terça-feira, 26 de outubro de 2010

Quem dá o que tem...

A passear em pé por Sintra, somos abordados por uma dondoca a fazer a sua acção de caridade do mês, com uma caixinha com uma ranhura pendurada ao pescoço.

- Olhem desculpem, querem contribuir para o cancro?

- Ah minha senhora, eu já fumo!

domingo, 24 de outubro de 2010

A CONHECER | SAUDADE



Casa de chá "Saudade". Sintra no seu melhor.

Lição nº 1 da cartilha maternal- Não engolir sapos

Estava eu no auge da minha última crise de vesícula coisa mai-linda - aquela que apressou a marcação da cirurgia já para a próxima semana- de pulseirita de papel cor de laranja num pulso e soro no outro, quase em êxtase pelas putas das dores estarem a aliviar quando vejo um cigano entrar de maca.
Atrás, a sua mãe vinha num pranto, preocupada. Disseram-lhe que não podia entrar na sala de tratamentos mas a senhora não arredava pé da sala contígua, onde podia estabelecer contacto visual com o filho. A mesma sala onde estava eu a levar o soro, farta do ambiente pesado da sala de tratamentos onde jazia o filho da senhora, mas perto o suficiente para estar ainda no horizonte visual da enfermeira que me tratava.
Ouvia-se da boca da mãe cigana um choro baixinho, aquele choro corajoso das mães que não podem fraquejar diante dos filhos para lhes provar que está tudo bem, que tudo vai ficar bem.
Passado algum tempo a médica vem e fala com a senhora, actualiza-a acerca do estado de saúde do filho e abandona a sala contígua, sem lhe dar instruções para que se retirasse. A senhora olha em súplica para a enfermeira- a mesma que me tinha feito uma festinha na fronte minutos antes- e pede-lhe 2 minutos à cabeceira do filho, pedido ao qual a enfermeira acede.
Menos de um minuto depois chega o chefe da segurança acompanhado por dois agentes da GNR a agarrarem no braço da mãe cigana, a insistirem que ela teria que sair, que estaria a causar distúrbios, que não era permitido acompanhantes na sala de tratamentos, a mesma onde eu e a minha mãe tinhamos estado minutos antes. A sala de tratamento ali ao lado da sala contígua onde eu e a minha mãe assistíamos, incrédulas, aquela cena.
A enfermeira foi em defesa da mãe cigana, dizia que tinha autorizado a pequena incursão junto da cabeceira do filho. O chefe de segurança dizia que tinha tido instruções da médica para chamar a GNR- a mesma médica que falara momentos antes com a senhora, impávida e serena, sem lhe pedir directamente que se retirasse. Dizia que agora que tinha chamado os agentes de autoridade "pr'ó boneco" tinha que fazer um relatório e apresentar queixa disciplinar sobre a enfermeira.
A cigana esbracejava, o filho doente gritava que "isto é racismo", os agentes da GNR retiravam-se, o chefe de segurança ofendido com o facto de o desautorizarem pedia insistentemente o nome da enfermeira, furioso e colérico, para fazer queixa "no relatório".
Vejo então a minha mãe, que até aí tinha permanecido quieta, levantar-se e dirigir-se ao chefe da segurança. Falou-lhe baixinho, quase em surdina. Não sei o que lhe disse mas logo de seguida o senhor admitia que se tratara de um mal entendido, pedia desculpas à enfermeira e mandava a mãe cigana entrar.
A minha mãe, novamente sentada ao meu lado, ao vê-la entrar esboçou um sorriso e disse-lhe de forma cúmplice "Por maiores que eles sejam, são sempre os nossos filhos, não é?".
Não me quis dizer o que tinha dito ao idiota do chefe da segurança, afiançou-me só que era por estas e por outras que aos 50 anos não era ela quem tinha pedras alojadas num órgão interno. E que não se engolir sapos é meio caminho andado para o bom funcionamento da vesícula.

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Porque hoje é dia 13

Ausfahrt

Cenário: Pólo Norte e amigos a fazer uma road trip pelo centro da Europa. Pólo Norte, na auto-estrada da Alemanha, avista a placa "Ausfahrt".

Pólo Norte  pensa, em voz alta: "Que estranho, não dei pelo nome desta terra no GPS..." 

Mais à frente, Pólo Norte avista a mesma  indicação e resmunga: "Eu quero ir visitar esta cidade, pá! Deve ser enorme, há montes de placas a indicarem-nos para lá... Procurem lá no GPS, sff!"

Ninguém encontra o maldito nome da terra no GPS mas Pólo Norte insiste e fazem-lhe a vontade, aborrecidos com tamanho capricho, saindo da auto-estrada depois da quinta placa a dizer "Ausfahrt".

Pólo Norte contrapõe: "Vocês vão ver! De certeza que é uma terra importante e cheia de spots, querem apostar?" e aproveita e pergunta ao primeiro transeunte que encontra:

"Excuse me, can you tell me where is the center of Ausfahrt city?"

O transeunte faz uma cara de malucos do riso e explica... isto.

Quem quer ser Quadripolarionário?- Pergunta 2

Pergunta: Qual é a coisa mais inteligente que Pólo Norte consegue fazer com um ferro de alisar o cabelo?


Opções de Resposta:

A)- Não conseguir perceber qual a temperatura que aquilo deve atingir;

B)- Constatar que tem pouca motricidade fina e enriçar-se no cabo do ferro de alisar;

C)- Ter um ataque de histeria quando vir as pás do ferro a fumegar;

D)- Queimar um bocadinho a pele da testa ao ponto de deixar marca visível;

E)- Todas as anteriores.


(Ouch!)

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Sou pior que o emplastro

Por mais que me enxotem, volto sempre a dependurar-me frente às câmaras:

Pólo Norte

Cria o teu cartão de visita

(Tudo a adicionar a V. ursa maior, sff!)

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Antes fossem os Piratas das Caraíbas...

... mas não, foram Piratas de Água Doce.
´
A conta do facebook da Pólo Norte foi desactivada por alguém divertido. Cheers!

(Serei oficialmente uma Porno-Star Blog-Star? Oh my go-sh!)

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

A minha mãe não precisa de ser omnipresente e omnipotente: basta-lhe ser mãe.

Mãe da Pólo Norte decide aparecer de surpresa em casa da Pólinho.
Pólo Norte acaba de arrumar a sala mas tem a cozinha num chiqueiro que só visto, com loiça empilhada por lavar e um bolo de canela no forno.
Pólo Norte convida a mãe a entrar mas fecha, estrategicamente a porta da cozinha, encaminhando a progenitora para a sala limpa e arrumada.
Com receio que a mãe entre na cozinha e lhe repreenda maternalmente por todo aquele pandemónio, Pólo Norte entra de raspão, corta uma fatia de bolo para a mãe, agarra no único prato lavado que avista, lava uma colher num instante e serve-a na sala. Pólo Norte julga-se safa quando...

Mãe: "Pólo Norte, mas tu tens a loiça toda por lavar???"

Pólo Norte assustada, pensa em telepatia placental, olhar ultra violeta, olfacto de cão polícia, whatever. Afinal não. A questão é que, às mães, não lhes escapa um pormenor...


Nem sei o que diga...

A minha mãe ofereceu-me uma planta e eu deixei-a morrer mas (a Deusa das plantas é mãe, não é madrasta!) ainda nem tinha limpo a terra do vaso e começou a nascer outra, ao lado, que me pareceu irmãzinha da primeira.

Tenho-a regado regularmente com o sentimento de culpa de quem não consegue manter plantas viçosas e com a esperança de que com esta seja diferente.

Hoje, de regador em punho na varanda, perguntam-me:

"-Mas por que raios andas a regar uma erva daninha?"
 
...

domingo, 3 de outubro de 2010

Enfardar, rezar e pinar à portuguesa

Tentei fazê-lo em versão express num só dia.

Comi e orei desenfreadamente e só não amei porque o enfermeiro Márcio do Hospital de Cascais estava mais entretido a injectar-me porcarias no soro que a mirar-me o decote.

Conclusão: a minha vesícula é soberana face às minhas orações e nem dá hipóteses ao meu amor.

(A Júlia Roberts já não tem vesícula, aposto!Vaca!)
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