segunda-feira, 31 de março de 2014

O Mundo divide-se...

... entre as pessoas que gostam de se deitar tarde e as que gostam de se levantar cedo.

sexta-feira, 28 de março de 2014

quinta-feira, 27 de março de 2014

O reconhecimento público da blogger


Sim, público: no paredão de Cascais.

(Obrigada ao graffiter: Carlinhos és o maior!)

quarta-feira, 26 de março de 2014

100 Quadripolares que vale a pena conhecer #Joana (16)


""Tive um acidente de carro e fiquei paraplégica. Tinha 10 anos, fiz os 11 na cama do hospital de S. José: um aniversario supimpa! Passou a raiva. Ok pronto, tenho dias de parvoíce, mas nada de muito grave. Já mandei todos os "e se" à vida deles. Se não fosse assim não fazíamos nada e não íamos a lado nenhum"

"Oh, gostava tanto que aparecesses no blog..."
"Gosto muito da ideia e espreito sempre! Mas sei lá, também não tenho nada de especial para contar ..."


Joana

Dora, a exploradora

Depois da gravidez da Ana começaram-me a nascer pêlos. Muuiiiiitos pêlos. Nos sítios mais inusitados possíveis. Iria dizer tufos de pêlos, mas também, credo, não vamos exagerar. Pronto, muito pelume mesmo, ficaram com a ideia?
Eu acho que foi macumba da minha sogra que sempre se irritou por eu tratar as miúdas lá da ilha por "bigodonas" e vai na volta e cá vai disto, tumbas, um mau olhado e vais ter que fazer a buçaca de quinze em quinze dias. O médico diz que é hormonal mas eu prefiro acreditar na teoria da macumba. 
Vai na volta andava feito maluquinha das pinças. Tenho pinças em todas as malas, no porta luvas do carro, em todas as divisões da casa e até na mala da miúda. Sou uma consumidora compulsiva de pinças (se soubessem o cuidado que estou a ter a escrever este post para não me enganar na palavra "pinças"...). Conheço de cor todas as marcas de cremes depilatórios, bandas de cera, roll ons de cera e até já andei a ver rituais tipo dança da chuva dos índios para afastar o pelume. A coisa está tão má que há dias senti-me solidária com o Tony Ramos. Foi aí que me caiu a moeda: tenho que tratar da depilação definitiva. 
Não fui de modas e pesquisei em todos os sítios científicos. Mentira, andei à procura de recomendações em blogs e voilá... todos os caminhos foram dar à Dora. Ao que consta por essas redes sociais fora é que a Dora é a guru da depilação a laser.
E tratei de falar com a Dora. 
A Dora, pacientemente, lá me explicou a diferença entre depilação a luz pulsada e a lazer e de repente parecia que estava a falar com uma doutorada em pelume, que a mulher sabe tuuuudo sobe pêlos, pelo que, de repente eu queria a Dora na minha vida. Mais do que pinças que não ficam frouxas, mais que bandas de cera que não arrancam a alma, eu queria urgentemente a Dora!
Dora, a exploradora de pele macia. Dora, substantivo do verbo adorar que é o que espero que venha a acontecer depois do dia de hoje, onde vou ser submetida a uma análise científica a todas as pelosidades existentes no meu ser.
O meu objectivo é ficar com cabelo e pestanas. Vá e sobrancelhas, que acho pavoroso as senhoras que acabam os seus dias a desenharem riscos com lápis dos olhos no lugar anteriormente ocupado pelas sobrancelhas.
Morra a Veet, morra, pim!

(Torçam por mim. Logo vos conto.)

100 Quadripolares que vale a pena conhecer # Vera (15)


" O que eu sinto em relação ao meu filho que (não) nasceu às 24 semanas?
Sinto que eu sou mãe, tenho um filho chamado António. 
Só que ele não veio comigo para casa."


Vera

100 Quadripolares que vale a pena conhecer # Leonor (14)


"Tenho duas avós macaenses. E pais macaenses. E tios macaenses.

Gosto de jogar mahjong. Gosto da verdadeira comida chinesa, aquela que se faz cá em casa, e não a que se come nos restaurantes asiáticos do ocidente. Tenho olhos rasgados. Tenho alguma paciência, que não totalmente de chinês. Tenho vontade de ir desbravar o mundo asiático, onde nunca fui.
Gosto do barulho das pedras do mahjong quando as baralhamos.
Da Europa? Tenho o espírito de aventura e de conquista que me levará a conhecer Macau das minhas origens.
Mas também tenho muito entranhado o fado português, apesar de ser uma pessoa que vê o copo sempre meio cheio."


Leonor

terça-feira, 25 de março de 2014

Recordando o post do primeiro dia de natação da Ana para contextualizar um post que se há-de seguir

"A Ana tinha feito uma sesta pequenina e eu insisti em dar-lhe um lanche mais levezinho. Fui o caminho todo a rezar para que não abrisse num berreiro assim que chegasse ao Clube VII.  
Primeiro pré-requisito cumprido: a professora é gira q.b. É que parecendo que não, é o pai que a acompanha nestas aventuras aquáticas e a mim cabe-me assistir de camarote. Não literalmente, mas quase. Mas ter o meu homem num tanque com águinha quente com uma gostosona era coisa para me fazer perder o medo e ter a depilação sempre em dia e substitui-lo em menos de um ai. Portanto: gira q.b. é nice. 
A Ana está mesmo maior desde os últimos périplos da natação. O fato de banho novo comprova-o. Uma mega recomendação: as toucas de malha fazem mesmo toda a diferença, zero lágrimas na hora de colocar e tirar a touca ao contrário do inferno que era com a de silicone. 
Entrou com muita naturalidade na água e... abriu num berreiro. Menos mal que é para professora ficar logo traumatizada: a partir disto só pode melhorar. E também para se desfocar dos olhos azuis de mámen. Tumbas! Linda, filhinha da mãe, belíssimos pulmões!
Aos poucos e poucos foi serenando e deixando de trepar pelas costas do pai acima como se fosse um gato escaldado. A professora ofereceu-lhe o primeiro brinquedo aquático: "Olha um patinho, Ana. Como faz o pato?"- incentivou o pai, todo lampeiro,apesar da professora ser apenas gira q.b. "Miauuuu!". 
                             

Aos poucos e poucos a Ana foi apreciando a aula. Ela, o pai e a professora, apenas os três muito tranquilos na piscina de bebés. Sem miúdos maiores a chapinharem à volta, sem pessoas mais velhas a terem usado a água antes, sem aquele cheiro a cloro/lixívia que arranha na garganta. Começou a brincar com os "chouriços", depois com a professora, que é querida e teve tanta paciência e atenção exclusiva para a Ana que, de repente, começou cada vez a ficar mais gira aos meus olhos. 
A aula acabou num ápice. A pele da Ana lisinha e sem alergias. A fralda limpinha e sem cocós. 
No balneário, exclusivo para bebés, demos logo banho à Ana numas banheiras próprias, secámos-lhe o cabelo com secador e foi tudo tão tranquilo que uma pessoa até estranha. 
Pedi feedback a mámen: "Ah, a professora até que é gira!"- foi a resposta. 

Vou ali marcar hora na depilação que, para a semana, estou lá eu batida. "

segunda-feira, 24 de março de 2014

A minha nova velha torradeira




Ando a chorar há meses à pála da torradeira assassinada por um cabrão de um morcego. 
Mámen acabou de me oferecer um substituta: uma torradeira de bico de fogão!
Eu não percebo nada da mecânica desta coisa mas acho que é mais maneirinha para acertar em bicharocos.

Deverei agradecer?

Nha terra quadripolarizada!


sexta-feira, 21 de março de 2014

100 Quadripolares que vale a pena conhecer #Marta (13)




"O momento mais duro da minha vida não foi um, foram vários. Será sempre o momento de dizer adeus a alguém que amo, não há maior dureza na vida. Este coração tem muitas cicatrizes e ainda algumas feridas abertas.
Hoje a minha avó decidiu partir, deixou-me com a primavera... hoje tenho o coração em sangue, não sei dizer adeus, sabes?
Sou má de março, de dezembro e de meses a mais para um ano só."


""Com 10 anos achava que alguém com a minha actual idade seria contemporâneo do Matusalem por isso não projectava nada para aquilo que pensava ser a 3ª idade. Lia Patinhas, Mônicas e andava de bicicleta, esfolava os joelhos, era feliz. 
Depois cresci."

Marta

segunda-feira, 17 de março de 2014

Uma mulher no Dia do Pai

Quando aqui contei a história dela choveram emails de reacção. As pessoas admiram-na, sentem empatia, são solidárias. Eu gosto dela, o que consegue ser o somatório de tudo o resto. Admiro-lhe a valentia e a capacidade de se manter firme. Gosto dela por gostar.
E depois lembrei-me dos meus dias do Pai, uma tristeza sem fim, sem figura principal nas festas da escola, sem ninguém que estendesse as mãos para o presente que me obrigavam a fazer na aula de expressão plástica, presente sem aviso de recepção, sem ninguém que me estendesse a cara para um beijo especial ou os braços para um xi-coração de Dia do Pai. 
Agora já passou, outro pai que tenho na minha vida, o lugar de filha que cedi à minha Ana. Tudo passa. 
Mas durante anos a fio, orfã de pai vivo, foi a minha mãe que teve que fingir ser pai, fazer o lugar dele, ser mais física, ter gestos com testosterona, arriscar em solavancos sem medo, ser o pai que eu reclamava de vez em quando, só de vez em quando, quando era preciso que o meu pai fosse mais forte que o deles. No Dia do Pai- chegada a casa lavada em lágrimas, com o postal sem endereço para onde ser enviado e a prenda sem destinatário- mais do que nunca. 
Por isso, quando me lembrei que o Ricardo me tinha convidado para uma sessão fotográfica com a Ana há uns tempos fez-se luz. Eu a-do-ro o trabalho do Ricardo no seu Tales of Light e, vai na volta, gostei imenso de conhecer o Ricardo e a Mónica no Porto, pelo que, esta sessão era há muito aguardada por mim, com a maior expectativa, tendo em conta a magia com o homem que retrata as gentes. Estava só à espera de um tempo e um lugar comum para ambos. 
Mas depois, veio-me à memória a Carolina, orfã de pai morto e a Paula a fazer a vez do pai que é uma estrela no céu e achei que a minha sessão poderia ser uma coisa diferente. Assim, hoje a Paula e a Carolina foram comemorar, de forma antecipada, o dia do Pai que é da Mãe e da Filha e que espero ter ajudado a tornar menos triste e mais especial.
Obrigada ao Ricardo que conseguiu fotografias lindas, lindas e eu juro que ali vejo gestos do pai-estrela, naquele estender de braços às cavalitas da mãe, naquele olhar da filha para o céu como se estivesse a falar ao ouvido dessa estrela, a mais luminosa, num entendimento que só percebem os que se amam por instinto e a quem a morte nunca conseguirá separar. 
Feliz Dia do Pai, Paula e Carolina. 
Gosto muito de vocês. 



100 Quadripolares que vale a pena conhecer # Pedro (12)



"Sou actor. Tornei-me actor completamente sem querer. Na verdade eu queria mesmo era estudar insectos desde que tinha para aí uns 6 ou 7 anos de idade..."


Pedro

O mundo divide-se entre...

... quem se veste (e se calça) de acordo com a temperatura e quem o faz de acordo com o calendário.

domingo, 16 de março de 2014

A VISITAR | Açores

Este (vejam o filme até ao fim):



(Açoriana honorária com muito gosto!)

100 Quadripolares que vale a pena conhecer (11)


"Desde que me lembro, a minha mãe manteve relacionamentos lésbicos. 

Não tive duas mães nem nada disso: tinha a minha mãe e tive uma série de "tias"... Tendo em conta que isto se passou desde há 41 anos para cá, se ainda hoje era complicado explicar porque vivia eu com duas mulheres, há 40 anos devia ser um terror. Mas, olha, vai-se a ver e cresci e parece que até sou boa pessoa.
Incrivelmente não sou lésbica -não por convicção, mas porque não conheci nenhuma mulher que me encantasse- tenho 5 filhos (esta é a terceira) e é claro que sou plenamente a favor da co-adopção e da adopção por casais do mesmo sexo. 
Este chumbo na Assembleia foi mais uma daquelas aberrações nacionais que só me dá náuseas e vontade de pegar nos 5 putos e fugir daqui para fora.
Mas que mania tem esta gente de misturar o que cada um faz na intimidade da sua cama com tudo resto!"


quinta-feira, 13 de março de 2014

100 quadripolares que vale a pena conhecer # Vanessa (10)



"A minha irmã morreu de leucemia. Não havia compatibilidade entre nós as duas. Já sabia antes de virem os resultados dos testes. Sempre soube, no meu intimo, estas coisas sentem-se. Não posso inventar uma tempestade ou turbilhão de sentimentos quando recebi essa notícia porque não houve: foi uma constatação."
"Depois de ela morrer passaste a ser filha única: é assim que te sentes?"
"Não! E não sou filha única, a partir do momento em que deixei de ser quando ela nasceu. 
Nunca mais vou ser filha única. Ela existe. Morreu: não desapareceu. 
Os meus pais não têm uma filha: têm duas. Mas uma está morta."


Vanessa

segunda-feira, 10 de março de 2014

Enigma de uma intoxicação alimentar


a) A enfermeira faltou às aulas de análises clínicas
b) A enfemeira quer tramar mámen com o alibi da violência doméstica
c) A enfermeira não gosta do "Quadripolaridades"
d) A enfermeira é familiar da MRP
e) A enfermeira gosta da Hello Kitty
f) A culpa é da minha mãe que não me amamentou
e) Todas as anteriores



A Paula

"No início éramos três. Eu, ele e ela ( ela acabadinha de nascer, gordinha e amarela).
Numa noite fria e escura de Abril, no silêncio da madrugada, sem que ninguém a tivesse convidado a entrar na nossa casa, chegou a Morte Súbita com os seus pezinhos de lã (MALDITA!MALDITA! MALDITA! Nunca te hei-de perdoar!) e levou-o…
A ele, também nunca lhe hei-de perdoar por ter ido embora de mão dada com ela. Por ter aceite tão prontamente o seu convite e me ter deixado assim, sem aviso prévio ou explicação. Ao menos um bilhete colado no frigorífico.
Um dia, eu ajusto contas com ele…
A porta da rua ficou escancarada, uma corrente de ar gélida e medonha trespassou-me, ficou tudo escuro, e o raio do chão onde eu tinha os pés, desabou…
Senti-me a cair em queda livre, de uma altura tão alta, mas tão alta, que por momentos acreditei que morávamos no maior arranha céus de Nova York e não em Águas Santas.
Senti-me a morrer! Queria morrer!
Mas a Maldita estava tão entretida a apresentar a casa nova a ele, que nem ouviram a campainha e não me abriram a porta (eu sempre achei que ele era um bocadito surdo e a Maldita também deve ser.)
Como nunca fui muito bafejada pela sorte, caí na fossa. Felizmente sei nadar, mas custa muito sair da merda, sabiam?
Com muita luta e sinais evidentes de exaustão, lá se consegue sair, mas deixa um cheiro intenso e impregnado para o resto da vida.
Chamo-me Paula. E mais seis nomes que não vêm agora ao caso, que só servem para gastar tinta da caneta, quando me mandam assinar como no BI.
Esse mentiroso, diz também que nasci em 1984, mas eu acho que sou bem mais velha. Ou pelo menos, às vezes, sinto-me como tal e já me sinto tentada a comprar um anti-rugas.
Tenho a melhor Mãe do Mundo e o meu Pai mora no Céu. Um dia, também partiu de mão dada com a Estúpida da Leucemia e foi morar para casa dela. Deduzo que moram numa casa onde a campainha não funciona, porque também não abriram a porta à minha Mãe. Era coincidência a mais também não ouvirem a campainha, até porque o meu Pai não era surdo. A Estúpida não faço ideia.
Às vezes, fico a pensar, que os homens da minha vida tinham algum fraquinho por surdas, é a única explicação que encontro para me abandonarem.
Sou enfermeira por vocação. E por loucura... (Só um louco é que é enfermeiro!)
Se não fosse enfermeira, talvez fosse professora. Ou domadora de leões. Ou encantadora de cobras. Não sei, nunca pensei nisso…
Como a loucura é tanta, tenho Pós-Graduação. E Especialidade. E o raio da tese de mestrado para terminar (que não me servem para um chavelho, entenda-se). Em contrapartida, tenho um doutoramento em Gestão Doméstica que me dá um jeito do caraças.
Tenho um fraquinho (grande) por política e não percebo patavina de futebol. Não sei identificar um fora de jogo e muito menos sei, de onde se marca um livre direto (mas também não me faz grande falta…).
Sou fã da 7ª arte, mas não me perguntem por filmes e respetivos atores desde Março de 2012. Mas em contrapartida, dir-vos-ei o nome dos amigos todos do Panda, quem é o Barney e até o que canta a escanzelada da Xana TOC TOC.
Tenho a melhor filha do Mundo, já vos tinha dito?
Segundo a minha Mãe, eu sou a réplica mais que perfeita do “Zé das Medalhas”, porque também chocalho por todos os lados com as minhas pulseiras. E tal, como ele, às vezes estou certa e outras vezes estou errada. Ah, adoro pérolas.
Não gosto de tabaco sem filtro. Nem com filtro. Não gosto de tabaco. Mas não me incomoda quem gosta.
Não gosto de cabrito, mas gosto de caramelos de fruta e pacotes grandes de batatas fritas. E de rissóis de carne… Até já comi nabiças cruas (mas isso é uma história para outro dia).
Sou conhecida como a “menina do sorriso fácil”. Recentemente a minha boca transformou-se num autêntico campo de concentração, vedado por uma espécie de cerca elétrica e arame farpado. Claro que continuo a sorrir na mesma, até porque não corro o risco de eletrocutar alguém.
Gosto de saltos altos, camisas e vestidos. Tenho um ar um bocado “cócó”, eu sei… Mas é só o ar, juro!
Já tinha dito que tenho a melhor Mãe do Mundo?
Não tenho irmãos. Mas tenho uma cunhada. É a mesma coisa.
Gosto de bricolage e decoração de interiores. Comprei uma casa nova. Não é uma casa de sonho, mas é a casa dos meus sonhos.
Nela guardo os sonhos, dentro de uma caixinha, fechada com um aloquete. Típico de mim, não sei em que gaveta a guardo, nem onde pus a chave. Talvez um dia, sem querer, volte a encontrar tudo isso.
Gosto de música e de letras com sentido.
Tenho amigos no coração e amigos do coração.
Por falar em coração… Esse desgraçado, que com o impacto da queda, ficou reduzido a cacos e esses espalharam-se pelos quatro cantos do Mundo!
Tenho a certeza que até ao Turquemenistão chegaram!
Apesar de gostar muito de viajar, não vou lá procurá-los. Há pedacinhos que se perdem para sempre…
Tarefa inglória esta, a de juntar os caquinhos todos e colá-los. Mas tem de ser, ninguém vive sem coração.
Gosto de fotografias. Mas do presente.
Passado não se guarda em fotografias. Guarda-se na mente, na alma e nos cacos cheios de cola.
Gosto de rir. Gosto de dar a mão. Gosto de abraços e de beijos. Não gosto de despedidas.
Gosto de maquilhagem porque é o antídoto das lágrimas. Não gosto de lágrimas nem do seu sabor salgado. Não gosto da marca que me deixam nos olhos.
Gosto de olhos, de mãos e de sorrisos.
Gosto de simpatia, sensibilidade e de risos… Muitos…
Gosto de educação, inteligência e humildade.
Não gosto de não gostar de alguém (desculpem-me, mas ODEIO aquelas duas: a Maldita e a Estúpida!).
Gosto de paz, tranquilidade e sossego. Gosto do meu sofá, da minha manta e da minha chávena de chã.
Não gosto do silêncio que a minha casa me grita de cada vez que abro a porta.
Não gosto de deixar as janelas abertas e quando chego a casa, encontrá-las exatamente na mesma…
Gosto de dançar, de jantar fora, de comer gelados…
Gosto de andar de bicicleta e de dormir a sesta debaixo de uma árvore.
Gosto de flores na jarra, mas não gosto de receber flores.
Já vos disse que amo a minha filha acima de tudo?
Não percebo nadinha de carros. Sei que têm quatro rodas e um volante. O resto é acessório.
Tinha um gato amarelo, mas deixei-o em testamento aos meus sogros, com usufruto ainda em vida minha. Eu sei que ele é feliz com eles. E eles com ele.
Na Travessa Júlio Dinis, encontro as maiores e as mais fortes bengalas do Mundo. E isso é muito bom, sabiam? E eu gosto muito…
Gosto de cães. Talvez numa outra encarnação, eu more numa quinta onde possa ter um cão… Ou dois… Ou três… E lhes possa vestir um casaquinho…
Um dia, em criança, fui à feira com o meu avô e ele ofereceu-me um peru bebé. Cresceu, ficou feio e transformou-se numa autêntica avestruz. Comi-o em panados e estufado com batatas. Só soube mais tarde…
Sou teimosa e melosa. Resiliente e… chata!
Sei que não vivo, sobrevivo. Lá vou andando, em piloto automático, como mera espectadora da vida e projetos dos outros. Mas torço pela felicidade plena de cada um.
Gosto de cozinhar e de ir ao supermercado.
Gosto de fazer jantares em casa e do barulho que fazemos.
Gosto de conhecer pessoas novas, mas não gosto que as pessoas que já conheço, se transformem em autênticas estranhas.
Gosto de sinceridade e de verdade.
Gosto da magia do desconhecido e do medo que isso me traz.
Não gosto de ladrões, de monstros e de lobisomens. Não acredito em histórias de Princesas nem na Carochinha.
Às vezes, sinto-me mais perdida do que a “Alice no País das Maravilhas”, mas aos olhos dos outros, eu faço-me de “Rei Leão”.
Tantas vezes lhe perguntei:
-“Porque gostas de mim?”
E ele, com a sua indiferença característica, sem tirar os olhos do que estava a fazer, respondia-me:
-“Oh, sei lá… Gosto porque tu és assim…”
E, se ele dizia, eu acredito.
Pronto, eu sou “assim”…"


A Paula tem um faceblog que eu convido todos a conhecer e deixou-se fotografar para a minha nova página "Loucos de Lisboa"

Conheçam-na aqui e depois aqui

domingo, 9 de março de 2014

Faltava Macau? Not anymore...





"Agora o I ❤️ polo norte anda sempre comigo!!! 
                                     Especial atenção à foto da mãe panda com filhota :) beijos"

Beijinhos, Filomena e olha que a mãe do Tau Tau não ficou contente com a quadripolarização... :P



(Veja o progresso da cruzada de evangelização quadripolar aqui)


100 Quadripolares que vale a pena conhecer # Marta e Bruno (9)


"Qual o maior desafio da vossa vida enquanto casal?"
"O caminho até à maternidade e paternidade."
"Mas, então, não se espera anos para se adoptar em Portugal?"
"Sim e não! Tudo depende do que o nosso coração quer ou pode abraçar. Para nós um filho é um filho. Nascido em Portugal ou noutro canto do planeta. Afinal uma criança é uma criança em qualquer parte do mundo."
"Sentem-se heróis?"
"Ninguém é herói por adoptar... o nosso colo é que estava vazio e nós é que precisávamos deste amor incondicional nas nossas vidas. Da primeira vez viajamos para outro país: uma viagem que nos marcará para sempre. Viajámos de colo vazio, para regressar com o coração pleno. Agora a viagem foi de carro e abraçámos nova aventura neste projeto a três de alargar a família com novo amor incondicional. Agora até a mana tinha o colo à espera"
"Tudo o que se espera com amor vale sempre a pena."
Marta e Bruno

sexta-feira, 7 de março de 2014

100 Quadripolares que vale a pena conhecer # Raquel (8)



"Assim que o bebé nascer será sócio do Benfica?"
"Óbvio! Será o início de uma excelente educação. Quando tiver idade para escolher, se não estiver de acordo- duvido!- logo dirá!"
"Porque é que para ti é importante dares-lhe um clube à nascença?"
"Para fazer parte da maior família do país..."


Raquel

100 Quadripolares que vale a pena conhecer # Rita (7)



"Achas que hoje em dia é mais fácil ser-se crente ou não?"
"Não é mais fácil acreditar em Deus... A vantagem é que eu conheço as minhas origens e assim não me perco. Estou sempre perto de quem me criou, não me falha e conhece-me e ama-me como sou. As outras pessoas vão andar sempre à procura de algo:felicidade, amor, paz. Eu tenho isso desde sempre"


Rita

terça-feira, 4 de março de 2014

segunda-feira, 3 de março de 2014

É Carnaval ninguém leva a mal- Sou uma mulher nova: corro!



Atenta às questões do preço do petróleo da ecologia e da preservação dos recursos naturais finitos decidi-me a adoptar um estilo de vida mais saudável e em comunhão com a natureza.

Caramba, se a evolução nos fez bípedes foi para andar. E se nos deu pulmões foi para correr. Ok, foi para respirar,mas uma coisa leva à outra.

Assim,  esqueci-me de pôr gasolina no carro, ele ficou a uns 500 metros da bomba da gasolina e eu também não tinha uma jerican  hoje deixei o carro em casa e ganhei coragem.

A paragem da Scotturb estava à minha espera meta não era ambiciosa mas era uma meta porque devagar se vai ao longe. Primeiro pensei ir a passo rápido, uma espécie de marcha, mas depois o autocarro já lá estava parado o destino encarregou-se de me dar alento

Hoje dei um grande passo de mudança na minha vida e voltei às corridas (voltei é como quem diz já não corria desde  1992 nas aulas de Educação Física quando ainda não tinha um atestado médico para me safar do frete). 

Tenho que arranjar uma app da Nike para vocês me poderem cheerar, que foi muito solitário todo este  périplo desportivo sem poder consultar o facebook em simultâneo e ler os vosso “Vai, Pólo! Go. Go, go! Allez allez alllez. La vida loca!”. Sendo assim corri, ainda sem app, sem as vossas “forças!” e consegui superar o meu desafio: sou uma mulher nova!

Apanhei o 406 para Cascais a tempo de apanhar o comboio. Foi uma corrida suada mas foram 100 metros foi uma corrida de pura adrenalina: é que o “chófer” não é fofinho e não espera por ninguém. estou a pensar contratá-lo como PT contratar um PT.



domingo, 2 de março de 2014

AGENDA | Carnaval na Malveira da Serra

O Carnaval, deste ano, será vivido na Malveira da Serra, aqui às portas de Cascais. O corso da Malveira não sendo sobejamente conhecido é o preferido desta casa (honra seja feita ao de Torres Vedras, que também adoramos, mas ainda é muita confusão para a Ana).
Na Malveira da Serra há duas sociedades rivais: a da Malveira e a de Janes, povoações pegadas, mas tão pegadas que se confundem mas apenas para os não locais. Os locais levam a rivalidade muuto a sério, culminando os festejos invariavelmente com tareias nas respectvas sociedades recreativas assim que um janense se atreve a entrar na da Malveira ou um malveirão na de Janes. 
No corso da Malveira há mascarados foliões, não há muitas borregas de fora com smabimbices, há crítica social e há bailarico. Há Carnaval genuíno, saloio e português. Pequenino em tamanho mas muito mas mesmo muito divertido.
Hoje seremos mais três.



(atentos ao profissionalismo do design dos cartazes...)

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