."

Beijinhos, Sandra! <3

segunda-feira, 4 de abril de 2016

Abril, quadripolarizações mil #4




"Olá Ursa! Tu queres, tu tens, sul de Luanda quadripolarizado! Não deu para ir à ilha, marginal e afins porque foi dia de peregrinação dominical à praia de sangano, a caminho parámos no Miradouro da Lua e pronto, é como se também lá tivesses estado! A Banda loves you! Beijinhos "

Mantenhas para a banda, querida Ana!

domingo, 3 de abril de 2016

Abril, quadripolarizações mil #3



"E como o prometido é devido, já comecei a quadripolar o México! Começo com San Pedro Garza Garcia, onde vivo.... Segue-se Monterrey...."

Beijinhos, guapa Carina Machado!

sexta-feira, 1 de abril de 2016

Com a verdade m'enganas (ou a apologia às verdades inacreditáveis)

Fui a Virgem Maria, quatro anos seguidos, no presépio vivo da escola primária (sim, no meu tempo era verosímil que a Virgem fosse loira e com botas ortopédicas) | Encontrei um ex-namorado numa prisão (ele estava preso, não eu). | Já vi à venda numa montra um sabor de gelado "Pólo Norte" em honra à minha personagem blogosférica (obrigada Gelados do Chef Nino!). | Casei uma vez e recasei outra.. com o mesmo homem (tem um lugar no céu garantido, é limpinho!) | Sobrevivi a cinco paragens cardíacas com direito a reanimação e tudo e ainda a 18 anestesias gerais (sobrevivi mas fiquei com a cuca afectada, não há cá milagres!). | Fui Miss Vagueira há vinte anos e quarenta quilos atrás (agora imaginem como era a concorrência...). | Fui militante de um partido de direita (e entretanto vi a luz!) | Sei sacar cavalinhos e dançar em cadeira de rodas. | Já me apaixonei pelo meu melhor amigo (post it mental: lembrar a Ana, quando for tempo disso, para não fazer a mesma cagada!) | Assisti ao "Frozen" (seguramente) mais de 100 vezes, E não, não é hipérbole! | No liceu era marrona e chata. | Fui convidada a sair de uma tuna (na faculdade não era marrona nem era chata!) | Fui a um casamento de pessoas que conhecera, três dias antes, num bar no Bairro Alto (e foi bem giro o casamento!) | Já tive aulas meses seguidos deitada numa maca no hospital (e deviam ver a dificuldade que é manter o estado de vigília a aprender tabuada deitada e tapadinha...) | Assisti a um espectáculo de dança do varão | Já comi bifes de golfinho (e pensei que era atum e soube-me mesmo bem, glup!) | A minha casa foi assaltada e fiquei sem nada, quando a minha filha tinha apenas 1 mês de vida (até o frigorífico me roubaram, foi uma festa!) | Já recebi largas centenas de postais de Natal | Organizei uma festa de aniversário para centenas de convidados | Sobrevivi a um tremor de terra (sim, açorianos, chamem-me fraquinha mas aquilo foi quase 6 na escala de Richter) | Ser mãe foi a melhor coisa que me aconteceu na vida | I don't give a fuck, ou seja, estou-me a borrifar para a maioria das coisas que não interessam para nada, o que significa que me interesso por muito poucas coisas |Se a minha mãe não lesse este blog este post seria beeem diferente| Estou de bem com a vida. 



Abril, quadripolarizações mil #1


O Mundo divide-se entre...

... as pessoas que são fãs de "Game of Thrones" e as outras.

quarta-feira, 30 de março de 2016

O mundo divide-se entre...

... as pessoas que têm códigos PIN dos cartões mutibanco com a combinação de dia/mês ou dia/ano de uma data especial e as outras.

terça-feira, 29 de março de 2016

Os filhos dos meus amigos podem não ser melhores que os dos vossos, mas terão certamente um sentido de humor mais peculiar # 5

Fomos ao workshop de ilustração de Dia do Pai com duas amigas queridas: a Margarida e a Rita. 
Chegados ao colégio, já sentados e prontos para dar início aos trabalhos, a Margarida chama a filha Laura (da mesma idade e grande amiga da Ana):

Margarida: "Vá Laura, vamos lá desenhar o pai!"

Laura: "Mãe, podemos antes desenhar o John Lennon?"

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sábado, 19 de março de 2016

O espaço vazio



Passei, exactamente, vinte e quatro dias do Pai neste vazio. O último que comemorei tinha oito anos e era um dia bonito de Primavera, lembro-me bem, ou talvez seja esta fotografia- em que, sentada numa cadeira de rodas, carrego o último presente de dia do Pai que teve destinatário- que mo lembre. 
A partir daí sempre o mesmo suplício quando Março trazia este dia, sem ninguém que o fizesse ganhar sentido ou forma, sem ninguém que fosse a razão de o celebrarmos, este dia, o dia em que o calendário ficava vazio de mim, espectadora da celebração. 
Não é fácil crescer assim, fugindo à norma e à maioria, não nos juntando ao sentimento colectivo, não tendo razão para fazer trabalhos bonitos na escola primária, não tendo mãos para receber presentes à chegada a casa, não tendo, já adulta, compromissos de almoços ou jantares com o pai. Fica, assim, uma espécie de vazio que, no meu caso, durante anos tentei preencher avidamente com quem estava disponível e o mais preparado possível para "fazer a vez". 
O meu avô foi, de facto, o melhor avô do Mundo mas nunca conseguiu ser o meu pai. Não é possível que um avô seja pai, não acredito nisso. Um avô pode amar até ao infinito, pode ser uma referência masculina, pode exercer um modelo parental mas um avô é um avô, tem um tempo e um espaço geracional que o separa de nós e isso não é mau- na maioria das vezes é até o que faz os avós mais doces e pachorrentos, mais apaziguadores com os modelos de educação e mais flexíveis, mais amorosos e emocionais, a saber amar com a intuição e o empirismo seguro que não está acessível aos pais. Não me interpretem, por isso, mal nem me vejam como ingrata: o meu avô foi o melhor avô do Mundo mas não podia, nunca, ter feito a vez do meu pai ou aspirado a substituí-lo. 
A minha mãe foi, igualmente, a melhor mãe do Mundo. Às vezes oiço mulheres como a minha mãe dizerem que "foram mãe e pai",  também já cheguei a pensar isso da minha, assumo. Hoje não creio nisso. A minha mãe nunca fez a vez do meu pai nem nunca "foi mãe e pai" pela única razão de que essa responsabilidade, essa tarefa, esse papel, o de pai- o de meu pai- só poderia ter sido desempenhado por uma única pessoa, aquele homem que se foi embora e desistiu da parentalidade, a confundiu com conjugalidade, que entregou a gestão da minha vida, da minha educação, da rega do meu amor à minha mãe, que é, de facto, a melhor mãe do Mundo mas que, por motivos óbvios, nunca poderia ter tido a responsabilidade, a ousadia, a pretensão de ser pai. O meu pai. Aquele pai. 
Durante anos tentei preencher este espaço vazio ora com o meu avô ora com a minha mãe, numa tarefa inglória e injusta, conturbada e frustrante. 
A verdade é uma: o meu pai não soube ser pai e constato-o hoje, sem mágoas nem rancores, sem recalcamentos ou raiva. Com algum lamento e pesar pela filha do pai que eu gostaria de ter experimentado ser (e alguma curiosidade de como teria sido) e pelo pai que ele poderia ter sido se as vontades, a motivação, a predisposição e as circunstâncias o tivessem permitido. Só que não. 
Não tenho o melhor pai do Mundo, nunca o terei. Aprendi a viver bem com esse facto como uma árvore que cresce amputada mas que cresce, que ganha troncos e flores, que vê assistir, com espanto e serenidade, aos primeiros frutos. 
Hoje, muitos anos depois, e após de ter escolhido o melhor pai do Mundo para a minha filha, estou em paz. Em paz porque, não foi minha culpa, não foi minha responsabilidade, em nada contribuí para o falhanço do meu pai como pai. Em paz porque me tornei em alguém que fez as pazes com o passado e todos os dias gosta mais do presente em que se tornou o presente e sente esperança e alegria no futuro em que acredita, Em paz porque não tenta encaixar nada nem ninguém no espaço vazio que ele deixou. Já não é preciso. Sei quem sou e porque sou. 
Celebro, hoje, o dia do Pai em mim. Celebro, hoje, este espaço vazio que o meu pai deixou. E a segurança de que não preciso que ninguém o preencha. E a certeza de que ele ficará vazio para sempre, sem tristeza nem lamento. Porque este espaço vazio lembra-me quem sou, no que me tornei, recorda-me do melhor avô que nunca aqui conseguiria encaixar por ter outra forma, ser outra figura geométrica do meu amor. Lembra-me da melhor mãe do Mundo que é tão grande que neste espaço nunca poderia caber.
E lembra-me da serenidade do tempo, dos 24 anos passados a tentar preenchê-lo em vão e da aceitação de que há espaços vazios que assim têm que permanecer, com todas as memórias não concretizadas do que poderiam ter sido, com todo o vazio e silêncio que sempre ficou. Não é preciso preenchê-lo. Já não.
Este espaço vazio construiu a minha identidade, trouxe-me certezas e reconciliações, aceitação e paz. Este espaço vazio está cheio de mim. Este espaço vazio lembra-me como cheguei aqui, quem sou e porque o sou. Talvez tivesse sido uma pessoa diferente se o espaço tivesse preenchido, talvez com mais memórias positivas, com mais âncoras positivas, acredito que feliz. Mais feliz? Não sei. Diferentemente feliz.
Este espaço vazio lembra-me o que me custou chegar aqui a este ponto cardeal da minha vida. Hoje resolvida e feliz. Mesmo feliz. 

segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

Joana sabes que tens Ausfahrt? :P




"Olá Polinho! 
 Segue a quadripolarização do lindo sítio onde estou desenterrada. Pertence à região da Pomerânia e estou mais perto da Suécia do que do resto da Alemanha. Dizem que isto é a Ibiza alemã... Ahahah! Só porque tem praia. 
De resto, não interessa nem ao menino Jasus, como já te tinha dito. 
 Beijooooo , Joana Ademar"

Beijinho, Joaninha! És tão gira, caraças!


sábado, 27 de fevereiro de 2016

Esfregando neve na cara da inimiga


"Ah, Pólinho, abominável ursa das neves, tás contente com granizo em Alcabideche, tás?
Toma lá neve na Islândia só para te resumires à tua frozen insignificância. "

Islândia quadripolarizada pela querida Cristiana, cujas fotografias no facebook me fazem ter uma necessidade urgente de rumar a bué, bué Norte!
Estou com uma espécie de raivinha dos dentes cheia de inveja misturada com agradecimento genuíno por esta fantástica quadripolarização!


(Todos os países quadripolarizados aqui)

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

O Mundo divide-se entre...

.... as pessoas que se manifestam publicamente contra o Dia dos Namorados e as pessoas que se manifestam publicamente contra as pessoas que se manifestam publicamente contra o Dia dos Namorados. 

sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

O Mundo divide-se entre...

... as pessoas que em criança acreditavam que havia sopa* de tudo o que diziam as receitas e as outras. 


(uma colher de "sopa de farinha", duas colheres de "sopa de leite" e por aí fora...)

quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

Eu não sei o que me aconteceu...



- pensei no supermercado, quando aquele rapaz loiro de olhos azuis me perguntou "arroz carolino ou agulha?". 
Ali estava eu, 35 anos, adulta. Não sei como passou tudo tão rápido, como carga de água o tempo me engoliu e me tornei nesta pessoa de 35 anos, casada, com uma aliança no dedo em vez do anel do humor cuja pedra mudava de cor conforme o meu temperamento e fio de prata com medalhinha à mummy em vez do colar de couro com a medalha que comprei em Sevilha com o João, aquela medalhinha creepy com o olho de holograma a aparecer conforme o ângulo através do qual o olhávamos. Eu a escolher se o arroz que levava nas compras era agulha ou carolino (who cares?) ao invés de escolher se agora ouvia agora a cassete dos Pearl Jam ou dos Nirvana. 
Às vezes dou por mim, estupefacta, a constatar no que me tornei. Acontece-me normalmente, de manhã, enquanto me olho ao espelho na casa de banho e me resigno com mais um cabelo branco no cocuruto (porque raios os cabelos brancos aparecem à frente e são mais espetados e fortes?) ou quando recebo emails do Jardim de Infância dela dirigidos "aos encarregados de educação". O que vale é que, na maioria das vezes, em que começo a constatar isto (e a deprimir), a miúda loira interrompe-me os pensamentos, com ranho para eu assoar ou um gancho no cabelo para arranjar e acabam-se as questões metafísicas. Toda a gente sabe que nada na vida é mais prioritário que limpar a ranhoca aos filhos, sob pena das camisolas acabarem todas com nódoas nas mangas que não há detergente que as salve.
Diz que sou eu: adulta, 35 anos, a ficar grisalha (doem-me os dedos só de escrever isto), encarregada de educação de uma criatura de 3 anos, cujo ranho lhe limpo de bom grado, ganchos lhe ajeito como quem nunca fez outra coisa na vida senão cuidar de penteados infantis e com capacidade de decisão para escolher se o arroz que se leva para a despensa é agulha ou carolino. 
Talvez seja só eu, que ando numa crise existencial, em negação de como o tempo me engoliu e de repente me confronto com o facto de já não ser mesmo uma miúda, ser adulta (oh céus!), mulher, mãe sem me lembrar da coisa ter sido gradual e reflectida. Talvez, no fundo, quisesse mesmo acreditar naquilo que dizem as revistas e as frases inspiradoras, de que os 30 são os novos 20 (não são!) e de como as mulheres ficam mais sábias e apuradas com o passar dos anos (ahahahah!). Só que não. 
Ali estava eu, a decidir entre o agulha e o carolino ("leva os dois!"), a sacar da carteira de "senhora" com fotografia de passe da miúda lá dentro (sim, sou mesmo uma mãe!), a pagar com cartão multibanco com o meu nome lá escrito, a dar de caras com a requisição da mamografia ("Ah, a Liliana tem mesmo que a fazer! Aos 35 anos tem que se começar a fazer este tipo de controlo..."- dissera-me a médica na véspera).  
Às vezes (muitas) queria voltar a poder usar o anel com a pedra do humor, o colar creepy do olho, a carteira com abertura de velcro e a achar que as mulheres de 35 anos eram velhas, "senhoras", vá. 
Entretanto, continuo em negação a pensar que para o jantar de hoje uso o agulha para fazer arroz de marisco e o carolino para a sobremesa de arroz-doce. Ainda bem que trouxe os dois.
Oh diabo, no que me tornei.


domingo, 17 de janeiro de 2016

O Mundo divide-se entre...

... as pessoas para quem o jantar de domingo é reston* e as outras.


(reston = restos de ontem)

quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

13-01-1999



Nem sonhas, Liliana, mas essa não vai ser uma curte. Não fiques despeitada com os colegas e amigos que dizem que não vai durar porque vocês são tão diferentes, com a cigana que vai ler na tua palma da mão que nunca se chegarão a casar, com a família que vai ter receio que acabe depois de revelados problemas de saúde, do fim da universidade, de quando chegarem as contrariedades ou quando o dinheiro da bolsa de estudo acabar e o regresso dele seja a única solução. Não tenhas medo de te entregar que vai valer a pena. Olha-o no mais profundo azul dos olhos e mergulha aí para sempre: a pele vai ganhando rugas, o cabelo loiro enchendo-se da cinza do tempo, o corpo engordando e emagrecendo, a expressão ficando menos pueril e cansada mas esse azul permanecerá. 
Os braços que hoje te abraçam pela primeira vez abraçar-te-ão vezes sem conta, segurarão no teu avô ao colo para o ajudar a passar da cadeira de rodas para a cama vezes sem fim, apoiar-te-ão das duas vezes que os enterrares, primeiro a ele, depois a ela, farão um colo que servirá de caverna escura para enterrares a tua cabeça e a tua dor e chorares lágrimas ininterruptas, ampar-te-ão de todas as vezes em que o teu corpo fraquejar com dores e medos e nunca, mas nunca te deixarão cair. Esses braços são os mesmos que te acolherão num aeroporto dos Açores quando quiseres recuperar o que é teu e entrelaçar-se-ão nos teus no esperado e definitivo regresso a casa. 
As mãos que hoje te desenham em jeito de caricatura, Liliana, serão as mesmas que te limparão lágrimas, te passarão água fresca nos olhos e na face e te ajudarão a reerguer, são as mesmas que embalarão pela primeira vez a tua filha, daqui a 13 anos e  saberão consolar birras, prender rabos de cavalo em elásticos, desenhar rabiscos nas toalhas de papel dos restaurantes para a entreter e fazer festinhas e cafuné para sempre. 
Os lábios que hoje tocam nos teus pela primeira vez beijar-te-ão o cabelo perante cada momento de dor, o pescoço em cada guerra de cócegas e brincadeiras sem fim, a fronte tua e depois da tua filha para medir a temperatura, beijar-te-ão as mãos no dia em que se ajoelhar numa praia para te pedir em casamento e o dedo anelar hospedeiro da aliança no dia em que prometer que será para sempre e beijar-te-ão, enfim, os lábios em cada despedida e reencontro, antes da separação selando um adeus que nunca o chegará a ser e na reconciliação que vos tornará mais fortes e invencíveis: o "para sempre" um do outro. Este beijo que hoje provas será teu para sempre, por todos os motivos e sem motivo nenhum. 
E quando tudo falhar, Liliana com 18 anos, quando houver incertezas e dúvidas, crises e desgostos, raiva e lágrimas, dor e revolta, vozes a gritar e zangas, luto e desesperança, quando os braços e os abraços, as mãos e o toque, os lábios e os beijos não forem suficientes mergulha no azul dos seus olhos, o mesmo azul que a tua filha herdará, e lava a alma e as certezas, refresca o coração e o amor e reabastece-te da certeza, da segurança, do conforto de que "é para sempre". 
Porque o será. 

segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

No último ano (adeus 2015)


Comecei o ano na companhia de um dos meus casais preferidos no Mundo. Fui aos Açores e diverti-me muito nos Açores. Comprei 10 quilos de queijo-ilha. O queijo-ilha estava a 8 euros/quilo. Suicidou-se uma pessoa da minha família. Descobri que o amor não salva tudo. O amor nem salva o próprio amor. Fui Charles. Fui tudo o que me apeteceu. Os supermercados começaram a cobrar-me sacos de plástico. Recebi convite para o casamento da minha amiga Rita no México. Pintei o cabelo várias vezes. Cortei-o. A minha primirmã arranjou o seu primeiro emprego. A Ana começou a falar que se desunha. Não se cala um minuto. Arranjei um trabalho muuuito longe de casa. Morei sozinha numa cidade que (ainda) não me diz nada. Voltei para a minha casa. Percorri milhares de quilómetros. Conheci a minha Marta Tex num workshop no IAC. Comi ovos moles à colherada. Tomei como minha causa a luta pela celebração da diversidade. Mascarei a Ana de Branca de Neve. Vi As Obras Completas de William Shakespeare em 97 Minutos. Conheci o (meu) Luce. Pisei o palco do Tivoli. Desejei voltar a ter a minha Nikon. Não comecei a correr. Ministrei mais de 500 horas de formação.  Escrevi crónicas para a Lifecooler. Um dos meus tios esteve à porta da morte. Acompanhei o outro a algumas sessões de radioterapia.  Voltei à Tocha e conheci a Vera, a Neuza, a Clara e a Bárbara. Fui a 4 formações de Socorros Pediátricos e Suporte Básico de Vida. Tenho para mim que se alguém se finar ao meu lado terei um ataque de pânico. Conheci a Cristina Roquete e gosto tanto dela. Tive medo que morresse o bebé de uma amiga minha. Conheci a Alice Vieira e tive aí, provavelmente, o melhor dia deste ano. Voltei a visitá-la na sua casa, meses mais tarde. Fui professora convidada numa universidade e dei cabo da cabeça dos alunos. Fui ao Porto mais de uma dezena de vezes. Apanhei uma moca involuntária à custa de Valium. A minha filha esperou-me à porta sempre que me atrasei. Atrasei-me muitas vezes. Levei a Ana, pela primeira vez, ao cinema. Juntas vimos a Cinderela. Fui ao Mercado do Bom Sucesso mas apaixonei-me pela Lionesa. Dormi na mansão de Francelos da Flávia.  Perdi muitos comboios. Provei os éclairs da Leitaria da Quinta do Paço e fiquei fã. Fui convidada para ir ao "Moda Lisboa". Não fui. Tive menos tempo para tudo, incluindo para escrever no blog. Bebi margaritas com a Marta, o Filipe e o Luis. O Bairro do Amor, os seus voluntários, as suas actividades e as pessoas que dele beneficiaram comoveram-me muitas, muitas vezes. Senti muita raiva de quem não era a favor do acolhimento dos refugiados. Apanhei Maios. Fiz uma viagem de comboio de longo curso com a mãe da Maria e do Miguel e gostei mesmo, mas mesmo mesmo, foi da Vera.  Organizei uma caça aos ovos da Páscoa para a Ana. Fui a um sábado de manhã fazer compras numa cestinha de verga ao mercado das Caldas da Rainha. Namorei numa rede debaixo de estrelas na Casa do Moleiro. O Bahaus fechou para sempre. Não aderi à corrente dos 21 dias sem açúcar. Não comecei a correr. Comi tripas com ovos moles em Aveiro. Chorei ao oferecer à minha filha um colar de pinhões igual aos que a minha avó me fazia. Emocionei-me ao ver a minha filha e o meu marido dentro de uma bola gigante no Clube do Vimeiro. Lançámos um projecto que me continua a apaixonar por celebrar a diversidade: "O Mãe Decide". Conheci a minha querida Marta Pereira e nunca mais a larguei. Descobri onde se come a verdadeira francesinha (café Inovador, na Maia). Deixei de beber leite. Reencontrei a Ana Póvoas, a Ana Santos, a Titá, a Bárbara, a Ângela, a Elisabete e conheci a Teresa e a Ana Tavares. Reencontrei, inesperadamente, o Padre Cruz e senti-me em paz. Assisti à festa de bodas de ouro dos meus tios. Apareci nas páginas centrais de um jornal. E foi vestida. Passei uns dias espectaculares na Casa da Meia Lua em Vilamoura. A Ana sentiu saudades minhas todos os dias. E eu da Ana. Petisquei ao final da tarde numa esplanada da Galeria de Paris. Voltei à Lello e não paguei entrada. Dormi no sofá da Teresa em Rio Tinto. Dei um minúsculo contributo para que o Francisco tivesse um novo andarilho e voltasse a andar. Morreu a tia Nina da minha amiga Catarina. Contei com a Mafalda e as duas gerações anteriores à Mafalda para o filme do Bairro do Amor. O Home e a Marge dos Simpsons estiveram para se divorciar. Continuei a ter problemas com telemóveis. Voltei a S. Martinho do Porto com a minha amiga Catarina. O Jorge Jesus foi para o Sporting. Comemorei 35 anos numa festa de aniversário intimista e muito aconchegante. Em 24 horas os meus amigos ajudaram-me a angariar dinheiro suficiente para levar dez pessoas a uma colónia de férias. E com o dinheiro que sobrou organizámos um baptismo de surf. A Inês prescindiu de um iPhone para se juntar à causa. O Quaresma despiu-se para uma capa de revista. Dei formação a mais de 500 pessoas. Escolhi o Jardim de Infância da Ana. Apresentei a A. à Inês e sei que elas farão história nos direitos das mulheres. Ajudei a pintar paredes de uma sala especial da Polícia Judiciária. A Ana teve um traumatismo craniano e eu pensei que ir morrer de aflição. A minha MEP aturou-me mais do que o suportável (obrigada, chouriça!). Vi pessoas a lutarem pelos direitos dos caracóis. E miúdos a fazerem jogo simbólico em Portalegre brincando aos motins. O Cavaco decidiu pôr crianças a bater continência no Palácio de Belém. Nunca deixei de me sentir grata pela vida que tenho.  Improvisei na organização de festas de aniversário e dei o meu melhor para ver a minha filha feliz. Preparei gelatina azul. Brindei com a Bé, a Rosa e a Rossana num final de tarde em Agosto. Mataram o leão Cecil. A Ana comemorou 3 anos. Dei sangue. Fui prelectora numas jornadas científicas. O Ricardo fez a sessão fotográfica mais mágica do Mundo com a minha ilha. Conheci a livraria Dejá Lú (e fiquei fã). Morreu a Maria Barroso. Fiz limpezas e ajudei a pintar casas que passaram a ser o lar de pessoas refugiadas de guerra. Voltei ao Zoo. A Ana entrou no Jardim de Infância e isso foi muito importante para nós todos. Viajei na Ryanair e ia tendo uma apoplexia. A Joana Amaral Dias despiu-se numa capa de revista e fez ela muito bem. Bebi uma bjeca à frente da praia mais carismática do mundo com o Ricardo e a Mónica. Enjoei-me da Elsa e da Ana. Fui ao pão por Deus com a Ana. Ainda não aprendi a dançar. Nem a fazer ponpons. O Passos Coelho foi Primeiro-Ministro. O Passos Coelho deixou de ser Primeiro-Ministro. o António Costa é o Primeiro-Ministro. A Ana aprendeu a nadar. Criámos A SEITA. Andei de balão de ar quente e foi uma das experiências mais fantástica do ano (obrigada Andreia!).  Falhei o Festival da Castanha de Marvão mas abracei a Catarina em robe. Fui feliz em Benavente e em Samora Correia. Fui a spas e não foram suficientes. Assisti a um espectáculo de ópera. Experimentei comida libanesa. Namorei à sucapa em Tavira. Houve atentados terroristas em Paris e temi pelo meu amigo Rúben. Continuei sem pêlos graças à Dora. Fiz de ponte entre a Vera e a Joana e tive uma manhã de véspera de Natal quentinha. Fui apanhar sol com a Rita e o Luis  ainda sem rampa mas com a ajuda do Luis da Marta. Ajudei a organizar uma festa de Natal e a angariar 50 cabazes para 50 famílias bem como brinquedos para os miúdos da ASBIHP (obrigada Rosa, Paula e Lego!). Cozinhei aletria e mexidos em homenagem à minha avó. Senti a falta dela e do meu avô todos os dias. Todos. Congeminei com a São João o melhor presente de Natal de todos os tempos. Ganhei um aspirador robot. A minha Bimby continua avariada (o preço do arranjo é pornográfico!) e já me ajeito com os tachos e as panelas. Levámos a ASBIHP à televisão. Vi o Bairro do Amor organizar o evento mais espectacular do ano graças à Marta e suas martetes: a Children Street Store. Fui jantar à Vila Presépio com a minha trupe bairrista. Assisti à primeira festa de Natal da minha filha. Comovi-me por a Ana acreditar no Pai Natal. Decidimos onde vamos renovar os nossos votos de casamento. Matei saudades de Aveiro. Não corri nem um metro. Bebi vinho quente no Xmas Club.  Ainda não provei bagas nem sementes. Acabei o ano a ouvir discos de vinil numa festa de garagem com as mesmas pessoas com que  o comecei. Coleccionei estes momentos todos. Fui feliz.

2014 foi assim
2013 foi assim
2012 foi assim

terça-feira, 29 de dezembro de 2015

segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

Que caras de quadripolarização vêm a ser estas, garotas?





"Pólo, tu quadripolarizaste a nossa alma, nós retribuímos ao quadripolarizar o melhor de nós: a nossa terra, Cinfães!
Faz-nos uma visita e acrescenta momentos e memorias felizes à tua vida. 
Beijinhos,
Sonia Miranda e Liliana Vasconcelos"


Eu irei a Cinfães. A medo, à custa das vossas expressões, ah, mas irei! Me aguarrrdem!

quinta-feira, 24 de dezembro de 2015

O Mundo divide-se... especial Natal #2

... entre as pessoas que comem bolo-rei e as que comem bolo de Natal*.





(* sim, açorianos, vocês estão do outro lado do Mundo!)

Nem a terra do Pai Natal escapa. E pela segunda vez!








"Missão: (mandar) quadripolarizar o Pólo Norte 

Passo 1: Emília, amiga finlandesa, vai à Lapónia

Passo 2: verificar que o Pólo Norte ainda não foi quadripolarizado

Passo 3: esclarecer a amiga sobre "ser quadripolar" e "quadripolarizar"

Passo 4: missão aceite. aguardar quadripolarização


De qualquer forma, o Pólo Norte está duplamente quadripolarizado! No nosso caso, por uma finlandesa de gema!!

Beijinhos da Casa Azul,

Carla"

Obrigada, manas da Casa Azul!

O mundo divide-se... especial Natal #1

... entre as pessoas que, na ceia de Natal, têm como tradição comer bacalhau e as que têm como tradição comer polvo.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

Universal Studios? Foi canja!


"
"Caríssima Polo :)

Cá vai mais uma contribuição para a cruzada, nos Universal Studios, Orlando.
Ainda há mais :)
Ate logo! MissFramboesa"

Obrigada. minha querida Alda,

terça-feira, 8 de dezembro de 2015

segunda-feira, 23 de novembro de 2015

Isabel: a quase-quadripolarizada



"O melhor que pude congeminar da minha cadeira hahaha. Ela separou se do william e eu não fazia ideia! Ela armou se em fina e saiu logo, nao assinou livros nem tirou fotos: buhhh! Fica a intenção. Beijinhos, Dina!"

Dina, obrigada, pá! Valeu!

O Mundo divide-se...

... entre quem lhe chamava cloche e quem lhe chamava patusca. 



(E quem não faz puto ideia a que se refere este post)

sexta-feira, 13 de novembro de 2015

Porque hoje é dia 13

E fomos tomar o pequeno almoço juntos a um dia de semana e fugir à rotina sabe tão bem. Porque tu acordas-me com um "buongiorno principessa". Porque vamos na rua e agarras-me pela cintura e me roubas um beijo. Porque eu pergunto-te sempre "quantos meses?" e tu riste-te, nunca foste bom a fazer contas, e contra-atacas "diz lá tu" e eu respondo- sempre!- "agora não digo: estou amuada!" e ficamos a rirmo-nos os dois. 
(Já) não sei há quantos meses estamos juntos.  Mas sei que o dia 13 contigo é sempre um dia feliz. 
E continuo amuada. E a rir-me em coro contigo.
Porque gosto muito, tanto, até ao infinito e mais além de ti. 

quinta-feira, 12 de novembro de 2015

segunda-feira, 12 de outubro de 2015

A quadripolarização mais emocional de todas






"Ola Ursa,
Em anexo as fotos da Quadripolarização da terra da sua família materna (Poiares – Ponte de Lima), visto que ainda não estava devidamente quadripolarizada.
Ao dispor.
Carolina Rocha"

Esta quadripolarização esteve em suspenso alguns meses. Cada vez que botava os olhos na fachada da Quinta da Torre- onde a minha avó nasceu, onde eu passei em cima de uma vaca até ao posto, onde descasquei milho e lhe reirei as barbas para fazer chá, onde cheirava ao pão de milho quente da minha tia Carminda, onde soava a buzina da carripana do pão que nos trazia rosquilhas que comíamos com o mel das abelhas que ali viviam, onde me ria das tropelias do Toné, o caseiro da quinta- cada vez que botava os olhos nestas fotografias dava-me vontade de chorar. 
Sempre achei que não tinha uma terra. Sou um bocadinho de todos os sítios onde fui feliz. Mas toda a gente tem um chão, um ponto de partida, onde o GPS da vida se inicia, terra onde assentam as raízes mesmo que os troncos ramifiquem Mundo fora, onde o som da pronúncia soa a casa, a lar. Toda a gente tem uma terra. A minha é esta. Minho no seu mais verde melhor. 

 E esta é a quadripoilarização mais emocional de todas. Obrigada, Carolina!

" O coração de mãe fica branco (sem pinga de sangue) quando um filho dá um grande trambolhão."


A frase é da Isabel Minhós no meu livro favorito do planeta Tangerina. E não poderia traduzir melhor o que senti na sexta-feira. 
A Ana tinha chegado à feira, bem disposta e faladora, cheia de energia e boa disposição. Era um princípio de noite feliz, a três, a ajudar no projecto bebé d'A SEITA. Jantámos cá fora no recinto, com luzinhas e ambiente de arraial, comemos arroz doce no final, a Ana feliz e saltitona, as suas gargalhadas a embalar-me. 
Fui para a banca ajudar o Sérgio. A Ana foi brincar com o pai, nuns bancos corridos dentro do pavilhão. Ao longe ouvia-se ruído de fundo, copos cheios de vinho de Bucelas a tilintar, gente a rir, frases no ar, vozes felizes de sexta-feira à noite. De repente um barulho. Estiquei a cabeça, apurei o ouvido, não ouvi nenhum choro. O meu marido a correr na minha direcção, a cabeça da Ana pousada no seu peito, o corpo sem sentidos. Eu fora de mim, controlada e robótica, a minha voz como se fosse de outra pessoa: "Ana! Ana, filha! Ana, acorda, filha! Ana". A Ana abriu os olhos e estendeu-me os braços, os seus olhos mortiços, nunca tive tanto medo na minha vida, a Ana a vomitar uma vez, duas. A Ana a chorar baixinho, sem berros, sem pavor, baixinho. Eu a passar por cima do chão sujo dos detritos alimentares, a correr, a ir ter com os bombeiros, eu modo autómato, eu sem ver ninguém, a cabeça da Ana no meu peito, a Ana mais leve e mais pesada que nunca. ~
A minha voz, calma e controlada, a falar por mim, eu sem qualquer controlo no controlo que todos viam. O INEM, a Ana a não querer mobilizar-se na maca, eu a dar-lhe colo, outro vómito, choro baixinho, eu a mantê-la alerta e consciente, "Ana de que cor é esta gavetinha da ambulância?", "Ana, vamos cantar uma canção?", "Ana, quando é que fazes anos?, "Vamos contar até 20, Ana, minha Ana?". O meu coração às pintinhas, "Ana, não morras!", "Ana, fica bem, Ana", "Ana, meu amor, és a minha vida". 

"Quando um filho fica doente, o coração de mãe fica às pintinhas (e muito mais pequenino…)

Pulseira laranja no hospital desconhecido para nós, eu sozinha com a Ana, o pai em pranto para trás, em missão, não podíamos deixar dois cadeirantes pouco autónomos sozinhos na feira, o meu telefone a avisar a falta de bateria, eu com vontade de chorar, a minha carcaça sempre calma, imperturbável, não podia mostrar à Ana que estava com medo, paralisada de medo, em pânico, no maior terror que já sentira na vida. "Ana vamos ver uma máquina divertida?" "Dói-me a cabeça, mãezinha!" Aquele "mãezinha" a esmagar-me o peito, a minha filha ao meu colo, sempre ao meu colo, a chorar baixinho, nunca gritou, a médica a sugerir que lhe dessemos um xarope para a acalmar enquanto fazia a TAC, eu em pânico, o estigma da TAC, eu por fora a dizer que não, que ela iria ser colaborante, que não era preciso. A Ana, pequenina, três anos de gente, a pousar a cabeça numa almofada demasiado grande para ela, a entrar na máquina da TAC, quietinha a olhar para cima, "amanhã não há escola, Ana, vamos ficar as duas em casa, só as duas, no quentinho, a brincar a tarde toda". 
A Ana a sair, o meu colo como uma fechadura para a chave que é a Ana, a médica a mandar dar-lhe soro de 5 em 5 minutos, a Ana a não querer, ele a entrar a correr, meu amor, a abraçar-me, a beijar-me a fronte, ele sabia que eu precisava de colo, meu querido. A Ana outra vez, a ficar com sono, nós a deixarmos adormecer aos bocadinhos, a acordá-la pontualmente, a Ana cansada, exausta, do susto, do medo, dos berros que nunca chegou a largar. A minha grande amiga Rosa a mostrar porque o destino a escolheu para ser madrinha da Ana, a fazer-me companhia, a olhar de soslaio para o meu colo, a entreter-me o medo com conversa. A médica a mandar-nos ficar lá algumas horas sob observação. E ali ficámos os três com a Ana, devagarinho e sem pressas, com todo o tempo do Mundo para, finalmente, a médica nos confirmar que o traumatismo crânio encefálico fora ligeiro, a recomendar-nos vigilância apertada nas próximas 24 horas, a dar-nos todas as instruções, a Ana a poder dormir sem interrupções, no meu colo, perto do meu coração às pintinhas pretas, muitas, todas juntas, a fazer um buraco negro de medo, de vazio. 
Nós a regressar a casa, a Ana a dormir no meio de nós. Nós a vê-la dormir, numa insónia partilhada, num silêncio entre o alívio e a preocupação. Amanhece. A Ana combalida, a Ana a não lhe apetecer comer, a Ana a apetecer-lhe brincar, finalmente, O fim-de-semana a passar, a Ana a voltar ao normal. O meu corpo a sintonizar outra vez com a minha alma, a minha voz a ganhar vida, o meu coração a despintar. A Ana a ficar boa. A Ana a rir, as gargalhadas novamente a embalarem-me, a Ana a devolver a vida aos meus dias, o meu coração ao meu corpo.  

 "Mas o coração de mãe volta a crescer  quando um filho se sente finalmente melhor!”

Ninguém o explica melhor, que a Isabel Minhós, no seu ""Coração de mãe". O meu está novamente a bater ao compasso doas gargalhadas da minha filha Ana, meu amor maior. 

quarta-feira, 7 de outubro de 2015

Ahhh, Veneza!


"Bom dia minha querida!
"Olhaaa quadripolarização fresquinhaaaa!"
Em Veneza! :)
Beijinhos e saudades!
Anabela"


beijinhos, minha Anabela!

terça-feira, 6 de outubro de 2015

A tripulação de bordo da Ryanair mostra que tem, efectivamente, um grande sentido de humor


Ahahahahahahahahaha! É a raspadinha quadripolar, ó fregueses!


(Obrigada à hospedeira voadora não identificada- a seu pedido! 
É sempre bom termos infiltrados quadripolares a bordo. Beijinhos. )

Honduras? Checked!



Obrigada Alda! Honduras já cá canta!


Conheçam a cruzada quadripolar aqui.

segunda-feira, 5 de outubro de 2015

Lua-de-mel quadripolarizada, lua-de-mel abençoada




Um beijinho para a Ana o o seu recém-esposo que em lua-de-mel na Tailândia não se esqueceram de afirmar a sua quadripolaridade!

Que sejam felizes (e quadripolares) para sempre!



Conheçam a cruzada quadripolar aqui.
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