quarta-feira, 29 de outubro de 2014

A CONHECER | Mirtilo for babies



Acabou de nascer a Mirtilo for Babies, da Raquel (e da Teresa dentro da barriga-limão da Raquel) e do João- casal mais terno do Mundo. 

E o produto que vendem é feito de água e cor, como só as coisas bonitas, incrivelmente bonitas e simples, conseguem ser. 

Ide lá espreitar! E likem, likem muito!

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

sexta-feira, 24 de outubro de 2014

O mundo divide-se entre...

... as pessoas que, em criança, fizeram uma bailarina a partir de uma papoila e os outros.

Oh, a Sardenha...


 

"Olá Pólo Norte,

Aqui vai uma praia da Ilha de Caprera, no arquipélago de La Maddalena - Sardenha, desta faialense que começou a seguir-te por causa um post sobre Kima :)

M."
 
Beijinhos, querida M. Pólo Norte <3 you!

quinta-feira, 23 de outubro de 2014

A ASSISTIR | Curta "Nin"



"Achara Poonsawat or ‘Nin’ remembered losing her father when she was very young. She grew up having her mother as the role model and mentor. Her mother’s struggling experiences gave Nin valuable lessons. The little girl gradually trained herself to never give up despite hardships that lie ahead.

Nin’s mother had never been in school, yet she became Nin’s crucial teacher. She made a living by selling fresh fruits in a trolley circling a market in Petchburi province from dawn until dusk.

Nin was raised to be tough. Her mother’s way of teaching was unorthodox – she liked to ask Nin questions. She taught Nin to observe, analyze, try out, and face problems with courage. She encouraged her daughter in pursuit of answers by herself while watching her from afar. Such parenting became and inspiration for Nin to think of something new, to be innovative.

On a holiday at the age of seven, Nin enthusiastically brought scrumptious pineapple ice-cream made by her mother to sell at the market thinking that she could help mom make extra money. Mother and daughter helped fulfilling each other in harmony, and AIS helped fulfilling Nin’s dream by providing Sarnrak scholarship that supported her financially until she completed a Bachelor’s Degree.

Nin’s dream of becoming a teacher has come true. Today, she is teaching elementary students not only school subjects but also life experiences that she has learned from her beloved mother."

Só havia uma pessoa que conseguiria explicar de forma racional o que eu penso sobre aquilo do combate entre as pessoas com e sem filhos

"Foi no carro, ontem, a caminho de casa que falávamos no texto do P3 e ela, ferverosamente, me alinhavava o que iria contrapor no seu post.
Eu já estive dos dois lados da barricada. Não concordo nada quando os pais se passam a apresentar como seres iluminados, pessoas num estádio evolutivo superior, como se ao se ter filhos se desse um passo para um degrau evolucionista acima, com aquele ar condescendente e seguro de "agora é que eu sei o que é... o amor/a vida/dar valor às coisas/a felicidade", como se o passaporte para a legitimidade de se dizer coisas viesse com as criancinhas. Não vem.
 Mas também me faz muita confusão quando os próprios pais vendem a ideia de que ser pai é um martírio, um corte absoluto com uma vida plena, um rol de sacrifícios, uma carga pesada e uma estrada sinuosa para se percorrer e que "nunca mais se tem descanso". Não é verdade. Pelo menos no que a mim me diz respeito.
 O problema das generalizações é este. Com certeza que haverá gente para quem a parentalidade mudou demasiado a vida e que tem saudades da vida que tinha. Que, talvez, no passado tivessem uma vida com mais tempo, disponibilidade, momentos de lazer ou mais prazeirosa. Cada um sabe da sua vida. Mas, como diz a minha excelsa esposa, há pessoas para quem a parentalidade não mudou assim tanto a vida e que não sentem que tenham deixado de ser gente tal como eram antes, de ter qualidade de vida e para quem o seu grau de satisfação com a vida não tenha entrado em declínio. Há de tudo ou não fossemos nós, a quem tentam muitas vezes aglomerar na categoria única dos "pais com filhos", um conjunto de pessoas com a sua própria individualidade, experiências de parentalidade únicas, pessoais e intransmissíveis.
 Já conheci muita gente sem filhos e com uma vida muito insatisfatória. Tal como já conheci muita gente com filhos e que se sente miserável. O contrário também é válido: tenho amigos sem filhos com uma vida fabulosa e que não querem nem sentem necessidade de ter filhos porque a vida que têm lhes serve lindamente. Bem como pessoas com filhos que sentem que agora é que têm a vida que sempre sonhavam e que não voltavam ao registo sem filhos por nada.
Cá em casa pertencemos a estes últimos. Eramos felizes antes de sermos pais. Aliás, houve de tudo: momentos muito felizes como momentos de grandes chatices antes de termos a Ana, ou não fosse isto uma relação. Mas eramos, genericamente, pessoas felizes, de bem com a vida e enquanto não a tivemos não achávamos necessidade nenhuma de termos filhos para sermos mais felizes. Quando começámos a viver juntos, saídos de outros registos de co-habitação, de outras dinâmicas familiares, tivemos que nos adaptar à nova realidade, construir os nossos próprios hábitos e rituais e aprender a viver um com o outro. Não foi nenhum sacrifício, foi, antes, uma necessidade a que fizemos face porque queríamos partilhar a vida um com o outro. Nunca nos lamentámos que antes é que era bom, nunca a ouvi dizer que na casa da avó é que ela vivia bem, que era muito melhor sentar-se e já ter o jantar na mesa, não se preocupar com a roupa suja ou ter mais dinheiro para fazer uma data de coisas porque não tinha que pagar renda. Ela nunca me ouviu reclamar que viver sozinho é que era bom, que saudades que eu tinha de não ter que negociar o comando de televisão, que bom que era poder espalhar roupa pela casa sem que ninguém me chagasse o juízo. Escolhemos viver juntos e fizemos concessões para o bem estar comum.
  Depois da Ana nascer continuamos felizes. Aliás, também temos de tudo: já tivemos momentos muito felizes como também já tivemos chatices. Ou não fosse isto uma vida.
 Não sei se somos mais ou menos do que antes de sermos pais, não me interessam comparações. Somos muito felizes com esta escolha que fizemos e as coisas que valorizamos hoje e que contribuem para essa sensação de felicidade serão, com certeza, diferentes das que tinhamos antes de ser pais. Não melhores nem piores. Apenas diferentes. Não fazemos nenhum sacrifício, mas, antes,  respondemos aos desafios que a vida nos coloca porque decidimos que queríamos partilhar a vida um com o outro e com um filho de ambos. Escolhemos viver juntos, escolhemos ser pais e fizemos concessões naturais para o bem estar comum.
 E fazem todo o sentido na nossa nova dinâmica familiar não havendo espaço para comparações nem para lamentos do bom que era antes e das diferenças na vida do quotidiano que a parentalidade nos trouxe.
 A única diferença que sinto é que quando a Ana nasceu nasceu uma mãe nesta casa. E nasci eu como pai. E gosto, muito, de conviver com essas duas figuras, mesmo que me cruze com elas, ensonado e de mau humor, todos os dias quando acordamos mais cedo porque há um terceiro elemento que madruga e depende de nós e que contribui, em grande escala, para esta sensação presente de felicidade e satisfação com a vida. Não melhor nem pior do que a que sentíamos antes de sermos pais. Apenas diferente. E que, neste momento, nos cabe mesmo mas mesmo bem. "

De mámen, meu excelso esposo, no seu "Contrapolaridades"

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

A EXPERIMENTAR | Refeitório Hare Krishna

Fica na Rua D. Estefânia bem no coração de Lisboa. É uma cantina, à laia de refeitório, mas com uma aura de restaurante gourmet, daqueles que fazem tudo para parecer despretensiosos. Só que não. É zen, cool, claro, arejado e ... genuíno.
Mais do que um restaurante (que não é), este é um verdadeiro espaço espiritual, que alberga um templo desta comunidade de monges que gere todo o espaço (o da comida do corpo e o da comida da alma) e que aqui vive em comunidade. 
A cozinha é indiana vegetariana (cozinha ayurvédica)em regime de buffet e o menu é único e muda todos os dias, pelo que, nos basta sentar e esperar que nos sirvam em malgas de inox enquanto gozamos a paz que envolve os vários espaços do edifício: a sala do restaurante, a esplanada do pátio, a loja contígua e o templo. O preço também é fixo (7€) por refeição completa e só estão abertos ao almoço.  
Mesmo para quem não tem este carácter espiritual vale a pena uma visita ao REFEITÓRIO HARE KRISHNA para poderem comer, orar e amar... sem sair de Lisboa. 

Se tiverem sorte de irem num dia que haja sopa de amendoim, deliciem-se! E não digam que vão daqui!






terça-feira, 21 de outubro de 2014

A ASSISTIR | "O Macaco do Rabo Cortado"

Desta vez foi a Theatron que nos convidou para a estreia da peça infantil “O Macaco do Rabo Cortado”, no dia 4 de Outubro, às 16h00, no Museu Nacional do Teatro, em Lisboa.

 Inspirado no conhecido conto tradicional homónimo e adaptado para teatro por Philippe Leroux, "O Macaco do Rabo Cortado" é um espectáculo divertido, que nos conta as aventuras de um macaquinho irresponsável e muito impulsivo, que lança a confusão por onde passa!

Desta vez a nossa repórter quadripolar foi a Célia que foi, acompanhada pelo seu filho, assistir à peça e que me deu o seguinte feedback:



"Grande Ursa, OBRIGADA!
 A experiência foi 5 *.
O King amou!"










A peça estará em cena no Museu Nacional do Teatro de 4 de Outubro a 15 de Novembro, Sábados às 16h00, com André Filipe, Paula Manso, Paula Testa e Rita Ruaz.

Vão perder?

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

A sinestesia do amor

Enquanto vejo a Ana a roer uma maçaroca de milho transporto as memórias da minha avó para o futuro, alimentando este presente das lembranças do que juntas vivemos. 
Constato que há uma tendência actual dos pais em querer desenvolver a cognição dos filhos. "Menina, faça isto, conte até mil, diga  olá em mandarim e programe aqui algoritmos!. Eu própria, dou por mim, muitas vezes, a cair na competição das mães, "que a minha é tão esperta", "ó Ana conta lá até vinte, diz "I love you" e mostra lá aí no tablet da avó o teu vídeo preferido".  Depois cai-me a moeda e lembro-me que o maior legado da minha infância prende-se muito mais com sensações que com conhecimentos, mais com sinestesias do que com aprendizagens. 
E é nessas alturas, que agarro na Ana, cada uma com o seu cesto tosco e pouco fashion e rumamos à feira de Cascais. É aos sábados (e também às quartas-feiras) e, se lá forem, de manhã, com certeza que nos cruzaremos. Levamos nas mãos cestos e falamos com todas as senhoras das bancas, que, invariavelmente, mimam a Ana com bolachas que guardam em tupperwares, oferecem-lhe pequenas abóboras, castanhas , cenouras e romãs que ela, a muito custo, transporta na pequena cesta, que leva numa mão, na outra segura as flores do campo que compramos, sábado após sábado.
Nesta quarta foi tudo isto, plantar memórias do cheiro dos frutos de Outono, romãs, castanhas, diospiros e abóboras, memórias do perfume das flores e dos cânticos dos pregões, das cores do mercado e do sabor das maçarocas de milho, que a Ana provou pela primeira vez.
As memórias da minha infância são feitas de sensações: o pão com planta aquecido no bico do fogão, o molho de tomate em cima do peixe cozido, a voz da minha avó  cantar o "eu vi a Amélia", o cheiro  pó da serração de pedra onde trabalhava o meu avó, as gargalhadas das vezes em que lhe roubava a boina castanha de xadrez e lhe descobria a careca. 
E sinto-me a dar continuidade a esta espécie de linha de tempo, de ligação entre o passado e o futuro, trazendo o sabor do milho do Minho da minha avó para a nossa casa, em Cascais, 30 anos depois, e alegria de quem se comove com os olhos azuis da Ana, com a expressão do espanto de quem rói, pela primeira vez, uma iguaria sem par.  


quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Jessica Athaíde e a revolta do pastel de nata

Diz que a Jessica Athaíde está gorda, ouço eu no café, enquanto trinco um pastel de nata. As duas raparigas, na casa dos vinte anos, fofocam sobre a polémica, na mesa ao lado. Dizem que sim, senhora, que não percebem o sururu, que há ali chichinha na barriga, que não tinham coragem de se "pôr de biquini numa passerele com aquela forma física"- diz a entendida na matéria- olho-a de ladex, uma miúda normal, nem gorda nem magra, com toda a certeza com uma barriga não mais tonificada que a da Jessica, não consigo ver bem, olho para baixo, a minha barriga tão mais mole do pós-parto, da vida de trabalho na secretária, dos pastéis de nata. Olham para o tablet, reparo que estão a ver um comentário que vi ontem do Rui Unas, criticando as raparigas que são só pele e osso, "meninas-cabide" como lhes chama um amigo meu, defensor da chicha.
Parece-me igual, tudo o mesmo, criticar a chichinha da Jessica ou os ossos das modelos anónimas, como se o corpo definisse a pessoa, a sua segurança, o seu modo de vida, a sua forma de ser e estar, a sua sensação de felicidade. Vêm-me à memória as pessoas estupidamente queridas que já conheci: a minha amiga Rosa com chichinha, das pessoas mais fabulosas que a vida me deu, a minha amiga Cláudia que nunca conseguiu dar sangue por não passar a barreira dos 50 quilos, tanto me faz as suas carcaças, o revestimento dos seus ossos, são maravilhosas ambas, para quê hierarquizar beleza, formatar padrões, julgar células, massa óssea, gordura. Acreditar que a vida depende de um número ditado por uma balança, seja um número pequeno ou grande, tanto me faz, faz-me revirar os olhos.
Suspiro. Olho para elas com ar meio esquizóide, vejo que me acham meia maluquinha (e sou), não quero saber, e sai-me uma deixa à Maria do Frei Luis de Sousa: "O corpo é uma flor muito fresca. E mortal.". Foi ele que me disse, um dos homens que  mais amei, num dia em que também na casa dos vinte, reclamava da minha forma física. Era mais magra do que hoje e tive dias mais felizes e menos felizes do que os que tenho hoje, a minha felicidade não depende do meu peso, isso é limpinho. As medidas dos corpos nada têm que ver com as medidas da felicidade.
Diz que a Jessica Atahíde está gorda e eu sorrio. Lembro-me que, assim sendo, de acordo com os padrões que esta sociedade impõe- esta sociedade cheia de meninas da mesa do lado- constato que, desta forma, sofro de obesidade mórbida. 
E acabo de comer, prazenteiramente, o meu pastel de nata. 

quarta-feira, 1 de outubro de 2014

Até tu, Facebook Tradutor?


Diz a minha amiga aveirense Flávia: "De todos os comments a este post, o meu pc acha que preciso de tradução num deles!!!"



A ASSISTIR | 4'33 (quatro minutos e trinta e três segundos)


John Cage foi um compositor que, certo dia, decidiu entrar numa câmara anecóica para experimentar o silêncio profundo. Uma câmara anecóica é usada muitas vezes para testar a precisão dos microfones, aparelhos auditivos e outros instrumentos de trabalho com o som. Depois de Cage entrar na câmara saiu frustrado: afinal, tinha ouvido dois sons- um alto e um baixo. Assim que saiu da dita câmara inquiriu os cientistas que o acompanhavam acerca da falta de precisão do silêncio e dos dois sons que tinha ouvido, pelo que,lhe foi explicado que o ruído mais alto era o do seu sistema nervoso central a trabalhar e o mais baixo do seu fluxo sanguíneo a circular.
Cage quis ir mais longe na experiência e decidiu compor "4'33" para poder transmitir a complexidade do silêncio. A composição trata-se precisamente de mostrar que a música também é feita de pausas, de silêncio, pelo que o silêncio também pode ser intercalado por música. Assim, "4'33" é uma música que não possui nenhuma nota, sendo composta inteiramente por pausas.
Na primeira apresentação pública desta obra, o pianista convidado para interpretar a peça entrou no palco, abriu a tampa do piano, e permaneceu sossegado; interrompendo o silêncio em alturas próprias e com convicção apenas para mudar a página da partitura.
Numa primeira fase, o público permaneceu imóvel e sereno à espera do´início musical da composição. Depois ficou meio absorto, tentando compreender o porquê do silêncio, mas passados alguns segundos começaram a ouvir-se tossidelas, sussuros, conversas, e, finalmente, o protesto colectivo.
Posteriormente, o compositor explicaria que "4'33" não é uma música composta apenas de silêncio. A música, na realidade, era formada pelos sons ambientes dentro do teatro: pelas tais tossidelas, sussurros e pelo burburinho.
Ou seja, "4'33" é uma música única, pois é diferente de cada vez que é apresentada dependendo dos barulhos da audiência que assiste ao concerto.
Com isto Cage quis provar o que tinha aprendido quando da sua experiência na câmara anecóica: que não só é mais difícil fazer silêncio do que música, de que todas as pessoas conseguem fazer música e de que onde há matéria nunca pode haver silêncio absoluto.

A minha mai-nova entregou a tese

A minha prima mais nova encerrou, definitivamente, o seu percurso escolar hoje: entregou a tese e está preparada para que um juri lhe ateste que, sim senhora, que é arquitecta. Depois de 18 anos de percurso escolar. Dezoito. Nem uma reprovação. Dezoito.
Lembro-me de a levar à escola no seu primeiro dia de aulas, os trolleys eram a última coca-cola no deserto e ela tinha uns óculos maiores que a cara e uma franja catita. Lembro-me da entrada no liceu, das chatices de pré-adolescência, da compra dos livros, ano após ano na papelaria Rui, na entrada no colégio de freiras, da saída do colégio de freiras, do espanto dela querer seguir artes, nem sequer nunca a achei com jeito para o desenho. 
Dos exames do 12º ano, do de Geometria Descritiva naquele dia em que o meu avô morreu, da entrada na universidade, das praxes, minha pequenina crescida, no desgosto dela querer ser cotovia mas da resignação de quem ama depois de lhe ter oferecido o traje- fui eu que lho dei-, das queixas, dos professores marados, dos filmes amorosos, da benção das pastas, do nó na garganta quando lhe assinei a fita, da camisola envergada pela pequena Ana "I love Arquitectura" na Praça do Comércio, naquele dia de confusão, nós na garganta, muitos nós na garganta. 
A minha (prima) mai-nova é agora a mai-velha e entregou a tese depois de meses de trabalho intenso, depois de um projecto que eu adorava que um dia ganhasse vida, depois de ter que ir ler bibliografia para o café à conta do escareceu que a Ana faz cada vez que fica lá em casa da minha tia, depois de lágrims, nervos, ideias em barda e muito suor. 
A minha mai-velha entregou a tese. E eu sou mais feliz agora, orgulhosa que estou pelo caminho que ela traçou e já recomposta dela não me ter querido seguir os passos, tornando-se psicóloga. Porque amar é isto, apropriarmo-nos das alegrias e das tristezas das pesssoas que nos são queridas, comemoramos as suas vitórias como fazendo parte delas. Sei que o meu nome consta na página dos agradecimentos da tese mas quem está grata por ser sua prima sou eu. Grata, orgulhosa e, sim, com um nó comovido na garganta!

Parabéns, Daniela, ézamaior!
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