sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

A Mariquinhas fica com ele em Angola

""Esta inquirição embora ser empírica é de todo verosimilhante."

"

Tinha esta quadripolarização esquecida, pá!


"Olá Pólo, 
Conforme prometido, também quadripolarizei a Malásia. Mais concretamente Kuala Lumpur.
Em anexo, podes ver a fotografia para depois pores no blog. Já falta menos um!
Espero que esteja tudo bem com Mámen e com a Ana.
Beijinhos"


Obrigada, grande Mário e desculpa o atraso imperdoável na publicação desta quadripolarização, que adorei!

quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

Devia morrer-se de outra maneira

"
Devia morrer-se de outra maneira.
Transformarmo-nos em fumo, por exemplo.
Ou em nuvens.
Quando nos sentíssemos cansados, fartos do mesmo sol
a fingir de novo todas as manhãs, convocaríamos os amigos mais íntimos com um cartão de convite ´
para o ritual do Grande Desfazer: 

"Fulano de tal comunica a V. Exa. que vai transformar-se em nuvem hoje às 9 horas. Traje de passeio". 

E então, solenemente, com passos de reter tempo, fatos escuros, olhos de lua de cerimónia, viríamos todos assistir à despedida. 
Apertos de mãos quentes. 
Ternura de calafrio. 
"Adeus! Adeus!" 
E, pouco a pouco, devagarinho, sem sofrimento, numa lassidão de arrancar raízes... (primeiro, os olhos... em seguida, os lábios... depois os cabelos... ) a carne, em vez de apodrecer, começaria a transfigurar-se em fumo... tão leve... tão subtil... tão pòlen... como aquela nuvem além (vêem?) — nesta tarde de outono ainda tocada por um vento de lábios azuis..."

José Gomes Ferreira

Devia ter casado com um jogador de futebol ou a declaração de amor mais bonita do Mundo


[ ]




[Como te vou explicar, Ana, quem era aquela pessoa que aparece nas fotografias dos teus primeiros aniversários? Como te vou contar que não se morre velhinho e enrugado? Que não se morre doente do corpo e quando o coração desiste? Como te vou explicar, Ana, que nas fotografias que se vão seguir já não estará lá aquela pessoa?
Como te vou contar que nos conhecemos quando eu já te esperava e que ela te esperou também, feliz por ver nascer família novinha em folha, para ela também, acabada de (re)nascer no seio de nós? Como te vou contar que a vida, às vezes, cansa, cansa tanto que se quer fechar os olhos e dormir para sempre? Que pormos fim à vida, com tudo o que ela tem de bom, não é um acto de covardia, pode ser de imensurável coragem? Que a nossa tendência é sobreviver, sempre sobreviver, e que decidir parar é gritar mais alto que basta, que chega, a última oportunidade de mostrarmos à vida que quem manda nela somos nós?
Como te vou explicar que fomos incapazes de ajudar? De darmos a mão com mais força? De fazê-la pensar que, feitas as contas, viver é tão bom caraças? Como te vou convencer disto, Ana, quando vais ver fotografias dela com olhos vazios, lábios fechados e depois outras sem ela ao lado do tio nos anos que hão-de vir?
Como te vou explicar que nascemos sem sermos ouvidos mas que, mesmo que pareça que a vida se descamba, que não a controlamos, em última instância quem decide sobre ela somos sempre nós? Ainda que seja o fim. 
Como te vou explicar um dia o grito ensurdecedor do silêncio da depressão? O desespero de quem escolhe a forma de acabar com tudo? 
Não sei, Ana, o que te irei responder, um dia, quando me perguntares quem era a mulher da fotografia do teu primeiro dia de vida no hospital, porque deixou de sorrir como dessa vez em que, orgulhosamente, te pegou ao colo e porque já não está mais por cá. 
Chove lá fora, é Janeiro, e vou sair agora para o cortejo fúnebre. E antes de sair de casa penso que, um dia, vou ter que te contar como é triste morrer-se assim, Ana.]

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Quando uma quadripolarização te faz vontade de ter um vestido



Desta feita, a minha Anabela quadripolarizou-me Moçambique mas o vestido Muipiti é que é a estrela das fotografias. 

Conheçam os vestidos feitos de capulanas mais bonitos do Mundo aqui

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Quando a morte de outrém nos faz parar a nós

A mulher do meu tio morreu. Suicidou-se. 
Estava deprimida desde sempre, há anos e anos, ainda antes de se conhecerem. Ela contava sempre que no dia em que se conheceram ela tinha como intenção suicidar-se e que foi por o ter conhecido, nesse mesmo dia, que não o fizera. Dizia que o amor à primeira vista, que a presença dele a tinha salvo.
A mulher do meu tio fez do meu tio uma pessoa infinitamente melhor. Ela talvez nunca tenha sabido- com muita pena minha- mas foi ela que o salvou a ele. 
Entretanto vieram problemas com o filho dela, vieram os pais lá para casa que já não podiam viver sozinhos, veio o cancro do meu tio e vieram problemas no trabalho do Estado que tão mal tem tratado os funcionários públicos. E o silêncio tomou o lugar da necessidade de falar detalhadamente sobre a vida, o vazio tomou o lugar do brilho nos olhos, na ceia de Natal a Ana já não arrancou gargalhadas, só esboços de sorrisos. De vez em quando suspiros e a conversa de que estava farta da vida, que só o meu tio a fazia não querer desistir. O amor, sempre o amor. 
Estava deprimida a mulher do meu tio. Estava deprimida e sabia-o.  Sabia-o a psicóloga e a psiquiatra. Sabiamo-lo todos.
E as pessoas acham que quem avisa que se quer matar não se mata e esse é o maior engano de todos. Que é bluff, capricho, necessidade de atenção. Nós sabíamos que não mas acreditávamos que o amor é que a salvava. 
Era um dia normal, tomaram o pequeno almoço juntos, ele seguiu para o tratamento de radioterapia e quando voltou ela já estava morta. Sem aviso, sem carta, sms, bilhete. Não havia nada que tivesse deixado por dizer, nada que quisesse acrescentar. A mulher do meu tio suicidou-se, de manhã, no quarto de ambos. 
E nós paramos e tentamos situar-nos face ao outro. Podíamos ter feito diferente? Impedido? Ajudado? Ouvido mais? Ouvido melhor? Estar mais perto? Estar mais frequentemente? Qual o sentido da vida? Quanto valem os problemas de um trabalho? Que valor excessivo se dá aos problemas do dia-a-dia? Quanta pressão recai sobre uma pessoa de meia idade que ainda tem que cuidar de descendentes e já tem que cuidar dos ascendentes? Podíamos ter ajudado?
Uma certa culpabilização ronda-nos, de forma infundada, a todos, menos ao meu tio, desconsolado não pelo que podia ter feito mais e melhor - que não podia- mas porque aos 60 anos tem que constatar, assim, que o amor não chega. O amor não basta. 
O amor não salva tudo. O amor nem salva o próprio amor. 

domingo, 25 de janeiro de 2015

Home is where she's happy



"Chegámos a terra do pai. Chegámos a terra do pai. Chegámos a terra do pai. "- cantarolava a Ana. Antes de sairmos do avião apertei-lhe o casaco. Não estaria frio, sabia-o bem, mas a humidade no ar prometia. 
 Peguei-a ao colo e apertei-a contra mim, um bocadinho receosa de como iria ela reagir aos avós que só contacta via skype, ao tio de quem só ouve falar, à prima de quem já não se lembra do cheiro. Ao descer as escadas, deixei a humidade do ar soprar-nos no rosto e olhei-a nos olhos. Tinham mudado de cor, olhos das ilhas, camaleões do Atlântico. O azul tinha dado lugar a um verde maravilhoso, reflexo da paisagem circundante e mais brilhantes, ainda mais brilhantes, os olhos da minha filha, como se tirassem a máscara do azul de sempre, como se, finalmente, pudessem ser o verde- Açores que, afinal, sempre foram. 
 A minha filha abraçou o avô primeiro, trepou-lhe para o colo como se fosse uma árvore de fruto, a cujos ramos se trepa todos os dias. Não quis sair. Abraçou a avó como se a tivesse visto na véspera, cúmplice e íntima, como se o skype fosse pele e o monitor do computador tivesse cheiro. 
 Uma semana depois voltámos a entrar no avião com Açores na pele, no rosto, no cheiro, nos cabelos e nos olhos da Ana, ainda verdes, verdes-ilhas, um bocadinho de azul também, mas sobretudo verdes-Açores. 
 "Diz adeus à terra do pai!"- convidei-a. "Adeus, Açoles!"- disse a Ana, enquanto abanava a mãozinha. 
 A terra não é só do pai. 
 Ela - agora- sabe-o bem.

Hoje pela, primeira vez na vida, passou-me pela cabeça emigrar

Uma centena de populares da Covilhã foi em excursão para Évora como forma de manifestar o seu apoio a Sócrates.

Entoaram cânticos, entre os quais, Grândola Vila Morena.








Zeca Afonso está em centrifugação na tumba.

Inversão de papéis

A Ana sobe-me à cama e grita:

- "Acoooorda, dorminhoca!"

Ensonada, constato que mámen está já levantado, na cozinha, a preparar o pequeno-almoço e chamo-o:

-"Máááámmmmeeeennnn!"


Ana agarra-me na cabeça e começa a fazer-me festinhas:

- "Poooonto. Não tenhas medo. O Mámen já vem!"

...

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...

sábado, 24 de janeiro de 2015

Regressos bons

Aqui.

100 Quadripolares que vale a pena conhecer # Carina e João (23 + 24)




"Não queremos ter filhos."
"É uma opção. Bastamo-nos. O nosso amor basta-se a si próprio. Não precisa de frutos e, ainda assim, está cheio de flores. "

Carina e João

Formosa vai para o Altântico Violetta na sua lambreta e beca beca


Por tanta gente que não acredita em algo superior, há ainda mais quem pratica um exercício de auto-divindade que me tira do sério. Têm a crítica na ponta da língua e a voz sai com conotação de sabedoria extrema. Razão só há uma e tem o seu nome por baixo. Sabem tudo e têm uma opinião sobre este mundo e o outro. {Aqueles não são felizes, o outro anda com a outra, gastam o que têm e não têm, não sabem o que fazem!} Vão buscar as vestes, alteram a voz, abeiram-se e avançam com os sagrados ensinamentos. {Faz assim, faz assado, eu não sei mas acho...} Só existe um caminho. E há para quem seja mais fácil ser conduzido. E encarreirar como é suposto. E baixar a cabeça e aceitar a benção. E fustigar-se com imaginárias vergastadas. E... há para quem seja impossível ser assim. Porque não vislumbra a divindade. Porque vê outro ser, igual a si, e talvez com mais necessidade de colo e atenção. Há quem não aceita o sagrado vindo de um ser terreno, tão imperfeito quanto si. A verdade é muito subjetiva. É- digo-o, agora eu, com igual sobranceria. Tão simples quanto o que já todos percebemos. Não há casamentos constantemente felizes, não existem amizades sem erros e desculpas, não há atitudes sempre certas e pessoas integralmente boas. Não há branco e preto- apenas. Há, muitas vezes, o cinzento e, felizmente, uma enorme paleta de cores. Por isso, pessoas iluminadas: 

A quase-quadripolarização


"Pista de gelo em frente à Câmara Municipal (Rathaus) de Viena, na Áustria. Tinha uma Ursa Polar no meio e lembrei-me logo do Quadripolaridades, não tive foi tempo para o papel nem para a caneta, que o pessoal ali é louco e não esperavam por ninguém. Espero que dê para passar :)
                                                               Rafael Rodrigues"

iMPERDOÁVEL, não teres arriscado ser atropelado para rabiscares num papel, Rafael!  ;) Beijinhos e obrigada!

O melhor vídeo sobre parentalidade ever



Palavra de mãe que pariu via cesariana, com anestesia local, que fez co-sleeping, escolheu não amamentar, deu colo sem leis nem regras, usou fraldas descartáveis, foi mãe a tempo inteiro um ano seguido. Acima de tudo, palavra de mãe que faz o melhor que sabe, pode e acredita. 
Com um amor sem medidas nem tentativas de comparação. 

sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

Lembrando uma data que não sendo nossa foi o princípio de nós

Hoje os meus avós comemorariam 60 anos de casados. 
Comemoram-no lá no céu, eu sei bem, dando um beijo envergonhado com a minha avó a resmungar e o meu avô divertido. 
Tenho saudades deles, todos os dias, umas saudades que às vezes sufocam, apertam um nó na garganta, outras vezes serenam-me, confortam-me, fazem-me companhia. 
Hoje os meus avós comemorariam 60 anos de casados e é o exemplo de amor que sempre viveram e que me deixaram como testemunho que me fará sempre, mas sempre, continuar. 

Parabéns, 'vó! Parabéns, 'vô!

Não, não estou com um ataque de caspa

A Ana tem um pouf gigante.
Ontem o pouf descoseu-se numa costura. Uma coisa mínima.
Nunca mais me lembrei disto até agora,

10 minutos na cozinha para mim e mámen.
10 minutos de festa de espuma versão bolinhas de esferovite na minha sala para a miúda.



Antes os autocolantes, caraças!

Finalmente, o esclarecimento sacramental sobre os posts dos Açores








Estava a 8 euros o quilo, o queijo-ilha. 

Trouxemos 10 quilos.  Temos queijo até final de Fevereiro. 

Princípio de Março, vá. 

No caminho para o aeroporto...

Sogra a desabafar: "Eu não acredito em bruxas mas tenho muito respeito por duas ou três feiticeiras que há aqui na ilha. Faço sempre figas quando as vejo..."

Eu: "Ah, então acredita, sim!"

Sogra: "Acreditar, não acredito, mas tenho a certeza que há mulheres que amarram maridos pondo cabelos seus na comida deles. Isso eu acredito..."

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Está desvendado o mistério do shampoo de gato.




Separados à nascença

Ana visita a bisavó. 
Ana regressa a Lisboa em três voos diferentes, em todos eles há a revista da SATA com uma entrevista ao Sérgio Godinho, com fotografias do senhor.
Ana folheia a revista nos três voos e nos três voos exclama entusiasmada: "Olha a bisavó!"

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quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

100 Quadripolares que vale a pena conhecer #Teresa (22)


"«Só faz falta quem cá está» é uma expressão que abomino. Pois se faz falta é porque não está, ora essa."
"Qual a tua maior preocupação neste momento?"
"Ser feliz."

Teresa

A minha vénia a quem dá a cara por uma causa que não devia ser uma causa mas um direito inequestionável

"Desde que me lembro, a minha mãe manteve relacionamentos lésbicos. 
 Não tive duas mães nem nada disso: tinha a minha mãe e tive uma série de "tias"... Tendo em conta que isto se passou desde há 41 anos para cá, se ainda hoje era complicado explicar porque vivia eu com duas mulheres, há 40 anos devia ser um terror. Mas, olha, vai-se a ver e cresci e parece que até sou boa pessoa. 
Incrivelmente não sou lésbica -não por convicção, mas porque não conheci nenhuma mulher que me encantasse- tenho 5 filhos (esta é a terceira) e é claro que sou plenamente a favor da co-adopção e da adopção por casais do mesmo sexo. 
 Este chumbo na Assembleia foi mais uma daquelas aberrações nacionais que só me dá náuseas e vontade de pegar nos 5 putos e fugir daqui para fora. 
Mas que mania tem esta gente de misturar o que cada um faz na intimidade da sua cama com tudo resto!"

Testemunho na primeira pessoa aqui

Serei liberdade até morrer

A Família, enquanto instituição, enquanto fonte de amor, conceito mais básico, sofreu hoje um atentado sério ao seu direito de existir. 

Um abraço para toda a comunidade LGBT e para todas as crianças amadas ou passíveis de serem amadas por gente que ama sem medos nem preconceitos.  Que sabe amar. 

Humor açoriano



Legenda tendo em conta a péssima qualidade da imagem;

"Aviso aos clientes
Nosso objectivo é manter o banheiro limpo

Cavalheiros
Sua pontaria é muito importante
Por favor, aproxime-se do "vaso"
Ele é mais pequeno do que você pensava.

Madames
Por favor, mantenham-se sentadas durante toda a performance"


E depois a Mariana escreve o seu testemunho para o Bairro do Amor

E eu, caraças, fico com lágrimas nos olhos de uma alegria e um orgulho tremendos nos vizinhos que se juntaram ao sonho de fazer o Mundo melhor: pensando, agindo e, acima de tudo, amando. 

Leiam-no aqui.

A maior apóstola quadripolar de todos os tempos



"Minha querida Pólo,mais uma na Colombia, em Cali (terceira cidade).
Um beijinho grande!"


Um beijinho gigante, minha querida Anabela!

A Mariana criou um blog!

Sim,  Mariana. Esta Mariana.
Nasceu o blog da Mariana!

Vão segui-lo ou vão segui-lo? Aqui.


quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

Não sei porque não os exportam* para o Continente ali taco a taco com os queijos-ilha e os licores do Ezequiel

Não há rapazes/homens mais bonitos- verdadeiramente bonitos- que os açorianos.


(* Não será exportam que se diz, que isto é tudo o mesmo país, desculpem-me lá a imprecisão...)

O Mundo divide-se entre...

... as pessoas que conhecem os Açores e os outros.

A minha sogra assiste ao MasterChef Australia

Deito-me cedo e levanto-me para ir beber água à cozinha.
Ouço a minha sogra a fungar no sofá da sala. Adivinho-lhe a ansiedade de que sofre sempre em vésperas da nossa partida. 
Entro na sala, disposta a dar-lhe umas palavras de consolo, quando ela se apressa a justificar as  lágrimas:

-Opá, vê lá tu que a Sarah foi eliminada do MasterChef Australia...

Deste lado do oceano...#2















terça-feira, 20 de janeiro de 2015

Qual é coisa, qual é ela, mais devastadora que um vulcão?

Sogro a conduzir a mil à hora em estradas sinuosas com curvas e contra-curvas da ilha. Mámen puxou ao pai no que toca à ligeireza na condução. 

Passamos à frente de uma igreja e decidimos parar:

"Esta é a torre da igreja da Urzelina, a única coisa da igreja que resistiu a um vulcão..."

Entramos no carro, o senhor faz marcha atrás e... 

...arranca um pedaço de uma esquina da dita cuja. 

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É isto a minha vida.

Doem-me as gengivas!

Obrigada, querido sogro!

Ensinar à Ana que os dentes são móveis, exemplificando com a sua prótese dentária, foi uma ideia peregrina.

Pena que não possa arreganhar a cremalheira ao pé da miúda sob pena de me querer arrancar os dentes para assistir à gracinha mas, desta feita, com os dentes da sua mãezinha. Os meus.
Todos de origem.


segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

Cinderela-sogra

O cão da minha sogra roeu-me as únicas botas de cano alto que trouxe para aqui.

Fiquei fucking lixada.

A minha sogra, prontificou-se a resolver-me o problema, oferecendo-me a sua sapateira com os seus modelitos, todos à minha disposição.

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A escolha era tão boa, que andei com os ténis da minha sobrinha o dia todo.

E, sim, eram das Winx.

Deste lado do Oceano...


























Ana e a árvore genealógica

Cada vez que aparece uma pessoa para nos visitar (é basicamente de hora a hora) convidamos a Ana a cumprimentá-la e apresentamos a mesma. 

Aos quarto dia de Açores, a Ana já não espera que lhe digamos nada, despacha o visitante com um beijo e diz "Olá, pima!" e vira as costas para brincar. 

 ...

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(Há um casal de tios-avós que, só eles, têm 25 filhos...)

Pergunta para efeitos de estatística e de pedido de atribuição do grau de açoriana honorária pelo Governo Regional dos Açores

Quantos dos leitores deste blog ficaram com vontade de visitar os Açores* por causa do que aqui se escreve?






(*Açores, não a minha sogra, ok?)

De boas intenções...

Há uma altura do dia maravilhosa nos Açores: quando o sol se põe sobre o mar. É um instante e eu vinha com a ideia de o fotografar.
Sábado, ao entardecer, agarrei na máquina fotográfica e fui interceptada pelo meu sogro.

-"Ah, levo-te aí a um miradouro que tiras uma fotografia supimpa"

Era a ver o senhor a subir o interminável caminho, entre curvas e contra-curvas e o sol a pôr-se. Chegámos ao miradouro e estava escuro como o breu.

Ontem, à mesma hora, tentei sair de mansinho. O sogro again:

"Na, na, na, na. Hoje levo-te a um miradouro mais perto. Bora!"

Aproximámo-nos do miradouro mesmo, mesmo a tempo do exato momento em que na linha do horizonte há apenas aquela nesga de sol. O que nos esperava? Um nevoeiro cerradíssimo.

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...


Pelo sim, pelo não, hoje a seguir ao almoço dou de fuga e só volto à noite. 

domingo, 18 de janeiro de 2015

Queria contar-vos mais episódios da minha estadia na ilha mas não posso

Tenho comida em lista de espera.


(Massa sovada, salada de polvo, afonso de lapas, lapas grelhadas, pão recheado com morcela e queijo-ilha, sopa de funcho, bifinhos da avó, doce branco, mousse de queijo e muuuuita kima de maracujá. Só ao almoço.)

Os leitores deste blog são melhores que os dos vossos #13


Ilustração by Martisses

Bateu leve, levemente, como quem chamava por ele, não era chuva... era gente

"Toc, toc. "

Estávamos a dormir. E ouvimos o bater no vidro da janela. Mámen virou-se para o lado. 

"Toc, toc". Outra vez. 

Pensei que fosse granizo mas, caraças, o tempo está maravilhoso na ilha. Levantei as orelhas. 

"Toc, toc"

Levantei-me, toda esgadelhada, e fui até à janela. Arredei os cortinados e ia morrendo. Dei um berro. 

Julguei que era um fantasma da irmã Lúcia, pastorinha de Fátima, a assombrar-me. 

Mámen acordou com o meu grito e sorriu para a imagem do outro lado da janela:

- "Olá, irmã C., é para eu não adormecer e não faltar à missa, não é? Deixe-me só tomar banho e já lá vou ter consigo..."

...

...

...



Tumbas!

Não há nada que um marido não faça se o prémio de uma aposta for (realmente!) um prémio de consolação.

Muahhhhhhh!

Mámen: o artista sacro da cassete pirata

Mámen é católico praticante. Quando regressa à sua ilha, não deixa de cumprir os rituais católicos, entre os quais, ir à missa ao domingo. 

E aqui estamos nós- eu e a minha sogra- na cozinha. Eu a fingir que trabalho ao computador para vos relatar este episódio e ela a dar socos ao rádio para o sintonizar na estação de rádio local onde o seu querido filhinho, dentro de minutos, vai fazer leituras, cantar um salmo e- se for querido- mandar-me um "beijinho mêmôr!" que lhe valerá o prémio da aposta que fizemos antes dele sair de casa. 

Aguardemos. 

Antropologia, sociologia e geografia numa só frase (by sogro)

"Tu sabias que na África do Sul podes dar fofós* à vontade, que é considerado natural, mas que dar arrotos é que é gravíssimo?"


Não sabia. Mas ainda bem que tenho um sogro que me põe sempre a par destes assuntos estruturantes da sociedade moderna.


(*fofós= puns)

sábado, 17 de janeiro de 2015

Gentes de Ponta Delgada: helloooooooo???


O Bairro do Amor vai estrear-se nas ilhas mais lindas do Mundo. 

Quem se junta?

(mais informações aqui e inscrições para bairrodoamor@iol.pt)

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