quinta-feira, 27 de novembro de 2014

A CONHECER | Agendas que enchem corações




"Olá Polo Norte, 


Eu sou a Filipa, uma Pólete assumida. Escrevo-te agora porque sei da tua vertente solidária. Sou mãe de dois filhos, o Lourenço que tem quase dois anos, faz em Dezembro, é quase da idade da Ana. E o Sebastião, que está quase a fazer dois meses. 

Quando estava grávida do Sebastião, soube que tinha uma cardiopatia, transposição dos grandes vasos, as artérias aorta e pulmonara estavam trocadas. Quando o Sebastião nasceu, tivemos que desfazer esta confusão que a natureza fez, uma semana depois de nascer o Sebastião foi operado (uma cirurgia que durou um dia inteiro! nem te conto como estava o meu coração!) , e depois de quase um mês de internamento o Sebastião está aqui fino, todo kickass para as curvas. Erro da natureza corrigido, o Sebastião tem uma rica, longa e saudável vida pela frente.

 O meu filho foi operado no Hospital de Santa Cruz, e apresentou-me uma realidade que eu não conhecia, a Cardiologia Pediátrica deste hospital. Foi muito bem tratado, o Hospital tem uma equipa assim absolutamente TOP, recursos humanos espectaculares. Maaaas, no que às infra estruturas e logística diz respeito este hospital tem algumas limitações. 

A Associação Coragem Minicor (http://associacaocoragem.webnode.pt/), formada por pais, medicos, enfermeiros e amigos, tem vindo a ajudar no que é necessário. Participou na renovação dos cuidados intensivos de que o meu filho beneficiou, ajuda na aquisição de equipamento e apoia pais durante o internamento dos filhos. 

Esta é uma realidade cruel, sabias que um em cada cem crianças tem uma cardiopatia (das mais às menos graves, claro!)? 

Este hospital é dos poucos a nível nacional especializado em cardiologia pediátrica e recebe crianças de todo o país, com elas chegam os pais, desterrados às vezes durante meses (eu não tive esse problema, moro perto!), há pais que não têm condições económicas para a estadia, os apoios sociais são limitados, e chega a haver pais que dormem no chão ao lado dos filhos durante semanas, a Associação Coragem apoia estes pais. 

-*Depois de o meu filho ter sido tão bem tratado, sinto uma necessidade de me mexer e ajudar para que estas crianças possam ter cuidados, e os pais apoiados, acredita que só queremos os nossos filhos bem, se passamos por dificuldades azar! 

Afinal, estas coisas não acontecem, mesmo, só aos filhos dos outros. Aconteceu ao meu. 

Para desenvolver este projecto a Associação Coragem recolhe donativos nesta altura do ano através da venda de Agendas 2015 (dá sempre jeito uma agenda, nem que seja para oferecer a alguém agora no Natal), aqui estou eu então a pedir que divulgues esta venda. 

Caso possas, e aches pertinente, apenas que publicasses no blogue e/ou página do facebook eu agradeço.. Podem contactar-me eu envio as agendas por correio e recebo por NIB, no fim entrego tudo à Associação. 



Os meus filhos, eu diria, os nossos filhos, agradecem ; )



Só mais uma coisa, bem sei que todo o ano existem pedidos para as mais variadas causas, uma pessoa põe o pé na rua e pronto. Ainda mais nesta altura do ano, mas caramba, eu conheci esta causa, vivi-a, não posso estar indiferente, pelo menos a pedir. Se não tiver efeito, tentei. Outros houve que um dia fizeram alguma coisa em prol do meu filho, seria uma grande e egoísta avestruz se agora não tentasse. 




Para comprar as agendas, é só entrar em contacto para o meu mail: filipa.fmarques@sapo.pt. Cada agenda são 5 euros. 




Um grande beijinho à família Polo Norte"


Todos a comprar agendas à Filipa!

terça-feira, 18 de novembro de 2014

Cada um deseja o futuro do prato que preferir...


A minha prima é gira que se farta e uma paciente do meu tio decidiu elogiá-la numa fotografia que o pai postou no seu facebook.

Eu só acho que, mal por mal, podia ser um futuro sushi ou chicken korma, sei lá.

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

A EXPERIMENTAR | Workshops ministrados pela Prochef Agency

Foi no sábado de manhã e saímos de lá a salivar tanto, tanto, que dá para descrever. 
O convite veio do meu Clube VII do coração que, em co-organizaçao com a Prochef Agency, dinamizou um  workshop de massas fabuloso, com a supervisão chefe José Serrano que vocês podem conhecer em http://www.thepersonalchef.pt/. 








Fotos da autoria da minha partner no crime: Sandra Alves


E, voilá, saí de lá com três receitas fáceis de confeccionar e que irão impressionar os meus convivas, mas assumo que fiquei a babar por mais gnocchi com trufas e frango. 
Se quiserem que partilhe convosco, avisem!

O Clube VII organizará mais dois workshops em parceria com a Prochef Agency sobre Hamburguers Gourmet (dia 29 de Novembro) e Doces de Natal light (20 de Dezembro). Pedidos de informação e inscrições deverão ser feitas por aqui. 

Encontramo-nos lá?




Frequentar um workshop de hidratos de carbono (e sem culpa)


Quem? Workshops da Prochef Agency
Onde? Consultar agenda
Contacto: Pelos telefones 912 016 694 | 912 052 501
Saber mais? http://www.prochefagency.com/

Eu, prematura.

Imagem Martisses


Nasci de quase sete meses. Mais coisa menos coisa, nos anos 80 não havia ecografias nem se falava de semanas de gestação. Quando estava grávida da Ana a minha mãe tentou fazer contas. Diz que nasci de 30 semanas, menos quatro do que veio a nascer a minha filha, também ela prematura,
O rótulo de prematura deve ser a única coisa semelhante na minha história e na da Ana. Tudo o resto foi diferente, tão diferente, provando que não há duas histórias iguais. 
Quando as águas rebentaram à minha mãe, naquele Julho de 1980, foi para o hospital da área de residência. Devido à prematuridade do parto não a aceitaram no banco de urgência e transferiram-na para a Maternidade Magalhães Coutinho, onde vim a nascer. Tinha 1 Kg e pouco, não me mediram, ou, pelo menos a minha mãe não se lembra. Para agravar a situação trazia de bónus uma malformação no tubo neural. Só desgraças. Ninguém deu os parabéns à minha mãe, no dia em que eu nasci,
A minha mãe chorava. Muito. Recebeu-me no mundo entre lágrimas e soluços, depois da parteira se ter recusado a dizer-lhe o sexo do seu bebé recém-nascido porque "nem vale a pena saberes, filha, que isto é para morrer". "Isto" era eu. 
Meteram-me numa incubadora para descargo de consciência. O prognóstico era feio. Não deixaram a minha mãe ver-me logo e quando o meu pai chegou com flores na mão, depressa deixou cair o ramo, tal o cenário de horror traçado: "Vai ter que acalmar a sua mulher que com os nervos quis levantar-se para ver o bebé, que está na incubadora noutra sala, e rebentou os pontos todos.". Mais de vinte, 
A minha mãe berrava, queria ver-me, queria tocar-me, queria cheirar-me e não deixavam. O meu pai queria a família dele, novinha em folha, e não a podia resgatar para casa. Eu na incubadora, a perder peso, à espera que os desígnios se cumprissem: "se morrer é uma benção que Deus lhe dá". 
Deram alta à minha mãe. Mandaram-na para casa de colo vazio. Tinha vinte anos, coitadinha, voltou para casa despejada da sua maternidade: "Vocês são novos, vão para casa e deixem-na aqui connosco que nós cuidamos dela até que se vá. Vocês são novos, depressa poderão ter outro filho". A minha mãe nunca parou de berrar, soluçar, chorar de dor, de raiva e de colo vazio. Secou-lhe o leite com os nervos. Não queria outro. Queria-me a mim.
Em casa pararam para pensar. Resgataram-me daquele hospital onde não me faziam a cirurgia essencial para eu sobreviver devido ao meu baixo peso, ao pronúncio que a prematuridade não me deixasse resistir a uma operação tão complexa e demorada. Assinaram o termo de responsabilidade. Pediram uma ambulância emprestada ao quartel de bombeiros onde o meu pai era voluntário e levaram-me para o Hospital Pediátrico de Coimbra, onde, após uma viagem com paragens cardíacas e reanimações várias, me receberam fraquinha e pequenina, franzina e prematura mas sempre resistente. 
Operaram-me com 15 dias de vida, ainda mais magrinha do que quando nascera, A seguir tive uma meningite. Fiquei lá por dois meses, com visitas aos fins-de-semana dos meus pais, que viviam longe e tinham que trabalhar para me sustentar. Todos os dias a minha mãe ligava para o hospital e chorava a minha distância, a minha recuperação, o seu colo vazio.
Depois desses dois meses, pode encher o seu colo, que independentemente do peso dos filhos, fica sempre cheio. Trouxe-me para casa. Tirou-me as primeiras fotografias. Pesava, aos quase três meses, o peso normal de um recém-nascido. A minha mãe só pode ser mãe de colo cheio já eu tinha nascido há quase três meses. Nunca ninguém lhe deu os parabéns pelo meu nascimento. 
O que ninguém sabe é que, desde sempre, estamos ligadas. Desde que saí das suas entranhas. Não houve hospitais, incubadora, fios, tubos, ambulâncias, auto-estradas e estradas nacionais, mamas secas, tempo ou distância que nos separasse ou o que quer que seja que tivesse beliscado a nossa relação umbilical, de pele, osmose, de entranhas. 
Por isso hoje, no Dia Mundial da Prematuridade, as minhas palavras, aquelas que lhe são devidas desde aquele dia 17 de Julho de 1980 são para ela:

"Parabéns, mãe!"

sábado, 15 de novembro de 2014

Afinal, caraças, temos uma música! (Obrigada, Spotify!)


Conhecemo-nos em 1998. Começámos a namorar em 1999. Namorámos muitos anos. Casamos. Descasámos. Recasámos. Tivemos a Ana. A Ana e o pai tem uma música na banda sonora das suas vidas. Eu e a Ana temos uma música na nossa relação umbilical. Mas, quando nos perguntavam, a mim e a ele qual era a nossa música perdíamos num sem número de músicas que se ouviam no final dos anos 90, início de 2000 e não chegávamos a qualquer conclusão.
Hoje, a ouvirmos o Spotify lembrámo-nos de procurar álbuns cujos CDs tínhamos quando começámos a namorar, E esta música, enterrada nas catacumbas da nossa memória, começou a tocar nas colunas do computador, tão longe das colunas da minha aparelhagem gigantone no meu quarto de solteira, tão longe do auscultador do meu telefone de disco para onde ele me ligava dos Açores antes de dormirmos, mas tão nossa.
E olhámos um para o outro, enquanto arrumávamos a cozinha a ouvir a música, aquela música, e a letra saia-nos dos lábios, tão fresca, tão presente, tão perto, tão nosso. E dançámos agarrados, entre loiça no escorredor, pão a fazer na máquina e a Ana a dormir a sesta. Tão longe da vida dos tempos de namorados. Tão mais felizes.
Hoje reencontramo-nos com a nossa música.
Aguentem a fofi-melosó-parolice!



A che serve piangere
Rinunciare a vivere
Resta qua se ti va
Non pensare, abbracciami
Lasciami sognare
La tua pelle morbida
Voglio accarezzare
E finche non avro
Anche l'anima
Io saro sempe
Sulla tua scia
Non puoi fuggire
Perche sei mia
Perche ti voglio
Perche mi vuoi
Un mondo si apre
Intorno a noi
E se vorrai crederlo
Io saro l'angelo
Che non ti abbandonera
Quando sul tuo viso
Non vedra risplendere
Dolce il tuo sorriso
E finche non avro
Anche l'anima
Io saro sempre
Sulla tua scia
Non puoi fuggire
Perche sei mia
Perche ti voglio
Perche mi vuoi
Tutto sarai per me
Perche ti voglio
Perche mi vuoi
Un mondo si apre intorno a noi
Un mondo si apre intorno a noi

Uma pessoa acorda com um cenário parecido com este



(A Ana quer comer de beijos a Maria Emília)

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

A EXPERIMENTAR | VOLTAR SEMPRE À DEPILAÇÃO A LASER ALEXANDRITE NA DORA

Quatro sessões depois e tenho a pele como um peitinho de frango: li-si-nha! Deixei de ser a Ursita Wurst cá do burgo. 
A Dora diz que tenho eu cá voltar para garantir que as hormonas não são mais espertas que o laser mas eu até não me importo porque sempre que vejo a Dora meter os óculos de soldadora e agarrar na manápula da máquina de laser como se fosse uma manete de uma bomba de gasolina escangalho-me a rir às gargalhadas de tal forma que ganho o dia.
A Dora continua boa. E gira. Irrita-me um bocado. Os gajos é que ainda não a descobriram senão garanto-vos, minhas amigas, que o gajedo andava todo depenado.
E eu hoje enchi-me de coragem e perguntei à Dora se ela fazia um desconto cartão jovem, preço especial amigo, para uma série de pessoas que me enviam emails a perguntar pelos serviços dela e contactos. Dito, feito, almoçámos juntas e entre uma espetada de lulas e um doce espectacular ali no restaurante "Apeadeiro" de computador em cima da mesa, bolámos uma fantástica promoção.


A Dora diz "quadripoletes" em vez de póletes e não me apeteceu corrigi-la, que é por causa das tosses!
As marcações devem ser feitas,,  por e-mail (doracrsilva@gmail.com) porque ninguém avança para tratamento sem questionário de despiste e no assunto do email devem dizer "Dora- a miúda que a pele adora!. Pronto, a Dora não sabe desta parte do código-pólete mas vai ficar a saber!
Isto não é um concurso mas ficam a saber que se quiserem conhecer e likar na página da miúda devem ir aqui. Ah, o desconto só é válido para marcações realizadas até ao fim do mês de Novembro.
Se não quiserem agasalhem-se no pelume que o Inverno promete ser rigoroso (blherckkk!).


Sempre às ordens.

terça-feira, 11 de novembro de 2014

Uh lá lá!


"Minha querida Polo, mais um pontinho para a Cruzada Quadripolar. É o Castelo de Villandry no Vale do Loire em França Gosto bues de ti beijokas. Teresa"

Bisous, querida Teresa!

domingo, 9 de novembro de 2014

A CONHECER | Rita Correia

Por altura do primeiro aniversário da Ana a Rita fez-nos chegar o seu livro amarelo, cheio de corações encarnados perdidos entre as páginas, que se tornou um dos livros preferidos da Ana.
Hoje, a propósito do aniversário da Maria Clara, a Rita deslocou-se à festa para dinamizar uma hora do conto. E que surpresa!
A Rita é a verdadeira artista; ela desenha, ela escreve, ela é uma contadora de histórias, ela canta. Ficámos de coração cheio quando, terminada a história, a na saiu-se com um "Pai, compa o livro!"
E comprámos.
O livro verde cor da esperança para a Ana e outro para a minha sobrinha Catarina e um amarelo para a Mariana. E mámen comprou-me uma ilustração maravilhosa com ursos e abraços. E ainda tivemos direito a um puzzle fabuloso.
E só não trouxemos a Rita para casa porque a Júlia e o Jaime- os seus filhos- não deixaram...





Quem ainda não conhece a Rita deve fazê-lo aqui.

Vão daqui os parabéns para a Maria Clara e para a Rosália que me deu a conhecer esta maravilhosa ideia de hora do conto da Rita em festas de aniversário que irei, com toda a certeza, replicar numa próxima festa de anos.

Um bocadinho de Psicologia à la carte

"




Ah e tal, mas sabes que os teus pais vão ter que morrer um dia, qual é a celeuma do anúncio da Fidelidade?"
O evitamento do pensamento relativamente a eventos traumáticos que projectamos é uma belíssima estratégia de sobrevivência emocional (e não falo de "coping" para não vos dar seca...).
Quem é a Fidelidade para me fazer abdicar dela?

sexta-feira, 7 de novembro de 2014

Por falar em legionellas

O mundo divide-se entre as pessoas que dizem bactéria e as que dizem báctéria.

Tem cuidado com o que desejas, Pólo Norte

Amanhã estou de prelectora num colóquio em Vila Franca de Xira.
Tive o dia todo consumida porque ainda não preparei nada para não fazer má figura (nada mesmo).
Pensei: epá, poda acontecer uma coisa qualquer, uma ameaça de bomba daquelas de gozo, uma dor de barriga aos organizadores que fizesse com que o evento tivesse que ser adiado, qualquer coisa, enfim...
Diz que há uma bactéria na água do concelho.

Está legal.
Se fosse a algumas pessoas começava a ter medo de mim...

quarta-feira, 5 de novembro de 2014

A Nova Associação*

Está a ganhar forma.
 
E eu estou inquieta para vos contar tudo em primeira mão. Falta só um bocadinho.
 
(Respondendo de uma só vez a todas as pessoas que me têm enviado emails e mensagens manifestando a intenção de se juntarem aos trabalhos peço que me adicionem aqui).


 
 
 
* Sim, já tem nome e logotipo e imagem e tudo mas ainda não vos posso desvendar... 

terça-feira, 4 de novembro de 2014

Não ter medo do ridículo é...

... estar no trabalho, chover lá fora, não trazer chapéu-de-chuva e estar prestes a sair com o que a Ana da "Tell me a store" trouxe-me há pouco de presente para a minha Ana.
Meus amigos, se virem uma loira com um chapéus com bonecas lindo, lindo, igual ao da imagem: sou eu!

Da Vinci versão facebook


segunda-feira, 3 de novembro de 2014

100 Quadripolares que vale a pena conhecer # Paulo (21)

Estava à espera do Paulo no aeroporto.
Nunca vira o Paulo antes mas já gostava dele há muito como se a presença fossse um mero acessório na nossa história. De facto, é.
A primeira vez que ouvi falar do Paulo foi em 2012 numa das iniciativas mais gira já promovidas a propósito deste blog: a organização de recolha de possíveis dadores de medula óssea em todos os Distritos do País. Foi overwhelming!
O Paulo ficou responsável por dinamizar um determinado distrito do país e foi o maior sucesso. E foi logo ali que fiquei fã da sua proactividade, generosidade, capacidade de acção e dinamismo.
Ao longo deste tempo fomos conversando amiúde, comentando status um do outro, picando-nos com o mesmo tipo de humor “fininho” e corrosivo, politicamente incorrecto e despreocupado. Há uma certa excentricidade que me une ao Paulo, um certo "i don't care" caprichoso, uma atitude anti-herói que nos une.
Depois o Paulo ajudou uma das pessoas para quem eu pedi ajuda. E há uns tempos desafiou-me para avançarmos com a associação. E agora, quando lhe disse que gostava de ajudar a Mariana, retirando o valor necessário para a cadeira do montante que ele me tinha disponibilizado para o arranque da associação surpreendeu-me com a oferta desse valor para a compra da cadeira da Mariana.
O Paulo é o herói mais anti-herói que eu já conheci. Tem o coração do tamanho do Universo mas diz palavrões. Ajuda sem olhar a meios e não é bonzinho. Tem uma generosidade ímpar mas reclama muito. E não quis fazer discursos, nem tirar fotografias nem nada. Só abraçar, assim meio sem jeito, a Mariana.
Viajar para os Açores com o Paulo, recém-conhecido em carne e osso ali, no terminal de partidas do aeroporto, foi um privilégio. "Mas tu vais viajar para os Açores quase num blind date?"- perguntaram os meus amigos.
É difícil explicar que, mesmo sem ter visto o Paulo antes, já o conhecia muito bem.
O Paulo é um herói anti-herói, uma das melhores pessoas que já conheci e, por isso, provavelmente a única pessoa com quem eu poderia embarcar numa aventura como a que aí vem.
Obrigada, "Mr. Fantastic"!


[Obrigada Paulo por esta amizade que começámos agora e que promete muitas e boas aventuras.
Vou apertar o cinto! E treinar as gargalhadas.]

Uma aventura no aeroporto (nas partidas)

Os senhores da loja não tinham a cadeira imediatamente disponível. Depois tinham que adaptar o joystick para o lado esquerdo que a Mariana é canhota. Depois estávamos em cima da hora e quando estava tudo arranjado só havia tempo para me entregarem a cadeira... directamente no aeroporto.
Os multibancos ainda não permitem que se levantem quantias avultadas, pelo que, assim que o Paulo chegou foi ver-nos a sacar de um maço de notas, assim à antiga, e entrega-los aos empregados da loja, ali, no terminal das partidas.
A cadeira não estava embalada e estava toda montada e empurra-la até ao check-in manualmente era uma tarefa árdua. Que fez, Pólo Norte?
Sacou da sua experiência prévia em condução de cadeiras de rodas e foi de fazer um test-drive. À antiga: com velocidade ("ahhhh, coitada, deve ter sido um acidente!"), a andar na passadeira rolante ("também deve ser avariadinha da cabeça para além de andar na cadeira, pobrezinha, já viste que ela parece uma maluquinha a conduzir aquilo?"), a galgar na rampa, tudo, tudo, tudo.
Pelo que, sim senhora, a cadeira é top, tem duas velocidades, atinge 7,5 Km/hora, faz curvas que é um primor e teria sido uma experiência muito positiva este test-drive pelo aeroporto todo até ao balcão de check-in da SATA não fosse aquele pequeno incidente de quase ter morto do coração as hospedeiras de terra que correram até mim para me prestar apoio assim que me viram chegar e eu ter-me levantado da cadeira, ligeirinha e a andar, proclamando: "Milaaaaaaagre!".


O que me encanita...

... não é o "gay e trabalhador" nem a repetição desses dois requisitos que soa a desespero, nem o cão carinhoso (seja lá isso o que for).

O que me encanita é o pagamento do "calção com entrada imediata".

domingo, 2 de novembro de 2014

O Mundo divide-se entre...

... quem gosta de canja feita com arroz e quem a prefere confecionada com massa de pevide.
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