segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

Joana sabes que tens Ausfahrt? :P




"Olá Polinho! 
 Segue a quadripolarização do lindo sítio onde estou desenterrada. Pertence à região da Pomerânia e estou mais perto da Suécia do que do resto da Alemanha. Dizem que isto é a Ibiza alemã... Ahahah! Só porque tem praia. 
De resto, não interessa nem ao menino Jasus, como já te tinha dito. 
 Beijooooo , Joana Ademar"

Beijinho, Joaninha! És tão gira, caraças!


sábado, 27 de fevereiro de 2016

Esfregando neve na cara da inimiga


"Ah, Pólinho, abominável ursa das neves, tás contente com granizo em Alcabideche, tás?
Toma lá neve na Islândia só para te resumires à tua frozen insignificância. "

Islândia quadripolarizada pela querida Cristiana, cujas fotografias no facebook me fazem ter uma necessidade urgente de rumar a bué, bué Norte!
Estou com uma espécie de raivinha dos dentes cheia de inveja misturada com agradecimento genuíno por esta fantástica quadripolarização!


(Todos os países quadripolarizados aqui)

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

A ASSISTIR | Catarina- a Grande em "Gata em Telhado de Zinco Quente"



Arrastei-me até ao Teatro São Luiz. Achei que a minha tosse iria servir de banda sonora a todo o teatro e doía-me o corpo todo. Não pisava o São Luiz há uns 30 anos, desde que apresentei (ainda com o meu pai) um espectáculo de beneficência. Tinha boas memórias do teatro. 
Regressei para ver "A Gata em Telhado de Zinco Quente" e pensei que difícil seria ter como referência a Elizabeth Taylor e o Paul Newman e como qualquer interpretação nunca corresponderia ao estandartes. Depois? Depois apagaram-se as luzes e ainda mal me tinha refeito da agradável surpresa de ver duas tradutoras de Língua Gestual Portuguesa a trabalhar para uma (boa) parte da plateia surda e ela surgiu em palco. 
Catarina Wallenstein - sim, vestida apenas de combinação!- surge num primeiro monólogo. Com aquele ar petrarquista-boneca de porcelana-diva-que nunca se descabela. Mámen ficou logo numa agitação (estupor!) e eu também mas no sentido inverso: descabelada. Querem lá ver que uma pessoa arrasta-se doente até ao teatro para esta agora me vir escarafunchar nas trombas tanta, demasiada, exagerada beleza? Mas eu mereço?
Depois deixei-me levar naquele tom de voz, na personagem, no perfume que se sentia na segunda fila onde estávamos, nos movimentos graciosos, no enredo, nos dramas femininos daquela gata em telhado de zinco quente. 
A meio da peça já eu estava a questionar a minha própria heterossexualidade, logo eu, que sou uma menina que aprecia deveras o sexo oposto! A peça, bem encenada, com um bom ritmo, boa cenografia, excelentes interpretações arrebatou-me. Não tossi uma única vez. Para dizer a verdade quase nem respirei tal a forma como aquela Maggie, ansiosa, apaixonada, ambiciosa e sôfrega me enrolou na sua voz, nos seus gestos, nos seus dramas, nas suas não-palavras. 
Acabei a peça com uma certeza: mulher que, durante duas horas,  consegue a proeza de me fazer não olhar duas vezes para o six pack do Rúben Gomes e me faz suster a respiração, a tosse, esquecer-me da maldita gripe e desejar que a peça não acabe é menina para qualquer heterossexual convicta abandonar qualquer convicção. Elizabeth Taylor dá voltas na divo-tumba graças a esta actriz. 
Obrigada, Catarina, fui tão feliz nos últimos 35 anos, antes de não duvidar da minha orientação sexual e agora... agora fico assim, graças a ti: uma gata em telhado de zinco quente!
Falece, pá! 

A peça "Gata em Telhado de Zinco Quente" é inesquecível e recomendo-a a toda a gente. A toda a gente, não. A toda a gente menos às tipas que querem continuar a acreditar que nunca deixariam de ser heterossexuais. Essas, essas fiquem em casa!



Pôr à prova a sua heterossexualidade numa peça de teatro 

Quem? Peça de teatro "Gata em Telhado de Zinco Quente"
Onde? Por agora no Teatro Municipal São Luiz, Lisboa
Quando? Quarta a Sábado às 21h; Domingo às 17h30
Contacto: Pelo telefone 213 257 640
Saber mais? http://www.artistasunidos.pt/programacao/62-pecas/fora-do-teatro-da-politecnica/1001-gata-em-telhado-de-zinco-quente-de-tennessee-williams

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

Entretanto, em Coimbra: dança, Constança, dança!

Constança Bulha é uma bailarina portuguesa de 11 anos, apurada para as finais da maior competição de ballet do mundo para jovens: YAGP 2016, em Nova Iorque, a decorrer entre 22 e 29 de Abril de 2016. 



Este evento ficaria muito dispendioso : inscrições, viagem, estadia etc e a família da Constança não consegue suportar o encargo. A ida às finais permitir-lhe-ia a oportunidade de obter bolsas de estudo vitais para poder sonhar com uma carreira internacional no restrito mundo da dança clássica.


 A escola de dança da Constança promoveu um crowdfunding mas estava longe de reunir o valor necessário para possibilitar a concretização deste sonho em tempo útil.





A propósito do foco de acção do Bairro do Amor em 2016 adivinhem quem vai realizar o sonho de uma menina, quem vai possibilitar que o trabalho, esforço, dedicação de uma criança de 11 anos tenha resultados directos, quem vai mostrar que com um empurrão e trabalho os sonhos se concretizam, quem vai custear integralmente o valor da ida da Constança? 

 Pois, o Bairro do Amor! ♥

Neuza Martins- a madrinha de Coimbra do Bairro do Amor e a querida Constança!






























Este é só o melhor Bairro para se viver em todo o Mundo. O me-lhor!

Meia noite e vinte e três

                                  

 Meia noite e vinte e três. Eras as horas que luziam no despertador do meu avô. Naquele dia dormi com eles, embora já tivesse nove anos. Lembro-me que me levantei da cama, meio sonolenta, fui até ao quarto dos meus avós e perguntei: "já nasceu?". Ainda não. Mas era Fevereiro e estava frio e aproveitei e infiltrei-me na cama deles.
O telefone preto, de disco, tocou naquele som metálico que os telefones agora não têm. Era a minha mãe e o meu tio. Tinha nascido, à meia noite e vinte e três. Dezassete era o meu dia e agora também o dela, o desta primirmã que iria mudar a minha vida e o meu amor para sempre, soube-o assim que o meu coração disparou com a notícia.
Sempre gostei de ser filha única (ainda gosto). Nunca senti falta de ter um irmão e nunca incorporei os estereótipos de filha única. Gosto da díade que tenho com a minha mãe, gosto do espaço que temos na nossa relação parental, está-se à larga e confortável na nossa vida. Naquele dia de 1990 eu não era  neta nem sobrinha única mas era como se fosse, pois a minha outra prima vivia distante física e emocionalmente. Na prática eu reinava naquela família, único foco de todos. E gostava. Estava bem assim.
Quando ela nasceu senti ciúmes. Chamei mais vezes a atenção. Quando ela cresceu tive que dividir foco, tive que dar o exemplo, partilhar a cama, gramar com Harry Potters e Titanics em looping (e  mais a maldita música), ser a mais velha, tomar conta dela, protegê-la, dar-lhe nas orelhas, encobri-la, quase esganá-la, ter insónias à custa dela, levá-la comigo a fazer de pau de cabeleira, introduzi-la nos festivais de Verão, ajudá-la a safar-se de sarilhos, orgulhar-me, gozar com ela, levar com todas as reclamações de estudante, partilhar a dor em mortes comuns, encontrar conselhos sensatos e ponderados para lhe dar, dar-lhe a minha filha para amar do jeito que só ela sabe, chorar quando finalmente entregou a tese, ficar de coração cheio no dia em que começou a trabalhar, ter um orgulho desmedido por ter sido ela que aquela meia noite e vinte e três me trouxe. Ela e mais nenhuma outra primirmã. Ela que me ensinou uma nova forma de amar, entre pares, um amor de calduços e belinhas, de embirrações e poucas mariquices, um amor de quatro estações no mesmo amor, um amor de sol, às vezes chuva, alguma trovoada e muitas flores, um amor de moches e estrafoganços, um amor desajeitado e bom, um amor de primas que são filhas únicas e que, por isso, tiveram necessidade de se tornar primirmãs. 

Parabéns, caçula! Gosto buéééé de ti!

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

A EXPERIMENTAR | Maria Albertina



O Maria Albertina é o novo restaurante bbb da linha. Não é um restaurante com decoração de capa de revista mas é castiço e pitoresco. Não é um restaurante de estrelas Michecoiso mas come-se tão bem, a carta de vinhos é tão boa, o pessoal é tão atencioso que merece estrelas, luas, sóis e palavras bonitas ditas pelos clientes.  Não é um restaurante caro mas a comida é tão fresca e simples e ao mesmo tempo engenhosa e surpreendente que uma pessoa fica ali numa espécie de dissonância. Não é um restaurante com paredes de tinta de ardósia e menus escritos a giz, empregados com fardas pretas presunçosas e chapéus estrambólicos. É um restaurante que nos faz sentir em casa, sem peneiras, nem maneirismos, sem mariquices e frufrus. 
Chegámos para jantar a um dia de semana e levávamos a cria. Num instante deram-lhe papel e lápis de cor, um prato com bonecos, um individual colorido e uma palhinha castiça e rendi-me mesmo antes do pedido vir para a mesa. "Quem meus filhos beija, minha boca adoça", já se sabe.
O peixe era fresco, tão fresco que temo que o tenha ouvido a dar o último suspiro já no prato. Estava saborosíssimo grelhado em forno de lenha: di-vi-nal! O naco de carne estava no ponto, ao passarmos a faca parecia manteiga, já não comia carne tão boa desde a última vez que estive nos Açores. O vinho da casa era muito, muito bom (bom demais que vim para casa meio atordoada) e as farófias (minha sobremesa preferida) eram das melhores que já comi. E- oh senhores- se eu sou especialista na degustação de farófias! Mámen comeu um vaso de mousse de chocolate com morangos crocantes e "berlindes" que acredito que estivesse genial. Digo isto porque o cretino nem me deixou cheirar a taça!  
No final o chef Eduardo Crespo veio cumprimentar-nos à mesa e só tínhamos palavras de parabéns para o brindar! 
Acreditamos que o Maria Albertina tem tudo para ser um sucesso. No que depender de nós, já nos rendemos. Mesmo que chame Vanessa à sua menina.



Descobrir um restaurante bom, bonito e barato na Linha

Quem? Restaurante Maria Albertina
Onde? Rua Ary dos Santos, 62, Parede
(antigos Viveiros da Madorna)
Contacto: Pelo telefone 21 453 2667
Saber mais? https://www.facebook.com/maria.albertina.madorna 

O Mundo divide-se entre...

.... as pessoas que se manifestam publicamente contra o Dia dos Namorados e as pessoas que se manifestam publicamente contra as pessoas que se manifestam publicamente contra o Dia dos Namorados. 

Pizza para o jantar de Dia dos Namorados, Pólo? Isso lá é jantar romântico?!




Gordurinha romântica do queijo, extra cogumelos petrarquistas, calorias em cupido a baterem palmas.
Sabem lá vocês o que é um jantar romântico... :P

Poucas coisas me deixam sem palavras...




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