sexta-feira, 30 de maio de 2014

Carolina

Vai correr bem. 




Carolina é menina
Carolina dorme em paz

Dança Carolina dança
que a lua não descansa
para te ver dançar

Corre leve nas estrelas
e em cada uma delas
deixas ao passar o teu nome
Carolina no céu longe a flutuar

Carolina é menina
Carolina dorme em paz

Dá-nos tu a luz agora
que chegou a hora
de te ver partir

Onde vai Carolina em jeito de menina pelo o alto mar?

Dança carolina dança
que a lua não descansa
para te ver dançar

Dança Carolina dança, em jeito de menina para o alto mar...

Carolina é menina
Carolina dorme em paz.


Tiago Bettencourt




Update- Não sabia da história que deu origem à música que, obviamenhte, não contextualiza a história deste post. As músicas são (também) a interpretação que cada um atribui às suas letras, aos seus significados. As músicas sobrevivem às histórias que lhes deram origem, siiiim?

Tropeçar num texto antigo e renovar votos


"Eu não quero uma filha racing. Não aspiro uma filha que dê voltas à pista da vida mais depressa que os outros. Que chegue primeiro a lado nenhum.

Eu não preciso de uma filha que se sente aos 4 meses, que ande aos 6 e que fale aos 9. Eu quero uma filha com tempo para experimentar a vida, ao seu ritmo. Uma filha que não engula a vida, com pressa, mas que a saboreie devagarinho.
Eu não sonho com uma filha que leia aos 3 anos, que faça fracções aos 6. Eu quero uma filha com tempo para questionar cada aprendizagem, para reflectir sobre ela, a aperfeiçoar ou a pôr de lado e explorar alternativas. Uma filha que experimente a vida como se estivesse num provador e que escolha a que melhor lhe assente, sem olhar a moda ou padrões impostos.
Eu quero uma filha com o seu próprio estilo de vida. Sem pressões para ser mais rápida, mais esperta, melhor. Eu quero uma filha que não entre em corridas, comparações, inseguranças de quem se baliza pela norma. Eu quero uma filha que crie as suas próprias regras de felicidade e seja fiel às suas convicções . Eu quero uma filha com tempo para poder reflectir naquilo que serão os seus dogmas, as suas crenças, a filosofia com que regerá o que a torna feliz.
Eu não quero uma filha “primeirasss!”, uma filha de “quadro de honra” da vida, uma filha que faz para se sentir admirada, invejada ou role-model para os outros. Eu não quero uma filha que precise de validação externa, de palminhas, de histórias partilhadas nas revistas de bebés. Eu quero uma filha que tenha os aplausos dentro de si.
Eu não quero uma filha sobredotada. Eu quero uma filha sobrefeliz."



Texto de Março de 2013. Sentimento de e para sempre. 

Recuperar a barriga perdida sem sementes nem (muito) esforço físico? Tenho dúvidas mas vou tirar tudo a limpo...

O Clube VII- onde a Ana faz natação na melhor piscina para bebés do Mundo- irá levar a cabo  um workshop especial pós parto no dia 1 de Junho, pelas 11h30.

É já no domingo e, em simultâneo, terá lugar a festa da Criança - um género de "Festa da Ana" com muita diversão: pinturas faciais, insufláveis, carrinhos a pedais, manicure kids e spa kids.

O melhor de tudo é que enquanto as mães estiverem a fazer os hipopressivos, os filhos podem pode estar na festa - vá lá, não há desculpas!

As inscrições são gratuitas e quem se inscrever pode trazer os mais pequenos para a festa da criança.




 Mais sobre a técnica dos hipopressivos aqui.

Inscrições abertas na recepção do Clube ou através do nº 213848300/01

Lisboa # dos jacarandás

Foi, provavelmente, o escritório com melhor localização onde já trabalhei. Nas águas furtadas da Avenida D. Carlos, onde trabalhava de sol a sol, não muito contente com o trabalho nem com as pessoas com quem trabalhava, pela obrigação de ganhar dinheiro para pagar o ser adulta mais que pela realização profissional, esperava que a balança da vida equilibrasse as contas da minha felicidade.
No dia em que saí daquele local- não sabia que era para sempre e que nunca mais quereria voltar- por causa de uma gravidez de alto-risco, recordo- me de ter sentido um misto de inquietação e alívio.
Ia para casa tomar conta de um bebé, do meu bebé- nessa altura já Ana- a morar em mim. Até ao dia A, que só chegou uns meses depois. E no meio da preocupação, da incógnita do futuro, da ansiedade, lembro-me de olhar para o céu e o Mundo me dar a resposta.
No caminho, a pé para a paragem de autocarro, os jacarandás em flor antevinham que o que viria a seguir ia ser- muito, tanto, imensuravelmente- melhor.
Hoje voltarei à D. Carlos, para matar saudades das flores, tectos das águas furtadas do início de uma nova vida. A contar vinda do céu.



Bom dia Massamá, Queluz e Cacém!

quinta-feira, 29 de maio de 2014

Como estás a reagir a tamanha onda de solidariedade com a causa da Carolina?



Com alegria, pois está claro!

Obrigada a todos (irei responder aos emails e mensagens todos, um por um).

Sois os maiores, pá!

quarta-feira, 28 de maio de 2014

A saia da Carolina não vai ter mais um lagarto pintado

A Carolina tem uma adolescência que tomou o lugar da saia pintada da canção a que dá nome. A vida-saia da Carolina tem um lagarto pintado. Um lagarto feio e nojento. Um lagarto execrável e inanarrável:  o lagarto da violência, da humilhação, da dor e revolta, da raiva e da sensação de impotência, da vergonha  e da culpa quando a vítima é a própria Carolina.
A Carolina foi abusada uma vez e outra. Em casa os pais pouco conseguiram fazer. Na escola, segundo as notícias, ninguém tomou providências para acabar com o suplício da Carolina e matar o lagarto que não lhe pinta a saia: borra-a, mancha-a, estraga-a, desfigura-a. Os pares da Carolina, os amigos e os colegas, não fizeram nada, muitos não empatizaram, achavam que a Carolina, com apenas 14 anos, podia muito bem ter usado calças para que os lagartos não lhe conspurcassem a saia.
A Carolina vive presa em casa, vítima do medo e do terror da impunidade, escrava da impotência dos adultos que a rodeiam poderem, quererem ou conseguirem fazer alguma coisa. Privada de escola, de amigos, de Internet e da adolescência, que devia ser uma saia colorida e rodada, esvoaçante e primaveril, sem nenhum lagarto pintado.
Eu não posso matar o lagarto (pudesse eu...) mas quero fazer alguma coisa.
A jornalista que assinou a peça afiançou-nos que a família da Carolina precisa de muita coisa mas, a principal, é mudar de casa. Sair da zona onde moram, sair da sombra dos lagartos pinchados, de longe do perímetro da escola que foi conivente com este crime bárbaro uma e duas vezes e recomeçar. Recomeçar, em família, uma vida. Dar uma nova saia à Carolina, sem lagartos pintados. Uma saia que um dia, talvez, a faça girar em torno do seu próprio corpo, numa dança de alegria, de recomeço.

O que preciso de vós:

1- Ideias para conseguir trazer a família da Carolina para Lisboa/Oeiras/Cascais (acabei de contactar colegas minhas da Acção Social de uma das Câmaras e já expus o caso ao Presidente via email, no sentido de requerer um fogo num bairro camarário mas mais ideias são bem-vindas)

2- Os pais da Carolina vivem do RSI mas não querem viver à pála: querem trabalhar. Ambos. Ideias de sítios que precisem de colaboradores, gente que tenha contactos de possíveis empregadores, etc).

3- Eu acho que a saia da Carolina, depois disto tudo, vai sair imaculada. Com alguns remendos de alma mas quero acreditar que a Carolina vai ter uma segunda oportunidade de vestir a sua saia. Para isso pensei angariar uma verba monetária para o recomeço. Então, como os Santos estão à porta, que tal um "Arraial Quadripolar"? Preciso de alguém que me ceda um espaço num bairro típico, contactos de onde se compram manjericos (farei quadras quadripolares, juro!), gente que cozinhe panelas de caldo verde que possam ser vendidas aos foliões e bebidas. A mão de obra será gentilmente cravada às tropas quadripolares, atempadamente! E preciso que apareçam na noite de Santo António (12 de Junho). Muitos. Todos.

Todo o dinheiro angariado será para a Carolina. E para a sua saia nova, que se quer limpinha e longe de lagartos. Uma saia digna da Carolina. 

Quem está comigo?


(enviem-me email para: quadripolaridades@hotmail.com)


UPDATE- (Descansem as alminhas nervosas: em tempo algum a identidade da Carolina e dos seus pais será divulgada. Nós faremos chegar a ajuda à família. Portanto, passa a ser uma causa nossa (minha e da Leididi) e ajuda/participa quem confia. Simples.)

Chamada aos quadripolares!

Leiam isto e indignem-se. Indignem-se muito.

(Acusem na caixa de comentários que leram que quando todos tiverem lido já cá volto. Com a chamada à comunidade quadripolar...)


Violência é violência

terça-feira, 27 de maio de 2014

A propósito do post anterior...

O Mundo divide-se entre quem diz picas e quem diz revisor.

Sabem aquela conversa clássica do "Tenho uma amiga"?

"Tenho uma amiga" que queria ir para Mem-Martins, apanhou o comboio no Rossio e foi até à Portela e começou a stressar porque tinha entrado no comboio errado porque não passou na estação de destino, começou a soprar, foi pedir explicações ao picas que a convidou a entrar no comboio que tinha acabado de chegar a Sintra e ia voltar para Lisboa porque tinha passado, sim, na estação. 

Parece que Algueirão ou Mem-Martins, em termos ferroviários, vai dar tudo ao mesmo. 



segunda-feira, 26 de maio de 2014

A VISITAR | Sever do Vouga

Este fim-de-semana, estive, provavelmente, num dos sítios mais bonitos que já visitei em toda a minha vida. 

E foi na capital do mirtilo, na companhia de uma pólete fabulosa e de um agro-beto do piorio, com um almoço de porco (eu a achar que era carne de porco à portuguesa ou assim e sai-me um porco no espeto) e de arroz de lampreia (de-li-ci-o-so!), doces de Aveiro a acompanhar o café no fim e pomada da boa (sim, sim, eu digo pomada, sou burgesa!), gente que diz "bom dia" a quem passa (mesmo que quem passe sejam dois desconhecidos com uma loirinha às cavalitas) e com uma pronúncia tão (do meu) Aveiro ali ao lado, que fomos- caraças!- fomos mesmo felizes!

Voltaremos. Muito, muito em breve. 





"O poder do amor": eu vi e desvendo-vos

sexta-feira, 23 de maio de 2014

Ando uma blogger desnaturada: então não publiquei o discurso da vitória do BILF 2014?

"

diz que sou um bilf! o que dizer sobre isto...










Waka waka quadripolar



"O meu marido foi de viagem à África do Sul e o único souvenir que eu lhe pedi foi este. Joanesburgo está quadripolarizada!

Espero que conte para a Cruzada, que eu pedi-lhe imenso para que não se esquecesse ! : )



Um beijinho,
Pipa

Meu Querido Diário
meuqueridodiario.pt"

Obrigada, querida Pipa!

Sobre as eleições europeias é isto

"Até me admiro como é que, à semelhança da factura da sorte, não há um "voto da sorte", votavam e entravam num sorteio para ganhar um carro. É que ganhar um país melhor aparentemente não é um motivo assim tão válido para ir votar. "

Do Ricardo, o meu blogger-crush no seu "O Fogo e o Ruído"

Pergunta para bimbólicas

Recebi hoje 5 pacotes grandes de café do bom em grão: se eu moer na Bimby dá para o colocar na cafeteira depois?

(imitar voz de Montserrat Caballe)



Ôbrigaaaaaaaada! Ôbrigaaaaaaaada!
Ôbrigaaaaaaaada!


(Barcelona quadripolarizada- tumbas!)

Saudades em tom de chuva menor

Hoje trouxeram-me um punhado de pinhões para comer. 
E lembrei-me daqueles dias em que, de mãos dadas com a minha avó, descíamos até ao pinhal, nos sentávamos numa pedra grande e com uma pedra pequenina em punho partíamos as pinhas, bocadinho a bocadinho e no fim a minha mão, pequenina, ficava em conchinha a segurar os frutos pequeninos. 
Comiamo-los, um a um, e, no fim, limpávamos as mãos sujas daquele borrão largado pelas pinhas ao avental da minha avó, voltávamos a dar as mãos no regresso a casa, cúmplices de um segredo maravilhosamente partilhado. 
Hoje comi pinhões e fechei os olhos. Senti- juro que senti- no ar o cheiro da minha avó. 


(à Sara, com um beijinho de fé)

Peço desculpa aos visados

Aparentemente os pastéis de Belém não são pastéis de nata.

(Serão pastéis de feijão? De massa tenra? )

Mas porque é que embirras tanto com a MRP, Pólo Norte?- perguntam-me vezes sem conta. Eu explico.

O meu avô tinha um Pinto Balsemão. Há o Pinto Balsemão real, há o Pinto Balsemão como é visto pelos outros e há o Pinto Balsemão do meu avô (um dia lembrem-me que vos fale da Janela de Johari, sim?). O Pinto Balsemão era o ódio de estimação do meu avô. 
Assim que o senhor aparecia na televisão o meu avô soprava. Depois tinha a teoria que o Pinto Balsemão era só aquela carcaça de fora e que havia lá dentro do corpo um manipulador de marionetes que fazia com que os olhos andassem de um lado para o outro, uma vez que todo o resto do rosto estava sempre imóvel. E voltava a bufar. Depois era o cabelo, a que o meu avô carinhosamente, apelidava de "cabelo à foda-se", assim, lambido por uma vaca, comprido e com gel. 
O meu avô, analfabeto, pouco sabia do Pinto Balsemão, da sua vida política ou da sua história. Mas isso também não interessava para nada. Às vezes chegava da serração de pedra onde trabalhava, cansado e aborrecido das coisas do dia-a-dia e sentava-se à mesa da sala, em frente à televisão, à espera que a televisão lhe trouxesse um bónus de Pinto Balsemão. E quando aparecia era um regabofe: praguejava, detestava-o, com todas as forças, sopros e revirares de olhos de que era capaz. O Pinto Balsemão irritava-o, mexia-lhe com os nervos, dava-lhe cabo da pachorra. Não era nada que o Pinto Balsemão fizesse, era apenas a existência do senhor. 
Estou certa que o meu avô não teria qualquer esgar de reacção se se cruzasse ao vivo com o senhor. Não tinha como objectivo de "se um dia o vir vou-lhe dizer isto ou aquilo". Nada. O meu avô só queria ter um alvo para a sua raivinha dos dentes. E o Pinto Balsemão, com os olhos a mexerem-se, rosto quase imóvel e cabelo à foda-se, cumpria os requisitos. 
Isto para vos explicar que toda a gente merece ter o seu ódiozinho de estimação. Mesmo (e especialmente) que não conheça nem faça intenções de conhecer. Sem intelectualizações. 
É por isso que a MRP é o detox para os maus fígados do meu dia-a-dia. 

quinta-feira, 22 de maio de 2014

Sim, sim, estou com TPM!

Hoje, de manhã, fui convidada, via facebook,  para cinco mercaditos/ feirinhas/ pracinhas/ marketzinhos/ soukezinhos e afins de eventos de moda infantil. Repito: cinco. 
Estou mercado-enjoada que nem uma pescada. Enjoam-me modas, enjoa-me gente que se cola a conceitos vencedores, copia-lhes nome, copia-lhes tudo, não lhes acrescenta nada, e comigo não se safam. A Mercadito só vou a um (o original da Fê) e a Kids Market só vou ao da Filipa. Tudo o resto soa-me a gente copiona e com falta de imaginação e não dou dinheiro a ganhar a essa gente. 
Também me irrita que as lojas todas sejam Maria qualquer coisa, preconizando a célebre expressão Maria vai com as outras, ela é Maria-biscoito, Maria-farinha, Maria-chá, Maria-babuçado, Maria-sopa-de-rabo-de-boi. Não aguento! Mas resultou com uma Maria e agora vão todas atrás? E inovarem, não?  Mais, basta uma loja chamar-se Maria qualquer coisa que é já meio caminho andado para não comprar um par de cuecas que seja para a miúda (para dizer a verdade estas lojas não vendem cuecas, só tapa-fraldas, mas vocês percebem o que eu quero dizer, certo?)
Irrita-me que agora os melhores pastéis de nata sejam o da pastelaria cocó segundo o certame x ou os pastéis da tasca xixi segundo o Award Boring 2014. Amigos: os melhores pastéis de nata são os de Belém, sim? O resto serão bons pastéis de nata, pastéis de nata saborosos, pastéis de nata muita bons. Mas OS pastéis de excelência são os de Belém, tá?
Irritou-me hoje saber que agora há uma pastelaria que vende o melhor bolo de chocolate do Universo, colando-se à ideia do "Melhor Bolo de Chocolate do Mundo". Juro-vos por tudo o que é mais sagrado que preferia comer bolos de véspera, ressequidos e secos, que dar dinheiro a ganhar aos originais inventores do nome. 
Chateiam-me, mesmo, os novos inventores da roda e o seu "originalidade" de génio. 
E, sim, continuo a não frequentar a Padaria-com-marketing-xpto-e-que-quer-trazer-de-volta-as-padarias-verdadeiramente- tradicionais-que-estão-a-ir-à-falência-graças-ao-marketing-destas-novas e mais, aviso aqui que abriu uma Sacolinha no Chiado. Ide lá para ver o que é uma padaria/pastelaria original, sim?


(Ah e não me venham dizer que os pastéis de Belém são muito doces e que já existem feirinhas desde os vossos arraiais de escola que estou sem pachorra, ok? Só parem de me convidar para mercadinhos de marca branca no facebook, sim? Agradecida.)


Coisas que a minha mãe faz

Espetar no meu mural de facebook uma repreensão escrita e pública porque eu tenho, permanentemente, o telemóvel sem bateria e não lhe atendo.

quarta-feira, 21 de maio de 2014

Eu que nunca achei graça a sessões fotográficas de grávidas, repenso a minha posição...


Duarte quadripolarizado in-utero, dá direito a quadripolar honorário e vitalício!

Beijos Raquel, Raquelmen e Duarte (e um calduço à Olga, que alinha nesta doidices)

Crónica de um divórcio litigioso

Quando nos separámos a coisa não foi fácil, tu achavas que era remediável, que bastava polir umas poeirinhas na nossa relação e já estava, problema sanado, mas onde tu vias poeiras, todos viam calhaus. E eu cortei o mal pela raiz, sem dó nem piedade, matando-te de vez em mim mas ficando eu com as maleitas. 
Tu rogaste-me uma praga: primeiro nunca mais consegui beber álcool em condições, depois vomitava de cada vez que comia cozido à portuguesa, ovos nem vê-los, engordei progressivamente. Não foi uma praga imediata, os efeitos deste divórcio litigioso deram-se pouco a pouco. 
Quando engravidei, a tua maldição fez-se sentir ainda mais: tinha-te arrancado de dentro de mim e agora eu deixava um bebé ocupar espaço (abdominal) em mim? Enjoos, azia, problemas intestinais: uma maldição sem fim. 
Depois da gravidez digestões péssimas, de vez em quando paragens digestivas, suores frios, vómitos e purgas várias. É que há divórcios maus, divórcios litigiosos e há o nosso divórcio, um horror sem fim. 
Ontem, depois de dias de dor, acho que acabei com a maldição de vez. Agora é ajudar quem estiver na mesma situação. Por isso, vou criar a APAVVE- Associação Portuguesa de Apoio às Vítimas das Vesículas Extraídas. 

Desvesiculados, partilhem comigo as vossas experiências pós-divócio-vesicular, os vossos testemunhos. Todos juntos seremos mais fortes. 

(Morra a maldição da vesícula! Morra! Pim!)


segunda-feira, 19 de maio de 2014

Tenho fétiches com chefs (o que vale é que mámen cozinha bem que se farta)

Empatado com o chef Pedro Marques tenho um fraquinho pelo Mário, o vencedor do Chef's Academy, pelo que, qual não foi o meu espanto quando percebi que o dito cujo, juntamente com duas leitoras do Quadripolaridades (beijinhos Bárbara e Teresa) tinham um projecto top, top de workshops culinários?!

O projecto Mãos na Massa surgiu de uma paixão! Uma paixão comum de três amigos, pela vida, pela culinária e pela partilha. 

Quem são, afinal? A Bárbara, arquitecta, quatro filhos! Acostumada a gerir cenários domésticos complicados e a alimentar um regimento, é uma mãe moderna e despachada! É também a espinha dorsal deste projeto, a que tem os pés na terra e quem orienta as hostes! A Teresa, mãe de gémeos! Economista habituada à frieza dos números, decidiu seguir o seu sonho e investir na sua paixão pela gastronomia saudável. Criativa e dedicada, é quem se encarrega de tornar as receitas mais simples e os empratamentos mais apetitosos! O Mário, bombeiro*, agricultor e apaixonado pela cozinha! Destemido ao ponto de ter participado num programa de televisão, foi o grande vencedor da primeira edição da Chefs’ Academy, da RTP. É o responsável pelos pratos mais elaborados e pelas receitas mais sofisticadas. Juntamente com a Teresa, são os dois cozinheiros de serviço! 

O que fazem, afinal? Promovem oficinas gastronómicas, com o objectivo de despertar emoções... A emoção de quem, pela primeira vez, confecciona uma refeição. O seu público de eleição são os mais novos. Saber cozinhar é uma mais valia fundamental para a vida e é isso que os mini-chefs levam consigo depois de cada oficina que fazem com esta equipa. 

O próximo workshop será no próximo sábado:


Para mais informações ou inscrições, contactem a equipa do "Mãos na Massa" através do email workshops.maos.na.massa@gmail.com 


(* um repto à corporação de bombeiros onde o Mário colabora: e um calendariozinho solidário, han?)

World Baking Day: duelo do casal quadripolar

Bolo de laranja caramelizado inventado por mámen

Bolo vegan de chocolate (receita da querida Titá)


Vamos a votações: ganho eu, CERTO????

sábado, 17 de maio de 2014

Diz que já tem estatuto de rubrica



(nem sei se agradeça, Ana...)

Sem cartões, sem complicações, sem selos, sem pedinchices de likes, sem sorteios, sem passatempos, sem give aways, sem matchy-matchy, sem compra de likes, sem conselhos féshionistas ou dicas p'ró cabelo ó néls, sem propagandear posts por tudo o quanto é sítio, sem parcerias, sem compadrios, sem duck faces, sem descontos em talão, sem outfits nem infits, sem nhonhices, e com palavrões à mistura e mau feitio, até (e, vá, só hoje com um bocadinho de gabarolice)...

... comemoram-se, hoje, sete milhões de visitas neste blog.

Achei que vos devia informar

Acabei de aprender a fazer pulseiras de elásticos.

BILF award 2014: as reacções dos finalistas

Bruno (Homem sem blog):  BILF 2014? Moi?


Pés no Sofá: Opá, caraças: sou um homem casado e pai de filhos. Para além de não ter ganho, já me entalaram, mazé!


Menino de sua mãe: Um gajo aposta toda a sua arte nisto de ganhar e depois não ganha? Olhem, cá vai disto!


Factos de treino: Ah não votaram em massa e agora andam a dar-me festinhas de consolação? Já vos conto uma história...


Pedro (We'll always have Paris)-  Não ganhei outra vez? Não faz mal: it's my party and I throw up if I Want it, I Throw up if I want it...


Pulha Garcia: Thank God, acabou essa porra de concurso que não tem graça nenhuma...

Mámen:  Vamos lá comemorar cá em casa o fim deste regabofe. Pólo Norte: are you reeeaaady?







sexta-feira, 16 de maio de 2014

Estava indecisa entre 3 títulos para este post, então cá vai: "Deves ter a mania que vales um chavelho!" ou "É bem feita porque o cão tem a mania que é espertalhão" ou "Freud não explica"

Ex-coiso mete conversa no chat de facebook comigo:

Ex-coiso: ontem sonhei contigo

Eu (a pensar, presunçosa, um "here we go again..."): então?

Ex-coiso: foi estranho... pois encontrei-te na noite, depois deste-me boleia num super carro com choffer, em que estávamos os dois na companhia de uma amiga tua... o dia estava a nascer, fomos dar a uma praça qualquer, onde estavam mais umas tantas amigas tuas e eu fiquei a correr atrás de uma bicicleta enquanto punhas a conversa em dia com elas... e por aí ficou.


...

...

...

(Está certo...)

Ah, sendo assim, fico muito mais descansada...

Cheia de cagufa, quis assegurar-me que estabelecia relação com o taxista do taxi com webcam dupla, naquela de criar empatia com um potencial criminoso para ele poder ter misericórdia da potencial vítima (eu). Pensei dizer-lhe que tinha a depilação por fazer, que é o maior turn off ever, mas depois senti-me ridícula. Comecei por falar do tempo. 
A conversa acabou assim:

"Eu sou proprietário do taxi, não é para ser gabarolas, mas é meu. Foi a única coisa que a minha ex-mulher não me tirou, de resto, levou-me tudo. Até uma casa no Algarve que eu gosto muito de praia, ali ao pé da Herdade dos Salgados, custou-me treze mil contos em 1993 mas ela não gostava do Algarve, dizia que não gostava de praia porque era gorda, e, enquanto eu não vendi a casa não descansou. Treze mil contos, dei entrada de cinco mil que tinha poupado de solteiro e o resto o banco emprestou-me, crédito bonificado, que eu tenho uma deficiência numa perna e tenho juros bonificados. Fiquei coxo de um acidente na guerra, não tenho o mesmo tempo de reacção, sabe? Por exemplo, se agora me aparecer um cão à frente e eu travar, coitadinho do animal, é atropelado de certeza, não vou a tempo, percebe? Mas dizia eu, a minha ex-mulher ficou-me com tudo, até com o dinheiro da venda da casa do Algarve. Sabe o que fez a seguir a nos divorciarmos? Emagreceu e cheguei-a a encontrar na praia, no Algarve, com o gajo com que está agora. Não é preciso ter vergonha na cara? Graças a Deus fiquei com o táxi..."

Entre um taxista violador e um coxo que não me vai travar a tempo se um camião TIR se meter à nossa frente, chego à conclusão que hoje o caranguejo deve estar em primeiro lugar na tabela da Maya: cheguei viva ao Saldanha. Ufa!

O maravilhoso Mundo dos taxistas (post em directo)

Neste momento estou num táxi com uma webcam dupla pespegada no vidro da frente.

A webcam está presa a um pequeno monitor de smartphone que vai filmando a estrada à nossa frente mas há uma webcam incorporada com o REC ligado que está a filmar o banco de trás, onde eu estou sentada.

Só para saberem que, se eu não chegar a tempo para fazer queixa desta merda a quem de direito, sou capaz de ser dada por desaparecida e amanhã aparecer no youporn a pagar em serviços sexuais o tarifa do táxi.


Estais avisados (e eu cheia de cagufa).

Reacções ao nome escolhido pelo casal Kapinha para o filho


Gabriquê?

Nem sei como hei-de dizer isto... Gabriel??? Really?

Eles diziam que ia ser polémico.
Mantra: não me vou rir, não me vou rir, não me vou rir, não me vou rir...

Vou-me concentrar: também não me vou rir, também não me vou rir, também não me vou rir, também não me vou rir, também não me vou rir, também não me vou rir...


Ninguém se bai rir, oubiste Djaló??? Ninguém, pobre criánça. 



 Ahahahah ahahahh ahahahah ahahahahah ahahaha!




quarta-feira, 14 de maio de 2014

E agora? Action Man?

"O MIMIKAS VAI OFERECER UMA PRENDA!  (post nº 2) - último!
O nosso passatempo já está a chegar ao final.
Vamos revelar o nome do Mimikas esta semana!
Mas ainda vão a tempo de participar.
E para dar uma ajuda  eu vou desvendar que…
Da lista de requisitos que gostava que o nome tivesse, infelizmente nem todos se verificam.
Assim sendo temos:
1- sem acentos - ✔
2- que não comece por uma letra nem do inicio do meio do alfabeto - ✔
3- sem familiares com o mesmo nome - ✔
4- que os pais não associem a alguém que já conhecem - ✔
5- com significado - ✔
6- pouco comum (no conhecimento dos pais) - ✔
7- que soe bem em qualquer idioma - ✔
8- gostava que começasse por K - 
9- de fácil pronúncia - ✔
10- seja curto: entre 2 a 3 sílabas - ✔
11- que tenha um diminutivo giro -(talvez) 😀
12- que não comece por H - ✔
13- que dê uma bonita assinatura - ✔
Espero que tenha ajudado a eliminar algumas possibilidades e criado outras! 
Tens 50€ à tua espera! 💶 
Nada mais fácil.
Faz GOSTO nas 4 Páginas:
Kapinha , Casa Sonotone , Mafalda Teixeira e também na do Mimikas
Escreve um comentário com o teu palpite, e PARTILHA por todos os teus amigos.
Quanto mais PARTILHAS fizeres mais hipóteses tens para ganhar.
O Mimikas tem 50€ para te dar!
Estás à espera de quê?
com o apoio de: CASA SONOTONE  Aparelhos Auditivos
Este passatempo só é válido nas seguintes páginas:
Página Oficial do Kapinha
Página Oficial da Mafalda Teixeira
Página do patrocinador Casa Sonotone

Da página oficial do Mimikas -esta bíblia do facebook: aqui


terça-feira, 13 de maio de 2014

Pólo, o que gostaste mais no fim de tarde passado a preparar o World Baking Day?












De tudo. De tu-do.

(E também de conhecer a minha amiga já não mais virtual Joana Roque, de fazer equipa com a Filipa, de rever a Sofi P. e o Célito e de passar um bocadinho tão bom com a minha amiga Sofia.)

Nunca um bolo teve um nome tão apropriado

O convite era irrecusável: voltar a participar nos festejos do "World Baking Day”, desta feita em equipa e integrada num dos cursos promovidos pela Vaqueiro, com a supervisão de um chef.
Eu, como de burra não tenho nada, alapei-me à Joana Roque que é só a melhor blogger portuguesa de culinária e à Filipa e vai de, cheia de moral, não virar a cara à luta. Ainda tive o privilégio de convidar a Bé que se juntou à Sofia e à Madalena e pude provar, em primeira mão, uns queques com capachinho cupcakes soberbos confeccionados pelas minhas queridas amigas.
Os cursos na Vaqueiro são tipo masterclasses: o chef apresenta um conjunto de receitas, desvenda-nos truques e dicas, distribui cada receita por uma equipa e cada equipa por uma bancada de cozinha e começa a acontecer magia.
Claro que nós tínhamos que ficar responsáveis por fazer uma torta, coisa “simples”, enrolar o bolo e tal.  Eu avisei logo que era menina para fazer corresponder o nome do bolo ao bolo e “entortar” a coisa toda, razão pela qual a prudente Joana me incumbiu de tarefas com um grau de complexidade brutal: untar a forma (se ela disser que eu untei a forma até aos rebordos, do lado de fora e tudo NÃO ACREDITEM, ok?), agarrar na batedeira para as fotografias,  misturar sumo de laranja com hortelã para a calda que cobria a torta e enfeitar  a mesma com os gomos da laranja.
O resultado foi um fim de tarde super divertido e uma torta que superou todas as expectativas:

Torta de laranja e cenoura com recheio de doce de alperce

[A dica secreta é : colocam o pano limpinho, em cima da bancada, para enrolar a torta no fim , uma das participantes- sendo que eu não me acuso- esquece-se da finalidade do pano e vai de limpar a bancada com ele; a outra participante- que para os efeitos se vai chamar, hipoteticamente, Filipa,-agarra no mesmo pano e limpa as mãos e, no final,  a participante mais experiente- que para os efeitos se vai chamar Joana- ignorando os passos anteriores, enrola, magistralmente, a torta num ápice. Tumbas, vão buscar!]


Queima quadripolarizada!




"Olá Pólo,
Como não podia deixar de ser, quadripolarizamos a Queima das Fitas do Porto :)

Beijinho quadripolar das Ana's e da Filipa"




Beijinhos às cotovias mai lindas! Pólo Norte loves you all, riquezas de sua tia ursa!

E agora coisas com pés e cabeça

"Antes de haver União Europeia havia a Eurovisão. O festival da Eurovisão foi, durante décadas, o grande unificador europeu sem querer. Não é por acaso que foi a partir dele que os americanos inventaram a expressão Eurotrash - não se goza com o que não "incomoda". O facto do festival sempre ter sido de pop nivelado por baixo é significativo: é a cultura popular, popular mesmo, que cria pontes e identificações. Com as mudanças políticas do pós-muro de Berlim, o festival alargou-se a leste - báltico, balcãs, leste propriamente dito e até ao Cáucaso. De certo modo, à medida que o festival foi perdendo adeptos a Ocidente, foi-os ganhando a Oriente. Acontece que o festival sempre teve uma estética gay - hoje diriam queer, mas prontoS - no sentido auto-irónico da cultura gay, brincando exageradamente com os códigos de género, romantismo, drama e sexo. Ora, como a Leste, em geral, triunfaram oligarquias que unem o pior conservadorismo religioso com o pior puritanismo cripto-estalinista e neo-fascista, as performances queerizantes do festival (que passam justamente por serem "pirosas" e não intelectuais) são, sim, uma ameaça. Sobretudo porque é desde o Leste - em aliança com o Vaticano, as ditaduras pós-coloniais em África ou o fundamentalismo islâmico - que vem esta recente onda de transformar as pessoas LGBT no símbolo do mal e de um mal "com origem no Ocidente" (que não é odiado por ser capitalista mas por ser, supostamente, liberal). Com Conchita Wurst, as reações do público na cerimónia, as votações e a sua geografia, e as reações dos poderes a leste, tivemos, sim, um momento de política cultural - feita agora através da política sexual - muito importante. Não estou a brincar. É que as pessoas aqui no extremo-ocidente peninsular, no sul-europeu pós-católico, ou no corredor liberal de londres-paris-bruxelas-amesterdão-copenhaga-estocolmo às vezes não fazem ideia do que se está a passar a leste: não se trata de "restos" de um passado que ainda não se transformou, trata-se de uma coisa nova e revanchista que, aliás, já contamina os conservadores do "lado de cá". Tudo isto diz-nos muito sobre a centralidade simbólica da sexualidade nas discussões contemporâneas sobre modelo de sociedade. E deveria dizer-nos muito sobre a importância da política europeia."

Pelo Professor Miguel Vale de Almeida: no seu mural público de facebook aqui

segunda-feira, 12 de maio de 2014

Ana, filha, se saíres ao teu pai na voz far-me-ás (ainda mais) feliz

A PARTICIPAR | Agradecer por carta!

"Já alguma vez pensou em agradecer a alguém mas o obrigado ficou pelo caminho?
À avó do coração, à mãe querida, à cara-metade ou ao amigo de toda a vida?
Então chegou ao sítio certo: a Maior Rede de Obrigados de sempre. Esta foi a forma que os CTT encontraram para agradecer a todos os portugueses por os terem eleito Marca de Confiança e Marca de Confiança Ambiente.
Como querem que o seu agradecimento chegue a todo o país, resolveram estender o seu obrigado a todos os portugueses, incentivando-os a agradecer também a quem faz diferença nas suas vidas. 
Para agradecerem a quem quiserem, basta clicar aqui, deixar a inspiração trabalhar e os CTT, como sempre, levarão a sua carta ao destino. Dizer obrigado não custa nada. Os CTT encarregam-se da impressão, envelopagem e distribuição das vossas mensagens de forma gratuita."
De que estão à espera?
Mãe, tia e mámen atentos às caixas do correio!
Se precisarem da minha morada é favor pedirem! :P

Há alternativa para as corridas solidárias?

"Estimada Pólo Norte

Em nome da xpto, vimos por este meio lançar-lhe o seguinte desafio:
Organizar uma equipa com o nome do seu blog (para os 10 km a correr, ou para os 5Km a caminhar).
Esta iniciativa reverte 100% para crianças em perigo de vida (por fome ou frio) presentes em zonas de risco, onde a xpto tem intervenção direta."
Vocês sabem que eu até gosto de ajudar o próximo que gosto. Mas não corro por nenhuma causa neste mundo que me venha assim, de repente, à memória. 
Posto isto, estou a ponderar contra-propostas:
- Mariscada solidária

- Torneio de UNO solidário
- Sushi solidário
- Karting solidário

- Caracolada solidária
- Pedy-paper solidário
- Copofonia solidária no Bairro Alto
- Prova de vinhos solidária

Ideias?

I don't hate Mondays

Tomei o pequeno almoço com a Ana, às dez da manhã. Encontrámo-nos com os meus amigos Xana e Vitor mais os meus três sobrinhos maravilhosos e fomos pela costa do Guincho, Cabo da Roca até à Ericeira.
Almoçámos no retiro da Baleia um arroz de polvo magistral. Sentámo-nos na esplanada ali ao lado, sem relógios nos pulsos (menos a Ana que ganhou da tia Xana um relógio da parva da gata sem boca), sem redes nos telemóveis, a conversar, a apanhar sol e a ouvir o mar. 
Voltámos por Sintra, acabámos a comer um gelado no Santini de Cascais e fomos extraordinariamente felizes. 
Quem diz que as segundas-feiras não prestam?

Movimento de apoio à Conchita

A vingança serve-se num prato de carne

Quando me casei convidei 100 pessoas. Decidimos que não queríamos que os nossos pais pagassem a festa e o orçamento só dava para cem pessoas. 
Pensámos e repensámos, fizemos a lista e refizemos umas 20 vezes para escolhermos as pessoas certas do nosso passado enquanto pessoas solteiras, do nosso presente enquanto casal de namorados e que gostaríamos de ter próximos de nós no futuro.
A pessoa em questão foi uma das primeiras escolhas. Quando lhe entreguei o convite torceu o nariz, falou-me que tinha deixado de ser católica e que segundo a sua nova filosofia de vida não queria compactuar com a celebração de rituais de índole cristã. Perante o meu ar de surpresa e de tristeza, ripostou que eu devia ser tolerante e respeitar a sua opinião. Que nem sequer iria ao copo d'água porque agora também se tinha tornado vegetariana e não queria assistir a um banquete que contemplava o sacrifício do animal: "Não vou porque não sou católica e até nem gosto de carne". Eu, que só queria que ela testemunhasse um dia importante de afirmação do amor e do compromisso, fiquei para morrer.
Hoje, pediu-me que divulgasse neste blog uma fotografia com a qual concorre num concurso, no sentido de angariar likes. Expliquei-lhe que não peço likes para ninguém e perguntou-me que diferença me fazia divulgar uma fotografia de um prato vegetariano, que não me ia cair nenhum parente, era só mesmo porque se ganhasse ia ficar mesmo muito feliz com o prémio. 
Perante tanta insistência terminei com uma assertivo nega, argumentando com um "eu até gosto de carne"...

Respeito e tolerância com respeito e tolerância se paga. 

domingo, 11 de maio de 2014

Último post sobre a Conchita


Se fosse o Prince (que foi separado à nascença da Conchita) toda a gente tinha um orgasmo de talento e ninguém reclamava. 
Perpétuas, pá!

Agora,um aparte sobre a Conchita Wurst

Lembrei-me daquelas férias na Alemanha e da única palavra que decorei: wurst.

Posto isto, corrijam-me se estou enganada: a Conchita chama-se mesmo Conchita Salsicha?

Farta de ter que dar a mesma resposta de cada vez que alguém me pede a opinião sobre o assunto Conchita

Estou-me um bocado a cagar para o facto do travesti ser um travesti e ir de barba e fartinha da conversa que o "festival da canção se tornou um freak show e que Portugal nunca vai ganhar porque não alinha nestas coisas para chocar a malta" como se há dois anos não tivessemos levado como representantes os "Homens da Luta"- querem lá ver que cantavam bem?- e que nós nunca ganhámos, e que deturparam a lógica de cada país cantar na sua língua de origem e agora, humilhação das humilhações, até ganhou um travesti com barba e austríaco mas com nome de guerra espanhol, como se a nossa representante com o belíssimo nome adaptado de Suzy (sim, com ipsilon) mais conhecida como "Suzy-esta-noite-branca-sou-um-boneco-de-neve" tivesse sido, desde sempre, uma escolha consensual e os portugueses estivessem rendidos aos seus dotes vocais, o que interessava era ganhar um representante que não fosse diferente, independente da sua qualidade de vocal, "porque ser diferente é que não e se ganhou é porque foi discriminação positiva" como se o homem não cantasse bem, para mim é igual ao litro, eu, por exemplo, se não fosse à Dora qualquer dia tinha barba e isso não me traria de bónus uma voz invejável, mais, se a Belle Dominique que até era um travesti mas em matrafona fosse e tivesse o mesmo instrumento vocal e ganhasse ficaria igualmente orgulhosa, que isto não é um concurso de misses, é um festival da canção.  

Mas depois, poupo o meu latim e só pergunto: "Mas a Conchita não cantou extraordinariamente bem, queres lá ver?"

BILF, BILF, BILF: Solteeeemmm a parede!

Pronto, a luta foi renhida, que foi, e toda a gente estava a projectar-se no impacto que o alcance deste galardão teve nos vencedores das últimas edições (a saber: o Pedro desencalhou e está lançado na sua carreira musical o Tolan sacou uma miúda e de bónus ainda foi pai, tendo-se reformado logo de seguida (acredito que se tornou um DILF), o Aflito enriqueceu de  tal forma à custa do sucesso que se reformou da blogosfera e vive agora num paraíso fiscal e o Pipoco... well, o Pipoco envelheceu um ano, não se tornando ainda um ícone gordo e carecas mas antes tornando-se para além de BILF um respeitoso e conceituado MILF lá pelas janelas por onde anda. 
Logo, tendo em conta que 2 em cada 4 vencedores desencalha, 2 em cada 4 vencedores se reforma após a conquista do grande galardão e 4 em cada 4 vencedores ganha, com a idade, um certo misticismo que lhe amadurece o espírito bilfável e o torna um mito na blogosfera, é compreensível a luta guerrida pelo alcance de tão importante distinção este ano. 
Assim, para a segunda volta teremos o Menino de sua Mãe, o Bruno, o Pés no Sofá, o Pedro, o Pulha Garcia e o Factos de Treino. 
Let the regabofe begin: as urnas aqui em cima, ali sob o header, estarão abertas para a finalíssima até 13 de Maio. 
Esperam-se votos em número... milagroso.
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