quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

terça-feira, 30 de dezembro de 2014

Os meus desejos de um 2015 melhor vão para...

... para os pobrezinhos as pessoas que  descarregam as suas frustrações comentando notícias on-line. Para as pessoas que escrevem "anciosas" em vez de "ansiosas". Para as pessoas que respondem " e também lava a loiça?" quando ouvem falar da Bimby. Para as mulheres adultas que compram lingerie da Hello Kitty, Para as mães que obrigam as filhas a usarem burko-laços, golas à Camões e meia até ao joelho em vez de collants em pleno Inverno. Para as hate-bloggers que não assumem que o são. Para as fundamentalistas das questões da maternidade. Para quem vai a grupos de mães perguntar protocolos clínicos antes de ligar para o pediatra. Para condutores a 60Km/h na faixa do meio da auto-estrada. Para as pessoas que fazem like nos próprios status de facebook. Para as pessoas que tentam fazer-nos acreditar que um pequeno almoço de sementes e bagas é mais saboroso que um croissant misto e um galão. Para os que continuam a jogar Candy Crush e a enviarem-me convites dia após dias. Para as pessoas que partilham no facebook frases da Chiado Editora. Para todos aqueles que lêem PCF. E MRP. Para as pitas que tiram selfies com cara de parvas. Para todos os que RIPam com muito pesar os mortos no facebook, Para os que acreditam que o Cesar Milan e o Gordon Ramsey morreram. Para os homens que dizem que sempre foram adeptos de uma equipa de futebol estrangeira qualquer que jogue com um clube de futebol português rival dos seus. Para todos os vegetarianos que chagam a cabeça aos carnívoros. Gente que se leva demasiado a sério.  Para todas as pessoas que começam frases com "é assim" e que usam a expressão "tipo" depois de cada palavra. Pessoas que pedem receitas para a ementa da ceia de Natal em grupos de cozinha no facebook. Gente que, vendo-te de olhos fechados, te pergunta "estás a dormir?" em vez de "estás acordado?". Pessoas que acham que ser filho único é um vaticínio para um futuro de miséria e não se cansam de perguntar "quando é que dão um irmão à Ana?". Pessoas que dizem prontoS. Pessoas que perante greves se queixam que elas causam incómodo à população em geral (devia ser só uma coisa para fazer cócegas ao patronato, enfim...). Gente sem sentido de humor. Pessoas que escrevem com k e muitas abreviaturas. Pessoas que não esperam a sua vez para ser atendidas. Pessoas que estacionam em lugares para deficientes. Gente que usa demasiadas vezes a expressão " é o pais que temos". Pessoas que não respondem a um cumprimento, Pessoas que não escrevem nada no seu perfil mas andam todos os dias no fb a cuscar.

(em actualização)

Previsão quadripolar dos signos para 2015

Carneiro:

"Quem tudo quer, tudo perde"
Touro:

"Gira melhor o seu tempo: quantas mais pressas, mais devagares"
 Gémeos:
" Não seja tão perfeccionista: o bom pode ser inimigo do óptimo"
 Caranguejo:


"Pratique a tolerância"
 Leão:
"Enfrente as adversidades: tudo vai ficar bem"
 Virgem:
"Tire partido das coisas menos óbvias"
 Balança:
"Divirta-se sem preconceitos"
 Escorpião:
"Não menospreze os - aparentemente- mais fracos"

Sagitário:
"Não se sobrestime"
 Capricórnio:
"Saiba adaptar-se a diferentes situações"
 Aquário:
"Prepare-se para vencer!"
 Peixes:

"Aproveite o balanço que a sua vida lhe trará!"


Porque lês jornais online, Pólo Norte?

Para ler notícias destas:






e comentários ainda melhores:


Lava, lava, esfrega, esfrega, com cheirinho a...

A Ana vomitou. À exorcista, como vomita sempre, de jacto: uma lindeza.
O carro ficou toooodo vomitado. Literalmente. 
Depois de o lavarmos, esfregarmos e tirarmos todos os vestígios de dejectos alimentares o cheiro a azedum persistia. Comprámos uma daquelas árvorezinhas de cheiro com odor a baunilha. 

Primeiro amigo que entra no carro, (com ar surpreendido): "Ehhh lá, onde é que compraram o desodorizante automóvel com cheiro a Baileys? Também quero!"

A Ana não sabe o que é mas está fartinha de pedir (not)

A partir de que idade da Ana é que eu a posso acompanhar à Kidzania?

segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

O Mundo divide-se entre...

... as pessoas que, na ceia de Natal, comem bacalhau com batatas e couves e as que comem peru.

Finalmente, posso-vos dar a notícia que já andava a guardar em segredo há umas semanas...


Gente feliz com lágrimas

Filho de uma família humilde, Joe conseguiu ascender através do trabalho e das oportunidades de desenvolvimento académico e profissional proporcionadas pelo esforço dos pais. 

Este Natal retribuiu-lhes entregando-lhes um envelope com uma folha escrita à mão: 
"A vossa casa está paga. Feliz Natal, Joe". 

E eu lacrimejei, caraças!

Headhunting ou como identificar um bom comercial apenas através do FB?


A LER | Viagem ao fim do coração




À Rita "Silvina"




Querida Rita,

Tenho muita pena que não nos tenhamos conhecido. Quer dizer, eu lia-te, tinha aquela sensação de quem lê e acompanha blogs, que quase se conhece as pessoas que os escrevem e eu lia-te, caramba, tinha aquela sensação de que quase te conheci mas faltou-nos o cheiro, o toque, o olhar e, essencialmente, tempo. Iria acabar por acontecer, sei bem, a distância física, a Malveira, Birre, a baía e a tua mãe que, viemos a descobrir, afinal foi colega de mámen iriam tratar de servir de pretexto, desculpa ou só justificação para que nos viessemos a conhecer. Foi o tempo- o teu tempo- que não o permitiu. 
Engraçado como tu também acabaste por ler este blog, sei-o de fontes seguras, e mais certeza tenho que se o cabrão do tempo tivesse sido mais generoso havíamos acabar por nos conhecer. Não aconteceu.

Em Abril conheci a Marina

"Polo,


O meu namorado tem um estúdio de tatuagens (www.bloodoathtattoos.com) e queriamos propôr uma sessão de tattoos no Todos por Um para reverter tudo para o Rodrigo.
Será possível ainda?



Caso não seja possível fisicamente no evento, fazêmo-lo no estúdio.
Sei que não é propriamente uma coisa que se coaduna com dar sangue e/ou medula mas é a única coisa que me ocorre fazer que tenha mais impacto do que a doação pessoal que já fizemos.



Perdi a minha irmã este domingo. Partiu, vítima da puta do cancro. Quando teve 'a alta', arrendámos-lhe uma casa em frente ao seu mar, ao nosso mar, e tentámos com que tivesse os melhores dos dias.
Teve o privilégio de ter equipas médicas que tentaram tudo, mas tudo (foi tratada sempre em Paris)... mas era um cancro raro e não houve hipótese de viver mais. Eu quero ajudar o Rodrigo a ter o melhor dos melhores, e também quero muito que viva.



Da tua conterrânea,


Beijinho,
Marina"



Foi assim, que em Abril conheci a Marina. Tinhas acabado de morrer e eu estava longe de saber que a Rita era a Silvina que eu lia, O blog estava parado há um mês, estaria a Silvina pior? Teria morrido? Preferia afastar os pensamentos que me levavam hipótese do teu fim. Era estranho preocuparmo-nos com quem nem sequer conhecíamos. Depois soube do Rodrigo e inventámos o "Todos por Um" Estava muita gente no evento a favor do Rodrigo e troquei-lhe o nome à tua irmã umas mil vezes, Gostei logo dela (e eu não gosto logo da maioria das pessoas, sou uma nojentinha...). Acabámos o evento e ela e o Sérgo angariaram 445 euros a favor da causa a venderem... tatuagens? Não é brutal? Não ficas cheio de orgulho deles? Eu fiquei, caraças. 
O Rodrigo morreu. O cancro é uma besta. E tirou-te o tempo e eu nunca te cheguei a conhecer. 
Até esta noite. Sábado a Marina juntou-se ao Bairro do Amor (nem podia ser de outra forma, ela não podia mesmo ficar de fora...) e levou-me o livro num envelope almofadado. 
Comecei a lê-lo ontem à noite e acabei de o ler de madrugada, Todo de seguida, sem interrupções para ir à casa de banho, beber água ou quase respirar fundo. Li-o de uma assentada só, com a pressa de quem sabe que o tempo é um cabrão: foi-o connosco, Rita. 
E depois cheguei à última página e agradeci, em pensamento, à Marina, à Luísa e à Ana Casaca por te terem trazido, ainda que apenas sob a forma das letras- primeira coisa que nos uniu- até mim. 

Sinto-te, sim, Rita. (A partir de agora) todos os dias.

Como se nunca nos tivéssemos desconhecido. 

Um beijo, 

Liliana

Toda a gente sabe a predilecção que eu tenho por nomes e escolhas de nomes*


Adoro Kévim. Mas adoro ainda mais Kévim brito oliveira carloto ginga Mil beijinhos e uma óptima noite. 

Ainda que seja difícil de "pernunsiar".





*(Liliana Ruth me confesso)

Porque é que frequento grupos de FB sobre culinária?


Porque, mesmo no que diz respeito a temas aparentemente inócuos, como molotof, a realidade supera sempre a ficção...

domingo, 28 de dezembro de 2014

Não apanhei o comboio em Setembro, venha Janeiro

"Sou dessas, graças a Deus



Melissinha no seu "De Mel"

Prendas que chegam depois do Natal (mas que são as melhores)

""Boa tarde,

Em nome de Jorge Palma, agradecemos as suas palavras. O Jorge Palma, não coloca qualquer entrave à utilização do nome Bairro do Amor, para dar nome à vossa nobre causa e está disponível para apadrinhar e colaborar com a associação, na medida do possível.

Os melhores cumprimentos,
Tiago Branco- agente do Jorge Palma"



O Jorge Palma vai ser o padrinho do Bairro do Amor. 

Eu (nós) vou reunir com o Jorge Palma a este propósito. 



2015 começará da melhor forma!

ADN patrocinado

Amiga: "Ah, a tua filha tem um cabelo loiro com uma cor tão rara. Parece sueca. Aquilo é da parte de quem?"

Eu: "Da parte do IKEA*""



("*Sim, os acabamentos foram feitos numa cama sueca, pá!)

Vai chamar pai a... ah, espera!

No LIDL ela corre, agarra-se às calças de um estranho- da mesma cor que as do pai- e grita: "Colo, pai!"

Olha para cima, repara no engano e corre na minha direcção, muito aflita.

O senhor olha para mim e sorri, divertido, com a raça a miúda.

Era o Rodrigo Herédia.






Minha rica filha, que acto falhado tão genial, pá!

Natal

Desde há três anos que acordo mais triste. Desde há seis que morreu o meu Natal. Quando morrem as nossas raízes amputam-nos a alma e, também, ritos e rituais partilhados, costumes e tradições. O Natal não é só o Natal: é uma manta de retalhos de memórias de espaços, de tempos, de cores de cabelo nas cabeças das pessoas que amamos, de presentes in (inesquecíveis ou inúteis)- o escorrega dos pinguins, o pai Natal que andava e abanava o sino, o traga-bolas e o Gatinhas-, de sabores daqui e dali, que as mesas tornam-se únicas, adn culinário singular, aqui Minho e Açores; um patchwork de recordações de árvores que se cortavam na serra com um serrote (e as botas de borracha do meu avô), luzes e fitas que se descabelavam no fim das festas, bolas antigas e presépios com musgo verdadeiro, depois pinheiros artificiais, com luzes incorporadas e presépios minimalistaas da Area; o meu avô a cortar pão duro com as mãos para ajudar a a minha avó na cozinha a fazer mexidos, o cheiro a frutos secos e a canela, eu em cima de um banco a ajudá-la a embrulhar de açúcar os doces, a reconhecermos formas nas filhóses como se fossem nuvens curiosas, o pai Natal que morreu no ano em que os meus pais se separaram, o Natal que teve que renascer das cinzas depois daquele ano, os olhos da minha mãe, o cigarro na ponta dos dedos, o bacalhau com couves, a peru que todos os anos o Sr. Gil oferecia ao meu avô em sinal de gratidão da sua amizade, a aletria e os meus tios à volta da mesa, às vezes sem sabermos se íamos estar todos mas, no fim de contas, estávamos, chegavam um a um, a minha avó suspirava e vedava-nos o acesso à cozinha, "todos para a mesa".
O relógio que se espreguiçava e nunca mais era hora de abrir as prendas, a minha prima que nascera, depois ela a crescer e o Natal ficou mais feliz, porque ela fazia parte do plural que passara a ser eu, cantigas para espectadores entusiasmados- e o meu avô a mandar calar toda a gente porque todos tinham que estar atentos a ouvir-nos desafinar!- a minha mãe a distribuir as prendas, sempre a minha mãe, com bandoletes estrambólicas com motivos natalícios, experimentar roupas que se tinham acabado de desembrulhar, pôr pilhas nos brinquedos que se queriam experimentar, rimo-nos com quem lhe tinha calhado em sorte a fava do bolo-rei e querermos acertar na fatia com o brinde, só porque sim, uma espécie de superstição. 
Beijinhos antes de dormir, o cheiro a livros acabados de receber, lençóis quentes e coração aconchegado.
Desde há três anos que acordo mais triste. Desde há seis que morreu o meu Natal. Quando morrem as nossas raízes amputam-nos a alma e, também, ritos e rituais partilhados, costumes e tradições. Mas há dois que a Ana nasceu e há na Ana o olhar da minha avó, os dentes espaçados do meu avô, o nariz abatatado e o dedo torto da minha mãe, a voz desafinada da minha prima a cantar canções de Natal adulteradas, a coquetice da minha tia, os lábios do meu tio, a mesma alegria a rasgar sem maneiras os embrulhos, a minha infância ali também, viva e ressuscitada neste corpo pequenino,
E decidimos que ninguém se fantasia de pai Natal, e a minha tia e a minha mãe vão com ela colocar no alpendre um prato com leite e bolinhos para ele, e o meu tio sai pela porta das traseiras e toca um sino e corremos com ela ao colo, para chegarmos mais rápido e quando abrimos a porta estão lá os presentes, a minha mãe aponta para o céu e diz-lhe "Diz adeus ao Pai Natal, Ana" e ela acena entusiasticamente e eu pergunto-lhe "viste o Pai Natal no céu, filha?" e ela responde-me que sim e que era lindo e gordo. 
Neste Natal ensinámos a Ana a acreditar no que não se vê mas que se deseja, a ver o invisível. Da mesma forma que eu acredito que os meus avós e o meu passado estiveram sempre ali.
Porque o Natal, no fim das contas, é sempre mas sempre fé. 

Festas felizes a todos.


sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

Sou uma menina malvada e nem sei como é que o Pai Natal me sacou presentes..

Num dos grupos de facebook sobre comanzainas alguém perguntou ideias para a Ceia de Natal.

WTF? Ideias para a ceia de Natal?

Respondi cachupa em cama de túbaros e regada com poncha da Madeira.

A senhora que escreveu o status likou no meu comentário.

...

...

...


(Na Noruega continuam a suicidar-se, compulsivamente, bacalhaus à custa deste status...)

Se os tipos do Master Chef me descobrem...

Estou a cear torradas de bolo-rei da Pastelaria Garret com queijo de São Jorge e kima de maracujá.

O menino mija?

É, provavelmente, a minha tradição favorita açoriana. Os amigos e parentes vão, nos dias seguintes ao dia de Natal, de porta em porta fazendo a pergunta sacramental: "O menino mija?", ou na sua versão mais soft, "Vim ver se o seu menino Jesus faz xixi!". E as portas abrem-se, e as garrafas destapam-se e há massa sovada, queijo e bolo de Natal nas mesas das ilhas e brinda-se. Brinda-se muito à laia do menino jesus fazer xixi. 
E eu, que já não passo as festas natalícias nos Açores há alguns anos, envio sms e mensagens aos amigos e peço-lhes que não desmontem o pinheiro até dia 16 e que me guardem aguardente de amora, angelica e vinho de cheiro que dia 16 de Janeiro lá estarei a gritar, porta a porta, como boa açoriana honorária que sou: "O menino mija???"

O melhor presente de Natal (foi a Ana que deu ao pai)

A ideia não é minha. Vi no youtube um pai que decidiu pedir a uma série de artistas que reproduzissem fotografias da mulher e do filho. 

 Eu- que sou mais pelintra- adaptei a ideia: pedi a três dos meus ilustradores preferidos que interpretassem 3 fotografias da Ana (uma por cada Natal vivido) com 0,1 e 2 anos acompanhada pelo pai. 

De agora em diante (até a Ana lhe apetecer continuar ou fazer outra coisa) será sempre assim: a Ana escolherá a fotografia mais bonita do ano que passou, sempre dela com o pai, elegerá um ilustrador de que goste (e de acordo com os gostos dela à medida que cresce) e teremos um registo ilustrado do crescimento deste amor. 

A reacção do pai foi enternecedora. 

(não coloco aqui as fotografias que lhes deram origem mas fica, aqui, o resultado final)

autoria:Prezado

autoria: Rita Balixa

autoria: Tinimini

quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

PPC report: chegam postais, chegam postais a todo o lado!

Vou actualizando as imagens que os participantes do PPC me forem enviando aqui.







Podem colocar o hashtag #ppc2014 no facebook para eu vos ir encontrando, sim?

Todos os que entenderem poderão enviar-me fotografias dos postais recebidos via mensagem privada do facebook aqui ou através do email: quadripolaridades@hotmail.com.

A melhor notária de Portugal em geral e do meu coração em particular







(Obrigada, Sandra! Do coração.)

Ah, e que tal achaste da app do calendário de 2015 dos Bombeiros Sapadores de Setúbal, Pólo Norte?

Não é uma coincidência, pois não?

Comprei a app do calendário dos Bombeiros de Setúbal.

Custou 2,69 €.

domingo, 21 de dezembro de 2014

Corpos reais e beca beca? Eu conto-vos!

Chama-se Vanda e é uma roliça assumida.
Com dois filhos a seu cargo encontrou na sua dificuldade em encontrar roupa para o seu tamanho uma via para resolver a situação de desemprego que já enfrentava há bastnte tempo.
Do seu trabalho nasceu a Maria Roliça - Moda em Tamanhos Grandes: uma loja online de roupa tamanho XXL. 

Todos a conhecer o seu trabalho aqui

Mais um bocadinho e inscrevíamo-nos todas na Casa dos Segredos.

Encontro imediato com a ex (a anterior a mim) e a actual do ex de quem eu mais gostei. Juntas.
E vieram-me cumprimentar. Beijinhos e tudo



Há alguma coisa de errado com o Deus do Natal, quarailho.

Valha-nos a Maria que continua em Belém...

Este ano em Portugal não há Natal: o Espírito Santo faliu, o José está preso e o Jesus foi eliminado.

AçoriANA

Estava com receio que a Mercearia dos Açores se tornasse num daqueles sítios gourmet-maricas-fofi-cheio-de-lettering-marketingócoiso e perdesse a sua identidade rústica e típica açoriana. Felizmente, a Carolina soube modernizar o conceito do Espaço Açores e dar-lhe uma nova vida, sem esquecer de onde vem nem deturpar a herança das ilhas da bruma, sem deixar perder a identidade da loja. 

A Ana entrou e sentiu-se em casa (raio da miúda, não tem como negar que é metade açoriana mesmo tendo nascido no Continente): remexeu em tudo, pousou os olhos, admirada nos vidros coloridos das garrafas de licor, pegou num cesto e começou a meter lá para dentro as bolachas mulata de que tanto gosta, rebuçados de funcho e ímans com vaquinhas, enquanto imitava os sons dos animais. E os olhos do pai brilharam quando viu espécies e ínhame à venda (blheca!) e depois, de repente, apetecia-nos trazer tudo, mesmo que no próximo mês já lá estejamos. 

Voltaremos segunda-feira para comprar massa sovada fresquinha, acabada de chegar de São Jorge, e uma bisca de queijo e bolo de Natal açoriano, pois está claro. E para dar um beijo à Carolina, sempre gira, sempre magra (odeio-a!), sempre com um sorriso grande como se coubessem as nove ilhas naquele sorrir, aquele brilho que só se vê nos olhos de quem é das ilhas. 

Nos da Ana também, açoriana nascida no Continente. 

_________________________

O mesmo com as minhas mãos

"
O embrulho

A senhora da loja dobra diligentemente o papel colorido sobre a caixa que contém o presente. Dobra um lado, dobra outro. Uma ponta solta-se, volta a dobrá-la. Solta-se mais uma ponta do outro lado. Consegue, por fim, selá-la com fita-cola. E mais um bocado de fita para colar melhor. Vira o embrulho e torna a dobrar. E torna a esticar o papel. Alisa-o com a mão, vinca-lhe a dobra na diagonal. E de novo tudo igual para que a ponta de papel que ainda falta dobrar se alinhe com a outra e, simetricamente, forme o fecho que ainda falta colar para acabar o embrulho. A senhora vai dobrando, vai colando e pega finalmente num laço já preparado que se encontra na caixinha, ali ao lado. Enquanto o endireita e escolhe o ponto mais adequado do pacote para o pregar, deixa que lhe saia um desabafo. No outro dia, só de ver aquelas meninas a fazerem os embrulhos no Jumbo estava cá a dar-me uns nervos. Só me apetecia ir lá meter as mãos.E enquanto ela prossegue com a finalização do embrulho, colando as pontas do laçarote, eu concentro-me esforçadamente, para aquietar as minhas mãos escondidas nos bolsos."

Da Luísa no seu "À esquina da tecla"

sábado, 20 de dezembro de 2014

Post em biquinho de pés para a GALP

Tudo o que é blogger foi convidado a escrever sobre o Hotspot.

Diz, quem sabe de fonte segura, que o Hotspot vendeu mais em duas semanas que nos dois últimos invernos.

A GALP não me convidou a escrever sobre o Hotspot mas eu escrevo de borla. A maneira que tenho de dizer que, sim senhora, que aquilo deve ser muito bom, é que acabei de sair de uma reunião de Direccão de uma Associação para pessoas portadoras de deficiência, em Chelas, cujo quadro eléctrico não permite um aquecedor decente, e metade da reunião foi a tentar encontrar ideias para se arranjar verba para se comprar um Hotspot.

Faz um frio de rachar, as pessoas trabalham quase vestidas de edredons e, ainda assim, de bom humor: um dos colaboradores- deficiente físico e sem sensibilidade nos membros inferiores- brinca sempre a dizer que "credo, está tanto frio que eu já nem sinto os pés!".  Nós rimo-nos mas é mau, pá!

Por isso, querida GALP, eu acredito mesmo que o Hotpot deve ser a última coca-cola no deserto dos aquecedores. Juro e cruzo os dedos em cima dos lábios e dou um beijinho, 

E agora que já escrevi, de borla, sobre o Hotpot, que jé me meti em biquinhos de pés não precisam de me pagar em numerário. Pode ser em espécie. 

Mandem lá um Hotspot para aqui, antes que encarnemos todos o Leonardo DiCaprio no Titanic. Mas em versão def., o que vem a ser muito mais deprimente, 

Um beijinho fresquinho desta sempre vossa, 

Pólo Norte

Perdeu-se uma excelente criativa publicitária

Sabes que o vinho era bom quando passaste a noite toda a sonhar com um anúncio publicitário às águas do Luso em que a tua filha agarrava numa garrafa de água com sabores e repetia "Isto é fabuLUSO!"


(Pena ter sido em looping e umas mil vezes seguidas como se se estivesse a pôr a cassete de vídeo para trás e a repetir a curta ad eternum.) 

A EXPERIMENTAR | Taverna dos Trovadores

Tinha uma sala ampla onde não precisámos de estar apertados. Queijo bom, enchidos bons, cogumelos bons e um vinho tão, mas tão bom, que não me recordo de quase nenhuma piada contada pelo comediante que tratou do espectáculo de stand up comedy. Estava quentinho e sem barulho de grupos de pessoas nos seus jantares de Natal.  Gente com cara de quem lá ia só beber um copo e aquecer a alma. Vozes em eco a cantar as músicas conhecidas cantadas, em bom, pelos músicos a actuar ao vivo. 
Já falei do vinho?


Taverna dos Trovadores em Sintra

Jantar de Natal em directo #2

Contratar um tipo para fazer stand comedy não parecia, à partida, uma boa ideia.

Mas foi.

Jantar de Natal em directo #1

As pessoas tratam sempre bem a rapariga dos Recursos Humanos.

Nesta empresa, calha bem: sou eu.

sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

A série de piadas que antes do o serem já o são...

... ou o filme "Sei Lá" já não se vai sentir sozinho no top dos filmes mais "redículos" de 2014.


Os preparativos de Natal dos meus amigos são melhores do que os dos vossos #3


Orgasmo na reunião anual da empresa

O coffee break contempla as melhores bolachas que já comi na vida: bolachas de manteiga de amendoim. 

A minha amizade eterna a quem me der a receita disto.

Obrigada, Sephora!

Aliás, obrigada à minha colega que tem uma acetona em stick super maneirinha na sua bolsa de maquilhagem e me ajudou nesta saga.

Não tarda muito estou feita fashion blogger.

Compostinha, penteadinha, cheirosinha e ...

... de verniz descascado. Ah, mas às tantas é de uma cor discreta? Encarnado...

Remexo na mala e nada de acetona. As mãos numa porca miséria.

Penso que vou passar a noite toda a esconder as mãos: o que fazer?

Desviar a atenção para o decote? Compostinha, remember?

Esconder as mãos na echarpe? Compostinha, pois então, o vestido não pediu echarpe.


E é isto, quando uma pessoa veste-se à senhora e quer parecer uma mulher séria o destino prova-nos que a sirigaitice é que compensa...


(Sim, vou roer o verniz até que descasque todo, uma finura que só visto...)

PROGRAMA QUADRIPOLAR | AVEIRO

10 passos para viver Aveiro num fim-de-semana de Inverno


1- Dormir num barco-casa na ria de Aveiro (fomos servir de cobaias ao conceito. Em breve traremos novidades)


2- Comer tripas de ovos moles e bolachas americanas na Costa Nova


3- Respirar a maresia da praia da Vagueira, correr na areia e beber um chocolate quente no Casablanca




 4- Brincar às casinhas de bonecas na Costa Nova




5- Apanhar cogumelos (com quem o sabe fazer) no caminho para Vagos



Os preparativos de Natal dos meus amigos são melhores do que os dos vossos #2


Cocós "furescentes" e prendas de Natal

Depois de um francês ter inventado pílulas para deixar os puns com cheiros menos nhecas, os americanos- esses malucos- decidiram criar comprimidinhos  para darem cor e brilho às fezes. Os ditos cujos (os comprimidos, não os cocós) vendem-se no etsy e estou tentada a despachar algumas prendas de Natal.

Ora vejamos:

Amigos escuteiros (sim, que os tenho, nada a fazer!), praticantes de orientação, geocaching e desportos outdoor- capaz de serem úteis como sinais de georeferência quando forem cagar à mata a meio da noite. "Ah, estou perdido da tenda? Espera, deixei uma caganita à porta da tensa e vim aliviar-.e do resto atrás desta árvore: é só juntar os pontinhos fluorescentes, que lindo!" ou "Ai caraças, que está escuro e não vejo a ponta de um corno? Espera aí que já te ilumino, deixa-me só baixar as calças".

Amigos com cães- Ah, passear à noite com o Bobi à espera que ele cague deixa de ser uma seca! Dá-se ao bicho duas ou três pilulas de cores diferentes e fica-se na expectativa da cor que vai enfeitar os passeios do bairro. Dispensa-se, de vez, os sacos e dá-se arco-íris a toooooda a vizinhaça. Uma fofura!

Amigos com prisão de ventre- É vestir roupa  clarinha, ir até à discoteca, meter-se debaixo daquelas luzes ultra-violeta e abanar o esqueleto! O ventre fluorescente fará mega sucesso!

Amigos com problemas de flatulência- Equivale a foguetes com fogo de artifício e tudo e tudo! Um festim andante!

Amigos com tendência a intestinos marotos e distúrbios gastrointestinais- equivale a um passe anual, diário, de uma tour completa de Color-Run!


Obrigada," amaricanos"!

Free gluten!

"Libertem o glúten

Deixem o glúten em paz. A menos que sejam celíacos, claro. Deixem-se de "intolerâncias". Deixem-se de merdas. Pelo caminho digam aos defensores da dieta paleo que eu lhes mando uma bofetada na nuca. Tenho quase a certeza que o homem das cavernas não era um exemplo a seguir. Ao menos vão até ao fim: comam a vossa carne crua, roendo-a dos ossinhos da bicharada ainda a mexer, peguem nos vossos parceiros pelos cabelos e andem nus. Já que acham essa merda assim tão fixe.Tenham juízo e comam mas é tudo, com conta peso e medida, está bem? Que maçada."

Da Leididi no seu "O Blog do Desassossego"

quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

Os preparativos de Natal dos meus amigos são melhores do que os dos vossos #1


Disco home ou cena de CSI?

A Ana chega, finalmente, aos interruptores. 

Temo a hora em que alguma vizinha me denuncie e me bata à porta um agente da polícia a ver se tenho uma discoteca clandestina dentro de casa ou se estou a ser vitima de um rapto e ando a fazer sinais de luzes à laia de pedido de socorro...

I fucking love London

Um dia um estranho começa a cantar numa estação de metro. Se estivessemos em Portugal ficava tudo a olhar de lado para o "maluco". Mas, thank God, estavam em Londres:



Família ursenilda a tirar ideias para a sessão fotográfica de Natal cá de casa #4






quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

Os postais de Natal mas gulosos de sempre



"Actualização de foto com receita das bolachas 3,2,1. Muuuuuito boas. E com o glacé de limão superaram as expectativas!"- Joana A. L. 

Relembro que os postais são da autoria das Tinimini, a receita das bolachas é da Joana Roque, o pretexto é o PPC e as receitas integrais da sua venda revertem para o Bairro do Amor.

Encomendas aqui

PaiNatalófilia

Oferecem um pacote de pequenos pais Natal de chocolate à Ana (que não gosta de chocolate). 
Abro o pacote, perante o olhar curioso dela, tiro a prata a um dos bonecos e como-lhe a cabeça. A Ana olha para mim com ar de horror e corre a gritar para o pai:

"- Paaiiiiiiiiiiiiiii, a mãe tirou a roupa ao Pai Natal e comeu-o!"

Da falta de palavras

Na sala de espera da radioterapia. Descemos no elevador para o piso -5 como se para matar o cabrão do cancro tivéssemos que descer ao Inferno, à cave das caves da clínica, como se fosse importante estarmos ali em baixo, longe do céu, perto do sítio onde queremos enterrar a puta da doença, sem o meu tio junto com ela. 
Animado mas sem nunca falar da palavra "cancro". Usou mil metáforas: "a doença", "isto", "coisa má". Nunca se disse "cancro" que se evocar a palavra desse mil anos de azar, espelho partido na alma.
O meu tio tem uma parte do corpo doente. Com células cancerígenas. E eu quero acreditar que o meu tio não está com cancro mas, antes, que tem cancro, como quem tem uma constipação e em breve vai deixar de a ter. 
Na sala de espera mais gente à espera da sessão de rádio. Em comum o silêncio ensurdecedor como se as palavras cutucassem o medo, espicaçassem as lágrimas. 
O meu tio entra acompanhado da técnica de radioterapia e eu espero-o em silêncio. Não se houve uma palavra na sala de espera do serviço de radioterapia como se a espera tivesse que ser feita em silêncio porque, no fim de contas, no reiniciar das contas, as palavras valem muito, muito pouco perante as vontades indomáveis da vida, do destino, da fé, do karma. Da esperança e da desesperança. 
E, com a crença de que voltarão acompanhas de suspiros de alívio e sorrisos, dispenso-as também. 
Não foi um dia bom. 

segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

Quando a ficção é melhor que a realidade (ou não)

Eu- "Epá, ontem estive sempre ligada na CNN a ver se via desenvolvimentos da barricada do terrorista lá no café de Sidney. Tu viste?"

Colega-"Olha, não, o meu marido estava a ver uma catrefada de episódios do CSI e não quis mudar de canal..."

New blog on the block

É gira, esperta e, ainda por cima, querida. 

E tem um novo blog cujo título diz mais sobre ela do que, aparentemente, se possa imaginar. 

Dêem-lhe as boas vindas.  

Fabíola junta-se a Cayetana e há festa no além


Publicação de RTVE.



(Se um dia morrer convidem a Luz Casal para cantar "Gracias a La vida" com esta emoção. For real.)

Como conseguir o quarto com melhor vista do hotel sem pagar mais por isso? Pólo Norte explica.

Empregado pede-me o cartão de cidadão enquanto eu preencho o formulário que me entregara minutos antes. Interrompe-me a tarefa:

- "Vai querer factura em nome pessoal ou em nome da empresa?"

Eu- "Da empresa"

Empregado- "Pode indicar-me o nome e o NIF, por favor?"

Eu- "Trip Adviser é o nome da companhia. Deixe lá ligar para o escritório a ver se consigo o NIF..."







Pólo Norte- 1 Recepcionistas-0

Família ursenilda a tirar ideias para a sessão fotográfica de Natal cá de casa #2






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