terça-feira, 30 de dezembro de 2014

segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

O Mundo divide-se entre...

... as pessoas que, na ceia de Natal, comem bacalhau com batatas e couves e as que comem peru.

Gente feliz com lágrimas

Filho de uma família humilde, Joe conseguiu ascender através do trabalho e das oportunidades de desenvolvimento académico e profissional proporcionadas pelo esforço dos pais. 

Este Natal retribuiu-lhes entregando-lhes um envelope com uma folha escrita à mão: 
"A vossa casa está paga. Feliz Natal, Joe". 

E eu lacrimejei, caraças!

Headhunting ou como identificar um bom comercial apenas através do FB?


A LER | Viagem ao fim do coração




À Rita "Silvina"




Querida Rita,

Tenho muita pena que não nos tenhamos conhecido. Quer dizer, eu lia-te, tinha aquela sensação de quem lê e acompanha blogs, que quase se conhece as pessoas que os escrevem e eu lia-te, caramba, tinha aquela sensação de que quase te conheci mas faltou-nos o cheiro, o toque, o olhar e, essencialmente, tempo. Iria acabar por acontecer, sei bem, a distância física, a Malveira, Birre, a baía e a tua mãe que, viemos a descobrir, afinal foi colega de mámen iriam tratar de servir de pretexto, desculpa ou só justificação para que nos viessemos a conhecer. Foi o tempo- o teu tempo- que não o permitiu. 
Engraçado como tu também acabaste por ler este blog, sei-o de fontes seguras, e mais certeza tenho que se o cabrão do tempo tivesse sido mais generoso havíamos acabar por nos conhecer. Não aconteceu.

Em Abril conheci a Marina

"Polo,


O meu namorado tem um estúdio de tatuagens (www.bloodoathtattoos.com) e queriamos propôr uma sessão de tattoos no Todos por Um para reverter tudo para o Rodrigo.
Será possível ainda?



Caso não seja possível fisicamente no evento, fazêmo-lo no estúdio.
Sei que não é propriamente uma coisa que se coaduna com dar sangue e/ou medula mas é a única coisa que me ocorre fazer que tenha mais impacto do que a doação pessoal que já fizemos.



Perdi a minha irmã este domingo. Partiu, vítima da puta do cancro. Quando teve 'a alta', arrendámos-lhe uma casa em frente ao seu mar, ao nosso mar, e tentámos com que tivesse os melhores dos dias.
Teve o privilégio de ter equipas médicas que tentaram tudo, mas tudo (foi tratada sempre em Paris)... mas era um cancro raro e não houve hipótese de viver mais. Eu quero ajudar o Rodrigo a ter o melhor dos melhores, e também quero muito que viva.



Da tua conterrânea,


Beijinho,
Marina"



Foi assim, que em Abril conheci a Marina. Tinhas acabado de morrer e eu estava longe de saber que a Rita era a Silvina que eu lia, O blog estava parado há um mês, estaria a Silvina pior? Teria morrido? Preferia afastar os pensamentos que me levavam hipótese do teu fim. Era estranho preocuparmo-nos com quem nem sequer conhecíamos. Depois soube do Rodrigo e inventámos o "Todos por Um" Estava muita gente no evento a favor do Rodrigo e troquei-lhe o nome à tua irmã umas mil vezes, Gostei logo dela (e eu não gosto logo da maioria das pessoas, sou uma nojentinha...). Acabámos o evento e ela e o Sérgo angariaram 445 euros a favor da causa a venderem... tatuagens? Não é brutal? Não ficas cheio de orgulho deles? Eu fiquei, caraças. 
O Rodrigo morreu. O cancro é uma besta. E tirou-te o tempo e eu nunca te cheguei a conhecer. 
Até esta noite. Sábado a Marina juntou-se ao Bairro do Amor (nem podia ser de outra forma, ela não podia mesmo ficar de fora...) e levou-me o livro num envelope almofadado. 
Comecei a lê-lo ontem à noite e acabei de o ler de madrugada, Todo de seguida, sem interrupções para ir à casa de banho, beber água ou quase respirar fundo. Li-o de uma assentada só, com a pressa de quem sabe que o tempo é um cabrão: foi-o connosco, Rita. 
E depois cheguei à última página e agradeci, em pensamento, à Marina, à Luísa e à Ana Casaca por te terem trazido, ainda que apenas sob a forma das letras- primeira coisa que nos uniu- até mim. 

Sinto-te, sim, Rita. (A partir de agora) todos os dias.

Como se nunca nos tivéssemos desconhecido. 

Um beijo, 

Liliana

Toda a gente sabe a predilecção que eu tenho por nomes e escolhas de nomes*


Adoro Kévim. Mas adoro ainda mais Kévim brito oliveira carloto ginga Mil beijinhos e uma óptima noite. 

Ainda que seja difícil de "pernunsiar".





*(Liliana Ruth me confesso)

Porque é que frequento grupos de FB sobre culinária?


Porque, mesmo no que diz respeito a temas aparentemente inócuos, como molotof, a realidade supera sempre a ficção...

domingo, 28 de dezembro de 2014

Prendas que chegam depois do Natal (mas que são as melhores)

""Boa tarde,

Em nome de Jorge Palma, agradecemos as suas palavras. O Jorge Palma, não coloca qualquer entrave à utilização do nome Bairro do Amor, para dar nome à vossa nobre causa e está disponível para apadrinhar e colaborar com a associação, na medida do possível.

Os melhores cumprimentos,
Tiago Branco- agente do Jorge Palma"



O Jorge Palma vai ser o padrinho do Bairro do Amor. 

Eu (nós) vou reunir com o Jorge Palma a este propósito. 



2015 começará da melhor forma!

sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

Se os tipos do Master Chef me descobrem...

Estou a cear torradas de bolo-rei da Pastelaria Garret com queijo de São Jorge e kima de maracujá.

terça-feira, 23 de dezembro de 2014

Querido facebook...

... não é porque tu o dizes que se torna verdade: não, não foi um ano espectacular. 

Fuck you!

sábado, 20 de dezembro de 2014

A EXPERIMENTAR | Taverna dos Trovadores

Tinha uma sala ampla onde não precisámos de estar apertados. Queijo bom, enchidos bons, cogumelos bons e um vinho tão, mas tão bom, que não me recordo de quase nenhuma piada contada pelo comediante que tratou do espectáculo de stand up comedy. Estava quentinho e sem barulho de grupos de pessoas nos seus jantares de Natal.  Gente com cara de quem lá ia só beber um copo e aquecer a alma. Vozes em eco a cantar as músicas conhecidas cantadas, em bom, pelos músicos a actuar ao vivo. 
Já falei do vinho?


Taverna dos Trovadores em Sintra

quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

I fucking love London

Um dia um estranho começa a cantar numa estação de metro. Se estivessemos em Portugal ficava tudo a olhar de lado para o "maluco". Mas, thank God, estavam em Londres:



quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

Os postais de Natal mas gulosos de sempre



"Actualização de foto com receita das bolachas 3,2,1. Muuuuuito boas. E com o glacé de limão superaram as expectativas!"- Joana A. L. 

Relembro que os postais são da autoria das Tinimini, a receita das bolachas é da Joana Roque, o pretexto é o PPC e as receitas integrais da sua venda revertem para o Bairro do Amor.

Encomendas aqui

segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

Como conseguir o quarto com melhor vista do hotel sem pagar mais por isso? Pólo Norte explica.

Empregado pede-me o cartão de cidadão enquanto eu preencho o formulário que me entregara minutos antes. Interrompe-me a tarefa:

- "Vai querer factura em nome pessoal ou em nome da empresa?"

Eu- "Da empresa"

Empregado- "Pode indicar-me o nome e o NIF, por favor?"

Eu- "Trip Adviser é o nome da companhia. Deixe lá ligar para o escritório a ver se consigo o NIF..."







Pólo Norte- 1 Recepcionistas-0

domingo, 14 de dezembro de 2014

Les villes sont mortes. Vive les villes.

Eu fico muito nervosa quando passo em Cascais. fecham-se lojas de comércio tradicional, as lojas que eram uma manta de patchwork desta vila, contavam nas montras as histórias, o tempo e o crescimento dos últimos anos, o crescimento que também as matou. 
De Cascais da minha infância resta pouca. A Ana nunca saberá que no lugar da igreja universal do reine de Deus foi um dia o Oxford, onde fui ao cinema sozinha pela primeira vez. Havia também os cimenas São José e o cinema do Pão de Açúcar, que agora se chama Auschan. Não há, neste momento, nenhum cinema na vila. Só nos shoppings, todos iguais, todos homogeneizados com letterings e estratégias de marketing, pipocas em copos de design, gomas que passam nos crivos do HACCP e afins. Não há cinemas na vila e a Ana nunca saberá o bom que é sair do cinema com as amigas e ir a pé até à praia da Rainha, a minha preferida em Cascais, fazer a análise crítica do filme. 
Fecham lojas em Cascais, todos os dias. A baixa está uma lástima, com montras vazias com autocolantes de mediadoras imobiliárias e eu fico triste. A Rua Direita foi tomada por lojas indianas, marroquinas e chinesas, a venderem recuerdos portugueses fabricados na Tailândia, galos de Barcelos em tons de pastel e imagens da nossa senhora de Fátima com luzes de discoteca.
Fechou o Oxford, fechou a pastelaria Cisne e a Lua-de-Mel, a Cenoura do canto do Visconde da Luz já morreu há que séculos e  o Tchipepa anunciou que ia fechar no Verão passado. 
E eu que vou ao mercado todos os sábados de manhã, que frequentava a Lua de Mel, que prefiro os croissants do Gianni a todos no Mundo fico triste porque estão a esvaziar as vilas, a plastificarem as fachadas dos prédios, normalizando as terras, exterminando o patchwork da diversidade do comércio tradicional, criando terras bonitas e com as ISOs todas para quem ver de fora dizer que são bonitas, sim senhora, para ganharmos reconhecimento nas revistas de turismo lá de fora, que se os estrangeiros dizem que isto é bom é porque deve ser mesmo, estamos no bom caminho. 
Construam-se menos hotéis para quem vem e revitalizem-se as vilas e as cidades para quem permanece. Devolvam-se as terras a quem as pertence. A quem a elas pertence. 

(a propósito disto)



sábado, 13 de dezembro de 2014

Us

Olhei-a ao longe. Alta, magra, com um sorriso que tem brilho como se sorrise com o olhar, a alma, o coração. Chama-se Ana e não se podia chamar outro nome.
Conheci-a porque escrevo neste blog. Porque um dia, há exactamente seis meses atrás, pedi aqui ajuda para uma desconhecida, minha e dela, alguém a quem não conhecíamos o rosto nem o tom de pele, a altura ou o tom de voz, apenas a história. Ela ajudou-a e ajudou-me a ajudá-la e, ainda que ela não saiba, ajudou-me muito mais a mim.
Olhei-a ao longe. Envergava uma camisola gira com a palavra "Us", a Ana, com uma pronúncia que amo, do norte, de casa, a tirar fotografias nesta festa da Móvel Vivo, a loja de decoração mais quadripolar do Mundo, num fundo com o logotipo desenhado pelo Bruno, a msterialização do Bairro do Amor.
Em seis meses fizemos muitas coisas juntas, eu e esta Ana, fomos a um bairro social, tirámos medidas a paredes, recrutámos uma colaboradora, visitámos casas de clientes, comemos picanha numa noite divertida, planeámos esta festa, desabafámos, perdemo-nos mesmo tendo GPS, rimos, ficámos com nós na garganta, arrumámos caixotes de cartão no armazém a altas horas de madrugada e, no meio disso tudo, tornámo-nos amigas.
Olhei-a ao longe. A palavra na camisola a ecoar-me o pensamento. Podemos conhecer mil pessoas mas poucas são as que nos tocam, as que se tornam parte de nós, fazem parte do plural que também somos. São "us". E a Ana é.
Sophia de Mello Breyner disse um dia que alguma poesia faz realmente sentido quando o sentido das palavras coincide com o seu significado. 
Nada mais simples, vide infra...
Us. 

sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

O dia em que deixei de acreditar no Pai Natal





Foi no Natal de 1988, lembro-me bem. Os meninos da escola já não acreditavam no Pai Natal e eu achava que eles eram todos tolos. O Pai Natal aparecia-me todos os anos, a seguir ao jantar de bacalhau cozido, batatas e couves, assim que a aletria e os mexidos assentavam nos nossos estômagos, Era uma coincidência brutal: o meu pai saia para comprar cigarros, acabavam-se sempre aquela hora e desencontrava-se sempre com o velho de barbas, que tinha umas feições familiares mas a cara da minha imaginação. E trazia-me prendas, e tocava o sino no quintal da minha avó, logo assim que entrava o portão) será que se tinha cruzado com o meu pai que saira minutos antes?) e dava-me um beijinho, um abraço e deixava-me prendas. Vinha sempre com pressa, tinha montes de outros miúdos para visitar, mas nunca falhava. 
Passados outros minutos regressava o meu pai, sempre desapontado pela infeliz coincidência de nunca se cruzar com o velho de barbas, sempre ansioso para ouvir os meus relatos entusiasmados da maciez da barba, da fofice da barriga que parecia mesmo uma almofada, da alegria de ver com os olhos que ele existia mesmo e que isso me deixava numa posição privilegiada face aos meninos da escola, que duvidavam da sua existência. Eram parvos! 
Os meus pais separaram-se e nunca ninguém me disse, oficialmente, que o Pai Natal não existia. Ele deixou de aparecer, naquele Natal de 1988, mas não doeu muito, não doeu tanto como a ausência do meu pai, do seu ritual de ir comprar cigarros a seguir ao jantar, da falta que me fez não ter ninguém que ouvisse o relato a viva voz do meu sonho de Natal, tão real e feliz. Resignei-me. No silêncio do primeiro Natal triste da minha vida, resignei-me.
E fiquei orfã de dois pais vivos: o meu e o Natal. E depois disso fiquei parva e realista, como todos os outros meninos. Sem a magia da ingenuidade e da força de acreditar. 
Mataram-me, pela primeira e incontornável vez, o verdadeiro espírito do Natal. 

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

BUCKET LIST | AVEIRO


Dormir num barco-casa na ria de Aveiro - done
Tomar um pequeno almoço de pão de vale de Ílhavo- done
Mamar uma tripa de ovos moles pela manhã- done
Almoçar numa loja de mariscos que nem é restaurante mas que tem o marisco mais fresquinho do Mundo- em processamento
done
Emborcar uma tripa de ovos moles de sobremesa- done
Beber café no Casablanca- done
Respirar a maresia de Aveiro- done
Andar de barco à vela- done
Passear no Rossio- done
Apresentar as casas da Costa Nova à Ana- done
Aquecer as mãos num braseiro público- done
Beber vinho quente no Quebramar enquanto oiço músicas de Natal- done
Passear no Rossio e nas margens da ria- done
Descobrir lojas giras perdidas nas ruas- done
Ser cobaia e fazer o sacrifício de provar todos os sabores de licor disponíveis no frigorífico da mãe de uma amiga que se dedicou a esse negócio- done
Comer leitão da Palhaça- done
Comer as natas da Costa Nova- done
Levar a Ana a tirar uma fotografia com o Pai Natal- done
Comprar uma barrica de ovos moles para trazer para a minha mãe- done
Ir a uma feirinha de artesanato de rua que não vende porcarias feitas com cápsulas da Nespresso- done
Visitar o Museu do Brincar- done
Apanhar laranjas e limões directamente do quintal de uma amiga- done
Comer uma tripa de chocolate só para desenjoar- done
Ter um encontro feliz sem combinações prévias com uma pessoa querida- done
Comprar flor de sal da Ria- done
Tirar perto de 500 fotografias a tudo o que achei bonito- done
Matar saudades de amigos de infância-done
Ouvir a Ana tocar num tamborzinho típico de madeira e dançar ao mesmo tempo na calçada da Praça do Peixe- done
Sentir um nó na garganta e raízes no coração na hora de ter que voltar- done
Trazer comigo reservas de Aveiro-inspiração para os próximos tempos- done

PPC feat. As minhas receitas feat. Bairro do Amor

E se o Quadripolaridades tivesse, pela primeira vez, postais personalizados?

 Este ano, o Polar Post Crossing  conta com o apoio das meninas da Tinimi  e com a doçura da Joana Roque e conta com uma edição de postais solidários. Sim, isso mesmo, cada postal, desenhado pelas Tinimini, conta com uma receita de bolachas de Natal da autoria da Joana Roque, autora do blog As Minhas Receitas

As inscrições do PPC já fecharam mas qualquer um pode comprar os postais, para usar no PPC ou não! Escrever postais é tão boooom!

São, assim, vendidos em packs de 4 postais e o valor integral da sua venda reverte a favor do Bairro do Amor. 

Encomendem AQUI!


sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

Explica lá isso do Bairro, Pólo Norte!

Quem Somos

O Bairro do Amor é  uma instituição particular de solidariedade social (IPSS), sem fins lucrativos, criada em 2014, com o objectivo de melhorar a qualidade de vida e potenciar a inclusão social de pessoas ou grupos em risco de exclusão social, através de uma estratégia de participação comunitária.

Todos os anos é escolhida uma área de intervenção a trabalhar com maior foco. A intervenção de 2015 assentará no apoio à infância.
Em paralelo, a comunidade do Bairro do Amor será responsável por ajudar a proporcionar um final feliz a 12 histórias, uma por mês, sinalizadas e escolhidas, uma a uma, pelos seus associados, numa óptica de participação colectiva, fomento e respeito pelo sentido cívico.

O que queremos fazer?

  • Promover o apoio técnico, económico, pedagógico, psicológico e social dos seus beneficiários;
  • Promover a auto-responsabilização pela inclusão social de grupos de risco com vista à sua autonomia funcional;
  • Formar e capacitar pessoas em risco de exclusão social para a obtenção de recursos que lhes permitam uma inclusão efectiva;
  • Democratizar o acesso a plataformas, ferramentas e recursos que possibilitem uma maior e melhor preparação para enfrentar e superar as condicionantes que dificultam uma inclusão social real ;
  • Desenvolver um sentimento comunitário e de incentivo à participação cívica em prol da intervenção social junto dos seus associados.

Como se podem juntar a nós?

Tornando-se sócios aqui ou inscrevendo-se na bolsa de voluntários aqui.
Envolvendo-se.

    We have a dream



    O Bairro do Amor sempre existiu.
    Martin Luther King disse um dia “I have a dream”. Por aqui pelo Bairro “we have a dream”. Tínhamos todos, cada um de nós, este sonho: o de participarmos activamente no Mundo, agirmos sobre ele, habitá-lo como se fosse um bairro,  E depois reconhecemo-nos e todos os sonhos individuais se cruzaram naquele que é um sonho colectivo, uma aspiração comunitária. E percebemos que embora cada um de nós tivesse este sonho trancado em si, bastou abrirmos as janelas e irmos à varanda das nossas vontades e batermos com os olhos nos outros vizinhos. E de repente, janelas abertas, éramos muitos, num sonho comum. Vizinhos uns dos outros neste bairro do amor.
    E convocámos reuniões de condomínio a céu (e sol) aberto, deixámos palavras escritas nas caixas dos correios uns dos outros, partilhámos segredos e sonhos, sempre sonhos, como quem partilha o lugar onde esconde a chave sobressalente (é que nem sempre fica debaixo do tapete de entrada).
    E a 4 de Dezembro passámos a existir como um todo e reunimo-nos à volta do coreto, de mãos dadas a ver o sonho materializar-se neste bairro. O Bairro que sempre existiu em mim, no Paulo, na Filipa, na Maria, na Flávia, na Rita, no Rui, na Sandra, na Ana Araújo, na Bé, na Ana Luísa, na Mariana, na Ana Póvoas, no Bruno e- quem sabe?- também dentro de si. “Vizinho de nós”.
    Porque, como diz o cantor, “há sempre lugar para mais alguém!”
    Contamos consigo?

    (Tudo sobre o Bairro do Amor- o projecto mais emocionante onde já estive envolvida aqui: http://obairrodoamor.wordpress.com/)

    Aos 4 de Dezembro de 2014



    No bairro do amor a vida e um carrossel
    onde hã sempre lugar para mais alguém
    o bairro do amor foi feito a lápis de cor
    pra gente que sofreu por não ter ninguém

    No bairro do amor o tempo morre devagar
    num cachimbo a rodar de mão em mão
    no bairro do amor hã quem pergunte a sorrir
    será que ainda ca estamos no fim do Verão

    Eh pá, deixa-me abrir contigo
    desabafar contigo
    falar-te da minha solidão
    Ah, é bom sorrir um pouco
    descontrair um pouco
    eu sei que tu compreendes bem

    No bairro do amor a vida corre sempre igual
    de café em café, de bar em bar
    no bairro do amor o sol parece maior
    e hã ondas de ternura em cada olhar

    O bairro do amor é uma zona marginal
    onde não hã prisões nem hospitais
    no bairro do amor cada um tem de tratar
    das suas nódoas negras sentimentais

    Eh pá, deixa-me abrir contigo
    desabafar contigo
    falar-te da minha solidão
    Ah, é bom sorrir um pouco
    descontrair um pouco
    eu sei que tu compreendes bem

    terça-feira, 2 de dezembro de 2014

    A CONHECER | Tales of Light

    You're the captain of my love

    Desde que sou mãe tenho feito várias sessões fotográficas para ir registando o crescimento da Ana. À falta do César, o fotógrafo oficial de Cascais, tenho escolhido profissionais cujo trabalho acompanho. Tenho tido a sorte de me cruzar sempre com fotógrafos de enorme talento e cujo trabalho admiro, destaco a Olga da Little People, Big Smiles, a Sofia da Magma, a Selma Veiros e o Paulo Barros Cardoso que adoro. Recomendo todos!

    Mas, não sei se porque à medida que a Ana cresce se tem vindo a tornar cada vez mais gira e com salero, a última sessão realizada pelo enorme Ricardo do Tales of Light entrou para o top 1 e arrebatou-me o coração com tanto amor.

    Obrigada Ricardo, isto não é trabalho: é sensibilidade e amor.







    Marcar uma sessão fotográfica com o melhor fotógrafo de famílias nacional

    Quem? Ricardo Silva do Tales of Light 
    Contacto: http://www.ricardosilvafotografia.com/ricardo-2-2/
    Saber mais? http://www.ricardosilvafotografia.com/
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