quarta-feira, 20 de novembro de 2019

A primeira quadripolarização do come back





"Olá Pólo Norte. 

Tirei esta foto em Maio, no Quirguistão, no dia em que dormi com uma família nómada, num yurt. Não cheguei a enviar porque o blogue estava sem actividade, mas agora que voltou (felicidade!), vamos dar continuidade a esta cruzada quadripolar! Continue desse lado, que nós, deste, lemos e agradecemos. 

 Beijinhos"

Obrigada, Matilde! Grande beijinho.

Conheça todos os países já quadripolarizados aqui.

sábado, 9 de novembro de 2019

Pólo Norte assiste a um evento numa importante sociedade de advogados: uma experiência em três actos

Prelúdio: a que cheira a Opus Dei?

Entro no imponente edifício e o ar cheira tão bem que desconfio que meteram ambientadores da Rituals nas condutas do ar condicionado. Mal comparando, é mais ou menos como os pobres metem naftalina nos urinóis da casa de banho dos homens: tresanda mas como aroma zara home meets opus dei.

Primeiro acto: o desconhecimento de que lá fora no Mundo nem todos os sobrenomes têm duplas consonantes e a pelintrice existe e é real

“Qual é o sobrenome para confirmar aqui a inscrição? “ 
Respondo: Sintra.
Resto da população procura o meu nome nos "S".
Estes senhores andaram aqui aos papéis a procurar no C. Estou a deixá-los à beira da loucura porque não me encontram e não assumem que podem haver pelintras entre a plateia.


Antes do intervalo: viva a meritocracia

Um rapaz imberbe que diz "imeeenso" três vezes por frase e falta-lhe o fôlego para discursar apresenta-se: “O meu nome é Cristóvão Sebastião Bernardo Casais de Furão e sou o Presidente da Fundação xpto...”

Reações não verbais da plateia: "Uau! Tão novo e já Presidente de uma coisa deste gabarito, vamos lá ouvir com atenção..."

Rapaz no seguimento do discurso: “... a Fundação foi criada pela Dra. Isabelinha Constança Carlota Casais de Furão”.

Reações não verbais da plateia: "Aaaaaaahhhh!"

Segundo acto: também podiam ser injeções nos olhos

No coffee break apontam-me para a mesa dos comes e bebes e perguntam-me o que quero. Não encontro em lado nenhum a opção "x-acto". 

Terceiro acto: tanto arquivo morto em atraso lá no trabalho e eu aqui

Desisto e vou para o trabalho. E eu hoje até estou com baita preguiça e nem me apetecia ir trabalhar.

terça-feira, 22 de outubro de 2019

Fui convidada para ir dizer coisas ao Programa da Cristina

A primeira vez que me convidaram queriam que eu falasse de maminhas. 

Desta vez queriam que eu falasse de partos.

Temo que me peçam para falar nos desafios de integração da minha filha na creche quando ela estiver a entrar na Universidade.

quinta-feira, 17 de outubro de 2019

Os encantos de trabalhar na zona oriental de Lisboa (a verdadeira, não a chatice do Parque das Nações)



Para ser melhor tinham acrescentado um "s" e escrito "já fostes!". Ou "Incha Pacheco!" Ou "Tumbas! Vai buscar" ou "É bem feita porque o cão tem a mania que é espertalhão!". Ficam aqui as sugestões. De nada.


"A poizé!Velhinho mas pago, enquanto os nossos estão a crédito!"

sexta-feira, 11 de outubro de 2019

Isto é para os apanhados do "Sai de Baixo", tenho a certeza.

Estou num daqueles cabeleireiros de shopping para gente que tem um horário de trabalho incompatível como cabeleireiros de horário regular. 

 A senhora que me cobriu a miséria das brancas chama-me "quérida" e "xuxu". 

O senhor que me faz o brushing diz que o meu cabelo é uma "chiqueza". 

 Sinto-me o Caco e estou à espera que a Neide Aparecida entre por aquela porta com o espanador em riste.

sexta-feira, 13 de setembro de 2019

Sobre mantras e positividade tóxica

Sempre que alguém vem com aquela conversa da treta de que basta se querer muito para se ser o que se quiser dou o exemplo daquela vez em que eu queria muito ter franja e à conta de um remoinho no cocuruto acabei por ser uma mulher com uma palmeira plantada no alto da testa...

terça-feira, 13 de agosto de 2019

sábado, 11 de maio de 2019

Uma aventura no hospital (Ana Maria Magalhães e Isabel Alçada: que nunca vos falte tema!)



Uma pessoa está a trabalhar e recebe um telefonema da escola da filha de uma pessoa.
Uma pessoa tem uma micro trombose de cada vez que vê o número da escola no seu telemóvel.
Uma pessoa começa a tremer e a piscar das pálpebras e a suar do bigode.
Uma pessoa imagina o massacre de Ranholas, rapto escolar, um sismo com o epicentro na sala de aula da criatura, enquanto não ouve: "olá mãe, a Ana está com febre, pode vir buscá-la?"
Uma pessoa voa do trabalho até casa em dez minutos num percurso que demora trinta minutos a ser feito.
Uma pessoa chega e a miúda já está com a avó, com febre altíssima.
Uma pessoa não tem urgências no respetivo centro de saúde.
Uma pessoa acha que os sintomas correspondem à quarta amigdalite do último ano e vai de levar a miúda às urgências pediátricas do hospital, para lhe darem a porra da injeção de penincilina.
Uma pessoa já vai a transpirar para as urgências a adivinhar a porca miséria da sua vida e a sirene que vai sair das goelas da filha de uma pessoa.
Uma pessoa vai à triagem e recebe pulseirinha amarela.
Uma pessoa ouve da enfermeira que "isto hoje até está calminho, ela é chamada não tarda muito..."
Uma pessoa está ali a tentar arranjar um lugar para sentar-se com a miúda e não encontra nenhum a uma léguas de todas as outras crianças doentes e fica de pé e a parecer uma neurótica tipo "não toques em nada que isto está cheio de bactérias e entras com uma amigdalite e sais com uma gastroenterite.
Uma pessoa despe as vinte camadas de roupa da miúda para a refrescar da febre".
A filha de uma pessoa pede para ver o instagram de família para espreitar umas fotografias da prima que mora longe.
Uma pessoa liga os dados e abre a conta do instagram privado e começa a ver a rede social com a filha.
Uma pessoa fica muito apertadinha para fazer xixi.
Uma pessoa atira o telemóvel com a janela aberta no instagram da família e os dados ligados para dentro da mala.
Uma pessoa arrasta a miúda enquanto procura uma casa de banho.
Uma pessoa vê a primeira casa de banho da sala de espera das urgências ocupada e ouve sons de vómitos lá dentro.
A filha de uma pessoa pede colo a uma pessoa em virtude de não "querer tocar em nada, mamã!".
A filha de uma pessoa tem seis anos e pesa ao colo, fazendo especial pressão em cima da bexiga de uma pessoa.
Uma pessoa não consegue esperar o fim da batalha dos vómitos na casa de banho e a chegada de uma empregada de limpezas para limpar todo aquele bedum.
Uma pessoa está quase a finar-se da bexiga.
Alguém vê o ar desesperado de uma pessoa e aponta uma segunda casa de banho, muito discreta, ao pé de um fraldário.
Uma pessoa faz marcha até à casa de banho  com a miúda a tira-colo e mais pulseirinhas e camisolas e casacos da miúda no braço e, claro, a respectiva mala.
Uma pessoa chega e avista uma sanita liliputiana, onde não cabe sequer a nádega de uma pessoa.
Uma pessoa depressa constata que não consegue pousar o nalguedo na sanita do Tyrion Lannister.
Uma pessoa entrega o corpo às balas e pousa a miúda no chão e mais a mala e os casacos e, que se lixe, uma pessoa precisa é de fazer xixi, que se copulem as bactérias, os micróbios, os vírus e todos os microrganismos hospitalares não identificados.
Uma pessoa faz xixi de pé a fazer pontaria para a micro-pia do demo com a mesma motricidade de uma foca a bater palminhas.
Uma pessoa olha e dá de caras com a filha de uma pessoa de telemóvel de uma pessoa em riste a filmar as figurinhas de uma pessoa e ahahahah para mostrar ao pai ahahahah.
Uma pessoa arranca o telemóvel das manápulas de criatura filha de uma pessoa -"Ana*, eu acabo com a tua raça!"- e observa que a mesma estava a fazer um directo no instagram de família de uma pessoa.
Uma pessoa reza para que ninguém esteja online naquele momento.
Uma pessoa vê ali, fofinho, o sinal de um espectador.
Uma pessoa tem uma paragem cardíaca.
Uma pessoa nunca mais quer encarar o seu sogro na vida.
Uma pessoa questiona-se porque não se dedicou à vida religiosa e viveu uma vida de clausura sem marido nem filhos.
Uma pessoa sofre muito.
 Dos nervos.

 [* Nome fictício para efeitos meramente exemplificativos]

sexta-feira, 3 de maio de 2019

A minha vida é uma miséria

Sabem quando vão a leilões e atiram um número ao ar em voz alta e depois ficam cheios de cagufa com medo de ninguém licitar a seguir?! 

 Sabem esse nervoso miudinho de profundo enrascamento e aflição?

 Há três horas apareceu no meu feed uma fotografia amorosa de um cãozinho e eu comentei “adoro”. 

Achava eu. 

O meu corrector automático escreveu “adoto” e agora estou a braços com a senhora que encontrou o bicho e ninguém o está a licitar a seguir.


#fml

quarta-feira, 3 de abril de 2019

quarta-feira, 27 de março de 2019

sábado, 23 de fevereiro de 2019

Oh wait!

Bom dia a todas as tias que estão a fazer bolachas de lobo mau para a festa temática da branca de neve das sobrinhas.

#fml

terça-feira, 29 de janeiro de 2019

Coisas que ficas a saber quando recuperas o teu iPhone passado mais de um mês

A Flávia esteve em Cascais dia 20 de dezembro e convidou-te para um café, a casa da tua amiga de cuja chave tens e alojaste pessoas tem um código de alarme que se não for activado faz um cagaçal do caraças (too late), feliz natal de montes de gente, amigas com férias marcadas em conjunto e como fiquei em silêncio assumiram que quem cala consente, o anfitrião de Roma queria ter-te ido apanhar ao aeroporto, o ex namorado mandou sms a reagir ao corte de cabelo, houve uma festa muita gira de Réveillon para a qual foste convidada e não sabias, o teu sobrinho Ben perdeu o peluche que lhe deste e está inconsolável.

Aparentemente, tudo se resolveu sem mim.

Sou tão #sqn importante, caraças. 
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