terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Vamos lá actualizar as quadripolarizações de 2013 : Angola a todo o vapor


"Querida Pólo,
Aqui tens um miminho ao vivo e a cores da Final do Campeonato Mundial de Hóquei em Patins em Angola, Espanha-Argentina, no Pavilhão Multiusos do Kilamba (Luanda). Deveria ter sido Espanha-Portugal, mas enfim!
Portugal conquistou o 3º lugar neste campeonato e por cá os tugas estão muito orgulhosos da nossa equipa!
Beijinhos!"

Susana, a quadripolarizar Angola com uma pinta do caraças! Obrigada, mangolé!

Vamos lá actualizar as quadripolarizações de 2013 : We'll always have Paris


Bisous, querida Teresa!

Vamos lá actualizar as quadripolarizações de 2013 : Saudades de eslovacalhar


"Pólo Norte,
Tu pediste e depois de eu me esquecer... Voltei a lembrar-me!
Aqui vai a vista da janela do meu quarto em Bratislava quadripolarizada. Que tal?"

Ma-ra-vi-lho-sa, Inês: maravilhosa!

Vamos lá actualizar as quadripolarizações de 2013 : A quadripolarização do país inusitado




"Cara Ursa, 

Contribuo, pela 1a vez, para a Cruzada Quadripolar. 
O destino não é exótico, as fotos não primam pela originalidade mas a beleza.... a  beleza natural de Kotor é  alucinante. É, assim, com orgulho desmedido que quadripolizo o Montenegro. 

ps - como reparaste, tentei escrever em servo croata.. :-)
ps 2 - por favor, ignora a data da agenda. isto foi em pleno Julho com 35°C

até breve,
"com açucar, com afecto" como diria Chico Buarque

Daniela"

Obrigada, DANIELA! Fiquei cheia de vontade de te seguir os passos e visitar Montenegro!

Vamos lá actualizar as quadripolarizações de 2013 : A quadripolarização que quase levou à cadeia




"Sôdona Ursa, tal como prometido aqui vão as fotos. Fique sabendo que o Guarda de azil me ia matando do coração porque me mandou um valente berro por me ter aproximado de mais do perímetro de segurança. São uns sensiveizinhos... Beijinhos à ursinha e seus progenitores Ana Pragana"

 Beijinhos Ana e espero que tenhas comido almôndegas suecas em bom, pá! (se o Guarda era giro devias ter-te entregado à luta, pá!)

Vamos lá actualizar as quadripolarizações de 2013 : A quadripolarização 4 em 1



Eslovénia


Liechtenstein


San Marino




Vaticano

"Tardou mas aqui estão! Só para que saibas quando entrei no Vaticano estava um sol espectacular... após a quadripolarização começou a fazer trovoadas secas e cinco minutos mais tarde uma carga d' água daquelas de filme de terror! Aparentemente o S. Pedro não achou piada à quadripolarização (na foto não se nota bem). Como bonús tens um pseudo João Paulo II. As outras fotos são de S. Marino, Vaduz (Liechtenstein) e Liubliana (Eslovénia). Beijos para os três, Mara Joaquim"


Obrigada Mara pela quadripolarização santa! Amei!



sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

O Nel Monteirro da Torre

O jantar era de miúdas com duas das minhas melhores amigas com o pretexto do Natal. Há dois dias que tinha a prenda da Rosa lá em casa, um piriquito verde e estava mortinha para lho entregar em primeiro porque não gosto nada de pássaros sem ser nas árvores e em segundo porque a Ana também não é fã, pelo que, o bicho não era uma presença muito estimada cá em casa.
Assim que a Rosa abriu a caixinha com o Chiquinho II (vem substituir o Chiquinho que lhe morreu recentemente, passados uns 15 anos de habitar na sua casa, o que a deixou mesmo triste) foi uma alegria. Mas, mas... levávamos o pássaro para o restaurante? Pois claro que sim. 
O restaurante escolhido é novo e chama-se Mr. Pizza e fica ali na Torre, em Cascais. O ambiente é muito giro e as crianças têm um espaço para fazerem as suas próprias pizzas e os donos são... alemães. Ou então são familiarres do Conde de Contarrr pois falam com uma prrronúncia estrrrranha. 
Assim que entrámos agarrámo-nos ao saco onde transportávamos o Chiquinho, pois os senhores são tão simpáticos que só não nos levaram ao colo porque somos pesadas e estávamos mesmo a ver que iriam querer colocar os sacos com as prendas no bengaleiro ao pé dos nossos casacos. Chiquinho protegido e chega o empregado, de agora em diante designado pelo Nel Monteirro da Torre. 
Fui eu quem detectei logo as parecenças mas a minha amiga Rosa disse que não era bem assim que este tinha mais 1,50 cm que o Nel Monteiro original e a minha amiga Cláudia perguntou quem raios era o Nel Monteiro mas isso agora não interessa nada. 
O Nel Monteirro da Torre, tinha a mesma prronúncia de todos os empregados do restaurante com uma particularidade: ele estava em todo o lado. Eu virava-me para a direita  e o Nel Monteirro estava do meu lado a servir-me a bebida, a Rosa deixava cair o guardanapo e o Nel Monteirro ali estava a substitui-lo no mesmo segundo, a Cláudia olhava para a ementa e ali estava o Nel Monteirro a sugerir-lhe uma pasta, o Chiquinho piava e o Nel Monteirro ali estava a oferecer-nos queijo feta com pimentos saído do forno e a explicar-nos detalhadamente que vinha da Bulgária de um amigo deles que tinha uma quinta e mandava para Portugal em baldes o abençoado queijo (que era bom, sim senhora!), enfim, o Nel Monteirro estava em cada centímetro cúbico do nosso perímetro, ora a oferecer-nos panfletos para levarmos para casa ora a pedir-nos que preenchessemos num livro de visitas os nossos contactos de email ora a querer fazer-nos uma visita guiada à agrradável esplanada (estava frio, homem! "deslargue-nos!"), enfim, o homem estava em todo o ladão com o seu cabelo impecavelmente pintado de cor castanha Nel Monteiro. Era isso! Estava descoberta a semelhança: a mesma tintinha "Lórrrrreal" no mesmo cabelo com caracolito ao pé da nuca e ligeira poupa, um regalo para as vistas!
Acabámos o jantar e recomendamos o restaurante. Eu pisguei-me e deixei as miúdas para trás, não era por mim, o Chiquinho precisava de apanhar ar. Elas vinham desmanchadas a rir logo atrás e eu cheia de medo que o Nel Monteirro da Torre viesse colado às solas dos sapatos delas, credo, que o homem não desgrudava. 
A última vez que o vislumbrei estava à porta do restaurante, o que foi uma grande maçada pois os fechos das portas do carro da minha amiga Rosa estragaram-se e ela teve que entrar pelo porta bagagens e o carro levou uma trepidação tal que o Chiquinho que estava no saco em cima do tejadilho a repousar enquanto nos armávamos todas em contorcionistas ia voando dentro da caixa e tudo. 
Fomos beber o digestivo ao nosso bar preferido e, desta feita, o Chiquinho ficou no carro. Demorámo-nos pouco que a Rosa estava com medo que o pássaro se constipasse e em vez de "piu" largasse um "piun" anasalado mas juro que ao sairmos as três do bar, no meio de gargalhadas, tememos que o Nel Monteirro da Torre estivesse ali a abrir-nos a porta do porta-bagagem, à laia de carrapato, com as suas melenas castanhas e a prronúncia de conde de Contarrr.

segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

Quadripolarização muuuuuito a Norte


"Olá ursa,
 
Diretamente do Zoo de Copenhaga um urso polar quadripolarizado. Infelizmente não sabia estar quieto!
 
Saudações ursinas"

 Tumbas: Dinamarca quadripolarizada!

(Obrigada, querida Heidi!)

sábado, 7 de dezembro de 2013

Ici bisous, petit quadripolares trés jolie!*


"Olá Pólo Norte (e restante família),

Sou a Carolina (à esquerda), sou quadripolar há... dois anos? e estou a estudar em Bordéus (ou "Bordeaux", para ser chique), onde converti a minha amiga Vera (à direita) ao culto Quadripolar recentemente. 

Hoje decidimos ir dar uma volta pelo centro da cidade para ver as decorações de Natal e encontrámos este casal de ursos polares. A associação foi imediata e dissemos logo: "temos de quadripolarizar isto". Depois do pânico por ninguém ter uma caneta e uma folha, um lenço de papel e o eye liner da Vera resolveram o problema. 

Esperamos que gostes! Nós por cá, tencionamos continuar a quadripolarizar esta bela cidade.

Beijinhos!"

(* O meu franciú está cada vez melhor, como podeis regardez...)

sábado, 16 de novembro de 2013

Dia da asneira é promovido ao dia do palavrão cabeludo

É hoje. 
Comecei com um pãozinho branco com quaijo de são Jorge e marmelada e uma caneca de leite com chocolate. 
Vou almoçar fondue com tudo o que eu tenho direito (btw, o melhor fondue do Mundo deixou de ser no Marginalíssimo e é agora no Jardim do Lago). 
Vou lanchar crepes com manteiga de amendoim e compota de morango no Gourmet da Maria.
Ao jantar já decidi que quero um spagetti à carbonara. 

Tendo a certeza que irei recuperar num dia todas as calorias perdidas na última semana aconselho a Dra. Ágata a rever esta ideia do dia da asneira. 

Mas, já agora, que reveja só depois da meia-noite de hoje, ok?

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Hic, Hic, foda-se

Experimentem a maravilhosa sensação de estarem numa conference call importante de trabalho e, no preciso momento, em que é a vossa vez de falar da-vos uma crise de soluços. Tentam disfarçar, vislumbram no quadradinho do monitor a vossa cara de lata a entornar a bebida com gás afogueada a tentar parar os soluços e, finalmente, abrem a boca e largam um maravilhoso arroto. 
Todo o glamour. 

A minha vida é uma porra, pá.

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

À saída das Finanças de Cascais

Vejo uma senhora velhota, muito pintada, muito airosa, com a sua bengala sentada à espera da sua vez para ser atendida, enquanto conversava com uma "rapariga" da sua geração que tinha vindo, claramente, para lhe fazer companhia.

Com a mania que sou a Madre Teresa de Calcutá, achei por bem avisar a senhora que poderia gozar de senha prioritária. 

Pólo Norte- "Peço desculpa: a senhora sabe que tem prioridade, certo? É ir ali aquele balcão e passa à frente, assim escusa de esperar"

Resposta: "Ah querida, a não ser que me empresta a sua menina para eu a levar ao colo, eu não estou grávida nem sou deficiente, aquele balcão não é para mim..."

Sorrio com a "dica" e nas minhas costas oiço a amiga sussurrar:

-"Queres lá ver que a puta da miúda achou que eras idosa?!



(até me engasguei com as gargalhadas)




Entretanto, no reino do serviço de finanças de Cascais

À minha frente na fila está um tipo com bom ar, a pagar impostos e coimas. Vê-se que quer assumir, claramente, uma atitude sedutora face à senhora que o está a atender, pergunta-lhe acerca do perdão fiscal, pede-lhe um "jeitinho" para atenuar a coima y e x e, de repente, olha para a placa com o nome da senhora e começa a estratégia de personalização "Ah, a D. Tata bem que podia ver o que podia fazer por mim... Oh D. Tata veja lá se eu posso pagar sem coimas ao abrigo do prazo até 20 de Dezembro. Oh D. Tata isto, a D. Tata aquilo..."

 Assim que despacha o tipo, D. Tata encolhe os ombros e faz-me um esgar de sorriso. Quando chega a minha vez não resisto a olhar para a placa em cima do balcão: "Celeste Carvalho- TATA". 

Em letras miudinhas, abaixo na plaquinha: "- Técnico de Administração Tributária-Ajunto"


Estou a rir há 10 minutos seguidos...

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Querido Departamento de Recursos Humanos do Mini-Preço/Dia

Antes de qualquer prova psicométrica, antes de qualquer entrevista ou dinâmica de grupo ou prova situacional que hipoteticamente usem no V. recrutamento e selecção sugiro uma prova de correspondência com setinhas entre imagens de vegetais/frutos e respectivos nomes. 

Não é que não me tenha divertido quando vi a menina a pesar marmelos e a registá-los como xuxus ou a pesar batata doce e a registá-la enquanto beterraba mas é que, só no meu caso, quer num quer noutro artigo vocês ficaram a perder. Uns euritos valentes. 

Sempre ao dispôr, 

PN

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Diz ele que pelo menos actualizei a minha lista de "eu já". PQP!

Quarta-feira difïcil. Tenho trabalho externo na Moita e assim que chego ao sïtio o segurança pergunta-me de onde venho. Obviamente que lhe respondi "Lisboa" em vez do nome da instituição que represento, o que originou um revirar de olhos tão "dah" que, desconcertados, estacionámos no lugar dos deficientes e ainda estávamos a puxar o travão de mão, já o senhor estava colado ao vidro do meu lado da janela, tal rebarbado quando apanha namorados a pinarem dentro de um veïculo, a roçar-se na porta e a grunhir que não poderíamos estacionar ali. 
Decidimos "desestacionar" e enquanto fazíamos marcha atrás para não atropelarmos o segurança que para ali andava a cirandar batemos num carro estacionado. Muitos vernáculos e papeis assinados depois seguimos, finalmente, para o nosso compromisso, onde permanecemos até ao final da tarde, altura em que voltámos para Lisboa para deixarmos o carro de serviço e respectiva amolgadela. 
Mámen tinha ficado de me apanhar e nunca mais chegava. Liguei-lhe e respondeu-me afogueado que estava na segunda circular com o carro aos solavancos. assim que estacionou o bote para me apanhar, o bote não mais voltou a pegar sem ser aos soluços. A luz que acendia, segundo o manual, era a do catalizador (no idea do que se trata) e a intenção do senhor meu esposo era voltarmos para Cascais aos saltinhos. Claro que, neurótica como sou, fui ler o manual todo, googlei problemas com o catalizador no icoiso e percebi que o pior dos cenários era o carro incendiar. Claro que fiz logo o filme todo, nós esturricadinhos, a Ana no nosso funeral conjunto, a Ana em adulta a contar "a minha mãe saiu da Moita e foi para a Chamusca" e não larguei mais o travão de mão.
Passado uma hora chegou o reboque que pedimos. O senhor perguntou se queríamos que chamasse o táxi da companhia mas eu- estúpida!- achei que era uma boa oportunidade de experimentar andar de reboque e vai de subir para o bicho. E começou a saga.

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Ah, as maravilhas de se trabalhar na Zona J...

Estou há meia hora para sair para almoçar. Não posso. Há uma rusga e de cada vez que meto a cebecita de fora da porta há um polícia que me grita "P'ra deeentro!" com voz de comando.
Lá fora uns agentes com bom ar envergando armas. Um manancial de gente encostada a uma parede a serem revistados, parece um verdadeiro código de barras.
Estava eu apoquentada que hoje tinha que ir dar formação para a Margem Sul à tarde...
(Se não voltar, sou capaz de ter levado um balázio. Deixo aqui escrito que não autorizo mámen viúvo a exilar-se com a miúda nos Açores, ok?)

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Pólo ... a Norte








"Como leitora assídua do Quadripolaridades, não podia deixar de quadripolarizar 2 dos países que faltavam no teu mapa. Assim, seguem algumas fotos da Finlândia e Suécia -Agosto 2013- escolhe as que achares melhor. beijinhos D. e S. P.S: cumprimentos também do guarda real sueco!"

Obrigada Débora!!!

terça-feira, 8 de outubro de 2013

Istambul quadripolarizado sem palavras? Checked!




"Tanto zoom que não deu para o papel, mas pronto... I Polo Norte, em Istambul já quadripolarizado. *" 

Para quê palavras, afinal?
Obrigada, Cristina!

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Hamburgo tem mais encanto na hora da quadripolarização



"Não sei se Hamburgo já é quadripolar ou não. 
Portanto, por vias das dúvidas, encarreguei-me disso aquando de uma visita à cidade na semana passada. A fotografia não é de grande qualidade nem conseguida da perspectiva mais bonita, mas, ainda assim, lutei contra a ventania anestesiante que fazia no topo da torre da Igreja de São Miguel para te quadripolarizar directamente do ponto mais alto lá do sítio. Voilà. 
 P.S. - Fiz "zoom" ao que escrevi para veres que, por ti, fui mesmo ao Pólo Norte."

Obrigada, grande Natália! 

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Mámen ameaçou-me...

... e acusou-me de só contar a parte das histórias que me convém e beca beca.

Antes que ele se chibe, sim: eu fodi  dei cabo da portinhola da torradeira!


terça-feira, 17 de setembro de 2013

Apresento-vos: el matadora

 
A sério que há quem não saiba o que é uma torradeira com portinholas?
 
(Antes que me perguntem: comprei na Worten há uns 7 anos atrás.)

Matei o Batman!

Arrumámos a cozinha, lavámos o chão e abrimos uma janela pequenina, para o chão poder secar, arejar do cheiro do cozinhado e fui-me deitar.
Há 15 minutos levantei-me com um barulho estranho na cozinha. Ainda adormecida fui meia cegueta até à cozinha onde se ouvia um tumulto. Acendi a luz e ali estava o cabrão: um nojento, irritante e esvoaçante morcego. Ainda sem tempo de fazer marcha atrás e ir chamar mámen e no espaço de um abrir e fechar de olhos o nojento eriçou-se no meu cabelo. Comecei a gritar tanto que acordei mámen e Ana que depressa me "socorreram" na cozinha.
Como trazia a Ana ao colo, assustada com os meus gritos, mámen, esse grande filho da mãe querido não teve de meias medidas e fechou a porta da cozinha.  A desculpa era de que o bicho podia vir em direcção à bebé e fechou a porta da cozinha... ... comigo lá dentro.
Em pânico e a hiperventilar ouvia as indicações do super escoteiro cagalhão cá de casa, muito sábio a ordenar-me:" respira fundo, mantém a calma, fica quieta que ele está mais assustado que tu (!), não o mates!" e eu só gritava "pára de te armares em Power Baden a assistir ao parto da mãe natureza e vem-me mazé ajudaaaarrr!" e ele, todo preciosista a intelectualizar: "mas olha lá, quem é o Power Baden? É o filho do Power Ranger com o Baden Powell?" e eu a passar-me com o estupor do bicho.
Às tantas, a Ana chorava cada vez mais com os meus gritos e tive que me calar. Pensei que se ficasse quieta o bicho acabaria por se desembaraçar do meu cabelo e voava dali para fora. Assim aconteceu. O bicho soltou-se dos meus cabelos mas em vez de voar dali para fora começou a andar às turras na parede da cozinha.
Neste momento o Renato Seabra encarnou-se em mim e só tinha um objectivo na vida: matar o morcego. Mas sem fazer chinfrim e sem correr o risco de dar outra vez a minha melena ao manifesto. Então, agarrei na torradeira (tenho ainda daquelas antigas), abri uma portanhola e liguei-a, tentando fazer uma armadilha electrocutadora doméstica, como aquelas que se viam nos cafés dos anos 80 para matar as moscas. E funcionou: passado uns minutos o parvo do morcego, atraído pela luz ou pelo calor, pespegou-se na torradeira. E não sei se foi queimado, se dos safanões que levou, mas morreu.
Neste momento sinto-me o Renato Seabra dos morcegos a olhar para o pequenino Batman Carlos Castro que jaz no chão da minha cozinha, à espera que o Baden Ranger cá de casa se digne a parar de rir e esconda as provas do crime no caixote de lixo mais próximo. Caso contrário, de manhã come torradas com proteína.
Afinal, torradeiras é que é porque saca-rolhas são coisas de fraquinhos...

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

sábado, 14 de setembro de 2013

Eu avisei que a fase fofi estava a acabar...

 
Diz a Margarida: "com tanta coisa, esqueci-me de quadripolarizar os vários sítios em que estive na Grécia, por isso aqui fica algo representativo, no metro de Atenas xD"
 
Et voilá, um "pedacinh'ásssssssim" da Grécia quadripolarizado!

sábado, 31 de agosto de 2013

Rúben Patrick, o meu amor está p'ra Norte...



Foi o Ruben Patrick que tirou. Casa de Grieg, em Bergen. O meu honey bunny Pipoco, quadripolarizou a Noruega. 



segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Férias 2013- dia 0: We'll always have Paris

Domingo de madrugada, a sair do Clube VII, da segunda festa de aniversário depois de dois dias ininterruptos de festas da Ana. Pólo Norte esfalfada, mámen esgotado, chegamos à carrinha, emprestada pelo meu tio, e percebemos que se escafodeu o vidro lateral do carro numa das viagens de carga e descarga de coisas para a festa. 
Colocamos a carrinha na garagem, preocupados pelo facto de, nesse dia à tarde, termos que devolver a carrinha ao seu dono e este ser picuínhas. 
Os planos de domingo eram ir almoçar com a Luisinha e mummy a Lisboa, para matar as saudades que não conseguimos na festa, ir buscar os restos do lanche da festa de sexta-feira ao local onde o mesmo decorreu, arrumar os 3526 brinquedos que a Ana recebeu, limpar a casa que estava num caos, fazer malas, tudo isto em 24 horas, já que o voo para Paris seria pelas 06h da manhã do dia seguinte. No meio disto tudo queríamos dormir mais que a média de 3 horas que tínhamos feito nos dois dias anteriores. Mas nada disso, eram oito da manhã e estávamos de pé por causa do cabrão do vidro do carro. 
Encontrar uma oficina aberta a um domingo de manhã é tão "fácil" como encontrar um símbolo da Hello Kitty em qualquer divisão da minha casa. É puramente conceptual: não existe!
Tentámos a Midas, a Precision e o Diabo a quatro.: nada! Aparentemente, ao domingo, as pessoas que fazem esse tipo de arranjos não estão disponíveis. 
O meu tio é um picuinhas do caraças e eu tremia só de pensar na fita que ia ser quando visse o estado do vidro, todo quinado para dentro da porta. Já mámen pensava que iam arder os seus planos de pedir a auto-caravana emprestada ao senhor, depois de termos feito aquele bonito servicinho à carrinha. 
Fomos às oficinas mais recônditas que possam imaginar, em armazéns com ar chunga recomendados por amigos de amigos. Nada. 
Duas da tarde e liga-me o meu tio a avisar que ia buscar a carrinha às seis. A esta hora, já dominava todo um curso de mecânica e bate-chapas intensivo e perecebera que não fora o vidro que se escafodeu mas, sim, o elevador do vidro. Sistema eléctrico, portanto. Encontrámos um mecânico numa tasca do Cabreiro, recomendado por um conhecido de um compadre do irmão de um amigo, que nos deu uma esperança: bastava encontrarmos um elevador compatível num ferro-velho, que ele faria o favor de o substituir e arranjar o estrago. 
Cinco e meia da tarde e tínhamos batido todos os ferro-velho de Cascais, Oeiras e Sintra: tudo fechado ou por ser domingo ou por ser Agosto, mês das férias. A esta hora já eu soltava mais palavrões que uma peixeira do Bolhão, exausta, cheia de pó de ter que andar em voltas e reviravoltas em sítios inóspitos de janela aberta (claro que o elevador avariado tinha que ser o do lado do pendura- of course!- para ser eu a comer com o pó!) e aborrecida de termos que sair do carro à vez em sítios como a Rinchoa (não gozem!), a Abrunheira e Cabra Figa, para que ficasse sempre um de guarda dentro da puta da carrinha, de ar condicionado natural ligado, com a janela sempre escancarada. 
Foi o meu outro tio que nos arranjou uma solução provisória, eram 17h45: desmontou a porta, colocou o vidro para cima, colocou ali uma engenhoca com um prego a segurar o vidro e fechou-o, dando-nos ordens que nos calássemos bem caladinhos e forjássemos que o vidro se "avariasse" quando fosse o dono da carrinha a tocar no botão de abrir o vidro. Assim esperávamos que acontecesse. 
Eram 19h, chegou o dono da carrinha, já atrasado. Nós mais pálidos que as roupas da Simara quando mete lá os búzios dela a Iemanjá e com um sorriso altamente amarelo. 
O meu tio pega na chave, despede-se e já na porta pergunta: "Olhem lá, o vidro da carrinha não caiu? É que esqueci-me de vos avisar que o elevador está estragado e que o prendi com um pauzinho, provisoriamente, para a janela estar sempre fechada. Como esqueci-me de vos alertar, se tentaram abrir a janela, de certeza que ela caiu, não? Não é grave, foi só uma solução provisória para poderem usar a carrinha no sábado, já comprei um elevador num ferro-velho e vou substitui-lo hoje... Caiu ou não?"
Duas directas em cima, um dia inteiro a comer pó, mil oficinas ilegais e ferro-velhos duvidosos visitados, percebi que sou capaz de transfigurar o meu rosto de uma maneira que qualquer guionista de filmes de ficção científica me contrataria sem casting.Só não espumava da boca literalmente porque, de resto, toda eu parecia um monstro apático e em choque.
Mámen, meio anestesiado, sorriu, com ar de quem levou com uma cena na cabeça, ainda abananado. 
Só o ouvi murmurar, a poucas horas de embarcarmos, com restos de comida em mil tupperwares na bagageira do nosso carro por distribuir, tristes por não termos conseguido ir ter com a Luisinha, uma torre de caixas de brinquedos a atafulharem o quarto da cria, uma casa num verdadeiro caos, um dia inteiro ardido e três malas por fazer (e roupa por lavar e sacar antes de ir lá para dentro) um sussurrante: "We'll always have Paris".
...

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

quarta-feira, 24 de julho de 2013

Angola? Done!



"Tanto tempo andei a congeminar a quadripolarização e hoje, sem contar, a coisa deu-se! (Mais depressa te tivesse eu enviado o email de ontem...)
Ora aqui tens, querida Ursa: a Portuguesita já com cores de África (bem sei que não parece, mas acredita em mim!) no candongueiro, a dominar uma Cuca (cerveja nacional)!
Comentário do motorista: "Tia, vê lá, não vai me vender em Portugal!". Portanto, olha, diz que o moço não está a venda! ;)

Beijinhos!"

Obrigada e um granda beijo aí para a banda, "tia" Susana!
Pólo Norte <3 you!


domingo, 21 de julho de 2013

Mónaco? Uh lá lá!



Um grande bisous para os chiques e giros Filipa e Pedro que cumpriram a "dolorosa" tarefa de quadripolarizar o Mónaco...

Pólo Norte inveja-vos- é certo!- mas <3 you!

quinta-feira, 18 de julho de 2013

"Nem bem passado nem mal passado. Médio."

Já não me lembrava porque não fazia festa de aniversário há quatro anos mas hoje recordei-me: é um stress!
Primeira questão: convidados. Eu gosto de muitas pessoas diferentes. Com backgrounds diferentes, com estilos diferentes, com interesses e gostos diferentes, com idades diferentes, enfim, pessoas que podem não ter, rigorosamente, nada que ver umas com as outras.
Depois: tenho sempre um galo tramado para organizar festas. tenho boa intenção, boas ideias mas a minha pontaria é sempre a pior. 
Em terceiro lugar: fico sempre com o amargo de boca de não conseguir dar a atenção exclusiva e o tempo necessário a cada um dos convidados. 
Mas desde 2009 que já não havia festa de aniversário quadripolar e este ano apeteceu-me. Tumbas. 
Consegui sentar monárquicos e republicanos do bloco de esquerda na mesma mesa, pessoas com 63 anos e miúdos de 10, anárquicos e agentes da GNR, ex-alunos do Ramalhão e ateus com ódio profundo à religião, pessoas só crente em medicinas alternativas e acupunturas e fisioterapeutas mega científicas, psicólogas e malucos, gente muito caladinha e estouvados, adolescentes aborrecidos e crianças cheias de sono à mesma mesa. Ou melhor, em duas. Já lá iremos...
O restaurante escolhido é um dos meus preferidos. Vou lá frequentemente com mámen e somos muito bem servidos. Há uma semana que reservei mesa e avisei que seríamos um grupo grande. Hoje, quando lá chegámos não se lembravam da marcação. Assim, tivemos que esperar que preparassem as mesas e nos instalassem em duas mesas distintas. Começou bem. 
Passada meia hora de nos sentarmos (excepto dois amigos que esperaram para aí uma hora que colocassem mais dois lugares numa das mesas) nada de couverts nem bebidas em cima das mesas. A coisa ficou tão feia que acabei eu por ir à cozinha e servir às mesas pãozinho, sangrias e garrafas de água na minha própria festa de anos. A recolher os pedidos, a dona do botequim, uma brasileira perua, quase que me comia vida, danada que estava por eu lhe estar a dar negócio. Bufava, soprava, não esboçava um sorriso de simpatia e ainda se lembrou de me repreender porque eu devia ter confirmado o menu, depois dela me ter sugerido escolhermos à carta há uma semana atrás. Respirei fundo, sorri e acenei. Caramba, tenho 33 anos, não me posso dar ao luxo de criar rugas. 
Entretanto, enquanto a dona do restaurante afirmava, muito assertivamente, que os bifes de alcatra viriam para a mesa médios, sem opção de bem ou mal passados por parte dos clientes, eu começava a stressar. A Ana, que hoje me presenteou com um monumental mau humor durante todo o dia, decidira que não queria ir para o colo de ninguém, excepto o meu e de mámen, que éramos precisos a recolher pedidos e a agilizar o serviço às mesas da minha própria festa de aniversário... num restaurante!
Contei todos os convidados e pedi os respectivos pratos e, passadas quase duas horas de termos chegado ao restaurante,  as pessoas começaram a jantar. Todas excepto eu, pois na contagem dos convidados e na conferência dos pedidos, esqueci-me de contar comigo (loira!), pelo que, fiquei sem jantar. Pedir, áquela hora, outro prato seria coisa para estar servida amanhã ao lanche, pelo que, o jantar de aniversário dos meus 33 anos fica marcado como o não-jantar de aniversário, ou melhor, o dia 0 da dieta dos 30 dias da Agata Roquette, até porque estou, efectivamente gorda. 
O livrinho da nutricionista, prenda do namorado da minha mãe, atesta essa opinião. 

(Amigos, valeu ter-vos revisto a todos no meio daquela confusão. Irei marcar, com cada um de vós, cafés exclusivos para pormos toooda a conversa em dia. Fica confirmado que, se depois desta festa, ainda gostarem de mim vocês são MESMO os maiores! Obrigada a todos!)

(Dona brasileira do restaurante: até nunca mais! E desculpe ter feito a minha festa no seu restaurante, sim? Desculpe a maçada! Não se zangue, vá!)

quinta-feira, 11 de julho de 2013

Tenho tantas saudades de Bruges...





"Ursa, é com imenso prazer q envio esta foto para aumentar a cruzada quadripolar! Envio-te a foto da Bélgica, Brugges, onde moro à ano e meio. 
Sigo diariamente o quadripolaridades e é tão boa a maneira como através da escrita me mantém conectada ao meu país. Obrigada pelos seus posts! 
Quando vier a Brugges não hesite em contactar! Terei todo o prazer de tomar um cafezinho! assim, com um muito obrigado, lhe envio a foto do : I love Pólo Norte & Ursa! 
 Um beijinho, Ana Marques"

Ana, não sabes onde te meteste! Eu quando aí voltar cravo-te um café meeeesmo!
Beijinhos!

quinta-feira, 20 de junho de 2013

A quadripolarização mais coerente de todos os tempos


"Apanhei-o na casa de banho pública a lavar os dentes
fiquei 20 minutos à espera
 esteve 20 minutos a lavar os dentes.
Mas ei-lo"

Mariana Camargo: eu amo-te!

domingo, 16 de junho de 2013

Só por causa das tosses: Bulgária!


"A Bulgária acabou de ser quadripolarizada por Cátia, Cecília, Daniela, Ana e Áurea numa louca aventura por Sofia. O resultado foi este, mesmo em frente a Alexander Nevsky Cathedral, Sofia Agradecemos desde já ao Mc Donald's pelo patrocínio do livro (obtido no belo do Happy Meal com desconto!) Extremamente felizes estamos por contribuirmos para tão nobre causa!"

Meninas, a ursa love all of you!


Registo dos bastidores:




Chile. Não a praça. Chile mesmo.




Gracias, Sara mais linda.

Chile quadripolarizado? Checked. 




Quadripolarização "coltoral", tumbas!


Quadripolarização de Kosice- 2ª cidade maior da Eslováquia- Capital Europeia da cultura 2013. 

Obrigada, Alima!


terça-feira, 11 de junho de 2013

Pessoas que me inspiram # Pedro


O Pedro é um dos mentores da Limetree
Engenheiro civil de profissão viu-se a braços com a crise no sector da construção civil e pensou que ou mudava de área ou mudava de país. 
Mudou de área e fundou a Limetree, uma das start-ups mais promissoras dos últimos tempos. 
A Limetree é, basicamente, um álbum de criança virtual. Podemos lá deixar fotografias, cartas aos nossos filhos, gravações das suas vozes e vídeos caseiros. Tudo guardadinho na net e com acesso reservado aos pais, à prova de assaltos, cheias ou incêndios. À prova de filhos que retiram as fotografias dos álbuns e nunca mais as devolvem (desculpa mãe!). À prova de mudanças de cassetes VHS para dvds.À prova de qualquer imprevisto. 
As memórias ficam, assim, guardadas de forma segura (e gira!) para sempre. Espreitem o vídeo com a apresentação da Limetree aqui.
O Pedro não se conformou e deu à volta à crise. Não é uma inspiração?

(Sim, e é giro que se farta! Sim, e está em Dublin porque conseguiu uns investidores irlandeses. Sim- desculpem, meninas!- e ama a Pólo Norte! Tooomem!)

Irlanda quadripolarizada? Checked!


quinta-feira, 30 de maio de 2013

Já chegámos à NASA ou quê?


Já!
Obrigada e um granda beijo ao Zé Miguel. <3

(acompanhem a cruzada de quadrievangilização aqui)

sexta-feira, 17 de maio de 2013

Marrocos? Checked.


Em Marraqueche, o Abdul, do Riad 144.

Obrigada, Sara!


(Aos poucos conquistaremos o Mundo. Vejam os países já quadripolarizados aqui!)

quinta-feira, 11 de abril de 2013

Crónicas de um hospital: como descobrir um telespectador da Júlia Pinheiro no meio de uma extensa enfermaria (mista)

Enfermeira: Então senhor José, vai almoçar uns bifinhos com cogumelos?

Doente: Ó sra. enfermeira, diga-me lá: são cogumelos do tempo?


(Não, não estou no Hospital Júlio de Matos...)

Crónicas de um hospital: a companheira de quarto

Sandra Cristina. 42 anos. Assistente de laboratório. Cabelo loiro platinado e um pele de fazer inveja a uma miúda de 20. Conhecemo-nos na manhâ de segunda, somos companheiras neste quarto de hospital. 
A Sandra Cristina diz muitas vezes "é evidente" e também "chiça penico!". Quando está com dores diz "chiça penico" umas 232 vezes por minuto. 
Há dois horários de visita. Um das 13h às 14. E outro das 16h às 20h. Desde segunda que recebe a visita de um homem muito bem apessoado à hora de almoço. Tem sapatos de comercial, e embora ainda não tenha tido lata de lhe perguntar, aposto que é comercial (os sapatos traem-nos sempre). Chega, dá-lhe um beijo na boca e fica ali a falar da vida enquanto lhe dá o almoço à boca. As enfermeiras entram e ela lá se justifica "aqui o meu irmão isto  " ou pede ele" podia arranjar uma almofadinha extra para a minha irmã". Riem-se quando a enfermeira sai e piscam o olho. A mim não me dizem nada e eu tenho pena porque andei desde segunda, encasquetada, por haver famílias cujos irmãos se osculam nas beiças. 
Na visita da tarde vem outro homem. Mais velho e com pêlo a saltar-lhe do peito, tipo volumoso, uma permanente peitoral. Num dia dá-lhe uns chinelos novos, no outro umas revistas. Beija-a sempre na boca mas só com beijos bate-chapas. 
Mantive-me calada estes dias todos. A Sandra Cristina não é de muitas conversas. E eu não quero parecer intrusiva. 
Ontem a Sandra Cristina estava melhor. O "irmão" veio à hora de almoço e ela pediu-lhe ajuda para tomar banho. Ouvi uns "ais" dentro da casa-de-banho que partilhávamos mas, já se sabe, uma cirurgia à coluna não é pêra doce. O "irmão", coitado, deve ter tido uma carga de trabalho para a ajudar, saiu transpirado e com a roupa respingada. Ouvi, ao longe, um "chiça penico" seguido de risadinhas. A Sandra Cristina é uma pessoa limpinha, apreciou o banho de certeza. 
À tarde chegou o outro senhor e trouxe o Fábio e a Íris e lá foi avisando "temos que poupar a mãe quando tiver alta, que agora não pode fazer muitos esforços, têm que a ajudar a fazer as coisas que o pai trabalha muito e não pode". "É evidente!"-. respondeu a minha companheira de quarto. A Sandra Cristina fica mais queixosa na presença do homem com pêlo volumoso com mise ao peito. 
Três dias depois pergunto-lhe a que foi operada, afinal. Responde-me, secamente, como se não quisesse socializar: "medula ancorada". 
E eu deslindo o mistério todo desta D.Sandra Flor Cristina da Rinchoa e seus dois maridos : com tanto marinheiro a saltar-lhe à espinha, CHIçA PENICO, não é de admirar que a medula ancore. É EVIDENTE!


("Irmão"! Pfff. Eu sou mesmo toné...")

quarta-feira, 10 de abril de 2013

Crónicas de um hospital: o internamento

Acordei paralítica. Não é eufemismo: paralítica. Não me mexia nem conseguia sair da cama. Mámen começou a gozar e eu ali, tipo vegetal. Às tantas o tipo assustou-se. Fomos para o hospital na expectativa de levar uma injecção de Voltaren ou whatever e me vir embora. Maldisse as hérnias umas 2325 vezes e acho que esgotei todo o meu vocabulário de palavrões.
No hospital levo a primeira injecção. A dor, a dormência continuavam. Vai ao soro e aos analgésicos intra-venosos. Tudo na mesma. Quer dizer, tudo pior que para além das dores nos costados agora doía-me o nalguedo que se fartava e tinha uns 32 furos na mão (veias mais lindas e mais bailarinas da sua dona: fodei-vos!).
O médico lá nos adianta: têm que ir para o Hospital de São Francisco Xavier. "Ah, está bem, vou buscar o carro e vamos já, não se preocupe!"- sossegou-o mámen. Nada disso. O doutor achou por bem que eu teria que ir de ambulância. Nesta altura eu já não praguejava, eu já tinha reencarnado numa peixeira do Bolhão. Chegam os bombeiros e enrolam-me numa coisa tipo aqueles sacos térmicos prateados que arrefecem os vinhos nas tascas e sacam das sirenes. Sim, com sirenes e tudo! Um show! E, pronto, mais um "eu já" ali para cima para o separador da ursa: "eu já cheguei a um hospital mascarada de Kenny dos South Park mas em versão silver-Cher". Uma lindeza!
Chegada ao hospital S. Francisco Xavier eu só dizia: "é uma ligeira dor nas cruzes" mas ninguém me dava ouvidos e, quando dei por mim, parecia um peru a entrar no forno no dia de Natal mas em versão máquina de TAC. 
Entretanto, metem-me nos cuidados intensivos e mámen ali, assustado como tudo, tipo "dói-te assim tanto as costas?". Ia eu responder quando o homem apanha o susto da vida dele: Pólo Norte apaga. Sim, tipo aquele faduncho do Hérman do "mãezinhaaaa, nãaaooo te apagues!". Mámen pensou que eu tinha quinado e desatou aos berros, até que o vieram acalmar. Tinham-me dado a beber e administrado no soro dois relaxantes musculares, cujo efeito secundário era sonolência. Mámen, ainda agora sussurra: "Sonolência o caralhinho, que parece que entraste em coma em dois segundos!" (ok, ele não diz "caralhinho" porque é um queque, mas eu agora não me lembro do vernáculo beto que ele usa). 
Não morri. Acordei a entrar noutra ambulância. Eu e dois senhores doentes psiquiátricos que também vieram transferidos para este hospital, de onde vos escrevo agora. 
Na ambulância, meio atordoada, com um bombeiro do Dafundo a dar-me a mão e a fazer-me festinhas na cabeça e a dizer-me "vá, tenha calma!" pensei que tinha quinado e estava no Inferno. "Tenha calma?" As putas das médicas deram-me um relaxante muscular que até me tinha provocado dormência na boca e ele ainda queria mais calma? 
Entretanto, acorda um dos tripulantes e reage mal à camisa de forças. Olha para mim, e diz: "Shakira!" ao que o outro, mais calmo e controlado responde "Não faça caso... Dona Madonna!"

E assim, começa a minha aventura neste périplo hospitalar. Amanhã há mais. 

Entretanto estou a treinar a voz. O bombeiro disse que eu era parecida com a Jessica Simpson mas mais gordinha. Eu dos Simpson só conheço a Marge, a Lisa e a Maggie, pelo que, não sei se era, propriamente, um elogio...

(Já disse que me doem as cruzes?)

sábado, 6 de abril de 2013

Frio polar? Pólo Norte explica o que é frio polar!


"Querida Pólo -Norte,

O mais perto que estive do Pólo Norte foi quando pus os pés na Islândia, no mês passado, e como não podia deixar de ser tratei de espalhar a palavra e quadripolarizar uns marinheiros que por lá andavam (estavam um bocadinho para o estáticos, talvez fosse do frio gélido que se fazia sentir). Pus de lado a ideia de evangelizar os locais porque embora civilizados e mui educados são - digamos - parcos em simpatia!... :$ 

E pronto, depois da evangelização a sul, com a Namíbia, Botswana, etc... eis que chega a vez da Islândia! Nada mau para começar o ano de 2013, não é? ;)"

O brrrrrr igada, querida Dulce!

domingo, 31 de março de 2013

Os Deuses devem estar loucos


Vamos repôr todas as quadripolarizações em atraso. 

Hoje: Índia pela queridíssima Bluebluesky

Obrigada!
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