segunda-feira, 31 de março de 2014

A culpa é das Colibri

Usava botas ortopédicas bejes, feiosas, com cheiro a couro e a graxa, barulhentes à pála dos aparelhos de ferro que nelas encaixavam.
No Verão a minha mãe fazia uma concessão e levava-me à praia de colibris.
Ainda hoje sinto o cheirinho do raio das sandálias num canto aromático da minha memória.

Talvez por isso, estas Melissa estejam na minha wish list para o Verão de 2014 da Ana.



A tia das Américas já tinha providenciado sapatos fétche para o Inverno. Hoje lembrou-se que há Primavera. E eu acho que só as crianças podem usar crocs. Aguentam-se estas?


Era bom que a Primavera não fizesse cerimónias...

... que a Ana tem um vestido da Muipiti para espalhar magia.




O Mundo divide-se...

... entre as pessoas que gostam de se deitar tarde e as que gostam de se levantar cedo.

Coração ao alto, asa ao peito

Estava ali a uns cinquenta centímetros dela. Íamos a descer um lanço de três degraus de pedra, no quintal da "avó" Lina para nos juntarmos aos outros meninos que ali brincavam, o escorrega no horizonte.
A Ana não sendo uma miúda reguilíssima, não deixa de ser vivaça e... trapalhona. Maldito adn!Num segundo caiu, de cara ao chão, braço por debaixo do corpinho, voou os três malditos degraus e aterrou no chão de deck. 
Levantei-a num milésimo de segundo, ela sem chorar, a suster o choro e eu quase morta- juro!- com o coração ao alto, respiração suspensa, corpo gelado. Abanei-a e gritou, finalmente, tanto como se estivesse a sair outra vez de dentro de mim, e eu voltei a respirar como naquele princípio de tarde há um ano, 7 meses e 21 dias. 
Estava pálida num instante, depois estava com as veias salientes de tanto chorar, depois apática, cabecinha pousada naquele lugar tão dela, aqui entre a curva do meu queixo e o ondular do meu ombro, naquela latitude e longitude que só o gps da minha filha encontra com precisão, algures no meu pescoço. As lágrimas escorriam e a minha alma secava na mesma proporção, ao vê-la com dores, neste corpinho que fui eu que fiz, fui eu que gerei em mim, não é suposto estragar nada, tão linda, tão perfeita, a minha pequenina.
Nunca mais viverei descansada, percebi-o hoje, o Mundo é demasiado perigoso para a minha filha, tudo lhe pode acontecer, as quedas, os ossos que afinal são frágeis, o corpo que é uma flor muito fresca e mortal, o meu bebé que já anda, já corre, já assume o seu adn trapalhão e eu, impotente e tonta, sem conseguir ser mais rápida que os acidentes, os vírus, as bactérias, eu que já não a consigo proteger dentro do meu útero, da minha carne, da minha pele, alimentá-la com o meu sangue, amparar-lhe as quedas com líquido amniótico, eu que já sou externa, tão externa à minha pequenina, ser tão meu e depois já tão do Mundo e eu nunca mais viverei descansada, voltei a percebê-lo hoje.
Não ganhámos para o susto: ela com o despiste neurológico feito, braço com uma grande nódoa negra, osso fora do sítio, mãozinha inchada, humor rabujento; eu com o corpo dorido, como se um camião TIR me tivesse atropelado, doía-me tudo e mais que tudo doía-me a maternidade, este pedaço do meu ser que todos os dias ganha maior proporção, doía-me o útero, a barriga, o peito, a cabeça, a pele e a alma.  Doía-me muito, tanto, este ser mãe.
Mas voltámos, finalmente, para casa.
Eu de coração ao alto. O meu pintaínho de asa ao peito. 

sábado, 29 de março de 2014

Sobre os "sumes detocse"

"Sinto-me tão aute.

Vejam lá que às minhas mistelas detox de legumes vários, passados e com verde à mistura, os ingeria quentes, e lhes chamava sopa. 

 [ponto um, um sumo verde não é um sumo, é uma mixórdia nojenta; ponto dois, quem precisa que se triture legumes verdes, crus ou cozidos, para os disfarçar e se obrigar a ingerir a sua dose diária de saúde são os bebés. as pessoas crescidas usam aquela coisa, ai, como é que se chama, isso, a mastigação; proporcionada pelos nossos amigos, os dentes.]"

Da brilhante Izzie no seu"A Arte da Preguiça"

As Anas da minha vida



Era uma saia da minha avó Ana.
A minha mãe Ana transformou-a num vestido.
Para quem?
Para a minha filha: Ana.

E hoje, enquanto brincava, olhei para aquele pedaço de tecido que já aqueceu as pernas de uma, ganhou uma nova vida nas mãos de outra e encheu-se da magia da infância no corpo pequenino de outra e voltei a perceber a exclusividade do meu verbo "Anar".

O cheiro do nosso amor

Hoje fomos, ambos em trabalho, para o maravilhoso Palácio do Sobralinho e assim que lá chegámos sentimos um cheiro familiar. 

Não comentámos nada um com o outro a manhã toda mas nos jardins do palácio aquele cheiro recordava-me calor no coração, amor aos molhos. 

Ao regressarmos ele pergunta-me: o palácio cheirava ao nosso amor, não sentiste?

E eu, caraças, gosto mesmo deste homem. 



(Cheirava a jasmim, o cheiro de toda a Tunísia, onde passámos a nossa- primeira- lua-de-mel)

"Ah, Pólo Norte, o verde não é não a tua cara!"

Não fora uma, nem duas, nem três, as alminhas que reclamaram que o verde não tinha nada que ver com a ursa. 
Não percebo, agora querem lá ver que as pessoas têm cores com as quais as suas personalidades combinam mais? 

Sou o quê? Roxo Senhor dos Passos? Amarelo cor de fome? Estou feita ao bife convosco, pá!

sexta-feira, 28 de março de 2014

Mulheres que escrevem bem para cacete

por isso esta guerra que há no mundo eu não percebo: entre mães que trabalham e são sempre acusadas de passar pouco tempo com os filhos e mães que ficam em casa e são sempre subestimadas por quem trabalha. digo-o com orgulho: quando me perguntam digo: sou mãe, estou em casa com os meus filhos. e às vezes ele chega a casa e eles correm à nossa volta e gritam e eu olho para ele e respiro fundo e digo que tivemos um dia difícil: houve birras, leite entornado, ninguém comeu a sopa, não consegui estender a roupa, ela bateu com a cabeça, não almocei. e depois calo-me. calo-me porque na minha cabeça ele teve um dia pior: porque eu também vi a maria a desenhar uma flor. vi o miguel a acordar da sesta e a esfregar os olhos enquanto sorria. vi-a a dançar de mão dada com ele e a darem gargalhadas muito alto. adormeci-a nos meu braços. ouvi-o dizer balão pela primeira vez. ouvia-a a perguntar-lhe: miguelito gostas de mim? abracei-a quando ela escorregou e bateu com a cabeça. ouvi-a dizer obrigada mamã. calo-me porque fizemos um bolo juntos e comemos uma fatia enquanto ainda estava quente. porque levei-os à janela para verem a chuva e eles estenderam as mãos. eles estavam felizes a sentir a chuva. calo-me porque lhes dei banho, enrolei-os numa toalha e levei-os, um de cada vez, encostados ao meu peito para cima da nossa cama. fiz tudo devagar: tinhamos todo o tempo ali, na nossa casa. calo-me: na minha cabeça ele teve um dia muito pior. na minha cabeça de doméstica. na cabeça de quem gosta disto de ser mãe a tempo inteiro. conto-lhe todas estas coisas e ele sorri: sei que ele gostava de cá estar. sei que ele não aguenta mais de três dias sem trabalhar. não somos iguais.
e eu admiro-as: as mães que trabalham. as mães que estão longe dos filhos a trabalhar para lhes dar o eles que precisam. o que elas querem conquistar: as que o fazem por eles, por elas. as que perdem momentos: momentos que elas não sabem que perderam. as que saem de casa e deixam os filhos ainda a dormir: as que não os vêem despertar devagarinho. as que comem sanduíches de perú desfiado em frente ao computador enquanto trabalham depressa para sairem mais cedo: as que não fazem o avião todos os dias ao almoço. as que chegam cansadas e têm de fazer tudo depressa: as que não passaram a tarde no parque a subir o escorrega num dia de sol. as que deitam a cabeça na almofada e sentem que passaram naquele dia pouco tempo com seus filhos: eu estive lá sempre. para mim elas são as maiores. digo-o sem problemas: eu tenho dias difíceis. trabalho muito: limpo, aspiro, carrego, passo: mas as mães que têm de trabalhar para mim são as maiores. os pais.


Ainda sobre aquilo das guerras das mães, um post brilhante da menina no seu "eu, ele, a maria e o miguel"

Querida Anabela,

sim, eu sou a ursa.

Agora não te chibes à Marta, sim?


Restlyling do blog ou "Fui a casa da minha vizinha, envergonhei-me; vim para a minha e governei-me"

Sendo eu uma pelintra e não tendo capital para encomendar um verdadeiro restyling aos talentosos "We blog you", decidi ser empreendedora e fundar a empresa "I blog me". 

O blog tem um look novo ao jeito eco reciclado (o header era antigo, da autoria da queria Rita Pedro) e eu passei umas boas duas horas de volta disto. 

Não sei se gosto mas agora fica assim (o novo Windows não traz paintbrush, não consigo fazer melhor que isto..)

Pedi feedback no facebook do blog e as respostas não se fizeram tardar entre aclamadas expressões como "mau " e "é verde?". Aguardo que alguém me elogie o jeito com um "tem letras?". 

É tão bom contar convosco, pá!

Bohemian sport chic family

Andamos há séculos para comprar umas daquelas tendas bohemian chics coiso para o quarto da Ana, que anda numa fase de fazer tocas sempre que vê uma manta.

Hoje a miuda teve uma noite agitada e acordou mais cedo. Mámen mais querido de sua mulher entregou o corpo às balas e foi o primeiro a levantar-se, deixando-me dormir mais um bocadinho, enquanto começava o dia a brincar com a Ana.

E como quem não tem tenta bohemian chic, caça com tenda sport chic, quando acordei pensei que estava no parque de campismo de Monte Gordo.


(Compra-se na Decathlon, para quem prefere este modelo em vez do bohemian chic coiso)




Note to self: nunca duvidar da capacidade de improviso de um homem que foi escoteiro. (Oh fuck, e se a miúda me sai a ele?..)

Já não praticávamos co-sleeping há uns meses

Hoje a miúda teve uma noite agitada e acabámos por trazê-la para a nossa cama. 
Deverei rectificar o título do post para: já não praticávamos co-sleeping há uns quilos. 


Sinto-me, literalmente, aqueles tapetes de dança depois de ser pisada por uma manada de japoneses que praticam sumo. 

Depois de um périplo de três meses pelas Américas

"Tens a quadro polarização mais específica da semana: Death Valley, California"


O Prezado, graçazadeus, volta hoje!



quinta-feira, 27 de março de 2014

O reconhecimento público da blogger


Sim, público: no paredão de Cascais.

(Obrigada ao graffiter: Carlinhos és o maior!)

A propósito do post anterior e cravanço a um fotógrafo que queira agarrar na ideia!

Nos Estados Unidos iniciou-se uma campanha "End the Mommy Wars" que pretende consciencializar para a necessidade da sociedade civil respeitar a diversidade de escolhas na parentalidade.
Eu, que sou uma defensora da liberdade de escolha, da liberdade de cada família decidir o que é melhor para a sua dinâmica familiar, sem juízos de valor, sem comparações, sem competições de que mãe é mais abnegada, faz mais sacrifícios e gosta mais do seu filho que a do lado, juro que adoraria que se fizesse algo deste género no nosso país.
Já se sabe: o direito à escolha pela não amamentação natural seria a minha bandeira!
Algum fotógrafo quer alinhar numa campanha destas para lançarmos no Dia da Mãe? Bora lá!


Somos sempre mães mais lúcidas com os filhos dos outros

Nem sonhava eu que havia de estar grávida e irritava-me solenemente aquele ar de grávida sofrida que têm as grávidas. Mão no rim, mão na barriga, ar condoído e aquele semblante de desgraçada eram tudo coisas que me irritavam solenemente. Então se toda a gente dizia que gravidez não era doença para quê aquele ar de diva das mulheres prenhas? Para quê? Querem é atenção, é o que é.
Depois eram as recém-mamãs tão histéricazinhas a ver se os bebés respiram enquanto dormem, com a ajuda de um espelho. E que, sofridas, nunca mais pregaram olho com sonos profundos, Marias Madalenas, sempre numa aflição, sempre em sobressalto, sempre numa ralação. Ai, os bebés vão tomar vacinas e as mães choram mais que eles, lágrimas a sério, really? São vacinas, senhoras, é para o bem deles, deixem-se de salamaleiques!
Depois fui mãe e engoli, letrinha a letrinha, palavra a palavra, frase a frase, pensamento crítico a pensamento crítico tudo o que formulei acerca desta matéria.
Já grávida, doíam-me os rins, acariciava a barriga, achava-me o centro do Universo, tinha um ar desgraçado que dava dó. Gravidez não é doença mas no meu caso até foi. Claro, eu era a excepção, todas as outras eram só parvas, maricas, pieguinhas e tontas.
Depois pari e passei a primeira noite a velar a Ana a dormir com medo que ela se engasgasse, desse um pum, sufocasse, morresse de morte súbita e todo um cenário de preocupações materno-histéricas, e culpei as hormonas. Eu não era aquela mãe que eu criticava desde sempre e escondi os espelhos de bolso cá de casa. As vacinas eram o suplício e para me conter e não ficar mais chorosa que ela afastava-me e respirava fundo, "eu não sou dessas mães", repetia vezes sem conta.
A verdade é que sou. Gosto da minha filha da mesma forma que "ninguém gosta mais dos filhos do que eu gosto da minha" que todas as outras mães. Sou aflita, histérica, coração nas mãos, e ralada como todas as outras tontas que eu criticava, minha mãe e avó incluídas.
E hoje dei por mim a ler status de facebook de outras mães que levam os seus filhos pela primeira vez à escola. Primeiro pensamento: "primeiro dia de creche ou de escola, crianças num berreiro, mães a chorarem dentro dos carros, sem conseguirem arrancar com a primeira. Está tudo doido?! Escolaridade? Alfabetização? Helloooo?"
Depois, engoli em seco e auto-flagelei-me pelo pensamento "mania que és melhor c'as outras, pá!"
É que, no fim das contas, somos sempre melhores mães, mães mais lúcidas. Especialmente quando toca aos filhos dos outros.

Deixei passar em branco um dia importante. Muito importante.



No dia 21 de Março era esta a homenagem que aqui deveria ter sido feita.
Aqui está, com o devido atraso.
Mas com a mesma comoção.

Afinal, Inverno, podes ficar mais um bocadinho, põe-te à vontade...



Pólo, a arremassar objectos inusitados desde 1980

Ontem fui a última a sair do escritório. A colega avisou que ia sair e eu fiquei descansada a ultimar um trabalho. 
Um silêncio imperava em todo o edifício. 
De repente ouvi passos. Passos muitos silenciosos. E o barulho de sacos. 
Comecei a ficar com cagufa. Caraças, havia um ladrão no escritório. Olhei em redor e não vi nada com que pudesse atacar o estupor. 
Num acto à Pólo Norte, saquei de um vaso com uma planta que está em cima da estante, enchi o peito e fui de encontro ao larápio. A estratégia era surpreendê-lo, atacá-lo com o vaso, atirar-lhe a terra para os olhos com a planta e o vaso e tudo e fugir. A pé pelas escadas, ainda por cima, que eu tenho um problema com o elevador do edifício. 
O meu coração batia a mil. O cabrão do ladrão estava no arquivo, ouvia cada vez melhor ele a remexer tudo. Aproximei-me e puxei bem alto o vaso, à altura do meu cucuruto e de repente ali estava eu, quase a ter uma síncope nervosa. Com um vaso na mão, pronto a ser arremassado, quando percebo tudo e só tive tempo de o segurar à altura da cintura e estendê-lo como se o estivesse a oferecer:

- "É para regar?"

A empregada de limpeza tinha vindo a um dia em que não era suposto e espreitava por detrás da porta do arquivo, acenando-me no meio dos sacos do lixo que tinha estado a recolher. 

Mas eu existo, caramba?

quarta-feira, 26 de março de 2014

100 Quadripolares que vale a pena conhecer #Joana (16)


""Tive um acidente de carro e fiquei paraplégica. Tinha 10 anos, fiz os 11 na cama do hospital de S. José: um aniversario supimpa! Passou a raiva. Ok pronto, tenho dias de parvoíce, mas nada de muito grave. Já mandei todos os "e se" à vida deles. Se não fosse assim não fazíamos nada e não íamos a lado nenhum"

"Oh, gostava tanto que aparecesses no blog..."
"Gosto muito da ideia e espreito sempre! Mas sei lá, também não tenho nada de especial para contar ..."


Joana

E vale a pena ter um blog (também) por coisas como esta (caraças, e já me puseram a lagrimar como diz o Mantorras!)

"Boa tarde Pólo,

 Queria partilhar esta minha pequena experiência: A minha filha Emília nasceu em Dezembro de 2011, época de Natal. O que, para mim, é sinónimo de comprar uma peça de roupa para o jantar de Natal/Ano Novo.

Mas nesse ano seria diferente. Tinham passado poucas semanas depois da minha filha ter nascido e não me sentia bem no meu corpo e não conseguia comprar roupa. Sabia que a barriga iria desaparecer e que o peito havia de voltar ao seu tamanho normal, por isso não queria comprar roupa para aquele corpo, aquele tamanho.

 E então vi na montra de uma loja um acessório que me chamou a atenção: um lenço com padrão tigresse (sim, Pólo!) e uma faixa rosa – minha cor e padrão favoritos. Era a peça que iria comprar para cumprir a tradição. Era perfeito. Adorava a conjugação da cor/padrão, o tecido, a versatilidade. Adorava-o. E adoro ainda. E talvez um pouco mais, pelo fim que lhe vou dar.

Cada vez que o colocava (e coloco) sentia-me (e sinto-me) linda e maravilhosa, cheia de confiança. Para mim, não é só um lenço. É a maternidade. É o voltar a sentir-me bem num corpo que não era o meu. É o cheiro da minha filha recém-nascida. É a feminilidade. A cor. A força de ser mulher. O reencontro com as amigas (usei-o no primeiro lanche só de amigas, depois de ser Mãe).

E é, sem dúvida, a marca de uma nova fase na minha vida. Uma transformação. Um reinicio. Ao saber da iniciativa “Lenços de Solidariedade”, soube que tinha chegado a altura de abrir mão do meu lenço. Aquele pequeno pedaço de cetim que é uma parte tão grande de mim. Tenho dezenas de outros lenços mas este é especial e sei que continuará a sua “missão” junto de outra mulher. Como eu. Que um dia poderei ser eu.

Vou entrega-lo na sexta-feira ao Clube VII. 

 Obrigada por trazer esta iniciativa até mim.

C.A."

Pólo resgata o galo!

"O nosso galo é bom cantor
é bom cantor tem boa voz
está sempre a cantar
cocoró cocoró
está sempre a cantar
cocorococó

Mas veio um dia e não cantou
outro e mais outro e nao cantou
Nunca mais se ouviu
cocoró cocoró
Nunca mais se ouviu
cocoró cocó"

ENTRA A URSA EM SOCORRO DO BICHO

"Estava rouco e ficou afónico
Ficou afónico e aflito do gargantil
Não podia cantar
cocoró cocoró
não podia cantar
cocorococó

Comprou Mebocaína e não resolveu
Não resolveu e reformou-se
Por invalidez
cocoró cocoró
Por invalidez
cocorococó"

 (Ufa!)

Tirem-me a dúvida, sff!

"O nosso galo é bom cantor
é bom cantor tem boa voz
está sempre a cantar
cocoró cocoró
está sempre a cantar
cocorococó

Mas veio um dia e não cantou
outro e mais outro e nao cantou
Nunca mais se ouviu
cocoró cocoró
Nunca mais se ouviu
cocoró cocó"

O galo quinou?

Como está a arrancar a recolha de lenços para o workshop da Vânia, Pólo Norte?






Dora, a exploradora

Depois da gravidez da Ana começaram-me a nascer pêlos. Muuiiiiitos pêlos. Nos sítios mais inusitados possíveis. Iria dizer tufos de pêlos, mas também, credo, não vamos exagerar. Pronto, muito pelume mesmo, ficaram com a ideia?
Eu acho que foi macumba da minha sogra que sempre se irritou por eu tratar as miúdas lá da ilha por "bigodonas" e vai na volta e cá vai disto, tumbas, um mau olhado e vais ter que fazer a buçaca de quinze em quinze dias. O médico diz que é hormonal mas eu prefiro acreditar na teoria da macumba. 
Vai na volta andava feito maluquinha das pinças. Tenho pinças em todas as malas, no porta luvas do carro, em todas as divisões da casa e até na mala da miúda. Sou uma consumidora compulsiva de pinças (se soubessem o cuidado que estou a ter a escrever este post para não me enganar na palavra "pinças"...). Conheço de cor todas as marcas de cremes depilatórios, bandas de cera, roll ons de cera e até já andei a ver rituais tipo dança da chuva dos índios para afastar o pelume. A coisa está tão má que há dias senti-me solidária com o Tony Ramos. Foi aí que me caiu a moeda: tenho que tratar da depilação definitiva. 
Não fui de modas e pesquisei em todos os sítios científicos. Mentira, andei à procura de recomendações em blogs e voilá... todos os caminhos foram dar à Dora. Ao que consta por essas redes sociais fora é que a Dora é a guru da depilação a laser.
E tratei de falar com a Dora. 
A Dora, pacientemente, lá me explicou a diferença entre depilação a luz pulsada e a lazer e de repente parecia que estava a falar com uma doutorada em pelume, que a mulher sabe tuuuudo sobe pêlos, pelo que, de repente eu queria a Dora na minha vida. Mais do que pinças que não ficam frouxas, mais que bandas de cera que não arrancam a alma, eu queria urgentemente a Dora!
Dora, a exploradora de pele macia. Dora, substantivo do verbo adorar que é o que espero que venha a acontecer depois do dia de hoje, onde vou ser submetida a uma análise científica a todas as pelosidades existentes no meu ser.
O meu objectivo é ficar com cabelo e pestanas. Vá e sobrancelhas, que acho pavoroso as senhoras que acabam os seus dias a desenharem riscos com lápis dos olhos no lugar anteriormente ocupado pelas sobrancelhas.
Morra a Veet, morra, pim!

(Torçam por mim. Logo vos conto.)

100 Quadripolares que vale a pena conhecer # Vera (15)


" O que eu sinto em relação ao meu filho que (não) nasceu às 24 semanas?
Sinto que eu sou mãe, tenho um filho chamado António. 
Só que ele não veio comigo para casa."


Vera

100 Quadripolares que vale a pena conhecer # Leonor (14)


"Tenho duas avós macaenses. E pais macaenses. E tios macaenses.

Gosto de jogar mahjong. Gosto da verdadeira comida chinesa, aquela que se faz cá em casa, e não a que se come nos restaurantes asiáticos do ocidente. Tenho olhos rasgados. Tenho alguma paciência, que não totalmente de chinês. Tenho vontade de ir desbravar o mundo asiático, onde nunca fui.
Gosto do barulho das pedras do mahjong quando as baralhamos.
Da Europa? Tenho o espírito de aventura e de conquista que me levará a conhecer Macau das minhas origens.
Mas também tenho muito entranhado o fado português, apesar de ser uma pessoa que vê o copo sempre meio cheio."


Leonor

terça-feira, 25 de março de 2014

Há quem tenha teorias sobre o desaparecimento do avião da Malásia. Eu tenho sobre o aparecimento da Teodora Cardoso # 2

ressuscitada 

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Até me vieram as lágrimas aojolhos, pá!

Durante a minha infância, depois de cada cirurgia ortopédica (foram várias, dezenas) o período de recuperação era lento, tão lento quanto o tempo sem mobilidade pode custar a uma criança vivaça como eu era. 
O tempo de reabilitação, quase sempre passado no CRM de Alcoitão, era demorado e passado em etapas: as da maca, as da cadeira de rodas (normalmente a etapa mais demorada), a das canadianas e, por fim, novamente a da aprendizagem da marcha autónoma. Eram meses e meses seguidos passados no Alcoitão, a ver sentada a minha infância a passar. 
Por isso, hoje, ao ler a notícia do "The Independent" vieram-me as lágrimas aos olhos. 
É que eu sei a diferença que isto vai fazer na vida de muitas crianças, desejosas de enfrentar o Mundo de pé, de olharem para a infância de cara e corpo erguidos. E estou mesmo, mesmo feliz. 

(link da notícia: aqui)

Há quem tenha teorias sobre o desaparecimento do avião da Malásia. Eu tenho sobre o aparecimento da Teodora Cardoso # 1



pilinha



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Recordando o post do primeiro dia de natação da Ana para contextualizar um post que se há-de seguir

"A Ana tinha feito uma sesta pequenina e eu insisti em dar-lhe um lanche mais levezinho. Fui o caminho todo a rezar para que não abrisse num berreiro assim que chegasse ao Clube VII.  
Primeiro pré-requisito cumprido: a professora é gira q.b. É que parecendo que não, é o pai que a acompanha nestas aventuras aquáticas e a mim cabe-me assistir de camarote. Não literalmente, mas quase. Mas ter o meu homem num tanque com águinha quente com uma gostosona era coisa para me fazer perder o medo e ter a depilação sempre em dia e substitui-lo em menos de um ai. Portanto: gira q.b. é nice. 
A Ana está mesmo maior desde os últimos périplos da natação. O fato de banho novo comprova-o. Uma mega recomendação: as toucas de malha fazem mesmo toda a diferença, zero lágrimas na hora de colocar e tirar a touca ao contrário do inferno que era com a de silicone. 
Entrou com muita naturalidade na água e... abriu num berreiro. Menos mal que é para professora ficar logo traumatizada: a partir disto só pode melhorar. E também para se desfocar dos olhos azuis de mámen. Tumbas! Linda, filhinha da mãe, belíssimos pulmões!
Aos poucos e poucos foi serenando e deixando de trepar pelas costas do pai acima como se fosse um gato escaldado. A professora ofereceu-lhe o primeiro brinquedo aquático: "Olha um patinho, Ana. Como faz o pato?"- incentivou o pai, todo lampeiro,apesar da professora ser apenas gira q.b. "Miauuuu!". 
                             

Aos poucos e poucos a Ana foi apreciando a aula. Ela, o pai e a professora, apenas os três muito tranquilos na piscina de bebés. Sem miúdos maiores a chapinharem à volta, sem pessoas mais velhas a terem usado a água antes, sem aquele cheiro a cloro/lixívia que arranha na garganta. Começou a brincar com os "chouriços", depois com a professora, que é querida e teve tanta paciência e atenção exclusiva para a Ana que, de repente, começou cada vez a ficar mais gira aos meus olhos. 
A aula acabou num ápice. A pele da Ana lisinha e sem alergias. A fralda limpinha e sem cocós. 
No balneário, exclusivo para bebés, demos logo banho à Ana numas banheiras próprias, secámos-lhe o cabelo com secador e foi tudo tão tranquilo que uma pessoa até estranha. 
Pedi feedback a mámen: "Ah, a professora até que é gira!"- foi a resposta. 

Vou ali marcar hora na depilação que, para a semana, estou lá eu batida. "

segunda-feira, 24 de março de 2014

A minha nova velha torradeira




Ando a chorar há meses à pála da torradeira assassinada por um cabrão de um morcego. 
Mámen acabou de me oferecer um substituta: uma torradeira de bico de fogão!
Eu não percebo nada da mecânica desta coisa mas acho que é mais maneirinha para acertar em bicharocos.

Deverei agradecer?

Onde posso entregar os meus lenços, Pólo Norte?

Os lenços devem ter, no minimo, 1 metro de largura mas quanto maiores melhor. O tecido tem que ser macio. Algodão é bom. Diz a Vânia que as carecas ficam sensíveis.

Assim, eis as quadripolares que se juntaram como pontos de recolha oficiais dos lenços:

Jardim da Cerveja- Cascais
Agrupamento de Escolas Ibne Mucana- Alcabideche
Escola Superior de Saúde da Cruz Vermelha Portuguesa- Lisboa (Avenida de Ceuta)
Colectividade Lisboa Clube Rio de Janeiro- Lisboa (Bairro Alto)
Clube VII- Lisboa (Parque Eduardo VII)
Confraria da Empada- Lisboa (Edifício Tonik Laranjeiras)
Lx Factory- Lisboa (na portaria, ao cuidado da Paula Pinheiro Rocha)
Sweet Handmade- Lisboa (Rua Pinheiro Chagas, 33)
Bloem - art of nature- Lisboa  (loja de flores do Saldanha Residence, Saldanha, Lisboa)
Remax Capital- Lisboa  (Av. Miguel Bombarda nº 65A- esquina com a Av. 5 de Outubro)
Confraria da Empada- Belém (Centro Cultural de Belém)
Remax Capital- Lisboa  (Av. Miguel Bombarda nº 65A- esquina com a Av. 5 de Outubro)
Associação dos Moradores da Portela- Portela (Parque Desportivo da AMP,  Av. da República- Portela)
Confraria da Empada- Oeiras (Rua Carlos Paião, Vila Fria-Oeiras)
2be Centro de Estética- Oeiras (Rua Ernesto Veiga de Oliveira , nº 14 A, Oeiras)
Loja Kopie- Oeiras (Urb. Moinho das Antas Rua do Chafariz, 13-A- Oeiras)
Confraria da Empada- Carcavelos (Riviera Center)
Bloodoathtattoos- Sintra (Rua Serra de Baixo nr18 Algueirão)
A Abastecedora de Massamá- Massamá (R. Direita de Massamá 142 A)
Loja MK - Mister Kim- Montijo (Rua Joaquim de Almeida, nº56 e 62 - junto ao Cine-Teatro Joaquim D'Almeida)
 Restaurante Fortaleza- Aveiro (Rua da Pedreira, São João De Loure)
Sapataria Cecil- Porto (Rua Alexandre Braga nº21, traseiras do Mercado do Bolhão)
Clínica Médica e Dentária Dra. Sílvia Clarisse Costa - Maia (Rua Dr. David Ramalhão, nº 38 Moreira)
Café Inovador- Maia  (Travessa da Mouta, 150)
Farmácia Santos- Braga (Rua São Vicente)
Universidade Sénior - Balão de Ideias- Braga (Rua dos Capelistas nº93, S. João Souto)
Conto de Fadas- Viana do Castelo (Rua Gago Coutinho, nº113, Viana do Castelo)
Farmácia Salgado- Golegã
Mercearia de Marvão- Marvão (Rua do Espírito Santo, Marvão)
Consultalen Clínica - Évora (Rua Virgílio Ferreira, n.º1- junto à Praça Baden Powel- Quinta da Soeira Évora- horário - Segunda-feira (8h-21h); Terça e Quinta-feira (16h-19h); Quarta e Sexta-feira (14h-19h)
Sónia Sousa-flores e plantas- S. Miguel- Açores ( Rua dta da madalena nº42- S. Roque)
Talho Rosa- S. Miguel- Açores (Mercado da Graça)
Veigas Imobiliária- Albufeira (Estrada de Santa Eulália - Edificio Santa Eulaliamar Lote 3, Loja 11)

(2be- Oeiras)
(Sónia Sousa flores- S. Miguel)

(Conto de Fadas- Viana do Castelo)




12 de Abril: o cabelo cai, cai, o lencinho faz sorrir

Já aqui falei da Vânia e do seu blog. O que muita gente não sabe é que a Vânia vem visitar a pátria-mãe durante o mês de Abril com dois propósitos: lançar o seu livro bem como realizar um workshop subordinado ao tema da sua campanha "Lenços de Solidariedade".
"E porque tens tu que meter o nariz onde não és chamada, ursa?"- perguntam-me vocês.
Depois da morte do Rodrigo fiz uma promessa que nunca mais personalizaria a minha ajuda apenas a uma pessoa. No aniversário da Ana a recolha de possíveis dadores de medula óssea era dedicada a todos os que sofrem com a merda do cancro e precisam da esperança de um dador. Não acho que seja à toa que, um ano depois do "Todos por Um", a Leididi e a Vânia tenham-me honrado com o convite para fazer parte desta equipa que vai ajudar a Vânia a semear esperança em muitas mulheres vítimas da maldita doença. 
Então, cá vai disto:

O quê? Workshop "Lenços de Solidariedade"
Quando? 12 de Abril, a partir das 14 horas
Onde? Escola Superior de Saúde da Cruz Vermelha Portuguesa
Destinatários? Mulheres que vão começar quimioterapia (ainda com cabelo, futuras carecas), em quimioterapia (carecas) e as que terminaram a quimioterapia nos últimos 2 meses (recentes ex-carecas).
Em que consiste?

(cartaz provisório)

Como é que, não tendo cancro mas identificando-se com a causa, podem ajudar?
- Enviando lenços para:  Jardim da Cerveja (a/c da Vânia Castanheira) Rua Frei Nicolau Oliveira, 28, 2750 Cascais
- Entregando os vossos lenços nos pontos de recolha oficiais, identificados com o cartaz respectivo da campanha. Para já podeis fazê-lo em todas as lojas da Confraria da Empada
Loja 1: Rua Carlos Paião, Vila Fria-Oeiras 2740-028 Porto Salvo
Loja 2: Riviera Center, Carcavelos (Todos os dias - 9h às 22h)
Loja 3: Edifício Tonik Laranjeiras, Lisboa (2ª a 6ª-8h ás 20h | Sáb.-9h às 17h)
Loja 4: Rua Bartolomeu Dias - Centro Cultural de Belém - módulo 3, loja 4
bem como na Escola Superior de Saúde da Cruz Vermelha Portuguesa, na Avenida de Ceuta, em Lisboan na portaria, entre as 07h e as 23h, ao cuidado da professora Sandra Alves
- Tendo uma loja ou negócio e tornando-se ponto de recolha oficial de lenços (enviem-me um email que vos farei chegar o cartaz da campanha)
- Sendo patrocinadores do evento através do fornecimento de contributo para o lanche, se forem maquilhadoras ou manicures profissionais podeis voluntariar-se para estar connosco nesse dia ou mesmo oferecendo brindes para serem entregues a estas mulheres guerreiras.
- Assistindo ao lançamento do livro da Vânia, cuja data apressar-me-ei a divulgar-vos.

E se eu for uma careca, posso-me juntar?
Ainda não enviaste o email para te inscreveres? imprensa@minhavidacomigo.com

Onde quer que esteja, o Rodrigo faz-me entender a missão que, sem nunca chegar a saber, me deixou. Quem está comigo?

Que trouxeste do Lisbon Kids Market, Pólo Norte?

Vontade de comer sementes de chia, bajas de goji, sumos verde-vómito detox e de correr. 

Mentira!


Nha terra quadripolarizada!


Muito mais seguros agora

"Espectáculo!! É a única palavra que com que posso classificar o novo edifício da Policia Judiciária. Em primeiro lugar só custou 90 milhões de euros, depois vai ter um heliporto!! Uuuuuaaauuuuuuu!! Em segundo mal se entra há um passadiço de vidro à prova de bala, devido aos constantes ataques que o policias eram alvos, agora podem passar e dizer adeus aos atiradores sem serem baleados. A cave tem 300 metros quadrados e autonomia para vários dias em casos de ataques de terroristas (Não é a nossa classe politica a verdadeira terrorista?). Também na cave há uma carreira de tiro para os Pj's treinarem, excelente!! Mas esperem lá... os nossos policiais não têm falta de munições?? Segundo Pedro do Carmo o heliporto não terá grande uso, mas pode ser usado de vez em quando ao combate do narcotráfico, ahahhahahhahahah. Por último a cereja no topo de bolo, para que não pensem que os policias da judiciária são uns gajos incultos, a sede será decorada com quadros de Paula Rego, Botero, Miró, Picasso e Chagall, entre outros artistas baratinhos. Realmente, temos dois países dentro de um só. De um lado lutam na escadas da assembleia por ordenados dignos, por não terem de pagar fardas, pro terem carros rápidos e condições de trabalho dignas. Do outros passeia-se entre obras de arte e edifícios "topo de gama", com funcionalidades que provavelmente nunca será aproveitadas. Sabem o que me apetece dizer a toda esta corja de politicos que nos gozam à descarada? Vão para a grandessissima P%t# que vos pariu!!!"

Do André no seu "Um frame com vida"

Como amolecer uma ursa?- exemplo nº 5

"Olá Olá 
 Eu sou a Ana, tenho 19 anos e devo dizer que Admiro com 'A' mesmo muito maiúsculo tudo aquilo que fazes. E não quero pedir nada, aliás, quero! Quero a morada para poder enviar uns biscoitinhos para o lanche das senhoras da quimioterapia. 
 Achei importante dizer-te que foi graças a ti e ao teu blog que doei o cabelo, que incentivei pessoas a participar em campanhas de doação de medula, que andei a virar casas inteiras à procura de lenços para tapar cabecinhas de quem tem frio (e ambas sabemos a que tipo de frio me refiro).
 Quero que tenhas conhecimento disto, não porque eu tenha feito alguma coisa de especial, mas para demarcar mais um pouquinho a certeza de que efectivamente moves corações. 
 Quero também deixar claro que para os meus lados (Coimbra, Mira, Aveiro e arredores), terás sempre uma amiga/colaboradora para toda e qualquer coisa que seja preciso. Um beijinho do tamanho do teu coração"

Pronto, e já ganhei o dia!

domingo, 23 de março de 2014

Obrigada, querida Beijo de Mulata!



- "Começo a achar que isto não vale uma dentadura."


Patrícia Lopes- "A Missão- Diário de uma médica em Moçambique"




(Não consigo parar de rir. Mámen amuou.)


Sabem aquele dia em que vossa sogra aprende a fazer corações com o teclado?

<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3<3

Chegou.


(E o meu facebook mete nojo de tanta fofura!)

O fim do Outono celebrado pela Ana

No jardim cheio de meninos "bem" uns levavam trotinetes, outras patins, umas brincavam com bonequinhas que não queriam partilhar.

Eu e o pai esqueceramos de levar um brinquedo e temíamos uma birra. Ou só a tristeza de quem não traz um brinquedo.

Mas eis que a Ana descobriu um brinquedo e nos deu uma lição sobre a educação não formal.
E sobre a magia da infância.








Sabem aquelas primas em 15º grau que só viram uma vez na vida, num casamento na terra dos vossos avós, que vos adicionam no facebook e depois começam a comentar todas as fotografias, status, gostos com frases como "linda priminha!" e fofices do género e são umas reais sodas?

Acho que eu era a única pessoa que ainda não tinha nenhuma espécime dessa nos meus contactos de facebook.

Infelizmente, já não sou.

sábado, 22 de março de 2014

Há um exercício das dinâmicas de grupo que pergunta que objectos, de entre uma lista pré-fornecida, uma pessoa manteria consigo em caso de naufrágio.

A Ana explica:


Dois tupperwares roubados da cozinha
Uma colher
Uma chucha (com corrente incluída)
Um Noddy insuflável

E vais à caça de roupas para a Ana no Lisbon Kids Market, Pólo Norte?





 

Not really.

(Procurem pela banca da Manana Acessórios e percam-se!)

AGENDA QUADRIPOLAR | Lisbon Kids Market

A família ursa não faltará!

Toda a gente tem um poema preferido (a propósito do Dia Mundial da Poesia)



Já gastámos as palavras pela rua, meu amor,
e o que nos ficou não chega
para afastar o frio de quatro paredes.
Gastámos tudo menos o silêncio.
Gastámos os olhos com o sal das lágrimas,
gastámos as mão à força de as apertarmos,
gastámos o relógio e as pedras das esquinas
em esperas inúteis.
Meto as mãos nas algibeiras
e não encontro nada.
Antigamente tínhamos tanto para dar um ao outro!
Era como se todas as coisas fossem minhas:
quanto mais te dava mais tinha para te dar.
Às vezes tu dizias: os teus olhos são peixes verdes!
e eu acreditava.
Acreditava,
porque ao teu lado
todas as coisas eram possíveis.
Mas isso era no tempo dos segredos,
no tempo em que o teu corpo era um aquário,
no tempo em que os meus olhos
eram peixes verdes.
Hoje são apenas os meus olhos.
É pouco, mas é verdade,
uns olhos como todos os outros.
Já gastámos as palavras.
Quando agora digo: meu amor...,
já se não passa absolutamente nada.
E no entanto, antes das palavras gastas,
tenho a certeza
de que todas as coisas estremeciam
só de murmurar o teu nome
no silêncio do meu coração.
Não temos já nada para dar.
Dentro de ti
não há nada que me peça água.
O passado é inútil como um trapo.
E já te disse: as palavras estão gastas.
Adeus.

sexta-feira, 21 de março de 2014

100 Quadripolares que vale a pena conhecer #Marta (13)




"O momento mais duro da minha vida não foi um, foram vários. Será sempre o momento de dizer adeus a alguém que amo, não há maior dureza na vida. Este coração tem muitas cicatrizes e ainda algumas feridas abertas.
Hoje a minha avó decidiu partir, deixou-me com a primavera... hoje tenho o coração em sangue, não sei dizer adeus, sabes?
Sou má de março, de dezembro e de meses a mais para um ano só."


""Com 10 anos achava que alguém com a minha actual idade seria contemporâneo do Matusalem por isso não projectava nada para aquilo que pensava ser a 3ª idade. Lia Patinhas, Mônicas e andava de bicicleta, esfolava os joelhos, era feliz. 
Depois cresci."

Marta

Oh no, a ursa meteu-se a organizar outra festa!

Mámen diz que pede o divórcio desta vez.

Como fazer smokey eyes? Pólo Norte explica.

Pintas os olhos com "lápes" e sombra. 
A "maquiage" fica nem boa nem má uma grande merda. Normalita, vá. 
Vais à festa. 
Chegas da festa. 
Adormeces no sofá depois da rambóia. 
Acordas de manhã, olhas-te ao espelho e lá estão eles, nascidos de geração espontânea durante a noite: os smokey eyes. *


(*Eventualmente, também ficas com smokey bochechas, mas isso agora não interessa nada. )

Breves considerações acerca do baile do Canal História #3

Estava lá a blogosfera com blogs com mais de dez visitas em peso.

Ainda achei que, de vingança, iriam chamar famosas a sério para comentarem em directo os outfits de nós todos.

(Mas ainda bem que não: teria sido uma tourada, não um baile.)

Breves considerações acerca do baile do Canal História #2

A administradora do Canal História tem uma pronúncia estilo Ratzinger e quando agradeceu aos accionistas parecia mesmo que estava a dizer "obrigada às féxionistas". 

Com o susto, ia-me engasgando com um azeitona do acepipe. 

Breves considerações acerca do baile do Canal História #1

Ninguém bailou.

quinta-feira, 20 de março de 2014

A sensibilidade dos meus sogros

Mámen liga, ao fim da noite, a desejar feliz dia do pai ao meu sogro (safou-se com a diferença horária).

O meu sogro, meio amuado, logo respondeu: "Olha,estava a ver que não me ligavas..."

Resposta da minha sogra para o marido: "Olha bem bom, dá-te por contente, o pai do xpto ali da Calheta recebeu uma prenda do dia do pai e pêras e logo cedinho, pela fresca. O filho estava tão entusiasmado que até lhe arrancou os olhos com os dentes..." (sim, é um link)


Como já vão as coisas no grupo privado do evento do Canal História (uma espécie de pré-Óscares)

"A Dadinha, filha de uma tia de Cascais, começou a namorar o Carlos.
Dias passados chega eufórica a casa e dirige-se à mama (que por sinal estava no meio de um chá com outras tias), nestes termos:
- Mama, mama, o Carlos hoje deu-me uma queca...
Após a saída das tias, a mama chamou a Dadinha e disse-lhe
- A menina quando se quiser referir a sexo, nao utilize a palavra queca, mas diga por exemplo "estrelou um ovo" que a mama entende.
No dia seguinte, chegou radiante e disse:
- Mama, o Carlos hoje estrelou 2 ovos...
Passado uns dias vem de novo aos gritinhos e a mama interrompendo-a disse:
- Já sei , já sei hoje estrelou 3 ovos...
- Nao, mama - retorquiu a Dadinha - hoje lambeu a frigideira."


(Não perguntem o contexto...)

Dramas de uma não-féxionista à porta de um evento féxion

Como responder  eufemisticamente que o vestido é da Colecção Mango 2009 e os sapatunfos da Feira Internacional de Carcavelos?

Sabes que escolheste as pessoas certas para irem contigo a um evento quando...

... o título do evento criado no facebook para discussão dos preparativos é "Bailarico do Truman" e se discute se se podem levar máscaras daquelas de dormir em vez de máscaras de fantasia, se pedem os nomes dos cônjuges para incluir na guest list e uma das convidadas (lesionada) responde que só leva uma canadiana mesmo, ao que outro dos convivas sugere que podemos arranjar-lhe um nome e que pode ser Catarina, como a D. Amélia chamava à bengala, nos seus tempos de velhice  e quando, finalmente, se pergunta como é da combinação (horas e tal) alguém afirma, peremptoriamente, que não leva combinação: que isso é coisa de velha. 

Os meus amigos são, decididamente, melhores que os vossos: aguentem-se!

quarta-feira, 19 de março de 2014

O ano passado foi assim... (repost)

Ao Pai cá de casa (para mim, sempre, Mámen!)


... hoje é o teu dia, este, a coroar todos os que já se somam e os que se seguirão. Hoje é o meu dia também, um dia do Pai com Pai, ainda que não o meu, o que foi escolhido por mim. Hoje é o dia da Ana, cópia de ti, olhos de mar, sorriso húmido como as brumas das ilhas. Filha. 
Ofereceste-te por inteiro e hoje és o Pai desta casa, ofereceste-me um Pai para dedicar a uma filha, tão linda, tão tua, tão nossa. 
Hoje é o teu dia e queremos que saias cedo do escritório. Gostamos de ti assim, calmo e pachorrento, cool e divertido, adulto e ao mesmo tempo criança. Tu tens sempre vagar, Pai cá de casa, e quando te apressam dizes como quem tem todo o tempo do mundo que "o mar é já ali!" Não gostas que te pressionem e vives ao ritmo da dolência das ondas do mar dos Açores, azul como os olhos da Ana. É uma questâo de metabolismo insular.
No entanto, Pai cá de casa, sabemos que o tempo pára quanto pegas na Ana ao colo, lhe fazes cócegas na barriga, brincas com os lábios barulhentos na curva do seu pescoço ou a atacas com uma crise de beijos sem fim. Sabemos que aí, só aí, não há pressa nem tempo e gostamos quando nos confidencias que durante o dia de trabalho fechas os olhos, tão iguais aos dela, e te concentras nesse azul tão vosso, no riso dobrado e te apetece dar corda aos ponteiros do relógios e varreres o tempo para te juntares a nós. Aqui, onde a vida passa ao ritmo dos teus Açores. 
Sabemos que, durante o teu dia de trabalho, o mar às vezes está longe e não é já ali. Que o tempo tem que ser mastigado, que o ritmo te esgana o compasso da vida e que só tens pressa de voltar a casa, filha nos braços, colo do tamanho de um oceano. 
Por isso, Pai cá de casa, queremos dizer-te que o teu posto de abrigo é aqui. Pedir-te para te apressares de todas as obrigações, para beliscares os ponteiros dos relógios quando as horas nos apartam e que te lembres dos olhos cor de mar da tua filha, que te espera com um sorriso de estrela. Estrela do Mar. Porque aqui, Pai cá de casa, o tempo tem outra dimensão e é vivido à velocidade do amor. Porque aqui podes ser tu. E esperamos-te sempre com olhos de riso e de mar.
Porque, afinal, o mar é já aqui. Amar é já aqui. 

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