Ana levanta-se a meio da noite. Ouvimo-la, meia zombie, a ir à casa de banho.
Oiço-a a ligar o interruptor, a agarrar no redutor e a subir o degrau.
Oiço um barulho estranho que me parece o redutor a bater na loiça. Oiço um choro.
Encontro a Ana quase soterrada na sanita, a chorar, muito sentida.
Mámen tinha deixado a tampa da sanita levantada...
domingo, 31 de maio de 2015
quarta-feira, 27 de maio de 2015
Blogger procura lésbica para encontro casual
O Bairro do Amor levará a cabo uma sessão fotográfica, inspirada nesta iniciativa, no Porto, no próximo sábado à tarde.
Estarão presentes várias mães que defenderão o direito à escolha, ao livre arbítrio, à liberdade de fazerem opções diferentes de acordo com o que mais se adequa às suas vidas e dinâmicas familiares.
A Elisabete estará a fotografar. A Ângela será a anfitriã e temos já todas as participantes seleccionadas e convocadas , à excepção de... uma mãe lésbica que queira dar a cara pela causa!
Procura-se, portante uma mãe lésbica.
O Bairro do Amor promete uma tarde divertidíssima a Norte!
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Bairro do Amor
domingo, 24 de maio de 2015
Batemos no fundo
A nova música preferida da minha vida é uma música caipira brasileira que fala de um Macaco Simão.
Repito: cai-pi-ra.
Nem sei que diga.
A PARTICIPAR | Tricota esta ideia
O desafio lançado ao Município da Amadora e a vários outros do país foi o contributo de quadrados de lã de 30 x 30 cm, feitos em tricô ou croché, que serão unidos e expostos, a partir de 17 de Junho, na Exposição Colectiva de Trabalhos do Programa AmaSénior|Viva+ na Amadora.
O “Tricota esta Ideia” tem o fim previsto para Outubro de 2015 com a candidatura ao Guiness World Book of Records, contando ter a Maior Manta do Mundo, feita por um país inteiro.
Os quadrados deverão ser entregues ou enviados até 5 de Junho para:
Município da Amadora
Divisão de Intervenção Social
Centro da Juventude Multigeracional da Amadora
Travessa de Santa Teresinha
Brandoa
2650-118 Amadora
Para mais informações pode contactar:
Tel.: 214369053
Fax: 214920577
E-mail: accao.social@cm-amadora.pt
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a participar,
Sugestões quadripolares
Deixei de beber leite há 5 meses: as vantagens de deixar de beber leite
Tenho que confessar que não senti mudança, rigorosamente, nenhuma.
sábado, 23 de maio de 2015
Maternidade: definição quadripolar
Quando ela é feliz o meu coração pula como quando passamos depressa de carro numa lomba e a seguir há uma descida íngreme.
Museu dos coches em directo
Agarraram nos coches e despejaram-nos aqui, estacionados num edifício onde ficam meio perdidos, num espaço descaracterizado, sem história e que mais parece um armazém.
Ainda bem que hoje não se paga bilhete.
Ia ficar a chorar o meu dinheiro o resto do mês.
sexta-feira, 22 de maio de 2015
Amor a dobrar
O Bairro do Amor vai, durante o mês de Maio, e ao abrigo do seu Movimento 12:12 apoiar o início de uma família a estrear. Uma família que se vai tornar família porque à mãe se juntarão os gémeos que estão prestes a nascer. Dois pequeninos, prematuros, que se farão anunciar assim que os médicos derem o ok, garantindo a maior segurança de todos os intervenientes. Deve ser esta semana.
Esta mãe é empregada doméstica e tem muitas limitações não só a nível financeiro mas também ao nível das suas competências de parentalidade acrescidas ao facto de não ter uma rede social de suporte familiar consistente.
Ora, o Bairro já tratou do mais importante: uma vizinha enfermeira vai acompanhar, durante um mês, esta família em termos de apoio domiciliário e será a "madrinha do Bairro" destes bebés. E estará sempre disponível, num regime de tutoria, para ajudar esta mãe.
Posto isto- que é o mais importante- o Bairro usará todo o seu orçamento do 12:12 referente ao mês de Maio mais os donativos dos dois últimos meses da marca Mirtilo (obrigada Raquel!) e ainda mais donativos que chegaram, propositadamente, para este efeito para tentar comprar um carrinho em segunda mãe de gémeos. Os carrinhos custam os olhos da cara na Kids to Kids e na OLX mas pedimos a todos os possíveis particulares que leiam este post que nos ajudem a encontrar uma solução exequível. Queremos mesmo resolver esta questão! Idealmente o carrinho deveria ser da Pré-Natal pois temos dois ovos de oferta desta marca que seriam compatíveis, poupando-nos dinheiro.
Já temos banheira, roupinha (mas mais será bem-vinda), temos um esterilizador a frio da Chicco, temos mantas e roupa de cama, temos toalhas. Temos dois berços.
Falta-nos creme muda fraldas, compressas/toalhitas, fraldas às carradas, fraldas de pano, mala de passeio ( para transportar fraldas e mudas de roupa, etc). É capaz de a mãe vir a precisar de uma bomba de leite para extrair em casa se os bebês ficarem internados mais tempo que ela e sacos de congelação próprios - se alguém puder emprestar a bomba era boa solução. Soro fisiológico, aspiradores nasais. A mãe pode precisar de discos de amamentação, também.
Como sabem o Bairro do Amor não foi criado numa perspectiva assistencialista. Não iremos sustentar esta ou outra família ad eternum. O Bairro do Amor foi criado para ensinar a pescar, para dar um empurrão na vida de pessoas e de ajudá-las a estruturarem-se com os recursos que têm.
É isso que queremos fazer este mês: ajudar esta mãe no seu novo papel, ajudar esta mãe nas despesas iniciais de forma a levar já um balanço para os tempos que se avizinham e ajudar estes bebés a um início de vida mais leve, para que todas as preocupações desta mãe, nesta fase, se resumam a descobrir em si o que é o amor de mãe. Neste caso, para melhorar tudo ainda, a dobrar.
Contamos convosco?
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PROGRAMA QUADRIPOLAR | Ô HOTEL & RESORTS
No último fim-de-semana fomos muito felizes
E confirma-se: são mesmo valentes! Aqui vão as 10 grandes dicas para quem quer passar férias em família num sítio espectacular em BBB (bom bonito e barato):
1- O Ô Hotel & Resorts, mais conhecido na região como Hotel Golf Mar, fica a 50 Km de Lisboa. É por esse nome que devem perguntar aos transeuntes no Vimeiro para não correrem o risco de irem parar ao cu de Judas no meio de nenhures. Entrámos numa terriola lá perto e- perdidos- tivemos o seguinte diálogo, num café à berma da estrada:
Eu- "Olhe desculpe sabe-nos dizer onde fica o Ô Hotel?"
Senhor do café-" Desculpem?"
Eu- "Errr, o Golf?"
Senhor do café- "Só um bocadinho que vou ver se ele ainda cá está"
Senhor do café aos groitos para o cozinheiro- "O Golf ainda está por aí?"
Senhor da cozinha aos gritos para o senhor do café- "Não, pá, já saiu!"
Senhor do café para mim- "Já agora podia-me dizer porque está à procura do Golf"
Eu- "Para lá ir dormir?"
Senhor do café- "Com o Golf?"
Mámen a olhar muito sério para mim- "Com quem? Dormires com quem?"
Mámen a olhar muito sério para mim- "Com quem? Dormires com quem?"
Eu- "Queremos saber do hotel perto do golf, o Hotel Golf Mar, está a ver?"
Senhor do café- "Ah, credo, já não estava a perceber nada! É que nós temos um colega a quem chamamos golf, sabe? Estava-me já aqui a meter num caladinho que ele é casado..."
Parecia um sketch do Little Britain, juro.
2- Não se deixem enganar quando virem que é um hotel de 3 estrelas porque o serviço, o conforto, a oferta de pequeno-almoço e das outras refeições, o spa, as piscinas, a vista e os parceiros são 5 estrelas e meia. Este hotel é a nossa cara por ser BBB: é bom, é bonito e é barato. E como sabem eu sou pelintra, pelo que, quando digo que a relação qualidade-preço é tão boa que até o pobre desconfia vão por mim: vale mesmo a pena.
3- É um hotel que mais parece uma casa e que estamos entre família. Depois de três dias já a sabíamos que as gémeas que nos serviam no restaurante se chamavam Ana e Susana e elas já sabiam que nós gostamos de rosé fresquinho (e a quem a Ana cantou os parabéns porque acha que sempre que há velas numa sala é porque alguém faz anos e desta vez lembrou-se que a Susana era a aniversariante, coitada da senhora!), que a menina do spa tinha tirado termalismo nas Caldas da Rainha e que tinha estagiado no também maravilhoso Grande Hotel das Caldas das Felgueiras e ela já sabia que eu gosto de massagens com força no lombo, que o Abílio do Clube Aventura tem uma pronúncia que denuncia que nasceu em Ponte de Lima e que ele conhece a terra dos meus avós e que o Clube Aventura é o quarto dos brinquedos ao ar livre para os miúdos que ali se hospedam com duas amigas de brincadeira maravilhosas: a Cármen e a querida Francisca, que a Ana queria trazer para casa à laia de recuerdo. Nós tivemos ainda um bónus: encontrámos o padre que nos casou e do qual mámen é amigo depois de alguns anos desencontrados e foi um encontro tão mas tão feliz com o padre Cruz que, nem que fosse só por isso, já tinha valido a pena. O que prova que se o Cruz escolhe aquele hotel para os seus retiros espirituais então o hotel só pode mesmo ser top.
4- A vista do mar é inspiradora e propícia à prática da procriação. O hotel fica numa falésia mesmo em cima da praia de Porto Novo, muito pertinho de Santa Cruz. À noite ouve-se o mar e de manhã a luz sobre o mar é inspiradora. A Ana olhou pela varanda assim que acordou e lançou um poético "Olha mãe, as ondas estão a chegar!" Tendo em conta a quantidade de bacoradas que a minha filha diz por minuto só se pode acreditar que o hotel inspira mesmo. Até os mais incautos.
5- A comida é brutal. Pronto, como sabeis "este corpinho de sereia" não se alimenta de coisas detox e sumos light. Eu gosto de comer. E de comer coisas boas. E apesar de adorar os pequenos almoços de hotel genericamente, na verdade as refeições costumam ser coisas muito mixurucas e gourmet- nhecas. Aqui foi tudo bom: o pão de alfarroba receita do próprio hotel devia ser patenteado, a ideia de ter uma pessoa só encarregue de fazer crepes ao pequeno-almoço deveria ser massificada e o bacalhau com broa que comi no almoço de domingo foi, provavelmente, das melhores coisas que já comi na vida. Escusado será falar nas sobremesas. A tarte de frutos silvestres era divinal, a mousse caseira era fabulosa e a Ana- que nem é fã de doces- provou os morangos com chantilly e disse que era "neve com açúcar" (cit.). A última vez que bati chantilly cá em casa a Ana cuspiu-se toda de enjoada. É para verem... Agora à laia de intriguistas: vimos o padre servir-se de sobremesa 4 vezes. Repito: quatro. E se alguém deste calibre arrisca desta forma no pecado da gula, caraças, então é porque tem mesmo que valer a pena.
5- Tem piscinas para todos os gostos. A piscina interior é espectaular, enooooorme e quentinha. A exterior é fantástica, imeeeeensa e geladinha. Único problema: as toucas que lá se vendem são super apertadinhas e fazem-nos parecer ter cabeça de anti-conceptivo masculino e dão-nos um ar de tonhós: tragam as vossas de casa!
6- A praia é a 50 metros. E há uma praia mais concorrida mesmo do lado esquerdo e uma de acesso difícil e mais deserta e maravilhosa do lado direito (desculpa, Sofia, tenho mesmo que revelar o segredo da tua praia!). O areal está limpo, o acesso à praia é bom e dá para pessoas com mobilidade condicionada mas a água é geladíssima. Botei um dedinho do pé e ia morrendo. No dia seguinte, logo pela matina, fui à varanda e vi novamente o padre a tomar um banho de nascer do dia nas águas. Acho que foi a sua penitência para a gula da véspera... ;)
7- Tem spa. Tem uma massagista querida que me identificou contusões várias e não sei como não desatou a correr assim que viu as minhas costas. e que me fez feliz durante uma hora. Tem ginásio para quem gosta de ginásio (passo essa parte). E tem um club de surf com aulas para família e uma dinâmica muito gira para quem é dessas coisas. Tem, portanto, um manancial de actividades que não nos convidam a sair do perímetro do hotel que se torna, assim, bastante completo e familiar.
8- Tem a coisa mais maravilhosa de todas: o Vimeiro Clube Aventura que organiza actividades para toda a família: escalada e rapel, paintball e slide para os mais afoitos (nós não, pois está claro); passeios de bicicleta (e, sim, ainda não me esqueci de andar e soube-me mesmo bem, apesar da solidão já que mámen não sabe biciclar yô o meu marido não é fã de bicicletas); passeios de canoa pela lagoa de Óbidos, tiro com arco, birdwatching e - o auge para a Ana- um espaço fun kids. E foi bonito de ver a Ana descalça na relva a jogar à bola, a saltar ao trampolim, a escorregar nos insufláveis, a roer maçãs, a encostar-se ao colo da Francisca (a melhor monitora do Mundo) sem a conhecer mas com a intuição de quem se pode confiar enquanto via um passarinho bebé que caira do ninho (e de quem, mais tarde e já em casa, com a sensibilidade que é genética, se lembrou que deveria ter trazido consigo para... o comer!), a fazer desenhos, a pintar, a rebolar na relva, a sujar-se e a dar gargalhadas. Já se sabe que quem meus filhos faz feliz minha alma adoça e o Clube Aventura- com a Carmen, a Francisca e o Abílio- veio no nosso coração (faremos aí uma festa de aniversário da Ana: é uma promessa!).
9- Beba-se água da torneira ou da garrafa há uma garantia gourmet: bebe-se sempre água do Vimeiro. E que bem que sabe, caramba!
10- Porque assim que chegarem, aconteça o que acontecer, serão acolhidos na recepção pela Cristina Ferreira. A própria. E mais não digo.
Voltaremos nas férias. Já sem convite. A pagar. E essa é a prova mais que justa de que gostámos mesmo. E voltaremos para a renovação dos votos no próximo ano: promessa feita ao padre Cruz! Que , afinal de contas, mais do que qualquer blogger que possa dizer coisas fixes acerca de vós e sem receber nada para além de uma mesa de sobremesa apetitosa, é, afinal o vosso mais confiável embaixador!
Afinal, têm mesmo razão para serem valentes!
Passar um fim-de-semana inteirinho sem sair das imediações do hotel e sem se aborrecer
Quem? Ô Hotel & Resorts- Hotel Golf & Mar
Onde? Praia de Porto Novo, Maceira
Contacto: Pelo telefone +351 261 980 800
Saber mais? http://www.ohotelsandresorts.com/
quinta-feira, 21 de maio de 2015
No último mês cresci.
A mudança tem sido gradual. Não silenciosa que dou por ela como aquelas dores na parte de trás das pernas quando estamos a crescer. Dói mas tu sabes que vais passar e que, quando passar de doer, vais estar mais alto, mais desenvolvido, melhor.
De repente começas a pensar numa série de coisas de senso comum, óbvias e que sempre estiveram lá, mas que não são prática comum. E apetece-te experimentar, deixar de ter medos, arriscar e tentar fazer diferente. E depois vês que assim és mais feliz, que entre ter que estar sempre certo ou fazer certo, preferes a última, e que a paz tem um valor incalculável. Que na vida nem tudo tem que ser competição, que as tuas vitórias não podem estar dependentes da derrota dos outros, que as tuas vitórias são mais vitórias quando há outros de quem gostas e que ganham contigo, comemoram contigo e que as diferenças devem ser celebradas. Que se duas pessoas pensam igualzinho, têm a mesma opinião, então uma delas é dispensável à discussão, que os diferentes pontos de vista fazem-te chegar a sítios onde, sozinha, nunca conseguirias chegar.
No último mês decidi que ia construir uma missão, uma visão e valores para a minha vida. Caramba, se as empresas precisam disso para as orientar, para saberem onde querem chegar, como o vão fazer para alcançar os seus objectivos, com que princípios se devem reger, porque não transportar esta visão para a minha vida. Fi-lo.
Não é um mantra (não acredito muito em mantras). Não é uma verdade absoluta (deixei de as ter). E- provavelmente- não é nenhuma receita universal para os outros. Mas é a minha missão:-é onde eu quero chegar, é o que eu quero ser:
Tanto e tão pouco.
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Autopsicoterapia
sábado, 16 de maio de 2015
(Des)acordo ortográfico
" texto de João Pereira Coutinho
PUBLICADO NA FOLHA DE SÃO PAULO
(10 JANEIRO 2012)
Começa a ser penoso para mim ler a imprensa portuguesa. Não falo da qualidade dos textos. Falo da ortografia deles. Que português é esse?
Quem tomou de assalto a língua portuguesa (de Portugal) e a transformou numa versão abastardada da língua portuguesa (do Brasil)?
A sensação que tenho é que estive em coma profundo durante meses, ou anos. E, quando acordei, habitava já um planeta novo, onde as regras
ortográficas que aprendi na escola foram destroçadas por vândalos extraterrestres que decidiram unilateralmente como devem escrever os
portugueses.
Eis o Acordo Ortográfico, plenamente em vigor. Não aderi a ele: nesta Folha, entendo que a ortografia deve obedecer aos critérios do Brasil.
Sou um convidado da casa e nenhum convidado começa a dar ordens aos seus anfitriões sobre o lugar das pratas e a moldura dos quadros.
Questão de educação.
Em Portugal é outra história. E não deixa de ser hilariante a quantidade de articulistas que, no final dos seus textos, fazem uma declaração de princípios: “Por decisão do autor, o texto está escrito de acordo com a antiga ortografia”.
A esquizofrenia é total, e os jornais são hoje mantas de retalhos. Há notícias, entrevistas ou reportagens escritas de acordo com as novas regras. As crônicas e os textos de opinião, na sua maioria, seguem as regras antigas. E depois existem zonas cinzentas, onde já ninguém sabe como escrever e mistura tudo: a nova ortografia com a velha e até, em certos casos, uma ortografia imaginária.
A intenção dos pais do Acordo Ortográfico era unificar a língua.
Resultado: é o desacordo total com todo mundo a disparar para todos os lados. Como foi isso possível?
Foi possível por uma mistura de arrogância e analfabetismo. O Acordo Ortográfico começa como um típico produto da mentalidade racionalista,
que sempre acreditou no poder de um decreto para alterar uma experiência histórica particular.
Acontece que a língua não se muda por decreto; ela é a decorrência de uma evolução cultural que confere aos seus falantes uma identidade própria e, mais importante, reconhecível para terceiros.
Respeito a grafia brasileira e a forma como o Brasil apagou as consoantes mudas de certas palavras (“ação”, “ótimo” etc.). E respeito porque gosto de as ler assim: quando encontro essas palavras, sinto o prazer cosmopolita de saber que a língua portuguesa navegou pelo Atlântico até chegar ao outro lado do mundo, onde vestiu bermuda e se apaixonou pela garota de Ipanema.
Não respeito quem me obriga a apagar essas consoantes porque acredita que a ortografia deve ser uma mera transcrição fonética. Isso não é apenas teoricamente discutível; é, sobretudo, uma aberração prática.
Tal como escrevi várias vezes, citando o poeta português Vasco Graça Moura, que tem estudado atentamente o problema, as consoantes mudas, para os portugueses, são uma pegada etimológica importante. Mas elas transportam também informação fonética, abrindo as vogais que as antecedem. O “c” de “acção” e o “p” de “óptimo” sinalizam uma correta pronúncia.
A unidade da língua não se faz por imposição de acordos ortográficos;
faz-se, como muito bem perceberam os hispânicos e os anglo-saxônicos, pela partilha da sua diversidade. E a melhor forma de partilhar uma língua passa pela sua literatura.
Não conheço nenhum brasileiro alfabetizado que sinta “desconforto” ao ler Fernando Pessoa na ortografia portuguesa. E também não conheço nenhum português alfabetizado que sinta “desconforto” ao ler Nelson Rodrigues na ortografia brasileira.
Infelizmente, conheço vários brasileiros e vários portugueses alfabetizados que sentem “desconforto” por não poderem comprar, em São Paulo ou em Lisboa, as edições correntes da literatura dos dois países a preços civilizados.
Aliás, se dúvidas houvesse sobre a falta de inteligência estratégica que persiste dos dois lados do Atlântico, onde não existe um mercado livreiro comum, bastaria citar o encerramento anunciado da livraria Camões, no Rio, que durante anos vendeu livros portugueses a leitores brasileiros.
De que servem acordos ortográficos delirantes e autoritários quando a língua naufraga sempre no meio do oceano?"
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The Polo's next top blogger
A família é a minha casa
(ilustração: Martisses)
A minha mãe é os meus alicerces. As fundações de mim, seguras e inabaláveis, à prova de sismos e intempéries, a base que sustenta tudo, o que ficará e restará se tudo o mais ruir.
Os meus tios e prima (e avós) os pilares que ajudam a erguer-me, a apoiar a base, a sustentar o telhado.
Ele é as minhas paredes, tudo o que me protege, tudo o que me acolhe, elemento contentor.
A Ana é as portas e as janelas, maçanetas coloridas, peitoris com flores, vidros transparentes, ar a entrar para arejar a minha vida, cortinas às pintinhas, tapete de entrada da minha vida.
As minhas pessoas albergam-me. Eu habito nas minhas pessoas.
Eu moro na minha família.
sexta-feira, 15 de maio de 2015
Deixei de ter certezas. Especialmente absolutas.
Prefiro ter crenças. Olhar para a minha experiência e para os factos que a constroem e acreditar em algumas coisas. Mas acreditar com uma sensação de absoluta flexibilidade: a minha vida já me ensinou que isto do Mundo é tudo tão dinâmico que as verdades de hoje poderão não o ser amanhã.
Há quem acredite que aquilo do bulling na Figueira da Foz é fruto de lacunas na educação dos miúdos. Dos que agridem e do que, passivamente, é agredido.
Houve alguém que, num comentário de facebook, argumentou que aqueles miúdos não podiam ter recebido uma boa educação. Fiquei a pensar: o que será uma boa educação? Com que facilidade fazemos juízos de valores sobre as famílias de outras pessoas sem lhes conhecermos os meandros, os detalhes, as verdades? Acho pernicioso.
Prefiro cingir-me aos factos (já disse que deixei de ter certezas?). Os miúdos tiverem um comportamento execrável. Se serão bons ou maus miúdos, não sei. Ali, naquele dia, naquela circustância, foram abomináveis, idiotas e com uma total falta de empatia.
Ah e tal quem se comporta assim naquela situação só pode ser uma besta. Pois, não sei. Quantos de nós já tivemos comportamentos extremos de profundo desajustamento? De limite? Especialmente na adolescência? Quantos nós, pressionados pelos fenómenos de grupo, já nos comportámos vergonhosamente, escudados pelo colectivo quando, individualmente, nos comportaríamos de outra forma? Quantos de nós já nos envergonhámos de atitudes e comportamentos passados, sabendo que hoje faríamos diferente? Somos assim tão correctos na nossa vida? Se somos porque, confrontados com a brutalidade deste filme, reagimos pedindo justiça popular, argumentando que eles deveriar era levar uma tareia, serem queimados em praça pública? Porque tendemos a exaltar-nos nas redes sociais, escudados pelo anonimato, e assumindo que faríamos isto ou aquilo quando, individualmente, as nossas opiniões são muito mais contidas e refreadas? Seremos assim tão diferentes destes miúdos? Seremos tão moralmente mais superiores? Seremos todos?
Não sei se as miúdas em questão serão boas ou más. Ali foram execráveis, repito. Não lhes conheço as motivações nem as circustâncias mas acredito que a violência nunca deve ser resposta.
Também não sei se foram bem ou mal educadas pelos pais. O que é boa educação?- repito. Se sou paciente e aparentemente menos coerciva face às birras da minha filha posso ser rotulada de mole, demasiado tolerante, flexível, que estou a compensá-la pela falta de tempo que tenho, panhonha. Se lhe dou uma palmada estou a perpetuar o padrão de violência, estou a mostrar-lhe que as coisas se resolvem com violência, estou a confrontar com poder alguém que não está ao mesmo nível que eu. Cada cabeça, sua sentença. Talvez por isso eduque a Ana com base na minha própria cabeça e nas minhas próprias sentenças, acreditando que estou a educá-la bem, com base nos valores que considero serem os correctos, com todo o meu empenho, dedicação e amor. A educá-la bem. Mas isto é um conceito absolutamente subjectivo. E por isso, muito perigoso.
Não defendo bullies. Mas também não defendo rótulos. Nem certezas absolutas.
Somos seres biopsicossociais. Nisto do comportamento humano não basta a biologia, o inato, não basta o adn, virmos de uma linhagem de gente boa. Também não basta a educação, os bons valores, pais com tempo e com assertividade, pais atentos e participantes activos na educação dos filhos. Ajuda. Eu acredito que ajuda muito mas, por si só, não chega.
Lá fora há o Mundo. Há todos os factores ambientais: há a escola, os colegas, os amigos, a adolescência, as hormonas, a necessidade de pertença a grupos, de ser aceite, de ser valorizado pelos pares, de popularidade. E o Mundo- meus senhores!- o Mundo é absolutamente imprevisível e incontrolável. Podemos ter um papel activo e facilitar? Podemos! Podemos educar com modelos de amor e empatia? Devemos. Isso garante que os nossos filhos comportar-se-ão, sempre, em todas as ocasiões, de forma exemplar e correcta. Não creio.
Também não creio que isto seja tudo dependente do factor sorte. Não acredito no fado, no destino e naquela coisa de que as coisas de resolvem sozinhas. Não acredito mesmo. Tem que haver uma responsabilização nossa, uma acção para que as coisas aconteçam, uma espécie de profecias auto-confirmatórias. E também- especialmente- a humildade e a consciência de que se a vida fosse toda controlada pelos homens, se os problemas do ser humano fossem todos culpa freudiana dos homens, da educação, então seríamos ratos de laboratório e a vida uma coisa absolutamente previsível.
Só que não.
quarta-feira, 13 de maio de 2015
Eu não sei se um dia a minha filha não vai ser idiota como a outra miúda que bateu no outro rapaz
Espero que não.
Todos os dias a encho de amor, lhe manifesto todo o meu afecto e o melhor que guardo em mim: carinho, atenção, mimo, colo, beijos e ainda mais amor.
Não sei se isto será suficiente para que ela cresça consciente que o amor é que nos salva e que a violência é sinal de uma tristeza de alma profunda, de uma necessidade absurda de demonstração de poder, de uma frustração que gera agressão (a Psicologia explica), de uma insegurança que se manifesta em fazer mal aos outros para podermos ser melhores.
Não sei se um dia a minha filha não será a aborrescente parva e idiota que decida bater no outro para provar que é boa, para se sentir melhor. Espero que não.
Não coloco aqui o vídeo. Não me interessa que este post seja viral ou alvo de muitas partilhas no facebook. Não gostava de ser a mãe do rapaz que vê o seu filho ser exposto ao escrutíneo do facepovo nem que me fragilizassem (ainda mais) a minha cria.
Não coloco aqui o vídeo. Não me interessa que este post sejar viral ou gere muitas partilhas no facebook. Estou ainda mais solidária com a tristeza que deve sentir a mãe daquela miúda para quem, provavelmente, o carinho, a atenção, o mimo, o colo, beijos e ainda mais amor não foram, claramente, suficientes, para crescer com valores de empatia. Ser mãe de uma filha má de amor, má de empatia, má de gente deve ser uma tristeza que corrói por dentro. Mais do que a vergonha, a tristeza desta mãe, daquela miúda parva que já foi o seu bebé, deve ser imensa e corrosiva.
Não sei se um dia a Ana poderá tornar-se numa miúda como aquela. Apesar de ser o meu bebé, apesar de lhe dedicar todo o meu amor.
Espero que não. Nada me garante porque existe a genética, a educação mas existe o meio, o grupo de pares e a puta das hormonas e a adolescência. Nada me garante que a Ana não poderá ser uma das outras miúdas que assiste, indiferente, a tamanha barbaridade. Ou que esteja por detrás do smartphone a filmar.
Como mãe nada me interessa mais do que ensinar à Ana a capacidade de sentir empatia. Amá-la com a sorte de conseguir que ela cresça boa de amor. Para que um dia ela não seja aquela miúda. Ou os outros.
Para que um dia, ninguém como eu hoje, escreva um post como este a pensar em mim.
Espero que não.
Espero que não.
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Mãegyver
Dúvidas que me assistem agora que é obrigatório o uso do acordo ortográfico
A "Optivisão" e a "Multiópticas" vão mudar de nome?
segunda-feira, 11 de maio de 2015
Mãegyver: HELP!
Quais os truques usados para se cortar a franja a uma criatura de quase três anos sem correr o risco de parecer que a mesma foi cortada com uma tesoura de bicos?
Agradecida.
(Não vale responder anestesia local, ok?)
Agradecida.
(Não vale responder anestesia local, ok?)
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Mãegyver
No fim-de-semana que passou
Vi, finalmente, ser lançado o site do Bairro do Amor com a ajuda do meu mano. Ouvi as ideias da Vera. Comovi-me com a sua generosidade. Conheci a Rafaela. Provei bolinhos albicastrenses. Comprei o Jornal i. Sorri ao lê-lo. Brinquei com areia cinética. Matei saudades da Sandra, da Maria João, da Mafalda, da Patrícia e da Raquel. Almocei no Mac. Ri-me com o Paulo. Tive orgulho em pertencer ao Bairro do Amor. Fui a uma festa de aniversário da melhor amiga da Ana, filha de uma amiga minha de infância. Relembrámos episódios hilariantes lá da rua, das vizinhas e das formas como éramos chamadas pelos nossos pais e avós quando era final de tarde e queriam que saíssemos da rua e voltássemos para casa. Partilhámos cumplicidades. Fiz festinhas na barriga de uma delas e eu nem gosto de fazer festinhas em barrigas de grávidas. Deixei a Ana rebolar-se no chão cheio de terra, apanhar vegetais da horta e rebentar balões com a amiga à sucapa. Acordei tarde domingo. Comprei uma prenda maravilhosa para a minha tia. Fui ao almoço de comemoração das bodas de ouro dos meus tios-avós. Tive saudades do meu avô. Acabei o fim-de-semana a três no Alcatruz, a melhor esplanada da linha de Cascais. Fui mesmo feliz.
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domingo, 10 de maio de 2015
O romantismo é uma cena genética
Hoje os meus tios-avós comemoraram cinquenta anos de casados.
Eu meti-me com a minha tia, em jeito de provocação: "Tia, isto é que foi uma prisão, ahn?"
Resposta: "Não, filha, se eu tivesse ido para a prisão levava no máximo 25 anos. Isto foi uma pena eterna..."
Eu meti-me com a minha tia, em jeito de provocação: "Tia, isto é que foi uma prisão, ahn?"
Resposta: "Não, filha, se eu tivesse ido para a prisão levava no máximo 25 anos. Isto foi uma pena eterna..."
O dia em que apareci nas páginas centrais de um jornal (e não foi num poster em topless)
Obrigada à Marta que me "fotografou".
Obrigada à Marta que me entrevistou.
Bairro do Amor na edição deste fim-de-semana.
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Religião: polarismo
sexta-feira, 8 de maio de 2015
I love esta people
E aquelas pessoas que falam com mil expressões anglo-saxónicas, cheias de sequils, que vão a mitings e fazem brainestormingues, e andam sempre com dedlaines e taimings e são uns cagões pain in de an ésse?!
Faz-me lembrar aquele dia no secundário...
... em que uma amiga minha fez o maior chinfré na sala de aula, a professora mandou-a para a rua, ela levantou-se, peito para fora, barriga para dentro: "Pois vou! pois vou! É que vou mesmo, stôra!", saiu e bateu com a porta, enquanto levantava o nariz e sacudia o cabelo numa pose de diva ofendida.
Dois minutos depois ouve-se alguém a bater à porta.
A mesma amiga, cabelo lambido pela vaca, ar miséravel, voz sumida:
-"Stôra, posso ir buscar o meu chapéu de chuva que me esqueci dele aqui dentro?..."
Dois minutos depois ouve-se alguém a bater à porta.
A mesma amiga, cabelo lambido pela vaca, ar miséravel, voz sumida:
-"Stôra, posso ir buscar o meu chapéu de chuva que me esqueci dele aqui dentro?..."
Lá se foi a dignidade toda por um esguicho...
Nós no trânsito.
Um mete-nojo mete-se à frente, começamos a resmungar.
Paramos nos semáforos, ela, ainda furiosa, quer chamar a atenção ao chico-esperto.
Abre o semáforo. Ele, de propósito, demora a arrancar,
Ela prepara-se para apitar furiosamente, dá com toda a força nos manípulos do volante, engana-se... e esguicha água como se não houvesse amanhã e liga as escovas limpa-vidros na velocidade mais rápida.
(Não há condições. )
Um mete-nojo mete-se à frente, começamos a resmungar.
Paramos nos semáforos, ela, ainda furiosa, quer chamar a atenção ao chico-esperto.
Abre o semáforo. Ele, de propósito, demora a arrancar,
Ela prepara-se para apitar furiosamente, dá com toda a força nos manípulos do volante, engana-se... e esguicha água como se não houvesse amanhã e liga as escovas limpa-vidros na velocidade mais rápida.
(Não há condições. )
Obrigada a quem fez a edição deste videoclip da música do Pedro Abrunhosa...
Adoro o figurante aos 2:43 min.
(Obrigada, Teresa: Estou há meia hora a rir. Literalmente.)
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PolarTube,
Só desgostos
quinta-feira, 7 de maio de 2015
Post dirigido a fashion bloggers
Lá nesses cursos de fashion advisers que tirais, na cadeira de História do Make up, capítulo do "estojo de pinturas" explicavam-vos porque o pó de arroz se chama pó de arroz?
É mesmo feito de arroz?
Agradeço encarecidamente o V. esclarecimento.
Um fashion abraço,
PN
É mesmo feito de arroz?
Agradeço encarecidamente o V. esclarecimento.
Um fashion abraço,
PN
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Penso: logo duvido.
A mim calhou-me 25
Alguém tem que vos dizer isto e eu dou o corpo às balas: sabem aquela app do facebook que identifica a vossa idade estimada?
Trata-se de idade mental, não cronológica.
(Sim, continuamos umas velhas carcaças, não se iludam...)
Trata-se de idade mental, não cronológica.
(Sim, continuamos umas velhas carcaças, não se iludam...)
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Avé Facebook
They're alive!
Hoje vi um senhor com um porta-chaves feito de uma cauda de coelho à la anos 80.
...
...
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Depois disto que voltem os dentes de leite nos fios de ouro das mães e nos brincos das avós, que eu já aguento tudo...
...
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Depois disto que voltem os dentes de leite nos fios de ouro das mães e nos brincos das avós, que eu já aguento tudo...
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Traumas de infância
Não lhe quis dar um desgosto mas já a tinha comprado na segunda-feira passada para fazer tempo enquanto esperava o comboio
Eu no comboio.
Um senhor velhote com ar distinto sentado à minha frente, naqueles lugares de quatro com mesa e tomada.
Vêm as empregadas da CP que oferecem jornais ou revistas aos passageiros. Só há a Caras, o Negócios e jornais desportivos.
Olho para a oferta parca e, sem grandes alternativas, peço o jornal de Negócios.
Comentário do senhor para a empregada:
- "É botar os olhinhos nesta menina. Nem tudo está perdido! Eu a achar que ia pedir a revista da calhandrice. Ora toma que é para aprenderes, Américo! Sim, senhora! Parabéns!"
:)
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Eu sou a Miss Bean de Deus
quarta-feira, 6 de maio de 2015
A PROVAR | Profiteroles do LIDL
Sou muita forte nas sobremesas ou sobremesas for dummies
2- Tiram-se os profiteroles da embalagem bem como o saquinho de chocolate quente que a acompanha
3- Metem-se os profiterloes numa tacinha
4- Aquece-se no microondas o chocolate quente previamente vertido do saquinho de plástico para uma molheira
5- Regam-se os profiteroles com chocolate quente
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a provar,
Sugestões quadripolares
100 Quadripolares que vale a pena conhecer # Ana Luisa (27)
"O maior desafio da minha vida foi uma mistura de dois: aprender a perder e aprender a dormir sozinha.
Tudo isto, bem visto é deixar de ter medo do escuro; que o medo que eu tinha do escuro era gritante - gritava tão alto que me sumia o próprio quando este se formava na garganta. Paralisava na cama, paralisava à porta do corredor que ligava as partes diferentes da casa.
O maior desafio da minha vida foi este mesmo: passar no escuro e pensar no escuro, sem mais medo."
Ana Luísa
Ele nunca me telefona durante o dia mas hoje telefonou-me
- Hoje também vou apostar no Euromilhões.
- Para ficares tu em casa com a Ana? (sorrio)
- Não: para tu poderes ficar.
(Gosto tanto deste homem, caraças!)
- Para ficares tu em casa com a Ana? (sorrio)
- Não: para tu poderes ficar.
(Gosto tanto deste homem, caraças!)
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Conjugaliquadripolaridades
terça-feira, 5 de maio de 2015
A minha filha sente saudades minhas todos os dias
Passo, todos os dias, em média, 10 horas fora de casa em trabalho. Num trabalho que gosto muito, imenso, tanto, que me realiza como profissional e como mulher. Se o Mundo fosse justo e a vida fosse fácil as 24 horas do dia dividir-se-iam em três partes iguais: 8 para descansar, 8 para trabalhar e 8 para estar com quem amamos. Mas o Mundo não é justo, a vida não é fácil e o ideal na gestão de tempo é uma utopia.
Saio todos os dias cedo de casa, com a minha filha ainda a dormir. Deixo-os a ambos a dormir na minha cama. Uma hora antes de, oficialmente, me levantar da cama, ainda de madrugada, ainda com o céu escuro, toca o primeiro despertador baixinho e desligo-o ao terceiro segundo que toca. Levanto-me, clandestinamente, e resgato a Ana da sua cama e deito-a no meio de nós. Ela suspira- juro!-, todos os dias suspira quando eu a aconchego para aquela hora de amorsíntese que reclamo para nós, quando a encosto a mim, a aqueço com o calor do meu corpo, a acolho num colo desafiador de regras. As leis da Psicologia não o aprovariam mas eu sou mãe da Ana, não sua psicóloga. Não me importam teorias, preciso daquela hora de colo mútuo, de aconchego, de pele com pele, do suspiro da minha filha, aquele suspiro de quem chega a casa e descalça os sapatos da alma.
Saio todos os dias cedo de casa, beijo-a antes de sair e assim que chego ao destino ligo para saber como acordou, com que disposição está, que quantidade de pequeno almoço comeu e se levou vestida a roupa que lhe escolhi na véspera ou se levou a melhor do pai.
Falo ao telefone com a minha filha antes de almoço, depois e a meio da tarde. Sempre que me apetece e posso. Às vezes viajo para mais longe e quantos mais quilómetros engole o carro, o comboio ou o avião maior a angústia da separação. É real e vivemo-la. Ambas.
A Ana sente a minha falta todos os dias. Às vezes pergunta-me onde estou, outras fala comigo ao telefone como se eu a estivesse a ver, apontando-me coisas ou mostrando-me brinquedos. Há alguns dias em que pede para me ligarem porque quer falar comigo. Hoje agarrou no telefone da minha mãe e clicou no número que acompanha a minha fotografia. Hoje, a minha filha ligou-me, sozinha, à revelia da avó e disse-me que queria ir para casa:"Contigo, mamã".
Chego, todos os dias, tarde a casa. Jantamos juntas, dou-lhe banho, faço-lhe "bombom" e visto-lhe o pijama. Sentamo-nos, ao fim do dia, as duas no pouf, cansadas e em paz pelo reencontro de final do dia. Por voltarmos a estar juntas, coladas, unas.
Aos fins-de-semana pergunto-lhe onde quer ir e responde-me que quer ficar em casa. A Ana acredita que a única forma de garantir que eu permaneço muito tempo seguido junto dela, que não a entrego ao cuidado da avó ou da tia- que ela adora- é assegurar que não saimos de casa. E não há parque, festa, escorregas ou brincadeiras na casa das amiguinhas que a convençam a trocar o programa caseiro por outro qualquer. E eu fico, enrolada e embrionária no compasso lento das horas dentro de casa, no tempo sem pressa entre o sofá, o pouf e o chão do quarto cheio de brinquedos só para ela saber que, pudesse eu, e o meu tempo seria só dela.
Hoje perguntaram-me o que faria se ganhasse o Euromilhões. Respondi que geriria o meu tempo na proporção inversa ao que faço actualmente: acordaria uma hora mais cedo para trabalhar, deixaria o trabalho a dormir para poder estar dez horas seguidas a trabalhar na educação e nos afectos da minha filha, e ao fim do dia, voltaria a trabalhar com o sossego de quem está em paz.
Esta é uma fase feliz- não me interpretem mal. Há muito tempo que não me sentia tão realizada e feliz profissionalmente, feliz com as tarefas que desempenho durante todo o dia, confiante do meu valor como profissional e da mais-valia que constituo. Feliz com a fase conjugal que vivemos e ainda mais feliz com a família que criei, que é minha, e que torna tudo melhor. Que me torna melhor.
Mas a Ana sente saudades minhas todos os dias e eu todos os dias sinto saudades da Ana.
E por isso- só mesmo por isso- voltei a jogar no Euromilhões.
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Mãegyver
Mãegyver: Salvem a Pequena Sereia!
Nós a comer arroz de marisco. Escolho uma concha e começo a comer o mexilhão.
-"Mããããeeee, cuidado! Não comas a Ariel!"
-"Mããããeeee, cuidado! Não comas a Ariel!"
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Mãegyver
segunda-feira, 4 de maio de 2015
O primeiro passatempo publicitário deste blog (e só alinho porque me vão pagar em géneros)
Passatempo I Love Kima / Kima Lovers
Neste blog é-se fã de Kima, e tem-se a firme convicção de que a Kima de Maracujá deveria ser considerada "Património Cultural da Humanidade pela UNESCO".
E, neste blog, gostamos de partilhar com os amigos as coisas boas da vida. E como não gosto que ninguém viva na ignorância quero acabar no instante com aquele "O Mundo divide-se entre quem já provou kima de maracujá e os outros".
De modo que tenho 1 pack de Kima para oferecer a quem se revelar tão louco por Kima como eu.
Tudo o que têm que fazer é soltar essa imaginação e enviar uma foto criativa, a segurar num cartaz, ou uma folha de papel (ou numa superfície à escolha), com a frase * I Love Kima*. Inspirem-se e não se acanhem.
E depois não se queixem que nunca provaram a melhor e mais refrescante bebida do Mundo, ok?
Mostrem lá essa vontade de beber Kima!
Regras de participação:
- Fazer gosto na página de Facebook da Kima aqui
- Enviar uma foto criativa, a segurar num cartaz, ou uma folha de papel ou numa superfície à escolha, com a frase * I Love Kima*, para o e-mail: quiosquedakima@gmail.com
A foto mais original será escolhida por mim e por um elemento da equipa de Social Media da Kima e anunciada no dia 24 de maio.
Notas:
- Passatempo válido até dia 21 de maio de 2015 às 23h59
- Apenas uma participação válida por pessoa
- O vencedor tem até 5 dias úteis, após o anúncio de vencedor, para fornecer via e-mail (quiosquedakima@gmail.com) a sua morada completa.
- No 7º dia útil (após o anúncio de vencedor) será anunciado novo vencedor, caso o anterior não tenha reclamado o prémio
- O vencedor será anunciado até 5 dias úteis após o fecho do passatempo
- O passatempo só é válido para Portugal (Continental e ilhas)
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Açores
domingo, 3 de maio de 2015
sábado, 2 de maio de 2015
Epiderme, exoderme, S(uber)
"Ainda a tal empresa que não é de taxis
A tal empresa tem sido um buraco que atrai comparações, por vezes vindas de pessoas com algum caco e talvez alguma inteligência. Comparam uns que quando os carros apareceram, queriam proibi-los porque assustavam os cavalos. E comparam um fax com um email. E comparam a idade da pedra com a revolução industrial. Calma. A Uber ainda é só uma empresa.
Eu também gosto de fazer comparações ou ditar uns generalismos.
Mas evito. Caso contrário, podia dizer o mesmo que dizem dos taxistas - generalizando uma classe profissional inteira - o que muito boa gente diz dos professores, dos sindicalistas, dos funcionários públicos, da polícia, dos advogados, dos presidentes de camara, dos deputados, dos desempregados, dos pretos ou dos ciganos. Evito. É que não quero opinar à taxista."
Prezado no seu "Perdido Pela Cidade"
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The Polo's next top blogger
sexta-feira, 1 de maio de 2015
Pode ser a cara do pai...
... mas, caraças- orgulho da sua mãe!- a Ana avia caracóis como eu!
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Mãegyver
O verdadeiro casamento quadripolar
2016 é o ano em que vamos renovar votos.
Estamos indecisos entre isto
Alguém adivinha qual dos membros do casal prefere o quê? :P
Estamos indecisos entre isto
e isto
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Conjugaliquadripolaridades
As 50 coisas mais fixes e mais quadripolares do Porto
1- Ter sempre um sofá disponível para pernoitar em Francelos 2- A vista da capela do Senhor da Pedra 3- Pessoas que nos tratam por menina 4- Broa de Avintes 5- Ir petiscar ao final da tarde, after work, numa esplanada da Galeria de Paris 6- A pronúncia 7- O Porto visto de Gaia 8- Poder dizer palavrões à vontade sem que ninguém olhe para nós com ar mete-nojo 9- Ir beber um café e folhear um livro no piso superior da livraria Lello 10- O Estádio do Dragão 11- Pessoas que começam os seus discursos com a maravilhosa expressão "ora beinhe" 12-Cais de Gaia 13- O melhor fotógrafo de Portugal e arredores: o Ricardo Silva 14- A expressão "lorpa" 15- A probabilidade de nos cruzarmos com o Emplastro 16- Homens com pinta (aliás, os homens com mais pinta do país) 17- Calçado barato e giro 18- Descobrir que a melhor francesinha se come na Maia num snack-bar familiar e sem glamour: o Inovador 19- O Miradouro das Virtudes 20- A tradição de se apanhar Maios 21- O Chalé Suisso no Campo Alegre 22- A estação de Campanhã 23- A voz do Rui Veloso a povoar-nos a mente a cantar "Porto sentido" 23- Saber que há, uma hipótese remota, de nos cruzarmos com o Vitor Baía 24- Tripas à moda do Porto 25- Desconhecidos que te dizem "bom dia" e "boa tarde" na rua só porque sim 25- O novo conceito estúdio da Ângela e da Elisabete 26- Jardins de Serralves 27- Ir de eléctrico do Infante até ao Campo Alegre 28- A abordagem das vendedoras do Bolhão 29- O espírito da Rua Miguel Bombarda 30- Visitar as caves do Vinho do Porto e mamar provas como se não houvesse amanhã 31- A ideia de casar com vista para o Douro numa cerimónia organizada pela Wedding Taillors 32- A vista dos jardins do Palácio de Cristal 33- Fantasporto 34- O funicular 35- Mulheres que batem em produção as de Lisboa a mil 36- Pessoas que só te conhecem pelo blog oferecerem, de forma genuína e generosa, para te albergar e para te dar jantar à mesa com toda a família 37- O ambiente do Mercado do Bom Sucesso 38- Pontes, pontes e mais pontes 39- Ver o pôr do sol na Afurada 40- Os balões de ar quente e que se atiram para o céu no São João 41- O ar menos carregado e menos enfadonho dos transeuntes 42- A expressão "à minha beira" 43- O parque de nova Sintra 44- o Futebol Clube do Porto 44-Móveis e mobiliário bom e bonito feito com madeira a sério como se pode ver no novo showroom da "Móvel Vivo" 45- Os vinhos tintos do Douro 46- Finos com tremoços ao fim do dia no Cais de Gaia 47- Montes de gente sem pudor a usar chapéus glamourosos na rua 36 48- A sensação de que se está numa grande aldeia 49- As pessoas, sempre as pessoas 50- "Carago!"
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Porto,
Sugestões quadripolares
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