sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

O Mundo divide-se entre...

... as pessoas que em criança acreditavam que havia sopa* de tudo o que diziam as receitas e as outras. 


(uma colher de "sopa de farinha", duas colheres de "sopa de leite" e por aí fora...)

quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

Hoje foi um dia incrivelmente bom!

Durante três dias uma equipa de voluntários do Bairro do Amor dedicou-se a um projecto de pintura da sala de espera da Polícia Judiciaria destinada a crianças vítimas de pedofilia num projecto conjunto de humanização de espaços levado a cabo por voluntários do Bairro do Amor em parceria com a equipa técnica do sector lúdico do IAC (Instituto de Apoio à Criança). 

É nesta sala que as crianças conhecem o investigador que as irá acompanhar ao longo do processo e com quem se pretende que criem uma relação de confiança. É aqui que as crianças, começam a ser avaliadas, através da forma como se comportam, brincam, se expressam e interagem com o investigador, com os brinquedos que têm à sua disposição, ou com a parede de ardósia que também foi pintada numa das paredes.

Porque vítimas de crimes de sexuais existem em todas as idades, esta sala é também usada por adolescentes, pelo que, o desafio era que o Bairro do Amor criasse um ambiente heterogéneo e do agrado de todos. 

Depois de estudos sobre o efeito das cores na psicologia infantil, contactos com os psicológicos forenses, a nossa ilustradora voluntária Marta Tex desenhou uma ilustração que passa, agora, a decorar todas as paredes desta sala. A cor base da sala é o verde água, pois esta é uma cor calma, tranquilizadora. Deste espaço, outrora cor de laranja e verde fluorescentes, emergem agora árvores, folhas, animais da floresta, estrelas, flores e uma lua cheia de esperança em dias que se deseja que passem a ser carregadinhos de sol.

 O Bairro do Amor custeou todo o material necessário para esta intervenção bem como foi o responsável pela mobilização de voluntários. A articulação com o sector lúdico do IAC foi preciosíssima, reforçando a ideia que a troca de sinergias entre instituições é um modelo de sucesso!

Hoje foi o dia de darmos por finalizado o projecto com a finalização da decoração possibilitada por sócios do Bairro do Amor quer através do pagamento das suas quotas, quer através de donativos específicos para este efeito ou mesmo através da doação de mobiliário e peças de decoração que compuseram a sala. E como ficou composta!

Sentimo-nos no "Querido mudei a casa" mas sem marcas, sem decoradores e sem Gustavo Santos. Só com pessoas de coracão gigante a mostrarem que quando se juntam a desejar, a agir e a querer, quando se unem esforços, tudo se concretiza! 

O Bairro do Amor agradece aos vizinhos voluntários e talentosíssimos pintores de paredes Maria Esteves Pereira, Marta Rosa, Ana Lourenço, Vera Abecassis, Maria João Nogueira, Teresa Alves, Isabel Ésse, Teresa Martins, Diogo Santos, Rita Mendes, Filomena Evangelista, Leonor Noronha, Alexandra Mithá Ferreira, Catarina Mithá Benguela, Patrícia Albuquerque e Marta Guerra!

O beijinho estende-se à madrinha de Lisboa do Bairro Raquel Lourenço, à Leonela Santos, Márcia Machado, Sara Marchante Delgado, Neuza Martins, Teresa Mendes e à Mónica Carvalho (obrigada pelo pronto contributo, mil obrigadas, o grosso do que ali está existe graças a Vós!), à Joana Saraiva que doou o cadeirão maravilhoso, à Alice Vieira que ofereceu o urso Jotinha (que fez o maior sucesso!), à Bárbara Lourenço que ofereceu o pc, à Patrícia Nunes que doou o pouf e à Teresa Mendes que doou o varão e costurou os cortinados que serão colocados ainda esta semana. Um abraço ao Rui que embarca nisto tudo connosco, conduzindo carrinhas, montando móveis e sofás complicados e serenando ansiedades.

 O beijinho mais especial vai para à nossa artista residente Marta Tex! E um abraço cúmplice à Dra. Isabel Apolónia e restantes os colegas inspectores que tão bem nos souberam receber e incentivar ao longo de todo o projecto.

 Um bem-haja a todos!




Saiba mais acerca do Bairro do Amor em http://www.bairrodoamor.com/
Visite o facebook da Associação aqui.
Torne-se sócio ou voluntário aqui.

terça-feira, 26 de janeiro de 2016

À beira do divórcio. Culpem o arroz.

Ana senta-se à mesa e (espertalhona!) percebe que há celeuma por casa do arroz: "Isto é arroz com quê, mãe?"

Bufo e respondo: "Arroz árabe à moda da mãe"

Viro as costas para ir buscar uma travessa à cozinha e ouço o pai: "É arroz taliban, filha!"

...

...

...

O meu marido intelectualiza mais que o teu

Levo para a mesa o arroz.
Ele pergunta (cauteloso): "Isto é o quê?"
Respondo com um tom muito seguro e confiante: "Arroz árabe à minha maneira"
Ele sorri com ar de gozo enquanto contempla o prato.
Continuo: "Arroz com todos. Arroz desconstruído. Arroz inovador. Arroz bué-bom-come-e-cala".
Ele sorri novamente e diz em tom trocista: "Ok, Tudo o que quiseres mas não lhe chames arroz árabe!"
"Porquê?"- respondo com ar muito ofendida.
"Porque os árabes não comem carne de porco e isto está cheinho de bacon. Que tal, parece-te uma boa razão?"

...

...

...



Estúpido.

segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

Mini-saia, Bairro do Amor e ASBIHP

"Ah e tal a Mónica não pode ter pintado de casaco de cabedal vestido!" Pois não, pintou só um bocadinho. Mas é porque está a amamentar. Porque, avaliando pelo frio que está dentro da Associação, até podia pintar vestida de édredon... 

Leio o blog da Mónica desde o tempo em que ela assinava como "A Lice" e o Mini-Saia era um estreante nisto dos blogs.

Entretanto fomos acompanhando as lides blogosféricas uma da outra. Vi o Mini-saia crescer e tornar-se no sucesso inquestionável que é hoje e o sucesso da Mónica é, provavelmente, o mais merecido da blogosfera: porque a Mónica trabalha de forma séria, responsável, dedicada, preparada e muito profissional.

Não me lembro quando conheci pessoalmente a Mónica. Talvez na festa de primeiro aniversário da Ana, um calor impossível naquele dia 9 de Agosto e ali estava ela, discreta e low profile como sempre, a vir dar-me um beijinho, sem necessidade nenhuma dali acorrer, nem filhos tinha e toda a gente sabe que festas infantis são uma seca para quem não tem filhos. Mas não, a Mónica veio e a presença dela aconchegou-me como sempre me aconchega de cada vez que a chamo e ela, sem piscar os olhos, acorre para fazer acontecer.

No "Lenços de Solidariedade" a Mónica esteve todo o dia no batente connosco, sempre discreta, sempre contida, como é apanágio da Mónica mas o sucesso do evento deveu-se em grande parte à sua credibilidade junto das marcas, à sua rede de contactos que confia tanto nela que nunca lhe falha e à sua atitude sempre cool.

Gosto mesmo da Mónica, já disse?

Quando ouviu a história da Mariana, a Mónica fez questão de enviar por mim uma encomenda porque a Mariana era mais que a sua cadeira, era uma miúda de 20 anos. E fê-lo sem que a tivesse cravado, sem que, na altura, me tivesse preocupado mais do que entregar a cadeira. Fê-lo porque é atenta e sensível, genuinamente boa pessoa.

Tenho na Mónica alguém com quem posso sempre contar: no backstage, na sombra, na maior das descrições. E, ainda assim, a Mónica é uma das blogger mais bem sucedidas em Portugal mas não tem manias, peneirices nem pruridos.

E a propósito da comemoração dos 10 anos do Mini-Saia, a Mónica podia ter feito 10 giveaways, oferecido 10 cabazes de produtos de beleza, organizado 10 mega eventos de moda, oferecido 10 consultas de personal style, corrido 10 mil quilómetros, bebido 10 mil sumos detox até ficar verde. Podia ter feito o que lhe desse na telha, que a vida e o blog são delas e o número de seguidores da Mónica nem precisa que a Mónica assinale estes dez anos de blog para continuar a lê-la diariamente, como faz há dez anos.

Ontem a Mónica juntou-se aos voluntários do Bairro do Amor e às Tintas Barbot para fazer acontecer. Todos juntos começaram a pintar a sede da ASBIHP- Associação de Spina Bífida e Hidrocefalia de Portugal, ali na zona J em Chelas.

À ASBIHP (com a qual eu colaboro) falta tudo: roubaram a placa com o nome da sede para usarem numa grelha de churrasco ali ao lado, as janelas não estão calafetadas e faz tanto frio lá dentro que nem vos passa pela cabeça, a GEBALIS está há 3 meses para intervir no wc e escorre água numa das paredes, a carrinha da instituição é tão velha que o tablier está preso por fita isoladora e há cogumelos que nascem no chão da carrinha (é real!).

A ASBIHP é um lugar meio triste para se trabalhar e para se estar, restando-nos o bom humor de quem ali recorre, a energia que se assiste quando ali são dinamizados workshops, o espírito cool quando trabalhamos na SEITA e o sorriso do Filipe, administrativo mais fixe do Mundo, quando nos recebe.

Não conseguimos (ainda) transformar a ASBIHP no que desejamos. Mas podemos ir fazendo, devagarinha, pequenas acções que tornem a vida de quem trabalha e usufrui da ASBIHP menos "deprimente". Foi este o mote para que a Mónica desafiasse as tintas Barbot  para dar cor à sede da ASBIHP.

Quando bloggers usam a sua visibilidade para causas sociais, trazendo marcas (a que dificilmente as instituições teriam acesso por outras vias)  como as Tintas Barbot a apoiarem instituições de solidariedade social, quando usam a sua visibilidade para combaterem a invisibilidade de algumas instituições, quando a sociedade civil se junta voluntariamente, quando todos sonham, desejam e concretizam... a magia acontece!

Obrigada Mónica pelo impulso e por decidires sair da sombra. Se nada fizesses, serias insensível. Se fizeres, também serás criticada, estamos ambas cientes. Para as instituições que todos os dias se debatem com inúmeros problemas e que precisam de ajuda, é importante que corras esse risco. Não por ti, cujo blog não precisa de promoção por via da solidariedade, mas para que as coisas, de facto, aconteçam. Sei que, assim, inspirarás outros a agirem, a meterem mãos à obra, a concretizarem. És a maior!

Obrigada aos voluntários Ana, Nuno, Rui, Marta, Nonô, Patrícia Nunes e Patrícia Albuquerque pelas mãos.

(Em breve fotografias do resultado final)

quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

Dramas capilares: terceiro acto

Fui ao cabeleireiro anteontem à noite e saí de lá como se pertencesse aos Duran Duran.
Ontem acordei tipo Cassandra do "Sai de Baixo".
Graças a Deus que hoje está melhor.:


Assinado: Hermione de Alcabideche



So far, so good

Report biagem ao Porto: um avião perdido, uma unha lascada, meia com malha, ida ao wc da gare para vestir as calcas que levava para a conferência de amanha, óculos esquecidos e não recuperados no wc da gare, um ex namorado avistado mas já dentro do comboio. 

Nada mal, tratando-se de quem sou. 

terça-feira, 19 de janeiro de 2016

Quadripolaridades a facilitar terapia de casal desde 2016

Eu perguntei se havia mais pais a quem os filhos embaraçavam no hospital mostrando-se sãos como um pero após queixas e choros em casa. 
E apareceu o melhor casal quadripolar de sempre a fazer catarse:



Acordei e o meu cabelo está muito melhor

Dos Duran Duran passei à Cassandra do "Sai de baixo".

                         

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segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

Todos juntos: "But I won't cry for yesterdayyyyyy!"

Fui ao cabeleireiro. Pedi um brushing mas com volume.


Gente que nasceu pós anos 90: googlem Duran Duran.












Fuck!

domingo, 17 de janeiro de 2016

O Mundo divide-se entre...

... as pessoas para quem o jantar de domingo é reston* e as outras.


(reston = restos de ontem)

quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

13-01-1999



Nem sonhas, Liliana, mas essa não vai ser uma curte. Não fiques despeitada com os colegas e amigos que dizem que não vai durar porque vocês são tão diferentes, com a cigana que vai ler na tua palma da mão que nunca se chegarão a casar, com a família que vai ter receio que acabe depois de revelados problemas de saúde, do fim da universidade, de quando chegarem as contrariedades ou quando o dinheiro da bolsa de estudo acabar e o regresso dele seja a única solução. Não tenhas medo de te entregar que vai valer a pena. Olha-o no mais profundo azul dos olhos e mergulha aí para sempre: a pele vai ganhando rugas, o cabelo loiro enchendo-se da cinza do tempo, o corpo engordando e emagrecendo, a expressão ficando menos pueril e cansada mas esse azul permanecerá. 
Os braços que hoje te abraçam pela primeira vez abraçar-te-ão vezes sem conta, segurarão no teu avô ao colo para o ajudar a passar da cadeira de rodas para a cama vezes sem fim, apoiar-te-ão das duas vezes que os enterrares, primeiro a ele, depois a ela, farão um colo que servirá de caverna escura para enterrares a tua cabeça e a tua dor e chorares lágrimas ininterruptas, ampar-te-ão de todas as vezes em que o teu corpo fraquejar com dores e medos e nunca, mas nunca te deixarão cair. Esses braços são os mesmos que te acolherão num aeroporto dos Açores quando quiseres recuperar o que é teu e entrelaçar-se-ão nos teus no esperado e definitivo regresso a casa. 
As mãos que hoje te desenham em jeito de caricatura, Liliana, serão as mesmas que te limparão lágrimas, te passarão água fresca nos olhos e na face e te ajudarão a reerguer, são as mesmas que embalarão pela primeira vez a tua filha, daqui a 13 anos e  saberão consolar birras, prender rabos de cavalo em elásticos, desenhar rabiscos nas toalhas de papel dos restaurantes para a entreter e fazer festinhas e cafuné para sempre. 
Os lábios que hoje tocam nos teus pela primeira vez beijar-te-ão o cabelo perante cada momento de dor, o pescoço em cada guerra de cócegas e brincadeiras sem fim, a fronte tua e depois da tua filha para medir a temperatura, beijar-te-ão as mãos no dia em que se ajoelhar numa praia para te pedir em casamento e o dedo anelar hospedeiro da aliança no dia em que prometer que será para sempre e beijar-te-ão, enfim, os lábios em cada despedida e reencontro, antes da separação selando um adeus que nunca o chegará a ser e na reconciliação que vos tornará mais fortes e invencíveis: o "para sempre" um do outro. Este beijo que hoje provas será teu para sempre, por todos os motivos e sem motivo nenhum. 
E quando tudo falhar, Liliana com 18 anos, quando houver incertezas e dúvidas, crises e desgostos, raiva e lágrimas, dor e revolta, vozes a gritar e zangas, luto e desesperança, quando os braços e os abraços, as mãos e o toque, os lábios e os beijos não forem suficientes mergulha no azul dos seus olhos, o mesmo azul que a tua filha herdará, e lava a alma e as certezas, refresca o coração e o amor e reabastece-te da certeza, da segurança, do conforto de que "é para sempre". 
Porque o será. 

terça-feira, 12 de janeiro de 2016

Mámen lê aquele artigo dos nomes de bebés mais usados em 2015 e exclama: "fraquinhos!"

Maria da Apresentação. Noélia. Eleutério. Dénia. Maria do Natal. Mozart. Maria do Livramento. Dânia. Elisela. Nazária. Beliza. Nazária. Lubélia. 


Tudo nomes de primos açorianos. 

sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

A CONHECER: "Quase-livro" da autoria de Ana nas Tintas

"E se houver algo que seja QUASE LIVRO? 
 Onde as ilustrações e textos possam ser quase histórias. 
As personagens serão quase tão importantes como as dos contos de fadas. 
 E as raposas serão quase tão macias como as raposas a sério. 
E as cidades imaginadas serão quase verdadeiras, onde quase todas as janelas se podem abrir! 
E os animais serão quase tão ferozes que poderão mesmo rasgar as próprias folhas! 
Mas estas folhas serão quase tão boas e as capas quase tão brilhantes quanto as dos livros, afinal de contas, é quase livro."



Esta é a proposta da Ana nas Tintas, cujas pinceladas são a minha mais recente paixão. O "Quase-Livro" é um Livro de autor, feito à mão, caseiro, mágico e colorido com tinta, água e imaginação. 
Tem o preço de 3,5€ e é a coisa mais querida do Mundo!

Conheçam-no aqui

terça-feira, 5 de janeiro de 2016

A CONHECER | Instagram de Celeste Barber

Confesso que ando uma groupie do instagram: adoro-o por ser fácil, intuitivo e giro. Gosto de descobrir novas contas, seguir novas pessoas, descobrir lugares aos olhos de cada uma delas, ver ideias que me inspiram e descobrir imagens únicas.

Sigo a Celeste Barber há imenso tempo e dei-me conta que nunca aqui falei dela. Celeste Barber é uma actriz australiana que não foi de modas e começou a partilhar fotografias suas a imitar celebridades, ícones de moda ou pessoas trendy.

O resultado, do ponto de vista de uma mulher comum,
é no mínimo... hilariante!




Descubram-na aqui.


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