sexta-feira, 30 de junho de 2017

O Mundo divide-se... #edição sopeira

... as pessoas que têm a tábua de engomar e o ferro ao género de instalação artística permanente no meio da sala o ano inteiro e as outras.




suspiro*

Uma pessoa fica aqui a cismar...





Olha se me desse uma travadinha musical destas a mim?


É que - fora de brincadeiras- sou alérgica ao látex.
Sim: ao látex- leram bem.


Quando a realidade supera a ficção que supera a realidade que supera a ficção and so on

"Luciana Abreu apresentou hoje o seu novo tema, 'El Camarón'. Esta música de ritmo latino e muito alegre foi, na verdade, inspirada no choque choque anafilático que a cantora sofreu em janeiro de 2016. Nessa altura, Luciana precisou de ser assistida de urgência no hospital depois de ter ingerido camarão.A cantora ficou sem ar, muito inchada e aflita.Cerca de um ano depois, a cantora usa a sua arte para alertar os fãs para este problema.
 Luciana mostra assim que é capaz de encarar a vida com boa disposição e humor, apesar de nem sempre tal ser fácil."


Oh céus: foi intencional. Esta música é propositada. Oh nossa senhora do marisco me valha!

           

quinta-feira, 29 de junho de 2017

O Mundo divide-se... (edição fonética)

O mundo divide-se entre quem toda a vida cantou "Vamos à la praia" em vez de "Banhar-nos à praia" e os outros.

.

Ana, a zen... a crédito

Ana, canta o mantra que aprendeu na escola para se acalmar quando está destrambelhada (sim, sim: destrambelha que é minha filha, não há cá milagres!). 

Ana: "I am happy,
          I am good,
          I am happy,
          I am good,
         CETELEM, CETELEM, CETELEM, ji
         Ariuru, ariuri, ariuri, jim"


Nós: "Ó filha, tens a certeza que é  CETELEM?"

Ana: "Claro que sim: o professor de meditação cantou isto o ano todo!"

Nós: "Epá, filha. Não deve ser CETELEM, tu ouve lá melhor isso..."

Ana: "É CETELEM, sim! Que eu sei, que eu é que estou lá a ouvir..."


Reunião de pais, a educadora convida-nos para fecharmos a dita com a música da meditação. Afino a minha melhor voz  e dou-lhe com alma:

         "I am happy,
          I am good,
          I am happy,
          I am good,
         CETELEM, CETELEM, CETELEM, ji
         Ariuru, ariuri, ariuri, jim"


Fica tudo a olhar para mim.





Não era.

...

...

...

Vamos lá voltar à quadrievangilização que já estavamos cheios de saudades




"Olá Pólo Norte,

quadripolarizei o Chipre, mais um país para acrescentares à tua lista!
As fotos são da Petra tou Romiou ou Rocha de Afrodite. Segundo a mitologia é o local de nascimento da deusa Afrodite!

M."

Querida M., desculpa o atraso na publicação de tão nobre quadripolarização, ainda mais com um país à estreia: mea culpa!

Graças a ti temos  agora 91 países quadripolarizados: é muita fruta! Obrigada!



[Chipre quadripolarizado. Todos os países quadripolarizados aqui]

quarta-feira, 28 de junho de 2017

Diálogo apenas perceptível por açorianos



Eu: "Ui, agora está tudo muuuuito ofendido porque o Salvador Sobral disse "peido" na televisão..."

Mámen (à nora sobre a polémica): "Vês, porque é que eu ensino a miúda a dizer "fofó"?"

...

...

...

Há um episódio do "This is us"...




... em que é véspera de Natal e a Kate tem que ser operada de urgência. 
A mãe agarra num raminho de pinheiro e coloca-o na mão da filha, reforçando que "nada pode correr mal na véspera de Natal". 
No dia 21 deste mês- dia do aniversário do meu avô- a minha vida podia correr muito mal, o pior que me podia acontecer e olhem que a mim já me aconteceu muita coisa manhosa...
No dia 21 de Junho- dia de aniversário do meu avô- na sala de espera de uma clínica pensei no "This is Us": nada pode correr mal no dia de aniversário do meu avô. 

Não correu. Soube-o ontem, depois de uma semana de insónias, angústias e um aperto no peito nunca antes sentido. 

Ainda que já acreditasse, agora sinto-o com mais força, Sim, acredito em milagres. 


[Obrigada, avô!]

quarta-feira, 21 de junho de 2017

100 Quadripolares que vale a pena conhecer # Catarina (35)



A Catarina é leitora deste blog.
Uma tipa inteligente e audaz, perspicaz e boa gente.
A Catarina viveu cercada pelo Inferno, viu os cenários das suas memórias, os espaços que pertencem às suas lembranças, vida vivida, terras com raízes suas confundidas com as das árvores arderem assim.
A Catarina não conseguia dar notícias e eu rezei por ela. Não a conheço pessoalmente mas sei-a inteligente e audaz, perspicaz e boa gente.
Eu não sou de apontar dedos, ruminar em culpas, preocupar-se com acusações políticas. Lá chegaremos quando as terras e as cinzas estiverem arrefecidas.
A Catarina esteve assim e eu fazia refresh de minutos a minutos no seu perfil de facebook. E rezava. E eu não sou de rezar.
Mas quando a impotência nos esbofeteia a cara, nada nos resta senão sermos humanos e vulneráveis, humildes e crentes num desfecho com vida. Porque aqui - não haja enganos- há apenas desfechos porque não há nenhum final feliz.
Sejamos humanos e rezemos, oremos, enviemos energias positivas, façamos figas ou o que nos aprouver. Juntemo-nos para acrescentar e sejamos humanos e empáticos.
A Catarina- inteligente e audaz, perspicaz e boa pessoa- está bem. E eu vergo-me à sua valentia, faço uma vénia à sua coragem.
"Acredita, mesmo para mim que estava em cima do telhado na minha melhor versão gata em telhado de zinco quente islâmica, a sensação de me limitar a meter água e de esperar que o fogo venha ter connosco é só pior..."
Tenho um novo herói: Catarina, a grande.

sexta-feira, 16 de junho de 2017

Os finalistas (com chapéu de cartolina preta à americana e tudo)

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Tenho assistido, por força do trabalho do homem cá de casa, a um fenómeno interessante que surgiu nos últimos anos: as festas de finalistas. 
No meu tempo éramos finalistas em duas fases da nossa vida: no fim do secundário e no término da universidade. Tal como éramos caloiros no primeiro ano da universidade, apenas. Aparentemente, sou do tempo dos dinaussáurios. 
Hoje em dia vejo festas de "finalistas" no último ano do Jardim de Infância, no quarto ano das escolas primárias, no nono ano dos liceus e por aí além. Tenho, ainda assistido, em fotografias do facebook da minha rede um proliferar de fotografias de meninos a envergarem pseudo-capas académicas e chapéus de finalistas à americana, feitos de cartolina preta, alguns até (heresia!) com capas com fitas autografadas pelos colegas da escola primária. Que irão rever no quinto ano...
Hoje toda a gente foi finalista uma vez, duas vezes, três vezes, quatro vezes e , finalmente, finalista- finalista na universidade. Também há os finalistas no último cinturão do judo, os finalistas na nataçao, no centro de línguas e na catequese. Já não aguento finalistas!
Temo o dia em que, à saída da maternidade, "adeus-adeus vamos para casa", alguma enfermeira espete um chapéuzinho de cartolina ou de feltro, vá, na cabeça de um bebé e uma faixa à miss a dizer "Finalista do berçário". Na colónia de férias, um monitor se encarregue de "finalistar" as crianças no último dia com o título de "finalista da praia 2013". 
Porque ser finalista deixou de ser um título único, que coroa o fim definitivo do percurso escolar de um indivíduo e passou a ser um título cíclico, um título ocasional, a fazer perder o encanto que têm os títulos que demoram a alcançar, a deixar cair a magia dos títulos que implicam tempo, esforço, trabalho... acumulados. Porque ser finalista passou a ser banal.
Chegaram ao fim deste post? Boa, vou ali buscar a cartolina para vos fazer um chapéu. Considerem-se leitores finalistas do presente post. 
Eferreá!

[Repost]

A genética não foi minha amiga (mas quem tem uma mãe tem tudo ;) )

A minha mãe sabe fazer malha. Crochet. Penteados maravilhosos nos cabelos da Ana. Fazer bainhas. Pregar botões. Trabalhar com trapilho. Cartonagem. Forrar com tecidos todos os objectos possíveis e imagináveis. Bricolage variada. Dá uns toques de costura. Fazer vestidos de Carnaval com sacos de lixo se for preciso. Pintar a miúda no Carnaval sem que pareça uma travesti. Fazer o melhor bolo de bolacha do Mundo. E salame. E bolinhas de côco. Decorar todas as canções infantis para ensinar à neta. Sabe fazer macramé. Trabalhar com madeira. Fazer bijuteria e laços para o cabelo da Ana. Desenhar bem. Pintar bem. 

Eu?

Foto de Liliana (Pólo Norte) Caridade.


Foto de Liliana (Pólo Norte) Caridade.


Eu sei fazer-lhe olhinhos de gato das botas do Shrek.


(O meu mural de espanta-espíritos hygge, feito pela minha mãe, é oficialmente o mais bonito do Mundo].

O tipo de ídolos que gostaria de ensinar a minha filha a admirar

                                             Ines Alves, 16, fled yesterday’s inferno from the 13th floor of the block in West London


Bravo, Inês! Bravo!


[Crowdfunding para ajudar a família da Inês: aqui.]

This is us ou a revolta dos psicoterapeutas

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Não sou uma pessoa de séries: não saco nada da internet pirateado, não gosto de esperar o regresso de novos episódios semana após semana, muito menos de esperar novas temporadas, esqueço-me de gravar episódios quando não estou em casa, às vezes estou semanas sem ligar a televisão e não sou metódica nem como espectadora.
Mámen, ao contrário de mim, tem uma adição tão grande que, para não se deixar viciar, opta por nem sequer começar a ver. À excepção de mini-séries de carácter histórico (papa-as todas como apaixonado por História que é...) e da Guerra dos Tronos, que este ano promete estragar-me a festa de aniversário cá em casa, tal o entusiasmo que para aqui vai já a contar os dias que faltam para 17 de Julho. 
Bem, estou a dispersar porque do que eu quero mesmo escrever é desta série que tem o condão de me prender, aliás, de nos prender aos dois, à televisão desde que a nossa amiga Ana Margarida nos falou dela. 
"This is us" é uma série tão boa, mas tão boa, que o título consegue ser o pitch perfeito para se apresentar a si mesma.
É uma série onde as nossas vidas, as vidas de cada um de nós, com histórias diferentes e opostas, com contextos e trajectórias tão díspares conseguem encaixar em cada episódio: o meu casamento no casamento de Randall e Beth,  o nosso estilo de parentalidade cool  reflectido na parentalidade do Jack e da Rebecca, a minha história de resgate do amor na história de Kevin e Sophie, a  pressão com a necessidade de perfeição do corpo e a fome emocional de Kate, a morte e os lutos mal resolvidos a emergirem com a morte de William, o adeus à vida executiva após perceber que ninguém recebe medalhas por trabalhar de sol a sol como Randall and so on and on. 
"This is us" é- so far- a minha série preferida de todos os tempos. E a única que me consegue levar do riso às lágrimas em minutos, da discussão em voz alta à introspecção em segundos, da chamada para reagendar psicoterapia à edição de posts deste blog em milésimos de segundo. 
"This is us"? Sim. No que me toca, "this is so fucking me!"


quinta-feira, 8 de junho de 2017

Está oficialmente inaugurada a silly season




"Al bailar el mundo entero comendo marisco
Que es la fiesta del camarón

 Camarón, camarón, hay que picazón ´
Se me pone la cara roja y mi palpita el corazón"

Epá, nem sei que diga...


[Aguardo pelas faixas da ameijoa, da conquilha e do mexilhão...]

 [Ainda fui ver duas vezes se não era a Ana Malhoa. Juro. ]

Mea-culpa no Divertidamente



Só agora assistimos ao filme "Divertidamente".

A Ana perdeu o interesse a meio do filme e eu e mámen continuámos, entusiasmados, a visioná-lo até ao fim.

No fim mámen elogia o guião. Eu torço o nariz e contra-argumento que aquilo não está bem feito e que tem imprecisões.

"Como imprecisões?"- diz-me o psicólogo de serviço.

"Meu caro, na cabeça da mãe da Riley quem comanda o centro de operações é a tristeza. Toda a gente sabe que, para a história ser credível, só haveria uma personagem no cérebro da mãe. Uma personagem bem gooorda, espaçosa e amarela: a culpa. "



A CONHECER | O paraíso do Dão














Rio. Cerejas colhidas directamente das árvores das redondezas. Barragem. Cerejas, Vinho frisante. Cerejas. Calor. Cerejas. Piscinas. Cerejas.  Sossego. Cerejas. Paz.  Cerejas. Simpatia. Cerejas. Sol.

[Referi as cerejas?]


Montebelo Aguieira Lake Resort & Spa: so far, o sítio mais paradisíaco em Portugal para uma escapadinha. Melhor? Só com  (ainda mais) cerejas.





Encontrar um resort paradisíaco em Portugal

Quem? Montebelo Aguieira Lake Resort & Spa
Onde? Vale da Aguieira, 3450-010 Mortágua 
Contacto: 231 927 060 
Saber mais? Aqui

terça-feira, 6 de junho de 2017

Parabéns, mámen!



Assume que ainda lhe custa. Muitos dias. Não todos. Que ainda lhe apetece. Muitos dias. Não todos. Que seria mais fácil recomeçar. Mais prazenteiro. Melhor. 

Ainda assim mantém a sua posição de pedra e cal. Mámen escolheu parar de fumar há um ano e eu sinto um orgulho desmedido nele. 

Bravo, grunguinho!


[Para quem quiser deixar de fumar, recomendo a leitura do método aqui de casa aqui. E do método de uma grande amiga aqui. E coragem!]

Coisas bonitas em Junho: Ariana, (a) Grande



"What's wrong with the world?"

E penso na minha máxima da idade adulta: ""When injustice becomes law, resistance becomes duty."

Bravo, Ariana (a) Grande!



Letra para a comunidade surda:

[What's wrong with the world, mama
People livin' like they ain't got no mamas
I think the whole world addicted to the drama
Only attracted to things that'll bring you trauma
Overseas, yeah, we try to stop terrorism
But we still got terrorists here livin'
In the USA, the big CIA
The Bloods and The Crips and the KKK
But if you only have love for your own race
Then you only leave space to discriminate
And to discriminate only generates hate
And when you hate then you're bound to get irate, yeah
Madness is what you demonstrate
And that's exactly how anger works and operates
Man, you gotta have love just to set it straight
Take control of your mind and meditate
Let your soul gravitate to the love, y'all, y'all
People killin', people dyin'
Children hurt and you hear them cryin'
Can you practice what you preach?
Or would you turn the other cheek?
Father, Father, Father help us
Send some guidance from above
'Cause people got me, got me questionin'
Where is the love (Love)
Where is the love (The love) [2x]
Where is the love, the love, the love
It just ain't the same, old ways have changed
New days are strange, is the world insane?
If love and peace are so strong
Why are there pieces of love that don't belong?
Nations droppin' bombs
Chemical gasses fillin' lungs of little ones
With ongoin' sufferin' as the youth die young
So ask yourself is the lovin' really gone
So I could ask myself really what is goin' wrong
In this world that we livin' in people keep on givin' in
Makin' wrong decisions, only visions of them dividends
Not respectin' each other, deny thy brother
A war is goin' on but the reason's undercover
The truth is kept secret, it's swept under the rug
If you never know truth then you never know love
Where's the love, y'all, come on (I don't know)
Where's the truth, y'all, come on (I don't know)
Where's the love, y'all
People killin', people dyin'
Children hurt and you hear them cryin'
Can you practice what you preach?
Or would you turn the other cheek?
Father, Father, Father help us
Send some guidance from above
'Cause people got me, got me questionin'
Where is the love (Love)
Where is the love (The love)? [6x]
Where is the love, the love, the love?
I feel the weight of the world on my shoulder
As I'm gettin' older, y'all, people gets colder
Most of us only care about money makin'
Selfishness got us followin' the wrong direction
Wrong information always shown by the media
Negative images is the main criteria
Infecting the young minds faster than bacteria
Kids wanna act like what they see in the cinema
Yo', whatever happened to the values of humanity
Whatever happened to the fairness and equality
Instead of spreading love we're spreading animosity
Lack of understanding, leading us away from unity
That's the reason why sometimes I'm feelin' under
That's the reason why sometimes I'm feelin' down
There's no wonder why sometimes I'm feelin' under
Gotta keep my faith alive 'til love is found
Now ask yourself
Where is the love? [4x]
Father, Father, Father, help us
Send some guidance from above
'Cause people got me, got me questionin'
Where is the love?
Sing with me y'all:
One world, one world (We only got)
One world, one world (That's all we got)
One world, one world
And something's wrong with it (Yeah)
Something's wrong with it (Yeah)
Something's wrong with the wo-wo-world, yeah
We only got
(One world, one world)
That's all we got
(One world, one world)]

sexta-feira, 2 de junho de 2017

Luísa

Foto de Liliana (Pólo Norte) Caridade.



Na sala de espera deste hospital penso em ti. Ataco por todas as frentes: oro, desejo coisas boas, projecto energias positivas, penso pensamentos bonitos. 
Nascer ao entardecer é bonito e poético como se a vida se anunciasse tranquila e doce, serena e dolente. 
 Na banca do mercado vi-as. A senhora que mas vendeu garantiu-me que eram as primeiras e as mais frescas, pronúncio de um novo dia que começa em vós, da frescura do Verão que a tua vinda anuncia, inaugura e celebra. 
 Que a tua vida seja assim: simples, bela, meiga e doce. Perfumada. ~

Um beijo da tia moura
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