sábado, 29 de maio de 2010

A revelação

A "menina" de bikini da fotografia anterior é, nem mais nem menos que... a minha mãe!*


(*Ah e sim, e tal toda a gente fala do perigo das crianças na Internet mas ninguém se lembra de falar do perigo das "maduras" de meia idade e da Internet... Estou possessa!)

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Momento não acredito do dia...


Alguém adivinha quem postou estes "retratos" no seu Facebook?... (Pólo Norte ainda em apoplexia)

BILF's Awards- Cerimónia Oficial de Entrega dos Prémios

Existem quatro locais em cima da mesa para apenas um ser eleito para acolher a Gala.

Estou indecisa entre este (um clássico), este ou este (mais modestos) e, ainda, este (com vista panorâmica para a piscina)

Feedback, please.

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Não é só mau olhado, é olhado zarolho mesmo

Durante algum tempo, num período de reconhecido ressabiamento de gaja, desejei a morte a um ex-something.
"Como assim?"- perguntam-me vocês- Morte metafórica?"
Qual morte metafórica, qual quê?! Morte mesmo: quinanço: lerpanço: patinanço.
Que eu, quando sou ressabiada, interiorizo mesmo a personagem: fico uma mula, uma cabra, uma puta, uma megera, mal-carácter, salafrária e cafegeste!
E durante muito tempo projectei isso com tanta força que li tudo o que havia para ler na net sobre maus olhados, macumbas, bruxedos e coisas afins. Sabia rezas e danças da chuva e tudo.
Soube, hoje, que no fim-de-semana passado morreu o vizinho de cima do dito cujo.
Está confirmado que o meu olhado não só é mau: é retardado e- sim!- zarolho.

terça-feira, 25 de maio de 2010

terça-feira, 18 de maio de 2010

Uma questão de disgrafia

Já percebi porque chamam ao ultrashape lipoaspiração "não invasiva".

É mesmo "lipoaspiração evasiva" tal a vontade de me evadir dali para fora...

Preciso de mimos.

Eu e o meu rabo.

Is the Pólo Norte as we know it

Pólo Norte acorda sonolenta e veste a primeira roupa interior que lhe vem ao cimo da gaveta da lingerie.

Pólo Norte tem sessão de ultrashape marcada na New Body.

A sessão de hoje é no rabo.

Pólo Norte antes de almoço vai ao WC fazer a sua pausa higiénica.

Repara nas cuequinhas... tigresse!

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Mensagem subliminar



Pólo Norte não falta ao prometido.

Pólo Norte sabe guardar segredos.

Pólo Norte vai almoçar...

terça-feira, 11 de maio de 2010

Está bonito, está...

Neste momento, na minha cozinha, um homem anda às voltas na minha Bimby a fazer mayonaise sem ovo.

A seguir está visto que me vai arrasar com a expressão que tantas vezes uso para argumentar no trabalho quando digo que "não consigo fazer omeletes sem ovos". ..

Estupor!

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Inputs para os senhores que mandam no facebook colocarem no jogo "Quadripolarville":

Actividades permitidas:
  • Concurso de arrotos
  • Dar notas do monopólio aos arrumadores de carro para os calar
  • Concurso de chichi em comprimento (só para meninos)
  • Comer a parte de dentro dos pastéis de nata e deixar a massa folhada de fora
  • Concurso strip-shots.
  • Fazer batota em qualquer Jogo da Glória lançando pela segunda vez o dado caso o  adversário esteja distraído
  • Concurso de quem consegue comer mais panquecas com nutella/tulicreme
  • Beber coca-cola com palhinha e soprar para fazer bolinhas de ar dentro do copo
  • Possibilidade de esconder o/a amante dentro da arca frigorifica que está marquise
  • Jogo "Onde está a Maddie?" em que a miuda aparece com uns óculos e um barrete branco e vermelho em vários sítios do Quadripolarville.
  • Imitar o barulhos de puns com o antebraço e as bochechas
  • Concurso de anedotas estúpidas de "Knock, Knock. Who's there?"

(aceitam-se mais sugestões de actividades que gostassem de fazer mas sempre com o pretexto de ser só um jogo)

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Grupo de pessoas que querem jogar Quadripolarville no Facebook

Carta aos senhores que mandam no Facebook

Ex.mos. Senhores,

Venho por este meio pedir-vos a criação e disponibilização no facebook de um novo jogo chamado "Quadripolarville".

Este jogo teria como objectivo um doente mental anónimo tornar-se num maluco famoso e conhecido, exibindo as suas doidices aos seus vizinhos.

Poderíamos ter uma diversidade enorme de doidices para fazer:, tiradas infelizes para dizer, situações inusitadas para contar e camisas de força, xanax e arsenal vário para comprar, todos com um determinado tempo para serem adquiridos sob pena de passarem do prazo de validade e terem efeitos secundários a actuar.

Poderia, também, haver hospícios e sanatórios de luxo e enfermeiros giríssimos particulares que se  desbloqueiam para compra conforme os quadripolares evoluíssem no jogo. Além do que seria possível convidar os nossos amigos e ajudá-los a praticar as maiores maluqueiras, teorizando coisas estúpidas, reclamando por direitos idiotas, partilhando experiências do arco da velha.

Tudo isto, à distância de um clique.

Estou certa que se acederem ao meu pedido, em breve no facebook, a frase mais lida será "Falta-me um parafuso. Alguém me pode enviar um?"

O slogan para promoção do jogo também já está criado: "Mais vale ser um quadripolar conhecido que um lúcido anónimo".

Estou à V. inteira disposição para qualquer esclarecimento adicional.

Cumprimentos quadripolares,

Pólo Norte

terça-feira, 4 de maio de 2010

Uma aventura no aeroporto

No avião ele sentou-se, também acompanhado pela sua mãe, no lugar á minha frente. O único senão era ser assim mais para o baixo, tipo 1,72m, de resto era giríssimo: moreno, com barba rala (a-do-ro!), olhos azuis pestanudos e dentes alinhados e branquinhos. Estava bem vestido: calças de ganga, blusão de cabedal castanho, écharpe.
Não que eu tenha reparado sobremaneira no moço- que não reparei!- mas era mesmo muito, muito giro.
Durante a viagem, de vez em quando, levantava-se ora para ir à casa de banho, ora para tirar coisas da mala. Às vezes olhava para trás, quando a minha mãe fazia um comentário mais mordaz (se eu sou fresca, imaginem a minha mãe...) e havia ali um eye-contact. Comecei a achar graça à coisa e a desejar que, a par do que me tinha acontecido na CP, o avião afinal ir parar à Austrália e nós não desembarcarmos na Portela. 
Mas não, logo por azar ontem o voo não se atrasou.
No tapete das malas ficamos, outra vez, lado a lado. A minha mãe diz alto o meu nome, chamando-me a atenção para qualquer coisa.
E é aí, nesse momento, tal qual à filme de Hollywood, que o vejo a sacar do telemóvel  e dois minutos depois o meu telemóvel toca: "deseja trocar objecto via bluetooth com X?"
Confusa, olhei para o rapaz giro como tudo (que entretanto já tinha nome) para confirmar se a mensagem era dele. Sorriu (já V. disse que tinha uns dentes brancos perfilados?) e piscou-me o olho, assentindo que me tinha descoberto pelo nome registado no bluetooth.
Logo a seguir chegaram as nossas malas, a minha mãe deu-me um safanão enquanto retorquiu um glamouroso "Depacha-te lá, estás para aí feito mona, parece que és parva!" e lá fui em direcção à saída, com ar de cachorrinho perdido, a olhar para a fotografia que ele me tinha mandado, de um guardanapo fotografado com um número de telemóvel escrito, em cima da mesa tabuleiro do avião.
Ainda pensei demorar-me mais um bocado porque afinal não estava a ser honesta quando passei a tabuleta do "Nothing to declare".

domingo, 2 de maio de 2010

What happens in Soho...

... stayed in Soho.

À minha melhor mãe do Mundo

"No sorriso louco das mães batem as leves


gotas de chuva. Nas amadas

caras loucas batem e batem

os dedos amarelos das candeias.

Que balouçam. Que são puras.

Gotas e candeias puras. E as mães

aproximam-se soprando os dedos frios.

Seu corpo move-se

pelo meio dos ossos filiais, pelos tendões

e orgãos mergulhados,

e as calmas mães intrínsecas sentam-se

nas cabeças filiais.

Sentam-se, e estão ali num silêncio demorado e apressado,

vendo tudo,

e queimando as imagens, alimentando as imagens,

enquanto o amor é cada vez mais forte.

E bate-lhes nas caras, o amor leve.

O amor feroz.

E as mães são cada vez mais belas.

Pensam os filhos que elas levitam.

Flores violentas batem nas suas pálpebras.

Elas respiram ao alto e em baixo.

São silenciosas.

E a sua cara está no meio das gotas particulares

da chuva,

em volta das candeias. No contínuo

escorrer dos filhos.

As mães são as mais altas coisas

que os filhos criam, porque se colocam

na combustão dos filhos. Porque

os filhos são como invasores dentes-de-leão

no terreno das mães.

E as mães são poços de petróleo nas palavras dos filhos,

e atiram-se, através deles, como jactos

para fora da terra.

E os filhos mergulham em escafandros no interior

de muitas águas,

e trazem as mães como polvos embrulhados nas mãos

e na agudez de toda a sua vida.

E o filho senta-se com a sua mãe à cabeceira da mesa,

e através dele a mãe mexe aqui e ali,

nas chávenas e nos garfos.

E através da mãe o filho pensa

que nenhuma morte é possível e as águas

estão ligadas entre si

por meio da mão dele que toca a cara louca

da mãe que toca a mão pressentida do filho.

E por dentro do amor, até somente ser possível amar tudo,

e ser possível tudo ser reencontrado

por dentro do amor."

Herberto Hélder

A diaspora em Londres

Qual e a coisa mais caracteristica que podem fazer em Londres a um almoco de domingo?

Ir com a tia avo a festa da Madeira num parque da cidade comer bolo do caco e beber poncha.

"I'm an alien. I;m a legal alien. I'm a Portuguese Woman in London".

It's an english cat, my dears!

Frase para por numa T-shirt em Londres

I survived to Camden Town.

Last call to Easy Jet flight to Gatwick

A viagem não podia ter comecado pior, depois de ir às compras e já a jantar com a mãe no aeroporto descansadinha da vida, quando ouvimos: "Last call to Easy Jet flight to Gatwick".

Ora, como viajávamos num voo "lacoste" decidimo-nos empaturrar de comida no Macdonald's da Portela (no avião da-nos sempre uma galga descomunal) e quando ouvimos o aviso desatámos a correr que nem desalmadas: mãe a entornar o sunday de caramelo - tal Camões a segurar os Lusíadas- e eu com salada e tomate cherry ainda no estreito. 

Aviso número 1: a porta 45 fica quase no aeroporto novo, isto é, em Alcochete. Foi correr, correr, correr e correr quilómetros como se não houvesse o amanhã (ah, e tal, voos lowcost que fixe, mas a questão é que para além de ser sempre roubada na bagagem- mais uma vez lá tiveram as malas que ir para o porão com custos acrescidos- ainda há a pressao de se saber que o avião nao espera mesmo pelos passageiros, ainda que os mesmos já tenham feito o check-in).

Numa outra fila para mostrar o passaporte pela segunda vez, vem um inglês e decide passar a frente daqui da Pólo Norte.
Situação que, aparentemente, seria de óbvia resolução para a Pólo Norte: bute rodar a baiana! Mas.. não! Nãooooo?- perguntam os leitores em coro e admiradíssimos. Não- respondo eu. E sabem porquê? Porque mamãe- que nao fala um chavo de inglês- sacou de um "O Pssschhht!" chamando a atenção do idiota britânico e com o dedito a apontar para o fim da fila e com um assobio característico conseguiu a proeza de resolver a situação enquanto o Diabo esfrega um olho.

Finalmente no avião, uma inglesa robusta decide ter um fanico. Comeca a chorar convulsivamente, vai para a parte de trás do avião (onde nós estávamos sentadas) e entre desmaios líricos e teatrais, gargalhadas histéricas e simulações de ficar inconsciente e consciente intermitentemente, decide estender-se no meio do chão com aquele corpinho de sereia.

Grande estardalhaço e, voilá, a situação que eu via nos filmes e sempre quis que acontecesse numa viagem de avião para animar a malta: "Is there any doctor on board?"

E lá vem uma portuguesa acabadinha de se licenciar em Medicina e pede um estectoscópio para analisar os batimentos cardiacos da rapariga. Pois, estectoescopio a bordo não havia, só uma mala pequena de primeiros socorros e uma garrafa de oxigénio. E, embora a rapariga não estivesse livida, antes pelo contrario, bastante rosadinha e sem ares de que precisava de oxigenação, tinha que se justificar as botijas de oxigénio e vai de se espetar aquilo na gordinha. Mas como também não havia nada para medir a glicémia e a tal recém meéica não conseguia fazer nada de jeito e estava confusa quanto ao diagnóstico do fanico da histérica da bifa.

Depois de uma hora naquilo, eu finalmente olho para trás e lanço a minha posta de pescada, em jeito de conferência com a médica, porque ela ja me estava mesmo a meter dó: olhe que isso não me parece doença nenhuma, isso é mesmo um ataque de pânico. A medica confirma o diagnóstico (uau, que esperta!) e começa a tentar acalmar a fat Kim.

Pólo Norte e mãe riem-se da palhaçada. A Kim continuava histérica e parva e a médica impotente até que se ouve outra vez a hospedeira: "Is there any psychologist on board?"

Inédito, sinceramente.

E agora, já depois desta aventura, cá me encontro em Londres a tentar curar-me da lesão que os dentes da minha mãe fizeram na minha mão enquanto a tentava calar para ela não se chibar que me tinha pago um curso de Psicologia...

Filha sofre.

Medidas de tempo

Estou a quatro horas da ultima pint.

Estou a uma hora da proxima pint.

Ja vos disse que estou em Londres?
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