sexta-feira, 31 de outubro de 2014

Joaquim- o cortês

A Mónica, sempre discreta, sempe low profile, conversou comigo no chat. 
A Mónica é, provavelmente, a melhor pessoa (daquelas mesmo do bem, boa educação, boa gente, bons valores, bom carácter, índole) da blogosfera. O assunto era a Mariana, sua conterrânea (e de mámen). 
A Mónica não tem rodeios, nem salamaleiques, nem minhoquices, nem pruridos.Na verdade, só queria que eu lhe levasse uma encomenda para a Mariana: um mimo. Porque a Mariana para além de cadeirante, é uma jovem de 20 anos. 
 Tive um dia (uma semana) dos Diabos e desencontrei-me com ela. Mas a Mónica arranja sempre jeito, daquele jeito discreto, low profile e cool que a caracteriza. 
 Logo, mandou o Joaquim, o marido mais charmoso da blogosfera- ali taco-a-taco com o meu- vir ter comigo ao aeroporto.
 E o Joaquim- o cortês- veio. 
E trouxe a encomenda e um postal da mulher. E um sorriso franco e genuíno, como só têm as boas pessoas, aquelas que topamos a léguas, sensação de pele, sabem?
 E eu pensei que a Mónica é uma miúda top mas a vida corresponde-lhe com a mesma generosidade. Porque este Joaquim da Mónica é a prova viva de que o mundo se encarrega de retribuir às boas pessoas. Que o mundo é justo, afinal.

Taxis, karma e procissões

Meti-me num táxi até ao aeroporto. Levava um pequeno trolley e assim que entrei no carro ainda tentei negociar com o condutor que o tamanho da mala não justificava que ela fosse na bagageira mas o taxista foi irredutível. Encolhi os ombros e segui viagem.
Durante a viagem o senhor meteu conversa comigo. Perguntou-me para onde ia. Ainda amuada fui respondendo monossilabicamente mas resumi-lhe a história da Mariana, da generosidade da Sónia, da Jonas ter-me chamado a atenção para o caso, do Paulo mo ter ajudado a resolver, do altruísmo da SATA, da hospitalidade da Teresa que nos vai oferecer cama e do telefonema da mãe da Mariana a agradecer. Amuada pela inflexibilidade dele relativamente à minha bagagem, mas, ainda assim, ofereci-lhe a história que animará, com toda a certeza, outras viagens de outros tripulantes. O senhor gostava de falar que se desunhava.
À porta das chegadas do aeroporto estendo-lhe o dinheiro para lhe pagar a conta. Noto que ele não inclui a tarifa da bagageira e, pirracenta, lembro-lhe de tal.
“A menina não me leve a mal mas eu, afinal, não lhe vou cobrar o aluguer da bagageira. Fica uma oferta minha. Em homenagem à Mariana”.

E eu sorri. Há quem acredite em karma. Eu acredito no bem. Porque o bem é como uma procissão: volta sempre ao lugar de onde partiu.



quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Desafio quadripolar

Enquanto faço tempo até ao check in querem tirar uma selfie segurando uma folha com uma mensagem para a Mariana?

 Eu compilava tudo e entregava-lhe!

 Seria nice e quadripolar...

 Quem alinha? (enviem via mensagem privada de facebook ou email: quadripolaridades@hotmail.com)

Tudo o que as pessoas sempre quiseram saber sobre os Açores

Os Portugueses ficam muito ofendidos quando vão para o estrangeiro e algum tipo natural de outro país pergunta se Portugal é uma província de Espanha. A indignação é imediata: "Já viste que coisa, aqueles ignorantes nem sabiam onde ficava Portugal e tal?!"
Muitas vezes são estes mesmos Portugueses que quando se fala sobre os Açores arrotam umas postas de pescada jeitosas e umas pérolas dignas de um revirar de olhos indicador de falta de paciência.
Como eu não gosto que os meus leitores façam figuras tristes quando estão a discutir assuntos de geografia nem que pareçam uns parolos quando se referem aos usos e costumes do seu próprio país, vamos aqui desmistificar alguns pontos:

PÉROLA-TIPO 1- "Ah, estás nos Açores? Pois, eu estou em Portugal..."
Faz sentido, é que os Açores são território espanhol. Aliás, são umas ilhas que pertencem às Canárias. Pensando bem, se calhar pertencem à Holanda: então o queijo deles não é flamengo? Não, pá, na Holanda fala-se flamenco, não é flamengo. Oh, então são italianos porque o queijo chama-se "Terra Nostra". Dah!"

PÉROLA- TIPO 2- "Os Açores são S. Miguel e o resto é paisagem"
Esta é digna de se dizer a qualquer pessoa natural de uma terra de Portugal Continental que não da capital do Império: "Portugal é só Lisboa e o resto é paisagem". Com a diferença que aqui a paisagem é significativamente mais bonita.

PÉROLA TIPO 3- "Nos Açores não se faz nada. Aquilo é um tédio."
Pois bem, tendo eu família no grupo Central posso-vos afiançar que o tédio é uma constante; desde caminhadas em S. Jorge pela Serra do Topo a descer para a Caldeira de Santo Cristo, até pesca submarina, mergulho, às famosas touradas da Terceira, os comes e bebes durante as épocas das sopas do Espírito Santo em que qualquer desconhecido é convidado a sentar-se a uma mesa corrida no meio da rua e comer sopas, alcatra, massa sovada e arroz doce, beber um gin tónico no verdadeiro Peter's no Faial, poder tirar fotografias que saem sempre fabulosas sem que se precise de um workshop de fotografia digital prévio, visitar as vinhas e as adegas do Pico ou subir ao pico do Pico, o que não falta são coisas para nos entediar.
Já em São Miguel há de tudo: campo e cidade, gastar as solas a ver montras, ir fazer um picnic à zona das Furnas, sentar-se numa esplanada a comer os deliciosos petiscos regionais, jogar golf num campo moderníssimo, visitar a fábrica do chá Gorreana, perder a vista numa das lagoas, enfim, um tédio... Com a vantagem que qualquer uma das ilhas dispensa um gps para fixar potenciais quecódromos porque o que não falta são paisagens idílicas propícias à cópula. Em suma, muito entediante. (Bocejo)

PÉROLA Nº 4- "Eu fui aos Açores há 20 anos e sei que aquilo é um atraso de vida, só havia vacas e três semáforos, as pessoas vestiam-se de forma muito rural e só havia RTP1, RTP2 e RTP Açores".
Pois bem, eu fui a Londres há 20 anos e não havia telemóveis. Nem rede wireless. Nem caixas multibanco. Nem um restaurante de sushi em cada esquina. Não volto a Londres: é que Londres ainda deve ser um atraso de vida.
Meus amigos, o tempo e o progresso chegam a todo o lado, pelos visto excepto à vossa capacidade de ver o Mundo em constante evolução. Algumas cidades de Portugal Continental há vinte anos deveriam ter os mesmos 3 semáforos e vacas (com quatro patas e com duas) ou querem ver que Ponte de Lima, Castelo Branco, Chaves, Silves ou Sines eram cidades muito evoluídas? Já tinham shoppings e escadas rolantes, cupcakes, vernizes Riské e auto-estradas com via verde, querem ver?

PÉROLA Nº 5- "Nos Açores não há cinemas, teatros, concertos e outros eventos culturais como em Lisboa por isso as pessoas são mais atrasadas"
Vamos lá a ver uma coisa, nos Açores não há trinta peças em cartaz como não há no resto do país que não Lisboa e Porto, portanto, deixemos-nos de caganças de continental.
 Mais: acredito que a minha amiga de S. Miguel vá mais ao teatro que eu que, face a tanta oferta e a tão pouco tempo, vou adiando ad eternum a minha ida ao teatro até deixar as peças sair de cena. É que nos Açores as pessoas têm tempo, interesse e energia para, efectivamente, usufruírem da vida cultural que lhes é proporcionada, ainda que em menor escala.

PÉROLA Nº 6- "Há internet nos Açores?"
Não. Aliás, sempre que lá estive todos os post foram escritos via satélite. Eu ditava, o satélite apanhava e transcrevia. Uma modernice da ursa mais famosa da blogosfera continental. 

PÉROLA Nº 7- "Não se percebe nada do sotaque açoriano"
Falar de um sotaque açoriano é como ignorar o sotaque alentejano ou minhoto e encaixar tudo num sotaque português. O sotaque muda de ilha para ilha e o mais conhecido é o sotaque micaelense. Mas, concordo, é dificílimo percebê-los. Aliás, proponho que me convidem como tradutora cada vez que alguém cá vier de férias e precise de tradução. Eu faço o hérculeo esforço. A sério, é só convidarem-me que eu faço tal sacrifício.

A linha do horizonte é sempre azul. A gastronomia é, sem qualquer hipótese para os outros sítos do pais, a melhor de Portugal. Há tempo para se estar com os filhos sem ser à noite quando eles já estão a  dormir. Não se perde tempo em filas loucas de trânsito, à espera que caia o sinal verde dos peões para atravessar a passadeira, em transportes apinhados de gente, e esse tempo é optimizado em outras coisas tão mais úteis, como ter uma vida muito mais permeável à comunidade e com muita mais interacção social.
Ponta Delgada não fica atrás de qualquer capital de Distrito do país. E as ilhas todas ainda estão super caracterizadas. As pessoas são genuínas e simples. Hospitaleiras e generosas. Com bom fundo.
Únicas com as ilhas. 


Quadripolares micaelenses: coloquem podrios de kimas nas frizas, sff!


Obrigada SATA por nos ajudarem, mais uma vez, a fazer alguém feliz! Amanhã a Mariana fará o seu test drive na cadeira eléctrica mais gira de todo o sempre!

Pólo Norte <3 SATA!

quarta-feira, 29 de outubro de 2014

E assim renovo a minha fé na humanidade

Obrigada gente de Leiria por se importarem.

A CONHECER | Mirtilo for babies



Acabou de nascer a Mirtilo for Babies, da Raquel (e da Teresa dentro da barriga-limão da Raquel) e do João- casal mais terno do Mundo. 

E o produto que vendem é feito de água e cor, como só as coisas bonitas, incrivelmente bonitas e simples, conseguem ser. 

Ide lá espreitar! E likem, likem muito!

Acabei de chegar a casa

A Ana sacou do muda-fraldas (daqueles insufláveis do IKEA) e está a voar no seu tapete voador.

É oficial: estou a ficar com Aladinófobia.


À(o) queriduxa(o) que teve o obséquio de colocar o email do blog num site pornográfico e que é o responsável por eu andar a receber notificações com fotografias de farfalotas pimpinelas desde manhã...

... acho mal ter escolhido como nick um "catarinahot". Que falta de ... tudo!

No mínimo um "coxas poderosas", não?

O meu colega preferido




... ou, sabes que vieste parar à empresa certa quando o CEO adopta para a empresa, para viver aqui no escritório, um gato outrora abandonado.

Digam olá ao Alfredo (que dá umas bufas descomunais mas que é lindo, lindo!).

Confusões taxonómicas

Eu- Podes pôr aí aquele filme do macaco e do rinoceronte para a Ana ver?

 Mámen (com um ar perplexo)- Não estás a falar do Timon e do Pumba, pois não?

...

...

...

 (Aparentemente é um suricata e um javali mas eu também não posso saber tudo, pá!)

Solidão

Ali estava ela, ar doce e sereno, sentada no banco de madeira do parque infantil da urbanização benzoca da minha terra. 
Sentei-me ao lado. A Ana já conhecia o filho dela, das idas diárias ao parque com a avó, e depressa se entretiveram a brincar os dois. 
Começámos a conversar. Ela sempre com um ar doce e sereno- a contrastar com o meu estilo energético e agitado- mas com um semblante triste. 
Falámos dos nossos filhos, com exactamente a mesma idade, dos desafios que nos colocam, das graças, das descobertas. O menino- lindo!- primorosamente vestido, o tratamento que não é por “tu”, o estilo da linguagem denunciavam uma vida familiar mais do que desafogada, privilegiada, até. 
No tom de voz uma tristeza que se arrastava, nem uma palavra dita que denunciasse queixas mas os olhos vazios, assustadoramente sós. Tomava conta do menino desde que nascera, por opção sua e do marido, e via-se que a maternidade a deixava feliz. Mas, à medida que a nossa conversa se desenrolava, percebia uma sede de que eu não me fosse embora, uma necessidade de falar com outras mães (outros adultos?), uma fome de socialização. 
Convidei-a para tomar café, na pastelaria ali ao lado e ela aceitou. Tinhamo-nos conhecido há meia hora. Comentou que se admirava com o convite, que hoje em dia as pessoas estavam muito ocupadas com as suas vidas, muito fechadas nas suas rotinas, muito pouco disponíveis para abrirem espaço para as outras entrarem. E sentou-se à mesa de café comigo. 
Fez questão de pagar a despesa. “Mas isso não faz sentido nenhum”- retorqui. “É uma forma de lhe agradecer. Gostei imenso do convívio!” 
Despedimo-nos. “Ser mãe em full time pode ser, absolutamente, solitário, não é?”- desabafei com ela, ainda recodada do maravilhoso ano que passei em casa a tomar conta da Ana mas muito isolada do resto do mundo dos crescidos. “Nota-se assim tanto a minha solidão?”- sorriu, ela, outra vez de volta ao sorriso triste. 
“Amanhã voltam ao parque a esta hora?”- perguntou-me. “É tão difícil encontrar pessoas com disponibilidade para conversar com estranhos, sabe?”. Sei. 

Mas serei sempre a menina de 5 anos que vai até à beira-mar, de balde e pá na mão, e pergunta a outra que ali está, também sozinha: “Queres ser minha amiga? Bora brincar?” 

 (Amanhã voltarei ao parque. À mesma hora. )

terça-feira, 28 de outubro de 2014

Parece que há update da dica para se cortar cebolas sem chorar

"Ele tem que pôr um fósforo na boca, trincar o pau do fosforo, e a cabeça ficar espetada a frente da boca tipo antena... para captar os gases da cebola porque com fósforos na boca,a cabeça do fosforo absorve o ácido que a cebola emana"



Quando tu pensas que chegaste à decadência total uma pólete prova-te que pode sempre piorar...

As saudades que eu tinha de uma boa teoria da conspiração...

Mámen acredita que este calor é culpa dos chineses porque aquando dos Jogos Olímpicos "lançaram para a atmosfera um pó para acabar com a humidade e o pó destrambelhou o tempo todo do planeta" (citando).

Perguntou-me a minha opinião.

Respondi-lhe que, obviamente, dentro da lógica científica e racional dele, acredito que a culpa é minha porque não amamentei.

Toni Carreira, põe-te a pau!


Vou encher os coliseus!

(Obrigada Vera e Xavi!)

Post em directo

Li não sei onde que se enchermos a boca de água enquanto cortamos cebola não choramos.

Nunca experimentei e acho que é uma real tanga. 

Mas estou a divertir-me horrores a assistir, da sala, a mámen na cozinha, a cortar cebola em versão Mário Soares... enquanto chora copiosamente!

Sou só eu...

... que acho a Xana Toc Toc uma sósia da mulher do Nuno Markl?


O maior desafio da (minha) maternidade

Aguentar uma gravdez de alto risco? Not.
Levar com os olhares de reprovação quando assumi que não amamentava? Not.
Ter que ouvir os conselhos de mil pessoas sobre maternidade sem nunca os ter pedido? Not.
Correr atrás dela assim que adquiriu marcha autónoma até não me aguentar das cruzes? Not.
Levar com as maravilhosas birras dos terrible two? Not.


Então?

Conseguir abrir a porra da tampa do frasco do óleo Johnson para bebé.

O trono da Mariana

A história chegou-me através da Sónia e depois de uma chamada de atenção da Jonas.  
Como tenho a sorte do principal impulsionador da nova Associação ser o anti-herói mais generoso de todos os tempos (Paulo, you rule!), a cadeira da Mariana é o primeira acção com vista à inclusão social levada a cabo pela nova Associação (temos que arranjar nome rápido que isto quase que soa a "Novo Banco"). 
Já está encomendada e aguardamos a sua chegada para a podermos ir entregar à Mariana. 
Entretanto, a SATA (sigam o link e likem para que a comunidade quadripolar possa manifestar a sua gratidão) agraciou-nos com duas viagens até S. Miguel para podermos entregar em mãos a encomenda e vermos com os nossos olhos a alegria que a mesma trará à sua nova dona. 
Cederia de bom grado a minha viagem à Sónia não estivesse ela grávida de 9 meses e impossibilitada de embarcar mas estou certa que, daqui a uns tempos, ela estará na ilha a beber uma kima de maracujá com a Mariana e a inspirá-la para um dia se tornar uma pessoa e uma jornalista assim. 

Posto isto, habitantes de Ponta Delgada, ponham as kimas na friza que estou quase, quase aí!

A Ana diz que "não gosta de nós". E nós sorrimos.

Primeiro foi ao pai, após a ter contrariado, de dedo em riste e ar de drama queen "Não gosto de ti!".
Passados uns dias, depois de uma situaçao de frustração, choramingou enquanto me atirava um "Não gosto de ti". 
E nós sorrimos. Sorrimos com esta vinculação segura que lhe permite ter a confiança de nos dizer que não gosta de nós. Esta segurança de verbalizar isto sem medo, sem temor, com a certeza que o que diz não vai afectar em nada a nossa relaão, não vai beliscar minimamente o nosso amor. 
E nós respondemos: "Nós gostamos muito de ti, Ana!". E, às vezes, neste role play, nesta segurança dela dizer que não gosta de nós à custa de uma vinculação segura, de nós respondermos que, mesmo assim, apesar disso, a amamos igualzinho, ela vira-nos as costas uns minutos, outras fica só a olhar muito séria para nós e, quase sempre, passado um tempinho vem-nos abraçar, depois de contrariada, de frustrada, muitas vezes resignada de que não cederemos a chantagens, mas vem, chega-se perto, abraça-nos para fazer as pazes e diz baixinho "I love you".
A minha sogra mudou de fotografia de perfil e espetou em vez da fotografia dela uma da Nossa Senhora. 

Acabei de quase morrer de susto quando a Virgem Maria me disse no chat "Olááá norinha!"



segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Sobre a minha padarióportuguesófobia (que passou a padarióportuguesódepressão)*

Na verdade o fenómeno massificou-se: começou pelas novas padarias tradicionais, alargou-se para as tascas e tabernas tradicional-ó-gourmets (vide post anterior), estendeu-se às retrosarias fofi-fashion (suspiro e rezo a todos os santinhos que conservem por muito tempo a Rua da Conceição, em Lisboa), às barbearias  in e por aí fora. 
Eu fico a olhar, achando que o problema sou eu, que sou uma velha do Restelo. Que não percebo esta vontade de reinventar as coisas tradicionais e tipicamente boas e reinventá-las, transformá-las em conceitos, dar-lhes a volta e fazer pior, usando o argumento de que estamos a respeitar a herança cultural, o passado, e depois colocam-se tabuletas a imitar ardósia, lettering xpto a imitar letras escritas à mão, mesas restauradas e cadeiras uma de cada nação para dar um ar milimetricamente estudado para parecer descuidado, esta moda do antigo é que é bom desde que seja com uma nova "roupagem" mais "vintage" e "retro". 
E a minha irritação dá lugar a uma tristeza genuína e profunda de quem vê morrer o original para dar lugar a reinvenções que nunca chegarão aos pés do que deixamos, todos os dias, morrer.

E são estes os tempos em que deixamos morrer, matamos, somos assassínos, dia após dia, do que queremos, à força ressuscitar.


(* Continua a ser muito fogo de vista e não, definitivamente, os pães de Deus não são os melhores do Mundo. Aliás são mesmo enjoativos. Quase tanto como os bolos de quilo cheios de gordura. As baguetes também são secas. De nada.)

Quem diz tascas, diz mercearias, diz padarias et al

"Lisboa autofágica

O português tem um orgulho desmedido da sua comida. Vejo isto todos os dias, no orgulho com que recomendamos aquele tasco, o restaurante escondido que conhecemos e que, como iluminados, mais ninguém conhece, um prato de bacalhau que só há cá, o peixe só daquela tasca. É um dos produtos do país mais visíveis e dos que vendemos mais para quem cá vem, tanto comercialmente como culturalmente. Os restaurantes são do mais importante que temos, enquanto destino turístico. Mas não pela qualidade gastronómica. Os nossos pratos sabem sempre bem e isso é ponto assente. Não admira: usamos toneladas de condimentos, ervas, vinho, molhos, tudo para disfarçar o gosto original de tudo. E fica bom. Até pode ser carne má, peixe morto, não quero saber. Toda a gente sabe o que são as "grelhadas mistas" e a carne-ao-piri-piri. Não interessa. O que interessa é que lhe deram a volta e sabe bem. Os tascos funcionam assim e eu, declaradamente, gosto.










Disclaimer: eu gosto de tascos genuínos e de tudo, desde que tudo seja só o que é."


Do meu amigo Prezado no seu "Perdido pela Cidade"

Depois da quadripolarização do Vitor Baía, achei que não podíamos ir mais longe no que a Quadripolarizações diz respeito

Mas há sempre uma pólete que vem provar que nem o céu é o limite.


Miami (e a NASA9 requadripolarizadas!

Beijinhos, querida A.

Amigas solteiras: a partir de agora só chefs

Ontem uma amiga minha veio jantar cá a casa. O namorado é chef e veio também. 

Ontem uma amiga minha trouxe um cozinheiro para nos fazer o jantar cá a casa e comi o melhor coelho estufado em redução de vinho com bata doce de que há memória. 

Pelo exposto, amigas solteiras: a partir de agora só tem ordem para arranjar chefs de cozinha, Nada menos. 

[Mãe nostálgica]

Estamos a conversar baixinho no sofá. A minha amiga e eu, com a Ana no colo, com uma birra de sono e eu a embalá-la para adormecer. "Eu vi a Amélia no arvoredo, tão pequenina cheia de medo". Ela, olha-me, e pergunta-me " Se tivesses que escolher apenas um adjectivo para te diferenciar como mãe, qual escolherias para definir o tipo de mãe que és? "Os olhos da Marianita são verdes como limão". Penso naquilo, aconchego a Ana mais para junto do calor do meu corpo, mais calma, a respiração a sintonizar com a minha, os olhos a semi-cerrarem-se. "Ó Rosinha, ó Rosinha do meio vem comigo malhar o centeio"  Ela trauteia as músicas que mais nenhum miúdo dos que brinca com ela conhece, baixinho, está quase a cair no sono. De repente, a memória da minha avó, anos atrás, comigo ao colo, o calor do seu peito, o seu cheiro a Minho, a casa, a pronúncia nestas letras que lhe dedico, voz rouca.  "Era meia noite cantava o cuquinho, era meia noite no seu buraquinho". Uma das meus maiores propósitos como mãe é não deixar morrer o passado e trazê-lo até à Ana, fazê-lo perpetuar no futuro que ela vai dar corpo e forma. Não deixar morrer as histórias da Quinta da Torre, em Poiares. O debulhar do milho, os fios de ouro nos dias de festa, o leite que saía da teta da vaca directamente para a mesa de pedra da cozinha, lá em baixo os animais a aquecerem a casa."Anda comigo, Amélia vem, que eu estou sozinho não tenho ninguém". Fazê-la sentir o aconchego da minha infância, a dolência do embalar da minha avó nas noites com dor de barriga, o cheiro do doce de tomate na panela, o colo a adormecer-me. A história da nossa família, da morte da tia Isaura, da vergonha da gravidez sem pai da tia Maria, a fé na santinha Balazar. "O centeio, o centeio, a cevada, ó Rosinha, minha namorada". Trazer-lhe para o presente o melhor do meu passado.

"Sou uma mãe nostálgica"- respondo, enfim, de regresso dos meus pensamentos.
A Ana adormeceu. "

domingo, 26 de outubro de 2014

Bem que a outra senhora me chamou de "fashion lover"

Mensagem de facebook de uma leitora do blog:

"Pólo Norte via-a no mercadito mas tive vergonha de ir falar consigo. (...) Já agora, pode dizer-me onde comprou as suas botas, achei-as tão giras..."


Está preparada M.?

Primark. Secção infantil. 13€.


Sempre às ordens.

Um beijinho da nova fashion adviser.

Tenho uma amiga...

... que quando saiu de casa dos avós e começou a viver na sua própria casa, a primeira vez que fez um coelho no forno, começou por entalar o bicho na porta do forno. 

O senhor do talho tinha-lhe dito que, primeiro, que tudo era preciso "dar-lhe uma entaladela".




(Lembrei-me disto hoje que tenho um coelhinho em marinada para um jantar de amigos logo à noite)

Filha high tech* ou post de incentivo à natalidade

O relógio biológico de alguns filhos* está programado para mudar a hora automaticamente e convertê-la de acordo com a mudança de hora como os telemóveis e computadores mais recentes. 



(*9h da manhã na hora actual/10h na antiga e a Ana continua a dormir o sono dos justos)

sábado, 25 de outubro de 2014

Os meus amigos podem não ser melhores que os vossos, mas terão certamente um sentido de humor mais peculiar # 23


Dia Mundial da Spina Bífida e Hidrocefalia


Toda a gente tem uma causa com a qual se identifica mais. Por motivos vários: porque sofre na pele, por ter próximo de si alguém relacionado com a causa, por se identificar com os pressupostos da mesma ou por ter na sua história de vida algo que o faça cruzar com a génese desta causa.

Hoje é o Dia Mundial da Spina Bífida. 

Muitas das pessoas que lêem este blog não saberão que sou portadora desta patologia. Não faço desta deficiência uma bandeira nem a exponho como parte do que eu sou. Eu tenho Spina Bífida mas não sou a Spina Bífida. 

Gostava, neste dia, de afirmar que ter esta patologia não o fim do Mundo. Na verdade, para mim e para todos os meus amigos "spina", foi o princípio do Mundo. E que não há um estereotipo sobre o que é ser portador de Spina Bífida e a diferença dentro das próprios afectados (com marcha autónoma, com mobilidade reduzida, com ortóteses ou cadeirante, tanto faz) faz-nos desconstruir todas as verdades absolutas sobre a deficiência, todos os estereótipos e preconceitos. 

E, apesar da Spina Bífida, com ela, também por causa dela e das experiências e das pessoas que me trouxe, da forma como me fez crescer e tornar-me pessoa e, especialmente, muito para além dela: sou feliz.

Neste dia Mundial, apresento-vos a minha causa.




  (Disclaimer: esta causa é minha, pessoal e nada terá que ver com os pressupostos da nova associação, só para não gerar confusão, ok?)

As notícias mais importantes deste blog são sempre anunciadas em forma de música. A próxima não será excepção.


O Paulo desafiou-me há umas semanas. E eu, com a loucura que me caracteriza, disse que "sim" no minuto a seguir.
Vai nascer uma Associação quadripolar (que não se chamará assim, mas a seu tempo, dou notícias) com um fim de solidariedade social que vai desenvolver de forma estruturada, continuada e séria as ideias de inclusão, participação comunitária e solidariedade, que avulso e juntamente com muitos amigos, temos posto em prática.
É um sonho meu, do Paulo e de toda a gente que se quiser juntar, que nos deposite a sua confiança, que nos queira dedicar a sua ajuda, tempo, contribuição e, principalmente, participação. Não é a minha associação, é a de todos os que, nestes anos, acreditam que podemos fazer mais e melhor.

Saiu-me o Euromilhões. Porque não há 190 milhões de euros que paguem que o meu sonho de vida se vá concretizar desta forma.

Um dia eu quis mudar o Mundo. Sei que nunca irei conseguir. Mas morrerei tentando melhorá-lo.
Porque quando gente com uma certa dose de loucura sonha? Ah, o Mundo pula e avança.
E, claro, "há sempre lugar para mais alguém..."
Quem embarca connosco?


(Obrigada, Paulo! Confiar como tu tens feito numa tipa quadripolar não só é insane e louco como prova de uma valentia imensurável. Ézomaior!)

A partir de agora podem chamar-me de excêntrica!


Eu avisei que um dia conquistaríamos o Mundo, não avisei, póletes? :D

sexta-feira, 24 de outubro de 2014

Um dia sai-te o Euromillhões

Hoje foi o dia.



(Conto-vos tudo em breve E estou mesmo a falar a sério.)

O pedido veio através da Cocó...

... e é para ser lido com muita atenção:

"
Recebi uma mensagem da Andreia Medeiros, de 24 anos, aluna de Jornalismo na Universidade dos Açores. Uma mensagem tocante. A Andreia falava-me de uma aluna com dificuldades motoras que entrou este ano lectivo para o primeiro ano da sua licenciatura. Chama-se Mariana, vem da ilha Terceira e agora reside em São Miguel. Chegou cheia de sonhos sobre o curso, sobre o futuro, sobre o seu sonho de vir a ser Jornalista. Infelizmente, não tem tido vida fácil. O quarto da residência de estudantes não era adaptado, não há transporte da residência para a universidade, não há elevador para o bar nem rampa… entre muitos outros problemas de que já todos ouvimos falar (mas insistimos em não ligar muito, afinal, não são os nossos problemas, não é verdade?).
Querido benfeitor endinheirado que lê este blogue: a Mariana precisava muito de uma cadeira de rodas a motor, que lhe daria grande independência. A atrofia muscular que tem nos membros superiores obriga a que tenha de haver sempre alguém que lhe empurre a cadeira manual.
A cadeira custa 2500 euros. Para si, benfeitor, não é nada. É claro que será muito se tiver de ajudar todas as Marianas deste mundo. Mas, se porventura ainda não ajudou aquilo que gostaria de ter ajudado, e se quer apostar em alguém, talvez esta Mariana seja uma boa opção. Não que os outros não mereçam e, na verdade, eu nem sequer a conheço. Mas o email da Andreia fez-me acreditar que se trata de uma miúda cheia de garra, cheia de vontade, cheia de tudo aquilo que, infelizmente, se vai vendo cada vez menos.
A Andreia termina a carta assim: «Eu não consigo cortar as asas à Mariana. Eu não consigo tirar-lhe o sonho. A mãe dela está na Terceira e está cada vez mais inquieta por a filha estar aqui sem a independência que já inha ganho, e pondera levá-la de volta. Não posso deixar que a pessoa mais divertida do primeiro ano se vá embora. Nunca vi tanta determinação em ser Jornalista. Juro-lhe, aquela miúda é uma força da Natureza.»

Querido benfeitor endinheirado que lê este blogue, ou empresa, ou marca vai uma ajuda para a Mariana?
E vocês, queridos leitores, podem partilhar usando os botões aí de baixo, a ver se aparece alguém?"

 Saibam como podem ajudar lá no "Cocó na Fralda"

Tenho uma amiga...

Tenho uma amiga que decidiu levar um vestido todo mete-nojo para uma reunião de trabalho importante. Como o vestido era de meia estação pedia umas meias, ainda que fininhas, pelo que, a minha amiga decidiu vestir aquelas meias de ligas com aquela colinha aderente para se segurarem nas coxas. Acontece que a minha amiga é uma mulher de coxa grossa, à antiga. E que hoje está calor. E a cola derreteu nas coxas da minha amiga que, enquanto andava, ia friccionando as mesmas ficando, glamourosamente, assada. Sim, assada. A-ssa-da.
Pelo que, neste momento, a minha amiga acabou de sair da casa-de-banho onde teve a fazer uma depilação não voluntária que resultou de coxas todas esfalfadas, meias de ligas deitadas no caixote de lixo da secretária e uma postura de perna aberta para lhe aliviar as dores... à bardajona! E gano gane. Gane muito, a minha amiga.
 
Vai daqui um beijinho de solidariedade às mulheres de coxas grossas neste país (que estão em vias de extinção, bem sei!) e o conselho para andarem na mala com o Mitosyl (avé!) esquecido dos vossos filhos bebés just in case.

O mundo divide-se entre...

... as pessoas que, em criança, fizeram uma bailarina a partir de uma papoila e os outros.

J.



Guardo, religiosamente, as cartas que me escrevia. Em papel especial com as letras desenhadas milimetricamente, sempre com aquela caneta específica. Sempre preta.
Nunca mais ninguém me escreveu assim. Nunca mais fui, aliás, assim: a pessoa que lia aquelas cartas. Hoje leio-as de uma forma diferente: crítica, analítica, sedenta da correcta interpretação. Naquele tempo lia-as apenas com o coração. 
Amei-o cedo demais. Em silêncio e num torpedo, como se devem amar os amores adolescentes. Depois veio a vida e a idade adulta. A racionalização e a amizade. O certo e o errado. O óbvio e o lógico. A intelectualização. Amei-o (novamente) tarde demais.
Connosco sempre pesou a questão de sermos demasiado iguais. Só que ele era mais velho e queria-me ensinar todas as respostas que eu queria descobrir sozinha, no meu tempo. Rectifico, connosco sempre foi uma questão de tempo. Ou de falta de tempo. Nunca os nossos relógios se acertaram pelo mesmo meridiano. 
E eu deixei-o, no tempo futuro dele, a contemplar o seu passado que era eu, afinal. Acreditei, durante muito tempo- anos talvez- que um dia nos encontraríamos numa qualquer estação de comboio. Éramos os companheiros ideais de viagem: não queríamos saber do destino, só de partir. Encaixávamos exactamente num banco de dois. Os ombros largos dele tinham o tamanho certo para a minha cabeça pousar. Mas nunca, nunca, conseguiríamos apanhar o comboio, sei-o hoje.
Em boa verdade, andámos durante anos desencontrados na mesma estação de comboio (talvez o Rossio, sim): o Rossio. Ele deslizava no tapete rolante e via-me passar- sempre no sentido oposto- mas nunca conseguimos vencer a forma do maldito rolamento da passadeira; quando a intuição nos dizia para voltarmos para trás. Nunca esperámos um pelo outro, embora sempre tenhamos caminhado na mesma direcção: sinto-me um vector cuja seta o feriu sem querer.
Não sabíamos quão efémero é tudo. Quão perene é a assimétrica existência das palavras face à doce brutalidade do toque. 
Afinal, as viagens têm horários marcados e a vida não espera que as pessoas acertem os seus relógios para poderem, enfim, embarcar. Ficam as cartas, as palavras e as memórias. A tinta preta que o tempo não consegue apagar. A recordação de uma aurora boreal que pintou para mim. Um apito doloroso de um comboio a partir.
E hoje, finalmente, a aceitação pacífica do final feliz, não para nós, mas para ambos individualmente.
"Ama o impossível porque é o único que não te pode decepcionar". Sempre o soubemos bem.
Aprendemos com a vida.
Deixei de o amar no tempo certo.
Enough. Enough now. 

Ajudar quem quer ajudar

O Mercado dos Santos é feito por um conjunto de pessoas (beijinhos Marisa, Mariana, Patrícia!) que trato, caso a caso, de situações de famílias carenciadas.
Neste momento, têm um voucher oferecido pelo Hotel da Música, no Porto, de duas noites com pequeno-almoço incluído, no valor de 100 €. Este valor reverterá, integralmente, para a compra de vacinas que uma família não pode suportar.

Alguém quer ajudar a ajudar, disfrutando, em simultâneo, de uma experiência muita gira no centro do Porto?

Por favor contactem mercadodossantos@gmail ou visitem a sua página de facebook: aqui.

Oh, a Sardenha...


 

"Olá Pólo Norte,

Aqui vai uma praia da Ilha de Caprera, no arquipélago de La Maddalena - Sardenha, desta faialense que começou a seguir-te por causa um post sobre Kima :)

M."
 
Beijinhos, querida M. Pólo Norte <3 you!

"Primeiro, suicidar-se, e só depois tentar matar as mulheres."

"Vi ontem que um jornal fez com o homem que matou a mulher um daqueles "sobe e desce" com setinhas. O homem, engenheiro e de Soure (digo isto porque, sendo tantos os homens que matam as mulheres, se não damos minúcias, perdemo-nos), além da mulher, matou uma filha de 16 anos e feriu outra, de 13. As setas são úteis para se entender rapidinho se é mau ou bom o que um sujeito fez. Por exemplo, o ministro poupou: seta para cima. O guarda--redes deu um frango: seta para baixo. As opiniões são controversas, difíceis de pesar. São como os interruptores, umas vezes para cima, outras para baixo. Um homem que mata a mulher e uma filha, e fere outra, e tudo com várias facas, três ou quatro, porque iam--se partindo, esse sujeito, pois, foi colocado pelo jornal sob a dúvida: sobe ou desce? Desce, o jornal pô--lo a descer. Acho que foi uma decisão acertada. Outra coisa eu não esperaria de um jornal que narra estas coisas do quotidiano ordinário com cuidadas análises psicanalíticas: o homem tinha "pouca autoestima". No fim do artigo fui informado de que ele "depois de matar a família teve intenção de se suicidar mas não conseguiu." É sempre assim... Eu, que sou um bruto e dou pouca atenção às tais análises, já aqui propus numa que se fizesse uma campanha nacional para se inverter o método: explicar aos homens do meu país que devem, primeiro, suicidar-se, e só depois tentar matar as mulheres. Ah, se eu soubesse explicar isso com setinhas... "

quinta-feira, 23 de outubro de 2014

Um dia quero ser assim



"Achara Poonsawat or ‘Nin’ remembered losing her father when she was very young. She grew up having her mother as the role model and mentor. Her mother’s struggling experiences gave Nin valuable lessons. The little girl gradually trained herself to never give up despite hardships that lie ahead.

Nin’s mother had never been in school, yet she became Nin’s crucial teacher. She made a living by selling fresh fruits in a trolley circling a market in Petchburi province from dawn until dusk.

Nin was raised to be tough. Her mother’s way of teaching was unorthodox – she liked to ask Nin questions. She taught Nin to observe, analyze, try out, and face problems with courage. She encouraged her daughter in pursuit of answers by herself while watching her from afar. Such parenting became and inspiration for Nin to think of something new, to be innovative.

On a holiday at the age of seven, Nin enthusiastically brought scrumptious pineapple ice-cream made by her mother to sell at the market thinking that she could help mom make extra money. Mother and daughter helped fulfilling each other in harmony, and AIS helped fulfilling Nin’s dream by providing Sarnrak scholarship that supported her financially until she completed a Bachelor’s Degree.

Nin’s dream of becoming a teacher has come true. Today, she is teaching elementary students not only school subjects but also life experiences that she has learned from her beloved mother."

Ahhh, as maravilhas da Psicologia do Consumo...



(activem as legendas em Inglês por bondade... :P)

Pai Natal is overrated

Eu - Ana, não tarda muito vamos escrever uma carta a dizer que te portaste bem e a pedir presentes  ao...

Ana- Aladinooooo!

Bem sei que os Açores não fecham mas...

Já fui assim. Quando um sítio era mesmo, mesmo bom, mesmo, mesmo do meu agrado e ainda estava assim meio no segredo dos Deuses eu calava-me bem caladinha, não partilhava a informação da sua existência e os segredos que escondia para a coisa permanecer com o charme do secretismo, sem multidões, com lugares à porta para estacionar, com atendimento especial para os clientes privilegiados que conhecessem o sítio e tal.
Depois, invariavelmente, montes desses sítios fecharam. Por falta de clientes, por falta de dinheiro para pagar ao fim do mês a fornecedores e empregados. Por falta de divulgação dos seus serviços, do passa a palavra. (Também) por minha culpa e do meu egoísmo de filha única e do de pessoas como eu.
Ontem escrevi sobre a cantina dos monges ali em Lisboa e logo recebi um comentário de "bolas, pá, aquilo era tão secreto, bom e sossegadinho e  agora com esta publicidade vai começar a ser mais procurado". Sorri. Olha eu ali, há uns tempos atrás: igualzinha!
Ontem publicitei (pela 3536373ª vez) os Açores e logo recebi um comentário ao post e um email, de pessoas diferentes, a pedirem-me que refreasse o entusiasmo, que na volta começava a incentivar  as pessoas a visitarem os Açores, que agora ainda por cima era provável que passassem a haver voos low-cost e que depois o turismo massivo ia estragar a beleza das ilhas, corromper a hospitalidade genuína dos açorianos, aumentar preços e tirar o encanto do secretismo das ilhas das brumas.
Tomara eu ter o poder de contribuir para despertar a vontade das pessoas em visitar os Açores, tomara eu que uma pessoa que seja decida visitar os Açores porque viu posts no "Quadripolaridades" que lhe deram vontade de ir gastar o seu budget de férias às ilhas.
Porque, sim, eu sei que os Açores não correm o risco de fechar mas também sei que o turismo trará maior qualidade de vida aos que lá vivem, mais clientes ao restaurante do meu cunhado, mais clientela para o negócio do meu sogro, gerará maior riqueza, maior movimentação nas pessoas que lá queiram vir a investir, maior taxa de retorno a muitos dos açorianos que não voltou para os Açores depois de virem estudar para o Continente pela falta de hipóteses de arranjar um emprego ou ter uma actividade profissional próspera.
Eu gosto dos Açores como estão agora: selectos e calmos, com muita qualidade na arte de receber quem chega, com turistas em média escala muito virados para o turismo de natureza e por isso muito conscientes. Mas gostaria que toda a gente tivesse o privilégio de conhecer o sítio mais bonito do Mundo e de não o guardar só para mim, como uma mãe vaidosa que mostra a fotografia da filha linda que tem na carteira a quem passa.
Gostaria que quem lá vive pudesse continuar a viver com uma qualidade de vida crescente, que nem só de paisagens de cortar a respiração, vive o Homem.
É por isso- e porque quero que um dia o Presidente da RAR me nomeie açoriana honorária, já se sabe!- que, no que de mim depender, publicitarei as maravilhas dos Açores sempre que me der saudades de lá voltar e o volume de passageiros ainda justificar a abertura de voos em companhias low-cost, o que dissuade muita gente de lá ir.
E eu, também por isso, ficar em terra.

So fucking brilliant!


Só havia uma pessoa que conseguiria explicar de forma racional o que eu penso sobre aquilo do combate entre as pessoas com e sem filhos

"Foi no carro, ontem, a caminho de casa que falávamos no texto do P3 e ela, ferverosamente, me alinhavava o que iria contrapor no seu post.
Eu já estive dos dois lados da barricada. Não concordo nada quando os pais se passam a apresentar como seres iluminados, pessoas num estádio evolutivo superior, como se ao se ter filhos se desse um passo para um degrau evolucionista acima, com aquele ar condescendente e seguro de "agora é que eu sei o que é... o amor/a vida/dar valor às coisas/a felicidade", como se o passaporte para a legitimidade de se dizer coisas viesse com as criancinhas. Não vem.
 Mas também me faz muita confusão quando os próprios pais vendem a ideia de que ser pai é um martírio, um corte absoluto com uma vida plena, um rol de sacrifícios, uma carga pesada e uma estrada sinuosa para se percorrer e que "nunca mais se tem descanso". Não é verdade. Pelo menos no que a mim me diz respeito.
 O problema das generalizações é este. Com certeza que haverá gente para quem a parentalidade mudou demasiado a vida e que tem saudades da vida que tinha. Que, talvez, no passado tivessem uma vida com mais tempo, disponibilidade, momentos de lazer ou mais prazeirosa. Cada um sabe da sua vida. Mas, como diz a minha excelsa esposa, há pessoas para quem a parentalidade não mudou assim tanto a vida e que não sentem que tenham deixado de ser gente tal como eram antes, de ter qualidade de vida e para quem o seu grau de satisfação com a vida não tenha entrado em declínio. Há de tudo ou não fossemos nós, a quem tentam muitas vezes aglomerar na categoria única dos "pais com filhos", um conjunto de pessoas com a sua própria individualidade, experiências de parentalidade únicas, pessoais e intransmissíveis.
 Já conheci muita gente sem filhos e com uma vida muito insatisfatória. Tal como já conheci muita gente com filhos e que se sente miserável. O contrário também é válido: tenho amigos sem filhos com uma vida fabulosa e que não querem nem sentem necessidade de ter filhos porque a vida que têm lhes serve lindamente. Bem como pessoas com filhos que sentem que agora é que têm a vida que sempre sonhavam e que não voltavam ao registo sem filhos por nada.
Cá em casa pertencemos a estes últimos. Eramos felizes antes de sermos pais. Aliás, houve de tudo: momentos muito felizes como momentos de grandes chatices antes de termos a Ana, ou não fosse isto uma relação. Mas eramos, genericamente, pessoas felizes, de bem com a vida e enquanto não a tivemos não achávamos necessidade nenhuma de termos filhos para sermos mais felizes. Quando começámos a viver juntos, saídos de outros registos de co-habitação, de outras dinâmicas familiares, tivemos que nos adaptar à nova realidade, construir os nossos próprios hábitos e rituais e aprender a viver um com o outro. Não foi nenhum sacrifício, foi, antes, uma necessidade a que fizemos face porque queríamos partilhar a vida um com o outro. Nunca nos lamentámos que antes é que era bom, nunca a ouvi dizer que na casa da avó é que ela vivia bem, que era muito melhor sentar-se e já ter o jantar na mesa, não se preocupar com a roupa suja ou ter mais dinheiro para fazer uma data de coisas porque não tinha que pagar renda. Ela nunca me ouviu reclamar que viver sozinho é que era bom, que saudades que eu tinha de não ter que negociar o comando de televisão, que bom que era poder espalhar roupa pela casa sem que ninguém me chagasse o juízo. Escolhemos viver juntos e fizemos concessões para o bem estar comum.
  Depois da Ana nascer continuamos felizes. Aliás, também temos de tudo: já tivemos momentos muito felizes como também já tivemos chatices. Ou não fosse isto uma vida.
 Não sei se somos mais ou menos do que antes de sermos pais, não me interessam comparações. Somos muito felizes com esta escolha que fizemos e as coisas que valorizamos hoje e que contribuem para essa sensação de felicidade serão, com certeza, diferentes das que tinhamos antes de ser pais. Não melhores nem piores. Apenas diferentes. Não fazemos nenhum sacrifício, mas, antes,  respondemos aos desafios que a vida nos coloca porque decidimos que queríamos partilhar a vida um com o outro e com um filho de ambos. Escolhemos viver juntos, escolhemos ser pais e fizemos concessões naturais para o bem estar comum.
 E fazem todo o sentido na nossa nova dinâmica familiar não havendo espaço para comparações nem para lamentos do bom que era antes e das diferenças na vida do quotidiano que a parentalidade nos trouxe.
 A única diferença que sinto é que quando a Ana nasceu nasceu uma mãe nesta casa. E nasci eu como pai. E gosto, muito, de conviver com essas duas figuras, mesmo que me cruze com elas, ensonado e de mau humor, todos os dias quando acordamos mais cedo porque há um terceiro elemento que madruga e depende de nós e que contribui, em grande escala, para esta sensação presente de felicidade e satisfação com a vida. Não melhor nem pior do que a que sentíamos antes de sermos pais. Apenas diferente. E que, neste momento, nos cabe mesmo mas mesmo bem. "

De mámen, meu excelso esposo, no seu "Contrapolaridades"

AGENDA QUADRIPOLAR | Só divulgo porque é em Aveiro, não pensem...

O Mercadinho do Bebé é organizado pelo Guia da Gravidez Mamãs e Bebés, que organiza cerca de 8 mercadinhos por ano pelo País, com o objectivo de levar a todos os cantinhos de Portugal, roupas giras e muita muita formação sobre a nova etapa que é a maternidade/ parentalidade.
O Mercadinho do Bebé terá lugar no Centro de Congressos de Aveiro no próximo fim-de-semana e conta com o apoio da CM Aveiro e do centro hospitalar.
E eu só não me meto a caminho de Aveiro porque as portagens estão pelos olhos da cara e tenho planos para outra escapadinha para fora de Lisboa este mês...
Aveirenses, mekié, vão faltar?

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Tratado de defesa das pessoas com filhos

Em resposta a isto, acrescento:

As pessoas sem filhos anseiam por sexta-feira. As pessoas com filhos também: para terem tempo de ver um filme até mais tarde com o companheiro no sofá, para, de vez em quando, dispensarem o banho das crias antes de jantar porque pode ser dado sem pressas na manhã seguinte, porque tem montes de programas giros para fazer com os filhos durante o fim-de-semana, porque os jantares com amigos com e sem filhos costumam ser aos sábados à noite, porque continuam a ser gente e a precisar da alegria de ser sexta-feira à noite e dos dois dias de descanso semanal que se seguem: para descansarem ou para o que lhes der na real gana. 

As pessoas sem filhos têm cartões de cinema ilimitado. As pessoas com filhos têm cartão IKEA family, mini-preço, Continente, Chicco, Pré-Natal, cupões de desconto e também de cinema ilimitado. Que não vão ilimitadamente tal como não vão as pessoas sem filhos. Que dão jeito para ver os filmes onde também entram as crianças e os filmes para adultos, sempre que as crias ficam entregues aos cuidados dos avós. E sempre que as pessoas com filhos vão ao cinema gozam mesmo o momento: sozinhas ou acompanhadas. Porque não deixam de ser gente. 

Para relaxar as pessoas sem filhos vão para o ginásio. As pessoas com filhos vão para o ginásio também, se lhes apetecer, ou ler um livro depois de adormecerem as crias, ou ler blogs ou ver montras à hora de almoço, ou conversar com outras mães enquanto as crianças vão à natação. Ou trabalhar, caso os seus trabalhos sejam daqueles que as ajudam a relaxar. Tal como o poderão fazer as pessoas sem filhos em trabalhos análogos. 

As pessoas sem filhos escolhem o restaurante em função do menu, do preço, do chef, da decoração ou da localização. As pessoas com filhos também, tendo o cuidado de providenciarem o conforto dos seus filhos sempre que estes as acompanham, tal como as pessoas sem filhos providenciam o seu próprio conforto e os das suas companhias. Coisas de pessoas que se preocupem em usufruir de uma refeição como uma experiência global em que todos os que se juntam se sentem confortáveis e a aproveitar a ocasião. Porque filhos também são gente. 

Ao sábado à noite, as pessoas sem filhos vão jantar fora, ao cinema e a um bar. As pessoas com filhos vão jantar fora, muitas vezes a casa de amigos também com filhos, onde as crianças até se podem juntar a brincar enquanto os crescidos cozinham em conjunto, bebem um vinho e jantam, depois de lhes dar de comer. Onde há camas para todos os filhos se ajeitarem e o convívio é global. Outras vezes, as pessoas com filhos também, podem ir jantar fora, ao cinema e a um bar, deixando os miúdos pequenos com os avós, os tios ou os primos, ou levando os filhos mais crescidos com eles. Mas, sim senhora, é verdade as pessoas com filhos vão à cozinha aquecer restos no microondas, vêem meio episódio de uma sitcom e adormecem no sofá. E os sem filhos também. I've been there. 

As pessoas sem filhos comem cereais, torradas, sumo de laranja e café ao pequeno-almoço... nas novelas da Globo. 

As pessoas sem filhos sentam-se no sofá a ler um livro e a beber um chá. As pessoas com filhos esperam que os miúdos adormeçam para...  se sentar no sofá a ler um livro e a beber chá. É todo um mundo de diferenças, está visto...

As pessoas sem filhos vão ao supermercado, fazem compras e regressam a casa. As pessoas com filhos,  também o fazem no caminho entre o trabalho e casa, onde o parceiro já chegou e já adiantou o banho da cria, como resultado de uma dinâmica familiar que sofreu ajustamentos para funcionar, sem esforços, mas com a naturalidade de quem vê o seu projecto de família acolher novos membros. Ah, e as pessoas com filhos aderem ao Continente online (afinal, têm cartões para além do do cinema ilimitado, só vantagens, han?).

As pessoas sem filhos vão domir. As pessoas com filhos vão fazer óó. E também dormir. E também fazer sexo. Pinar. E até procriar mais filhos, porque o trauma das pessoas com filhos não é assim tão grande que as faça todas ficarem-se por filhos únicos. São umas grandes malucas, as pessoas com filhos!

As pessoas sem filhos acordam com o despertador. As pessoas com filhos gostariam de acordar com o despertador mas, muitas vezes, acordam com vozes entusiasmadas a chamarem-nos de "Mãããeee" e "Paiiii" e com braços pequeninos estendidos que depois se enrolam nos seus pescoços e com beijinhos de bom dia. Um inferno!

As pessoas sem filhos vão a esplanadas e ao cabeleireiro. As pessoas com filhos vão a parques infantis e ao pediatra. E conhecem, nesses sítios, pessoas que também têm filhos que não as acham uns ETs porque decidiram procriar. E que conhecem as melhores esplanadas para que os miúdos os possam acompanhar e circular em segurança e que trocam dicas de cabeleireiras low-cost que fazem alisamentos marroquinos bem em conta para que se escuse de andar sempre no cabeleireiro para se ter um ar apresentável. 

As pessoas sem filhos não sabem quem é a Xana Toc Toc. As pessoas com filhos preferiam não saber quem é a Xana Toc Toc mas concedem esse desgosto como contrapartida de ouvirem pequenas vozes desafinadas a trautearem as suas canções e terem serões coreografados com danças trapalhonas. 

As pessoas sem filhos comem sobremesas. As pessoas com filhos comem sobremesa e o resto das sobremesas deixadas pelos filhos. Toooooomem!

As pessoas sem filhos viajam com uma mochila. As pessoas com filhos viajam como entendem mas preferem não ocupar as costas com mochilas porque elas fazem muita falta para oferecer cavalitas!

As pessoas sem filhos praguejam como estivadores. As pessoas com filhos reviram os olhos quando lêem clichés sobre parentalidade e pensam com alguma inteligência emocional: "aproveitando a minha experiência, deixa-me lá explicar isto como se quem acredita nisto tivesse três anos... foda-se!"

A EXPERIMENTAR | Refeitório Hare Krishna

Fica na Rua D. Estefânia bem no coração de Lisboa. É uma cantina, à laia de refeitório, mas com uma aura de restaurante gourmet, daqueles que fazem tudo para parecer despretensiosos. Só que não. É zen, cool, claro, arejado e ... genuíno.
Mais do que um restaurante (que não é), este é um verdadeiro espaço espiritual, que alberga um templo desta comunidade de monges que gere todo o espaço (o da comida do corpo e o da comida da alma) e que aqui vive em comunidade. 
A cozinha é indiana vegetariana (cozinha ayurvédica)em regime de buffet e o menu é único e muda todos os dias, pelo que, nos basta sentar e esperar que nos sirvam em malgas de inox enquanto gozamos a paz que envolve os vários espaços do edifício: a sala do restaurante, a esplanada do pátio, a loja contígua e o templo. O preço também é fixo (7€) por refeição completa e só estão abertos ao almoço.  
Mesmo para quem não tem este carácter espiritual vale a pena uma visita ao REFEITÓRIO HARE KRISHNA para poderem comer, orar e amar... sem sair de Lisboa. 

Se tiverem sorte de irem num dia que haja sopa de amendoim, deliciem-se! E não digam que vão daqui!






Um dia escreveste-me isto e hoje já me faz sentido # 4

["As primeiras chuvas: fazem-me lembrar que, hoje e sempre, nem tudo aquilo que parece, na verdade, é. Há uma ideia primitiva, quase ilógica, que flasha o nosso interior quando nos lembramos das pessoas, e daquilo que elas, mesmo sem as conhecermos de mão para mão, podem representar para nós.

As primeiras chuvas. Com elas, quando olhamos para nós vemos os outros, que nos sabem talvez mais tristes, mais incertos, mais débeis, incapazes de fazer vergar, sobressaltados, o nosso esqueleto perante as coisas do mundo, sempre resistentes (e irresístiveis) ao corpo. Possamos estar sentados, fisicamente débeis perante o mundo, e o mundo de nós se vê nele: somos frágeis, o mundo é frágil. Somos nós e o mundo, e nós, de regresso a nós, de passagem pelas coisas.

O mundo sabe de nós como se soubesse dele, e acolhe-nos na inevitabilidade das suas reservas quentes, da sua concha profunda. As cidades aquecem-nos, diria Quasimodo. O nosso sabor é bom, um sabor de bondade.

Esquece-se, porém, o mundo que somos maus. Muitos maus. Que cuspimos Dante e Maquiavel. Que somos o mundo, que estamos feitos em mundo, que somos, repito, maus. Que somos hominídeos. Que somos de pau. De células. De cromossomas frios. De restos do que fomos. Que somos inevitalmente, irremediavelmente, implicitamente nós. Carne fresca. Que somos - e como é bom e fresco! - maus de mundo, em mundo, no mundo."]
 
(JC)

Um dia, o turismo dos Açores distingue-me como açoriana honorária



Quem não foi, não sabe o que perde...

Isto é vi-ci-an-te!

Daqui.

terça-feira, 21 de outubro de 2014

Dicionário quadripolar ou "ninguém bate a gíria cá de casa" #1


10 razões para emigrar para a Suécia

1- Os móveis do IKEA devem ser mais baratos´
2- Sou uma pessoa muito doente
3- A falta de luz deve causar falta de apetite
4- Sou uma pessoa muito doente
5- As mulheres são todas magras, altas, loiras e poderosas: sou capaz de ser exótica por aquelas bandas.
6- Sou uma pessoa muito doente.
7- Cantar "I'm the dancing queen" num karaoke não deve soar a ridículo. Deve ser só azeiteiro tipo a versão "Lusitana Paixão" lá do sítio...
8- Sou uma pessoa muito doente
9- No Natal há possibilidade do Pai-Natal vir mesmo de rena

10- Já disse que sou uma pessoa muito doente?

Toda a gente diz "ohhh René!"



 e eu também.

Repórter quadripolar: "O Macaco do Rabo Cortado"

Desta vez foi a Theatron que nos convidou para a estreia da peça infantil “O Macaco do Rabo Cortado”, no dia 4 de Outubro, às 16h00, no Museu Nacional do Teatro, em Lisboa.

 Inspirado no conhecido conto tradicional homónimo e adaptado para teatro por Philippe Leroux, "O Macaco do Rabo Cortado" é um espectáculo divertido, que nos conta as aventuras de um macaquinho irresponsável e muito impulsivo, que lança a confusão por onde passa!

Desta vez a nossa repórter quadripolar foi a Célia que foi, acompanhada pelo seu filho, assistir à peça e que me deu o seguinte feedback:


"Grande Ursa, OBRIGADA!
 A experiência foi 5 *.
O King amou!"










A peça estará em cena no Museu Nacional do Teatro de 4 de Outubro a 15 de Novembro, Sábados às 16h00, com André Filipe, Paula Manso, Paula Testa e Rita Ruaz.

Vão perder?

Figado's

BASTA PUM BASTA!
UMA GERAÇÃO, QUE ACHA NORMAL UM ESTABELECIMENTO COMERCIAL VEDAR O ACESSO A MULHERES É UMA GERAÇÃO QUE NUNCA O FOI! É UM COIO D'INDIGENTES, D'INDIGNOS E DE CEGOS! É UMA RÊSMA DE CHARLATÃES E DE VENDIDOS, E SÓ PODE PARIR ABAIXO DE ZERO!
ABAIXO A GERAÇÃO!
MORRA O FIGARO'S, MORRA! Mão.jpg (2277 bytes)PIM!

UMA GERAÇÃO COM UM FIGARO'S A CAVALO É UM BURRO IMPOTENTE!
UMA GERAÇÃO COM UM FIGARO'S À PROA É UMA CANÔA UNI SECO!
O FIGARO'S É UM FIASCO!
O FIGARO'S É MEIO BLHECA!
O FIGARO'S SABERÁ CORTAR CABELO, APARAR BARBA, SABERÁ EXTERMINAR PIOLHOS PÚBICOS EM PENTILHEIRAS MASCULINAS, SABERÁ IMPORTAR CONCEITOS DA ESTRANJA, SABERÁ TUDO MENOS GERIR UM NEGÓCIO EM PORTUGAL QUE É A ÚNICA COISA QUE ELLLE FAZ!
O FIGAROS PESCA TANTO DE MARKETING QUE ATÉ TEM QUE TER BASTÕES PARA ACOLHER CLIENTES!
O FIGARO'S É UM ENGODO!
O FIGARO'S É IDIOTA!
O FIGARO'S USA CEROULAS DE MALHA!
O FIGARO'S TEM QUE TER UM APÓSTROFO PARA PARECER CHIQUE!
O FIGARO'S É FIGARO'S!

MORRA O FIGARO'S, MORRA! Mão.jpg (2277 bytes)PIM!

O DANTAS FEZ UMA SORÔR MARIANNA QUE TANTO O PODIA SER COMO A SORÔR IGNEZ OU A IGNEZ DE CASTRO, OU A LEONOR TELLES, OU O MESTRE D'AVIZ, OU A DONA CONSTANÇA, OU A NAU CATHRINETA, OU A MARIA RAPAZ!
E O DANTAS TEVE CLÁQUE! E O DANTAS TEVE PALMAS! E O DANTAS AGRADECEU!
O DANTAS É UM CIGANÃO!
NÃO É PRECISO IR P'RÓ ROCIO P'RA SE SER UM PANTOMINEIRO, BASTA SER-SE PANTOMINEIRO!
NÃO É PRECISO DISFARÇAR-SE P'RA SE SER SALTEADOR, BASTA ESCREVER COMO DANTAS! BASTA NÃO TER ESCRÚPULOS NEM MORAES, NEM ARTÍSTICOS, NEM HUMANOS! BASTA ANDAR CO'AS MODAS, CO'AS POLÍTICAS E CO'AS OPINIÕES! BASTA USAR O TAL SORRISINHO, BASTA SER MUITO DELICADO E USAR CÔCO E OLHOS MEIGOS! BASTA SER JUDAS! BASTA SER DANTAS!
MORRA O DANTAS, MORRA!Mão.jpg (2277 bytes) PIM!
O DANTAS NASCEU PARA PROVAR QUE, NEM TODOS OS QUE ESCREVEM SABEM ESCREVER!
O DANTAS É UM AUTOMATO QUE DEITA PR'A FÓRA O QUE A GENTE JÁ SABE QUE VAE SAHIR... MAS É PRECISO DEITAR DINHEIRO!
O DANTAS É UM SONETO D'ELLE-PRÓPRIO!
O DANTAS EM GÉNIO NUNCA CHEGA A PÓLVORA SECCA E EM TALENTO É PIM-PAM-PUM!
O DANTAS NÚ É HORROROSO!
O DANTAS CHEIRA MAL DA BOCA!
MORRA O DANTAS, MORRA! Mão.jpg (2277 bytes)PIM!
O DANTAS É O ESCARNEO DA CONSCIÊNCIA!
SE O DANTAS É PORTUGUEZ EU QUERO SER HESPANHOL!
O DANTAS É A VERGONHA DA INTELLECTUALIDADE PORTUGUEZA! O DANTAS É A META DA DECADÊNCIA MENTAL!
E AINDA HÁ QUEM NÃO CÓRE QUANDO DIZ ADMIRAR O DANTAS!
E AINDA HÁ QUEM LHE ESTENDA A MÃO!
E QUEM LHE LAVE A ROUPA!
E QUEM TENHA DÓ DO DANTAS!
E AINDA HÁ QUEM DUVIDE DE QUE O DANTAS NÃO VALE NADA, E QUE NÃO SABE NADA, E QUE NEM É INTELLIGENTE NEM DECENTE, NEM ZERO!
VOCÊS NÃO SABEM QUEM É A SOROR MARIANNA DO DANTAS? EU VOU-LHES CONTAR:
A PRINCÍPIO, POR CARTAZES, ENTREVISTAS E OUTRAS PREPARAÇÕES COM AS QUAES NADA TEMOS QUE VÊR, PENSEI TRATAR-SE DE SORÔR MARIANNA ALCOFORADO A PSEUDO AUCTORA D'AQUELLAS CARTAS FRANCEZAS QUE DOIS ILLUSTRES SENHORES D'ESTA TERRA NÃO DESCANÇARAM ENQUANTO NÃO ESTRAGARAM P'RA PORTUGUEZ, QUANDO SUBIU O PANNO TAMBÉM NÃO FUI CAPAZ DE DISTINGUIR PORQUE ERA NOITE MUITO ESCURA E SÓ DEPOIS DE MEIO ACTO É QUE DESCOBRI QUE ERA DE MADRUGADA PORQUE O BISPO DE BEJA DISSE QUE TINHA ESTADO À ESPERA DO NASCER DO SOL!
A MARIANNA VEM DESCENDO UMA ESCADA ESTREITÍSSIMA MAS NÃO VEM SÓ. TRAZ TAMBÉM O CHAMILLY QUE EU NÃO CHEGUEI A VER, OUVINDO APENAS UMA VOZ MUITO CONHECIDA AQUI NA BRAZILEIRA DO CHIADO. POUCO DEPOIS O BISPO DE BEJA É QUE ME DISSE QUE ELLE TRAZIA CALÇÕES VERMELHOS. A MARIANNA E O CHAMILLY ESTÃO SÒZINHOS EM SCENA, E ÀS ESCURAS DANDO A ENTENDER PERFEITAMENTE QUE FIZERAM INDECÊNCIAS NO QUARTO. DEPOIS O CHAMILLY, COMPLETAMENTE SATISFEITO DESPEDE-SE E SALTA P'LA JANELLA COM GRANDE MAGUA DA FREIRA LACRIMOSA. E ANDA HOJE OS TURISTES TEEM OCCASIÃO DE OBSERVAR AS GRADES ARROMBADAS DA JANELLA DO QUINTO ANDAR DO CONVENTO DA CONCEIÇÃO DE BEJA NA RUA DO TOURO, POR ONDE SE DIZ QUE FUGIU O CÉLEBRE CAPITÃO DE CAVALOS EM PARIS E DENTISTA EM LISBOA.
A MARIANNA QUE É HISTÉRICA COMEÇA DE CHORAR DESATINADAMENTE NOS BRAÇOS DA SUA CONFDENTE E EXCELLENTE PAU DE CABELEIRA SORÔR IGNEZ.
VEEM DESCENDO P'LA DITA ESTREITÍSSIMA ESCALA (sic), VARIAS MARIANNAS TODAS EGUAES E DE CANDEIAS ACESAS, MENOS UMA QUE USA ÓCULOS E BENGALLA E AINDA (sic) TODA CURVADA P'RÁ FRENTE O QUE QUER DIZER QUE É ABBADESSA.
E SERIA ATÉ UMA EXCELENTE PERSONIFICAÇÃO DAS BRUXAS DE GOYA SE QUANDO FALLASSE NÃO TIVESSE AQUELLA VOZ TÃO FRESCA E MAVIOSA DA TIA FELICIDADE DA VIZINHA DO LADO, E REPARANDO NOS DOIS VULTOS INTERROGA ESPAÇADAMENTE COM CADÊNCIA, AUSTERIDADE E IMMENSA FALTA DE CORDA...
QUEM ESTÁ AHI?... E DE CANDEIAS APAGADAS?
- FOI O VENTO, DIZEM AS POBRES INNOCENTES VARADAS DE TERROR... E A ABADESSA QUE SÓ É VELHA NOS ÓCULOS, NA BENGALA E EM ANDAR CURVADA P'RÁ FRENTE MANDA TOCAR A SINETA QUE É UM DÓ D'ALMA O OUVI-LA ASSIM TÃO DEBILITADA, VÃO TODAS P'RÓ CÔRO, MAS EIS QUE, DE REPENTE BATEM NO PORTÃO E SEM SE ANNUNCIAR NEM LIMPAR-SE DA POEIRA, SOBE A ESCADA E ENTRA P'LO SALÃO UM BISPO DE BEJA QUE QUANDO ERA NOVO FEZ BRÉGEIRICES CO'A MENINA DO CHOCOLATE.
AGORA COMPLETAMENTE EMENDADO REVELA À ABBADESSA QUE SABE POR CARTAS QUE HÁ HOMENS QUE VÃO ÀS MULHERES DO CONVENTO E QUE AINDA HÁ POUCO VIRA UM DE CAVALLOS A SALTAR P'LA JANELLA. A ABADESSA DIZ QUE EFFECTIVAMENTE JÁ HÁ TEMPOS QUE VINHA DANDO P'LA FALTA DE GALLINHAS E TÃO INNOCENTINHA, COITADA, QUE N'AQUELLES OITENTA ANNOS AINDA NÃO TEVE TEMPO P'RA DESCOBRIR A RAZÃO DA HUMANIDADE ESTAR DIVIDIDA EM HOMENS E MULHERES.
DEPOIS DE SÉRIOS EMBARAÇOS DO BISPO É QUE ELLA DEU COM O ATREVIMENTO E MANDOU CHAMAR AS DUAS FREIRAS DE HÁ POUCO CO'AS CANDEIAS APAGADAS. N'ESTA ALTURA ESTA PEÇA POLICIAL TOMA UM PEDAÇO D'INTERESSE PORQUE O BISPO ORA PARECE UM POLÍCIA DE INVESTIGAÇÃO DISFARÇADO EM BISPO, ORA UM BISPO COM A FALTA DE DELICADEZA DE UM POLÍCIA D'INVESTIGAÇÃO, E TÃO PERSPICAZ QUE DESCOBRE EM MENOS DE MEIO MINUTO O QUE O PÚBLICO JÁ ESTÁ FARTO DE SABER - QUE A MARIANNA DORMIU CO'O NOEL. O PEOR É QUE A MARIANNA FOI À SERRA CO'AS INDISCREÇÕES DO BISPO E DESATA A BERRAR, A BERRAR COMO QUEM SE ESTAVA MARIMBANDO P'RA TUDO AQUILLO. ESTEVE MESMO MUITO PERTO DE
SE ESTRElAR COM UM PAR DE MURROS NA CORÔA DO BISPO NO QUE (SE) MOSTROU DE UM ATREVIMENTO, DE UMA INSOLÊNCIA E DE UMA DECISÃO REFILONA QUE EXCEDEU TODAS AS EXPECTATIVAS.
OUVE-SE UMA CORNETA A TOCAR UMA MARCHA DE CLARINS E MARIANNA SENTINDO NAS PATAS DOS CAVALLOS TODA A ALMA DO SEU PREFERIDO FOI QUAL PARDALITO ENGAIOLADO A CORRER ATÉ ÀS GRADES DA JANELLA A GRITAR DESALMADAMENTE P'LO SEU NOEL. GRITA, ASSOBIA E REDOPIA E PIA E RASGA-SE E MAGÓA-SE E CAE DE COSTAS COM UM ACCIDENTE, DO QUE JÁ PREVIAMENTE TINHA AVISADO O PÚBLICO E O PANNO TAMBÉM CAE E O ESPECTADOR TAMBÉM CAE DA PACIÊNCIA ABAIXO E DESATA N'UMA DESTAS PATEADAS TÃO ENORMES E TÃO MONUMENTAES QUE TODOS OS JORNAES DE LISBOA NO DIA SEGUINTE FORAM UNÂNIMES N'AQUELLE ÊXITO TEATRAL DO DANTAS.
A ÚNICA CONSOLAÇÃO QUE OS ESPECTADORES DECENTES TIVERAM FOI A CERTEZA DE QUE AQUILLO NÃO ERA A SORÔR ALCOFORADO MAS SIM UMA MERDARIANNA ALDANTASCUFURADO QUE TINHA CHELIQUES E EXAGEROS SEXUAES.
CONTINUE O SENHOR DANTAS A ESCREVER ASSIM QUE HÁ-DE GANHAR MUITO CO'O ALCUFURADO E HÁ-DE VER, QUE AINDA APANHA UMA ESTÁTUA DE PRATA POR UM OURIVES DO PORTO, E UMA EXPOSIÇÃO DAS MAQUETES P'RÓ SEU MONUMENTO ERECTO POR SUBSCRIÇAO NACIONAL DO SÉCULO A FAVOR DOS FERIDOS DA GUERRA, E A PRAÇA DE CAMÕES MUDADA EM PRAÇA DO DR. JULIO DANTAS, E COM FESTAS DA CIDADE P'LOS ANNIVERSÁRIOS, E SABONETES EM CONTA «JULIO DANTAS» E PASTAS DANTAS P'RÓS DENTES, E GRAXA DANTAS P'RÁS BOTAS, E NIVEINA DANTAS, E COMPRIMIDOS DANTAS E AUTOCLISMOS
DANTAS E DANTAS, DANTAS, DANTAS, DANTAS... E LIMONADAS DANTAS - MAGNESIA.
E FIQUE SABENDO O DANTAS QUE SE UM DIA HOUVER JUSTIÇA EM PORTUGAL TODO O MUNDO SABERÁ QUE O AUTOR DOS LUZÍADAS É O DANTAS QUE N'UM RASGO MEMORÁVEL DE MODÉSTIA SÓ CONSENTIU A GLÓRIA DO SEU PSEUDÓNIMO CAMÕES.
E FIQUE SABENDO O DANTAS QUE SE TODOS FÔSSEM COMO EU, HAVERIA TAES MUNIÇÕES DE MANGUITOS QUE LEVARIAM DOIS SÉCULOS A GASTAR.
MAS JUYGAES QUE N'ISTO SE RESUME A LITTERATURA PORTUGUEZA? NÃÓ! MIL VEZES NÃO!
TEMOS, ALÉM D'ISTO O CHIANCA QUE JÁ FEZ RIMAS P'RA ALUBARROTA QUE DEIXOU DE SER A DERROTA DOS CASTELHANOS P'RA SER A DERROTA DO CHIANCA.
E AS PINOQUICES DE VASCO MENDONÇA ALVES PASSADAS NO TEMPO DA AVÔSINHA! E AS INFELICIDADES DE RAMADA CURTO! E O TALENTO INSÓLITO DE URBANO RODRIGUES! E AS GAITADAS DO BRUN! E AS TRADUCÇÕES SÓ P'RA HOMEM (D) O ILLUSTRÍSSIMO EXCELENTÍSSIMO SENHOR MELLO BARRETO! E O FREI MATTA NUNES MÔXO! E A IGNEZ SYPHILITICA DO FAUSTINO! E AS IMBECILIDADES DO SOUSA COSTA! E MAIS PEDANTICES DO DANTAS! E ALBERTO SOUSA, O DANTAS DO DESENHO! E OS JORNALISTAS DO SECULO E DA CAPITAL E DO NOTICIAS E DO PAIZ E DO DIA E DA NAÇÃO E DA REPUBUCA E DALUCTA E DE TODOS, TODOS OS JORNAES! E OS ACTORES DE TODOS OS THEATROS! E TODOS OS PINTORES DAS BELLAS ARTES E TODOS OS ARTISTAS DE PORTUGAL QUE EU NÃO GOSTO. E OS DA AGUIA DO PORTO E OS PALERMAS DE COIMBRA! E A ESTUPIDEZ DO OLDEMIRO CESAR E O DOUTOR JOSÉ DE FIGUEIREDO AMANTE DO MUSEU E AH OH OS SOUSA PINTO HU HI E OS BURROS DE CACILHAS E OS MENÚS DO ALFREDO GUISADO! E (O) RACHITICO ALBINO FORJAZ SAMPAIO, CRITICO DA LUCTA A QUEM O FIALHO COM IMMENSA PIADA INTRUJOU DE QUE TINHA TALENTO! E TODOS OS QUE SÃO POLITICOS E ARTISTAS! E AS EXPOSIÇÕES ANNUAES DAS BELLAS ARTE(S)! E TODAS AS MAQUETAS DO MARQUEZ DE POMBAL! E AS DE CAMÕES EM PARIS! E OS VAZ, OS ESTRELLA, OS LACERDA, OS LUCENA, OS ROSA, OS COSTA, OS ALMEIDA, OS CAMACHO, OS CUNHA, OS CARNEIRO, OS BARROS, OS SILVA, OS GOMES, OS VELHOS, OS IDIOTAS, OS ARRANJISTAS, OS IMPOTENTES, OS SCELERADOS, OS VENDIDOS, OS IMBECIS, OS PÁRIAS, OS ASCETAS, OS LOPES, OS PEIXOTOS, OS MOTTA, OS GODINHO, OS TEIXEIRA, OS DIABO QUE OS LEVE, OS CONSTANTINO, OS GRAVE, OS MANTUA, OS BAHIA, OS MENDONÇA, OS BRAZÃO, OS MATTOS, OS ALVES, OS ALBUQUERQUE, OS SOUSAS E TODOS OS DANTAS QUE HOUVER POR AHI!!!!!!
E AS CONVICÇÕES URGENTES DO HOMEM CHRISTO PAE E AS CONVICÇÕES CATITAS DO HOMEM CHRISTO FILHO!
E OS CONCERTOS DO BLANCH! E AS ESTATUAS AO LEME, AO EÇA E AO DESPERTAR E A TUDO! E TUDO O QUE SEJA ARTE EM PORTUGAL! E TUDO! TUDO POR CAUSA DO DANTAS!
MORRA O DANTAS, MORRA! Mão.jpg (2277 bytes)PIM!
PORTUGAL QUE COM TODOS ESTES SENHORES, CONSEGUIU A CLASSIFICAÇÃO DO PAIZ MAIS ATRAZADO DA EUROPA E DE TODO OMUNDO! O PAIZ MAIS SELVAGEM DE TODAS AS ÁFRICAS! O EXILIO DOS DEGRADADOS E DOS INDIFERENTES! A AFRICA RECLUSA DOS EUROPEUS! O ENTULHO DAS DESVANTAGENS E DOS SOBEJOS! PORTUGAL INTEIRO HA-DE ABRIR OS OLHOS UM DIA - SE É QUE A SUA CEGUEIRA NÃO É INCURÁVEL E ENTÃO GRITARÁ COMMIGO, A MEU LADO, A NECESSIDADE QUE PORTUGAL TEM DE SER QUALQUER COISA DE ASSEIADO!

MORRA O DANTAS, MORRA! Mão.jpg (2277 bytes)PIM!
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