quarta-feira, 30 de abril de 2014

O Mundo divide-se entre...

... quem tem um sinal tipo "flor" no corpo e os outros.

As minhotas famílias nucleares alargadas


Na quinta da Torre, em Poiares, viveu durante muitas décadas a minha família. A minha avó lá nasceu e, embora todos nós a seguir tenhamos nascido pela capital, as nossas raízes lá estão, enterradas à sombra dos castanheiros, empoeiradas como os santos na pequena capela, resistentes como as paredes de pedra. 
De todo um legado enorme que a minha avó (e o meu avô) nos deixaram, para além da pronúncia que amamos, do arroz que acompanha todas as refeições, do gosto pelas chouriças de cebola, do cordão de ouro que ali está para ser partilhado, cortado em partes e distribuído por todas e que assim ficará para sempre, intacto e à espera das partilhas que adiaremos para sempre, para além de tudo o que é material, gosto, o mais importante do Minho que a minha avó nos deixou foi este sentir colectivo e plural do que é ser família. 
Estes palpites que todos damos na vida uns dos outros, estes pedidos de opinião em jeito de concílio antes de tomarmos decisões importantes, este sentir que os problemas de um são de todos, e que se as alegrias e as tristezas forem partilhadas serão, respectivamente, mais intensas ou mais leves, esta sensação de que há sempre uma tribo, um clã, uma rede de suporte.
Ontem, ao acompanhar o meu tio a uma pequena cirurgia o legado da minha avó (a minha avó) ali esteve. Na sala de espera, em silêncio, à espera do fim da cirurgia, a minha mãe ligou-me para descer até ao bar do hospital. Na mesa, a tomarmos café enquanto esperávamos, juntou-se a nós a minha tia e o meu tio. Mais tarde o meu outro tio rendeu-nos. Parecíamos uma família de ciganos. 
E caraças, como eu tenho orgulho em fazer parte destas minhotas famílias nucleares que de nucleares, de tão alargadas, não têm nada.

sábado, 26 de abril de 2014

o Mundo divide-se...

... entre quem numa cama de casal ocupa o lugar mais proximo da porta e o outro.

quinta-feira, 24 de abril de 2014

S-Day

Ontem foi o "S-Day", dia da minha amiga Sónia, que eu adoro de uma forma tão descontraída quanto espantada como só descontraídas e feitas de espanto conseguem ser as amizades tardias.
A Sónia lá estava, linda e radiosa, com aqueles olhos amendoados e sorriso menino, e de repente, eu estava cheia de orgulho e vaidade porque as vitórias dos nossos amigos trazem-nos alegria por osmose, gratidão no facto daquela pessoa nos pertencer um bocadinho, uma célula de alma.
E foi bonito o lançamento do livro, ponto de encontro entre pessoas de quem gosto muito, troca de galhardetes com amigos recém desvesiculizados, piscar de olhos aos putos que correm, espaço de entrega de encomendas, motivo para conhecer novos abraços, sorrir para a irmã mais gira da sala (beijinhos, Adriana!) e gritar um "Ohhh Elsa!".
E cá canta o livro da minha Sonyte, motivo para uma noite em branco e razão pela qual tive o dia todo a cabecear de sono.
Já está: lido, sublinhado e com ensinamentos em reflexão. Com desmesurado orgulho e sem culpas. Doce com as amêndoas que adoçam os olhos da Sónia.


Tia Sónia ali, taco a taco, com o Ruca: estás lá dentro, Sonyte!

SMS quadripolarizada!


A VISITAR | West Holidays- Holiday Rentals

No fim de semana passado descobri, através da West Holidays- Holiday Rentals- o resort da Praia d'El Rey. 
A palavra "resort" relembra logo uma coisa chique. Chique e cara. Mas, incrivelmente, a opção de alugar um apartamento num resort com todas as comodidades (piscina, restaurantes simpáticos, programas nocturnos providenciados pelo Club House, campos de golfe) é das melhores e mais baratas que se afigurou. 
Contas feitas: 60 euros/noite por um apartamento com dois quartos para dois casais, duas casas de banho para não haver filas matinais, uma cozinha completamente equipada, vista para o mar (estávamos a 100 metros da praia, literalmente), piscina gigante, um terraço maravilhoso para tomar refeições, ou seja, tudo isto por 30€ por casal por noite. Nem em hosteis ranhosos, senhores!
Desde que sou mãe privilegio ficar hospedada em apartamentos por várias razões: 

A zona Oeste é fabulosa e apesar de conhecermos, relativamente bem, a zona de S. Martinho do Porto e Caldas da Raínha, apaixonámo-nos ainda mais pela zona de Óbidos. 

Descobrimos a lagoa de Óbidos ali a 2 quilómetros como um sítio a regressar no Verão, apaixonámo-nos pela recatada praia del Rey com areais maravilhosos e um mar que cheira a mar e voltámos à vila de Óbidos para descobrir que é mais que a vila natal, a capital do chocolate e o cenário medieval:  fizeram da igreja um livraria fabulosa, abriram um novo conceito de livraria-mercado na rua principal, há novas lojas trendy e sempre, sempre novidades. 
Almoçar no Guizado é sempre um prazer a repetir quando vamos para aquelas bandas e fomos comprar peixe fresquinho ali a Peniche, com o qual cozinhámos a melhor caldeirada da história das férias em família.
A Ana apanhou ar do mar, andou com os pés na areia, apanhou conchinhas, dançou, comeu e dormiu como uma abadesa, riu-se em uníssono com toda a gente, cantou e dançou e só não nadou porque o tempo não colaborou.
A repetir, decididamente, porque ficámos com o amargo de boca de não termos dado uns valentes pirulitos no piscinão, pelo que, vamos continuar a estar atentos ao site da West Holidays.
Caraças, como fomos (ainda mais) felizes neste fim-de-semana! 

terça-feira, 22 de abril de 2014

A EXPERIMENTAR | DEPILAÇÃO A LASER COM A DORA, a exterminadora (de pêlos)

Primeira sessão de depilação definitiva com a Dora, a "pelumóloga" mais expert que conheço.
Primeiro que tudo, dá imenso jeito o centro de estética ser nas Amoreiras porque, agaçada, tive logo um pensamento para me automotivar: se me portasse como gente crescida (isto é, controlasse os guinchos, as lágrimas quando ela me apontasse o feixe à buçaca, e, especialmente os palavrões) auto-recompensar-me-ia com um Salmon Party do Sushi Caffe.
Enfardei uma bica e um pastel de nata antes de iniciar a sessão só para enganar a fraqueza e enchi-me de córage para ir ter com a Dora e só me vinha à cabeça a porra da música do "Não sejas má para mim!".
Primeiro choque: a Dora é gira Gira e boa. E uma pessoa ter que mostrar a sua vulnerabilidade ao nível da pilosidade a uma gaja gira e boa custa pontos no ego. Mas depois a desgraçada- ainda por cima!- tem o desplante de ser simpática. E querida. E nada bruta. E uma pessoa vê-se obrigada a simpatizar logo com ela ao ponto de ter mesmo que se controlar para não ganir e matar de coração a pobre rapariga. 
Comecei pelo rosto: buço, aqueles cabelos feiosos perto das têmporas das orelhas e tudo o que era pelume  na cara. Estava cheia de miáufa, com aquela expressão daquele concorrente que gritava "Ponha! Ponha! Ponha" mas, assim que me deitei na marquesa, fechei os olhos (tem que ser para não ficarmos cegas, para além de sem um único pêlo) e fui surpreendida. 
Eu explico: a Dora apontou uma manápulo tipo o das bombas de gasolina a cada área pronta a ser depilada (previamente demarcada por ela) e disparou: uma sensação de calor (do feixe do laser), seguida de uma sensação de frescura (diz que é o criogénio que actua logo a seguir ao disparo de laser). No buço foram três disparos.
Fónix, estava eu  com medo disto? Eu que choro lágrimas de sangue de cada vez que tenho que espetar cera no buço estava com medo disto? Burra que eu sou, pá! Não custou mesmo nada...
Mas eu sabia que tinha que doer. E doeu-me a auto-estima quando a Dora apontou o feixe de luz e bombou-me nas narinas. Mais do que uma blogger não fashionista, mais do que uma blogger pelintra, pior que tudo, sou uma blogger que tem pêlos no nariz. Ou, melhor, tinha..
A coisa seguiu-se, a Dora de pulso firme e muito determinada, despachou o trabalho na área do rosto em metade do tempo que eu demoro a fazer depilação de meia-perna à máquina. Caraças, fiquei fã!
Nesta altura sentia-me ridícula e encabulada. Rídicula porque sou uma mariquinhas e encabulada porque se seguia a zona das axilas e eu tinha transpirado tanto de medo que estava com pena da Dora...
A conversa foi boa e fluída. Claro que eu aproveitei para fazer perguntas como "qual a percentagem de farfalotas pimpinelas que depilas por semana?", "tens clientes tranformistas?" e tudo o que eram perguntas freak e ela resistiu ali, estoica, às minhas manobras de distracção. 
Menos de uma hora depois, tinha cara e axilas carecas, biafine a proteger a pele, protector solar a proteger a área do rosto e uma vontade louca que as seis semanas que faltam para a próxima sessão passem tão depressa como esta sessão.  
É que só de pensar no regalo que será nunca mais ter que tirar o buço e não me preocupar com a sovaqueira de cada vez que quiser usar uma camisola de alças voltava já amanhã! De Salmon Party no bucho que uma pessoa tem que se premiar...

Granda beijinho, Dora!

(Conheçam o trabalho da Dora aqui. Se tiverem questões técnicas não mas façam a mim, escrevam um email para doracrsilva@gmail.com e garanto-vos que terão respostas tão esclarecedoras como as que me levaram até ela.)







Ver-se livre dos pêlos... e da depilação! Para sempre. 


Quem? Dora
Onde? Lisboa (Avenida Álvares Cabral, nº 11, ao Rato)
Contacto: Pelo email doracrsilva@gmail.com
Saber mais? https://www.facebook.com/dora.depil.laser

Dia de sessão de depilação definitiva: preparativos


domingo, 20 de abril de 2014

A EXPERIMENTAR | Solar dos Amigos ou O melhor restaurante de Portugal

Embora Alcabideche, essa grande metrópole, tenha à porta de casa os meus restaurantes de eleição (experimentem o polvo assado d'"A Casa do Vítor", o cozido à portuguesa da "Adega Típica do João Aires" e a açorda de marisco do "Ponto Verde" e logo me dizem de V. justiça...), a verdade, verdadinha, deixando de ser regionalista, o melhor restaurante do país fica no Guizado, às portas das Caldas da Raínha.
O "Solar dos Amigos" é só para quem conhece e quem conhece volta sempre.



Embora a especialidade seja o bacalhau assado com batatinha a murro, desta feita comemos o mais bestial cozido à portuguesa do Mundo, com morcela de arroz e farinheiras divinais, lombardo que sabe a lombardo, batatas que sabem a batatas e, só porque era impossível ignorar as migas de broa, juntámos esta iguaria ao arrozinho cozinhado, claramente, com a água do caldo do cozido.


(Já depois do primeiro round...)



Meia-dose dá para seis pessoas mas nós, como éramos só quatro, partilhámos a mesma meia-dose e trouxemos farnel para casa. Para regar a refeição dedicámo-nos ao vinho de jarro, em profundo deleite num ambiente rústico e cheio do meu padrão preferido: o dos tecidos de chita. 
Eu acho que o "Solar dos Amigos" devia ser condecorado com a "Grã Ordem do Melhores Restaurante do País", juro, juro, ainda mais quando me lembro do tabuleiro com umas 12 sobremesas diferentes que dificulta a escolha mas nós, como somos muito despachados, tratámos de mandar abaixo quatro diferentes, porque, no "Solar dos Amigos", no partilhar é que está o ganho. 
O preço? Obsceno de barato: 50 euros por meia-dose de cozido para quatro (que chegou para duas refeições), vinho, entradas de broa com requeijão caseiro e doce de abóbora e sobremesas. 
Único senão: o restaurante não tem multibanco. Convém levantar dinheiro antes sob pena de, depois da refeição, irmos a rebolar até à caixa ATM mais próxima...

sexta-feira, 18 de abril de 2014

Mau feitio matinal

Desta vez não é grave pois morreu um grande escritor mas tendo em conta o número de citações por status de Facebook que leio de Gabriel Garcia Marquez temo o dia em que morra o Paulo Coelho.

E desejo muito anos de vida à Margarida Rebelo Pinto.

quarta-feira, 16 de abril de 2014

La foto


"Olá Pólo!

 Tentei tirar uma selfie (achei que o acontecimento merecia), mas com o sol nao se via bem o papel, por isso vai só assim.

 Guadalajara, México quadripolarizado :)

 Sofia"

Gracias, guapíssima!

A CONHECER | West Holidays

A Oeste tudo de novo

Lancei o pedido de sugestões de sítios para onde zarpar no fim-de-semana de Páscoa, para fugir aos espanhóis que, nesta altura, invadem a minha terra e para descansar em família após uma semana dos diabos.
Algumas condições: 
  • não ser longe de Lisboa (não mais a Norte que Leiria nem mais a sul que Setúbal) mas também não demasiado perto (para termos a ideia de passeio, de distância higiénica de casa, de escapadinha efectiva)
  • ser um sítio baby-friendly (sim, há sítios com políticas "no babies, thank you" e para esses uma "Páscoa feliz e desejos de insolvência!") 
  • os preços serem parents friendly, ou seja, um fim-de-semana BBB (bom, bonito e barato).

As sugestões não se fizeram demorar e mámen estava, que estava, fisgado para irmos para Óbidos. 
Já fomos felizes (muito felizes) em Óbidos, temos memórias maravilhosas de anos seguidos em S. Martinho do Porto (que tão depressa não se irão refrescar pois o nosso anfitrião- pai da minha amiga Catarina- deixou-nos em Fevereiro passado), temos histórias hilariantes passadas na Foz do Arelho, fotografias comprometedoras na praia dos Salgados e o nosso restaurante preferido no Mundo é no Guisado. Adoramos a zona Oeste e somos os verdadeiros amigos de Peniche, sonhamos comprar uma casa no Baleal um dia que nos saia o bilhete premiado no Euromilhões, ir às compras de loiça nova à loja da fábrica do Bordalo Pinheiro como quem vai ali ao Continente mas, essa é que é essa, tentamos fugir sempre à febre das feiras medievais cheias de confusão e aos festivais de chocolate abarrotados de gente, não voltando tanto quanto desejaríamos. Desta feita, o Oeste não nos escapa!
Numa busca pela Internet chegámos ao site da West Holidays e depressa nos rendemos aos preços (uma casa com dois quartos por 60€ por noite? Tipo, vamos dois casais e cada casal paga 30€ por noite? Really?), depois às fotografias e sugestões da página de facebook  do resort e, por fim, a toda a envolvente. Estamos mega fãs!!!
Contem-me agora: há tradições pascais para os lados de Óbidos, ou vou só almoçar ao Solar dos Amigos no sábado e jiboiar no resort todo o fim-de-semana, numa árdua trajectória entre piscina e espreguiçadeira, campo de golf e spa, armada em fina por 15 euros por noite por pessoa, afinal uma "maçada" esta minha vida, é o que é...



domingo, 13 de abril de 2014

A CONHECER | Sweet Cakes









Por um motivo triste a Raquel não pode fazer-nos o bolo como estava apalavrado desde o início dos preparativos (um beijinho grande, Raquel!) e a pouco tempo do acontecimento ficámos atrapalhadas. Muita gente há-de pensar que "bah, é só um bolo! Havia tanta coisa para o lanche que não ia fazer qualquer diferença..." 
Mentira! Não me venham com histórias... o bolo é o rei da mesa de qualquer lanche e dá um toque de  Midas a qualquer festa. Especialmente um bolo como este.
A Nelma trocou ideias comigo via chat de facebook e não podia ter captado melhor o que se pretendia e... fez magia. 
Quando chegou e eu botei os olhos no bolo, elegante e sóbrio, feminino e delicioso, fiquei logo rendida. 
É que há bolos e bolos. Este foi "O" bolo. 

Obrigada, Sweet Cakes

quarta-feira, 9 de abril de 2014

terça-feira, 8 de abril de 2014

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