quinta-feira, 31 de março de 2016

A CONHECER| Companhia da Traparia

O Luciano é daquelas pessoas- afortunadas- que nasceu com carisma. E esbanja carisma, talento, desenvoltura e boa energia. 

Por isso, quando me apresentou a sua Companhia da Traparia não fiquei surpreendida: do Luciano não se espera outra coisa que não o melhor!

E agora estou à espera que, no Dia da Mãe, um certo marido se resolva a encomendar uns sapatos de quimono para a mãe e para a filha. 




Mámen, não te sintas pressionado, OK?




Sonhos de ali-bá-bá e os 40 ilustradores

Toda a gente vai ouvir falar (pelo menos até Junho) do desafio semestral do Bairro do Amor.

Uma vez que não conseguiremos pintar os quartos todos onde dormem as habitantes da instituição de acolhimento que vamos humanizar, pensámos numa solução igualmente colorida e inspiradora: pendurar uma ilustração por cima de cada cama.

Muitos ilustradores das networks dos vizinhos Bairro do Amor responderam, de imediato, ao repto e temos já apalavradas as 40 ilustrações, cujos autores podem conhecer aqui!

Chegaram hoje as primeiras sete ilustrações às nossas mães e reitero que sou fã, mega fá, do talento, da criatividade, da inspiração e do traço da Célia e da Susana das Tinimi.

Ora digam lá de V. justiça?



(Podem conhecer um bocadinho mais do trabalho das Tinimini aqui)

quarta-feira, 30 de março de 2016

O mundo divide-se entre...

... as pessoas que têm códigos PIN dos cartões mutibanco com a combinação de dia/mês ou dia/ano de uma data especial e as outras.

Agora já se pode dizer sem ser em sussurro



Vou ser tia. Não ponho aspas porque os filhos das minhas melhores amigas são meus sobrinhos sem aspas, sobrinhos carregadinhos de amor, sobrinhos sem metáforas, sobrinhos substantivos por direito próprio. 
Vou ser tia e já gosto muito deste sobrinho que me ajudou a mim e à mãe dele a reencontrar um caminho comum, onde as diferenças que entretanto amplificámos voltaram a ser apenas diferenças, visões diferentes do Mundo para permutarmos quando as certezas nos toldam a lucidez e as opiniões auto-centradas nos fazem transbordam de nós próprios e não caber aqui nada mais. 
Vou ser tia, depois de seis anos em que esperávamos uma notícia, uma chamada de skype, um telefonema inter-continental a anunciá-lo, depois de muitos sacrifícios, muitas hormonas, muitos procedimentos clínicos e, já para o fim, muito silêncio como se ao não falarmos das coisas elas tivessem o condão de não magoar, de não existir. 
Vou ser tia e ouvi o coração do meu sobrinho no CTG, cavalo indomável, príncipe-corsário-rei-pirata. Vou ser tia e vi a silhueta dele num monitor ecográfico e chorei, pela primeira vez, com um bebé numa barriga que não a minha, um bebé especial não porque o esperámos muito, tanto, não porque é (como todos os nossos bebés) um bebé comunitário, não porque é filho dela, da minha melhor amiga, mas porque é ele, o meu sobrinho sem aspas, não outro qualquer, aquele que chegou neste tempo e neste espaço, para nos trazer a todas um terceiro Agosto feliz. 
Um sobrinho A(o nosso)gosto. 
Vou ser tia e estou muito, mas mesmo muito, feliz. 

segunda-feira, 28 de março de 2016

Até me pode rapar o cabelo, benz'óDeus!

Aquele dia em que adicionas o teu cabeleireiro no facebook e reparas que ele também é cabeleireiro do Albano Jerónimo. E do José Fidalgo.


Ah, santas mãozinhas!

sexta-feira, 25 de março de 2016

Quem nunca sonhou com os livros das Gémeas?

Teria uns 10, 11 anos a primeira vez que li um exemplar de "As Gémeas no Colégio de Santa Clara". Devorei todos os seguintes e ainda o "Colégio de Santa Clara". Não sei se era só eu que desejava, secretamente, que a minha mãe enriquecesse e me inscrevesse num colégio interno onde poderia viver todas aquelas aventuras.  Mas depois, cruzava-me com as alunas de um colégio interno aqui na zona e nenhuma delas tinha aquele ar aventureiro e curioso. Talvez na vida real, para além dos livros, as coisas não fossem bem assim. 

25 anos depois a Marta- minha amiga e madrinha do Bairro do Amor Porto- decide avançar com a ideia maluca da primeira Children Street Store no Porto. A equipa do Bairro do Amor adaptou o conceito e tornou o evento um bocadinho diferente: convidou instituições de acolhimento do grande Porto a virem fazer as compras e montou, literalmente, uma loja pop up na Quinta da Bonjóia. O evento, que contou com 120 crianças e jovens de 11 instituições foi um sucesso tão grande que o repetiremos, com o apoio oficial da Câmara Municipal do Porto que se tornou nossa parceira neste evento, novamente no final deste ano. 

Isto tudo poderia ter ficado por aqui e voltaríamos a rever algumas caras na próxima Children Street Store se uma das instituições não nos tivesse convidado para a sua festa de Natal, a que comparecemos com alegria. Percebemos, in loco, não porque nos tivessem pedido nada, mas porque vimos com os nossos olhos, algumas necessidades daquele Lar. 



Ao falarmos com as raparigas (a instituição acolhe apenas meninas e tem, neste momento, 39 residentes entre os 09 e os 21 anos) confidenciaram-nos alguns desejos consumistas pouco comuns em crianças e adolescentes daquelas idades: aquecedores (tinham tentado angariar valor para 4 aquecedores com rifas mas não tinham tido sucesso), tapetes para os quartos (diz que faz mesmo frio no Porto e de manhã é um martírio) e quadros de cortiça para poderem personalizar um bocadinho os seus quartos. "Só isso?"- perguntou-lhes a Marta. "Isso é o que precisamos!"- responderam humildemente. 

Numa primeira instância, com a ajuda preciosa da Vera e da Miriam, conseguimos angariar em 23 minutos o montante para comprar os aquecedores e em poucos dias a Marta fez chegar ao Lar a primeira necessidade básica. As meninas agradeceram, felizes, como se estivesse a receber um bilhete para o Rock in Rio. Eram aquecedores. Quatro simples aquecedores. 

 

Depois? Depois o Bairro do Amor está cheio de gente que acredita que quer fazer mais, que junta pode fazer mais e melhor e a magia... começou a tomar forma. ´

quinta-feira, 24 de março de 2016

Quando um filho está infeliz, nada mais importa



Imagem: Desfigura (um dos artistas que colaborou no desafio semestral do Bairro do Amor)


A primeira luz pelas frestas dos estores e as manhãs a sucederem-se. O despertador a tocar uma, duas, três vezes intercalado com movimentos bruscos para o calar. Ele a acordar primeiro que toda a família, gosta assim. Oiço-o na cozinha a beber o seu café da manhã em silêncio e a fumar o cigarro proibido, antes de eu resmungar que lhe faz mal, antes da miúda fazer coro comigo. Depois, uma a uma, acorda-nos. Desperta-nos. A cada uma da maneira que sabe que nos aborrece menos (temos ambas mau acordar). Começa o barulho e a correria. O pequeno almoço partilhado, eu a vesti-la e a calçá-la, ele a penteá-la, ela gosta assim que cada um tenha as suas tarefas, a mochila feita de véspera a tira-colo, melhorámos os nossos tempos das corridas da manhã, diminuímo-los para metade desde o início do ano lectivo, vamos a cantar até ao Jardim de Infância. 
 Saímos de casa, agora, sempre a tempo de chegarmos a horas como se as horas finalmente se tivessem acertado com as vontades e as emoções. O pai veste-lhe a bata à entrada, arranjo-lhe o cabelo e dou-lhe um beijo na palma da mão que ela encosta, de imediato, ao coração, numa espécie de amor de reserva que ela guarda naquele gesto para quando sente saudades de nós: eu e ela, nós numa cumplicidade sem fim.

quinta-feira, 10 de março de 2016

PROGRAMA QUADRIPOLAR | Speed date com Coimbra

Já não ia a Coimbra com olhos de ver há muitos anos (demasiados). Ou tenho ido em trabalho em versão expresso ou fui num fim-de-semana era a Ana acabada de nascer para aproveitar uma estadia num Hotel maravilhoso e de lá não saí o tempo tempo a descansar e a ser mimada ou Coimbra era escala de estrada para outros destinos. 
Voltei no sábado, a pretexto de uma reunião com as Madrinhas a Norte da Bobadela do Bairro do Amor. Não vi todas as pessoas que queria (e queria muito rever a minha Joana, visitar a Catarina e a escola DNA, dar um beijo à Vera) mas, ainda assim, acho que tive  5 experiências bastante giras para uma visita express a Coimbra. 

A saber:

1- Tomar o pequeno-almoço na esplanada da cafetaria do Centro Interpretativo do Mosteiro de Santa a Clara-a-velha



Não era a minha primeira vez naquela esplanada e eu cá gosto de voltar aos sítios onde já fui feliz. 
A cafetaria do Centro de interpretação estava vazia das duas vezes em que a visitei e tem para mim, uma das melhores vistas da cidade. É ampla e simples, inspiradora e secreta, espaço de refúgio e de segredos. Reuni com a Marta enquanto nos deliciávamos com umas Clarinhas (doces típicos ma-ra-vi-lho-sos!) e o não demos pelo tempo passar.  Coimbra tem aquela coisa boa de ainda não estar engolida por turistas, de se ainda conservar muito para os coimbrenses, de ser virada para dentro sem deixar de abraçar quem vem de fora.
Se vivesse em Coimbra e precisasse de um sítio calmo e tranquilo para trabalhar fora de casa, da esplanada menos despretensiosa e, ainda assim, mais cool de todas, era sempre aqui que viria. 

2- Almoçar num restaurante típico de Coimbra

Não há sugestões melhores que as dos "nativos", pelo que, quando a Diva, excelsa leitora deste blog me disse que eu ia ser bem-servida no "Pancinhas" não hesitei um minuto e pus-me a caminho entre ruas e ruelas da cidade dos estudantes. 
O Pancinhas estava cheio, e não era cheio daquelas pessoas trendy e todsas fashion-coiso. Estava cheio de mesas com famílias inteiras o que, por si só, é preditor da qualidade da comida e da simpatia dos preços. Não nos enganámos: eis um verdadeiro restaurante bbb!
Pedi uma dose que daria para o meu almoço e jantar daquele sábado e do domingo seguinte. A vitela no forno estava no ponto, tenrinha e suculenta e a simpatia do dono do restaurante foi um bónus que já é difícil de encontrar nos restaurantes das cidades grandes. 
Fica na Rua da Figueira da Foz, 150, em Coimbra. 

3- Deambular na Feira sem Regras de Coimbra


Créditos Fotográficos: Coussier


Diz que acontece no primeiro sábado de cada mês  e fica ali no Parque Verde, contíguo ao Convento Velho de Santa Clara e Avenida Inês de Castro, ladeando pelo lado sul a Avenida João da Regras, de onde herdou o nome.
O conceito é simples: procura-se todas as quinquilharias de que nos queiramos ver livre ou artesanato que produzamos, monta-se a banca e vende-se sem grandes burocracias, legislações ou complicações. Quem quiser pode também, num estilo speaker's corner, chegar e fazer uma animação, cantar ao vivo, pintar, fazer performances circenses ou que lhe der na telha.
O acesso à feira é vedado a comerciantes profissionais. As actividades culturais, artísticas ou lúdicas podem eventualmente realizar-se nos jardins ou passeios imediatamente contíguos sem prejuízo da normal circulação de peões, desde que obtida licença prévia da Comissão de Acompanhamento da Feira, que cuidará das autorizações da(s) tutela(s) quando se revelarem necessárias.
Vale (quase) tudo e eu fiquei tão fã do conceito que estou "assiiiim" para fazer uma colecta de tralha gira e fazer uma venda que reverta a favor do Bairro do Amor!


4- Conhecer as Galerias

"As Galerias" (Galeria de Santa Clara) é um síto da moda em Coimbra: não há como fugir ao óbvio. Têm a  mesma vista que a esplanada da cafetaria do Centro de Interpretação mas de outro ângulo o que poderia não ser nada de novo para quem, na mesma manhã, tinha sido feliz ali a 90 graus.
Mas as Galerias valem o destaque pelo ambiente jovem e descontraído, pelas paredes carregadinhas de cor e arte, pela ousadia de terem criado um café que não é um café, uma galeria de arte que não é uma galeria de arte, um restaurante que não é um restaurante e um sítio que acaba por ser isso tudo com horta, jardim e tudo o que a imaginação permitir incluído.
Im-per-dível! (Mais informações aqui ).

5- Comer pastéis de tentúgal, queijadas de leite e pastéis de santa clara à beira Mondego



Enquanto esperávamos pelo comboio deliciámo-nos com as duas caixas de delícias que a Neuza nos oferecera há minutos quando nos deixara na estação e nos instruira: abram o porta-bagagem e tiremos bolos que comprei para vós! Trouxemos tudo: as nossas caixas e as que ela tinha comprado para o lanche dela e do Hugo. Veio tuuuudo! E enquanto esperávamos pelo comboio com a Rafaela, entre conversas e doses de açúcar em barda, acabámos o dia assim: felizes e adocicados, com vontade de não partir e de voltar em breve para mais tempo, mais lugares, mais sabores e mais amigos.

Coimbra tem mesmo encanto na hora da despedida!
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