Uma casa para arrendar em plena Serra de São Mamede, ecológica e auto suficiente.
Chama-se Souto Queimado e é um projecto mesmo amoroso
Descubram-no aqui.
domingo, 30 de novembro de 2014
sexta-feira, 28 de novembro de 2014
Morreu um homem à minha beira
Entro no comboio. Vou sempre para a carruagem da frente.
Gosto da sensação de ser a primeira a chegar ao destino, a primeira a rasgar os
torniquetes, a primeira a sair da estação, a primeira a deixar os cheiro a
comboio e pessoas para trás.
Na primeira carruagem sento-me, invariavelmente, ao pé da
janela. Observo que as pessoas, conforme vão chegando, ocupam sempre, em
primeiro lugar, os lugares vagos à janela. Vão-se sentando sozinhas, encostadas
à janela até todos os pares de bancos estarem ocupados por uma pessoa. Só
depois quem chega, e constata que todos os lugares à janela estão ocupados, se
conforma com os lugares de acompanhante. As pessoas não gostam de se sentar aos
pares. Preferem estar sozinhas à janela, olhando para a rua e ignorando a
ocupação da carruagem, as histórias de vida que transporta, os pensamentos que
se cruzam.
Olho pela janela, decoro casas, ruas, areais, praias e
paisagens. Fecho os olhos e tento registar tudo na memória para que, se um dia,
perder a capacidade de ver o belo, o meu inconsciente possa resgatar as
lembranças recalcadas destas viagens à volta da minha terra.
Tenho histórias em cada estação, há episódios de vida vividos em cada uma das 17 terras: Cascais, Monte Estoril, Estoril, São João, São
Pedro, Parede, Carcavelos, Oeiras, Santo Amaro, Paço de Arcos, Caxias, Cruz
Quebrada, Algés, Belém, Alcântara, Santos e Cais do Sodré.
O comboio pára na estação.
Vislumbro as pessoas a quererem entrar na carruagem, tentando atropelar
as pessoas que querem sair dela, ninguém respeita regras básicas de convivência.
Fica um senhor para trás, os olhos dele cruzam-se um nano-segundo com os meus.
Corre, a grande velocidade na plataforma, a querer vencer o momento em que o
comboio tranca as portas e arranca. Deixo de o ver. Sinto uma travagem
profunda, demorada, mais demorada do que a morte, veloz e imediata. Um assobio
em forma de apito. Demorado.
O revisor a correr entre as carruagens até chegar à primeira,
onde estou e onde está o homem que empurrou a morte contra o outro homem, o que
ficou para trás e de repente se pôs à frente.
As portas trancadas. O revisor e o maquinista fechados na
pequena cabine a que ninguém tem acesso. O aviso sonoro, da voz gravada e
mecanizada, pede-nos que não forcemos as saídas e que nos mantenhamos dentro do
comboio. A necessidade, repentina, das pessoas, até ali em silêncio e a
evitarem contacto, em comunicarem. O sururu. Na minah memória os olhos do homem
a cruzarem com os homens. “Acidente com peão” volta à carga a voz gravada.
O homem do olhar fixo, dos pés velozes, o homem que ficou
para trás e, de repente, se pôs à frente da morte é agora um peão. Como se
fosse uma peça de um jogo de tabuleiro, metáfora da vida.
Morreu um homem à minha beira. E há quem force a saída e
queira ver o frenesim lá de fora. Não me mexo. Não quero conversa de
circunstância. Nem ouvir as reclamações
de quem vai chegar tarde ao trabalho por causa do acidente do homem que
escolheu tourear a vida, essa puta. Enjoa-me a total falta de empatia pela
vida, pelo homem que passou a ser apenas a razão pela qual toda a gente puxou
dos telemóveis para justificar o esperado atraso. Para mim não é uma
justificação de atraso, é o homem que me olhou nos olhos um nano-segundo, filho
de alguém, amigo de alguém, pessoa de alguém ? Não quero sair nem ficar. Quero
voltar atrás uns minutos, e poder abrir a porta para o deixar entrar, mesmo que
tenha que ouvir quem quer sair a reclamar da falta de civismo. Quero fitá-lo
com mais força, com os olhos a pedir que não se mexa e não corra para a frente
do comboio.
Estamos parados durante muito tempo. Tanto tempo que perco noção. E
chego, passadas muitas voltas dos ponteiros dos relógios, ao Cais do Sodré. Na
minha memória agora gravado, para sempre, o olhar do homem que morreu à minha
beira, peão da vida, na sua estação terminal.
O Miguel e a alienação parental
"Face a um divórcio há que proteger as crianças e evitar colocá-las contra um dos progenitores
Actualmente, uma criança em cada quatro vai ter de enfrentar o divórcio dos pais.
Nesta projecção não estão contempladas as crianças oriundas de uniões de facto ou de uniões esporádicas, já que se estivessem, o número seria drasticamente maior.
Certo é que os filhos sofrem sempre quando há separação. Este sofrimento poderia ser reduzido se a separação fosse bem orientada. Evitar-se-ia que a mágoa se transformasse em ódio, e que as crianças passassem a viver num clima de desconfiança que em nada favorece o seu equilíbrio emocional.
O conceito de Síndrome de Alienação Parental é bastante recente e refere-se exactamente a estas situações de conflito entre pais. É considerada uma forma de maus-tratos infantis, cuja detecção e abordagem são difíceis já que tudo se passa entre quatro paredes.
Esta síndrome pode afectar gravemente o desenvolvimento da saúde psicológica e física do menor em causa, portanto os parentes e amigos próximos devem estar atentos às crianças e jovens cujos pais se separaram recentemente ou estão em processo de divórcio.
As estratégias podem ser muito subtis mas estando um pouco atentos aos sinais, é possível perceber a existência deste quadro. Não esquecer que é um caso de maus-tratos, pelo que é urgente agir em nome do equilíbrio da criança.
Tudo pode passar pela prestação de uma ajuda psicológica ao progenitor alienador de forma a que ele se reequilibre emocionalmente e deixe de utilizar os filhos como instrumentos de vingança !
AS TERRÍVEIS ESTRATÉGIAS
Num processo litigioso parece valer tudo o que consiga aborrecer o(a) ex-parceiro(a). Neste cenário, a criança passa a ser o elo mais fraco e a arma que serve para atingir o outro.
Quando se entra no campo da patologia surge a Síndrome de Alienação Parental, cenário no qual um progenitor engendra as mais terríveis estratégias para evitar que a criança tenha contacto com o outro e, sobretudo, nutra algum afecto positivo por ele.
Tudo pode começar pela tentativa de isolar a criança do meio que a envolve. A primeira forma de isolamento normalmente é a redução das comunicações, em que o progenitor passa a controlar as chamadas telefónicas ou o correio dos filhos supervisionando o seu contacto com o outro progenitor.
Uma segunda forma de isolamento é o evitamento do contacto físico. As actividades extra-curriculares, as festas de aniversário, etc… subitamente passam a coincidir sempre com os horários que correspondem ao outro progenitor.
A situação considerada mais grave (devido à carga emocional e simbólica que acarreta) é a intercepção dos presentes ou mensagens de boas festas. Quando se instala a Síndrome de Alienação Parental, pode acontecer que o progenitor alienador (ou seja, o que inicia a “guerra”) quer que a criança pense que o progenitor alienado não se importa com ela.
Então, no dia do aniversário, pode barrar o acesso à comunicação e até esconder a prenda. A criança ficará tão magoada e desiludida que pouco a pouco os laços afectivos vão enfraquecendo. Paralelamente, processa-se uma espécie de “lavagem ao cérebro” em que é dito à criança que a única pessoa que gosta realmente dela é o progenitor alienador.
Deste modo é exigida uma fidelidade e um amor incondicionais, o que acaba por excluir por completo o outro progenitor. Os filhos não podem demonstrar amor por eles e, ao mesmo tempo, desejar ver o progenitor alienado pois isso é visto como uma forma de traição.
Este funcionamento instala um sentimento de medo na criança e este medo é um instrumento eficaz para provocar uma forte dependência psicológica dos filhos em relação ao progenitor alienador.
Outra estratégia é apelidada de “purga emocional” e consiste na eliminação de quaisquer recordações, em que se invocam momentos felizes passadas com o progenitor que se deseja afastar. Assim, ao apagarem-se as memorias, dá-se uma ruptura simbólica dos laços emocionais.
~
O distanciamento físico e o rapto, são também das estratégias utilizadas. É hoje sabido que um dos factores que aumenta o risco de rapto é o desejo de um dos progenitores programar os seus filhos contra o outro progenitor.
NÍVEIS DE ALIENAÇÃO PARENTAL
Existem três níveis de intensidades diferentes do processo de alienação:
- Tipo ligeiro
Os filhos apresentam fortes vínculos emocionais, com ambos os progenitores e estes reconhecem que os conflitos afectam os seus filhos e, embora haja alguma difamação, esta tem pouca intensidade.
Os períodos de separação entre o progenitor e os filhos são curtos e ocorrem sem grandes conflitos. Embora neste primeiro estádio o filho apoie pontualmente o progenitor alienador, demonstra ter um pensamento independente e um grande desejo que os problemas se resolvam.
– Tipo moderado
Assiste-se a uma deterioração dos vínculos afectivos com o progenitor alienado (que não possui a guarda), ao mesmo tempo que há um fortalecimento da relação com o progenitor alienador (com quem vive).
As visitas ao progenitor que não é detentor da custódia, assim como as visitas aos avós e restantes membros da família alargada, começam a ser conflituosas. A criança não revela capacidade para pensar de uma maneira autónoma e repete aquilo que lhe é dito.
– Tipo grave
O progenitor alienado é visto como um indivíduo perigoso, chegando a ser encarado como um inimigo. Surgem sentimentos de ódio e recusa para com o progenitor alienado, enquanto que o outro progenitor é amado e defendido de forma irracional.
As visitas ao progenitor tornam-se escassas ou mesmo inexistentes tal como as visitas aos avós e família alargada que se ocorrer convertem-se em reacções adversas. Ainda que a campanha de difamação seja mais contínua e intensa, a criança já revela alguma independência de pensamento pois não justifica as suas acções com recurso a ideias transmitidas por outros. Justifica as suas próprias ideias e atitudes."
Texto da autoria da Dra. Teresa Paula Marques aqui a propósito da história do Miguel divulgada pela Rita aqui
Polar Post Crossing- última chamada
(Este é o selo oficial do PPC 2014. Podem colá-lo nos V. blogs para avisarem os amigos que vos foram atribuídos para vos enviarem um postal saberem que não estão a ir ao engano e que, de facto, que fazem parte da iniciativa.)
Já ultrapassámos a barreira dos 1000 inscritos!
Seremos perto de 1500 pessoas em Portugal e no estrangeiro responsáveis por escrever à mão um postal que vai alegrar a ida de alguém à caixa do correio em Dezembro!
Seremos perto de 1500 pessoas, homens e mulheres, novos e velhos, desconhecidos e conhecidos, bloggers e leitores que receberão um postal físico, com letras desenhadas, selos colados e palavras personalizadas e escolhidas para nos trazerem mais calor.
As inscrições para o PPC 2014 terminam dia 30 de Novembro.
Vamos tentar chegar aos 2000?
Tudo sobre o PPC aqui.
Inscrições em http://www.quadripolaridades.com/ppc/.
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PPC 2014
As minhas amigas são mais eficazes na resolução de problemas que eu...
Aparentemente, para além do meu, todos os maridos das minhas amigas usam a mesma desculpa se queixam do efeito lacrimejante da cebola quando chega a hora de ficarem a cheirar a refogado cozinhar.
A minha amiga Bé não deu abébias resolveu de forma hábil o problema ao marido:
Mámen manda um abraço solidário, querido Henrique!
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Ah 'migos
Cante alentejano
À hora a que se anunciou que o cante alentejano foi reconhecido como Património Cultural Imaterial da Humanidade... mais de 400 crianças, da escola Mário Beirão, envolvidas no projecto "Cante na escola, Herança com raízes" cantaram a moda “Castelo de Beja”.
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Sensibilização
quinta-feira, 27 de novembro de 2014
Mário Soares e a prisão preventiva
"Não houve um único jornalista que fosse capaz de dizer simplesmente, “Dr. Mário Soares, o senhor está esgotado. Deixe-me acompanhá-lo ao carro.” E acabasse com aquele espetáculo lamentável.
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The Polo's next top blogger
A CONHECER | Agendas que enchem corações
"Olá Polo Norte,
Eu sou a Filipa, uma Pólete assumida. Escrevo-te agora porque sei da tua vertente solidária. Sou mãe de dois filhos, o Lourenço que tem quase dois anos, faz em Dezembro, é quase da idade da Ana. E o Sebastião, que está quase a fazer dois meses.
Quando estava grávida do Sebastião, soube que tinha uma cardiopatia, transposição dos grandes vasos, as artérias aorta e pulmonara estavam trocadas. Quando o Sebastião nasceu, tivemos que desfazer esta confusão que a natureza fez, uma semana depois de nascer o Sebastião foi operado (uma cirurgia que durou um dia inteiro! nem te conto como estava o meu coração!) , e depois de quase um mês de internamento o Sebastião está aqui fino, todo kickass para as curvas. Erro da natureza corrigido, o Sebastião tem uma rica, longa e saudável vida pela frente.
O meu filho foi operado no Hospital de Santa Cruz, e apresentou-me uma realidade que eu não conhecia, a Cardiologia Pediátrica deste hospital. Foi muito bem tratado, o Hospital tem uma equipa assim absolutamente TOP, recursos humanos espectaculares. Maaaas, no que às infra estruturas e logística diz respeito este hospital tem algumas limitações.
A Associação Coragem Minicor (http://associacaocoragem.webnode.pt/), formada por pais, medicos, enfermeiros e amigos, tem vindo a ajudar no que é necessário. Participou na renovação dos cuidados intensivos de que o meu filho beneficiou, ajuda na aquisição de equipamento e apoia pais durante o internamento dos filhos.
Esta é uma realidade cruel, sabias que um em cada cem crianças tem uma cardiopatia (das mais às menos graves, claro!)?
Este hospital é dos poucos a nível nacional especializado em cardiologia pediátrica e recebe crianças de todo o país, com elas chegam os pais, desterrados às vezes durante meses (eu não tive esse problema, moro perto!), há pais que não têm condições económicas para a estadia, os apoios sociais são limitados, e chega a haver pais que dormem no chão ao lado dos filhos durante semanas, a Associação Coragem apoia estes pais.
-*Depois de o meu filho ter sido tão bem tratado, sinto uma necessidade de me mexer e ajudar para que estas crianças possam ter cuidados, e os pais apoiados, acredita que só queremos os nossos filhos bem, se passamos por dificuldades azar!
Afinal, estas coisas não acontecem, mesmo, só aos filhos dos outros. Aconteceu ao meu.
Para desenvolver este projecto a Associação Coragem recolhe donativos nesta altura do ano através da venda de Agendas 2015 (dá sempre jeito uma agenda, nem que seja para oferecer a alguém agora no Natal), aqui estou eu então a pedir que divulgues esta venda.
Caso possas, e aches pertinente, apenas que publicasses no blogue e/ou página do facebook eu agradeço.. Podem contactar-me eu envio as agendas por correio e recebo por NIB, no fim entrego tudo à Associação.
Os meus filhos, eu diria, os nossos filhos, agradecem ; )
Só mais uma coisa, bem sei que todo o ano existem pedidos para as mais variadas causas, uma pessoa põe o pé na rua e pronto. Ainda mais nesta altura do ano, mas caramba, eu conheci esta causa, vivi-a, não posso estar indiferente, pelo menos a pedir. Se não tiver efeito, tentei. Outros houve que um dia fizeram alguma coisa em prol do meu filho, seria uma grande e egoísta avestruz se agora não tentasse.
Para comprar as agendas, é só entrar em contacto para o meu mail: filipa.fmarques@sapo.pt. Cada agenda são 5 euros.
Um grande beijinho à família Polo Norte"
Todos a comprar agendas à Filipa!
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a conhecer,
Sugestões quadripolares
Sim, é loira!
A minha mãe e a Ana vão a casa do namorado da minha mãe.
No hall de entrada do prédio, a minha mãe introduz-lhe: "E agora, vamos chamar o elevador, boa?"
A Ana ganha fôlego e grita: " Ó elevaaaaadooooorrrrr!"
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Mãegyver
terça-feira, 25 de novembro de 2014
Vamos lá a ver se nos entendemos, senhores jornalistas
De manhã informaram-nos, a partir da redacção do CM, que o pequeno-almoço de Sócrates foi um galão e um pão com manteiga.
Há pouco, o Público avançou que o almoço foi cozido à portuguesa.
Vamos lá ser profissionais a sério, sim?
Desenvolvam lá a matéria de enorme relevo para a nação. Contem-nos tudo!
O galão foi normal ou de máquina? O pão era com Milhafre dos Açores ou Planta? O cozido valia a pena? Tinha morcela e farinheira como se quer ou era só hortaliça?
Não me deixem nesta inquietação, por favor!
Há pouco, o Público avançou que o almoço foi cozido à portuguesa.
Vamos lá ser profissionais a sério, sim?
Desenvolvam lá a matéria de enorme relevo para a nação. Contem-nos tudo!
O galão foi normal ou de máquina? O pão era com Milhafre dos Açores ou Planta? O cozido valia a pena? Tinha morcela e farinheira como se quer ou era só hortaliça?
Não me deixem nesta inquietação, por favor!
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Actualidades
Querem lá ver a minha vidinha a andar para trás?
Ana especada em frente à televisão e assistir ao teledisco da Luísa Sobral a cantar a música do João.
Incentivo-a dançar.
Resposta: "Não conxigo: não tenho xaia!"
...
...
...
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Mãegyver
O Sérgio e a fotografia que fez o meu dia ficar melhor
"Recentemente o meu irmão Sérgio Silva traçou como objetivo trazer um pouco de alegria e beleza a quem delas mais precisa. Como o ramo dele e barbearia/cabeleireiro decidiu gastar a folga a cortar o cabelo a quem vagueia pelas ruas de Lisboa ... Gostaria de ver esta causa reconhecida de forma a torná-la um estilo de vida. Conto com a vossa ajuda. Fica a foto ..."
Retirado do facebook da "Cristina Ferreira", fazendo figas para que leve o Sérgio à televisão
segunda-feira, 24 de novembro de 2014
Estou desejosa de ouvir as esperadas medidas de coacção para poder cantar:
"Coacção de melão, melão, melão, melão"
Dúvidas sobre a medida de coacção a aplicar ao Sócrates
As medidas de coacção virão em centímetros quadrados ou em duodécimos?
Prognósticos sobre a medida de coacção a aplicar ao Sócrates
Vai para a prisão sem passar pela casa da partida e sem receber dois contos de reis
.
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A PROVAR | Morcela de arroz com ananás
Deixo-vos aqui a melhor sugestão possível para uma entrada de uma refeição:
AGENDA QUADRIPOLAR |Inauguração da nova Mercearia dos Açores
27 de Novembro, em Lisboa
Quinta-feira será um dia bom para os lisboetas.
A novíssima Mercearia dos Açores será inaugurada na Rua da Madalena, 115, em plena baixa de Lisboa.
para comemorar, será oferecida uma mega Degustação de Produtos dos Açores, em parceria com o Chef Joe Best, DaCozinha.
Quem se atreve a faltar?
para comemorar, será oferecida uma mega Degustação de Produtos dos Açores, em parceria com o Chef Joe Best, DaCozinha.
Quem se atreve a faltar?
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Açores,
Agenda quadripolar
O Mundo divide-se entre...
... as pessoas que dizem teledisco e as que dizem videoclip.
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O Mundo divide-se...
Oh céus, em breve passo a ler MRP, é limpinho...
O meu amigo Prezado diz que ela tem voz de corneta. Eu acho que ela é linda de morrer e querida e esperta e gostava mesmo de gostar do seu trabalho, mas, caraças, ela canta pelas fossas nasais e não pela boca.
Só que assumo, mea culpa, passei a gostar da música da Luísa Sobral e estou apaixonada pela nova canção (e pelo teledisco):
Eu saio da escola sempre à mesma hora
Vejo o João que sai também
Já me fiz de distraída, sorri meio atrevida
Mas o João finge que não vê
Todas na escola gostam do João
Propõem namorar num papel com sim ou não
Sei que é difícil com tanta escolha assim
Vejo o João que sai também
Já me fiz de distraída, sorri meio atrevida
Mas o João finge que não vê
Todas na escola gostam do João
Propõem namorar num papel com sim ou não
Sei que é difícil com tanta escolha assim
Que vai fazer o João gostar de mim
Sou a mais bonita e nunca sou escolhida
Quando fazem equipas para o futebol
Se alguém fica doente entro para suplente
Fico sentadinha a apanhar sol
Sou a mais bonita e nunca sou escolhida
Quando fazem equipas para o futebol
Se alguém fica doente entro para suplente
Fico sentadinha a apanhar sol
Todas na escola gostam do João
Propõem namorar num papel com sim ou não
Sei que é difícil com tanta escolha assim
Propõem namorar num papel com sim ou não
Sei que é difícil com tanta escolha assim
Que vai fazer o João gostar de mim
Todas na escola gostam do João
Propõem namorar num papel com sim ou não
Sei que é difícil com tanta escolha assim
Propõem namorar num papel com sim ou não
Sei que é difícil com tanta escolha assim
Que vai fazer o João gostar de mim
O João olhar para mim
O João gostar de mim
Ele está a olhar para mim
O João olhar para mim
O João gostar de mim
Ele está a olhar para mim
O melhor do Mundo são as crianças (not!)
Ana brinca, durante aproximadamente uma hora, com uma menina no parque: correm juntas, abraçam-se, dão turras, esfregam-se uma na outra enquanto brincam e divertem-se imenso.
Eu e mãe da menina a contemplar a brincadeira das amiguinhas com ar enternecido.
Final de brincadeira. Cada uma de nós veste os casacos à crias, despedimo-nos, vou em direcção ao carro com o mesmo ar enternecido e ouço-a chamar-me:
- Ah, é verdade, esqueci-me de a avisar que minha filha está com piolhos, logo à noite veja a cabeça da sua, sim?"
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Mãegyver
Truque para parares de te encharcar em mousse de chocolate em festas de anos infantis
Festa de aniversário da filha de uma colega de mámen. Chegamos com a Ana, cumprimentamos toda a gente e a mãe da colega, avó da aniversariante, começa no quebra-gelo.
- Ah, está mesmo gira a vossa Ana!
- É a carinha do pai, benzá'Deus! Atéfazimpressão!
- Os olhos! Ah, os olhos: i-guai-zi-nhos!
- Toda ela, É toda, toda, toda pai.
- Carinha chapada.
- Até no corpo: toda magrinha, toda ela igual ao pai...
- Ah, está mesmo gira a vossa Ana!
- É a carinha do pai, benzá'Deus! Atéfazimpressão!
- Os olhos! Ah, os olhos: i-guai-zi-nhos!
- Toda ela, É toda, toda, toda pai.
- Carinha chapada.
- Até no corpo: toda magrinha, toda ela igual ao pai...
domingo, 23 de novembro de 2014
Top 3 de comentários sobre a polémica socratiana no facebook do Quadri # 1
Eu- Uma da manhã e o Relvas ainda não foi preso... O Carlos Alexandre passou pelas brasas, de certezinha.
Vera- Pois é, ainda falta o burro para completar o presépio da Carregueira!
Irina - O Sócrates não vai para a Carregueira porque lá só são admitidos licenciados...
Top 3 de comentários sobre a polémica socratiana no facebook do Quadri # 2
Eu- Uma da manhã e o Relvas ainda não foi preso... O Carlos Alexandre passou pelas brasas, de certezinha.
Maria- Tem que fazer um compasso de espera. Já não há calabouços 5 estrelas livres.
Maria- Tem que fazer um compasso de espera. Já não há calabouços 5 estrelas livres.
Top 3 de comentários sobre a polémica socratiana no facebook do Quadri # 3
Eu- Uma da manhã e o Relvas ainda não foi preso...
O Carlos Alexandre passou pelas brasas, de certezinha.
Rafaela- O Relvas não vale a pena ser preso: viu todas as temporadas de Prison Break e já tem as equivalências.
:)))))
Rafaela- O Relvas não vale a pena ser preso: viu todas as temporadas de Prison Break e já tem as equivalências.
:)))))
[Gostava de ter um blog-domingo-de-manhã]
[Gostava de ter um blog bonito: que as palavras saíssem perfeitas e escolhidas primorosamente mas eu escrevo num só fôlego, sempre a correr, os dedos a tentarem apanhar as ideias que a cabeça dita, mámen diz que pareço a Jessica Fletcher a escrever à máquina, às vezes como palavras, mas a falar também sou assim, dou o corpo às balas, dou erros de digitação, de espaçamento, dou calinadas, sou trapalhona, esqueço-me de colocar imagens a ilustrar os posts e já me disseram que assim é que devia ser, nunca poderia ter um blog bonito, não nasci para isto, não tenho conta de pinterest e sinto-me sempre meio ridícula quando comparo o meu instagram com os das bloggers que levam isto mesmo a sério e são perfeccionistas e, às vezes, gostava de ser assim mas, na maioria das vezes a máquina fotográfica está sem bateria carregada e nem sei onde enfiei o carregador, os meus pequenos almoços são um tédio, como torradas com manteiga quando tenho tempo para fazer torradas, cereais cheios de glúten aos fins-de-semana, às vezes saio de casa de manhã sem sequer comer, sempre a correr, tenho loiça quinada que não serve para decor de fotografias bonitas e a primeira coisa que a Ana faz, invariavelmente, quando se senta à mesa é enodoar-me a toalha, arregalo os olhos, a minha casa também está, muitas vezes, desarrumada, a gata na última semana descascou-me o sofá, está um belo nojo, até os meus bichos não são perfeitos- nada a fazer- percebi que é estrábica, a nossa gata Mimi, gosto ainda mais dela, eu tenho um fraquinho por imperfeições, na maioria das vezes pouso sacos no hall de entrada e às vezes esqueço-me deles ali, quando vim dos Açores a minha mala ficou por desfazer uma boa semana no meu quarto, tenho sempre loiça por lavar, acho que nasce nesta casa por geração espontânea, e nem sequer tenho máquina de lavar loiça, a Bimby avariou, chove lá fora e nem sempre tenho raios de sol a entrar pela janela, nem pela alma sequer, não estou sempre bem disposta, digo muitos palavrões, não gosto de comer sementes- já disse?- nem de correr, odeio correr, trabalho em 3 ou 4 sítios, não consigo responder a todos os emails nem comentários no blog, nem a todas mensagens no facebook nem a todos os emails, não é que seja mal criada, tenho sempre intenção de responder -juro!- mas não giro bem o meu tempo, ando sempre a correr, se não corresse teria tempo para pensar num blog de domingo de manhã mas acontece que ando sempre com pressa e quando não tenho pressa não quero saber do computador, da máquina fotográfica e de internet para nada, nem de quem está do outro lado, quero apenas ter um domingo de manhã bonito e sossegado com os meus, a Ana está linda a crescer e eu não cedo à tentação de a mostrar a toda a gente por aqui e às vezes custa-me porque, sem falsas modéstias, é objectivamente das miúdas mais giras que há por aí, outro dia uma senhora que lê este blog reconheceu-nos e disse que a miúda parecia a Leonor de Espanha e eu sorri, talvez nunca aqui tenha dito mas o meu melhor papel é o de mãe, talvez isto não seja óbvio para vocês, porque eu só lhe mostro a gadelha, mas é, também sou mais simpática ao vivo do que aqui, juro, não é por mal, é porque não tenho muito tempo nem paciência, não sou má pessoa, juro, sou é desorganizada e optimista e acho que consigo chegar a todo o lado e fazer tudo o que me pedem, mas não consigo, e fico frustrada às vezes, noutras encolho os ombros e resigno-me que nunca terei um blog de domingo de manhã e juro- sem ironia- que gostava, que lindos que são, são mesmo, mas depois eu não seria eu, este blog não seria meu e não se poderia chamar "Quadripolaridades" e escrevo este post de rajada, papel químico dos meus pensamentos, sem super ego a funcionar, sem censura, só para aqui desabafar.
Este é um blog-segunda-de-manhã, já atrasadas a sair de casa e a correr para o carro cheia de sacos a tira-colo, criança a berrar no colo, tupperware de massa com frango na marmita e pouco equilíbrio a segurar o chapéu de chuva com a outra mão.
Aguentam-me?]
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Autopsicoterapia
Putas everywhere
"putas everywhere
este blog chama-se putas everywhere porque é ainda a parte que ao longo do tempo se vai mantendo mais consistente entre o estar aqui e não estar em presenças intermitentes. este blog chama-se assim e eu continuo a concordar com a observação que fiz já vai para alguns anitos, elas andam aí. eu penso na puta da minha vida e gostava de fazer com ele uma coisa mais bonita mas sem sentir que o estou a polir, algo mais positivo porque eu preciso de ver o forro bonito dos dias por baixo das saias tempestuosas mas eu não sou positiva. eu sou pessimista, eu sou indecisa, eu ando no cavalinho da feira das mortes, eu vejo a minha família a ser dizimada. eu penso nisso todos os dias com o temor de um dia acabar um curso ou um ciclo ou uma fase ou fazer uma decisão mesmo mesmo importante sem que reste mais ninguém para me assistir. há dias em que queria chegar aqui e pensar em coisas diferentes. este blog chama-se putas everywhere e eu sinto que se abdicar do nome abdico da essência dele mas há roupa que nos deixa de servir, há pessoas que nos deixam de servir, há conceitos que não nos satisfazem mais e eu não quero que seja este nome, este título, a impedir-me de fazer algo melhor, de escrever algo melhor, por mim, porque acreditem ou não palavras para mim são mais que isso, são silver linings, são redenção."
Marianósky no seu "Putas everywhere"
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The Polo's next top blogger
sábado, 22 de novembro de 2014
Ex.mo. Departamento de Recursos Humanos da Octopharma
Também não percebo nada da indústria farmacêutica mas tenho ali um armário cheio de remédios.
Posso ser vossa consultora?
Posso ser vossa consultora?
Programas de fim-de-semana
José Sócrates acaba licenciaturas.
Carlos Alexandre- o juíz- detém altas individualidades.
Eu? Arrumo a casa... :/
A coerência de Sócrates
Sejamos justos: há uma certa coerência na vida de José Sócrates - licenciatura num fim de semana, a detenção num fim de semana, é comentadeiro ao fim de semana.
O homem deve ter um fetiche pelo descanso semanal.
sexta-feira, 21 de novembro de 2014
Encontramo-nos segunda-feira em Alcântara?
Lá estaremos das 09h às 19h: eu e a Sandra, quadripolares até à medula, para receber toda a gente que se queira inscrever como potencial dador de medula óssea (e/ou também doar sangue).
Pelo Salvador e por todas as pessoas que precisam de um transplante para sobreviver.
Gostava tanto de vos encontrar por lá! Vêm?
quinta-feira, 20 de novembro de 2014
O Natal por esta casa será com uma Aladinó overdose
Tirando isso, vomito Aladino por todos os lados!
Silogismo com teoria de conspiração quadripolar
Se a Duquesa de Alba desapareceu deste Mundo..
Se a perfil de Facebook da Pólo Norte desapareceu...
Então...
licencinha, sim?
Se a perfil de Facebook da Pólo Norte desapareceu...
Então...
licencinha, sim?
Tenho uma amiga...
... que trabalha no departamento de Recursos Humanos de uma empresa que está a recrutar.
Esse gato tem problemas (graves) de flatulência.
Tenho uma amiga que se diverte horrores a ver a reacção dos candidatos a praxes mal cheirosas na sala de espera antes de serem entrevistados.
Silogismo existencial
Se o facebook bloqueou a página de perfil da Pólo Norte porque diz que ela não existe
Se o facebook é que sabe tudo sobre o Mundo
Logo...
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quem quarailho está a escrever este blog?
Proposta de upgrade ao dia do pijama
Invente-se o dia do robe de banho e da toalha em versão turbante no cocuruto.
Com banhinho tomado incluído.
Para todos, com especial enfoque nas pessoas que usam transportes públicos.
De nada.
Com banhinho tomado incluído.
Para todos, com especial enfoque nas pessoas que usam transportes públicos.
De nada.
quarta-feira, 19 de novembro de 2014
Os quadripolares invadem a televisão
Conheci-os a propósito deste blog. E quando me contactaram da Fremantle a perguntar se conhecia putos giros que tivessem sonhos por realizar, pensei logo nos Bieber-Portugueses quadripolares.
E eles fora. E, grizaram imenso, não deixando ficar mal a comunidade quadripolar.
Beijinhos ao Pedro e ao Luis (e um maior à Rossana, quadripolar honorária e mana babada, que, a partir de Luanda, pôde assim matar saudades dos pestinhas).
Espreitem aqui.
"O que é que ainda aí estás a fazer?"- perguntou-me o meu pai*
E o meu pai talvez me tenha perguntado isto porque, infelizmente, sabe muito pouco de mim. O "aí" dele referia-se a Portugal e a pergunta vinha no desenvolvimento de uma conversa acerca de carreiras promissoras no estrangeiro, o quanto ela acha que eu me estou a desperdiçar por "aqui" e o Mundo de oportunidades que conhece em todo o lado, nomeadamente, no país para onde ele próprio emigrou há uns bons anos. O meu pai diz-se um cidadão do Mundo: já viveu em Inglaterra, na Nova Zelândia, em Nova Iorque e, agora, mudou-se de armas e bagagens para São Paulo. E acha que este país não me merece, que eu tenho tanto, imenso potencial, que sou boa demais para aqui viver. "Estares aí é dar pérolas a porcos"- diz-me.
O meu pai sabe muito da vida profissional, de trabalho, de negócios, de oportunidades mas sabe pouco de amor, talvez- só assim justifico- por isso insista em perguntar-me via chat "O que é que ainda aí estás a fazer?"
Acho que nunca deve ter lido aquela crónica do Miguel Esteves Cardoso onde a sua mãe lhe incita que olhe para o ar de felicidade dos turistas assim que chegam nos autocarros vindos do aeroporto e descem no Estoril, respirando o ar com maresia, semi-cerrando os olhos desabituados que estão do sol e lhe relembra que ele vive no sítio maravilhoso para onde muita gente poupa um ano inteiro para poder passar férias. Sinto o mesmo.
A conversa com o meu pai continua. Falo-lhe do amor. Ele confunde-se, é matéria da qual ele sabe pouco, este homem sem raízes, sem gente que ama, sem passado. Pergunta-me se o que me prende é a minha mãe e fala-me do skype e de viagens em companhias low-cost, relembra-me que os meus avós já morreram e que nada me prende, efectivamente, a Portugal, sublinha que mámen tem uma especialidade altamente empregável e termina com o argumento de que a Ana é pequenina e portátil, ainda não está em idade escolar, e que depressa se adaptaria à vida em qualquer outro lado "melhor".
Eu gosto da minha vida no meu país. Não aspiro aos parâmetros de qualidade de vida que levaram muitos dos meus melhores amigos a emigrarem. Não os coloco numa hierarquia em que sinta que o que tenho em Portugal é altamente lesivo. Em que me sinta em posição desfavorecida. Para dizer a verdade sinto, precisamente, o contrário.
Aqui tenho tudo o que preciso para ser feliz: a minha mãe à distância de 2 minutos de casa se precisar de um colo para chorar, a Marginal todos os dias quando regresso do trabalho, o mar como companheiro, o cozido à portuguesa aos domingos na casa da minha tia, a luz de um céu irrepetível (não se trata de calor, é a luz e eu sou uma pessoa muito dada a "foto-depressões"), o crescimento da minha prima, quase adulta, os rituais de sempre nos sítios que sempre me pertenceram, o pastel de nata de manhã no café do Sr. Augusto, os bolos de aniversário da Alves e Alves e os fins de semana de manhã a ir buscar bolos à Sacolinha, quinzenalmente aos domingos o mercado, os gelados do Santini enquanto desço a Rua Direita, um concerto do J. P. Simões à mão de semear, o passeio entre o Guincho e o Cabo da Roca em tardes de telha, o parar para comprar fruta da época não normalizada em vendedores ambulantes na berma da estrada e o pão com chouriço no caminho para a Ericeira.
O meu pai não percebe. "Com o dinheiro que ganharias fora daí, podias ter uma vida muito melhor: uma casa maior, um melhor carro, não tinhas que te preocupar a contar dinheiro e a fazer escolhas para comprares o que te apetece. A miúda tinha apoios estatais na área da saúde, educação, poderias ter acesso a muitas outras coisas, uma vida melhor."
Talvez peque por, aos olhos do meu pai, ser poucochinha e pouco exigente no que peço da vida. Claro que se passasse necessidades, se a minha qualidade mínima de vida estivesse comprometida, seria obrigada a partir. O que o meu pai não percebe é que eu não procure uma vida "melhor", desconhecendo ele que não aspiro a nada que me pudesse fazer tão mais feliz que compensasse a minha mudança de altitude e latitude.
"Não preciso de ter acesso a mais nada: sou eu que vivo no sítio para o qual tu poupas para vir passar férias. Tu desejas um travesseiro da Piriquita o ano todo, eu não salivo de cada vez que penso em algo que comi numa qualquer viagem que tenha feito. Posso ter memórias boas delas mas não salivo por um cupcake do Magnólia, onde está a minha amiga Eileen, nem sinto saudades que me façam o coração apertado por voltar a Vianden, perto do sítio onde mora a minha amiga Xana. Porque eu não tenho o coração biforcado entre o sítio onde pertenço e o sítio que escolhi. Porque eu escolho permanecer aqui, no sítio onde pertenço."- remato.
"Não preciso de ter acesso a mais nada: sou eu que vivo no sítio para o qual tu poupas para vir passar férias. Tu desejas um travesseiro da Piriquita o ano todo, eu não salivo de cada vez que penso em algo que comi numa qualquer viagem que tenha feito. Posso ter memórias boas delas mas não salivo por um cupcake do Magnólia, onde está a minha amiga Eileen, nem sinto saudades que me façam o coração apertado por voltar a Vianden, perto do sítio onde mora a minha amiga Xana. Porque eu não tenho o coração biforcado entre o sítio onde pertenço e o sítio que escolhi. Porque eu escolho permanecer aqui, no sítio onde pertenço."- remato.
Imagino-o a ruminar "não tem acesso a uma data de facilidades, a uma data de coisas..."
O único acesso a que eu faço questão de ter direito é aquele pedonal que liga o bar do Guincho à praia, pés na areia no Verão, manta sobre os ombros no Inverno, beijos na fronte dados pelo homem que escolhi, olhos no céu estrelado para ensinar a minha filha a magia de se pedir desejos às estrelas.
Ele continua a achar-me "conformada" como se isso fosse uma coisa má. "Sedentária" e revira os olhos- sei-o bem. Não percebe que não é uma questão de conformismo mas de escolha. Calha eu conseguir, sem esforço, ser feliz no sítio onde pertenço, reitero.
"O que é que ainda cá estou a fazer, pai?" Estou a ser feliz com o muito que tu achas pouco.
Não sou nómada, nasci para ficar.
(*repost a pedido de uma leitora do blog)
Não sou nómada, nasci para ficar.
(*repost a pedido de uma leitora do blog)
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Assuntos de Família
terça-feira, 18 de novembro de 2014
Quando a decoração fala por nós
Hoje fui à Móvel Vivo, loja parceira da nova Associação desde o minuto um, marca quadripolar até à medula, companheira assídua de várias batalhas.
E apaixonei-me pela manta "wrap me around you " e pelas almofadas falantes:
E apaixonei-me pela manta "wrap me around you " e pelas almofadas falantes:
Não são maravilhosas?
PPC pack família
A ideia (desta vez) não foi minha. Foi de uma leitora do Quadripolaridades que decidiu inscrever os filhos no PPC. Enviou-me um email a explicar-me:
E pronto, quem quiser seguir o exemplo da Ana e inscrever os miúdos poderá fazê-lo com uma condicionante, deverá identificá-los no formulário, seleccionando a respectiva opção:
Façam-no aqui: http://quadripolaridades.com/ppc/
"Inscrevi os dois miúdos. Teclam mais que o que escrevem à mão. Nunca se sentaram de caneta numa mão e mão no queixo na outra, a pensar na mensagem que querem dizer a alguém, nunca apertaram a letra para caber tudo o que sentem e querem escrever no espaço limitado de um postal. Nunca colaram um selo com cuspo. Não sabem distinguir destinatário de remetente. Nunca esperaram com borboletas na barriga a chegada do carteiro, nunca abriram a caixa do correio e apertaram um envelope fechadinho e secreto contra o peito. Foi por isso que inscrevi os miúdos e eles já estão em pulgas para que se dê o seu primeiro PPC. Desculpa a ousadia, Pólo. Mas já está! É Natal e ninguém leva a mal, certo? ;) Um beijinho, Ana Isabel"
Façam-no aqui: http://quadripolaridades.com/ppc/
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PPC 2014
Cada um deseja o futuro do prato que preferir...
A minha prima é gira que se farta e uma paciente do meu tio decidiu elogiá-la numa fotografia que o pai postou no seu facebook.
Eu só acho que, mal por mal, podia ser um futuro sushi ou chicken korma, sei lá.
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Avé Facebook
A magia de começar
Há um entusiasmo irrepetível no início de novos projectos.
Todas as possibilidades estão em aberto, todas as energias estás concentradas e todos os intervenientes alinhados.
Ainda não temos sede física para a nova Associação (andamos à procura de uma em Lisboa, vamos a ver...) mas a Móvel Vivo já nos ofereceu a primeira peça de decoração para ela!
E não podia trazer melhor agouro.
(E foi difícil escolher uma almofada apenas, porque a nova colecção de almofadas falantes é qualquer coisa de fabuloso...)
segunda-feira, 17 de novembro de 2014
Coisas boas de se chegar a casa
A Ana a correr para a Maria Emília e a cantar-lhe, enquanto a embala, "Mimi, danchava xó pa mim"...
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Mãegyver
A EXPERIMENTAR | Workshops ministrados pela Prochef Agency
Foi no sábado de manhã e saímos de lá a salivar tanto, tanto, que dá para descrever.
O convite veio do meu Clube VII do coração que, em co-organizaçao com a Prochef Agency, dinamizou um workshop de massas fabuloso, com a supervisão chefe José Serrano que vocês podem conhecer em http://www.thepersonalchef.pt/.
Fotos da autoria da minha partner no crime: Sandra Alves
E, voilá, saí de lá com três receitas fáceis de confeccionar e que irão impressionar os meus convivas, mas assumo que fiquei a babar por mais gnocchi com trufas e frango.
Se quiserem que partilhe convosco, avisem!
O Clube VII organizará mais dois workshops em parceria com a Prochef Agency sobre Hamburguers Gourmet (dia 29 de Novembro) e Doces de Natal light (20 de Dezembro). Pedidos de informação e inscrições deverão ser feitas por aqui.
Encontramo-nos lá?
Frequentar um workshop de hidratos de carbono (e sem culpa)
Quem? Workshops da Prochef Agency
Onde? Consultar agenda
Contacto: Pelos telefones 912 016 694 | 912 052 501
Saber mais? http://www.prochefagency.com/
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