sexta-feira, 25 de setembro de 2015

Querida TAP, querida SATA, a culpa é vossa que me habituaram mal

Estou a recuperar do choque de assistir ao pessoal de bordo da Ryanair tentar impingir raspadinhas aos passageiros.

Glup!

segunda-feira, 21 de setembro de 2015

Aos meus amigos que foram jantar lá a casa na última sexta-feira um agradecimento e uma promessa

Obrigada por fingirem que o peru no forno estava bom mesmo depois de dois rounds no forno.

Prometo que no próximo jantar o cozinheiro será mámen!

O fim do Mundo está para breve

No próximo fim-de-semana irei assistir a um recital de poesia... japonesa.

sexta-feira, 18 de setembro de 2015

Uma nova tendência newborn

Há quem inscreva os recém-nascidos como sócios de clubes de futebol mal eles nascem.


A última tendência é quadripolarizá-los logo na maternidade: olhem só que coisa mais linda da tia ursa!

 
 

Preciso taaanto disto!

A CONHECER| Projecto fotográfico "Amor temos que ir a Viana"


Fotografia na Vogue Itália da autoria de uma talentosa fotógrafa portuguesa- Diana Mota.
"Amor temos que ir a Viana"- comovo-me com a recriação do traje minhoto nesta produção de moda.
Estou maravilhada!

sábado, 12 de setembro de 2015

A ASSISTIR | THE TASTE

Ando viciada no "The taste" da SIC Mulher.
E à pala disso ando com uma galga que só visto...


  


Assistir a um programa de culinária diferente

O quê? The taste
Onde? SIC Mulher

E a minha carreira blogosférica atinge o auge

Serei mandatária de um candidato a Presidente da República.

sexta-feira, 11 de setembro de 2015

Que espirituoso que anda o mocinho

A Ana acordou com a ideia fixa de que queria um dragão. Enquanto eu fazia o pequeno-almoço e o pai a vestia no quarto, tentou abordá-lo:

- "Pai, compras-me um dragão?"

- "Não posso, filha!"

-"Porquê?"

Passos de mámen e a sua cabeça a espreitar pela porta da cozinha:

-"Como é que eu lhe explico que o mercado de transferências está fechado?"

quinta-feira, 10 de setembro de 2015

É para o que eu estou guardada...

SMS minha para mámen: "Atrasada. VFNO?"

Resposta dele: "Vai-te Foder Nas hOras. Acertei?"

...

...

...

...

A PROVAR | Tabbouleh do ALDI


A culpa é da Luna  e  também deste Tabbouleh, ambos culpados de estamos a ficar viciados no ALDI.




Provar um tabbouleh delicioso

Quem? Tabbouleh
Onde? Lojas ALDI

O Mundo divide-se entre...

... quem, mesmo que não frequente a escola há mil anos, continua com o chip que o ano começa em Setembro e os outros.

quarta-feira, 9 de setembro de 2015

Miscelânea de pensamentos ou O Inferno (não) são os outros



Existe, em Psicologia, um teste chamado "TST- twenty statement test" que serve para medir o auto-conceito. O testo é simples: numa folha branca existe a pergunta "Quem sou eu?" e os respondentes são convidados a preencher 20 linhas numeradas de 1 a 20 com as suas respostas. Regra geral, as pessoas tendem a definir-se segundo 4 grandes categorias: atributos físicos (ex: "sou alta" ou "tenho olhos castanhos"), papéis sociais (ex: "sou mãe") , traços de personalidade (ex: "sou segura" ou "sou impaciente") ou questões existenciais (ex: "sou uma pessoa").
Lembro-me de ter preenchido este teste numa aula da faculdade e lembro-me, perfeitamente, da minha primeira resposta: "Sou um ser humano". Tinha 18 anos, acabados de fazer.
Existe uma pirâmide muito engraçada chamada "Pirâmide de Maslow". Trata-se de uma divisão hierárquica onde as necessidades de nível inferior devem ser satisfeitas antes das necessidades de nível mais alto. Assenta no pressuposto de que cada um tem de "escalar" uma hierarquia de necessidades para atingir a sua auto-realização. No primeiro degrau está a fome, a sede, a respiração. basicamente, a vida.

Tenho assistido, nessa assembleia da democracia que é o facebook, a muitos argumentos contra o acolhimento de refugiados com a brilhante desculpa de "temos que cuidar dos "nossos" antes de cuidar dos outros". Não sei quem são "os nossos" a que se referem eles. Categorizar em castas o ser humano quando ele luta pela necessidade mais básica- a da sobrevivência dá-me náuseas. Acreditar que a ajuda deve ser dada rateada, que se se ajuda "a" dever-se-ia antes ajudar "b"e que a ajuda é um recurso limitado e que não chega para todos causa-me urticária.
Os recursos materiais e financeiros (e até de tempo) de quem ajuda podem ser limitados e não chegar para todos os que precisam desta ajuda  mas a solução não passa por achar que uns merecem mais do que outros e que tem que se canalizar a energia para este ou aquele. Passa por aumentar o número de pessoas que, ao invés de falarem e debitarem lições de moral nas redes sociais, vai para o terreno, mete as mãos na massa e ajuda quem quer. Infelizmente, o que não faltam são pessoas a precisar de ajuda. Chega para todos os bem intencionados.

terça-feira, 8 de setembro de 2015

Selecção natural das espécies

O Mundo divide-se entre os que vêem o outro ser humano-  independentemente da sua raça, credo, cor de pele, religião ou outro qualquer rótulo- como semelhante e os cretinos.

segunda-feira, 7 de setembro de 2015

1º dia de Jardim de Infância: não chorei!

Não foi tranquila a caminhada até ao dia de hoje. Foi tranquilíssima.
Optámos, ainda durante a gravidez, por deixar a Ana aos cuidados da avó e da tia-avó até aos 3 anos. No primeiro ano de vida acompanhei-a a tempo inteiro. Foi incrivelmente bom e toda a dinâmica correu na perfeição e todos os intervenientes cresceram em conjunto estes três anos, felizes e contentes. 
A Ana tornou-se uma menina. Eu cresci como mãe. A minha mãe cresceu como avó. E a minha tia cresceu também como avó, já que foi esse o seu papel que, honoravelmente, desempenhou. 
Fomos felizes as quatro. Muito. (O pai também, mas quando falo de mim falo de mim enquanto casal, elemento uno). 
A Ana foi mimada até à exaustão (na nossa família o mimo é encarado como algo bom e positivo), cresceu com segurança e confiança, com cuidados cheios de estímulo e amor. Muito amor. Está crescida e esperta, com aquisições fabulosas ao nível da sua área da linguagem e cognição. Adora música e histórias. Representa como ninguém. É tímida nos contactos iniciais mas depois de conquistar confiança ninguém a pára. Tem uma memória prodigiosa e uma imaginação maravilhosa. A nível motor precisa de progredir: é trapalhona e pouco "física". Do ponto de vista geral está uma miúda muito fixe para a sua idade. E feliz. Já disse que a Ana é incrivelmente feliz?
Eu cresci muito nestes últimos três anos. Mas pude crescer como mãe com serenidade, tranquilidade e segurança. Confiar a Ana aos cuidados das pessoas em quem mais confio no Mundo enquanto ela crescia e adquiria competências básicas foi a melhor decisão que eu poderia ter tomado. 
A minha mãe e tia tornaram-se pessoas mais felizes porque a Ana existe. Riem mais, têm mil histórias diárias para contar, voltaram a brincar (e sabem brincar melhor do que eu) e chegam ao fim do dia estafadas mas sempre bem dispostas e felizes. 
Dizem que é preciso uma aldeia inteira para educar uma criança. Eu acrescento que basta uma criança para fazer feliz uma aldeia inteira. 
Na última semana fomos, muito ocasionalmente, falando deste dia para a preparar para o que aí vinha. Não insistimos muito na conversa nem falámos todos os dias para não lhe dar uma tónica muito formal nem para darmos destaque ao que queremos que seja encarado com naturalidade.  
Na sexta-feira passada fomos entregar material na escola e levámo-la. A escola começou na quinta-feira para os meninos que já a frequentam e decidimos em conjunto com a educadora que ela só iria hoje por se tratar do único caso de integração da sala. Deixámos passar os dois dias iniciais, e reencontros entre velhos amigos separados um Verão inteiro, de maior caos e balbúrdia, de reajustamento para hoje integrarmos a Ana na dinâmica do grupo. Sexta-feira passada a Ana conheceu os colegas à tarde, enquanto brincavam livremente num dos parques infantis do colégio. Entrou a medo no recinto mas logo travou amizade com uma menina e nunca mais se largaram. Abençoada!  Fiquei lá dez minutos à espera que se quisesse vir embora, depois já era meia hora e uma hora depois a Ana veio ter comigo, que a observava curiosa, e disse-me "Podes ir trabalhar!". Aproveitei a deixa e fui até à pastelaria ali a 100 metros, para ver como ela reagia à minha ausência. Quando cheguei, meia hora depois, chamei-a. Levantou os olhos e suplicou "Mãããeee, só mais um bocadinho". Duas horas depois regressámos. 
Ontem à noite dissemos-lhe que hoje haveria novamente escola e que poderia ir brincar com a nova amiga. Foi buscar a nova mochila e meteu lá dentro o chapéu da farda e a sua chucha (que só usa em S.O.S. mas da qual não prescindiu no dia de hoje). Não verbalizou ansiedade nenhuma mas quis adormecer na nossa cama. Deixámos. 
Hoje foi o primeiro dia. 
Chegámos mais tarde para evitar que a Ana visse a chegada dos meninos da outra sala que estão todos em fase de integração e não fosse contagiada pelo choro.  Chegámos uma hora mais tarde e a amiga veio logo a correr acolhê-la. São as duas únicas raparigas da sala e prevejo que o contacto com tantos meninos lhe vá estimular, precisamente, a parte motora que é a sua área menos forte. 
Fiquei algum tempo na sala. Sentada no chão a um cantinho para ela sentir que eu estava por perto. Tínhamos combinado com a educadora que eu sairia quando a Ana achasse que era hora de eu sair: sozinha ou na sua companhia. Assim foi. 
Estive sempre em silêncio. A Ana começou a explorar o espaço. A amiga seguia-a a ia-lhe apresentando os brinquedos e os diferentes espaços de brincadeira. Vi a educadora a trabalhar e identifico-me com a sua linha pedagógica: o Movimento Escola Moderna. De vez em quando a Ana olhava-me pelo canto do olho, para se certificar que eu ainda ali estava. Depois, sozinha, por auto-recriação, do nada, veio ter comigo: "Mãe, podes ir trabalhar!". Olhei-a nos olhos com atenção e disse-lhe que a voltaria a apanhar antes de almoço, quando descessem para o ginásio. Perguntei-lhe se sabia a quem deveria recorrer se precisasse de alguma coisa. Disse-me o nome da educadora, de forma segura e calma. Não prolonguei aquele momento mas o meu coração batia a mil. Sussurrei um até logo e um "I love you". Virou-me as costas e foi brincar. 
Viemos fazer tempo para a mesma pastelaria. Concordámos que das decisões que já tomámos, muitas delas erradas ou desajustadas, esta de a integrar no Jardim de Infância aos 3 anos foi a melhor tendo em conta as características da nossa filha, as nossas e as da nossa dinâmica familiar. A Ana sabe exprimir-se verbalmente bem e pode-nos relatar a sua opinião acerca da escola, do que gosta e do que não gosta, o que fez e como fez. Isso dá-nos segurança. Também já tem noção do tempo e  das rotinas e sabe que não lhe mentimos. Não lhe dissemos  "até já" ou "já voltamos": demos-lhe indicações precisas de quando a viríamos buscar ("quando forem para o ginásio, os pais voltam para te vir buscar"), o que reduz a ansiedade, não torna o regresso a nós imprevisível e vago e lhe dá segurança que, de facto, controla esse momento do reencontro connosco. E assim foi, quando todos os meninos desceram para o ginásio, para aguardarem a sua vez de entrarem no refeitório, ela viu-nos. Sorriu mas não veio ter connosco. Quando viu os outros dirigirem-se para as mesas para almoçar pediu-nos para os acompanhar. Acedemos. 
Voltámos uma hora depois, seguindo instruções da educadora. Obedecemos a todas as instruções dela acerca de rotinas e de estratégias. Completamos as mesmas com indicações acerca de traços de personalidade da Ana para ela as poder ajustar. Somos uma equipa. É isso que sinto: somos uma equipa que quer o melhor para a Ana. Hoje correu muito, muito bem. 
Quando voltámos veio para o meu colo. Deu um beijo à educadora e despediu-se com um "I love you". Fiquei orgulhosa! Pediu-me para ir para a casa da avó de seguida (está a ressacar o mimo e a atenção exclusiva). 
Acreditamos que este comportamento é capaz de reverter a meio da semana, quando a novidade passar. Um dia de cada vez e, se assim for, pelo menos tenho a sensação de que o será numa altura em que já houve quebra-gelo e está a criar relação com a educadora e os outros meninos, que já não os vê como completos estranhos. E isso torna a situação menos angustiante e mais segura. Para todos nós. Eu só quero que ela continue feliz.
E tu, Liliana? Eu não chorei. Mas, caraças, tive o coração apertado toda a manhã e ainda não desatei o meu nó na garganta. Mas acho que superei o desafio. 
Ninguém nos prepara para o crescimento dos filhos. E é tão maravilhoso como angustiante. Ninguém nos prepara para o nosso próprio crescimento, para os diferentes papéis que temos que assumir e os desafios inerentes a cada um deles. Deixei de ser a Liliana, neste contexto. Começou a escola e sou a mãe da Ana. 
E não me importo nada, mas mesmo nada. É "formigável!".

quinta-feira, 3 de setembro de 2015

Porque hoje é dia 3

De todas as razões que já houve para nos separarmos escolhemos o amor como justificação única para permanecermos. Para ficarmos.
Não fomos felizes sempre. Não somos felizes sempre.
Mas és sempre tu quem me faz feliz. Para sempre.
Feliz aniversário ao nosso casamento feito de basalto e areia, à prova de ventos e de tremores de terra. Feito de mar. 


Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...