segunda-feira, 28 de dezembro de 2020

sexta-feira, 25 de dezembro de 2020

segunda-feira, 21 de dezembro de 2020

Acredita piamente no Pai Natal (e não lhe mente)

 “Mas às vezes gosto de um bom drama”

Como não amar a honestidade da Ana na carta ao pai Natal aos 8 anos?!

Conflitos éticos pela manhã

 "Eu gostava muito de ser vegetariana, mãe, mas depois é mesmo difícil porque há costoletas de borrego e espero que na próxima vida as costoletas de borregos sejam vegetais..."

sexta-feira, 18 de dezembro de 2020

Filosofia quadripolar

 


O day after

“A sério, mãe? A sério? Opá e se a Luz* me quer fazer a folha?! A sério, mãe? Que se lixe a Luz! Vou desmaiaaaarrrrr!”




[*a Luz é a namorada da Carlos Manuel na série...]

quinta-feira, 17 de dezembro de 2020

Isto acontece sempre quando a miúda já me está a dormir

 



Amanhã de manhã tem um micro-AVC.

Não me queixo de monotonia

"Olha sabes com quem eu gostava de casar quando fosse crescida?"
Não, Ana. Com quem?
"Com o Carlos Manuel. "- e arreda para o quarto deixando-me na ignorância, a pensar quem raio no ano de 2012 botou o nome de Carlos Manuel ao filho e a rever mentalmente todos os meninos da escola.
De repente faz-se-me luz.
Carlos Manuel:





quarta-feira, 16 de dezembro de 2020

Filosofia quadripolar

 


Electra a bombar

 "Uma pena tu teres casado com o pai e eu ser filha dele"

Oi? Mas tu não gostas de ser filha do pai?

"Oh, mãe, adoro! Mas assim quando for grande já não posso casar com ele...

terça-feira, 15 de dezembro de 2020

segunda-feira, 14 de dezembro de 2020

E o a Anabela a cantar em solo aos meujouvidos

 A minha filha canta desde manhã à noite. No banho, a arrumar o quarto, antes das refeições, enquanto brinca, enquanto estuda. Sempre.

Seria menos doloroso para mim ser raptada pelo La Feria e ficar em cativeiro no Politeama. Com um penacho no alto da pinha.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2020

Para que conste: foi a minha mãe

 Por motivos de ternura dos 40 este ano comprei jacintos em vaso para as minhas amigas.

Como prova do meu amor e da minha fidelidade ando a regar e a tratar da porra das flores há duas semanas -que foi quando as comprei- e até ao Natal.

Escolhi jacintos porque cheirei um vaso e fiquei rendida. Só que são três.

Resultado das merdas que eu tenho que ouvir como recompensa de ser sensível e querida:

“ Ai, credo, cheira a velório nesta casa!”

domingo, 6 de dezembro de 2020

Sara Carreira

 Há uma altura na vida em que sentimos que crescemos para sempre: é a altura em que passamos a identificarmo-nos com os pais e não enquanto filhos.

E enquanto pais, crescidos e adultos, percebemos que crescer nos torna mais frágeis e vulneráveis. Humanos.

A minha vida, desde a altura em que deixei de ser auto-centrada e passei a identificar-me com todas as mães do mundo, ficou mais difícil. Sofro mais, choro mais, tenho mais medo, sou mais sensível e empática, menos forte. Mais humana.

A minha vida está para sempre refém da felicidade da minha filha. Para sempre.

Todos os filhos que morrem, não sendo os nossos, serão sempre uma projecção do horror de que poderiam ser os nossos.

A empatia pela dor absoluta e imensurável é imediata, dói de uma forma pessoal mesmo que aquelas pessoas nunca se tenham cruzado pessoalmente connosco. Não é a nossa dor, longe de nos querermos apropriar, mas a dor dos pais de um filho que morre será sempre uma dor percebida, abraçada e sentida de forma ínfima por cada um de nós, que temos filhos dependentes da sorte da vida, do acaso do Mundo, de tudo o que não controlamos e nos aterroriza.

Somos uma tribo -nós as mães - que sabemos que os nossos filhos são a nossa maior força e, simultaneamente, a nossa maior fragilidade.

Quando morre uma filha de uma mãe o coração de todas as outras fica despedaçado. Não apenas por empatia. Mas sempre por humanidade.

Um abraço colectivo naquela mãe. Naquele pai.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2020

Tenho uma amiga...

 Tenho uma amiga que tem aversão a trabalhos manuais desde a escola primária.

Este ano, aos 40, decidiu desbloquear a cena.

Começou a fazer um tear durante longos e infinitos meses.

Quando o concluiu- mal e parcamente - moeu a cabeça para perceber como tirava aquilo da esquadria de madeira.

Cortou os fios.



Digam olá à Liliana.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2020

Não sei se a recompense pela honestidade ou se a castigue pela falta de fé nos seu próprio comportamento

A Ana faz um disparate com a minha mãe e corre para o quarto, de onde regressa em 5 segundos com um papel na mão com a frase "Peço desculpas!"

A minha mãe visivelmente admirada: "Tiveste tempo para escrever esse bilhete, Ana?"

"Não avó, escrevi no outro dia depois de ter feito asneiras com a minha mãe mas guardei-o que uma pessoa nunca sabe quando volta a precisar..."


...

Filosofia polar

 


terça-feira, 1 de dezembro de 2020

Manifesto neo-Natal por Pólo de Cascais Norte

Basta pum basta! Uma geracao, que consente deixar-se arrastar por um neo-Natal é uma geração que nunca o foi! É um coio d'indigentes, d'indignos e de cegos! É uma resma de charlatães e de vendidos, e só pode parir abaixo de zero! Abaixo a geração! Morra o neo-Natal, morra! Pim! Uma geração com um neo-Natal a cavalo é um burro impotente! Uma geração com um neo-Natal à proa é uma canoa uni seco! O neo-Natal é uma farsa! O neo-Natal é uma hipocrisia! O neo-Natal saberá dancar músicas da Popota, saberá comprar presentes por obrigação, saberá fazer ceias com a Bimby, saberá adorar as mamas da Mariah Carey a cantar o "All i want for Christmas is you", saberá tudo menos ser Natal que é a única coisa que ele pretende ser! O neo-Natal pesca tanto de Natal que atá deixa escrever cartas ao Menino Jesus/Pai Natal por e-mail! O neo-Natal prefere bolo-rainha em vez de bolo-rei! O neo-Natal deixa-se travestir de mãe Natal! O neo-Natal deixa os meninos irem ao “Continente” escolher as prendas que querem receber! O neo-Natal é apressado e não espera pela meia-noite porque as crianças - entusiasmadas!- podem adormecer atá lá! O neo-Natal é neo-Natal! O neo-Natal é farsolas! Morra o neo-Natal, morra! Pim! O neo-Natal é horroroso! O neo-Natal cheira mal da boca! Morra o neo-Natal, morra! Pim! Se o neo-Natal é moderno eu quero ser antiquada! O neo-Natal é a vergonha da espiritualidade do Natal! O neo-Natal é a meta do consumismo e da ambição material! E ainda há quem não core quando diz gostar do neo-Natal! E ainda há quem lhe abra a carteira! Neo-Natal é neo-Natal , neo-Natal, neo-Natal, neo-Natal... E gadgets japoneses e neo-Natal. E fique sabendo o neo-Natal que se um dia houver justiça em Jerusalém todo o mundo saberá que o pai do Menino Jesus e o neo-Natal que n'um rasgo memorável de modéstia só consentiu a glória do seu pseudônimo Deus. E fique sabendo o neo-Natal que se todos fossem como eu, haveria taes munições de manguitos que levariam dois séculos a gastar. 


Morra o neo-Natal, morra! Pim!

domingo, 29 de novembro de 2020

Vantagens de um Natal confinado

Sou só eu que pinheirinho pinheirinho estou bué contente sinoooos de Belééém por este ano a toooodos um boooom Natal não ter que comer noite feliiiiizzzz ooooo senhoooorrr Deeeus do amooooor com festa de Natal da escola da petiza?

quinta-feira, 26 de novembro de 2020

Como é que patenteamos isto?

“Sabes, mãe, devia haver camisolas tipo com carapaças das tartarugas mas em vez de carapaças botijas de água quentinha para vestirmos e termos coragem para sair de casa no Inverno...”

quarta-feira, 25 de novembro de 2020

Sou um fiasco

A Ana está desapontada com o alcance do meu blog. Vamos ignorar que o Herman José já aqui comentou, que angariámos mais de 1000 possíveis dadores de medula óssea, que fiquei amiga da Alice Vieira por causa de um post, que fizemos uma festa solidária com centenas de pessoas e que fui convidada para o programa da Cristina três vezes (e declinei todas)

A Sónia não apareceu por aqui. Sou uma blogger-fail. .

Procura-se Sónia

A minha filha procura a auxiliar Sonia que lhe disse hoje na escola que lia o meu blog e isso deixou-a toda excitadex. Insiste que eu tenho que a encontrar entre os seguidores do meu facebook e eu estou com algumas dificuldades porque são mais que 30 mil...


A modos que ó Sónia se ler isto venha cá dar-me um olá!

Motricidade parlamentar

 Ana a montar um boneco de cartão e dá-lhe uma naifada com a tesoura, arrancando-lhe uma perna.

Olha para mim muito séria:

“Mãe, o meu boneco acabou de ficar “deputado”!


...

segunda-feira, 23 de novembro de 2020

sexta-feira, 20 de novembro de 2020

Nossa senhora da gataria me proteja

 Comprámos duas guppies fémeas e introduzimos no aquário que estava com imensos guppies. De repente começam a ser dizimados e eu "ai caraças, queres lá ver que as putas das peixas me estão a comer os outros todos e o camandro!"

Ontem à noite olho para o aquário e se isto não é uma aparição da Nossa Senhora da gataria, acho que ...






...

quinta-feira, 19 de novembro de 2020

A maior mentira do Mundo

 Para além da pai Natal, da fada dos dentes, dos unicórnios e das fadas que vivem no quarto dela e que se chamam Oriana, Ruby e Violeta, do signo dela ser unicórnio com ascendente em arco-íris, tudo coisas em que ela ainda acredita; no quinto aniversário da Ana estávamos no quintal e apareceu um daqueles aviões a dizer "festa de espuma no Tamariz" e ela, que ainda não saba ler, perguntou-me o que dizia a faixa e eu respondi, por impulso: diz "feliz aniversário, Ana!".

Foi a euforia total.

Desde então, todos os aniversários, ela relembra o feliz episódio rematando: "Adoro sempre os teus presentes, mamã, mas nada bate aquela vez em que alugaste um avião para me dar os parabéns..."

Vou levar isto para a tumba, só para que saibam...

Para que vejam o investimento musical que faço nesta miúda

Antes de dormir: “Fiz um disparate com o meu amigo A. Mas depois fui pedir-lhe desculpas...”


Ah, e ele desculpou-te?


“Mãe, please: mas alguém resiste a estes olhinhos como o trolha da Areosa?!”

terça-feira, 17 de novembro de 2020

Não sabe se pende para o lado do lalaland se para o do prgamatismo

 Pela manhã a caminho da escola:

"Os arco-íris das janelas desapareceram todos. Será que é porque o pai Natal não gosta de arco-íris e ele está a chegar e as pessoas tiraram para meter decorações de Natal ou as pessoas perceberam que pôr máscaras e lavar as mãos é que resolve o corona em vez de pôr desenhos nas janelas?"

Filosofia Quadripolar

 


É parva com'ozoutros todos, portanto...

Só para restabelecer a justiça na apreciação da minha filha: anda há dias a tentar aprender a dizer o AEIOU em arrotos, apenas sendo interrompida pelos meus abrir de olhos e pela tríade paternal belinhas, carolos e calduços.

segunda-feira, 16 de novembro de 2020

O Mundo divide-se entre...

... quem anda a googlar cenas da monarquia britânica e os outros.


[Amantes de "The Crown" unidos!]

Sai um croissant recheado a cromossoma Y

 Pusemos croissants no forno (comprámos congelados no LIDL, também não pensem que eu cheguei a tanto...)

Eu: Ah e tal que achas de eu experimentar, na loucura, fazer ganache de chocolate? Vou só ali procurar receitas e ver tutoriais e comemos ao serão, que dizes?

Ele tira um croissant do forno, abre-o, espeta uma tablete de chocolate lá dentro que derrete de imediato e passa por mim a cantarolar.

Próxima encarnação quero ser homem.

Não sei a quem sairá...

 Ana antes de dormir: "A X. foi parvalhona comigo. Veio ter comigo e disse : o teu vestido é muito feio!"

Eu: "Hum. Tu sabes que o teu vestido é lindo, não sabes!"

Ana: "Claro que sei. E faz-me feliz vesti-lo".

Eu: "Mas respondeste alguma coisa à menina?"

Ana: "Olha mãe, fui buscar um caderno meu e comecei a folhear as páginas ao pé dela e ela perguntou-me o que estava à procura e eu respondi; "Estou à procura da parte em que te encomendei opinião porque já não me lembro..."

domingo, 15 de novembro de 2020

sábado, 14 de novembro de 2020

First things first

"Depois o X. fez pirraça a todos e disse que a tia dele é youtuber e eu, ohhh, quero lá saber, deves ter a mania e olha a minha mãe tem uma amiga que é apicultora. Toooma!"

quarta-feira, 11 de novembro de 2020

domingo, 8 de novembro de 2020

Sou mãe: posso

 Perguntaram-me quando estou a pensar dizer à Ana que o pai Natal não existe, visto que tem 8 anos e se calhar já é too much.

Respondi que antes de descalçar essa bota tenho que lhe desvendar que o signo dela não é unicórnio.

É leão.

Do belo


Marta C. Gonzalez foi a primeira bailarina do Ballet de Nova York nos anos 60. Hoje, com Alzheimer, dão-lhe a ouvir o Lago dos Cisnes. Esta foi a reacção.
(via Zita Neto)

sábado, 7 de novembro de 2020

Fácil assim

 Estão dez pessoas à mesa e junta-se um fascista.

Ninguém se levanta.

Estão onze fascistas à mesa.

PSD e Chega coligam-se nos Açores

 Isto do PSD se defender que não há coligação nacional é como aquela dona de casa americana puritana e beata que depois tem uma dungeon na cave para levar e dar tau-tau.

sexta-feira, 6 de novembro de 2020

Revoltem-se, pá!

 Make Açores great again

Quando pensas que 2020 já não te pode surpreender mais...

PSD coliga-se a chega e não há molho de soja que o salve

Esta coligação do PSD lembra-me quando vou a um novo restaurante de sushi que me parece manhoso. 

 A gente não espera que dali venha grande coisa mas quando nos apresentam rolinhos de "sushi" com delícias do mar percebemos que se pode sempre bater mais no fundo...

segunda-feira, 2 de novembro de 2020

Os amigos da minha filha são melhores que os dos vossos

"Mãe, nem te contei sobre o disfarce mais assustador de sexta-feira"

"Ahhh, conta, conta, Ana!"

"Foi o do A. Foi sem máscara e disse que estava mascarado de menino assintomático de covid-19 e que nos ia contagiar a todos..."




GANHOU!

Provocaçãozinha básica para leitores séniores deste blog

 A sorte que é morar neste concelho. Vai que me tinha calhado, sei lá, por exemplo: a Bobadela?! #cascaisrula #aoestedabobadela #cadabobadelaumaminhoca

domingo, 1 de novembro de 2020

8 anos

 



Porque é que não há comida azul? Porque é que os chás e o atum vêm em latas e as salsichas e o grão em frascos? Os búzios namoram com as conchas? Porque é que os famosos querem ser famosos se depois não gostam que os reconheçam e falem com eles? Porque é que os homens baixos não usam sapatos de salto alto? Os nervais têm poderes mágicos debaixo de água? Porque é que há queijo de vaca, cabra, ovelha e não há de porco? Porque é que o Japão que é uma ilha inventou o sushi para conservar o peixe e os Açores inventaram pacotes de leite e queijo? Porque é que há quem ache que o mundo não é redondo e embirram é com as crianças que acreditam em fadas? Se me dizem que as fadas não existem porque nunca as viram porque é que acreditam em Deus se também nunca o viram? Há países onde não há quatro estações do ano: como será a quinta estação do ano? Primaveral ou outoverno? Porque é que não há uma dança típica portuguesa para um casal dançar como o tango na Argentina e o flamenco em Espanha? Se há bonsais, não deveria também haver animaisais? Porque é que põem actores sem deficiência numa cadeira de rodas a fingir que têm deficiência se isso é tão estupido como pintar um actor branco para fingir que ele é castanho? Porque há um dia da igualdade se toda a gente sabe que devíamos era ter um dia da diferença? O papa é o CEO da igreja? Porque é que não há flores com as pétalas verdes? Porque é que há países onde o cabelo das mulheres tem que ser tapado por causa dos olhos dos homens: não deviam eram tapar os olhos deles? Porque é que se nasce a chorar em vez de a rir? Não devíamos aprender língua gestual na escola? Porque é que os cozinheiros mal criados é que têm programas na televisão em vez de serem os simpáticos e gentis? As fadas, os unicórnios e o Pai Natal vivem todos no mesmo Bairro? Como é que os meninos cegos constroem puzzles e fazem legos? Se os filhos nascem da barriga das mães, as mães quando têm que morrer não deviam murchar na barriga dos filhos?

Ana: há oito anos a abanar o meu Mundo.

sábado, 31 de outubro de 2020

Covidias

 A semana foi lenta e pesada.

O covid é um incêndio de proporções infindáveis: tu sabes que ele existe, ficas em estado de alerta, ligas as notícias e ouves números e vês como ele avança e quão mais perto está de ti, dos teus, pensas que podes regar o teu quintal, molhares as mãos de álcool gel como quem molha telhados e árvores, tapar a boca e o nariz com máscaras como quem atira cobertores para cima de pequenos focos de incêndio, para abafar o fogo, para acabar com o oxigénio que alimenta as labaredas.
Tu podes fazer tudo isto na tua casa como na tua vida até ao dia em que percebes que não controlas o vento e que uma pequena fogalha voou e incendiou um canto do teu quintal e tu não tens culpa nenhuma, tu usaste os cobertores, tu regaste o telhado e arde, arde o teu quintal, o teu telhado, as tuas paredes, talvez ardas tu porque não controlas o vento e o incêndio chegou.
Esta semana o incêndio aproximou-se do meu trabalho, andámos as duas, esbaforidas, a entregar cobertores, a encher jerricans, a distribuir regadores e mangueiras para onde outrora havia todas as condições para nascerem flores, agora só desejamos que ali o fogo não pegue. Porque se pegar talvez a combustão seja mais rápida, talvez as cinzas sejam inevitáveis.
Trabalhar assim é um acto, sobretudo, de fé, porque há os outros lá fora e o vento sopra contra todo o nosso cuidado, trabalho e vontade.
“Precisamos de oxigénio”- disse-me a Ana, pela manhã. E viemos beber um café aqui à serra porque temos que viver neste equilíbrio difícil entre temer o oxigénio que alimenta o fogo e desejar o mesmo oxigénio que nos permite respirar.

sexta-feira, 18 de setembro de 2020

De vez em quando, quando preciso mesmo, volto aqui

O Mundo divide-se...

... entre as pessoas que, em criança, fizeram visitas de estudo à Central de Cervejas e os outros.

Abençoada infância nos anos 80 na capital do Império


Ele: Qual a visita de estudo mais inesquecível que tiveste na primária?
Eu: Fomos à central de cervejas.
Ele (nascido e criado numa pequena ilha dos Açores): Oh, estás a gozar...
Eu: Nope


Ele (incrédulo e esperançoso em simultâneo): mas davam-vos minis de amostras de merchandising?!
...

Regresso às aulas da Ana: uma análise histórico-estatística

 


Fazendo uma análise regressiva onde se pode verificar que no primeiro ano me enganei na data (era 2018, btw), no segundo fiz tudo certinho, agora no terceiro não reparei que ela só levava uma meia, estou em crer que, tendo em conta a análise das probabilidades, para o ano volto a acertar. 

Menos mal, que é o último ano da primária e dava-me jeito acabar em bem. 

quinta-feira, 17 de setembro de 2020

O INCRÍVEL SENTIDO DE HUMOR DA MINHA FILHA - IV acto

A Ana deita-se ao meu lado, enquanto lhe faço cafuné. Falamos do dia, eça conta-me sobre a nova professora, que adorou a professora de inglês, que andou a brincar com os amigos no intervalo, as regras novas da escola, o amigo que demora sempre muito tempo a acabar de almoçar e do tempo que todos têm que esperar por ele, rimos, e pomos toda a conversa em dia. 
 Remato, eu, fofa que sou: "Então, de 1 a 10, quando darias ao teu dia?" 

Ela: "9" 

Eu, curiosa: " Nooove? O que faltou para dares dez?" 

Ela: "Xarope de ácer. Faltou xarope de ácer, que o que mandaste no frasquinho não chegou à última panqueca..." 


[Desisto]

Eu, sempre que alguém me diz que o facto dos miúdos usarem máscara é causador de traumas de infância...

 


First things first

Eu: "Então como correu o dia?"

 Ela: "Foi mesmo bom!" 

Eu: "Qual foi a tua parte preferida?"

 Ela: "A parte em que comi as panquecas que me mandaste para o lanche..."

O INCRÍVEL SENTIDO DE HUMOR DA MINHA FILHA - III acto


Eu: Repete lá os procedimentos sobre idas à casa de banho na escola, para ver se percebeste tudo, Ana?

Ela (enfadada): "Não toco na maçaneta da porta com as mãos, borrifo alcóol gel para o tampo, limpo o tampo com papel higiénico sem lhe tocar, atiro o papel higienico para dentro da sanita, vou buscar papel higiénico para puxar o autoclismo e atiro esse papel higiénico para a sanita outra vez, faço xixi sem tentar tocar no tampo da sanita, limpo-me, volto a puxar o autoclismo com papel higiénico para não tocar no botão da descarga, lavo as mãos e desinfecto-as com alcool gel e saio da casa de banho sem tocar na maçaneta da porta."

Eu: "Percebeste que deves tentar tocar no mínimo de coisas, certo?"

Ela: "Posso só fazer xixi de pé como os rapazes e no fim limpar a nojeira toda que ficar com papel higiénico e álcóol gel?"

O INCRÍVEL SENTIDO DE HUMOR DA MINHA FILHA - II acto


Eu: "Vá, filha: ano lectivo molhado, ano lectivo abençoado!"
Ela: "Tens noção de que "covidado" também rima, mãe?"
...

O INCRÍVEL SENTIDO DE HUMOR DA MINHA FILHA - I acto


Vamos a correr para o carro com a mochila a abarrotar e ainda um saco de pano todo eco-cenas cheio de material extra de artes, mais papel de lustro e uma cartolina, que também estava na lista.
Chove a potes.
Vamos todas desengonçadas, carregadíssimas, entramos no carro, ela olha para o saco de pano e constata, olhando para a cartolina toda molhada, num estado miserável:
- "Já viste, mãe? O terceiro ano é mesmo fixe! Ainda nem cheguei à escola e já aprendi a matéria de como fazer pasta de papel, han?"

terça-feira, 15 de setembro de 2020

O Mundo divide-se...

O Mundo divide-se entre os pais que forram os livros, mamam com as bolhas de ar, furam com agulhas, dizem palavrões e fica uma porcaria por demais e os outros.




 [Também há os que compram aquelas capinhas mas toda a gente sabe que isso não é parentalidade sofrida e com sacrifício, pré-requisitos essenciais nisto de se ser pai...]

MISTURAS PERIGOSAS


Álcool com medicamentos.
Droga com álcool.
Melancia com vinho.
Mãe com TPM e reuniões de pais na escola. Ao vivo. Sem conseguir desligar câmaras de computadores.
...
...
...

MORRA A ELECTRA, MORRA, PIM!


Novas regras de reuniões de pais presenciais: só pode comparecer um progenitor por aluno. Todas as outras reuniões desde a creche fomos, sem falhar, os dois.
Eu: Podes ir: eu sei que para ti é importante!
Ele: Não! Eu sei que tu queres ir: vai tu! Insisto: a sério!
Dez minutos nisto e a Ana avança: “eu acho que deve ir a mãe e eu fico com o papá na esplanada à espera”.
Eu faço um belo sorriso amarelo e avanço como um condenado para a forca, não sem antes atirar uma flecha à puta da Electra:

- Sabes que, quando a mãe engravidou e antes de sabermos que vinhas tu, o pai preferia ter um rapaz?

Tumbas.

sexta-feira, 11 de setembro de 2020

Conversões

 Em idade dos cães um ano humano corresponde a sete caninos. 

Em idade de infância de 2020 oito anos de uma miúda correspondem a quantos de anos de adolescência de 1990?


É que acho que a miúda traz defeito de fabrico. 

quarta-feira, 9 de setembro de 2020

Eventualmente tudo passa.

Todos os clubes de futebol têm os seus flops que nos causam muita vergonha alheia


O Benfica teve o Vale e Azevedo

O Sporting teve o Bruno de Carvalho

O Grupo União Desportiva e Recreativa do Chega tem o aVentesma. 



Ufa?

"Mãe, qual é o teu sonho mais selvagem?"
[Dez segundos de olhos arregalados a processar a expressão "sonho mais selvagem"]
"O meu é que a estátua da Liberdade está viva numa selva, tem um livro de feitiços numa mão e atira labaredas daquela coisa que tem na mão como se fosse um laser tag"

...

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quinta-feira, 3 de setembro de 2020

A mámen, por ocasião do nosso 14º aniversário de casamento, esperando continuar a nunca ter que lhe pedir




"No te voy a pedir que me des un beso. Ni que me pidas perdón cuando creo que lo has hecho mal o que te has equivocado. Tampoco voy a pedirte que me abraces cuando más lo necesito, o que me invites a cenar el día de nuestro aniversario. 

 No te voy a pedir que nos vayamos a recorrer el mundo, a vivir nuevas experiencias, y mucho menos te voy a pedir que me des la mano cuando estemos en mitad de esa ciudad.

 No te voy a pedir que me digas lo guapa que voy, aunque sea mentira, ni que me escribas nada bonito. Tampoco te voy a pedir que me llames para contarme qué tal fue en el día, ni que me digas que me echas de menos. 

 No te voy a pedir que me des las gracias por todo lo que hago por ti, ni que te preocupes por mi cuando mis ánimos están por los suelos, y por supuesto, no te pediré que me apoyes en mis decisiones. Tampoco te voy a pedir que me escuches cuando tengo mil historias que contarte. 

No te voy a pedir que hagas nada, ni siquiera que te quedes a mi lado para siempre. 

 Porque si tengo que pedírtelo, ya no lo quiero. "

Frida Khalo

 Frida Kahlo

quarta-feira, 2 de setembro de 2020

Aos 8 anos e 24 dias tornei-me na mãe que sempre temi vir a ser

 "E que tal perguntares isso ao teu pai, fofinha?"



Adult goals: eu Vs minha filha

 A Ana repara que a tia usa sempre saltos altos e pergunta-me porque não os uso. Explico-lhe que prefiro calçado confortável mas que quando era pequena queria muito ser crescida para poder usar saltos altos.

Responde-me de rajada:

"Tu querias crescer para usar saltos altos, mãe? Que falta de imaginação! Eu quero crescer para poder beber café. E vinho. Café e vinho. Ah, e tinto de verano!"


...



Estou a criar uma potencial viciada. 

terça-feira, 1 de setembro de 2020

Let's talk about sex, baby # acto III

Aproveito para lhe explicar que por causa das questões relacionadas com o sexo e a reprodução é que os órgãos genitais das meninas e dos meninos são considerados “zonas íntimas”, aquelas que ela não deve deixar ninguém tocar e tal. 

 Fica ali um minuto em silêncio, a remoer:

 “Pára tudo: então se o rabo não entra nada nisso de se fazer bebés é uma zona íntima porquê? “ 


Omfg.

Let's talk about sex, baby # acto II

Explico-lhe a cena do “encostanço” a.k.a. cópula e olha-me com um ar muito distinto: 

 “Tens noção que os adultos são muito nojentos?” ...

Let's talk about sex, baby # acto I

"Mãe, já percebi bem aquilo do óvulo e do espermatozóide se juntarem para formar um bebé mas explica-me lá melhor aquela parte do encostanço..." 

Here we go

1 de Setembro de 2020

Objeção de consciência contra formação cívica? Ide-vos encher de moscas!

Ilustração Sabrina Gevaerd


Das mil e uma merdas que já fiz na vida para sobreviver calhou-me, algures no início de carreira, dar aulas de formação cívica (yeahhh: isn't ironic?). Na altura chamava-se cidadania.

Era um colégio católico e, numa altura em que não tinha sido legislada a legalização da IVG, percebia que algumas das minhas alunas adolescentes desapareciam por mais de uma semana às aulas. Voltavam mais magras, com ar de convalescença, até que um dia uma- que tinha em mim uma figura de referência- me contou que iam abortar a Badajoz.

Sabendo que era um assunto sensível e que não a podia entregar, meti os pézinhos à estrada e fui falar com o Centro de Saúde que, de imediato, me disponibilizou flyers, panfletos e preservativos que passei a deixar disponíveis na sala de alunos. Introduzi mais conteúdos sobre sexualidade nas aulas e as coisas corriam bem quando fui chamada à direção do Colégio. Presumidamente estaria a INCENTIVAR a prática de sexo entre os meus alunos e estava intimada a retirar os flyers e, especialmente, os preservativos da sala de alunos e a passar a dar para aprovação os conteúdos programáticos das aulas a um diretor pedagógico da confiança da direção. Uma cidadó-PIDE dos bons costumes porque falar sobre sexo abertamente isso é que não mas irmos abortar às escondidas a Espanha isso já podia ser.
Assim o fiz.
Retirei flyers e preservativos que passei a deixar na Associação de Jovens do Bairro (onde os alunos tinham acesso por detrás dos muros bolorentos do Colégio), logo depois de ter justificado a ação aos meus alunos que aprenderam comigo que há adultos que não diabolizam o sexo (é bom, caraças, não me lixem! se consentido e de livre vontade é quase sempre bom e prazeroso para todos!) e que, precisamente por não o diabolizarem e terem um discurso de abertura, conseguem disponibilidade para serem ouvidos. Escutados.
Eu? Saí do colégio por livre iniciativa e dei por terminada a minha breve carreira de docência. Nunca a coloquei num CV que fosse. Há objeções de consciência que são statements.

A minha será sempre contra a hipocrisia.

sábado, 29 de agosto de 2020

Pandemia files

 

"A vida só é possível reinventada"- Cecília Meireles


Adoptei uma gata. E dois guppies que agora são uns três mil. Aprendi que é possível o tele-trabalho. E por isso a trabalhar no zoom e no teams. Aderi à netflix e abençoada a hora. Deixei de fazer dieta porque só consigo passar uma provação de cada vez. Li muitos livros. Aprendi a fazer um tear e fi-lo. Desliguei-me do telemóvel e desgostei do Facebook. Ouvi mais música e descobri mais cantores. Aprendi a fazer pão. Não deixei de comprar flores porque a beleza também alimenta. Lavei mais vezes as mãos em meses do que no resto da minha vida. Ensinei uma data de coisas à Ana. Arrumei a arrecadação. Fiz sestas. Comprei tecidos para a minha tia me costurar almofadas novas. E comprei loiça nova. Passei a andar sempre descalça em casa. Deixei crescer o cabelo e passei a seca-lo ao ar. Aprendi a fazer doce de ovos e bolo de noz. Vivi várias situações de ansiedade e nenhuma provocada pela pandemia. Não fiz nem uma única compra online. Poupei dinheiro até, que depois me serviria para as férias. Escrevi mais e melhor e não mostrei a ninguém. Concorri a um concurso de escrita que sei que não vou ganhar mas já ganhei só porque dei o passo de o tornar público. Precisei de desligar as notícias e reduzir o ruído de informação. Precisei de me afastar de muitas pessoas para me concentrar nos verdadeiramente meus. Comprei um termómetro. Deixei de ter certezas sobre a incerteza e reafirmei a minha convicção de que cada um faz o melhor que sabe com os recursos que tem. Adoptei um bonsai e ainda não o matei. Bebi menos café. Mantive vivos um vaso de amores perfeitos e um manjerico. Plantei uma horta cá em casa. Dormi mais. Pensei pouco nas desgraças. Redecorei os quartos. Senti saudades do mercado de fruta e flores. Mudei muito. Deixei de me sentir uma traidora comigo mesma ao assumir que mudei. 


Não sobrevivi apenas. Consegui a proeza de poder dizer que vivi.

É um avião?

É um unicórnio morto e esculachado? É um arco-íris com problemas hormonais? É uma farfalota pimpinela que nunca se depilou depois de ter corrido naquelas corridas que atiram tintas para o trombil dos participantes?


Não: é a mochila da minha filha.


Ponho água fresca numa jarra


Antigamente odiava todas as rotinas: eram chatas, aborrecidas, previsíveis e enfadonhas. Eu sou feita do imprevisível, do flexível, do não planeado, da surpresa da vida, do improviso. 

 Depois, tal como uma criança que vê um infindável número de vezes o mesmo filme de desenhos animados, comecei, devagarinho,a apreciar saber o que vai acontecer. Gosto de saber que regra geral encontro pessoas civilizadas que usam máscara e não põem em risco a saúde pública, de comprar legumes sempre numa banca e fruta noutras duas, de visitar as peixeiras que acham que eu tenho sempre cara de quem compra sardinhas (e, na verdade, eu prefiro carapaus), que o senhor dos ovos dê sempre um ovo à Ana e o das flores a tente corromper com uma geribera para mudar de clube de futebol, de beber um café da Luísa e no inverno de comer pão com chouriço. 

Em psicologia chama-se “segurança do previsível” e eu gosto muito de chamar mercado a este mercado e saber que para a Ana é e será sempre o “mercado das flores”. 

 Há uma felicidade segura em viver aqui e uma previsibilidade encantadora em ter flores frescas em jarras espalhadas pela casa todos os fins de sábados de manhã.

quinta-feira, 27 de agosto de 2020

Mapa astral: recomeço em Pólo Norte com lua em Jorge Palma e sol em Sérgio Godinho




O desafio de crescer (envelhecer?) é a inevitabilidade de nos confrontarmos com o fim. 
Quando somos jovens é só começos: o início da escola, o início das férias, o início do desporto novo que se quer experimentar, a primeira vez que se sai para dançar com os amigos, o primeiro estado ébrio, o primeiro beijo, o primeiro amor e o primeiro desgosto de amor seguido de um segundo amor que sabe sempre a primeiro porque todos os novos amores são primeiros. 

À medida que crescemos ficamos com menos perspectiva de novos começos porque há muitas continuidades e isso pode ser incrivelmente seguro, contentor e bom mas não é o espanto da descoberta, da sensação da primeira vez. 

À medida que crescemos há mais fins e menos inícios. Cada vez mais. De fases, de relações de amizade ou de amor, de projectos profissionais, de crenças, de certezas, de vidas. E muitos destes fins sem continuidade, apenas com o deserto do vazio ali à espreita. Morrem-nos sonhos, morrem-nos desejos, morrem-nos pessoas. 

O principal desafio de crescer é tentarmos encontrar continuamente inícios. Por isso estes não são dias de fim de Verão, são dias de início que eu ainda estou para descobrir de quê. Mas são de início porque eu estou a crescer, sinto-o nos ossos e na alma. Crescer e não envelhecer. 

Procuro o início.

Procuramos.

quarta-feira, 26 de agosto de 2020

#deusétuga | Castelo Branco e a surpresa do umbigo de Portugal

 Não sei exactamente se o distrito de Castelo Branco é o umbigo de Portugal mas, de repente, estávamos perto de tudo. 

Estacionámos o nosso quartel general durante três dias em Cernache do Bonjardim na Quinta do Portugo. A Quinta do Portugo é um conceito assim meio híbrido new age entre glamping, parque de campismo mesmo e turismo rural. Chegámos à Quinta (um bocadinho far, far away) e a dona, uma garborosa holandesa, falou-nos de forma muito objectiva: aqui fica a vossa caravana (são umas caravanas de madeira super giras), a casa de banho para necessidades e duches é partilhada e é ali em cima, se precisarem de água para cozinha têm aqui uns instagramáveis jerricans, passem para cá o dinheiro e tomem lá uma factura sem validade contabilística (soubemos depois), se quiserem mergulhar na piscina podem vir e goodbye Maria Ivone. Estávamos de férias, somos uns fixes, o valor da diária era realmente barato (40€/noite) e estávamos num mood "tá-se bem". 


De Cernache do Bonjardim a Proença e viva a Ti Augusta da Joana

De Cernache partimos para um sem número de sítios. Começámos por Proença-a-Nova, onde tratámos de carimbar logo o Centro de Ciência Viva da Floresta. Foi nesta fase que percebemos que não iríamos resistir em parar em todas as estações e apeadeiros dos Centros de Ciência Viva e percebemos que deveríamos comprar o cartão família dos Centros (tem validade de um ano, dá para uma família de dois progenitores e dois filhos, as visitas são ilimitadas e custa 50 €). Dito, feito! No Centro de Ciência Viva da Floresta divertimo-nos imenso a aprender sobre o tempo de vida das árvores, os vários tipos de madeiras, observámos formigueiros e descobrimos imensas coisas sobre o perigo dos incêndios. Mais uma vez o Centro estava vazio e éramos os únicos visitantes (não percebemos porque 

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