terça-feira, 30 de junho de 2015

Rio, rio, rio. Rio para não chorar (de alegria)






"Em Janeiro de 2013, numa manhã normal, ao acordar disse-nos que não podia andar, que lhe doíam muito as pernas. Durante uma semana fomos a cinco médicos que diziam serem dores de crescimento mas, como corações de pais não enganam e os nossos diziam que era mais qualquer coisa, no dia 30 de Janeiro de 2013 fomos ao Hospital D. Estefânea e o diagnóstico foi ... leucemia. Só voltamos a casa depois de 28 dias no IPO. Nestes dois anos o Francisco foi um guerreiro mas a cabecita dele criou um bloqueio que o impede de andar: não é físico, é somático, mas verdade é que não anda. Na ideia dele se se descobriu que estava doente por ele não andar, ora estava a fazer tratamento não estava bom, e se não estava bom não andava.... O Francisco não anda há dois anos. Está curado da leucemia mas não anda. Os tratamentos de quimioterapia terminaram em Março. Temos feito hidroterapia e agora fisioterapia, em Alcoitão, por isso estamos agora numa fase em que ele voltou a ter gosto em andar, mas para já só consegue com um andarilho... Foram muitos meses seguidos e depois do bloqueio imposto pela cabeça, o corpo acostumou-se a não andar mesmo. Neste momento precisamos de um andarilho. Já pedimos as ajudas técnicas há meses à segurança social mas a demora espera-se que seja de mais uns meses, e, entretanto, o Francisco cresce sem continuar a andar. Precisamos de um andarilho. No único sítio que vimos até agora- no "favo de mel", custa 549 euros. Não temos dinheiro para o comprar. Nos últimos dias vi imagens da filha do Mário Augusto- do comentador de cinema- e reparei que ela usa um andarilho posterior igual ao que o Francisco precisa. Não sei se ele guarda os anteriores, se guardasse e quisesse dispor de um era óptimo. Senão achas que o Bairro do Amor conseguia ajudar-nos? Se não conseguir não faz mal. Pelo menos tentei. O caminho será longo mas a vitória é certa..." 
E-mail da Carla- mãe do Francisco de 6 anos para o Bairro do Amor" 

______________________________________♥ 

Obrigado a todos os que se quiseram juntar, os que se prontificaram a ajudar, os que fizeram contactos, os que queria contribuir monetariamente e os que continuam a acreditar que juntos somos mais forte. Porque, de facto, somos mesmo! 
Um beijinho especial à sócia quadripolar Leonor Noronha que agilizou todos os contactos. 
E hoje o Bairro do Amor acolheu na sua vizinhança a Rita e o seu pai Mário Augusto que fizeram com que o sol se tornasse, de facto,  maior neste Verão do Francisco. 

Obrigada! Muito, mas mesmo muito obrigada!

O Mundo divide-se entre...

... as pessoas que não mantêm o autocolantezinho do Office no portátil à força, mesmo que ele teime em descolar, em colar-se ao braço, à mão, a tuuuudo e... eu.

Para bom entendedor, meia palavra deveria bastar

Casal Norte-Mámen a discutir acerca do destino das férias de Verão. Mámen sugere (where else?) Açores e ursa propõe EuroDisney com a miúda. Mámen insiste:

Mámen: Mas nós precisamos de descansar
PN: Precisamente...
Mámen: Nós nos Açores conseguimos descansar...
PN: Eu preciso de descansar da minha cabeça. 
Mámen: Então e nós nos Açores não conseguimos descansar da cabeça?

PN faz aquele olhar. 

Mámen: Eurodisney, é isso?

segunda-feira, 29 de junho de 2015

Só para quem leu Gil Vicente

O Mundo divide-se entre quem me pergunta do que estou doente e percebe do que se trata quando respondo "samicas" e os outros.

sexta-feira, 26 de junho de 2015

Sensibilidade meets sentido de oportunidade

No centro de saúde, a levar uma valente seca,  sem ver revistas à vista, pergunto à recepcionista se há alguma coisa para ler. Resposta:

"- Já leu o panfleto sobre o testamento vital?"

...

...

...


segunda-feira, 22 de junho de 2015

O Bairro do Amor é um sítio sem pressas

Andamos há meses a pensar, planear e preparar este projecto: um filme de apresentação do Bairro do Amor com a chancela da Luneta.
A Mafalda em boa hora se inscreveu na bolsa de voluntariado do Bairro e, enquanto membro da equipa de comunicação da Associação, foi a timoneira e líder deste projecto. Os meses que esperámos valeram a pena: foi um projecto pensado, mastigado, sem cobranças e que saiu valorizado pelo tempo e pela energia que cada um quis, pode e conseguiu investir nele. Obrigada do coração à Mafalda, à Raquel e à Marta Tex que foram as responsáveis para tudo acontecer e um beijinho especial à Ana Lobo e ao João, membros incansáveis da Luneta e com uma paciência gigante para nós.
Chegou o dia das filmagens e aqui vão algumas fotos do making of com a participação de vizinhos muuuuito especiais.
Estamos em pulgas para divulgar o resultado final!


(mais fotografias do making of no facebook do Bairro do Amor)

domingo, 21 de junho de 2015

A quadripolarização vermelha


Hoje é o aniversário do meu avó

O tempo resistiu ao meu avô e hoje, passados sete anos da sua morte, é a data de celebração do seu nascimento que resiste às nossas memórias; a dor e a tristeza profundas da sua partida deram lugar à sensação de privilégio de o termos tido para nós, de ter sido este e não outro qualquer o nosso avô.
O meu avô não resistiu  ao tempo mas há pedaços do meu avô no sobrenome que escolhi e embrulhei em papel de saudade para a minha filha, no olhar da minha mãe e do meu tio, no sorriso da minha tia, na impulsividade da minha prima e no meu bom humor.
E, talvez, sim, o meu avô tenha resistido ao tempo através de nós. E isso faz-nos amar-nos mais uns aos outros (também) como forma de o mantermos vivo em nós, plural que somos dele, também.

O meu avô não nos deixou herança em dinheiro, bens, imóveis mas - ele sabia- deixou-nos o melhor que nos podia deixar: o amor um pelos outros, pela família nuclear que para os outros seria vista como a alargada, a preocupação e a atenção pelos irmãos, tios, sobrinhos e primas, as mãos estendidas para nos ajudarmos mutuamente inequivocamente e de uma forma tão natural como respirar. O meu avô deixou-nos como herança pertencermos a este clã e não há nada que nos pudesse ter deixado mais precioso que estes laços, este amor.
Já não choro quando penso no eu avô (e penso todos os dias). Aliás, às vezes choro mas é de saudade e já não de dor. E depois limpo os olhos com o peito da mão- tal como ele fazia- e sorrio porque há 85 anos o bebé da D. Ana nasceu para cinquenta anos depois se tornar no homem mais importante da minha vida e fazer-me feliz, incrivelmente feliz, a mim.
E isso é motivo de celebração: parabéns, ´vô! O tempo não interessa para nada: estás sempre aqui.

segunda-feira, 15 de junho de 2015

Quem nos dá uma mãozinha?

O pedido é literal. Na próxima sexta-feira, alguns vizinhos de Lisboa do Bairro do Amor juntar-se-ão para construirem uma surpresa maravilhosa.
Para o feliz acontecimento precisamos de mãos. Literalmente. Neste caso, precisamos de mãos de uma pessoa de raça negra e de mãos de um casal (homem e mulher) sénior. Mãos tatuadas ou com henna seria assim top! E uma mão com uma prótese o nirvana!
 
Quem se quer juntar? Prometemos que o trabalho não é pesado. Será bastante colorido e divertido, até!

A CONHECER | Mercadinho dos Açores

O Porto já tem uma mercearia inteiramente açoriana. Chama-se "Mercadinho dos Açores" e fica na Rua da Alegria, 250, Porto.

Ide, ide: experimentem queijo ilha do bom, ínhame, massa sovada, queijadas da Graciosa, a morcela de arroz, angelica, pimenta da terra e, claro, kima de maracujá.

 Em breve a loja terá também carne dos Açores em vácuo. E depois a cozinha na Invicta nunca mais será a mesma.

Logo me contais.

Vá, eu assumo: gosto (desta) Frozen

quinta-feira, 11 de junho de 2015

A CONHECER | Maria Pratas




Back to basics ou apaixonei-me por uma loja online

Tábuas de cozinha maravilhosas. Malas que resultam de tecelagem. E candeeiros de design natura.
Estou apaixonada pelo trabalho da Maria Pratas.

quarta-feira, 10 de junho de 2015

Ié, ié, ié, o Porto é que é...

No próximo dia 20 de Junho, sábado, o Bairro do Amor estará a Norte num evento que se espera espectacular.

O Bairro dos Livros junta-se ao Bairro do Amor para um piquenique literário. Sim ouviram bem: um piquenique literário, no Porto!

 Programa

15h00 Encontro na Avenida das Tílias: Estender das Mantas para o Piquenique Literário 
15h30 Hora do Conto :: Tio Lobo :: Sala da Bilbioteca 
16h00 Visita à Biblioteca Almeida Garrett 
16h30 Jogo Literário a partir d "A Onda" de Suzy Lee 
17h00 Lanche Literário com escritores e ilustradores, livros e personagens! 

Número de vagas: 40 crianças 

 Preço: grátis

 INSCRIÇÕES E PEDIDOS DE INFORMAÇÃO PARA bairrodoamor@iol.pt

Quando eu morrer desactivem, de imediato, a minha conta de facebook

O comentário de emoticon bipolar


O comentário do amigo que é comercial e que não consegue deixar de aproveitar a oportunidade para fazer publicidade

O comentário da fã animal lover

O comentário de quem sente paz nas entranhas


O comentário de quem está a leste do Paraíso

O comentário de quem gosta e não gosta de quem sabe e não sabe o que há-de escrever

O comentário de quem não pesca nada de comentários


terça-feira, 9 de junho de 2015

Nuno Melo, abutres dos pêsames e o cãibras no meu braço direito

Tenho um vício que me envergonha mas aqui dou o corpo às balas: não resisto a ir ver os facebooks das pessoas que acabaram de morrer.
Não que seja mórbida e espere fotografias agonizantes dos momentos pré-morte-  credo!- mas gosto de contemplar todo o folclore de pêsames em murais de facebook vindos do Manel que está a comer tremoços enquanto comenta o último status do recém-falecido e a Maria Joaquina que acabou de ver que o Nuno Melo morreu e tem que escrever alguma coisa, antes de largar o computador e levantar o rabo do sofá para ir dar uma mexida no esparguete que está ao lume. Não vale a pena aqui falar das ripianas do facebook, essa espécime já dissecada neste post.
Nuno Melo morreu e eu lamento a morte do Nuno Melo como lamento a morte de qualquer ser humano, à excepção do Saddam Hussein e do Bin Laden, vá. Não o conhecia pessoalmente nem era sua amiga ou conhecida. Também não era confessa seguidora da sua obra e como actor enervava-me um bocadinho o tom de voz lírico e nunca o consegui dissociar do Camilo de Oliveira, parceiro de uma famosa da série da SIC que era transmitida na minha adolescência.
Mas lamento a sucessão de pêsames, rips e "meus sentimentos" de pessoas que nunca o foram ver a uma sala de teatro, nunca foram espectadores das novelas onde entrou e que desconheciam que, para sobreviver neste país onde as artes são tratadas a pontapé, Nuno Melo teve que se dedicar, já com cancro diagnosticado, a ser vendedor imobiliário para sobreviver. Faz-me um bocadinho de espécie que se criem páginas de "RIP Nuno Melo" e as etiquetem com a palavra "comunidade" e causa-me náuseas que a administradora da página "Até Sempre" ande a mendigar pedidos de visitas à sua página em todos os comentários públicos de RIP NUno Melo, que isto não há direito, têm ali um livro de condolências público e andam a desperdiçar pêsames por dá cá aquele status. 
E entre deixar de comer tremoços e levantar o rabo do sofá para ir calar a Bimby que agoniza na cozinha fecho a janela do facebook do actor e sinto-me orgulhosa por acreditar que não dizer nada é a melhor forma de homenagear uma pessoa que morre e fico a pensar que ele, provavelmente, se divertiria, se alguém se enganasse e fosse prantar "um RIP Nuno Melo" no seu homónimo político.

Estou com cãibras no braço a tentar resistir a fazê-lo...



domingo, 7 de junho de 2015

A EXPERIMENTAR | Mister Pizza Cascais


O melhor restaurante family friendly do Mundo 

Sentámo-nos na esplanada à sombra.
O restaurante não estava a abarrotar.
As miúdas foram fazer as suas próprias pizzas com empregadas fofinhas e pacientes.
Bebemos uma sangria maravilhosa. 
Na esplanada elas puderam correr e fazer desenhos a lápis de cor e a giz num espaço para o efeito. 
Comeram as próprias pizzas.
Ofereceram-lhes um copinho com uma bola de gelado de morango. 
Os pais conversaram sem medo que elas destrambelhassem (a esplanada é fechada).
Os pais estavam tão confortáveis que se deixaram ficar... até às três e meia da tarde e ninguém os mandou embora ou fez cara de stress. 
O dono do restaurante foi à nossa mesa perguntar-nos a nossa opinião. 
Elogiámos de forma o mais sentida possível.
Ofereceram um chupa-chupa às miúdas antes de irmos embora. 
Saímos com a certeza que é o restaurante menos indicado para quem não gosta de miúdos e o melhor restaurante do Mundo para pais como nós. 

Voltamos sempre. Voltaremos sempre ao Mister Pizza Cascais.




Levar os miúdos ao restaurante mais baby friendly de Cascais

Quem? Restaurante Mister Pizza Cascais
Onde? Rua da Torre, 1155 F, Torre- Cascais
Contacto: Pelo telefone 210 996 296
Saber mais? http://misterpizzacascais.pt/

sábado, 6 de junho de 2015

Atençao noivas de 2015: alguém tem que vos dizer isto!

                                  
 
Gastar muito dinheiro em lembrancinhas inúteis é assim um bocadinho de desperdício de dinheiro. Quantas de nós, na primeira grande arrumação da casa, damos as voltas às gavetas e, invariavelmente, os souvernirs de casamento são tratados como bugigangas e vão parar ao lixo?
No Bairro do Amor acreditamos que podem haver lembrancinhas giras, baratas e úteis que os noivos podem oferecer aos convidados e, por isso, com a colaboração da Marta- a ilustradora oficial do Bairro- criámos os ímans solidários do Bairro do Amor.
Como se processa?
Os noivos encomendam ímans ao Bairro do Amor que serão personalizados pela Marta.
Com a compra dos ímans e as receita da suas venda os noivos acabam por juntar o útil ao agradável: oferecem uma lembrança gira e útil (quem não tem ímans no frigorífico?) e, em simultâneo, fazem um donativo ao Bairro do Amor, tornando o casamento uma oportunidade de serem solidários e praticarem responsabilidade social mas com pinta!
Hoje foi o dia da Vera e do Miguel virem morar para o Bairro do Amor.
Que sejam felizes para sempre!

Este mês no Bairro...


  • Dia 12 à noite estaremos nas festas de Santo António, em Lisboa, com um encontro informal de vizinhos do Bairro do Amor.
  • Dia 19 estaremos, em Lisboa, com a Marta e a Mafalda, na produção do filme de apresentação do Bairro do Amor. Precisamos de gente que queira dar uma mão (literalmente) mas, mais para a frente, dou detalhes sobre este evento.

Quem se junta?


A Primavera voltará (À Ana -que não é a minha)

[Desejas ter um filho. Desejas com todas as tuas forças. Projecta-lo na tua cabeça, na tua vida, no teu coração e imaginas o futuro com gargalhadas pequeninas e abraços dados por mãos minúsculas. Um dia um teste colore-te o sorriso.
Engravidas e transportas um pequeno Mundo em ti, tão secreto como só teu. Antes de tudo o resto, teu, intimamente teu: de pele, de sangue, de entranhas. 
Devagarinho, vais partilhando a notícia com o Mundo. Depois a barriga floresce, regada ao amor das semanas a passar. Escolhes um nome, conferes uma identidade, projectas a pessoa, já não a ideia da pessoa. 
Um dia, antes do dia, antes do tempo, antes do Mundo estar acertado com a lua, nasce-te um filho, quando não era suposto- ainda-nascer. Tudo cá fora: do tempo, do espaço, do corpo. Todo o Mundo fora de ti. E tu vês, ouves, tocas e rezas, mesmo que tenhas que inventar um Deus só para ti, porque quando tudo falha, só a fé é que nos pode salvar. 
E desejas com todas as tuas forças que o Mundo faça o teu lugar, que as máquinas substituam o teu corpo, que os médicos resolvam o que há para resolver. E pedes energia positiva. E orações, E projecção de coisas boas. E todos torcem, todos rezam, todos acreditam com força para que o Mundo permita que tudo se resolva. 
Um dia, mesmo com Sol, faz-se Inverno em ti. Está frio lá fora, chove dentro de ti, troveja-te a pele, no teu coração só poças de tanta chuva sem fim. E dizes que tens medo do futuro, que não sabes se voltarás a ser feliz.  Perguntas-me como se enterra um filho. Dizes-me que não ficaste viúva nem orfã: apenas desfilhada. Pedes-me consolo. 
Tenho poucas palavras para ti: guarda todo esse amor que ainda tens aí dentro, vai-te fazer falta; a vida dá-nos segundas oportunidades: não tapes a ferida, deixa doer, vai ter que doer, deixa a ferida aberta para entrar o sol, o sol ajuda a cicatrizar sempre melhor: chorar faz bem se te apetecer e não chorar faz igualmente bem se não te apetecer: um dia limparás os olhos com as costas da mão e nada restará senão seguir em frente: faz os rituais se sentires vontade: evita o folclore dos pêsames e dos sentimentos de quem nada sente: e depois, quando acabar o ritual, quando tiveres um segundo para pensar, pensa: "eu mereço coisas boas": sempre que desanimares repete baixinho "eu mereço coisas boas": um dia farás as pazes com a vida, acredita em mim: a vida não tem apenas um take, já te disse?
És uma árvore, Ana. Uma árvore com raízes, tronco, galhos. O Inverno roubou-te o teu único fruto. O vento varreu as folhas do chão e há muito que não há flores. Chove, troveja, há relâmpagos e frio lá fora. Aí dentro também. 
Mas- acredita em mim- a Primavera voltará. Porque tu mereces coisas boas.

Um abraço apertado, demorado e sentido, 

Liliana.]

quinta-feira, 4 de junho de 2015

No bairro do amor o sol parece maior e há ondas de ternura em cada olhar

E como ao amigo conhece o amigo, desta feita, a Rita está em contacto com a mãe do Francisco.

E, sim, teremos andarilho! :)

(Obrigada a todos os que se quiserem juntar, os que se prontificaram a ajudar, os que fizeram contactos, os que queria contribuir monetariamente e os que constinuam a acreditar que juntas somos mais forte. Porque, de facto, somos mesmo! Um beijinho especial à minha Nonô- ézamaior!)

Para todos os que se quiserem inscrever como sócios no Bairro do Amor basta clicarem aqui.

quarta-feira, 3 de junho de 2015

Vizinhos do Bairro do Amor e quadripolares chamados à recepção

"Em Janeiro de 2013, numa manhã normal, ao acordar disse-nos que não podia andar, que lhe doíam muito as pernas.
Durante uma semana fomos a cinco médicos que diziam serem dores de crescimento mas, como corações de pais não enganam e os nossos diziam que era mais qualquer coisa, no dia 30 de Janeiro de 2013 fomos ao Hospital D. Estefânea e o diagnóstico foi ... leucemia.
Só voltamos a casa depois de 28 dias no IPO. Nestes dois anos o Francisco foi um guerreiro mas a cabecita dele criou um bloqueio que o impede de andar: não é físico, é somático, mas verdade é que não anda. Na ideia dele se se descobriu que estava doente por ele não andar, ora estava a fazer tratamento não estava bom, e se não estava bom não andava.... O Francisco não anda há dois anos. Está curado da leucemia mas não anda.  Os tratamentos de quimioterapia terminaram em Março. Temos feito hidroterapia e agora fisioterapia, em Alcoitão, por isso estamos agora numa fase em que ele voltou a ter gosto em andar, mas para já só consegue com um andarilho... Foram muitos meses seguidos e depois do bloqueio imposto pela cabeça, o corpo acostumou-se a não andar mesmo. Neste momento precisamos de um andarilho.
Já pedimos as ajudas técnicas há meses à segurança social mas a demora espera-se que seja de mais uns meses, e, entretanto, o Francisco cresce sem continuar a andar. Precisamos de um andarilho.
No único sítio que vimos até agora- no "favo de mel", custa 549 euros.Não temos dinheiro para o comprar.
Nos últimos dias vi imagens da filha do Mário Augusto- do comentador de cinema- e reparei que ela usa um andarilho posterior igual ao que o Francisco precisa. Não sei se ele guarda os anteriores, se guardasse e quisesse dispor de um era óptimo.
Senão achas que o Bairro do Amor conseguia ajudar-nos? Se não conseguir não faz mal. Pelo menos tentei. O caminho será longo mas a vitória é certa..."

Carla- mãe do Francisco de 6 anos

terça-feira, 2 de junho de 2015

Ana a olhar para as fotografias do bigode* da Frida Kahlo expostas no Cascaishopping

-"Mãe, a princesa dói-dói é um senhor?"


Overfacebookdose

Pessoas a lutarem pelos direitos dos caracóis. Bruce Jenner que eu não sei quem era mas que agora é uma mulher voluptuosa. Miúdos a fazerem jogo simbólico em Portalegre brincando aos motins. Tornaram a Geração Rasca uma marca. O Cavaco decidiu pôr crianças a bater continência no Palácio de Belém. O Ronaldo tem bexiga e fez xixi ao laréu. A Camila sintonizou a antena parabólica do Carlos. Estão de novo na moda as cuecas de gola alta. 

São tantas emoções num só mural que desliguei o pc.

(Vou só ali comer caracóis e já volto...)

"Muito mais é o que nos une que aquilo que nos separa"

Sábado éramos muitas. E barulhentas, como só as mulheres sabem ser. Mas barulho com açúcar que é como quem diz barulho com pronúncia do Norte. 
Dizia eu que sábado éramos muitas. A Ângela recebeu-nos no seu atelier e- caraças!- que élan têm aquelas instalações. E brindou-nos com um lanche maravilhoso e uma hospitalidade invicta. Depois tocámos todas juntas sob a batuta da Elisabete. E com o ritmo de todas, pequenos tremores de terra, todas juntas um autêntico furacão.
Muitas de nós não nos conhecíamos. Nunca tínhamos ouvido falar umas das outras, não sabíamos de onde vínhamos, os sobrenomes, as orientações políticas ou religiosas ou as diferenças individuais. Não nos interessava: era precisamente por isso que ali estávamos. Todas.
Sábado éramos todas (menos uma) mães. E essa característica única que nos unia era mais forte que todas as diferenças que ali nos tinham juntado. 
Sábado éramos apenas mulheres e mães a lutar pelo direito à escolha, à liberdade individual, às opções sem rótulos, recriminações públicas e juízos de valores externos. 
Sábado éramos apenas mulheres e mães que escolheram o que melhor se adequou às suas dinâmicas familiares, às suas convicções e crenças, sentimentos e histórias de vida. Sábado sabíamos que éramos as melhores mães do Mundo, não para todos os outros, mas para os nossos filhos, as principais razões para lutarmos pelo respeito pela diferença, pela liberdade de escolha, pela liberdade de sermos as mães que queremos ser e não as mães que a sociedade e os outros querem que sejamos. 
Sábado havia entre nós mães com diferentes opções sexuais, diferentes posições relativamente à amamentação, diferentes escolhas relativamente aos modelos educacionais, às tipologias de famílias, ao número de filhos, à relação com o próprio corpo. Havia mães loiras, morenas, mais velhas e mais novas, avós que já foram mães e uma de nós que nunca quis nem quer ser mãe. E celebrámos a diferença com muitas gargalhadas, sorrisos, abraços e cumplicidade. 
Sábado éramos muitas. E- carago!- éramos muitas e "bouas"!
Obrigada a todas! Sois as máiores!






O resultado desta sessão fotográfica será uma exposição subordinada ao tema "A mãe decide".
Em breve darei mais pormenores onde a poderão visitar.
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