terça-feira, 29 de outubro de 2013

O Mundo divide-se entre...

... quem prefere os tintos do Douro e quem prefere os Alentejanos.

A CONHECER | MUIPITI

O pai fica sempre zangado e acha que a miúda não deve ser ostracizada nos diferentes meios onde se move. 
A mãe é contra-corrente. 

 Perguntam vocês: Pólo Norte, como foi a Ana vestida ao seu primeiro grande evento de moda (Lisbon Kids Market)? 




Depois do burko-laço lançado pela mãe, a Ana lança a tendência "étnico-chique"

Capulana Muipiti (obrigada Rita e Anabela pelo presente!)
Camisola com gola à Camões oferecida pela avó (duma marca cujo nome não decorei mas de uma das 30000 que começa por Maria)
Sapatos de presilha e fivela do armazém do calçado em Benfica (baratos, baratos!)
Meias não me lembro de onde
Produção: Sofia para MagmaPhoto
Modelo: Ana Norte Mámen


(* Tio Pipoco, o étnico-chique is the new snob-chic)






Vestir as crianças com a nova tendência: étnico-chic


Quem? Muipiti
Onde? online
Contacto: Pelo email muipiti@muipiti.com
Saber mais? http://www.muipiti.com |
https://www.facebook.com/Muipiti-229552627188834/?fref=ts

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

A EXPERIMENTAR | Taverna da Taça Virada

I hate as modernas tascas e tabernas antigas. Sim, velha do Restelo, me assumo: não gosto de reinvenções da roda. Não gosto de novas padarias a quererem recriar as padarias antigas, gosto de padarias antigas. Abomino o "The World Need Nata" e pelo-me por pastéis de Belém em Belém: o Mundo se quiser provar que cá venha! Gosto do Santini de Cascais o resto só serve para afastar os lisboetas da minha terra e desimpedirem a loja e encurtarem-me as filas. Aguentem-me!
Por isso, esta nova moda de modernas tascas e tabernas antigas irrita-me, solenemente. Acho, sinceramente, que já fui a todas as aclamadas novas tabernas e tascas de Lisboa. Taberna e tasca antigas cheiram a madeira da pipa, cheiram a vinho tinto, têm empregados com um pano da loiça ao ombro (que também pode servir para limpar as mesas, os copos e as chávenas que são colocadas a aquecer em cima da máquina de café: fuck ASAE!) um assobio perfeito, ali como na Ginginha do Rossio (nem página de FB têm: toma!), bebe-se a ginginha tradicional num copo de três, nada da paneleirice de clichés forçados, de toalhinhas imaculadas de xadrez, de canecas de barro compradas no Chinês, naperons de crochet nas mesas, decoração vintage (vómito!) e artifícios vários- já disse que não aguento esta moda de recuperar as coisas antigas com artifícios vários? Não aguento. 
Tabernas, tabernas daquelas de verdade, assim de repente, para além da Ginginha do Rossio recomendo "O Henrique" em Alcabideche ou "O Camões- o rei das lamujinhas" aqui na Amoreira.. Quereis tascas antigas? Aguentem o estômago e o fígado, preparem-se para mesas de contraplacado e cadeiras desconfortáveis e regalem-se com uma aguardente caseira e um croquete de sabe-se lá o quê, não intelectualizem, sabe bem. Se quiserem uma coisa mais burguesa tendes ali a Taverna dos Trovadores, em São Pedro de Sintra, burguesa, é certo, mas sem pretensões de querer imitar o antigo, em bom. 
No entanto, ontem consegui gostar de uma taberna nova, uma taberna que não quer imitar nada, que quer ser uma taberna no espírito tascoso da coisa, uma taberna sem pretensões de imitar o antigo, uma taberna portuguesa, que só vende produtos portugueses, com uma decoração naturalmente despreocupada e sem necessidade de decoradores de interiores a fazerem de conta que "este objecto aqui e ali, colocados estrategicamente ao acaso, um a seguir ao outro, vai criar uma cenário negligé e typical, vintage e old-school". Uma taberna actual normal como, aliás, a Taberna Tosca, outra da qual sou fã. 
Na Taverna da Taça Virada, ali para os lados do Alto de Santo Amaro, há toalhas de papel nas mesas, há um empregado que assobia de mangas arregaçadas e sem fardas a imitar o antigo, caldo verde e limonada (mas só na altura em que os limões estão mais maduros), croquetes e pastéis de bacalhau, pataniscas e jolas. Também há artefactos de barro (arregalar de olhos) mas compensado com a existência de peixinhos da horta! 
Só não há coca-cola, que ali só se vendem produtos portugueses. Como antigamente... ;)




(Update- Chamada a atenção pela minha amiga Luna reponho a justiça dos factos e assumo aqui que a Taberna Ideal é a Taberna Ideal, a única dentro deste conceito snob-vintage-blherck que vale a pena...)

É um blog? É uma página de FB? Para mim é um FBlog...

E encontrei-me nas palavras de outrém:

Quando eu soube que estava grávida, já lá vão mais de 5 anos, a minha vida parou por uns breves grandes instantes. O bebé tinha sido planeado e antes mesmo de biologicamente se poder saber o veredicto, eu já o sabia. Sabia-o de tal forma que contei a várias pessoas próximas que viria aí um bebé, uns quinze dias antes de fazer o teste. Começava aqui o rol de certezas absolutas sobre a maternidade e ...acabava aqui também. A certeza confirmou-se, e como estava a dizer o mundo parou de girar, e as minhas certezas também. A felicidade é uma coisa estranha. O medo é um ladrão de felicidades. Ainda assim utilizei-o em benefício próprio - ao medo. Há uns dias, sem nenhum porquê em especial, dei por mim a pensar sobre o que leva alguém a querer ter filhos. É que antes de os termos a vida é santa. Depois disso, há algo que nos eleva a um estádio de transe constante, onde só com muito jogo de cintura nos conseguimos abstrair de imagens horrendas que volta e meia insistem em nos vir à cabeça. Atrevo-me a dizer que nem um cocktail de lexotans e xanaxs é capaz de recolocar uma mãe no estado relaxado pré-maternidade. Um filho é algo precioso demais. E o demais extrapola qualquer bom senso. E o que é trabalhoso não é educar um filho. O trabalhoso é gerir uns olhos doces que nos olham com a certeza de que estes mesmos olhos não nos podem dominar o tal do bom senso que entretanto extrapolou. Dizem por aí umas vozes que os filhos não nos pertencem. Mas o filho é meu. E se ele estivesse aqui para falar diria "a mãe é minha". Continuariam a dizer as vozes que os filhos são do mundo. Mas eu também sou filha. Também sou do mundo. É bom saber que nos encontramos no mesmo lugar!"

Obrigada, Mariana!

domingo, 27 de outubro de 2013

O Mundo divide-se entre...

... as pessoas que dormiram mais uma hora esta noite e as que os filhos não têm um relógio biológico e as acordaram à hora antiga. 

(E as pessoas que escolheram esta noite para deixar as filhas a dormir em casa da avó. 
Obrigada, mummy!)

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Querido Departamento de Recursos Humanos do Mini-Preço/Dia

Antes de qualquer prova psicométrica, antes de qualquer entrevista ou dinâmica de grupo ou prova situacional que hipoteticamente usem no V. recrutamento e selecção sugiro uma prova de correspondência com setinhas entre imagens de vegetais/frutos e respectivos nomes. 

Não é que não me tenha divertido quando vi a menina a pesar marmelos e a registá-los como xuxus ou a pesar batata doce e a registá-la enquanto beterraba mas é que, só no meu caso, quer num quer noutro artigo vocês ficaram a perder. Uns euritos valentes. 

Sempre ao dispôr, 

PN

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

O Mundo divide-se entre...

... as pessoas que têm que fazer desporto por obrigação e os mete-nojo.

A PROVAR | Banoffee


Ingredientes:
2 bananas
1 pacote de natas
1/2 colher (sopa) de açúcar
4 colheres (sopa) de leite condensado cozido (de compra)
10 bolachas-maria
 40 grs de manteiga derretida

Preparação:
Triture as bolachas, junte a manteiga derretida à bolacha moída e misture até formar uma massa.
Forre o fundo da taça com este preparado.
Coloque por cima da massa a banana, cortada às rodelas e o leite condensado e espalhe bem.
Cubra com o chantilly, previamente batido e polvilhe com raspas de chocolate negro.
Coloqueno frigorífico durante 3 horas para que ganhe consistência.


Bom apetite!





(Obrigada, Isabelinha, por me teres dado a provar isto. A minha dieta vivia tão bem na ignorância...)

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

A PROVAR | Broa de Avintes

A Broa de Avintes deveria ser elevada à categoria de património mundial.



(Obrigada Isabel e Marco, pela generosidade e hospitalidade. Na próxima FESTA DA BROA contem comigo!)

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Diz ele que pelo menos actualizei a minha lista de "eu já". PQP!

Quarta-feira difïcil. Tenho trabalho externo na Moita e assim que chego ao sïtio o segurança pergunta-me de onde venho. Obviamente que lhe respondi "Lisboa" em vez do nome da instituição que represento, o que originou um revirar de olhos tão "dah" que, desconcertados, estacionámos no lugar dos deficientes e ainda estávamos a puxar o travão de mão, já o senhor estava colado ao vidro do meu lado da janela, tal rebarbado quando apanha namorados a pinarem dentro de um veïculo, a roçar-se na porta e a grunhir que não poderíamos estacionar ali. 
Decidimos "desestacionar" e enquanto fazíamos marcha atrás para não atropelarmos o segurança que para ali andava a cirandar batemos num carro estacionado. Muitos vernáculos e papeis assinados depois seguimos, finalmente, para o nosso compromisso, onde permanecemos até ao final da tarde, altura em que voltámos para Lisboa para deixarmos o carro de serviço e respectiva amolgadela. 
Mámen tinha ficado de me apanhar e nunca mais chegava. Liguei-lhe e respondeu-me afogueado que estava na segunda circular com o carro aos solavancos. assim que estacionou o bote para me apanhar, o bote não mais voltou a pegar sem ser aos soluços. A luz que acendia, segundo o manual, era a do catalizador (no idea do que se trata) e a intenção do senhor meu esposo era voltarmos para Cascais aos saltinhos. Claro que, neurótica como sou, fui ler o manual todo, googlei problemas com o catalizador no icoiso e percebi que o pior dos cenários era o carro incendiar. Claro que fiz logo o filme todo, nós esturricadinhos, a Ana no nosso funeral conjunto, a Ana em adulta a contar "a minha mãe saiu da Moita e foi para a Chamusca" e não larguei mais o travão de mão.
Passado uma hora chegou o reboque que pedimos. O senhor perguntou se queríamos que chamasse o táxi da companhia mas eu- estúpida!- achei que era uma boa oportunidade de experimentar andar de reboque e vai de subir para o bicho. E começou a saga.

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Ah, as maravilhas de se trabalhar na Zona J...

Estou há meia hora para sair para almoçar. Não posso. Há uma rusga e de cada vez que meto a cebecita de fora da porta há um polícia que me grita "P'ra deeentro!" com voz de comando.
Lá fora uns agentes com bom ar envergando armas. Um manancial de gente encostada a uma parede a serem revistados, parece um verdadeiro código de barras.
Estava eu apoquentada que hoje tinha que ir dar formação para a Margem Sul à tarde...
(Se não voltar, sou capaz de ter levado um balázio. Deixo aqui escrito que não autorizo mámen viúvo a exilar-se com a miúda nos Açores, ok?)

sábado, 12 de outubro de 2013

Princesa Sofia? Já saber o que são os Caricas, ó, ó...

Queridos amigos J. e C.,  
 
Lembrem-se que quando têm uma filha chamada Sofia e me avisarem que o tema da festa de anos dela é "Princesa Sofia" deveis fazer o obséquio de me explicar que, por acaso, o tema se refere a uma personagem de desenhos animados com o mesmo nome da vossa cria sob pena de eu levar como prenda um vestido de princesa com saiote armado, uma coroa pirosa e só não levei um cavalo porque não tive tempo de passar no IKEA e comprar um daqueles com cabo de vassoura.
 
E depois não se queixem de que ela vai querer andar vestida de princesa noite e dia, em casa e na escola e até para dormir, ok?
 
Agradecida.

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

A EXPERIMENTAR | O Gourmet da Maria

Tenho sempre pouca vontade de aqui desvendar os meus spots preferidos, com medo que de repente se tornem sítios da moda, lugares em que se tem que esperar muito tempo para as mesas vagarem, em que o atendimento deixa de ser personalizado e passa a ser massificado, com formações de atendimento ao cliente em vez de simpatia genuína e natural. Mas, depois, vejo muitos desses lugares fecharem e sinto-me culpada: porque não passei a palavra, caramba? Síndrome de filha única...

O Gourmet da Maria é dos poucos sítios que me faz sair de Cascais ao fim-de-semana, trocar a Sacolinha, a Garret, o Jardim do Lago, o Pão com Marmelada, a Confeitaria do Monte, o Zénith e pastelarias dos meus arredores afins, e fazer uns bom quilómetros só para lanchar lá. Fica na Várzea de Sintra, uma aldeia pitoresca no sopé da serra.

Ontem, saímos mais cedo dos afazeres e, com a Ana entregue aos cuidados da tia, fomos lanchar a dois: um creme de Nutela com gelado de nata para ele e um creme de manteiga de amendoim, compota de morango, nozes caramelizadas e natas para mim. Para beber: chocolate quente com menta e canela. Para casa trouxemos chá de roibos com especiarias e chá de roibos com chocolate e caramelo. De beber e chorar por mais!

Por isso, é serviço público este post: ide ao Gourmet da Maria, conheçam a Maria que é uma querida, a bebé Inês que acompanha a mãe com 5 meses sem nunca largar no berreiro e não digam que vão daqui...



Pólo ... a Norte








"Como leitora assídua do Quadripolaridades, não podia deixar de quadripolarizar 2 dos países que faltavam no teu mapa. Assim, seguem algumas fotos da Finlândia e Suécia -Agosto 2013- escolhe as que achares melhor. beijinhos D. e S. P.S: cumprimentos também do guarda real sueco!"

Obrigada Débora!!!

terça-feira, 8 de outubro de 2013

À Rosa, por ocasião dos seus 33 anos

Querida Rosa, 
Pensei escrever-te em nome da Ana mas, em boa verdade, sempre achei ridículos aqueles pais que escrevem em nome dos filhos "Olá, sou o Tomás e nasci com 5 Kg" ou as mulheres que se dirigem aos maridos em nome dos filhos "Ó pai, podes mudar a fralda aqui ao Joaquinzinho, podes, podes?"; por isso, desisti e pensei falar-te em meu nome. 
Não foste a minha escolha primeira para madrinha da Ana mas foste uma das poucas amigas que convidámos para o baptizado lá longe, nas ilhas, porque contigo sabemos que não há salamaleiques, nem mariquices, nem obstáculos que não se ultrapassem, que contigo há determinação e obstinação, força e vontade, mais actos que palavras, a acção de quem faz acontecer. 
Não foste a minha primeira escolha para madrinha da Ana mas no momento imediato em que te convidei, a minutos da cerimónia para ocupares o lugar da Daniela, da Catarina, da Xana e da Cláudia, impossibilitadas de chegarem a São Jorge, naquele Abril inesquecivel, no segundo a seguir a convidar-te com receio de que te ofendesses por não seres uma escolha primeira, uma segunda escolha, uma escolha de emergência, depressa percebi que não podias ter sido melhor escolhida para o cargo. 
Seres madrinha da minha filha dá-nos um laço para sempre, indissolúvel e eu fico grata para que a tempestade, a greve, o mar revolto, a natureza, enfim, o destino se tenham encarregado de seres a minha única amiga ali, naquele dia, no meio do Atlântico, testemunha única de uma aventura que iremos recordar para sempre, palco de inúmeras gargalhadas, uma cumplicidade que se constrói e fortalece desde o dia em que nos conhecemos. Agora, para sempre, com mais certeza e vontade que seja para sempre. 
E eu sei que não há madrinha melhor no Mundo que tu, sempre presente e atenta, participativa e activa, com colo de matriarca, voz de educadora, olhar de segunda mãe. Sei que tal como naquele Abril em que não desististe de chegar ao destino da tua viagem, por terra, por ar, por mar, tudo farás pela minha Ana, se um dia eu lhe fizer falta e precisar que alguém lhe fale de mim, de nós e da história do dia em que te contei que estava grávida com a mesma naturalidade que quem come um tremoço, do dia em que fomos aos santos populares sem sairmos de casa por eu a ter no bucho, do dia em que na maternidade a conheceste e tão bem encaixou, logo, assim, no teu colo, nos braços, nas mãos e tu sorriste com aquele ar ternurento que disfarças tantas vezes, do dia em que enquanto testemunhavas um dos primeiros banhos me viste a arrancar-lhe o coto do cordão umbilical e acorremos juntas para as urgências do hospital, tão taralhoucas e assustadas, depois apenas divertidas e hormonais, do dia em que naquele altar, de peito inchado e um orgulho que se via nos teus olhos, marejados de Atlântico, foste, por mérito, afinal, a escolha perfeita para seres a madrinha Rosa. A madrinha. 
E a escolha não podia ter sido a melhor. 

Feliz Ano Novo, porque o mereces. 

Um beijo enorme da tua sempre amiga e agora comadre. 

O Mundo divide-se entre...

...quem pertence a uma família que faz refeições na mesa da sala e quem as faz na mesa da cozinha.

Istambul quadripolarizado sem palavras? Checked!




"Tanto zoom que não deu para o papel, mas pronto... I Polo Norte, em Istambul já quadripolarizado. *" 

Para quê palavras, afinal?
Obrigada, Cristina!

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

A CONHECER | Cantinho das Alfazemas

A Ana esteve no "Todos por Um", em Abril. Chegou, dirigiu-se a mim, muito discreta e perguntou como podia ajudar. Olhei para a Ana e gostei logo dela ( e eu nem sou de gostar logo das pessoas) e atribuí-lhe uma banca para que pudesse vender produtos durante um par de horas, afinal, tinha trazido a filha e acabariam por ficar cansadas. Ficaram o dia todo, sempre com um sorriso nos lábios, uma serenidade ímpar, um ar fresco que já não se vê. E eu, sem conhecer a Ana, ainda fiquei a gostar mais dela, não me perguntem porquê, trocámos poucas palavras, mas gostei, é uma coisa de pele, de feeling. 
A Ana, para além de fresca e altruísta, é empreendedora e, em pleno tempo de crise, decidiu levar o seu sonho avante e inaugurou uma creche mimosa que só ela no Parque das Nações- Sul, em Lisboa, o "Cantinho das Alfazemas". 
Por isso, para os pais  que ainda não encontraram alternativa de berçário e creche para os seus petizes recomendo que façam uma visita à Ana e a conheçam a ela e ao seu projecto e depois digam-me se não sentem, de imediato, a mesma empatia que eu senti. A raça da miúda é boa gente e merece o melhor!
Toda a sorte do mundo, minha querida! Só pode correr bem!

Querido facebook, alguma mensagem subliminar?


Depois de leitores deste blog carregarem no botão "gosto" para se pronunciarem face a estados da página do Quadripolaridades, eis o que lhes aparece como sugestão de páginas semelhantes?

Queria comentar mas entre o meu jeito para a costura, a minha fluência de espanhol, o meu rabo igualzinho ao da Rita Pereira, só consigo ficar mesmo retida na Fanny (é a Fanny ou o Photoshop passou da validade e "barou" de todo?)


(Obrigada, Susana, pela pérola!)

Hamburgo tem mais encanto na hora da quadripolarização



"Não sei se Hamburgo já é quadripolar ou não. 
Portanto, por vias das dúvidas, encarreguei-me disso aquando de uma visita à cidade na semana passada. A fotografia não é de grande qualidade nem conseguida da perspectiva mais bonita, mas, ainda assim, lutei contra a ventania anestesiante que fazia no topo da torre da Igreja de São Miguel para te quadripolarizar directamente do ponto mais alto lá do sítio. Voilà. 
 P.S. - Fiz "zoom" ao que escrevi para veres que, por ti, fui mesmo ao Pólo Norte."

Obrigada, grande Natália! 

domingo, 6 de outubro de 2013

"Olá, o meu nome é Pólo Norte e vivo com um acumulador!" "Digam olá à Pólo Norte!"

À pala de estar doente os meus planos para o fim-de-semana saíram furados e, com a neura, j´se sabe dá-me para redecorações, o que levou o homem a cantarolar, todo o santo fim-de-semana "quando o corpo dela não tem juízo, o mámen é que paga!". Estupor!
Assim, depois de ter ido ao bazar IKEA ontem na loja de Loures e encontrado dois cestos muito giros que ficavam bem no armário de madeira da cozinha toda uma epifania se me pousou nesta cabecinha loira: "Mámen, vamos mudar a cozinha". E daí, já se sabe como são as mulheres (não sei se as outras são, mas pronto, vou generalizar para ver se serve como atenuante para mámen), dos dois cestos, afinal precisei de entrar mesmo na loja para comprar umas quadro prateleiras e já agora a mesa de cozinha está tão barata e ocupa tão pouco espaço, levamo-la também. Depois do "olha este varão para pendurar em cima da bancada", aproveitamos e compramos fechos de segurança para os armários e para os cantos das mesas, uns banquinhos a combinarem, (que fazemos à despensa?), dávamos também um jeitinho à lavandaria e pronto, o caldo ficou entornado. Mámen armado no mestre de obras do "Querido mudei a casa" mas sem o bigode farfalhudo (sim, há que esclarecer de uma vez por todas que o meu gajo não tem bigode, ok?!). 
Enquanto abria armários, limpava coisas, deitava outras para o lixo para me entreter enquanto ele fazia os pequenos arranjos era interrompida de minuto a minuto com exclamações de dor como "Ouch, não deites essas 30 caixas de cartão dos ovos fora porque eu posso vir a precisar delas" (hum, hum, vais colocar um galinheiro cá em casa para as galinhas porem ovos todos os dias?), "lá nas escolas estão sempre a pedir cápsulas de café e tampas não deites esses três sacos grandes fora, por amor de Deus" (sim, sim, e contribuir para a proliferação de artesanato urbano medonho feito com cápsulas de Nespresso, é que é já a seguir..." ou  "as 32 latas de NAN que escondi guardei na arrecadação vão dar jeito para fazer qualquer coisa gira no Natal". 
Desta vez parei. É que este número não é uma hipérbole, ele tinha guardado, literalmente, 32 latas de NAN. Primeiro imaginei que as queria pintar e usar na despensa (do piorio mas já vi!), depois para dar ao nosso vizinho que tem uma horta biológica no terraço e usa latas para plantar alfaces riscas de Alcabideche e tomates cherry de Cascais) mas, de ambas as vezes, pus imediatamente de parte a ideia devido ao número estúpido de latas guardadas. Até que ele me confessou: "pensei fazer uma instalação com as latas todas pintadas, encostá-las à parede da sala e dispô-las com o formato de um pinheiro de Natal, lá dentro luzes e tínhamos uma árvore de Natal reciclada e original, que achas?". O ar era completamente sério e a intenção tinha o seu quê de naif mas eu- juro!- que estou à meia hora a rir e a pensar que mámen é o maior: a minha vingança para com as nazis da amamentação está a ser preparada porque afinal, senhoras que tanto me atacaram: "E vocês, conseguem fazer árvores de Natal com as maminhas? Can you beat that?"


(Joana Vasconcelos, filha, se lês este blog tu contrata-me o homem como ajudante, por amor de Deus, que isto é um talento que está a ser desperdiçado...)

sábado, 5 de outubro de 2013

terça-feira, 1 de outubro de 2013

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