terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Vamos lá actualizar as quadripolarizações de 2013 : Angola a todo o vapor


"Querida Pólo,
Aqui tens um miminho ao vivo e a cores da Final do Campeonato Mundial de Hóquei em Patins em Angola, Espanha-Argentina, no Pavilhão Multiusos do Kilamba (Luanda). Deveria ter sido Espanha-Portugal, mas enfim!
Portugal conquistou o 3º lugar neste campeonato e por cá os tugas estão muito orgulhosos da nossa equipa!
Beijinhos!"

Susana, a quadripolarizar Angola com uma pinta do caraças! Obrigada, mangolé!

Vamos lá actualizar as quadripolarizações de 2013 : We'll always have Paris


Bisous, querida Teresa!

Vamos lá actualizar as quadripolarizações de 2013 : Saudades de eslovacalhar


"Pólo Norte,
Tu pediste e depois de eu me esquecer... Voltei a lembrar-me!
Aqui vai a vista da janela do meu quarto em Bratislava quadripolarizada. Que tal?"

Ma-ra-vi-lho-sa, Inês: maravilhosa!

Vamos lá actualizar as quadripolarizações de 2013 : A quadripolarização do país inusitado




"Cara Ursa, 

Contribuo, pela 1a vez, para a Cruzada Quadripolar. 
O destino não é exótico, as fotos não primam pela originalidade mas a beleza.... a  beleza natural de Kotor é  alucinante. É, assim, com orgulho desmedido que quadripolizo o Montenegro. 

ps - como reparaste, tentei escrever em servo croata.. :-)
ps 2 - por favor, ignora a data da agenda. isto foi em pleno Julho com 35°C

até breve,
"com açucar, com afecto" como diria Chico Buarque

Daniela"

Obrigada, DANIELA! Fiquei cheia de vontade de te seguir os passos e visitar Montenegro!

Vamos lá actualizar as quadripolarizações de 2013 : A quadripolarização que quase levou à cadeia




"Sôdona Ursa, tal como prometido aqui vão as fotos. Fique sabendo que o Guarda de azil me ia matando do coração porque me mandou um valente berro por me ter aproximado de mais do perímetro de segurança. São uns sensiveizinhos... Beijinhos à ursinha e seus progenitores Ana Pragana"

 Beijinhos Ana e espero que tenhas comido almôndegas suecas em bom, pá! (se o Guarda era giro devias ter-te entregado à luta, pá!)

Vamos lá actualizar as quadripolarizações de 2013 : A quadripolarização 4 em 1



Eslovénia


Liechtenstein


San Marino




Vaticano

"Tardou mas aqui estão! Só para que saibas quando entrei no Vaticano estava um sol espectacular... após a quadripolarização começou a fazer trovoadas secas e cinco minutos mais tarde uma carga d' água daquelas de filme de terror! Aparentemente o S. Pedro não achou piada à quadripolarização (na foto não se nota bem). Como bonús tens um pseudo João Paulo II. As outras fotos são de S. Marino, Vaduz (Liechtenstein) e Liubliana (Eslovénia). Beijos para os três, Mara Joaquim"


Obrigada Mara pela quadripolarização santa! Amei!



segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

As pessoas com que 2013 me presenteou

A Sandra é provavelmente a mais importante: uma amiga para a vida, assim espero. Acho que ela não sabe disso mas é. A Bé logo a seguir, tão doce, tão querida, faz-me tão bem a sua presença. A Filipa Catarino é outra que espero que tenha vindo para ficar, cheia de pedalada, energia, generosidade e bom astral: adoro-a. A minha Luisinha, que me guarda o Minho tão bem guardado, que faz de mim na terra a que eu pertenço, sensível e delicada, emocional e humana, tão vulnerável e forte como só as mulheres do Norte. A Rossana, esperta e disponível, intrépida e prática, muito a minha cara, muito eu. A Isabelinha vem de trás, a Isabelinha não é de 2013 sendo que foi 2013 que nos permitiu um abraço de reconhecimento, o cheiro a broa da minha amorica. A Sónia foi a maior surpresa de 2013, uma surpresa tão grande que às vezes não acredito ainda que somos amigas, que estive lá, na noite em que os 40 lhe assentaram tão bem, que me entrou na vida, que gosto tanto dela, caraças, eu que achava - estúpida!- que éramos tão diferentes, com vidas tão distantes. A Sónia é uma das minhas pessoas de 2013 e fico grata que o Rodrigo- outra das minhas pessoas de 2013- nos tenha juntado. E à Sofia também, genuinamente doce e querida, sensível e boa pessoa, gente que é gente e que sabe ser gente, gosto tanto dela! A Filipa Cortez Faria  foi outra surpresa, porque eu e a Filipa tinhamos tudo para não nos darmos bem e, afinal, todos os estereótipos se dissiparam e gosto mesmo, mesmo, mesmo dela.  (Re)conhecer a Rita, naquele dia da Pensão Amor, foi outro "epá, caraças!" dos momentos do ano. Caraças, se a Rita morasse mais perto eu não a largava com convites de caipirinhas, jantaradas, tertúlias com a Sofia Vieira e a Madalena e a Luna e tudo e tudo. A Lina e o Rui podem vir em doses mais generosas em 2014 que a malta agradece, sim? O mesmo com a Ana e a Marta: estou de olhos em vocês (só não me convidem para correr, bah!). Com o Pedro não foi amor à primeira vista mas depressa deixou de ser o marido da Sandra e passou a ser meu amigo, companheiro de brainstormings e... voilá, meu boss! E a Limetree, um projecto que agora também é um bocado meu trouxe-me, igualmente, a Teresa, a Teresa tão fixe, tão açoriana rasca, tão serena, gosto tanto da Teresa, caraças, e acho que nunca tive oportunidade de lhe dizer... Cláudia eventar girl, soubeste-me a pouco, ficas já avisada! O início do ano prometeu-me uma São João e uma Alexandra com mais regularidade e não cumpriu: em 2014 não me escapais, suas coiras! Leididi, idem, idem, aspas, aspas. 2013 trouxe-me meia dúzia de abraços de que nunca mais me irei esquecer: o da Ziza, que gosto como se gosta de alguém com o mesmo sangue, o da Sibila, minha alma gémea, o da Marta Luísa, amiga desde o primeiro chat, o da Inês, minha amiga do peito, o da Fátima Agostinho, cuja família tanto admiro e o da Ana Santos, a quem acho que nunca cheguei a agradecer condignamente o empenho, a dedicação, o amor ao próximo com que me brindou no aniversário da Ana, Faço-o aqui, em jeito de homenagem pública, com a respectiva vénia! E trouxe-me as gargalhadas da Marisa Barroca, da Patrícia, da Ângela Mary Poppins, da Vânia, da Elisa e da minha mui querida Titá, gargalhadas à moda do Porto, mulheres valentes e corajosas, genuínas e de fibra. E trouxe-me de volta a Mariana, de mansinho, como acontece com os reencontros.  E o Ricardo e a Mónica, numa espécie de one afternoon stand.Trouxe-me a Rosália, o Andrea, a Leonor Noronha e a Teresa, tão queridos e gigantes, tão fixes, pá! A Rita também veio,  numa espécie de tesouro que se encontra no fim do arco-íris. Não me posso esquecer da Sílvia que quando me conheceu comparou-me ao Cristiano Ronaldo e de quem eu irei ser madrinha blogosférica em 2014 (está prometido!).E veio a Catarina, a miúda mais promissora de 2013, a quem prevejo um futuro brilhante, auspicioso e feliz, porque o merece. E a Dânia, a Joana, a Raquel Silva, a Raquel Lourenço, a Cátia, a Isabel, a Ângela, a Olga, a Maria Esteves Pereira, a Ana Filipa Correa, a Niki, o Pedro Zouk, a Patrícia Saramago, a Susana Infante, a Maria Antónia e a Cláudia Almeida e o seu H3men que são pessoas tão cool que nem sei como vos explicar. 2013 trouxe-me o doce dos pastéis de nata num tabuleiro gigante e anónimo da Dulce e da Penélope e o entusiasmo de um segredo partilhado. Ah, o meu coração açoriano alargou um bocadinho em 2013 para caberem a Carla e a Cláudia, coriscas mal amanhadas, tenho saudades vossas! Paula Cruz vai daqui um beijo grande como uma árvore para ti: 2013 foi fixe em te ter trazido na bagagem! Liliana Delgado, mesmo longe, 2013 trouxe-te até mim mas quero materializar-te em 2014, vale? Joana Guimarães, não estás esquecida, quero uma fita para assinar, sim? Por fim, quase  no final do ano veio a Carla, minha futura editora, a mulher que vai fazer o disparate de 2014: meter nas prateleiras das livrarias o livro da Pólo Norte. 
2013 foi, assim, o ano das pessoas e a palavra do ano, deste ano, está então escolhida e é "ser" porque aprendi a ser melhor com todos vós, porque os vossos verbos "ser", a vossa existência, a humanidade que vos coube fez do meu 2013 um ano abarrotado de gente e de emoções, um ano inesquecível. 
Obrigada a todos. Até 2014, sim?


sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

O Nel Monteirro da Torre

O jantar era de miúdas com duas das minhas melhores amigas com o pretexto do Natal. Há dois dias que tinha a prenda da Rosa lá em casa, um piriquito verde e estava mortinha para lho entregar em primeiro porque não gosto nada de pássaros sem ser nas árvores e em segundo porque a Ana também não é fã, pelo que, o bicho não era uma presença muito estimada cá em casa.
Assim que a Rosa abriu a caixinha com o Chiquinho II (vem substituir o Chiquinho que lhe morreu recentemente, passados uns 15 anos de habitar na sua casa, o que a deixou mesmo triste) foi uma alegria. Mas, mas... levávamos o pássaro para o restaurante? Pois claro que sim. 
O restaurante escolhido é novo e chama-se Mr. Pizza e fica ali na Torre, em Cascais. O ambiente é muito giro e as crianças têm um espaço para fazerem as suas próprias pizzas e os donos são... alemães. Ou então são familiarres do Conde de Contarrr pois falam com uma prrronúncia estrrrranha. 
Assim que entrámos agarrámo-nos ao saco onde transportávamos o Chiquinho, pois os senhores são tão simpáticos que só não nos levaram ao colo porque somos pesadas e estávamos mesmo a ver que iriam querer colocar os sacos com as prendas no bengaleiro ao pé dos nossos casacos. Chiquinho protegido e chega o empregado, de agora em diante designado pelo Nel Monteirro da Torre. 
Fui eu quem detectei logo as parecenças mas a minha amiga Rosa disse que não era bem assim que este tinha mais 1,50 cm que o Nel Monteiro original e a minha amiga Cláudia perguntou quem raios era o Nel Monteiro mas isso agora não interessa nada. 
O Nel Monteirro da Torre, tinha a mesma prronúncia de todos os empregados do restaurante com uma particularidade: ele estava em todo o lado. Eu virava-me para a direita  e o Nel Monteirro estava do meu lado a servir-me a bebida, a Rosa deixava cair o guardanapo e o Nel Monteirro ali estava a substitui-lo no mesmo segundo, a Cláudia olhava para a ementa e ali estava o Nel Monteirro a sugerir-lhe uma pasta, o Chiquinho piava e o Nel Monteirro ali estava a oferecer-nos queijo feta com pimentos saído do forno e a explicar-nos detalhadamente que vinha da Bulgária de um amigo deles que tinha uma quinta e mandava para Portugal em baldes o abençoado queijo (que era bom, sim senhora!), enfim, o Nel Monteirro estava em cada centímetro cúbico do nosso perímetro, ora a oferecer-nos panfletos para levarmos para casa ora a pedir-nos que preenchessemos num livro de visitas os nossos contactos de email ora a querer fazer-nos uma visita guiada à agrradável esplanada (estava frio, homem! "deslargue-nos!"), enfim, o homem estava em todo o ladão com o seu cabelo impecavelmente pintado de cor castanha Nel Monteiro. Era isso! Estava descoberta a semelhança: a mesma tintinha "Lórrrrreal" no mesmo cabelo com caracolito ao pé da nuca e ligeira poupa, um regalo para as vistas!
Acabámos o jantar e recomendamos o restaurante. Eu pisguei-me e deixei as miúdas para trás, não era por mim, o Chiquinho precisava de apanhar ar. Elas vinham desmanchadas a rir logo atrás e eu cheia de medo que o Nel Monteirro da Torre viesse colado às solas dos sapatos delas, credo, que o homem não desgrudava. 
A última vez que o vislumbrei estava à porta do restaurante, o que foi uma grande maçada pois os fechos das portas do carro da minha amiga Rosa estragaram-se e ela teve que entrar pelo porta bagagens e o carro levou uma trepidação tal que o Chiquinho que estava no saco em cima do tejadilho a repousar enquanto nos armávamos todas em contorcionistas ia voando dentro da caixa e tudo. 
Fomos beber o digestivo ao nosso bar preferido e, desta feita, o Chiquinho ficou no carro. Demorámo-nos pouco que a Rosa estava com medo que o pássaro se constipasse e em vez de "piu" largasse um "piun" anasalado mas juro que ao sairmos as três do bar, no meio de gargalhadas, tememos que o Nel Monteirro da Torre estivesse ali a abrir-nos a porta do porta-bagagem, à laia de carrapato, com as suas melenas castanhas e a prronúncia de conde de Contarrr.

terça-feira, 24 de dezembro de 2013

Cá em casa temos canção oficial do Natal de 2013 (já era a de 2012 mas agora sabemos mesmo a letra de cor)



E, sim, todos a cantamos em repeat over and over again.

(E, sim, nada a fazer, a sobrinha chama-se Samantha. Ah, a maravilhosa influência americana nos Açores!)

segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

Não há Natal como o minhoto-açoriano!

Amanhã em cima da mesa o bacalhau, as batatas, os nabos e as couves a competirem com o polvo e as lulas recheadas (não há lulas recheadas melhores que as de S. Jorge, meu Deus!). Massa sovada na mesa e queijo-ilha com um bocadinho de pimenta da terra para temperar. 
Na mesa de apoio o leite-creme queimado a preceito, as filhoses, as azevias de grão e a aletria (arroz doce não, obrigada!). Os mexidos são o ponto alto da gula cá de casa, tão minhotos, tão da avó, tão nossos. 
Bolo de Natal húmido que mámen não toca em bolo-rei (mas o da Garret cá cantará!), rosquilhas brancas, donas amélias e angelica. No dia seguinte a roupa velha com azeite com pronúncia do Norte. 
O meu Natal mudou como mudou a minha família. O meu Natal acrescentou um toque atlântico a este Minho de sempre, um cheiro a azul e maresia a este bafo quente e verde minhoto, especiarias trazidas por marinheiros, o mel e os pinhões dos doces trigueiros, as couves "gostosas", um "áquela!" de satisfação a cada brinde de "binho" tinto, do bom. 
O meu Natal, o Natal desta família que ajudei a formar, o Natal da Ana é minhoto-açoriano e eu acho que sim, que afinal é possível ter o melhor de dois mundos. 

Quadripolarização muuuuuito a Norte


"Olá ursa,
 
Diretamente do Zoo de Copenhaga um urso polar quadripolarizado. Infelizmente não sabia estar quieto!
 
Saudações ursinas"

 Tumbas: Dinamarca quadripolarizada!

(Obrigada, querida Heidi!)

quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

O Mundo divide-se entre...

... quem tem na sua rua uma casa enfeitada do chão até ao telhado com luzes natalícias à laia de Circo Chen e os outros.

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Um milhão de likes pela demissão de Crato

Pediram-me o like no facebook para esta causa. Podia ser o Crato, como o Passos Coelho como o José Alberto, aquele empregado-de-mesa coxo e mal encarado, sempre com maus modos, ali do Rei das Lamujinhas, na Amoreira. Acho delicioso o movimento!
Uma pessoa senta-se, indigna-se no tempo em que carrega no botão direito do rato para fazer o seu like, na loucura perde dois ou tr!es minutos a ler comentários,  volta à página inicial do facebook, vê mais uma camisola no facebook da loja de roupa, pergunta o preço do bolo rei da Garret e se fazem entregas ao domicílio, salva uma fotografia cómica natalícia para postar no tempo devido, comenta o resultado do Benfica com um amigo sportinguista, partilha um status do Quadripolaridades e voilá: dever cumprido, "já não sei quem pedi para ir para o olho da rua, já me perdi nos entretantos, mas se likei, foi muito bem likado". 
Gosto muito desta revolução via facebook, entre um like, uma partilha, a visualização de uma imagem e um comentário uma pessoa indigna-se. Indigna-se rápido, porque há que espreitar a página de roupa de crianças, acabar o nível do Candy Crush e responder a duas mensagens, ah, e o chat está verde, um mar de janelinhas a abrirem-se, uma canseira.

Estou a imaginar o diálogo:

Assessor do Nuno Crato: "Dótor, lamento trazer-lhe más notícias: tem um milhão de likes no facebook a pedir a sua demissão. "

Nuno Crato: "Eh Diabo! Preciso de mais dados para me documentar, jove!"

Assessor do Nuno Crato: "É para já: deste 1 milhão, 500 mil tiram fotografias de pratos de comida, 250 mil jogam Candy Crush (sendo que 50% não passou do nível 23), 20 000 leram as sombras de Grey e, agora vem a parte dura: 1 milhão é do Benfica..."

Nuno Crato: "E em que lugar está o Benfica no campeonato este ano?"

Assessor do Nuno Crato: "Em terceiro, Dótor!"

Nuno Crato: "Olhe, envie uns pólos da Sacoor, uns pullover amarelo-bebé e uns 5 ou seis sapatos de vela para o Bruno de Carvalho, uma brasileira nova para o Jorge Nuno, reserve o Marquês e não se fala mais disto. Mas não vá o Diabo tecê-las, compre uns tijolos ao Facebook para oferecer aos senhores do Candy Crush e distraí-los destas páginas do demo..."

(assessor a sair do gabinete)

Nuno Crato- Pchhht, ó menino!

Assessor do Nuno Crato: Diga,diga, Dótor!

Nuno Crato (a mexer no iphone): Rosinhas. São os tijolos rosinha, não se esqueça, sim?!

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Alcabideche, esta metrópole da cultura nacional


Sendo a causa meritória estou em pulgas para marcar presença por várias razões entre as quais ver ao vivo que afinal a Dulce Guimarães ainda é viva (onde esteve hibernada estes anos todos?), dançar in loco o Burrito, conhecer a Pipoca-qualquer-coisa-que-não-a-mais-doce versão não blogosférica (Quina Barreiros? Really?), chamar um figo ao robusto Melão e acabar a noite com Chave d'Ouro. 

Agora vou só ali às pittas shoarmas do Cascaishopping comprar o bilhete. 

sábado, 7 de dezembro de 2013

Ici bisous, petit quadripolares trés jolie!*


"Olá Pólo Norte (e restante família),

Sou a Carolina (à esquerda), sou quadripolar há... dois anos? e estou a estudar em Bordéus (ou "Bordeaux", para ser chique), onde converti a minha amiga Vera (à direita) ao culto Quadripolar recentemente. 

Hoje decidimos ir dar uma volta pelo centro da cidade para ver as decorações de Natal e encontrámos este casal de ursos polares. A associação foi imediata e dissemos logo: "temos de quadripolarizar isto". Depois do pânico por ninguém ter uma caneta e uma folha, um lenço de papel e o eye liner da Vera resolveram o problema. 

Esperamos que gostes! Nós por cá, tencionamos continuar a quadripolarizar esta bela cidade.

Beijinhos!"

(* O meu franciú está cada vez melhor, como podeis regardez...)

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

A EXPERIMENTAR | Supper-Club

"Supper-Club" é um conceito internacional que oferece a possibilidade de experimentar uma refeição em ambiente familiar, numa casa particular. Permite, por outro lado, que um "chef amador" partilhe a sua paixão pela gastronomia, dando a conhecer aos (novos) amigos que recebe no ambiente informal da sua casa, o seu trabalho na cozinha. 

 Uma opção atraente, sem dúvida, que permitirá apreciar os sabores de uma cozinha diferente, em clima de grande descontracção e bem-estar - por um custo inferior ao do tradicional restaurante. 

 No "b my guest " damos por certo que nada será deixado ao acaso. Atentos às expectativas, move-nos o gosto de bem receber e o empenho de quem "namora com as panelas". Temos razões para crer que está assegurado um bom resultado final. 

 Sente-se aqui a paixão de quem cozinha, mas uma refeição será agora pretexto para muito mais: agradáveis momentos de tertúlia que aqui surgem naturalmente, com uma espontaneidade própria das reuniões de amigos - por oposição ao conceito comercial e impessoal de restaurante. 

Propomos, sempre com base nos melhores produtos nacionais, uma cozinha contemporânea de raíz mediterrânica, com inspiração portuguesa, sem preconceitos relativos a novas fusões. 

 O menu-base inclui duas entradas, dois pratos, sobremesa e as bebidas recomendadas para seu acompanhamento. Será sempre possível alterar o plano do menu-base, no sentido de se atender um eventual pedido específico. 

 Funcionamos por marcação e no pressuposto de uma retribuição por parte dos participantes. 

 Vale a pena vir, desfrutar, adquirir uma nova imagem do que é portuense e português. Esperamos-vos no centro do Porto, num edifício com traça dos anos 30."

Que ideia tão gira: aqui.http://www.facebook.com/bmyguestsupperclubhttp://www.facebook.com/bmyguestsupperclub 

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Uma pessoa vai à caixa postal...

... e atira beijinhos imaginários com a manita: obrigada Lego!






Lego quadripolarizada! Tumbas!


A VISITAR | Dream On Coimbra Hostel (Coimbra)

"Somos duas amigas, Patrícia e Rita, licenciadas em turismo, que, depois de trabalhar que nem umas mouras em várias áreas (educação, hotelaria, restauração), resolveram arriscar e abriram um negócio em julho de 2012...um hostel ecológico em Coimbra. 

Ficámos desempregadas e metemos mãos à obra. Pedimos capital aos pais, irmãos e namorados...porque os bancos não emprestam a quem não tem nada. Alugámos uma casa, fizemos as obras todas (sim, com as nossas mãos) e nove meses depois, (sim o tempo de gerar um filho!) finalmente abrimos! 

Tentámos aproveitar mobiliário antigo, recuperando-o, como por exemplo cadeiras, mesas e objectos de decoração. Transformámos latas em vasos e suportes de velas, cartões dos lençóis adquiridos em chaveiro, frascos em chapeleiro, garrafas em parede, paletes em sofá e camas, gavetas velhas em prateleiras, latas de atum em cinzeiros, etc. No hostel temos vários apelos à reciclagem, poupança de água e luz. 

Agora cá andamos na nossa vida de angariar hóspedes para este negócio que nos saiu da alma e do coração. Mas não queremos apenas ter um hostel! Queremos fazer algo pela cidade e pelas pessoas e assim, tentamos associar-nos a causas que façam algo pela nossa comunidade, como por exemplo, temos um estagiário da APPDA Coimbra, e estamos a promover uma recolha de alimentos, vestuário e artigos de decoração para o Lar de Infância e Juventude (Comunidade Juvenil Francisco de Assis), situado nos arredores de Coimbra. 

 Ok...depois disto tudo o que é que nós queremos?!? Queríamos "apenas".. e para nós seria imenso..que divulgasses esta iniciativa já que temos a certeza de que o número de artigos recolhido subiria em flecha! E claro, convidar-te para nos conhecer quando visitares Coimbra!! "

E eu lá vou perder a oportunidade de introduzir a Ana na dinâmica do mundos dos hosteis? Fica para breve, meninas: me aguardem!







Dream On Coimbra Hostel 
Av. D. Afonso Henriques, 31 3000-010 Coimbra 
 Tel. +351 239715702 Telem: +351 918676286 
 Email: dreamoncoimbrahostel@gmail.com 

Site: http://dreamoncoimbrahostel.com/ 
Facebook: aqui

Um dia, alguém vai de lua-de-mel e lembra-se de mim...


(Obrigada, Rossana! Pelo aspecto da arma foste amiga dos animais voadores nojentos...)

sábado, 30 de novembro de 2013

Matar a morte

A minha avó morreu faz no próximo dia 23 de Dezembro dois anos. A minha avo morreu e a seguir sobrevivi a um Natal com a prenda que lhe tinha comprado, intocável durante dias, debaixo da árvore. Um Natal triste, tão triste, um não Natal.  
A minha avó morreu e a seguir soube que estava grávida, fui comemorar o amor a Nova Iorque, a barriga começou a crescer, fiquei de baixa médica, o bebé começou a dar pontapés, soube-a menina como se a vida se tivesse encarregue de repor os níveis de estrogéno na família, dei-lhe o nome de Ana, ainda in útero, o nome da minha avó. 
A minha avo morreu e a seguir fui mãe, conheci a (nova) Ana que, loira e de olhos azuis, é por vezes tão igual à minha avó Ana, cabelos pretos minhotos e olhos verdes-azeitona. Talvez à força de um amor tão imensurável, tão matrioska, revejo o mesmo olhar, o mesmo baixar de olhos, o mesmo espreitar, o sorriso, o ar despachado de manga arregaçada nesta minha semi-açoriana, menina do Norte, nascida em Cascais.
A minha avó morreu e a seguir tive ocupada a ver a minha filha crescer, a roupa a deixar de lhe servir, os sapatos a galoparem nos números, o andar desajeitado, os sons, as corridas, as primeiras palavras, as gargalhadas selectivas e direccionadas.
A minha avó morreu e eu sou má de mortes. Fiz da palavra luto um verbo, uma negação, um "amanhã choro", reneguei o substantivo à palavra, quis esquecer-me da dor, entreter-me com a vida.
A minha avó morreu e faz-me falta todos os dias, sem excepção. Hoje, dois anos volvidos, sonhei pela primeira vez com ela, olhando-me de frente, espingarda em punho (maldito inconsciente!) a matar a morte que a levou. Sorria daquele jeito tão dela, a minha avó de espingarda em punho, num sonho estranho e agitado e sussurrou-me baixinho que era tempo de matar aquela morte em mim e que me permitia chorar.
A minha avó morreu e matou a morte dela em mim, viva que está nos meu dias e agora, finalmente, nas minhas noites, enfim. 

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

A fronteira entre o cultural e o ético, o deontológico e a religião. E já não me lembrava que ser psicóloga é bem mais difícil do que ser CEO de uma grande empresa.

Ontem fui chamada de urgência à escola de uma criança guineense que acompanho há pouco tempo. 
A menina, que apresenta episódios de enurese, esteve ausente quinze dias da escola, sem qualquer justificação por parte da família para o absentismo. 
Ontem, no regresso percebeu-se que sangrava. Sangrava muito e suspeitaram de uma menarca (muito) precoce. O seu comportamento era de profunda ansiedade e retraimento social, algo que acontecia pela primeira vez naquele contexto escolar.
Ontem, pela primeira vez na vida, soube o que é de perto a mutilação genital feminina, numa criança pequena, demasiado pequena para ter que ser cobaia de dogmas, superstições, actos religiosos e culturais desta espécie. 
Ontem, no meio do choque, percebi que ser mãe fez de mim uma profissional diferente. Mais emotiva, outra vez.
Entre a mente aberta, o respeito pelas culturas, a tentativa de ser o menos etnocêntrica possível, a relação profissional, ontem, ao olhar para a menina, num abraço que não consegui desatar, fui apenas mãe. Ontem chorei. 

sábado, 16 de novembro de 2013

Dia da asneira é promovido ao dia do palavrão cabeludo

É hoje. 
Comecei com um pãozinho branco com quaijo de são Jorge e marmelada e uma caneca de leite com chocolate. 
Vou almoçar fondue com tudo o que eu tenho direito (btw, o melhor fondue do Mundo deixou de ser no Marginalíssimo e é agora no Jardim do Lago). 
Vou lanchar crepes com manteiga de amendoim e compota de morango no Gourmet da Maria.
Ao jantar já decidi que quero um spagetti à carbonara. 

Tendo a certeza que irei recuperar num dia todas as calorias perdidas na última semana aconselho a Dra. Ágata a rever esta ideia do dia da asneira. 

Mas, já agora, que reveja só depois da meia-noite de hoje, ok?

Dia de workshop de primeiros socorros




segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Post cheio de palavrões mas a culpa é da falta de hidratos de carbono que me afecta grandemente a pouca massa cerebral que ainda não se me sumiu com a dieta. Falaram em massa? Nham nham...

Queria mesmo dizer que fazer dieta é mainstream e cool e tal e que afinal o corpo habitua-se e já não me custa nada mas QUARAILHO ISTO É UMA BELA MERDA, não se habitua coisa nenhuma, e eu não gosto de comida saudável, gosto é de merdas que fazem mal tipo doces de colher e massa e batata doce e castanhas assadas e cozidas com erva-doce e se o Mundo fosse justo a alface é que fazia engordar e puta que pariu as gelatinas.
Também queria ter um metabolismo fabuloso tipo "ah, eu como tudo e não engordo de maneira nenhuma, sou o contrário posso comer tudo o que me apetece e nem um grama, às vezes até tenho que fazer dieta para engordar, vejam lá..." e PUTA QUE AS PARIU A TODAS.
Estou mal humorada, tonta e com o cérebro mais lento do que quando estava grávida e olhem que a coisa, nessa altura, estava num estado lastimoso. Hoje, por exemplo, queria dizer à minha amiga Filipa que andava a sentir falta de hidratos de carbono e disse-lhe, convictamente, que me fazia muita falta dióxido de carbono. Estou toda fritinha- juro-vos.
Não fosse ter que emagrecer por questões de saúde e contava-vos a dieta dos 31 dias...
Na busca de mais gente que sinta empatia pelo meu estado de espírito dietoso acedi a um grupo de auto-ajuda no facebook de pessoas que também estão a fazer a dieta dos 31 dias.

Mousse de manga, sim, sim. Come também baba de camelo com leite condensado magro, ó esperteza de hortaliça...

Pesinhos? Chispes? Ah não, pesos pequeninos? Ó filha, se fossem pesos...inhos a malta fazia lá dieta, pá?

"Vosses" estão com tanta fome que comem hífens, certo?


E morreres, han?


Portanto.. eu já pertenci a um grupo de auto-ajuda. Antes passar fome sozinha, caramba! 
Ou cagar um pé até ao pescoço. 

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

O mundo divide-se entre...

... quem come frango com molho de manteiga e quem come com molho de piri-piri.

Hic, Hic, foda-se

Experimentem a maravilhosa sensação de estarem numa conference call importante de trabalho e, no preciso momento, em que é a vossa vez de falar da-vos uma crise de soluços. Tentam disfarçar, vislumbram no quadradinho do monitor a vossa cara de lata a entornar a bebida com gás afogueada a tentar parar os soluços e, finalmente, abrem a boca e largam um maravilhoso arroto. 
Todo o glamour. 

A minha vida é uma porra, pá.

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

À saída das Finanças de Cascais

Vejo uma senhora velhota, muito pintada, muito airosa, com a sua bengala sentada à espera da sua vez para ser atendida, enquanto conversava com uma "rapariga" da sua geração que tinha vindo, claramente, para lhe fazer companhia.

Com a mania que sou a Madre Teresa de Calcutá, achei por bem avisar a senhora que poderia gozar de senha prioritária. 

Pólo Norte- "Peço desculpa: a senhora sabe que tem prioridade, certo? É ir ali aquele balcão e passa à frente, assim escusa de esperar"

Resposta: "Ah querida, a não ser que me empresta a sua menina para eu a levar ao colo, eu não estou grávida nem sou deficiente, aquele balcão não é para mim..."

Sorrio com a "dica" e nas minhas costas oiço a amiga sussurrar:

-"Queres lá ver que a puta da miúda achou que eras idosa?!



(até me engasguei com as gargalhadas)




Entretanto, no reino do serviço de finanças de Cascais

À minha frente na fila está um tipo com bom ar, a pagar impostos e coimas. Vê-se que quer assumir, claramente, uma atitude sedutora face à senhora que o está a atender, pergunta-lhe acerca do perdão fiscal, pede-lhe um "jeitinho" para atenuar a coima y e x e, de repente, olha para a placa com o nome da senhora e começa a estratégia de personalização "Ah, a D. Tata bem que podia ver o que podia fazer por mim... Oh D. Tata veja lá se eu posso pagar sem coimas ao abrigo do prazo até 20 de Dezembro. Oh D. Tata isto, a D. Tata aquilo..."

 Assim que despacha o tipo, D. Tata encolhe os ombros e faz-me um esgar de sorriso. Quando chega a minha vez não resisto a olhar para a placa em cima do balcão: "Celeste Carvalho- TATA". 

Em letras miudinhas, abaixo na plaquinha: "- Técnico de Administração Tributária-Ajunto"


Estou a rir há 10 minutos seguidos...

terça-feira, 5 de novembro de 2013

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Coisas que me fazem ter vontade de cancelar a minha conta de facebook

- não é o medo de perder a minha privacidade
- não é a estupidez das pessoas manifestarem as suas emoções através da rede social em vez de falarem comigo
- não é ter que me ter visto obrigada a aceitar a minha sogra e levar com os status dela com orações e pajelas virtuais a poluirem-me as notificações
- não são as pessoas que lêem este blog decidirem adicionar-me como amiga sem nunca me terem visto mais gorda e ficarem ofendidas por eu não aceitar
- não é a trabalheira de ter que bloquear todas as pessoas que não podem comigo nem com molho de tomate para não terem acesso a nada 
- e ex-namorados, amantes, coisos e afins
- não é chatearem-me por não postar fotos da criança
- não é ter que aprovar os pedidos de identificação de parentesco dos 500 primos em 23º grau
- não é ter que levar com os meus amigos que relatam cada pum que dão nem com o meu pai com uma namorada diferente todas as semanas

- são coisas destas, quarailho:


A CONHECER | Estudantina Académica do ISEL

Queria agradecer à Estudantina Académica do ISEL por se terem prontificado a serem a nossa prenda de aniversário para a Sónia. 
Eu sabia que lhe queria dar homens, muitos homens, mas depois achei que o Ricardo não ia achar grande graça se contratasse marmanjos "mesquelosos" para fazerem uma dança sexy à moça. Pensei contratar o La Féria e trazer só os actores homens de adereços de caravelas na cabeça para cantarem o "Grande Noite"  mais o João Baião e o diabo a quatro mas temi que me travestissem a Anita Guerreiro, que bem vistas as coisas nos musicais do La Feria prevalece o mulherio. 
Até que desisti e pensámos numa coisa assim mais para o romântico e, aos 40 anos, acabados de estrear, a Sónia foi a musa de uma serenata. E eu, confesso, até que gostei.




Um eférrerá à Estudantina Académica do ISEL: tão afinados, tão engenheiros, tão tenrinhos. Uma relíquia!

(O serviço à la carte de serenatas existe e é uma supresa que recomendo vi-va-men-te!)




Surpreender uma amiga contratando uma tuna para lhe fazer uma serenata


Quem? Estudantina Académica do ISEL
Onde? ISEL- Lisboa
Contacto: Pelo email estudantina@alunos.isel.ipl.pt
Saber mais? https://www.facebook.com/Estudantina-Acad%C3%A9mica-do-ISEL-107479162661498/?fref=ts

terça-feira, 29 de outubro de 2013

O Mundo divide-se entre...

... quem prefere os tintos do Douro e quem prefere os Alentejanos.

A CONHECER | MUIPITI

O pai fica sempre zangado e acha que a miúda não deve ser ostracizada nos diferentes meios onde se move. 
A mãe é contra-corrente. 

 Perguntam vocês: Pólo Norte, como foi a Ana vestida ao seu primeiro grande evento de moda (Lisbon Kids Market)? 




Depois do burko-laço lançado pela mãe, a Ana lança a tendência "étnico-chique"

Capulana Muipiti (obrigada Rita e Anabela pelo presente!)
Camisola com gola à Camões oferecida pela avó (duma marca cujo nome não decorei mas de uma das 30000 que começa por Maria)
Sapatos de presilha e fivela do armazém do calçado em Benfica (baratos, baratos!)
Meias não me lembro de onde
Produção: Sofia para MagmaPhoto
Modelo: Ana Norte Mámen


(* Tio Pipoco, o étnico-chique is the new snob-chic)






Vestir as crianças com a nova tendência: étnico-chic


Quem? Muipiti
Onde? online
Contacto: Pelo email muipiti@muipiti.com
Saber mais? http://www.muipiti.com |
https://www.facebook.com/Muipiti-229552627188834/?fref=ts

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

A EXPERIMENTAR | Taverna da Taça Virada

I hate as modernas tascas e tabernas antigas. Sim, velha do Restelo, me assumo: não gosto de reinvenções da roda. Não gosto de novas padarias a quererem recriar as padarias antigas, gosto de padarias antigas. Abomino o "The World Need Nata" e pelo-me por pastéis de Belém em Belém: o Mundo se quiser provar que cá venha! Gosto do Santini de Cascais o resto só serve para afastar os lisboetas da minha terra e desimpedirem a loja e encurtarem-me as filas. Aguentem-me!
Por isso, esta nova moda de modernas tascas e tabernas antigas irrita-me, solenemente. Acho, sinceramente, que já fui a todas as aclamadas novas tabernas e tascas de Lisboa. Taberna e tasca antigas cheiram a madeira da pipa, cheiram a vinho tinto, têm empregados com um pano da loiça ao ombro (que também pode servir para limpar as mesas, os copos e as chávenas que são colocadas a aquecer em cima da máquina de café: fuck ASAE!) um assobio perfeito, ali como na Ginginha do Rossio (nem página de FB têm: toma!), bebe-se a ginginha tradicional num copo de três, nada da paneleirice de clichés forçados, de toalhinhas imaculadas de xadrez, de canecas de barro compradas no Chinês, naperons de crochet nas mesas, decoração vintage (vómito!) e artifícios vários- já disse que não aguento esta moda de recuperar as coisas antigas com artifícios vários? Não aguento. 
Tabernas, tabernas daquelas de verdade, assim de repente, para além da Ginginha do Rossio recomendo "O Henrique" em Alcabideche ou "O Camões- o rei das lamujinhas" aqui na Amoreira.. Quereis tascas antigas? Aguentem o estômago e o fígado, preparem-se para mesas de contraplacado e cadeiras desconfortáveis e regalem-se com uma aguardente caseira e um croquete de sabe-se lá o quê, não intelectualizem, sabe bem. Se quiserem uma coisa mais burguesa tendes ali a Taverna dos Trovadores, em São Pedro de Sintra, burguesa, é certo, mas sem pretensões de querer imitar o antigo, em bom. 
No entanto, ontem consegui gostar de uma taberna nova, uma taberna que não quer imitar nada, que quer ser uma taberna no espírito tascoso da coisa, uma taberna sem pretensões de imitar o antigo, uma taberna portuguesa, que só vende produtos portugueses, com uma decoração naturalmente despreocupada e sem necessidade de decoradores de interiores a fazerem de conta que "este objecto aqui e ali, colocados estrategicamente ao acaso, um a seguir ao outro, vai criar uma cenário negligé e typical, vintage e old-school". Uma taberna actual normal como, aliás, a Taberna Tosca, outra da qual sou fã. 
Na Taverna da Taça Virada, ali para os lados do Alto de Santo Amaro, há toalhas de papel nas mesas, há um empregado que assobia de mangas arregaçadas e sem fardas a imitar o antigo, caldo verde e limonada (mas só na altura em que os limões estão mais maduros), croquetes e pastéis de bacalhau, pataniscas e jolas. Também há artefactos de barro (arregalar de olhos) mas compensado com a existência de peixinhos da horta! 
Só não há coca-cola, que ali só se vendem produtos portugueses. Como antigamente... ;)




(Update- Chamada a atenção pela minha amiga Luna reponho a justiça dos factos e assumo aqui que a Taberna Ideal é a Taberna Ideal, a única dentro deste conceito snob-vintage-blherck que vale a pena...)

É um blog? É uma página de FB? Para mim é um FBlog...

E encontrei-me nas palavras de outrém:

Quando eu soube que estava grávida, já lá vão mais de 5 anos, a minha vida parou por uns breves grandes instantes. O bebé tinha sido planeado e antes mesmo de biologicamente se poder saber o veredicto, eu já o sabia. Sabia-o de tal forma que contei a várias pessoas próximas que viria aí um bebé, uns quinze dias antes de fazer o teste. Começava aqui o rol de certezas absolutas sobre a maternidade e ...acabava aqui também. A certeza confirmou-se, e como estava a dizer o mundo parou de girar, e as minhas certezas também. A felicidade é uma coisa estranha. O medo é um ladrão de felicidades. Ainda assim utilizei-o em benefício próprio - ao medo. Há uns dias, sem nenhum porquê em especial, dei por mim a pensar sobre o que leva alguém a querer ter filhos. É que antes de os termos a vida é santa. Depois disso, há algo que nos eleva a um estádio de transe constante, onde só com muito jogo de cintura nos conseguimos abstrair de imagens horrendas que volta e meia insistem em nos vir à cabeça. Atrevo-me a dizer que nem um cocktail de lexotans e xanaxs é capaz de recolocar uma mãe no estado relaxado pré-maternidade. Um filho é algo precioso demais. E o demais extrapola qualquer bom senso. E o que é trabalhoso não é educar um filho. O trabalhoso é gerir uns olhos doces que nos olham com a certeza de que estes mesmos olhos não nos podem dominar o tal do bom senso que entretanto extrapolou. Dizem por aí umas vozes que os filhos não nos pertencem. Mas o filho é meu. E se ele estivesse aqui para falar diria "a mãe é minha". Continuariam a dizer as vozes que os filhos são do mundo. Mas eu também sou filha. Também sou do mundo. É bom saber que nos encontramos no mesmo lugar!"

Obrigada, Mariana!

domingo, 27 de outubro de 2013

O Mundo divide-se entre...

... as pessoas que dormiram mais uma hora esta noite e as que os filhos não têm um relógio biológico e as acordaram à hora antiga. 

(E as pessoas que escolheram esta noite para deixar as filhas a dormir em casa da avó. 
Obrigada, mummy!)

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Querido Departamento de Recursos Humanos do Mini-Preço/Dia

Antes de qualquer prova psicométrica, antes de qualquer entrevista ou dinâmica de grupo ou prova situacional que hipoteticamente usem no V. recrutamento e selecção sugiro uma prova de correspondência com setinhas entre imagens de vegetais/frutos e respectivos nomes. 

Não é que não me tenha divertido quando vi a menina a pesar marmelos e a registá-los como xuxus ou a pesar batata doce e a registá-la enquanto beterraba mas é que, só no meu caso, quer num quer noutro artigo vocês ficaram a perder. Uns euritos valentes. 

Sempre ao dispôr, 

PN

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

O Mundo divide-se entre...

... as pessoas que têm que fazer desporto por obrigação e os mete-nojo.

A PROVAR | Banoffee


Ingredientes:
2 bananas
1 pacote de natas
1/2 colher (sopa) de açúcar
4 colheres (sopa) de leite condensado cozido (de compra)
10 bolachas-maria
 40 grs de manteiga derretida

Preparação:
Triture as bolachas, junte a manteiga derretida à bolacha moída e misture até formar uma massa.
Forre o fundo da taça com este preparado.
Coloque por cima da massa a banana, cortada às rodelas e o leite condensado e espalhe bem.
Cubra com o chantilly, previamente batido e polvilhe com raspas de chocolate negro.
Coloqueno frigorífico durante 3 horas para que ganhe consistência.


Bom apetite!





(Obrigada, Isabelinha, por me teres dado a provar isto. A minha dieta vivia tão bem na ignorância...)

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

A PROVAR | Broa de Avintes

A Broa de Avintes deveria ser elevada à categoria de património mundial.



(Obrigada Isabel e Marco, pela generosidade e hospitalidade. Na próxima FESTA DA BROA contem comigo!)

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Diz ele que pelo menos actualizei a minha lista de "eu já". PQP!

Quarta-feira difïcil. Tenho trabalho externo na Moita e assim que chego ao sïtio o segurança pergunta-me de onde venho. Obviamente que lhe respondi "Lisboa" em vez do nome da instituição que represento, o que originou um revirar de olhos tão "dah" que, desconcertados, estacionámos no lugar dos deficientes e ainda estávamos a puxar o travão de mão, já o senhor estava colado ao vidro do meu lado da janela, tal rebarbado quando apanha namorados a pinarem dentro de um veïculo, a roçar-se na porta e a grunhir que não poderíamos estacionar ali. 
Decidimos "desestacionar" e enquanto fazíamos marcha atrás para não atropelarmos o segurança que para ali andava a cirandar batemos num carro estacionado. Muitos vernáculos e papeis assinados depois seguimos, finalmente, para o nosso compromisso, onde permanecemos até ao final da tarde, altura em que voltámos para Lisboa para deixarmos o carro de serviço e respectiva amolgadela. 
Mámen tinha ficado de me apanhar e nunca mais chegava. Liguei-lhe e respondeu-me afogueado que estava na segunda circular com o carro aos solavancos. assim que estacionou o bote para me apanhar, o bote não mais voltou a pegar sem ser aos soluços. A luz que acendia, segundo o manual, era a do catalizador (no idea do que se trata) e a intenção do senhor meu esposo era voltarmos para Cascais aos saltinhos. Claro que, neurótica como sou, fui ler o manual todo, googlei problemas com o catalizador no icoiso e percebi que o pior dos cenários era o carro incendiar. Claro que fiz logo o filme todo, nós esturricadinhos, a Ana no nosso funeral conjunto, a Ana em adulta a contar "a minha mãe saiu da Moita e foi para a Chamusca" e não larguei mais o travão de mão.
Passado uma hora chegou o reboque que pedimos. O senhor perguntou se queríamos que chamasse o táxi da companhia mas eu- estúpida!- achei que era uma boa oportunidade de experimentar andar de reboque e vai de subir para o bicho. E começou a saga.

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Ah, as maravilhas de se trabalhar na Zona J...

Estou há meia hora para sair para almoçar. Não posso. Há uma rusga e de cada vez que meto a cebecita de fora da porta há um polícia que me grita "P'ra deeentro!" com voz de comando.
Lá fora uns agentes com bom ar envergando armas. Um manancial de gente encostada a uma parede a serem revistados, parece um verdadeiro código de barras.
Estava eu apoquentada que hoje tinha que ir dar formação para a Margem Sul à tarde...
(Se não voltar, sou capaz de ter levado um balázio. Deixo aqui escrito que não autorizo mámen viúvo a exilar-se com a miúda nos Açores, ok?)

sábado, 12 de outubro de 2013

Princesa Sofia? Já saber o que são os Caricas, ó, ó...

Queridos amigos J. e C.,  
 
Lembrem-se que quando têm uma filha chamada Sofia e me avisarem que o tema da festa de anos dela é "Princesa Sofia" deveis fazer o obséquio de me explicar que, por acaso, o tema se refere a uma personagem de desenhos animados com o mesmo nome da vossa cria sob pena de eu levar como prenda um vestido de princesa com saiote armado, uma coroa pirosa e só não levei um cavalo porque não tive tempo de passar no IKEA e comprar um daqueles com cabo de vassoura.
 
E depois não se queixem de que ela vai querer andar vestida de princesa noite e dia, em casa e na escola e até para dormir, ok?
 
Agradecida.

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

A EXPERIMENTAR | O Gourmet da Maria

Tenho sempre pouca vontade de aqui desvendar os meus spots preferidos, com medo que de repente se tornem sítios da moda, lugares em que se tem que esperar muito tempo para as mesas vagarem, em que o atendimento deixa de ser personalizado e passa a ser massificado, com formações de atendimento ao cliente em vez de simpatia genuína e natural. Mas, depois, vejo muitos desses lugares fecharem e sinto-me culpada: porque não passei a palavra, caramba? Síndrome de filha única...

O Gourmet da Maria é dos poucos sítios que me faz sair de Cascais ao fim-de-semana, trocar a Sacolinha, a Garret, o Jardim do Lago, o Pão com Marmelada, a Confeitaria do Monte, o Zénith e pastelarias dos meus arredores afins, e fazer uns bom quilómetros só para lanchar lá. Fica na Várzea de Sintra, uma aldeia pitoresca no sopé da serra.

Ontem, saímos mais cedo dos afazeres e, com a Ana entregue aos cuidados da tia, fomos lanchar a dois: um creme de Nutela com gelado de nata para ele e um creme de manteiga de amendoim, compota de morango, nozes caramelizadas e natas para mim. Para beber: chocolate quente com menta e canela. Para casa trouxemos chá de roibos com especiarias e chá de roibos com chocolate e caramelo. De beber e chorar por mais!

Por isso, é serviço público este post: ide ao Gourmet da Maria, conheçam a Maria que é uma querida, a bebé Inês que acompanha a mãe com 5 meses sem nunca largar no berreiro e não digam que vão daqui...



Pólo ... a Norte








"Como leitora assídua do Quadripolaridades, não podia deixar de quadripolarizar 2 dos países que faltavam no teu mapa. Assim, seguem algumas fotos da Finlândia e Suécia -Agosto 2013- escolhe as que achares melhor. beijinhos D. e S. P.S: cumprimentos também do guarda real sueco!"

Obrigada Débora!!!

terça-feira, 8 de outubro de 2013

À Rosa, por ocasião dos seus 33 anos

Querida Rosa, 
Pensei escrever-te em nome da Ana mas, em boa verdade, sempre achei ridículos aqueles pais que escrevem em nome dos filhos "Olá, sou o Tomás e nasci com 5 Kg" ou as mulheres que se dirigem aos maridos em nome dos filhos "Ó pai, podes mudar a fralda aqui ao Joaquinzinho, podes, podes?"; por isso, desisti e pensei falar-te em meu nome. 
Não foste a minha escolha primeira para madrinha da Ana mas foste uma das poucas amigas que convidámos para o baptizado lá longe, nas ilhas, porque contigo sabemos que não há salamaleiques, nem mariquices, nem obstáculos que não se ultrapassem, que contigo há determinação e obstinação, força e vontade, mais actos que palavras, a acção de quem faz acontecer. 
Não foste a minha primeira escolha para madrinha da Ana mas no momento imediato em que te convidei, a minutos da cerimónia para ocupares o lugar da Daniela, da Catarina, da Xana e da Cláudia, impossibilitadas de chegarem a São Jorge, naquele Abril inesquecivel, no segundo a seguir a convidar-te com receio de que te ofendesses por não seres uma escolha primeira, uma segunda escolha, uma escolha de emergência, depressa percebi que não podias ter sido melhor escolhida para o cargo. 
Seres madrinha da minha filha dá-nos um laço para sempre, indissolúvel e eu fico grata para que a tempestade, a greve, o mar revolto, a natureza, enfim, o destino se tenham encarregado de seres a minha única amiga ali, naquele dia, no meio do Atlântico, testemunha única de uma aventura que iremos recordar para sempre, palco de inúmeras gargalhadas, uma cumplicidade que se constrói e fortalece desde o dia em que nos conhecemos. Agora, para sempre, com mais certeza e vontade que seja para sempre. 
E eu sei que não há madrinha melhor no Mundo que tu, sempre presente e atenta, participativa e activa, com colo de matriarca, voz de educadora, olhar de segunda mãe. Sei que tal como naquele Abril em que não desististe de chegar ao destino da tua viagem, por terra, por ar, por mar, tudo farás pela minha Ana, se um dia eu lhe fizer falta e precisar que alguém lhe fale de mim, de nós e da história do dia em que te contei que estava grávida com a mesma naturalidade que quem come um tremoço, do dia em que fomos aos santos populares sem sairmos de casa por eu a ter no bucho, do dia em que na maternidade a conheceste e tão bem encaixou, logo, assim, no teu colo, nos braços, nas mãos e tu sorriste com aquele ar ternurento que disfarças tantas vezes, do dia em que enquanto testemunhavas um dos primeiros banhos me viste a arrancar-lhe o coto do cordão umbilical e acorremos juntas para as urgências do hospital, tão taralhoucas e assustadas, depois apenas divertidas e hormonais, do dia em que naquele altar, de peito inchado e um orgulho que se via nos teus olhos, marejados de Atlântico, foste, por mérito, afinal, a escolha perfeita para seres a madrinha Rosa. A madrinha. 
E a escolha não podia ter sido a melhor. 

Feliz Ano Novo, porque o mereces. 

Um beijo enorme da tua sempre amiga e agora comadre. 

O Mundo divide-se entre...

...quem pertence a uma família que faz refeições na mesa da sala e quem as faz na mesa da cozinha.

Istambul quadripolarizado sem palavras? Checked!




"Tanto zoom que não deu para o papel, mas pronto... I Polo Norte, em Istambul já quadripolarizado. *" 

Para quê palavras, afinal?
Obrigada, Cristina!

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

A CONHECER | Cantinho das Alfazemas

A Ana esteve no "Todos por Um", em Abril. Chegou, dirigiu-se a mim, muito discreta e perguntou como podia ajudar. Olhei para a Ana e gostei logo dela ( e eu nem sou de gostar logo das pessoas) e atribuí-lhe uma banca para que pudesse vender produtos durante um par de horas, afinal, tinha trazido a filha e acabariam por ficar cansadas. Ficaram o dia todo, sempre com um sorriso nos lábios, uma serenidade ímpar, um ar fresco que já não se vê. E eu, sem conhecer a Ana, ainda fiquei a gostar mais dela, não me perguntem porquê, trocámos poucas palavras, mas gostei, é uma coisa de pele, de feeling. 
A Ana, para além de fresca e altruísta, é empreendedora e, em pleno tempo de crise, decidiu levar o seu sonho avante e inaugurou uma creche mimosa que só ela no Parque das Nações- Sul, em Lisboa, o "Cantinho das Alfazemas". 
Por isso, para os pais  que ainda não encontraram alternativa de berçário e creche para os seus petizes recomendo que façam uma visita à Ana e a conheçam a ela e ao seu projecto e depois digam-me se não sentem, de imediato, a mesma empatia que eu senti. A raça da miúda é boa gente e merece o melhor!
Toda a sorte do mundo, minha querida! Só pode correr bem!

Querido facebook, alguma mensagem subliminar?


Depois de leitores deste blog carregarem no botão "gosto" para se pronunciarem face a estados da página do Quadripolaridades, eis o que lhes aparece como sugestão de páginas semelhantes?

Queria comentar mas entre o meu jeito para a costura, a minha fluência de espanhol, o meu rabo igualzinho ao da Rita Pereira, só consigo ficar mesmo retida na Fanny (é a Fanny ou o Photoshop passou da validade e "barou" de todo?)


(Obrigada, Susana, pela pérola!)

Hamburgo tem mais encanto na hora da quadripolarização



"Não sei se Hamburgo já é quadripolar ou não. 
Portanto, por vias das dúvidas, encarreguei-me disso aquando de uma visita à cidade na semana passada. A fotografia não é de grande qualidade nem conseguida da perspectiva mais bonita, mas, ainda assim, lutei contra a ventania anestesiante que fazia no topo da torre da Igreja de São Miguel para te quadripolarizar directamente do ponto mais alto lá do sítio. Voilà. 
 P.S. - Fiz "zoom" ao que escrevi para veres que, por ti, fui mesmo ao Pólo Norte."

Obrigada, grande Natália! 

domingo, 6 de outubro de 2013

"Olá, o meu nome é Pólo Norte e vivo com um acumulador!" "Digam olá à Pólo Norte!"

À pala de estar doente os meus planos para o fim-de-semana saíram furados e, com a neura, j´se sabe dá-me para redecorações, o que levou o homem a cantarolar, todo o santo fim-de-semana "quando o corpo dela não tem juízo, o mámen é que paga!". Estupor!
Assim, depois de ter ido ao bazar IKEA ontem na loja de Loures e encontrado dois cestos muito giros que ficavam bem no armário de madeira da cozinha toda uma epifania se me pousou nesta cabecinha loira: "Mámen, vamos mudar a cozinha". E daí, já se sabe como são as mulheres (não sei se as outras são, mas pronto, vou generalizar para ver se serve como atenuante para mámen), dos dois cestos, afinal precisei de entrar mesmo na loja para comprar umas quadro prateleiras e já agora a mesa de cozinha está tão barata e ocupa tão pouco espaço, levamo-la também. Depois do "olha este varão para pendurar em cima da bancada", aproveitamos e compramos fechos de segurança para os armários e para os cantos das mesas, uns banquinhos a combinarem, (que fazemos à despensa?), dávamos também um jeitinho à lavandaria e pronto, o caldo ficou entornado. Mámen armado no mestre de obras do "Querido mudei a casa" mas sem o bigode farfalhudo (sim, há que esclarecer de uma vez por todas que o meu gajo não tem bigode, ok?!). 
Enquanto abria armários, limpava coisas, deitava outras para o lixo para me entreter enquanto ele fazia os pequenos arranjos era interrompida de minuto a minuto com exclamações de dor como "Ouch, não deites essas 30 caixas de cartão dos ovos fora porque eu posso vir a precisar delas" (hum, hum, vais colocar um galinheiro cá em casa para as galinhas porem ovos todos os dias?), "lá nas escolas estão sempre a pedir cápsulas de café e tampas não deites esses três sacos grandes fora, por amor de Deus" (sim, sim, e contribuir para a proliferação de artesanato urbano medonho feito com cápsulas de Nespresso, é que é já a seguir..." ou  "as 32 latas de NAN que escondi guardei na arrecadação vão dar jeito para fazer qualquer coisa gira no Natal". 
Desta vez parei. É que este número não é uma hipérbole, ele tinha guardado, literalmente, 32 latas de NAN. Primeiro imaginei que as queria pintar e usar na despensa (do piorio mas já vi!), depois para dar ao nosso vizinho que tem uma horta biológica no terraço e usa latas para plantar alfaces riscas de Alcabideche e tomates cherry de Cascais) mas, de ambas as vezes, pus imediatamente de parte a ideia devido ao número estúpido de latas guardadas. Até que ele me confessou: "pensei fazer uma instalação com as latas todas pintadas, encostá-las à parede da sala e dispô-las com o formato de um pinheiro de Natal, lá dentro luzes e tínhamos uma árvore de Natal reciclada e original, que achas?". O ar era completamente sério e a intenção tinha o seu quê de naif mas eu- juro!- que estou à meia hora a rir e a pensar que mámen é o maior: a minha vingança para com as nazis da amamentação está a ser preparada porque afinal, senhoras que tanto me atacaram: "E vocês, conseguem fazer árvores de Natal com as maminhas? Can you beat that?"


(Joana Vasconcelos, filha, se lês este blog tu contrata-me o homem como ajudante, por amor de Deus, que isto é um talento que está a ser desperdiçado...)
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