quarta-feira, 25 de junho de 2014

Pergunta para queijinho: duas gémeas quadripolares fazem um par octopolar?


Grande beijinho, Joana e Inês.
Há pais com dores de cabeça chatas à custa das filhas giras, o vosso deve ter uma cefaleia crónica à vossa custa...

segunda-feira, 23 de junho de 2014

O Mundo divide-se entre ... (post bairrista)

... quem não percebe mesmo qual a graça em levar com alhos porros na pinha no São João e os outros.


(Que me desculpem os portuenses,  que eu cá adoro a tradição das lanternas mas isto dos alhos porros não tem piléria nenhuma, pá!)

As leitoras deste blog são melhores que as dos outros



Quadripolarizações em directo de NYC. 

"Aqui vão as quadripolarizações do 911 memorial e do novo World Trade Center! Beijos de NYC. Filomena."
"

domingo, 22 de junho de 2014

Sobrevivi a uma venda de garagem

Ou melhor, em Cascais, eleva-se sempre as expectativas e chama-se à coisa "Garden Sale". Chegámos pela fresca, cheios de sacos e com um ar desnorteado. Nunca vendi nada na vida, acho que nem rifas. Não tenho qualquer aptidão comercial. Mas hoje a ideia era diferente: fazer uns trocos, livrar-me dos monos (ou como se diz na gíria dos garden salers "destralhar") e fazer um programa diferente a dois com mámen. Assim foi.
A coisa começou logo na entrada do Parque Marechal Carmona, o sitio onde decorria a pseudo feirinha da ladra. Virámos à esquerda depois da entrada, o que significa que escolhemos ficar no lado que não é o de passagem para os visitantes do parque. Mámen ripostou porque raios queria ir eu para o lado onde passava menos gente, onde estava o meu sentido de oportunidade mas contrapus com o facto dali poder ficar na relva em vez de no caminho cheio de pó, de ter a sombra das árvores e de me diferenciar da confusão. Encolheu os ombros e fez-me a vontade. A contra gosto. 
Estendidas as toalhas comecei a dispor dos objectos criteriosamente seleccionados na véspera. Ia mirando um a um, com olhar de mãe que vê os filhos partir para a guerra, num silêncio de pesar. Puxei da cadeirinha mete-nojo e sentei-me. Olhei para o lado e a vizinha da banca bebia café num termo (nota mental nº 1- trazer comida e bebidas para estas andanças é essencial). Mámen- esse santo- prontificou-se a ir a um café buscar bebidas quentes e a um supermercado ali perto abastecer-se de pic-nic e fiquei sozinha. 
Começam a chegar as primeiras pessoas. Uma inglesa pede-me para ver um bule em forma de autocarro britânico que trouxe da minha primeira viagem a Londres com o homem e que por ser tão piroso kitsh nunca chegámos a usar. Comprámo-lo numa lojinha de Covent Garden e assim que a freguesa mo pediu para o ver, fiquei com um nó na garganta. Passei-o para a sua mão e, na tentativa de regatear preço apontou um defeito na pintura do bule. Arranquei-lho da mim "que sim, senhora, tinha toda a razão, onde já se viu eu estar a querer vender um bule com defeito, mil perdões, milhões de desculpas, retiro já o bule da banca". A mulher ainda tentava negociar, que não havia problema, que bastava eu fazer uma pequena atenção mas que não, que ia lá vender uma coisa estragada, por quem sois... Foi-se embora com um ar confuso e eu respirei de alívio, enquanto guardava o meu bulinhe querido num saco refundido. 
A seguir veio outra senhora e começou a remexer numa capa de lã muito gira que comprei quando estava separada, lembro-me que assim que a vesti pela primeira vez me senti muito distinta, a capa aumentava-me a auto-estima e costumava coordená-la com umas botas de peter-pan de meia estação e sentia-me mesmo gira quando as vestia. As botas estragaram-se e, por causa disso, deixei de usar a capa de lã. A freguesa perguntou-me o preço e inflacionei um bocadinho, na tentativa vã de a dissuadir a levar a minha rica capinha. Nem ripostou, remexia na carteira quando eu avancei com um "mas não a quer ao menos experimentar?". Disse-me que não era preciso, que gostava mesmo da capa. Estava eu a acabar de proferir a frase "ah, espere não a leve, que tem aí uns inestéticos borbotos..." quando o homem regressou com os cafés e o lanchinho. De repente, só o vi a agarrar na capa e a elogiar a cor, que com certeza ficaria a matar com a tez da senhora, que era de uma lã boa, os borbotos eram da falta de uso e de estar a apodrecer no armário, que nunca me tinha visto com aquela capa... 
Engoli em seco, quando a mulher se afastou com  minha capinha querida, miando que ainda por cima era uma peça vintage que a Tie Rack já nem existe em Portugal, enquanto mámen, esse estupor insensível, me arregalava os olhos. 
Entretanto, um casal de franceses comprou uma camisola da Gant e outra de lã de caxemira do homem que, todo contente, arrumava o dinheiro na latinha, enquanto eu- incrédula- lhe perguntava se ele tinha noção que nunca mais iríamos ter a vida que já tivemos para comprar camisolas de lã de caxemira daquela qualidade. Encolheu os ombros e disse-me que lhe estavam ambas larguíssimas e já não as iria nunca mais usar. ainda lhe soltei uma praga de que, os homens depois dos 40 engordam, vais-te arrepender, ao que me respondeu que gostava da ideia dos objectos terem uma segunda vida. Estupor, que sempre me disse que não acreditava na reencarnação!
A seguir começou a chuviscar e eu pensei que era altura de ir para casa mas não. Mámen, sempre alerta, ex-escuteiro dos quintos costados, trouxera um plásticozinho para cobrir a mercadoria... Bufei. Bufei muito.
Nesta altura, a nossa vizinha de banca desistira (um abraço solidário, se me estás a ler!) e mámen insistiu que tínhamos que mudar, mesmo, de localização. Assim foi.
De repente, localizados no meio do caminho, começaram a chover clientes. Muitos clientes. A primeira apontou-me um cachecol Pierre Cardin: "é verdadeiro?". Antes de eu alvitrar um "Não tenho a certeza", já mámen dizia que sim, por quem nos tomais vós, pode sentir a qualidade através do toque, ora experimente lá. E lá foi a senhora, toda contente, com o meu cachecol branco, que não uso vai para mais de dez anos, mas que me foi oferecido pela minha tia e lhe custou os olhinhos da cara. 
A machadada final foi quando uma grávida me perguntou o preço da banheira Shantala da Ana, objecto que nunca me deu jeitinho nenhum. Mas olhando para ela vinha-me à memória a minha filha bebézinha, coisa mais linda de sua mãe, com ar de gato escaldado a entrar na banheira, e dava-me memórias sorridentes. Mámen avançou com o preço e a senhora disse que a levava. Perguntei-lhe se esperava um rapaz ou uma rapariga e avançou-me que era um rapaz. "Mas a banheira é cor-de-rosa, isso para si não é um problema?". Que não, não era, viesse daqui a shantala. 
Enquanto ela se afastava com a minha banheirinha, os meus olhos enchiam-se de lágrimas. "És um insensível, mámen!"- atirei-lhe, com revolta. "Pensa que vai ter uma segunda vida, outro bebé lá dentro, fazer outra mãe feliz..." respondeu-me o idiota.  "Segunda vida já tinha ela..."- ripostei.  Desta vez mámen perdeu a paciência: "servir de alguidar para tirares a roupa da máquina de lavar não é segunda vida, Pólo Norte! E para a próxima ficas em casa que és a pior negociante de que há memória..."
Engoli em seco e calei-me. Para a próxima não é preciso ficar em casa. Basta que, em vez de café, ele me traga vodka e uns calmantes. Muuuitos calmantes.

(Para além do signo o facto de eu ser filha única também serve de atenuante, certo?)

sexta-feira, 20 de junho de 2014

quinta-feira, 19 de junho de 2014

Cruzada quadripolar: descubra o(s) país(es)...






Beijinhos à Cristina que me enviou quadripolarizações fabulosas, esquecendo-se de identificar os sítiso onde as fez. 
Isto é que é a essência da verdadeira quadripolar, caramba!

(Alguém tem palpites?)

quarta-feira, 18 de junho de 2014

Diz que é do signo*

Sábado vou, pela primeira vez, vender tralha a uma feirinha beto-coisa da ladra. Uma decisão tomada foi a de começar a destralhar a casa. Temos coisas a mais, que temos, coisas obsoletas e outras ultrapassadas e, com a vinda da Ana, a casa está cada vez mais recheada de objectos, uma vez que os dela multiplicam-se como cogumelos por todas as divisões da casa. Para além dos objectos em bom estado e funcionais há ainda uma série de OCNI (objectos caseiros não identificáveis) devidamente guardados pelo acumulador cá de casa. 
Ontem andámos a passar a pente fino as várias divisões da casa e foi um ver se te avias: "esta mala nãããooo! Foi a minha melhor amiga que me deu na minha festa de 15 anos." "Mas usa-la? Não, mas lembra-me a minha festa e eu estava tão feliz naquele dia" seguidos de "Podes pôr dois Maias no saco para levar que não precisas de três exemplares do livro." "Nem pensar, um era da minha mãe e o outro da minha avó, ambos têm história." "Manda o teu!" "Mas estás maluco ou quê? Está todo analisado e cheio de apontamentos que a professora Dalila Chumbinho era top e isto vai dar um jeito à Ana quando ela der os Maias na escola que não te passa pela marmita..." finalizado com "Temos 34 canecas novas, Pólo Norte. Novas. Podias beber chá um mês inteiro sem ter que lavar canecas. Faz uma escolha!" "Mas estás parvo? Estas trouxemos da nossa primeira viagem juntos a Londres, estas foi o Zé Miguel que nos trouxe da Noruega e têm um design tão giro, estas rústicas gamámos no restaurante do Zé Varunca e foi num dia em que fomos tão felizes e o entrecosto estava tão bom...". Nesta altura ele olha-me com um ar muito sério, de soslaio, e eu defendo-me:
"Ter loiça suficiente para não ser preciso lavá-la durante um mês é mau, queres lá ver?"

Cheira-me que sábado vou vender as latas NAN e as mil caixinhas de ovos para servirem de matéria-prima aquelas senhoras artesãs que fazem bijuteria-coiso com cápsulas Nespresso, é o que é...

(*caranguejo)

terça-feira, 17 de junho de 2014

sábado, 7 de junho de 2014

A grande novidade quadripolar do mês de Junho: a minha marcha é linda!

Pólo Norte é, assim, oficialmente, a primeira madrinha blogosférica de uma marcha popular.
E quando descermos, lindas e altaneiras, a Avenida de um jeito quadripolar que só nós sabemos, queremos ouvir um:



"O Bairrrrooooo Alto é que é!"

(Beijinhos Rita e Ana Carina)

sexta-feira, 6 de junho de 2014

Espero que isto não esteja tudo interligado

18h30. Estou no taxi a caminho da Dora. O taxista ouve a Rádio Renascença, está a dar missa. Em silêncio, sinto-o a orar. Interrompe a ladainha em sussurro e abre o porta-luvas. Saca de uma caixa de comprimidos e emborca uns 4 ou 5. Sem água. 
O trânsito está caótico. Um Clio quer mudar de faixa e empanca as três vias. "Palhaço de merda!"- resmunga entre dentes. O taxímetro não pára (isto dispara com o tempo ou com os quilómetros andados, caramba?). Continua a rezar. Um outro taxista ultrapassa-o à cão: "Fogareiro do caralho!". 
Vou para a Dora, estou atrasada meia hora, e tenho medo que hoje ela me coloque a mim e aos pêlos numa câmara de gás. 
Pelo sim, pelo não, faço coro com o senhor nas avé-marias. E no praguejar contra o trânsito também.
Nossa Senhora do pelume me proteja!

quinta-feira, 5 de junho de 2014

A (minha) blogosfera

A blogosfera é um bairro. E como em todos os bairros há vizinhos que nunca passarão de vizinhos, pessoas que partilham a mesma plataforma, que habitam no mesmo espaço, com quem nos cruzamos de vez em quando ora no elevador ora no semáforo do cruzamento. Há vizinhos com quem simpatizamos, dizemos bom dia, boa tarde, fazemos festas nas cabeças dos filhos, trocamos conversas de circunstância, falamos do tempo e dos tempos.
Continuam a haver ruas onde não passo, não me interessam, subúrbios da (minha) blogosfera mal frequentados, que evito, quase que me esqueço que existem. Continuam a haver cafés que não frequento, não me identifico com os seus clientes, não faço coro nas calhandrices, não me chego. Continuam a haver reuniões de tupperware e conjuntos de mulheres que fazem caminhadas à noite, não acho mal, mas não me interessa, prefiro não guardar restos de comida em caixas e nem gosto de andar a pé.
E há vizinhos com quem, mais tarde ou mais cedo, pela empatia, pelas semelhanças, pelas afinidades, acabamos por nos tornar amigos. Primeiro encontramo-nos no café e partilhamos a mesma mesa, depois combinamos um café sem putos, depois há um jogo de futebol e convidamo-los a virem vê-lo a nossa casa, uma das crianças comemora o seu aniversário e oferecemo-nos para ajudar a fazer bolinhos na véspera, deitamos um olhinho aos putos de todos que brincam no parque e vamos ganhando espaço assim, devagarinho, na vida uns dos outros.
São poucos (e bons, aliás, os melhores!) os meus amigos do blogo-bairro, que se tornam amigos para além da vizinhança, que me visitam noutros contextos, que têm espaço onde quer que eu esteja, especialmente, se não estiver no bairro.
A Susana é uma delas, para além da blogosfera, da Maria e da Pólo Norte, do gato e da ursa, dos leilões de decotes e da ONU, para além de eu ser má a gerir relações à distância, de Portugal e do Haiti.
A Susana é parte desta experiência. É 100% quadripolar e eu sou 100% mariesca.
Beijinhos, minha querida (fazes cá falta: muita: tanta!)


quarta-feira, 4 de junho de 2014

Quadripolar Cape Town


"Esta foi tirada da janela do meu apartamento em Cape Town. Como estou quase a mudar-me para Maputo, espero enviar-te outra brevemente!

Um beijinho, Vanessa"


Grande beijinho, Vanessa! Obrigada!

terça-feira, 3 de junho de 2014

O Mundo divide-se... (após discussão de dois adolescentes no fim-de-semana)

... entre as pessoas que perante a frase "nos olhos" pronunciam "nozolhos" e as que pronunciam "nojolhos".

O Mundo divide-se entre...

... as pessoas que no fim da refeição não têm pudor em molhar o pão no azeite que sobra e as outras.
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