quarta-feira, 31 de julho de 2013

O Mundo divide-se entre...

... as pessoas que leram os livros da Alice Vieira na infância (e até têm um preferido*) e os outros.



(* por aqui: "Úrsula, a maior!")

Os pobrezinhos na Comporta da "Questina"

Das várias ideias engraçadas que ontem foram surgindo no hipotético evento dos pobrezinhos que poderiam ter tomado de assalto a Comporta da Kica, eis algumas com que contribuí:


  • Só permitido o acesso ao evento de pessoas com dois nomes próprios que não combinam nem à lei da bala
  • Pedido de patrocínio de transporte de camioneta da carreira à junta de freguesia (pedido de galhardetes incluído)
  • Ideias para "o comer": rissóis de delícias do mar, croquetes, folhados de xalcixa. minuins, pipis, tremoços, túbaros e sandes de courato e de panado, pataniscas e peixinhos da horta..
  • Ideias para as bebidas: mines, vinhos de pacote com torneirinha e "sevenaps" para as patroas que não bebem cerveja e que apreciam "panachés".
  • Ideias de confecção: camping gaz ou bidões de plástico cortados ao meio a serir de assadores. 
  • Dress code feminino: "As mulheres devem levar bata sobre o fato de banho, e usar a t-shirt na cabeça a fazer de chapéu." (ideia da Maria Esteves) Unhacas de gel serão apreciadas!
  • Dress code masculino: os homens devem ir de calções até aos sovacos, camisolas de alças e chinelo de dedo. Bonés, claro! E unhaca do dedo mindinho crescida ao natural. 
  • Logística: geleiras azuis para o acondicionamento e "tamparueres" para aproveitamento das  sobras (não se diz restos, que uma pessoa é pobre mas não é miserável...)
  • Menu infantil: papo-secos com margarina (vá, eu meto a cunha na Vaqueiro! ;) 
  • Divertimentos: raquetes para se jogar na areia, concursos de chapões e caça ao gambuzino, versão mosquito
  • Momento de cantigas: Liliana Márise da novela da TVI e o meistre Quim Barreiros
  • Media: directo de "O Preço Certo- especial marcas brancas na Comporta" apresentado pelo Fernando Mendes
(O que ontem me ri, senhores! Impagável...)

sexta-feira, 26 de julho de 2013

Feliz Dia dos Avós

Deseduca com amor e bem querer. Enche os teus olhos com mais lágrimas de alegria do que aconteceu com os teus filhos. Atropela as outras para conseguires um lugar na primeira fila no espectáculo de Natal da escola. Leva-lhe o pequeno-almoço à cama sem os acordares com gritos de alvorada. Dá-lhe sobremesa mesmo que não tenha comido o jantar todo. Deixa-as sentarem-se às tuas cavalitas a pentearem e porem-te rolos mesmo que tenhas zelado sempre pela tua masculinidade. Deixa-os ganhar no Monopólio. Deixa-os ganhar em todos os jogos de tabuleiro. Monta-lhes uma tenda no quintal. Deixa-os tomarem banho de mangueira, fazerem de um velho tanque de roupa uma piscina ou saltarem à volta dos aspersores da relva ligados. Ensina-lhe a oração "anjinho da guarda". Tricota-lhes as camisolas da moda. Cose-lhes os farrapos da moda, ignorando que o rasgado é que está in. Goza com as expressões deles. Deixa-os fiacarem no mar até as palmas das mãos ficarem todas enrugadas. Usa "bué" só para ser os divertires. Aproxima-os do mais próximo de voar, empurrando-os com força num baloiço. Faz almoço especial e de propósito para eles, diferente do almoço de todos. Carrega-lhes a mochila quando os vais buscar à escola. E a lancheira. E o saco com os bonecos de pvc. E, se lhe doerem os pés, leva-os ainda ao colo. Dá-lhes prendas no aniversário, no Natal, no dia da Criança, no Pão por Deus. E em todos os outros dias em que te apetecer. Aprimora as tuas receitas e encontra a tua especialidade preferida para cada um deles. Começa a temer a morte porque, já agora, dava jeito vê-los a avançar um bocadinho mais na vida. Faz os teus primeiros check-ups. Deixa de fumar porque eles te pediram. Baba quando eles balbuciarem os primeiros "a-bó" ou "bô". Deixa-te abraçar sem medo de mariquices. Ensina-os a andarem de bicicleta. Conhece-lhes os gostos mais estranhos e faz-lhes torradas aquecidas com manteiga derretida nos bicos do fogão e leite com chocolate "espertinho". Adopta um cão para lhes dares um amigo, sem medo de alergias ou das responsabilidade de teres que o passear. Finge que não os ouves aos risinhos, em vez de estarem a dormir, a altas horas da madrugada em dia de dormirem na tua casa. Vai a correr comprar um peixe dourado para substituir outro que, entretanto, morreu, para eles não lhe darem pela falta. toca, às escondidas, nas cornetas e realejos deles. Ensina-lhes a pedir desejos a estrelas cadentes. Fecha os olhos quando eles te derem beijinhos lambuzados. Molha a colher da cefé em açúcar e oferece-lha. Arma-te em mágico e e encontra-lhes rebuçados atrás das orelhas. Telefona-lhes todos os dias. Guarda moedas para lhes encheres o mealheiro. Oferece gelados à revelia dos pais. Ignora quando eles fazem bolhinhas, a soprarem ar através de uma palhinha, para dentro do copo de sumo. E ri-te, às escondidas, com o disparate. Mantêm com eles os vossos pequenos segredos. Em noites de trovoada, trá-los para a vossa cama, no meio de vós. Faz o teu próprio cartão "Toys R' us". Fala-lhes dos teus pais e dos teus próprios avós. Deixa-os brincarem com água e farinha. Rouba fotografias deles, à sucapa, dos albúns dos pais. Encobre tantos disparates quantos conseguires. Enche a casa de molduras com retratos deles. Percebe que o teu coração se pode bifurcar por cada um deles que te nasce. Sorri sempre que correm para ti. Ama sem medos.
Ama antes, muito antes, de educar. 

Feliz dia, a todos os avós!

quinta-feira, 25 de julho de 2013

Os Açores... na festa da Ana!

Quando comecei a organizar a festa da Ana, queria ter o condão te poder trazer a Lisboa todos os leitores queridos do meu blog. 

Impossibilitada de o fazer alegrei-me quando percebi que a Marisa Barroca e a Isabel Coimbra faziam diligências para encontrar um autocarro que me trouxesse as gentes do Norte. Percebi que a Fatima Agostinho podia fazer um car sharing trazendo a Daniela Braz do Algarve. Vem uma menina do Alentejo, outra de Coimbra, a Daniela Ferreira de Bragança. A Luz vem do Funchal!

No entanto, porque tenho um tipo dos Açores cá em casa, conheço o peso da insularidade. E sabia que era quase impossível trazer leitoras dos Açores para nos ajudarem a apagar a vela! 

 No entanto, tal como fiz para muitos lados, tentei fazer alguma coisa. E eis que me chegou esta resposta: 

"Cara Pólo Norte, 

 nome do Grupo SATA, acuso a receção da sua mensagem de e-mail e agradeço o seu pedido que mereceu a nossa melhor atenção. 

 Gostaria de lhe transmitir que o seu pedido se enquadra na ativa postura de responsabilidade social que assumimos, pelo que estaremos em condições de oferecer o nosso apoio com a cedência das duas viagens solicitadas no percurso Ponta Delgada/Lisboa/Ponta Delgada. " 



A Corisca Ruim e a Carlinha vêm à festa da Ana!

Obrigada, SATA! Ficámos de coração cheio!

quarta-feira, 24 de julho de 2013

PROGRAMA QUADRIPOLAR | PARIS

Diz a minha Bé: 
"Transporte: para uma semana, julgo que os bilhetes de 10 viagens para o metro são uma boa opção - custam 13,30€ os 10
Do aeroporto CGD para o centro tens o comboio RER B até à gare du Nord (cerca de 9€ pessoa)  e depois é ver onde fica a casa em Montmatre e apanhar o metro até lá. Há sempre os táxis mas custam cerca de 50€ + preço bagagem. Tens ainda oRoissyBus que passa pelos terminais 1, 2 e 3 do aeroporto a cada 15 minutos, e pára em frente ao palácio Garnier (Ópera de Paris). O preço do trajeto é cerca de 10€ por pessoa.
Alguns apontamentos, uns já te disse, outros não :)
  
Passagens Cobertas - uma espécie de ruas cobertas cheia de lojinhas - a chic Vivienne -  4, rue des Petits Champs, 5, rue de la Banque, 6, rue Vivienne, 75002 Paris e as mais pitorescas Jouffroy (10-12, boulevard Montmartre – 9, rue de la Grange Batelière, 75009 Paris), Verdeau - 6, rue de la Grange Batelière – 31, bis rue du Faubourg Montmartre, 75009 Paris ePanoramas - 11-13, boulevard Montmartre – 151, rue Montmartre, 75002 Paris

Todo o bairro de Montmatre

Todo o bairro de Sant German de Prés - não é nada turístico mas foi das zonas de Paris que mais gostei, tem um “charme-Parisiense”. Lá viveram Simone de Bouvoir e Jean Paul Sartre. Na  Boulevard du Saint Germain, procura os cafés  Flore e Deux Magots. Muito giros. 

Subir ao terraço do Arco do Triunfo -  muita gente nem sabe que dá para subir e a vista é muito boa.

  • fazer um cruzeiro no Sena quase ao final do dia quando o sol se põe (a partir das 20h)- o passeio é muito bonito e vês quase todos os monumentos no passeio, no verão havia imensas pessoas a aproveitar o final do dia, numa espécie de praias junto às margens, (o vinho e o queijo....). Esta é uma das empresas: www.bateauxparisiens.com 
  • Pont de L'Archevechê - onde há a famosa tradição de levar um cadeado e prender na ponte para simbolizar o amor eterno (fica por trás da notre dame), e é onde se tem a melhor vista da cabeceira de Notre Dame. Eu subi às torres para ver de perto as gárgulas mas não sei se com Ana será tão viável

Dicas Doces e boas: 


Carette - na Place du Trocadero é a patisserie Parisiense  que fabrica os "Macaroons dos Parisienses" (eles não gostam tanto da Ladurée), já ganharam vários prémios internacionais na doçaria. 


Ir ao Angelina beber chocolate quente, dizem ser o melhor de Paris  http://www.angelina-paris.fr/en/#/home/

Chocolaterie Jacques Genin - que tem o eleito melhor mil folhas de Paris http://jacquesgenin.fr/

Beber um café com gelado no mais antigo restaurante do mundo - Le Procope no Quartier Latin http://www.procope.com/
Lanchar nos  Les Deux Moulins 15, Rue Lepic, 75018 PARIS 18 - este café foi onde filmaram o Amélie (eu não bebi nada)

Comer muitos crepes, são maravilhosos (banana com nutella uiiii- os melhores e mais baratos comi perto da Bastilha)

Usar e abusar do Monoprix - espalhado pela cidade, tem boas opções para levar comida na mochila (levar um pareo para servir de toalha, não deve haver cidade melhor na Europa para aproveitar os jardins fazendo picnics

Dependendo dos monumentos que visites, faz contas se vale a pena comprar um cartão dos museus/monumentos. Não é barato, só compensa se se visitar muita coisa, e dá prioridade de entrada que no verão vale ouro. Ou se está numa de vivenciar mais a Cidade e ir ao sabor do que mais gostares por lá...."


Mais sugestões a acrescentar a estas, mas daquelas boas, boas, agradecem-se!

Angola? Done!



"Tanto tempo andei a congeminar a quadripolarização e hoje, sem contar, a coisa deu-se! (Mais depressa te tivesse eu enviado o email de ontem...)
Ora aqui tens, querida Ursa: a Portuguesita já com cores de África (bem sei que não parece, mas acredita em mim!) no candongueiro, a dominar uma Cuca (cerveja nacional)!
Comentário do motorista: "Tia, vê lá, não vai me vender em Portugal!". Portanto, olha, diz que o moço não está a venda! ;)

Beijinhos!"

Obrigada e um granda beijo aí para a banda, "tia" Susana!
Pólo Norte <3 you!


segunda-feira, 22 de julho de 2013

Mapas de representação cognitiva: pólo norte vs mámen

Acabei por comprar o champô sem sal no Boticário, onde não entrava há décadas por preconceito de perfumaria barata e com cheiro a lavanda. No entanto, depois de não encontrar marca Scala de porra nenhuma e o tal Tresemmé liso keratina estar esgotado nas prateleiras do Continente do Cascaishopping, não tive outra solução. O meu cabelo estava mais lambido do que se tivesse sido lambido por uma manancial de vacas açorianas. 
Comprei um champô de cereja do Boticário, assim sendo, a um preço simpático e fui muito bem atendida pela funcionária que também tinha o cabelo com alisamento marroquino e me fez aquele olhar de solidariedade de cabelo lambido. 
Cheguei a casa, fui tomar banho, lavei o cabelo, sequei-o e o cheirinho a cereja manteve-se. 
Comentário de mámen, como se fosse um chef daqueles do MasterChief Alcabideche:

- "Elá, o teu cabelo cheira a ginjinha. 
Muita bom esse champô!
 E olha que não é uma ginjinha qualquer, cheira mesmo à de Óbidos..."

...

...

...

(eu mereço?)

O Mundo divide-se entre...

... as pessoas que, ao deixar cair pão, este cai com a margarina para cima e as que o respectivo pão cai com a manteiga para baixo.


Facebook for dummies ou análise projectiva de usuários de facebook

Usuários com perfil de casal- Casal de namorados ciumentos, ou em alternativa, casal de namorados em que um dos cônjuges é ciumento e quer controlar amigos, likes, pertença a grupos e, claro, mensagens. E em que o outro é totó. Ou em que há um dos cônjuges que não quer ter página, não quer ter facebook mas quer ter acesso à conta do outro, como quem não quer a coisa, usando o argumento "mete lá o meu nome que eu não tenho conta e assim, quando me apetecer ver qualquer coisa, uso o teu. E o outro é totó.

Usuários que postam, sucessivamente, fotografias do grupo "Receitas Rápidas" ou "Livro de Receit@s"- Gente que está a cumprir a "Dieta dos 30 dias" ou gente que troca receitas via mural público do facebook ou gente com fome. Muita fome.

Usuários que postam imagens de montagens de cestas com rosas azuis e frases escritas em Comic Sens como "para perfumar o teu fim-de-semana" nos murais de outras pessoas- Senhoras na menopausa, que não estão a tomar os suplementos vitamínicos necessários

Usuários que postam "Pela Força, pelo carisma e carinho que possui" Te admiro! Prêmio mulher bem mais que bonita! A brincadeira é a seguinte...assim que for selecionada, tem que escolher 10 mulheres do seu Facebook, que você acha que merecem o prêmio. Copie e cole isso no mural delas, seja sincera! se for selecionada mais de 3 vezes, saberá que é verdadeiramante bonita. Se quebrar a brincadeira nada vai te acontecer, mas é sempre bom saber que alguém te acha linda...por dentro e por fora. Eu escolho você!!!"- Senhoras, sozinhas e carentes, que necessitam de ouvir palavras bonitas por parte das outras pessoas e que, já agora, dão a dica acerca do que querem ouvir. Passa ao mesmo e não a outro.

Usuários que postam fotografias com pôr-do-sol, virgulas e pombinhas- Floribelas recalcadas!

Usuários que postam fotografias de imagens do sagrado Coração de Jesus ou da  Nossa Senhora da Agonia com as palavras "Boa noite queridos amigos e amigas! Hoje é o dia nacional do amigo, envio meu melhor amigo para vocês."- Me-do! 

Usuários que postam fotografias a segurar vegetais extra-terrestres, mais concretamente, uma courgette maior que a neta quando nasceu (a saber comp. 53cm, diâmetro.47cm e peso.2,850kg)- Sogro da Pólo Norte

(Estou aqui a ponderar se falo sobre o facebook de senhora minha sogra...)

domingo, 21 de julho de 2013

Mónaco? Uh lá lá!



Um grande bisous para os chiques e giros Filipa e Pedro que cumpriram a "dolorosa" tarefa de quadripolarizar o Mónaco...

Pólo Norte inveja-vos- é certo!- mas <3 you!

quinta-feira, 18 de julho de 2013

A vida em perspectiva durante um alisamento marroquino

Tirei a manhã para mim. Tinha escrito que  não fosse a necessidade de domar de vez o meu cabelo, encontrar um novo emprego que me faça feliz, comprar uma máquina fotográfica nova e andar de balão arriscaria a dizer que a vida, até, não me corre nada, mas mesmo nada mal.Comecei pelo mais fácil: fui fazer um alisamento marroquino. 
Dei por mim em silencio durante três longas horas e meia enquanto, madeixa a madeixa,  me impregnavam um químico no cabelo e depois, novamente, madeixa a madeixa, me pranchavam o mesmo. A vida ali, em perspectiva, no espelho de um cabeleireiro kitch. 
Sou uma mulher. Na primeira manhâ dos meus 33 anos percebi que não me posso esconder. Posso ter cara de miúda, humor duvidoso de adolescente mas a vida fez de mim uma mulher. Cresci à força de não pensar muito nesse crescimento. O tempo, efectivamente, passou. Não sou uma senhora, ser uma senhora deve ser muito chato, mas sou uma mulher. Gosto do que vejo reflectivo no espelho, da pessoa em que me tornei. 
A minha vida já foi como o meu cabelo: eriçava-se muito facilmente. Por mais que a penteasse com as mãos, por mais que insistisse com escovas diversas, a estúpida criava nós nas pontas e, depois, de repente, já estava todo embaraçada, às vezes, um ninho de ratos. 
Durante muito tempo, na vida como nos cabelos, fui resistente a cortar os nós, tinha medo do cabelo mais curto, de outra moldura para o rosto, de perder a minha identidade, de mudar tanto que depois não me reconhecesse no espelho. Nessas alturas, agarrava na prancha, altas temperaturas e fazia o tratamento de choque, alisava a minha vida, como o meu cabelo, à força e à velocidade da energia. Do calor. 
Aos 33 anos, aceito cortar as pontas, sem grandes lamentos. Corto tudo o que pode provocar nós e dificuldade em desembaraçar. Anseio pelo ar saudável, pescoço mais fresco, sentimento de leveza. 
Aos 33 anos sei o que quero da vida, sem grandes tentativas nem erros, atitudes assertivas e sem medo do compromisso, do irreversível, pelo menos a médio prazo. O alisamento marroquino dura mais ou menos 4 meses. E o cabelo, como a vida, está, exactamente, da forma que eu quero e gosto. 
Estou mesmo contente. É que o cabelo é uma coisa muito importante para uma mulher. 

"Nem bem passado nem mal passado. Médio."

Já não me lembrava porque não fazia festa de aniversário há quatro anos mas hoje recordei-me: é um stress!
Primeira questão: convidados. Eu gosto de muitas pessoas diferentes. Com backgrounds diferentes, com estilos diferentes, com interesses e gostos diferentes, com idades diferentes, enfim, pessoas que podem não ter, rigorosamente, nada que ver umas com as outras.
Depois: tenho sempre um galo tramado para organizar festas. tenho boa intenção, boas ideias mas a minha pontaria é sempre a pior. 
Em terceiro lugar: fico sempre com o amargo de boca de não conseguir dar a atenção exclusiva e o tempo necessário a cada um dos convidados. 
Mas desde 2009 que já não havia festa de aniversário quadripolar e este ano apeteceu-me. Tumbas. 
Consegui sentar monárquicos e republicanos do bloco de esquerda na mesma mesa, pessoas com 63 anos e miúdos de 10, anárquicos e agentes da GNR, ex-alunos do Ramalhão e ateus com ódio profundo à religião, pessoas só crente em medicinas alternativas e acupunturas e fisioterapeutas mega científicas, psicólogas e malucos, gente muito caladinha e estouvados, adolescentes aborrecidos e crianças cheias de sono à mesma mesa. Ou melhor, em duas. Já lá iremos...
O restaurante escolhido é um dos meus preferidos. Vou lá frequentemente com mámen e somos muito bem servidos. Há uma semana que reservei mesa e avisei que seríamos um grupo grande. Hoje, quando lá chegámos não se lembravam da marcação. Assim, tivemos que esperar que preparassem as mesas e nos instalassem em duas mesas distintas. Começou bem. 
Passada meia hora de nos sentarmos (excepto dois amigos que esperaram para aí uma hora que colocassem mais dois lugares numa das mesas) nada de couverts nem bebidas em cima das mesas. A coisa ficou tão feia que acabei eu por ir à cozinha e servir às mesas pãozinho, sangrias e garrafas de água na minha própria festa de anos. A recolher os pedidos, a dona do botequim, uma brasileira perua, quase que me comia vida, danada que estava por eu lhe estar a dar negócio. Bufava, soprava, não esboçava um sorriso de simpatia e ainda se lembrou de me repreender porque eu devia ter confirmado o menu, depois dela me ter sugerido escolhermos à carta há uma semana atrás. Respirei fundo, sorri e acenei. Caramba, tenho 33 anos, não me posso dar ao luxo de criar rugas. 
Entretanto, enquanto a dona do restaurante afirmava, muito assertivamente, que os bifes de alcatra viriam para a mesa médios, sem opção de bem ou mal passados por parte dos clientes, eu começava a stressar. A Ana, que hoje me presenteou com um monumental mau humor durante todo o dia, decidira que não queria ir para o colo de ninguém, excepto o meu e de mámen, que éramos precisos a recolher pedidos e a agilizar o serviço às mesas da minha própria festa de aniversário... num restaurante!
Contei todos os convidados e pedi os respectivos pratos e, passadas quase duas horas de termos chegado ao restaurante,  as pessoas começaram a jantar. Todas excepto eu, pois na contagem dos convidados e na conferência dos pedidos, esqueci-me de contar comigo (loira!), pelo que, fiquei sem jantar. Pedir, áquela hora, outro prato seria coisa para estar servida amanhã ao lanche, pelo que, o jantar de aniversário dos meus 33 anos fica marcado como o não-jantar de aniversário, ou melhor, o dia 0 da dieta dos 30 dias da Agata Roquette, até porque estou, efectivamente gorda. 
O livrinho da nutricionista, prenda do namorado da minha mãe, atesta essa opinião. 

(Amigos, valeu ter-vos revisto a todos no meio daquela confusão. Irei marcar, com cada um de vós, cafés exclusivos para pormos toooda a conversa em dia. Fica confirmado que, se depois desta festa, ainda gostarem de mim vocês são MESMO os maiores! Obrigada a todos!)

(Dona brasileira do restaurante: até nunca mais! E desculpe ter feito a minha festa no seu restaurante, sim? Desculpe a maçada! Não se zangue, vá!)

segunda-feira, 15 de julho de 2013

Quem tem medo do Lobo Mau? A partir de agora eu!





"Não me convences com o teu paleio de chacha, deves-te achar a última bolacha!". Pura poesia!

Do que é que tens mais medo na morte? Da minha página de facebook.

Agora que isto anda tudo ligado, portal das finanças comunica com a segurança social, registo civil com programas de check in de móteis duvidosos, e afins, eu acho que se devia fazer uma interface entre a declaração de óbito de uma pessoa e a sua página de facebook. Tipo: morreu, bloqueia-se a página. 
A ver: se eu, de hoje para amanha, quinar estão todos PROIBÍDOS de me escrever na página do facebook. Por várias razões mas, a mais importante, a ver se vos discorre é que... eu já não vou a tempo de ler, boa?
Portanto, se lá no além eu conseguir ver as porcarias que me vão tentar escrever no facebook, lembrem-se que a minha reacção será:

"Grande abraço, amigalhaça!"


Já vais tarde. Agora para me abraçares é tipo o outro do "Fim-de-semana com o morto", uma coisa muito frouxa. Não deste em vida, olha, perdeste uma boa oportunidade. A expressão "venham daí esses ossos" é que pode ser bem aplicada neste contexto. Vá, força!

"Estou em choque. Sou amiga da Pólo há uns anos e ultimamente não sabia nada dela. Alguém me sabe dizer se ela estava doente?.... Morreu de quê? Estou em choque."


Olhamestagora! Minha amiga há vários anos e ultimamente não sabias nada de mim? Olha que grande amiga, han? Queres saber do que morri para quê, quarailho? Vais ressuscitar-me?

"Que essa alegria infinita faça sorrir o céu!"

Sim, sim! Vou fazer aqui cloud up comedy, sabes? Aqui no Festival Celestial do Riso...

"Levas um pouco de nós...e deixas muito de ti....obrigada por tudo..."


Epá, vim só com a roupa que tinha no corpo, ó idiota! Trouxe um pouco de vocês onde? Deixei muito? Deixei tudo, pá. Não te disse que só trouxe a roupinha que tinha no corpo!

"Até sempre."

Até à morte, mazé! 

"Um dia havemos de nos encontrar."

Vou ali ao Departamento de Recursos Humanos ver para quando está prevista a tua contratação para a equipa dos mortos. Só naquela, de marcar mesinha para jantarmos e pormos a conversa em dia...

"Pólinho descansa em paz. Muita Luz!"

Se queres que eu descanse em paz que porra de ideia é essa de mandares acenderem-me a luz, han? Meia luz, se faz favor, que eu quero morrer sossegada. 

"Não acredito que partiste. Fica uma grande saudade.
Pormenores das cerimónias?"


Estou-te a mandar para um sítio cabeludo na minha página de facebook? Não, pois não? Então podes mesmo acreditar que eu quinei. Caso contrário,já estava a revirar os olhos e a escrever-te uma resposta torta. Tens noção que esta não é a página indicada para me perguntares pormenores da minha própria cerimónia fúnebre, right? É que eu não te consigo responder, só naquela...


"Reza por nós!"

Rezo por vocês? Mas eu sou a Nossa Senhora de Fátima ou quê? Então eu é que faleço, a minha alma é que anda para aí a pairar a ver se é aceite no reino dos céus e vocês pedem-me que reze por vocês? Olha que grande lata! 

"Eras tão linda e divertida"

Sim, sim, era linda de morte e tu quase que morrias a  rir com as minhas piadolas mas quem se finou fui eu, né?

"R.I.P. Pólo Norte!"

Eu descansava se não estivesse sempre a receber as notificações das porcarias que vocês me estão a postar desenfreadamente no mural do facebook, pá! "Deslarguem-me!"







domingo, 14 de julho de 2013

A três dias dos 33

A vida não me corre mal. 
Tenho todos os meus amores resolvidos, até o mais antigo, o que de não ser amor se tornou amor. Este ano não me telefonará no aniversário, como não o faz há seis anos seguidos, e já não faz mal porque de não querer resolver uma história, quiçá à força de a perpetuar, de ficar para sempre no ar tudo o que poderíamos ter sido, constatamos que não fomos nada e matou-nos porque as histórias que não se resolvem, assim ficam resolvidas. 
Não devo desculpas a ninguém. Estou de bem com o Mundo e mesmo que o Mundo não esteja inteiramente de bem comigo, o problemas não sou eu, são vocês. Durmo, todos os dias, de consciência tranquila, em paz e não há preço que pague isso.
Tenho os livros que gosto de ler nas estantes. Tenho mais que uma estante, é verdade, todas cheias de livros. Tenho livros de sempre, livros que cheiram a passado, ao meu passado, livros rabiscados, rasurados, sublinhados, imaculados e venerados. Livros autografados, livros cujas histórias fizeram a minha história, livros cuja a minha história na altura em que os li pela primeira vez os transformaram noutra história.
Não tenho interrogações existenciais, não tenho suspeitas ou dúvidas, não tenho questões de fundo por resolver. Rodeio-me das pessoas que me fazem bem e quando não mo fazem afasto-as ou afasto-me, sem grandes intelectualizações, sem raivas nem revoltas, sem zangas ou agitações, só porque sim, porque tem que ser, porque quero viver tranquila. 
Tenho os amigos que me escolheram e que escolhi. Muitas vezes perto, outras mais longe, umas mais presentes e outras, por força da vida, mais distantes mas sei que isto é como um iô-iô e a única coisa que posso fazer é não largar o fio do brinquedo. Amigos novos, frescos e cheios de coisas por descobrir, amigos antigos cheios de vida vivida no plural comigo, histórias partilhadas, gente que entra e fica, instalando-se aqui, em mim, como se eu tivesse um puff dentro do meu coração.
Tenho gavetas e discos externos cheios de fotografias de memórias de viagens e máscaras na parede do corredor, que trouxe de muitos sítios e que me trouxeram para casa muitos dos sítios onde os meus amigos as compararam. Tenho aventuras para contar, histórias para partilhar em mesas de almoços de sardinhas com pimentos assados e sangria fresquinha. 
Tenho uma família que se mantém família, presente nos dias melhores e nos piores, que pica ponto nos meus dias sem obrigação, só porque ama. E quem ama quer ficar perto. 
Tenho a minha mãe que transformei numa avó inanarrável. tenho uma mãe com duplo papel, tão meiga, tão resmungona, tão sensível e mau feitio, tão minha mãe, tão avó da Ana, tão completa, afinal. 
Tenho uma filha que dorme, neste momento, numa cama de princesa com dossel. Que sabe observar, que se ri de forma seleccionada, que tem um olhar que perscruta, umas mãos pequeninas mas que seguram todo o meu Mundo. Tenho uma filha saudável, bonita e bem humorada e isso é meio caminho andado para ela poder vir a ser o que ela quiser. Feliz, quero-o eu. 
Tenho um  marido que me escolheu, que se deixou ser escolhido, que viveu comigo tempos difíceis, tempos bravos e que agora, vê finalmente florir uma relação, cuja semente custou a pegar, uma planta que não se decidia se precisava mais de água ou de sol, que demorou a crescer rente à estaca, direitinha e viçosa, mas que agora, vê florir a flor mais fresca e especial, o plural a três que somos nós. 
Tenho os meus mortos enterrados na terra mas vivos, dia após dia, nos meus passos, no meu sangue e na minha história. Reconciliei-me com a raiva da morte e transformei-a numa saudade que se pronuncia em voz baixinha, para não se cutucar. 
Tenho o céu luminoso de Cascais. E tenho o mar. Porque o mar é já ali,
Acho que é isto o final feliz, esperando que não esteja para breve o final, mas querendo que continue esta tranquilidade morna e doce, tépida e adocicada. Esta "ram-ram" bom e demorado. Esta vida em velocidade de cruzeiro. 
Não fosse a necessidade de domar de vez o meu cabelo, encontrar um novo emprego que me faça feliz, comprar uma máquina fotográfica nova e andar de balão e arriscaria a dizer que a vida, até, não me corre nada, mas mesmo nada mal.  

sábado, 13 de julho de 2013

Quem nasceu para lagartixa nunca chega a jacaré

Uma pessoa vai almoçar com uma amiga gira e fresca e super elegante.
Escolhem um restaurante giro e fresco e cool.
Deliciam-se com um caril de camarão delicioso.
Regam a refeição com uma sangria de frutos vermelhos fresca e aromática.
Uma pessoa passa ali um bocado de tarde divertido e glamouroso.

Uma pessoa volta para casa e diz-se o marido: "cheiras a taberna!"

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quinta-feira, 11 de julho de 2013

Tenho tantas saudades de Bruges...





"Ursa, é com imenso prazer q envio esta foto para aumentar a cruzada quadripolar! Envio-te a foto da Bélgica, Brugges, onde moro à ano e meio. 
Sigo diariamente o quadripolaridades e é tão boa a maneira como através da escrita me mantém conectada ao meu país. Obrigada pelos seus posts! 
Quando vier a Brugges não hesite em contactar! Terei todo o prazer de tomar um cafezinho! assim, com um muito obrigado, lhe envio a foto do : I love Pólo Norte & Ursa! 
 Um beijinho, Ana Marques"

Ana, não sabes onde te meteste! Eu quando aí voltar cravo-te um café meeeesmo!
Beijinhos!

A EXPERIMENTAR | Academia Vaqueiro

Eu já tinha estado na Academia Vaqueiro, mas nunca tinha frequentado um workshop. Depois de muitas marcações e desmarcações, lá estávamos, eu, a Leonor e a Teresa, para frequentarmos o workshop "Party Food".
Primeira constatação: o formador era giro (ver o filme aqui: é o primeiro formador que está a falar!), o que é logo meio caminho andado para a inspiração culinária ficar aprimorada. Ainda que eu não soubesse que raio era massa filó ("é a massa da Filomena?), a Teresa ficasse a olhar para uma cebola como um burro para um palácio quando lhe foi sugerido que cortasse cebolas em forma de meia lua ("E estrelas da morte, han? Esoterismos culinários a esta hora, wtf?") e a Leonor- sublinhe-se que era a experiente nas lides da cozinha entre nós as três- não soubesse a diferença entre estufar e guizar. Estava o circo montado. 
Contextualizando os participantes: dois bloggers de culinária para nos darem cabo da auto-estima, duas raparigas que partilhavam casa e que pareciam ter tanto jeito para a cozinha como nós, um executivo (tinha cara de engenheiro, don't ask!) que queria mesmo aprender a cozinhar, uma mãe da família que tinha sido convidada a frequentar o workshop pelos filhos que a acusavam de só saber cozinhar bem sopas, um reformado que em vez de ir jogar à sueca ou dominó com os amigos achou mais sensato dedicar-se à arte da cozinha e três raparigas com quem tivemos pouco contacto pois estavam na bancada oposta e não se sentaram na nossa mesa. 
Fica a reportagem fotográfica, porque as imagens dizem mais que mil palavras:



Para começar o périplo culinário... vinho!
(estes copos acompanharam-nos durante todo o workshop, de forma intermitente entre maré alta e maré baixa, imaginem como estavamos no final...)


Para enxugar o vinho e fazer "cama" no estômago um pequeno beberete.




Eles (os outros participantes) pensavam que a parte do party era de festa. Nõs sabiamos que era party de partir. E não estávamos erradas. 


A ementa. Para cada dupla de participantes um prato para confeccionar. Como éramos um trio calhou-nos o prato mais complexo. Ou o mais comprido da ementa, que seja. 


A embalar o franguinho, com ar ternurento, antes da chacina. Não me podem dar animais adultos, pá?

Não nos deviam ter dado facas (só naquela) ou descubra o Dexter que há em si!


A Teresa achou que estava com um ar demasiado fashion-culinário. Acrescentámos o detail do pano de cozinha ao ombro para dar um look mais blasé. Masterchief Campolide rules!



Adivinhem quem me telefonou a meio do workshop? Vá, atentos à fotografia. Vocês são capazes!


Leonor, a única resistente na bancada, após uma conversa em que o chefe me tentava explicar como se cortavam vegetais com uma faca à Masterchief: "É preciso fazê-la entrar no alimento. Agora, faz um movimento deslizante: empura, desliza, empurra, desliza". Eu e Teresa não aparecemos porque ficámos com calores e fomos servir-nos de mais vinho. 


A nossa glória: não necessitámos da manga contra-fogo!


 

Fizémos isto tudo. Fizémos todos que nós as três só cozinhámos o frango, as maçãs e o coiso de vegetais. Mas, modéstia à parte, era o prato melhor confeccionado. Ou o confeccionado com melhor humor, vá!


Tarte de toffee (tipo nougat), Não fomos nós que fizémos mas a rapariga que a fez deu um valente bate-cu enquanto a cozinhava. Está provado que o ingrediente secreto dos melhores cozinhados da noite foi o riso. Estava meeeemo boa!


Para acabar também foi assim! Que há que fazer as coisas com uma certa constância e coerência!

No fim de confeccionarmos o jantar, as mesas estavam postas e desfrutámos da refeição entre todos. 
Foi uma noite mesmo, mesmo gira!






Fazer um programa de amigas entre tachos e panelas

Quem? Academia Vaqueiro
Onde? Amoreiras, Lisboa
Contacto: Pelo telefone 808 200 575
Mais informações: http://www.vaqueiro.pt/

terça-feira, 9 de julho de 2013

A festa da Ana: o conceito de marcas amigas

Andamos nos preparativos para a festa da Ana. Depois do Clube VII foi a vez de muitas marcas se quererem associar à festa. Mas não são marcas quaisquer são mesmo as minhas marcas preferidas.
Por exemplo, a Sacolinha. lembram-se da Sacolinha? Durante a gravidez da Ana eu "desejava" as bolas de Berlim recheadas com doce de leite da Sacolinha. Para dizer a verdade eu desejo sempre, mesmo que não estando grávida. Pois, a Sacolinha ofereceu um patrocínio de pão e pastelaria diversa para a festa da Ana. 
Depois a H3. Toda a gente sabe que eu sou mega fâ da H3. E a H3 retribuiu, ofertando limonada a rodos para matar a sede de todos os convidados da festa! Já disse que adoro a H3?
Ainda a Blueberry, que tem os meus gelados de iogurte preferidos. A Filipa da Blueberry ofereceu-se para levar uma máquina daquelas grandes de gelado de iogurte para a festa e vai distribui-lo pelos mais pequenos. Wow!
O Espaço Açores, só por causa das tosses- tumbas!- ofereceu 100 Kimas de maracujá para os primeiros 100 novos dadores (nota-se que estamos com expectativas muito elevadas?).
Depois da maravilhosa entrevista na RFM a Confraria da Empada chegou-se à frente ofertando empadas. Muuuuitas empadas! Vai ficar toda a gente empadado até mais não!
A Dalimar ofereceu 15 kilos de batas fritas, nem mais nem menos. Vai ser a loucura!
A Padaria D'Avó, a dar uma lição a uma certa padaria cujo nome não pronuncio mas que não gosto nem com côco por cima, doou pão saloio para a festa! E os Lacticínios das Marinhas irão providenciar o queijinho para que as sandochas fiquem top! Nham nham!
O portal SAPO fez questão de dar destaque à festa da Ana e a RFM é a rádio mais querida do mundo, tendo convidado a ursa para ir falar à telefonia na sexta-feira passada e fazendo updates regulares na sua emissão acerca da festa da Ana.
Não quero saber grande coisa da responsabilidade social, das normas que a atestam nas empresas, do marketing social e afins. Aqui o que me interessa é agradecer não às marcas, mas às pessoas que estão por detrás das marcas. porque é este capital humano que faz a diferen4a entre marcas e marcas-amigas.
Obrigada à Ana, à Sílvia Capelas, à Joana Bica e ao Sr. Fábio,  à Rita Afonso, à Catarina Valério, à Inês Tomé, à Filipa Catarino, à Carolina Ferreira, à Carla Rocha, ao Pedro Simões e a todos com quem a minha memória está a falhar!
Obrigada a todos! Abraçar-vos-ei, ai vivo, no dia 10 de Agosto.

O Mundo divide-se...

... entre as pessoas que gostam de fazer anos e as iguais a mim.

quinta-feira, 4 de julho de 2013

Um peixe a nadar, eu vi, eu vi. Para o apanhar, descalci, descalci (não rima mas é verdade)

No Fórum Sintra, essa meca do consumo suburbano, abriu recentemente o Mr. Fixe. Eu tenho pena de só hoje ter dado de caras com o Mr. Fixe, porque assim não o pude incluir no post com a listagem dos negócios que me arrepiam. 
Descansem os que me acham uma careta-velha-do-Restelo: já experimentei este conceito em Londres há uns anos atrás. Não gostei, lembrava-me os ex-namorados que tive que não sabiam beijar e faziam biquinho à velho após andropausa mas em versão peixe. É uma sensação blherck. 
Mas foi em Londres e achei que nunca, jamais, aquilo teria hipóteses em Portugal. Tumbas, chegou agora, em plena época de crise, e em força. 
Mámen e eu, sociólogos de shopping, sentámos-nos naqueles bancos de corredor em frente à loja a observar a tipologia de clientes. 

Pólo Norte ( a ver entrar uma miúda toda piu-piu em cima de ums stiletto e a imitar voz de peixe)- "Olhamesta, a esta hora chulézinho zero calorias?! Olha a magra! Deves achar que me alimento com chispes light. Bah." 

Mámen (a comentar, com a sua versão de voz de peixe, outra mulher que entra com ar muito distinto, meio dondoca)- "Uhhhh, pézinhos gourmet! Nham Nham!"

Pólo Norte (de olhos arregalados a ver uma senhora com uns pés cheeeios de calosidades)- "Iáuhhh, já acabou a cerimónia? Já? Já? Já estamos no banquete do casamento? Vou atacar a mesa dos queijos deste copo-de-água! Arrriiiibbbbaaaa! Tudo a fazer comboio a dançar!"

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A festa da Ana: os geeks já poderão usar o Foursquare!

A ideia é simples e não vou gastar tempo aqui a explicá-la (para quem ainda não sabe leia aqui o descritivo): a miúda vai celebrar um ano de vida e vamos oferecer uma festa a todos os que se queiram juntar. Em troca os convidados deverão oferecer uma de duas prendas: inscreverem-se como potenciais dadores de medula óssea ou doar sangue nesse dia. Teremos uma maravilhosa equipa do IPS a trabalhar ao sábado para que isso aconteça.
Quando, meio inconsequente como sempre, lancei a ideia, não tinha nada bem definido. Era assim uma ideia, como muitas que me surgem todos os dias. Mas esta ideia só começou a ganhar forma porque eu tenho este blog, e os leitores deste blog quando eu digo "mata", dizem a seguir um valente "esfola".
Faltava-me tudo: comida, bebida, animação para os miúdos e, pior que tudo, faltava-me um espaço. O homem cá de casa acenava com a cabeça: "metes-te em cada alhada!". Estupor! Mal sabia que ele também havia de estar metido até ao pescoço...
A verdade é que somos pais de primeira viagem e nunca organizámos uma festa de aniversário infantil na sala da nossa casa quanto mais uma assim, com a dimensão que esta foi adquirindo.
Mais uma vez, os quadripolares não me deixam ficar mal e, quando menos esperava, logo durante os primeiros dias em que a ideia fervilhava, recebi um email do Clube VII (clube sétimo, é assim que se diz, ok?).
Acertadas as agulhas fui conhecer o espaço. Tenho que ser honesta: a última vez que entrei num ginásio tinha oito anos, num sarau de ginástica, e deixaram-me participar por simpatia. Usava aparelhos e botas ortopédicas e tinha tanto jeito para ginástica como um hipopótamo para fazer ballet. No sarau de ginástica, as melhores atletas ganharam medalhas de cartolina mas eu, obviamente, não ganhei nada. Talvez por isto, a memória que eu tenho de ginásios não é a melhor.Aliás, não era. 
Quando entrei no Clube VII ia de pé atrás. Mas, gente, estava enganada, muuuuito enganada. 
O Clube VII não é um ginásio. É um Clube. Daquele giros como vemos nas telenovelas brasileiras mas sem "piruas" a apanhar sol no "piscinão ondje cada merrrrgulho é um flash!". É um clube despretensioso e fresco onde, também se faz desporto. Mas é mais: tem uma cafetaria gira, tem piscina para bebés, organiza festas de pijama, festas de aniversário e workshops. Para além de ter gente mesmo gira lá dentro, mas gira não do género que nos olha de alto a baixo a medir com o olhar o IMC. Gente gira e simpática, ainda por cima, já viram a heresia?!
Por isso, não podia achar que há melhor sítio para dar lugar à festa da Ana que este sítio, no meio da natureza, ali ao lado da Estufa Fria, em pleno Parque Eduardo VII. E não digo isto para dar graxa ou porque lhes devo publicidade. O Clube VII é feito de gente tão fixe que não me pediram nada em troca, só o facto de poderem ser os anfitriões da festa da Ana.  Digo isto porque me senti bem, muito bem, tanto quanto todos os convidados terão oportunidade de se sentir. Ainda que rodeada de gente maaagra e saudável e (também) muito desporto e isto, meus amores, é digno de registo!
E eu só posso agradecer e rever a minha imagem de ginásios, clubes e afins. Porque já estou rendida: Pólo Norte <3 Clube VII!

Obrigada, Ana, Sílvia e todos os outros colaboradores que- ainda que não suspeitem- quadripolarizarei devidamente! 
Sois os maiores!



Save the date:
10 de Agosto de 2013
"Clube VII"- Parque Eduardo Sétimo, Lisboa
15h-18h

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