quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

A prenda que se auto denuncia

Sabes que há um despertador no meio das prendas quando és acordada às 07h da manhã da véspera de Natal com um embrulho debaixo da árvore, tal filme futurista, iluminado e a chilrear.

E percebes que o serviço da FNAC é tão profissional que para além de te incluir as pilhas no presente, ainda te programa o dito cujo para a hora a que costumas acordar...

Espírito festivaleiro


A todos a quem não desejo um Feliz AVC para si e para os seus... aqui seguem os votos de um Natal cheio de Páscoas e de um Ano Novo cheio de Carnavais!


E um grande bem-haja. Tudo de bom. "Muntas felecidades".

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Sismo-excluída

"A dormir acompanhada julguei que ele tinha dado um track. Acontece a todos e uma das inevitabilidades de relações com muita confiança são estes à-vontades.
Virei-me (com medo do odor associado) e foi para o lado que eu dormi melhor."

Assim rezará a lenda da minha sismo-exclusão.

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

O mundo divide-se entre... # 3

... as pessoas que no Facebook jogam "FarmVille" e as que jogam "Mafia Wars" . E as outras.

domingo, 22 de novembro de 2009

Sobre o concerto do Pedro Abrunhosa sexta-feira no Olga Cadaval...

... eu era aquela que sacou de uma máscara para se proteger da Gripe A e a deu, sem hesitações, ao senhor cantor!

Não fosse o Diabo tecê-las.

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

[No dia em que me morreste]

[No dia em que me morreste o sol ficou menor.
No dia em que me morreste ficou noite na minha alma e todas as luzinhas com que acendias o meu sorriso fundiram-se numa escuridão sem fim.
No dia em que me morreste odiei-te por teres desistido de viver. Achava que controlavas tudo: os dias, as noites, porque não a porcaria da natureza?!
Tu que sempre tinhas tornado as pedras menos rijas, tu que me seguravas nas cavalitas com a mesma facilidade com que me ensinaste a soprar dentes de leão, tu que esmigalhavas o peixe com as batatas e as regavas com azeite para tudo me saber melhor, tu que me tinhas ensinado a não desistir, como o poderias ter feito?
No dia que me morreste percebi que nunca mais podia reclamar do teu repertório repetido de anedotas. Nem que te poderia espalhar creme na pele escamada do frio nem arrancar os pêlos das sobrancelhas que de vez em quando se lembravam de crescer desalmadamente. De te dar beijos nas bochechas cheirosas. Ajeitar-te os óculos no nariz torto. Roubar-te a boina só para te ver resmungar.
No dia em que me morreste percebi que o dia do pai tinha acabado de vez e já não o podias reinventar para mim.
No dia em que me morreste amputaram-me a alma O mundo ficou orfão de ti e eu fiquei orfã do Mundo. Morreste-me e contigo morreu a minha infância e a menina que havia em mim.
No dia em que me morreste, morreu o Verão em mim.
No dia em que me morreste, chorei tanto como nunca: chorei até ao céu.
Tenho saudades tuas, 'vô. ]

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

O mundo divide-se entre... # 2

... as pessoas que têm o layout do blog com fundo branco e as que têm o layout do blog com fundo preto. E as outras.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

A LER | Foi em Novembro que partiste


O livro do meu amigo Hugo, autor do blog que gostaria de ter sido eu a escrever, chega este mês às livrarias. Estou orgulhosa. E feliz.






Ler um livro escrito por um grunho-dandy


O quê? "Foi em Novembro que partiste"
Onde? Nas livrarias deste país

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

domingo, 25 de outubro de 2009

FB code

Amigo mai-lindo: Afinal gostaste do anel de diamantes que te dei? Nem agradeceste...
Pólo Norte: A-mei! E não eram diamantes. eram rubis!
Amigo mai-lindo: Sou um Rui Veloso, pah! Ainda bem que gostaste, miúda! Investi horas e horas da minha vida para comprar aquilo! Mas eu sabia que aquilo estava no topo da tua wish list...
No carro:
Esquimó de estimação: Olha lá, que conversa foi aquela do anel de diamantes?
Pólo Norte: Não eram diamantes, já disse! Eram rubis!
Esquimó de estimação: Mas tua achas normal ele dar-te um anel de rubis? E tu aceitaste? Achas normal? E não me contaste nada???
Pólo Norte: Hummm, talvez porque tenha sido no Mafia Wars no Facebook...

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Neighbours, everybody need good neighbours...



A minha vizinha de baixo é uma energúmena. Assim, "poucochinha", tipo mesmo mete-nojo, cabelinho risco ao meio, ar de ressabiada.
Reclama a toda a hora, assim que o relógio aponta a meia-noite e um minuto, por barulhinhos vários, estalidos, latidos do cão -já vos disse que tenho um cão?-, passos arrastados, guinchinhos orgásmicos, etc.
Ultimamente temos andado em negociações: eu e a minha vizinha de baixo. Ela não me toca à campaínha à meia noite e trinta segundos cada vez que eu faço uma jantarada cá em casa e eu não limpo o cocó do cão da varanda à mangueirada, escoando cocotas várias para o terraço da dita cuja.
Parece-me, à partida, um bom trato.
Mas, pelos vistos, não parece à vizinha: essa grande mula. Cada vez que o vento sopra mais forte aqui na aldeia e as molas da roupa se libertam do estendal, a roupa dos moradores do prédio acaba por cair no terraço da dita cuja que, invariavelmente, a coloca no hall do prédio, pendurada no corrimão do primeiro lanço das escadas.
Hoje, vou dar laxante ao meu cão. E vou trancá-lo na varanda. Não é que a p**a da vizinha espetou, o corpete e as cuecas hard-core que estavam estendidos no estendal da varanda e que voaram, no dito corrimão e, como se ainda não chegasse, prespegou-lhes um post-it amarelo a dizer "Vizinha do 1º Dto."?!

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

O jantar da toalha de vinil

Andava a declinar subtilmente o convite.: há quatro semanas a inventar desculpas esfarrapadas na tentativa da colega perceber que a vontade de me deslocar a Vialonga era nenhuma. Mas nada! A moça insistia. O pretexto era que cravar-me opinião clínica acerca do seu fedelho problemático.

É o problema de se ser psicóloga , mais dia menos dia uma alminha acaba sempre por pedir ajuda. Imaginem, se fosse médica ou enfermeira: "Olhe lá, dê-me uma injecção aqui no nalguedo!" ou ainda "Estou cheia de psuríase, importa-se de me inspeccionar o corpo?" Mas não, invariavelmente a conversa começa com: "O meu filho está com um problema de comportamento, estou tão preocupada... Será que podia espreitá-lo?" Espreitá-lo o c******!!! Espreitar demora dois ou três segundos, não horas do meu rico sábado...

Enfim, Vialonga com eles, ou melhor Longway para parecer mais fino. A conversa começou logo mal com 1,25 € de portagem na A5 mais quase 2,5 € de portagem na CREL- ajudar por ajudar, antes comprar um pirilampo mágico.

Depois passados não sei quantos Km dei razão à minha amiga Xana: tudo o que não é Lisboa, Cascais ou Sintra é... campo. E Vialonga é campo!

E chegámos. A ementa era... dobrada no forno com batata frita.

Agora digam-me: quem raio faz dobrada para um jantar relativamente formal? A acompanhar a bela cervejola e, claro, o famoso Ice-Tea do Lidl, que o cor-de-laranja não engana. Pratos floridos e mesa posta... na cozinha, pois.

Depois o marido... Bem, o marido era um verdadeiro cromo que usava expressões tipo "Ah, pois é bomboca!" e respirava pelos ouvidos, pois falava tanto que entre as palavras a sairem e o fumo dos cigarros atrás de cigarros que fumava, não havia tempo para inspirar nem expirar: um must! Já para não falar quando se saiu com "Quando viviamos na nossa casa de Chelas, os miúdos andavam bem mais agitados!" Pudera...

A seguir ao jantar, o frete de ver albúns de fotografias dos miúdos! E um bocadinho da história do nascimento dos ditos cujos, do crescimento e toda a contextualização para que a psicóloga de serviço confirmasse que havia no pequeno um verdadeiro problema previamente diagnosticado pelos progenitores: hiperactividade.

Depois, o fedelho. Mal criado, reguila, insubordinado à antiga. Nada de hiperactividade, só má educação. Sabem que mais?


sábado, 3 de outubro de 2009

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

A EXPERIMENTAR | Peter's Cafe Sport de Oeiras


Ontem jantámos aqui, na versão Marina de Oeiras.
E embora reconheçamos que falta a magia do nosso tão conhecido Peter's da Horta (e o som dos cagarros no céu do Faial), inspirámos um bocadinho do Atlântico e regozijámo-nos com uma morcela com ananás, um bife grelhado com molho de Queijo de São Jorge e, claro, não podia faltar a maravilhosa Kima de Maracujá!
Somos felizes com tão pouco. E é tão bom.

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Neologismos

Pergunta-se ao Vicente, afilhado mai lindo, como está a correr a experiência da escola primária.

No alto dos seus 6 anos sai-se com um " Espantacular!".

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Quem é aquele tipo com um ar católico com uma touca no toutiço a acenar de uma varanda na Praça de S. Pedro ao lado da Pólo Norte?

Percebes que és famosa quando vais ao Sushi Café nas Amoreiras e o chefe de sala te cumprimenta com um efusivo "Olá, D. Pólo Norte! Já sei que é o costume, não é? Um "Salmonzinho party" e um chá verde gelado, certo?" e a seguir chega a Tânia Ribas de Oliveira e o mesmo senhor lhe pergunta em que nome está feita a reserva de mesa. E termina a questão com com um "Desculpe, Tânia quê Oliveira"?
(Ou sou realmente famosa ou ando mesmo a exagerar no sushi...)

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Dona de casa desesperada

Uma pessoa decide organizar um jantar formal em casa. Desencafua o serviço da Vista Alegre herdado, saca do faqueiro Villeroy & Boch, limpa as pratas, manda limpar a seco a toalha de linho com bordado da Madeira e com a Bimby em riste vá de cozinhar um pitéu de fazer crescer água na boca.
Antes de abir a porta, dá-se uma vista de olhos pela sala pronta: mesa irrepreensível, aperitivos na sala de estar, vinho à temperatura certa, velas acesas.
Chegam os convivas e a pessoa só quer que tudo corra bem, que se sentem, que descontraiam com a música ambiente (e ninguém imagina a canseira que foi até se perceber que um Nicola Conte, com música de elevador, é capaz de ser o ideal para agradar a gregos e troianos). E começa o fandango.
As senhoras do grupo (sempre as senhoras!) a quererem desempenhar os papéis socialmente correctos: "Precisas de ajuda?" e a meterem o nariz na cozinha (que sim, está um caos! Se se tem a sala num brinco, a cozinha depois da fase de preparação, confecção, desarrumação de apetrechos e afins não pode estar fantástica, certo?) e a quererem ser prestáveis e a abrirem o frigorífico e os armários e à procura de coisas para poderem mostrar que não vieram só para comer.
E no meio de um "Onde é que está o abre garrafas?" e de um " Sabes onde é que guardas o saco de gelo?", respira-se fundo, embora só apeteça gritar que "Não, não preciso de ajuda! Estou em minha casa, eu é que sei onde é que está tudo arrumado e, faxavór não me abram e fechem as gavetas que só me estão a atrapalhar mais, e já me desencaixaram a porta do congelador que isso tem um truque para abrir que só eu é que sei e vão mazé para a sala tomar conta dos miúdos que andam em correria e ainda me partem alguma merda, e se em vez deste role-playing usufruíssem desta porcaria toda que vos preparei era bem melhor que eu fazia o mesmo da próxima vez que fosse eu a convidada e assim como assim vou ter que ser prestável e fingir que me apetece ajudar quando estiver em vossa casa e já me estou a passar".
E para a próxima cola-se um post-it mental a relembrar que jantares são tão bons nos restaurantes. Não é para isso que eles servem?
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