terça-feira, 30 de junho de 2015

Duas aprendizagens por dia durante uma semana#2

1- Se pensam que são os únicos a aproveitar as caixas de gelado para fazerem de tuperwares desenganem-se. Em conversa com as minhas amigas concluí que poderíamos ser uma seita de tuuperwares fake.

 2- O Aldi tem um pão de sementes de papoilas e umas bolinhas de pão de alfarroba de comer e chorar por mais. 

Rio, rio, rio. Rio para não chorar (de alegria)






"Em Janeiro de 2013, numa manhã normal, ao acordar disse-nos que não podia andar, que lhe doíam muito as pernas. Durante uma semana fomos a cinco médicos que diziam serem dores de crescimento mas, como corações de pais não enganam e os nossos diziam que era mais qualquer coisa, no dia 30 de Janeiro de 2013 fomos ao Hospital D. Estefânea e o diagnóstico foi ... leucemia. Só voltamos a casa depois de 28 dias no IPO. Nestes dois anos o Francisco foi um guerreiro mas a cabecita dele criou um bloqueio que o impede de andar: não é físico, é somático, mas verdade é que não anda. Na ideia dele se se descobriu que estava doente por ele não andar, ora estava a fazer tratamento não estava bom, e se não estava bom não andava.... O Francisco não anda há dois anos. Está curado da leucemia mas não anda. Os tratamentos de quimioterapia terminaram em Março. Temos feito hidroterapia e agora fisioterapia, em Alcoitão, por isso estamos agora numa fase em que ele voltou a ter gosto em andar, mas para já só consegue com um andarilho... Foram muitos meses seguidos e depois do bloqueio imposto pela cabeça, o corpo acostumou-se a não andar mesmo. Neste momento precisamos de um andarilho. Já pedimos as ajudas técnicas há meses à segurança social mas a demora espera-se que seja de mais uns meses, e, entretanto, o Francisco cresce sem continuar a andar. Precisamos de um andarilho. No único sítio que vimos até agora- no "favo de mel", custa 549 euros. Não temos dinheiro para o comprar. Nos últimos dias vi imagens da filha do Mário Augusto- do comentador de cinema- e reparei que ela usa um andarilho posterior igual ao que o Francisco precisa. Não sei se ele guarda os anteriores, se guardasse e quisesse dispor de um era óptimo. Senão achas que o Bairro do Amor conseguia ajudar-nos? Se não conseguir não faz mal. Pelo menos tentei. O caminho será longo mas a vitória é certa..." 
E-mail da Carla- mãe do Francisco de 6 anos para o Bairro do Amor" 

______________________________________♥ 

Obrigado a todos os que se quiseram juntar, os que se prontificaram a ajudar, os que fizeram contactos, os que queria contribuir monetariamente e os que continuam a acreditar que juntos somos mais forte. Porque, de facto, somos mesmo! 
Um beijinho especial à sócia quadripolar Leonor Noronha que agilizou todos os contactos. 
E hoje o Bairro do Amor acolheu na sua vizinhança a Rita e o seu pai Mário Augusto que fizeram com que o sol se tornasse, de facto,  maior neste Verão do Francisco. 

Obrigada! Muito, mas mesmo muito obrigada!

Ah, os leitores deste blog são tão fixes (not!)

Obrigada aos queridos leitores deste blog que me fizeram saber que são proprietários de gadgets culinários do LIDL cuja existência eu desconhecia tais como máquina de fazer arroz, rechaud, máquina de fazer gelados sem terem que ir ao congelador,espiralizador e ventoinha que vaporiza água. 

Agora quero tuuuudo!


O Mundo divide-se entre...

... as pessoas que não mantêm o autocolantezinho do Office no portátil à força, mesmo que ele teime em descolar, em colar-se ao braço, à mão, a tuuuudo e... eu.

Para bom entendedor, meia palavra deveria bastar

Casal Norte-Mámen a discutir acerca do destino das férias de Verão. Mámen sugere (where else?) Açores e ursa propõe EuroDisney com a miúda. Mámen insiste:

Mámen: Mas nós precisamos de descansar
PN: Precisamente...
Mámen: Nós nos Açores conseguimos descansar...
PN: Eu preciso de descansar da minha cabeça. 
Mámen: Então e nós nos Açores não conseguimos descansar da cabeça?

PN faz aquele olhar. 

Mámen: Eurodisney, é isso?

segunda-feira, 29 de junho de 2015

A CONHECER | MARTISSES

Os sacos de praia mais giros deste Verão




Bons, bonitos e baratos como se quer. 
São criação da Martisses e nós estamos fãs. 

Duas aprendizagens por dia durante uma semana

1- Se se esquecerem de adicionar ovos à quiche e os adicionarem já depois dela estar no forno por cima das natas, dê por onde der, vai dar nhanha.

2- Se não tiverem óleos para o queimador e quiserem dar um cheirinho bom à casa o óleo Johnson funciona e a cada fica a cheirar espectacularmente a rabinho de bebé.

Voluntários precisam-se



Em Agosto vai acontecer um campo de férias muito especial.
Destinado a jovens e jovens adultos com  Lesão Vertebro-Medular, o Campo de Férias da ASBIHP visa durante 7 dias proporcionar momentos de lazer mas, também, pedagógicos e formativos aos participantes.
A maioria destes jovens já terminou o seu percurso escolar e está em situação de exclusão sócio-profissional, ou porque nunca conseguiu empregar-se por falta de competências académicas, ou porque coleccionou cursos técnico-profissionais e nunca ficou integrada nos mil estágios que fizeram "o favor" de os acolher ou porque, efectivamente, a taxa de desemprego é tão grande que estas pessoas, com deficiência, ficam numa situação de maior fragilidade e são quase sempre preteridas em situação de processos de recrutamento. 
E como podemos mudar esta realidade em 7 dias? Não podemos. Mas podemos lançar ideias, mostrar exemplos, dar algumas ferramentas e despoletar o empreendedorismo. 
Como?
Eis a nossa ideia. Convidar jovens empreendedores a oferecerem 4 a 8 horas do seu tempo para passarem conhecimento ou transmitirem algum know-how técnico a estes jovens. Por exemplo:

  • Pessoas com negócios online poderem num workshop de 4 ou 8 horas mostrarem como lançaram os seus negócios, como os gerem, quais as dificuldades e como as superam, lançando algumas dicas. Estarão por lá duas pessoas já com negócios online mas que precisam de mentores, porque não se juntarem a nós?
  • Artesãos, pessoas com pequenos negócios (produtores de licores caseiros ou cozinheiras de compotas, pessoas que fazem bijuteria ou que costuram) poderem, em 4 ou 8 horas, mostrar como se faz através de uma oficina prática.
  • Gestores, economistas ou marketeers mostrarem como se pode criar um pequeno plano de negócio, comos e pode criar notoriedade da sua marcae divulgá-la.
  • Gestores de redes sociais exemplificarem como se cria, gere e amplifica um negócio online, partilhando truques
Será na última semana de Agosto, na Tocha (Cantanhede) que gostaríamos de receber estes voluntários numa manhã, numa tarde ou num dia. Pouco para quem dá, imenso para quem receberá. 

Conto convosco?

Aguardo notícias no e-mail do costume: quadripolaridades@hotmail.com

Só para quem leu Gil Vicente

O Mundo divide-se entre quem me pergunta do que estou doente e percebe do que se trata quando respondo "samicas" e os outros.

"Boa tarde, o meu nome é Pólo Norte e já não compro um gadget de cozinha há duas semanas"



Tenho um (entre muitos) problemas: não resisto a comprar um gadget de cozinha. O assunto toma proporções difíceis de gerir quando deixo de poder passar num determinado corredor do LIDL entre a fruta e os congelados sem ter uma discussão com mámen. O pobre foi no engodo de "tenho que comprar uma Bimby e depois disso dispenso todos os pequenos electrodomésticos". Nada mais falso. Sim, deixei de ter um ralador, um 1,2,3, a liquificadora, a máquina de fazer pão e a sorveteira. 
Mas depois veio o LIDL, esse supermercado do demo. E a primeira compra foi um utilíssimo dispara biscoitos. Eu precisava muuuuito de ter um dispara biscoitos embora faça biscoitos uma vez por ano, vá. O problema é que mesmo com o tapetinho de silicone eu não consigo disparar biscoitos. O problema não é do LIDL, nem do dispara-biscoitos: é meu que não sei usar aquilo e fico com a massa pespegada ao bocal do aparelhómetro. Passei a odiar biscoitos, que horror, só hidratos de carbono (mentira, foi a desculpa para justficar ter enfiado para uma gaveta o dispara-biscoitos). 
Depois veio a máquina de fazer queques. Sim, durante um mês toooda a gente foi corriga a queques nesta casa: queques ao pequno almoço, ao lanche, à ceia. Mámen andava com cara de  queque mal passado até a máquina ter desaparecido como por magia. O estupor continua a jurar a pé juntos que não teve nada que ver com isso!
Depois foi a mini-raclete. Toda a gente sabe que um dos pratos tradicionais portugueses, um com mais saída na mesa de todos os portugueses, é a raclete. Na minha casa não é excepção. Uma semana de raclete dia sim dia sim e até o homem, que é dos Açores e comeu queijo-ilha antes de comer uma côdea de pão, enjoou de queijo. E antes que digam mal da minha vida, o problema não é meu: é, claramente, dele. 
Entretanto, não consegui resistir à máquina de fazer waffles mas- para minha defesa- já antes tinha, a muito custo, resistido à máquina de fazer donuts e à de fazer pipocas. 
Agora estou aqui, sem espaço no armário e a pensar em bons argumentos para comprar a máquina de fazer smoothies ou a geleira eléctrica. É que nem aprecio smoothies e vivo a 5 Km da praia, não precisando de levar farnel mas isso agora não interessa para nada. 
Morra o corredor do demo do LIDL, morra, pim!

Esta geração é capaz de ser melhor que a minha


"Recuso-me a fazer estágios não remunerados"- vociferou-me ela, indignada. Revirei os olhos, pensei que ela não sabia nada da vida e que esta geração estava mal habituada, tudo lhes é devido, não têm qualquer espírito de sacrifício. Não lhe augurei um futuro próximo muito feliz, afinal, eu tinha começado assim. 
Na verdade, fiquei a moer naquilo. Hoje em dia os estágios curriculares não passam de uma forma gratuita e legal de ter mão de obra temporária qualificada. Que não passa disso: mão-de-obra temporário. As empresas são linhas de montagens de  recepção de estagiários: hoje vem um, amanhã acaba o o estagiário e vem outro e assim sucessivamente, numa estratégia de desenrascanço, um dia de cada vez, enquanto houver pacóvios que trabalham de borla não será preciso contratar ninguém remuneradamente. Não deveria ser isto um pleonasmo? "Contratar remuneradamente"? Não, necessariamente, numa altura em que muitos trabalham de borla e outros até pagam para trabalhar (sabemos de um estagiário que paga uma mensalidade para estagiar num prestigiado local de estágio. Ah, está a ter formação? Não, não: está a estagiar, a trabalhar mesmo).
Também os estágios remunerados, profissionais já não são um incentivo à contratação. Tê-lo-ão alguma vez sido? O IEFP comparticipa os mesmos na expectativa de que as empresas conheçam o trabalho do estagiário profissional, apostem nele, formem-nos e preparem-no para, terminado o estágio, poderem aproveitar o seu potencial, a mais valia que poderão constituir. Como? Assumindo as despesas da sua contratação, claro está. O que acontece?  O estagiário profissional vai-se embora, sendo substituído por outro, pois está claro. Não há promessas de continuidade, não há garantias de que o investimento terá contrapartidas, não há futuro a pagantes. Trabalhar como os esquentadores: para aquecer.
Ela recusa-se a pagar para estagiar. Diz que já pagou propinas suficientes para ser formada. Recusa-se a estagiar de borla sem nada em troca,  que fosse sequer a longínqua esperança que o seu desempenho fosse o diferencial que justificasse uma contratação.
Ela não quer prostituir a profissão que estudou, que respeita e ama. Não a quer dar a troco de nada. Prefere ir para uma loja, onde paguem o seu trabalho não qualificado ao preço que ele, provavelmente, vale. Mas oferecer trabalho técnico, anos de estudo, investimento dos pais, a troco de nada, servindo de alimento a um sistema promíscuo, isso é que não!
Prefere emigrar, ficar longe de tudo, destas tramóias também, da falta de respeito pelo trabalho dos outros, da falta de respeito pela integridade e dignidade dos recém-licenciados, pelo aproveitamento abusivo de quem quer entrar no mercado pedindo por favor para servir cafés e tirar fotocópias de borla para conseguir inscrever-se numa Ordem que nada faz pela luta dos direitos dos seus membros, pelo desplante de quem olha para os recursos como toalhetes descartáveis da casa de banho- usar e deitar fora- sem apelo nem agravo.
E eu, que fiquei a remoer nisto, acho que sim, que ela é que tem razão, no alto da dignidade dos seus 25 anos, no alto da integridade de quem ainda não se deixou corromper pelo sistema, não o normaliza nem o aceita, de quem não acredita em promessas fraudulentas, de quem se recusa a ser carne para canhão.
E eu, que fiquei a remoer nisto, acho que o futuro lhe trará coisas boas, porque o merece. E sim, esta geração que não se vende a troco de promessas vãs, que não se verga sob o chicote do aproveitamento abusivo, que não banaliza o valor do trabalho nem o desvaloriza, que não se deixa pisar nem ser abusada, esta geração- caramba!-  é capaz de ser melhor que a minha.

domingo, 28 de junho de 2015

O casamento entre homossexuais foi legalizado em todos os estados dos Estados Unidos

Gays of Thrones: Renly likes.

Morreu a matriarca da Pediatria Portuguesa



O texto é da Anabela Reis, leitora do Quadripolaridades e uma das pessoas a quem a Professora Maria de Lurdes Levy inspirou. E porque nas notícias ninguém fez menção ao desaparecimento duma das mulheres que maior contributo deu à Pediatria deste país, à humanização dos hospitais, ao avanço dos cuidados de saúde básicos de que hoje usufrui a minha filha e todas as outras crianças portuguesas, aqui o reproduzo em jeito de homenagem póstuma e sentida, com um beijinho especial à Ginha, sua irmã e à Catarina, sobrinha-neta e minha amiga do coração. Eu não poderia escrever melhor.


"Ontem, Portugal perdeu uma das mulheres mais importantes na área da pediatria. Uma das primeiras mulheres a formar-se em medicina no nosso pais, que se destacou em áreas ainda desconhecidas na altura e que lançou em Portugal a problemática da humanização... Levou os direitos da criança para o hospital, onde na altura os pais podiam "ver" os seus filhos através de um vidro que dava para a enfermaria. Assistiu a todos os avanços na frente da batalha. Deu-nos a conhecer a Carta da Criança Hospitalizada, que defendia com unhas e dentes e que fez questão de apresentar, até conseguir, a todos os estudantes de medicina. 
O seu maior receio era que tudo o que se tinha alcançado em tantos anos de trabalho se perdesse nesta nova visão economicista da saúde e a sua maior revolta era com aqueles que agora, numa atitude altruísta e "moderna" se recusavam a usufruir de todos os avanços conseguidos... (Optar não vacinar uma criança era imperdoável, depois de tudo o que se trabalhou.)
Mulher de convicções, determinada, decidida, teimosa, apaixonada pelas causas, humilde, honesta, mas sobretudo humana... Foi ela que me transmitiu tudo o que sei sobre a história da pediatria em Portugal, foi ela que me ensinou a importância da lealdade, foi ela que sempre valorizou o meu trabalho e que não se cansava de me incentivar a mudar, a não estagnar o meu conhecimento. Dizia ela que o conhecimento tem de se alimentar... E que há pessoas que temem que ele cresça... 
Companheira de muitas viagens, até internacionais, muitos cursos intensivos sobre história, direitos e pediatria, lecionados em esplanadas e nos intervalos de congressos. 

Hoje, a "menina da professora" está triste por não se ter despedido, por não estar próximo e lhe poder fazer a merecida homenagem. Mas está convicta que todo o seu esforço valeu a pena, que a sua determinação ficou nas pessoas que seguem agora a defesa dos direitos da criança no hospital.

Agradeço todos os ensinamentos que me deu e, principalmente, o incentivo de toda uma vida... Porque afinal "dos fracos não reza a história"... E temos de lutar por tudo aquilo em que acreditamos.

Obrigada Professora Maria de Lourdes Levy!"

Volta Yasmeen que estás perdoada...

Pergunta mámen à Ana- És parecida com o pai ou com a mãe?

Ana- Com a Elsa...



sexta-feira, 26 de junho de 2015

Estive a ver fotografias minhas na idade da Ana

Somos parecidíssimas, pá!


Disclamier: durante a redacção do presente post um certo marido/pai pirracento comentou "cara duma, rabo da outra". Nada ressabiado: na-da!

Sensibilidade meets sentido de oportunidade

No centro de saúde, a levar uma valente seca,  sem ver revistas à vista, pergunto à recepcionista se há alguma coisa para ler. Resposta:

"- Já leu o panfleto sobre o testamento vital?"

...

...

...


Queimar um gato vivo?

Ninguém me avisou que contrataram o George RR Martin para dinamizar as festas populares portuguesas.

PQP.

Espelhar as raízes no fruto da árvore que sou eu


O Minho dos meus avós nos panos que cobrem a minha filha. 

quinta-feira, 25 de junho de 2015

No meu útero, nos meus olhos, nas minhas mãos e, especialmente, na minha vida mando eu

Fiz uma IVG já depois da despenalização, para cujo referendo, anos antes, votara "sim".
Toda a gente que lê este blog sabe que a minha causa é a causa da liberdade, do direito de escolha, do livre arbítrio, pelo que, quanto a esta questão em específico a minha postura não poderia ser outra que não a de permitir à mulher o direito legal para decidir acerca da sua vida. Porque é disso que se trata.
Quando descobri que estava grávida, naquele ano, fiquei aflita. Por muitas razões, todas elas que me dizem apenas respeito a mim, a opção pela interrupção voluntária da gravidez era a solução mais sensata e de mais bom senso no que à minha vida, naquela altura e circunstância, dizia respeito.
Estava de pouco tempo quando fiz uma primeira ecografia, entre nós na garganta e apertos no peito, uma aflição desmedida. Num hospital privado fizeram-me a ecografia ainda com sonda, pois o tamanho do embrião assim o exigia. Expliquei ao médico que a minha intenção era interromper aquela gravidez e, quando sadicamente, me perguntou por que não olhava para a primeira imagem do meu "bebé" respondi-lhe de forma agressiva que não. Que não queria confrontar-me com a existência de um ser vivo dentro de mim. Deve ter-me achado cruel pois amuou durante o resto da consulta e quando nos despedimos recomendou-me a pensar melhor na situação do "aborto". Aquelas palavras ecoaram na minha cabeça: "bebé" e "aborto". Chorei três dias seguidos, ininterruptamente.
Não se tratava da força das palavras, os eufemismos a mim não minimizavam a dor e a angústia da decisão que estava prestes a tomar. Dizer "feto" ou "IVG" não minimizavam a aflição que senti naqueles dias, já depois de, num hospital público, assinar os papéis que formalizavam a minha decisão e esperar pelo período de reflexão para receber os comprimidos da IVG medicamentosa.
Ninguém decide fazer um aborto de ânimo leve (e se há quem decida, então não é da minha conta julgá-la: cada pessoa tem a sua história e as suas motivações).
Quando enfiei aqueles comprimidos debaixo da língua enfiei-me debaixo dos lençóis a noite toda: não queria ver luz, não queria ouvir gente, sentia-me triste e desolada.
As razões pela quais uma pessoa decide abortar não têm uma importância maior ou menor, não obedecem a uma hierarquia ou taxonomia da importância. Decidir que não se querer ter um filho com uma mal formação congénita não é uma razão mais válida que decidir que não se quer ser mãe porque não se tem as condições (económicas, sociais, laborais ou, mesmo, simplesmente emocionais) necessárias. Cada mulher saberá de si e cada pessoa tem a sua história, as suas vivências, os seus valores, as suas motivações e as suas razões. Que apenas a si dizem respeito.
Correu mal a minha experiência. Tive uma série de complicações e tive que fazer uma curetagem uterina sob anestesia geral. Estive internada e bastante fragilizada.
Ninguém decide fazer um aborto de ânimo leve. Eu não fui excepção.
Hoje, já depois de uma gravidez bem sucedida, de ecografias felizes e de experimentar a maternidade e do papel de mãe da Ana ser o que mais me realiza na vida, posso afiançar com segurança que, se passasse por aquela mesma situação, naquelas mesmas circustâncias continuaria a não querer olhar para a ecografia e não deixaria que nenhuma dondoca de direita me obrigasse a olhar para o feto ou bebé ou como o queiram chamar porque nos meus olhos mando eu; não assinaria em cima de nenhuma ecografia numa espécie de tortura pidesca psicológica porque nas minhas mãos mando eu; e sim, voltaria a fazer aquela interrupção voluntária da gravidez ou aborto- como queiram- porque da minha vida sei eu.
Porque na minha vida mando eu.

terça-feira, 23 de junho de 2015

segunda-feira, 22 de junho de 2015

O Bairro do Amor é um sítio sem pressas

Andamos há meses a pensar, planear e preparar este projecto: um filme de apresentação do Bairro do Amor com a chancela da Luneta.
A Mafalda em boa hora se inscreveu na bolsa de voluntariado do Bairro e, enquanto membro da equipa de comunicação da Associação, foi a timoneira e líder deste projecto. Os meses que esperámos valeram a pena: foi um projecto pensado, mastigado, sem cobranças e que saiu valorizado pelo tempo e pela energia que cada um quis, pode e conseguiu investir nele. Obrigada do coração à Mafalda, à Raquel e à Marta Tex que foram as responsáveis para tudo acontecer e um beijinho especial à Ana Lobo e ao João, membros incansáveis da Luneta e com uma paciência gigante para nós.
Chegou o dia das filmagens e aqui vão algumas fotos do making of com a participação de vizinhos muuuuito especiais.
Estamos em pulgas para divulgar o resultado final!


(mais fotografias do making of no facebook do Bairro do Amor)

domingo, 21 de junho de 2015

Quando um texto de outro nos traduz o pensamento...

A quadripolarização vermelha


Hoje é o aniversário do meu avó

O tempo resistiu ao meu avô e hoje, passados sete anos da sua morte, é a data de celebração do seu nascimento que resiste às nossas memórias; a dor e a tristeza profundas da sua partida deram lugar à sensação de privilégio de o termos tido para nós, de ter sido este e não outro qualquer o nosso avô.
O meu avô não resistiu  ao tempo mas há pedaços do meu avô no sobrenome que escolhi e embrulhei em papel de saudade para a minha filha, no olhar da minha mãe e do meu tio, no sorriso da minha tia, na impulsividade da minha prima e no meu bom humor.
E, talvez, sim, o meu avô tenha resistido ao tempo através de nós. E isso faz-nos amar-nos mais uns aos outros (também) como forma de o mantermos vivo em nós, plural que somos dele, também.

O meu avô não nos deixou herança em dinheiro, bens, imóveis mas - ele sabia- deixou-nos o melhor que nos podia deixar: o amor um pelos outros, pela família nuclear que para os outros seria vista como a alargada, a preocupação e a atenção pelos irmãos, tios, sobrinhos e primas, as mãos estendidas para nos ajudarmos mutuamente inequivocamente e de uma forma tão natural como respirar. O meu avô deixou-nos como herança pertencermos a este clã e não há nada que nos pudesse ter deixado mais precioso que estes laços, este amor.
Já não choro quando penso no eu avô (e penso todos os dias). Aliás, às vezes choro mas é de saudade e já não de dor. E depois limpo os olhos com o peito da mão- tal como ele fazia- e sorrio porque há 85 anos o bebé da D. Ana nasceu para cinquenta anos depois se tornar no homem mais importante da minha vida e fazer-me feliz, incrivelmente feliz, a mim.
E isso é motivo de celebração: parabéns, ´vô! O tempo não interessa para nada: estás sempre aqui.

sexta-feira, 19 de junho de 2015

Esta compulsão para o optimismo

Hoje perguntaram-me como consegui estar, na maior parte, do tempo bem-disposta. Como consigo chegar ao trabalho bem disposta, depois de ter acordado de madrugada e percorrido um tempo de estrada duro; como consigo sorrir quando estou sob pressão, mil tarefas em simultâneo, dezenas de pessoas, sem tempo para almoçar ou telefonar para casa, devolver chamadas ou parar para beber um café a meio da tarde. Como consigo conduzir um processo disciplinar e sair da sala de reunião a sorrir e a confortar quem foi punido, que sai a sorrir comigo, porque isto do optimismo contagia-se, esta mania de "vai correr bem" pega-se.
Sou optimista por preguiça. A verdade, a simples verdade é essa: sou demasiado preguiçosa para ser pessimista, para andar de trombas, para bufar e suspirar pelos campos. Tenho uma compulsão para o optimismo, não acho que

terça-feira, 16 de junho de 2015

Anda tudo ofendido porque se criou pastéis de bacalhau com recheio de queijo da serra

Choca-me muito mais que se ande há décadas a comer pastéis de bacalhau de batata e sem bacalhau.

E canto baixinho: "O sol é um presente que a aurora traz principalmente p'ra ti"

 [Eu resolvo. As pessoas acham sempre que eu resolvo. E na verdade eu resolvo sempre porque nunca me restou mais nenhuma opção na vida do que resolver.
Todos acham que, para além de eu resolver, que sou forte. E dizem isto com ar de passou-bem, de constatação de um problema e siga em frente: "ela é forte: ela desenrasca-se: ela resolve". Às vezes eu não sei como hei-de-resolver, às vezes eu não sei como me hei-de desenrascar e, muitas vezes, não me sinto forte. Mas todos me olham com ar de "ela resolve" e não há mãos estendidas, conjugação de desenrascanços, forças que ajudem e não me resta nada mais do que resolver. Eu resolvo.
Acho que resolvo desde sempre. Um dia, com 4 anos, no hospital de Alcoitão, internada há uns 6 meses ouvi um médico falar com outro: teria que ser operada novamente, uma cirurgia complicada. Falavam da Segurança Social e com 4 anos ninguém sabe o que significa segurança, nem social e falavam de dinheiro. Contos, falavam em contos, naquela enfermaria, os dois médicos, ignorando que aos 4 anos não se sabe o que é segurança social mas se sabe que todos os contos falados são tantos quantos os que os meus pais nunca poderiam pagar. Não disse nada a ninguém e ali fiquei, a remoer os contos que teriam que ser pagos, a segurança social que eu não sabia o que era, a minha mãe desempregada para me acompanhar nos últimos seis meses e eu não ficar a crescer sozinha entre aquela enfermaria e os corredores axadrezados do Alcoitão, e o meu pai que trabalhava mas que ganhava pouco. Eu ouvi-os: "o dinheiro nunca chega para nada". Chegaria para aquela operação? Tinha 4 anos e pensei "eu resolvo". Pensei que talvez não fosse preciso ser operada, eu podia crescer com as botas ortopédicas e os aparelhos, não era assim tão mau bastava o senhor da oficina olear melhor os aparelhos e eles não chiarem tanto e os cães deixarem de correr atrás de mim, atrás do barulho e do chiar dos malditos aparelhos. O resto, as dores nos pés, o cansaço nas pernas, as bolhas nas plantas dos pés, o não conseguir correr ou dançar, não me importavam: eu resolveria, só bastava um bocadinho de óleo nos malditos aparelhos e os contos deixariam de ser precisos, e a minha mãe não precisaria de ir trabalhar e me deixar sozinha a jogar xadrez nos corredores do Alcoitão, o meu pai não precisaria de voltar a repetir "o dinheiro nunca chega para nada" e ninguém me precisaria de explicar o que significava segurança social. Eu resolvia.
Quando os meus pais se separaram e ficámos as duas naquela cama que, por mais lençóis que se lavassem, cheirava ao meu pai, cheirou sempre durante anos, durante mil mudas de lençóis, eu tive medo. Tinha oito anos e sabia que nada mais voltaria a ser como dantes. Apetecia-me zangar-me com o Mundo, com todos, com a minha mãe, com o meu pai e, principalmente, comigo que deveria ter sido a razão pela qual a cama estava agora vazia. Mas eu era forte. Todos me diziam que eu era uma menina crescida e que tinha que compreender e apoiar a minha mãe e ajudá-la a resolver. E eu quis resolver sempre: tentando resistir ao sono até os meus olhos não aguentarem mais, sabia que a minha mãe chorava sempre que eu adormecia para que eu não lhe visse as lágrimas, logo, se eu não dormisse, ela não chorava. Pensaram mandar-me para uma psicóloga [mandaram], tinha regredido, tinha querido ir dormir para a cama da minha mãe, achavam que era uma regressão. E nunca perceberam que era uma forma de eu resolver: a minha mãe não chorava nunca na minha presença: se eu dormisse na cama dela ela não choraria: se eu não me deixasse adormecer, ela não choraria. E às vezes, de manhã, ela já não tinha os olhos inchados e a cama já não tinha o cheiro do meu pai misturado com as lágrimas da minha mãe. Eu resolvia.
Cresci a acreditar que sou forte porque essa crença é uma espécie de profecia auto-confirmatória, essa crença é o que faz orientar-me para a acção, procurar soluções, ter planos a, b, c, óleos nos aparelhos ortopédicos, opções alternativas, aguentar o sono até a minha mãe adormecer primeiro que eu: resolver.
Estou cansada que os problemas sejam mascarados de desafios. Nunca nada é fácil para mim. É tudo suado, sofrido, em esforço constante e dizem-me que assim dou mais valor às coisas. Não preciso de dar mais valor às coisas, eu sei quanto vale óleo em aparelhos, pálpebras abertas pela noite fora, lençóis lavados sem que lhes saia o cheiro de quem parte. Estou cansada de não me deixarem ser frágil: és forte: lidas bem com o stress: desenrascas-te sempre: resolves.
Às vezes apetece-me escancarar as feridas, em vez de apertá-las à força do sangue estancar, de as esconder, de não mostrar fragilidade, de não deixar que os outros lhes atirem sal para que doam mais. Às vezes sou frágil e quero deixar-me ficar: a Segurança Social pagou a operação: o meu pai nunca voltou: a minha mãe mudou de cama: eu cresci: as feridas podem ficar expostas, sem que eu faça nada com isso, deixá-las apanhar sol: os outros, a vida, o sol resolvem.
Mas depois não aguento a incerteza, o deixar-me levar pelo destino, pelo fado, pelas circunstâncias que não consigo controlar, pela fé. Não consigo deixar as decisões nas mãos de outros, não aguento ficar passiva na vida, à espera que ela se resolva por obra do Espírito Santo, à espera que os outros resolvam. E respiro fundo e renovo a fé em mim, na minha capacidade de me contentar com óleo nos aparelhos ao invés da operação milagrosa, na minha capacidade de me manter acordada para que a minha mãe não chore  [nunca regredi: parentifiquei-me: quis tomar conta dela: os psicólogos, às vezes, não percebem nada].
Às vezes respiro fundo e não me restam mais opções senão ser forte e desenrascar-me: os meus pés andam sem botas ortopédicas: as minhas pernas dançam sem aparelhos que chiam: a minha mãe deixou de chorar.
E amanhã, depois desta insónia, abrirei a janela e deixarei o sol entrar, para cicatrizar a ferida que, logo a seguir, taparei com uma compressa de fé. Fé em mim.
Eu resolverei.]

segunda-feira, 15 de junho de 2015

Quem nos dá uma mãozinha?

O pedido é literal. Na próxima sexta-feira, alguns vizinhos de Lisboa do Bairro do Amor juntar-se-ão para construirem uma surpresa maravilhosa.
Para o feliz acontecimento precisamos de mãos. Literalmente. Neste caso, precisamos de mãos de uma pessoa de raça negra e de mãos de um casal (homem e mulher) sénior. Mãos tatuadas ou com henna seria assim top! E uma mão com uma prótese o nirvana!
 
Quem se quer juntar? Prometemos que o trabalho não é pesado. Será bastante colorido e divertido, até!

A CONHECER | Mercadinho dos Açores

O Porto já tem uma mercearia inteiramente açoriana. Chama-se "Mercadinho dos Açores" e fica na Rua da Alegria, 250, Porto.

Ide, ide: experimentem queijo ilha do bom, ínhame, massa sovada, queijadas da Graciosa, a morcela de arroz, angelica, pimenta da terra e, claro, kima de maracujá.

 Em breve a loja terá também carne dos Açores em vácuo. E depois a cozinha na Invicta nunca mais será a mesma.

Logo me contais.

Vá, eu assumo: gosto (desta) Frozen

Porque é que é a minha blogger preferida? Também por isto



domingo, 14 de junho de 2015

Abram alas ao erudito repertório musical infantil da Ana


Pedirem-me que dê dicas acerca de casamentos. Ahahahah! A mim! O Mundo está perdido!

E botei faladura no site da Wedding Tailors: espreitem aqui. 


(Quem quiser saber mais acerca do meu casamento lácoste de há mil anos é clicar na etiqueta deste post. Enjoy!)

Suponhamos que a Ana tinha uma tia americana. Nova-iorquina, para ser mais concreta. Suponhamos que o céu não é o limite. Que não há limites.

Resultaria em encomendas como esta:






(Não comento)

Vendera a TAP. Depois não se queixe...*



(*O eu teclado continua estúpido!)

Tenho o teclado a pifar

E dá-se a erda de situação de não conseguir teclar ua deterinada letra.

sábado, 13 de junho de 2015

Alguma coisa está errada no Mundo quando leio notícias destas

Pais querem alunos apenas com um mês de férias- leio eu num misto de espanto e incredibilidade. 
Quando perdemos nós, pais, a capacidade de nos recordarmos como nos sentíamos enquanto crianças e filhos? Quando deixamos de nos lembrar do friozinho na barriga quando se aproximava o final dos anos lectivos, o Verão menos esquizofrénico que é hoje a trazer-nos calor e dias de praia prometidos, uma enormidade de dias compridos e cheios de brincadeiras daquelas que fazem as mãos sujarem-se, os joelhos esfolarem-se, os vizinhos brincarem na rua ou na praceta comum até quase à noite, giz no alcatrão e pais a gritarem porque as horas não combinavam com a luz que ainda restava no céu?
Quando perdemos a capacidade de lembrar com saudade da proximidade dos gelados de água, das viagens apertadas no carro da família até à terra, de pousarmos longe, dos beijinhos às tias-avós que limpávamos das bochechas com as palmas das mãos, dos amigos que só revíamos ano após ano, na terra, no parque de campismo ou na colónia de férias? Quando deixamos de querer para os nossos filhos o mesmo sol a queimar a pele, a pele a ficar dourada, os cabelos com madeixas do sol, as risadas das férias de Verão, os dias infinitos pela frente, a magia das férias ... grandes?
Quando perdemos nós a capacidade de reclamarmos sair do trabalho à hora estipulada para, realmente, sairmos; a dizermos não ao hábito de ficarmos a trabalhar até mais tarde pro-bono só para não ficarmos mal vistos perante os patrões; a usarmos os créditos dos bancos de horas em vez de deixarmos a empresa estar sempre em débito connosco; a chegarmos a casa e podermos concentrarmo-nos apenas na vida doméstica ao invés de termos sempre os olhos postos no smartphone a apitar com emails de trabalho que não são urgentes e pedidos que podiam ser feitos no dia seguinte em horário laboral ou, ainda, termos que ligar o PC depois deles dormirem porque o horário de trabalho não chega para as tarefas a serem feitas porque, provavelmente, andamos a fazer trabalho de dois ou de três?  Quando perdemos nós a voz para reclamarmos junto do governo que fixe leis que obriguem as empresas a flexibilizarem as formas de trabalho, a legislarem de forma ao estabelecimento de um equilíbrio salutar entre vida familiar e vida profissional?
Não, não são as escolas que têm que se tornar flexíveis nem os miúdos que têm que se habituar a estar mais tempo na escola. A mudança não tem que ser das escolas, dos professores nem dos alunos que, no final de contas, são os nossos filhos. 
A mudança tem que começar em nós. 

Não há outro amor na vida?

Ana a olhar para as fotografias do meu casamento pára numa onde estou com as minhas damas-de-honor (vestidas de azul):

- Mãe, a Tidinha e a Tia Cláudia estavam mascaradas de Elsa do Frozen?

(sorrio)

Ana fixa os olhos em mim vestida de noiva:

- "E tu: estavas vestida de madrasta má?"

...

...

...

quinta-feira, 11 de junho de 2015

A CONHECER | Maria Pratas




Back to basics ou apaixonei-me por uma loja online

Tábuas de cozinha maravilhosas. Malas que resultam de tecelagem. E candeeiros de design natura.
Estou apaixonada pelo trabalho da Maria Pratas.

quarta-feira, 10 de junho de 2015

Cada qual com as suas causas


(Obrigada Rui!)

This is the end of love as we know it

A notícia está a tornar-se viral nas redes sociais: Homer e Marge vão-se divorciar.
Estou chateada: Homer e Marge eram o meu casal de eleição de todas as histórias de amor ficcionais e da vida real e do universo inteiro. Não há cá princesas da Disney e respectivos consortes, não há Belas que gostem de monstros que me convençam o suficiente (Até porque no fim ela acaba é com um príncipe e isso torna tudo piece of cake) nem há cá Carrie Bradshaw e Mr. Big que superem o amor dos Simpson, até porque naquela casa não há Louboutins nem vestidos de griffe, não há fatos de bom corte nem carros com motorista nem glamour qualquer os valhe e que sustente o encanto de uma relação. 
Homer e Marge  resistiram a tudo: aos arrotos dele, ao consumo exagerado de cerveja, aos cabelos dantescos dela, à barriga de cerveja dele, às crises existenciais dela, ao pai decadente de um e às irmãs pavorosas da outra, os filhos problemáticos, à casa desarrumada e até ao cão pulguento. 
Homer e Marge são o epíteto do casal real: da mulher que acorda com mau hálito, do marido que ressona, da vida real, sem charme nem filtros de instagram. O melhor de tudo isto é que Homer e Marge, apesar da vida difícil, das personalidades complicadas, das inúmeras circunstâncias desfavoráveis não questionavam o amor que sentiam um pelo outro. 
E nós íamos assistindo, episódio após episódio a que todas as possibilidades estivessem em aberto: que o Bart se tornasse um betinho, que a Lisa trocasse o saxofone pela bateria e que a Maggie enjoasse da chucha. Esperávamos tudo dos Simpson, excepto que eles nos fizessem desacreditar no amor. No verdadeiro, no à prova de arrotos e de tensões hormonais. 
Talvez, por isso, esteja um bocadinho triste. E preocupada: se os miúdos, vivendo com uma família disfuncional mas feliz já eram como eram, esperam-se episódios problemáticos e traumas de infância em fim. 
Espero que optem pela guarda partilhada. E temo os dias em que os miúdos fiquem com o pai. Estou asssssssiiiiimmm de ligar para a CPCJ.  
Disso e de deixar de acreditar no amor. 

Ié, ié, ié, o Porto é que é...

No próximo dia 20 de Junho, sábado, o Bairro do Amor estará a Norte num evento que se espera espectacular.

O Bairro dos Livros junta-se ao Bairro do Amor para um piquenique literário. Sim ouviram bem: um piquenique literário, no Porto!

 Programa

15h00 Encontro na Avenida das Tílias: Estender das Mantas para o Piquenique Literário 
15h30 Hora do Conto :: Tio Lobo :: Sala da Bilbioteca 
16h00 Visita à Biblioteca Almeida Garrett 
16h30 Jogo Literário a partir d "A Onda" de Suzy Lee 
17h00 Lanche Literário com escritores e ilustradores, livros e personagens! 

Número de vagas: 40 crianças 

 Preço: grátis

 INSCRIÇÕES E PEDIDOS DE INFORMAÇÃO PARA bairrodoamor@iol.pt

Conselho para pessoas que escrevem nas fitas de finalistas

Não usem canetas douradas nem prateadas. *


(*Acabei o curso há 13 anos. Hoje quis reler as minhas.
Foi uma surpresa emocionante de fitas quase limpinhas. )

Sem ideias para as férias de Verão? A sugestão da Pólo Norte.

Quando eu morrer desactivem, de imediato, a minha conta de facebook

O comentário de emoticon bipolar


O comentário do amigo que é comercial e que não consegue deixar de aproveitar a oportunidade para fazer publicidade

O comentário da fã animal lover

O comentário de quem sente paz nas entranhas


O comentário de quem está a leste do Paraíso

O comentário de quem gosta e não gosta de quem sabe e não sabe o que há-de escrever

O comentário de quem não pesca nada de comentários


terça-feira, 9 de junho de 2015

Nuno Melo, abutres dos pêsames e o cãibras no meu braço direito

Tenho um vício que me envergonha mas aqui dou o corpo às balas: não resisto a ir ver os facebooks das pessoas que acabaram de morrer.
Não que seja mórbida e espere fotografias agonizantes dos momentos pré-morte-  credo!- mas gosto de contemplar todo o folclore de pêsames em murais de facebook vindos do Manel que está a comer tremoços enquanto comenta o último status do recém-falecido e a Maria Joaquina que acabou de ver que o Nuno Melo morreu e tem que escrever alguma coisa, antes de largar o computador e levantar o rabo do sofá para ir dar uma mexida no esparguete que está ao lume. Não vale a pena aqui falar das ripianas do facebook, essa espécime já dissecada neste post.
Nuno Melo morreu e eu lamento a morte do Nuno Melo como lamento a morte de qualquer ser humano, à excepção do Saddam Hussein e do Bin Laden, vá. Não o conhecia pessoalmente nem era sua amiga ou conhecida. Também não era confessa seguidora da sua obra e como actor enervava-me um bocadinho o tom de voz lírico e nunca o consegui dissociar do Camilo de Oliveira, parceiro de uma famosa da série da SIC que era transmitida na minha adolescência.
Mas lamento a sucessão de pêsames, rips e "meus sentimentos" de pessoas que nunca o foram ver a uma sala de teatro, nunca foram espectadores das novelas onde entrou e que desconheciam que, para sobreviver neste país onde as artes são tratadas a pontapé, Nuno Melo teve que se dedicar, já com cancro diagnosticado, a ser vendedor imobiliário para sobreviver. Faz-me um bocadinho de espécie que se criem páginas de "RIP Nuno Melo" e as etiquetem com a palavra "comunidade" e causa-me náuseas que a administradora da página "Até Sempre" ande a mendigar pedidos de visitas à sua página em todos os comentários públicos de RIP NUno Melo, que isto não há direito, têm ali um livro de condolências público e andam a desperdiçar pêsames por dá cá aquele status. 
E entre deixar de comer tremoços e levantar o rabo do sofá para ir calar a Bimby que agoniza na cozinha fecho a janela do facebook do actor e sinto-me orgulhosa por acreditar que não dizer nada é a melhor forma de homenagear uma pessoa que morre e fico a pensar que ele, provavelmente, se divertiria, se alguém se enganasse e fosse prantar "um RIP Nuno Melo" no seu homónimo político.

Estou com cãibras no braço a tentar resistir a fazê-lo...



Fui visitar a creche, perdão, o Jardim de Infância da miúda

Levei-a pela mão, bem apertadinha, com medo que ela me fugisse do controlo- vai fugir-, com medo dela se assustar com a grandeza da escola. Quando lá chegámos a educadora dizia "o colégio" e eu sempre a dizer "creche", mámen diz que é "jardim de infância". 
Acho que isso pode querer dizer um bocadinho de nós, uma espécie de teste de discurso projectivo: a educadora não trata os meninos por tu e diz "colégio"- o que quererá isso dizer?, eu continuo a dizer "creche"- acho que estou em negação, às vezes quero que cresça, outras tenho medo que cresça e ela, efectivamente cresce-, mámen diz "jardim de infância" e sei que ele é o mais realista de todos nós, o mais seguro, sabe ao que vai, sabe ao que vamos, deu-me a mão a mim, com a mesma segurança com que eu segurava a mão da Ana. 
Mandaram-me preencher papéis, trataram-me por "mãe", mandaram-me assinar numa linha em cima da palavra "Encarregado de Educação" e tive ali que decidir tantas coisas, se autorizava a cedência da sua imagem para promoção das actividades da escola- não!-, a quem dou autorização para a ir buscar, que actividades extra-curriculares quero que frequente- nenhuma!. Estava nervosa, ainda me lembro do meu primeiro dia na creche, a Diana foi a única que não se assustou com o aparato que faziam os meus aparelhos ortopédicos e eu só queria fazer novos amigos e brincar. Sinto-me igual, só quero que a Ana faça novos amigos e brinque, fico ansiosa perante tantas decisões, fico com o coração em sobressalto quando vejo que a creche o jardim de infância tem escadas, leio com atenção porque é certificado com o sistema de gestão da qualidade, pergunto se a comida é cozinhada lá e outros detalhes de quem está ansioso e cheia de medos. Eu só quero que ela seja feliz aqui, que faça novos amigos e brinque. 
Olho para as paredes e vejo trabalhos bonitos. Odeio trabalhos bonitos- isto é um contrasenso. Vejo que fizeram trabalhos com a técnica da palhinha, chamaram-lhes monstros, na verdade espetaram-lhes olhos, narizes e bocas e eu fico a pensar porque raios decidiram dar características humanas a manchas de tinta. Não quero que limitem a imaginação da minha filha, quero que ela veja monstros mesmo que mais ninguém os reconheça e- sim!- vou ser uma mãe impossível. A educadora diz que ganharam prémios de escola ecológica, mostra-nos com orgulho o ginásio gigante e solarengo, peço-lhe que trate a Ana por tu e ela parece aliviada, é simpática e eu quero que ela faça a minha vez, mas que deixe os monstros sem olhos, por favor.
A Ana está feliz. Diz o seu nome a quem passa. Diz "a minha 'cola" com orgulho, não nos larga a mão, o colo. Quer fazer xixi nas pequenas sanitas e mete conversa com o porteiro. A Ana gostou, sem intelectualizações nem normas da qualidade e, especialmente, sem apreciações de psicóloga e todos os meus receios serenaram, o instinto da minha filha fala mais alto que a minha razão. 
E, só por isso, gosto deste jardim de infância e espero que faça jus ao seu nome. Jardim: que ele trate a minha flor com água e sol para que cresça feliz, com novos amigos e a brincar. 
Mesmo que para isso o preço a pagar sejam trabalhos manuais feitos com lixo.
(Monstros com olhos é que não).

Sabes que a blogosfera valerá sempre a pena quando...

... vais assistir a um casamento em Setembro de dois de nós.
Dos melhores que já por aqui passaram...


(Estou mesmo, mesmo feliz por Vós J. e S.!)

Porque é que precisamos de feminismo? (Também) por coisas como esta...




"Isto são os perigos da chamada vida da noite"
"A nossa juventude facilita muito"
"Há cuidados a ter" 
           "Nós nem sequer sabemos a idade destas jovens"

           "Estas jovens nem sequer conseguem dar uma referência do táxi: será devido ao estado de    embriaguez?"

            "O melhor é dar"


Ora bem, eu saio à noite com uma amiga. Bebo e decido voltar para casa de táxi. Reparem, não conduzo bêbeda: volto de táxi. Não sozinha: com uma amiga. A minha amiga vomita, o taxista quer mais dinheiro, nós recusamos e táxi arranca com a minha amiga: eu deveria ter a calma e a lucidez de anotar a matrícula no meio da aflição. Ou de outro ponto de vista: eu vomito, o taxista quer mais dinheiro, nós recusamos, o taxista arranca levando-me como refém e viola-me: eu deveria ter tido o pragmatismo de lhe ter decorado o número do CAP que lá está no cartão penduricado. Esperem lá ainda: faz diferença se eu tiver 16 anos ou 32? Há atenuantes para o taxista- essa vítima- se eu for mais velha? O melhor é dar?
Dar só se for com este taxista na choldra para o resto da vida. Ou dar de frosques com este comentador do programa da manhã.

Estou nauseada.

segunda-feira, 8 de junho de 2015

A Ana vai para a creche e tudo o que eu poderei escrever acerca disso é um tremendo cliché

A Ana vai para a creche em Setembro. Tínhamos combinado que seria assim aos três anos, que completará em Agosto. A creche está escolhida, a inscrição feita, a vaga reservada.
A Ana vai para a creche em Setembro e já não terei a minha mãe e a minha tia a fazerem a minha vez.
Tenho mais medo que a Ana, não sei de quê, não sei porquê. Ou talvez saiba, tenho medo que nenhuma educadora faça a minha vez.
Que a conheçam com as suas características, trejeitos, expressões e manhas, manias e caprichos, meiguices e afins. Que saibam que de manhã não gosta de grandes conversas, que gosta de ser acordada devagarinho depois da sesta e que precisa de regras, embora nos esteja sempre a desafiar. Que é do contra e muitas vezes diz "não" só para poder fazer género, arte na qual é especialista, apesar de nem três anos ainda ter completado.
Tenho medo que não tenham tempo para lhe dar um beijinho mágico no dói-dói logo depois de cair e o choro só pára com esse beijinho. Que não tenham braços nem espaços para lhe dar os colos que ela ainda reclama e que a pressionem a largar a chucha, e eu sei que só a largará no tempo que for para a largar. Que a chucha tem vida própria e se chama "Té". Que para a levarem a fazer alguma coisa tem que ser com estratégias de colaboração e que não cede a chantagens, a comparações. Que prefere perder tudo do que fazer aquilo que sente que não quer. Que quando adormece no colo gosta de pôr a mão no pescoço de quem a segura e quando se sente tímida procura o esconso do pescoço do adulto de referência. Que adora beber água e fruta e que odeia chocolate. Que tem que ir à casa de banho logo que peça para não ficar nervosa (é que sujar as cuecas das princesas é o pior castigo do Mundo). Que acredita que é uma princesa de verdade e que esse é um segredo da família. Que adora a mãe e o pai, de igual forma, e que se sente protegida com um como com outro. Mas quando é contrariada ou as coisas não lhe correm de feição diz sempre que "que ir para casa" e que a casa dela somos nós. Que tem uma memória prodigiosa e não perdoa a quem a aborrece. Que adora música, ritmo, chapéus, asas de borboleta, coroas e sapatos. Que a família para ela é um conceito alargado e que, provavelmente, uma folha A4 não servirá para nos desenhar a todos. Que tem uma péssima coordenação motora. Que é meiga mas de uma forma selecta e que só obedece aos adultos de quem gosta.
A Ana vai para a creche em Setembro e perguntam-me que actividades complementares quero que ela frequente. E eu fico uma mãe tonta e perdida entra o que me diz o coração, que a Ana não tem que fazer actividades nenhumas têm é que brincar e ser criança; e a pressão da razão, da comparação social, do "será que ela quando vir os outros também vai querer ir para o yoga?"
A Ana vai para a creche e eu quero que ela acorde feliz por ir para aquela creche. E que só chore nos primeiros dias porque se sente estranha e que tudo passe, quando ganhar confiança e o desconforto passar.
A Ana vai para a creche e eu tenho medo da mãe em que me vou tornar a partir desse dia, fora da minha zona de conforto, fora das paredes das casas das mulheres da nossa família, fora das regras que são comuns e das rotinas que domino.
A Ana vai para a creche e eu vou entregar o meu bem mais precioso a uma desconhecida que quero que seja nossa amiga para sempre, como só o são as pessoas a quem confio a Ana. E preciso que ela faça a minha vez quando eu não estou e tenho medo que ela não o consiga fazer, a Ana entre tantos, a Ana perdida, a Ana num plural. E preciso que ela não faça a minha vez, que e complemente, e ensine à Ana a socializar, a Ana a ser uma entre tantos, a Ana a descentrar-se.
A Ana vai para a creche e eu vou crescer mais com essa experiência que ela. E apetece-me chorar. E sei que vai passar e ao final do dia quem me vai dar o beijinho mágico para passar o dói-dói será ela, a minha filha, esta grandona de quase 3 anos.
Princesa em part-time, só porque é segredo de estado na monarquia fantasiosa da minha casa.

Quando for grande quero saber escrever assim

"
Que relação atribulada, a nossa. Desde o dia em que forçou a saída da minha barriga, com tal determinação que a cabeça parecia um míssil, a moleirinha em bico a provocar o pânico nos homens da família, ai senhor doutor que a miúda veio mal formada!, que eu soube que isto não ia ser fácil. Nada de arco-íris nem de frémitos religiosos, nada de um amor esmagador nos segundos depois de parir, nenhuma força telúrica mística e arrebatadora. Só estupefação, um atordoamento como se atropelada por um comboio e a esmagadora responsabilidade de a ter por minha conta, ai se a deixo cair! (e deixaria de facto, duas vezes, mas tivemos sorte). Cresceu em mim na directa proporção da curva expansiva do seu percentil, mas devagarinho: o amor a começar a percorrer-me as veias como o soro que se injecta aos acamados por um cateter, a pingar devagarinho, a circular, até chegar por fim a todo o lado.
Dava-lhe de bom grado a minha vida, para fazer o que quisesse, como faz com a dela: servir às mesas, estudar literatura, distribuir panfletos, ir para a apanha da fruta, desenhar animais estranhos só com um olho, fechar-se no quarto dias a fio a ver televisão, percorrer a Croácia de mochila às costas, sem um resquício aparente de saudade. Desde pequena que me afronta, como uma pequena guerreira a conquistar território, numa teimosia soberana que só quebrava à palmada, as quais ainda hoje me atira de volta, doendo-me mais a mim, agora, do que a ela, na altura. Resisto estoicamente à vontade de ser a sua maior amiga, de lhe saber os segredos. Já vou muito para lá de mãe. Falamos de homens, mas quase sempre para ela concluir que não prestam, e eu a dizer-lhe que nem todos, que muitos prestam, numa espécie de fé invertida, ou paradoxo: fervilha nela uma inocência descrente.
Sofia Vieira in "Maria Capaz"

domingo, 7 de junho de 2015

A EXPERIMENTAR | Mister Pizza Cascais


O melhor restaurante family friendly do Mundo 

Sentámo-nos na esplanada à sombra.
O restaurante não estava a abarrotar.
As miúdas foram fazer as suas próprias pizzas com empregadas fofinhas e pacientes.
Bebemos uma sangria maravilhosa. 
Na esplanada elas puderam correr e fazer desenhos a lápis de cor e a giz num espaço para o efeito. 
Comeram as próprias pizzas.
Ofereceram-lhes um copinho com uma bola de gelado de morango. 
Os pais conversaram sem medo que elas destrambelhassem (a esplanada é fechada).
Os pais estavam tão confortáveis que se deixaram ficar... até às três e meia da tarde e ninguém os mandou embora ou fez cara de stress. 
O dono do restaurante foi à nossa mesa perguntar-nos a nossa opinião. 
Elogiámos de forma o mais sentida possível.
Ofereceram um chupa-chupa às miúdas antes de irmos embora. 
Saímos com a certeza que é o restaurante menos indicado para quem não gosta de miúdos e o melhor restaurante do Mundo para pais como nós. 

Voltamos sempre. Voltaremos sempre ao Mister Pizza Cascais.




Levar os miúdos ao restaurante mais baby friendly de Cascais

Quem? Restaurante Mister Pizza Cascais
Onde? Rua da Torre, 1155 F, Torre- Cascais
Contacto: Pelo telefone 210 996 296
Saber mais? http://misterpizzacascais.pt/

Filha de psicólogos...

- "Avó senta-te aqui"
- "Diz, meu amor!"
- "Conta-me como é que foi o teu dia..."

No entanto, noto também um especial interesse na Elsa do Frozen

Está indecisa em como se pronuncia o "Let ig go": oscila entre um "Merigooouuuu" e um "Narigããããõoo".

Preferia levar injecções nos olhos

A Ana descobriu a Violetta.

sábado, 6 de junho de 2015

Atençao noivas de 2015: alguém tem que vos dizer isto!

                                  
 
Gastar muito dinheiro em lembrancinhas inúteis é assim um bocadinho de desperdício de dinheiro. Quantas de nós, na primeira grande arrumação da casa, damos as voltas às gavetas e, invariavelmente, os souvernirs de casamento são tratados como bugigangas e vão parar ao lixo?
No Bairro do Amor acreditamos que podem haver lembrancinhas giras, baratas e úteis que os noivos podem oferecer aos convidados e, por isso, com a colaboração da Marta- a ilustradora oficial do Bairro- criámos os ímans solidários do Bairro do Amor.
Como se processa?
Os noivos encomendam ímans ao Bairro do Amor que serão personalizados pela Marta.
Com a compra dos ímans e as receita da suas venda os noivos acabam por juntar o útil ao agradável: oferecem uma lembrança gira e útil (quem não tem ímans no frigorífico?) e, em simultâneo, fazem um donativo ao Bairro do Amor, tornando o casamento uma oportunidade de serem solidários e praticarem responsabilidade social mas com pinta!
Hoje foi o dia da Vera e do Miguel virem morar para o Bairro do Amor.
Que sejam felizes para sempre!

Este mês no Bairro...


  • Dia 12 à noite estaremos nas festas de Santo António, em Lisboa, com um encontro informal de vizinhos do Bairro do Amor.
  • Dia 19 estaremos, em Lisboa, com a Marta e a Mafalda, na produção do filme de apresentação do Bairro do Amor. Precisamos de gente que queira dar uma mão (literalmente) mas, mais para a frente, dou detalhes sobre este evento.

Quem se junta?


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