quinta-feira, 11 de julho de 2013

A EXPERIMENTAR | Academia Vaqueiro

Eu já tinha estado na Academia Vaqueiro, mas nunca tinha frequentado um workshop. Depois de muitas marcações e desmarcações, lá estávamos, eu, a Leonor e a Teresa, para frequentarmos o workshop "Party Food".
Primeira constatação: o formador era giro (ver o filme aqui: é o primeiro formador que está a falar!), o que é logo meio caminho andado para a inspiração culinária ficar aprimorada. Ainda que eu não soubesse que raio era massa filó ("é a massa da Filomena?), a Teresa ficasse a olhar para uma cebola como um burro para um palácio quando lhe foi sugerido que cortasse cebolas em forma de meia lua ("E estrelas da morte, han? Esoterismos culinários a esta hora, wtf?") e a Leonor- sublinhe-se que era a experiente nas lides da cozinha entre nós as três- não soubesse a diferença entre estufar e guizar. Estava o circo montado. 
Contextualizando os participantes: dois bloggers de culinária para nos darem cabo da auto-estima, duas raparigas que partilhavam casa e que pareciam ter tanto jeito para a cozinha como nós, um executivo (tinha cara de engenheiro, don't ask!) que queria mesmo aprender a cozinhar, uma mãe da família que tinha sido convidada a frequentar o workshop pelos filhos que a acusavam de só saber cozinhar bem sopas, um reformado que em vez de ir jogar à sueca ou dominó com os amigos achou mais sensato dedicar-se à arte da cozinha e três raparigas com quem tivemos pouco contacto pois estavam na bancada oposta e não se sentaram na nossa mesa. 
Fica a reportagem fotográfica, porque as imagens dizem mais que mil palavras:



Para começar o périplo culinário... vinho!
(estes copos acompanharam-nos durante todo o workshop, de forma intermitente entre maré alta e maré baixa, imaginem como estavamos no final...)


Para enxugar o vinho e fazer "cama" no estômago um pequeno beberete.




Eles (os outros participantes) pensavam que a parte do party era de festa. Nõs sabiamos que era party de partir. E não estávamos erradas. 


A ementa. Para cada dupla de participantes um prato para confeccionar. Como éramos um trio calhou-nos o prato mais complexo. Ou o mais comprido da ementa, que seja. 


A embalar o franguinho, com ar ternurento, antes da chacina. Não me podem dar animais adultos, pá?

Não nos deviam ter dado facas (só naquela) ou descubra o Dexter que há em si!


A Teresa achou que estava com um ar demasiado fashion-culinário. Acrescentámos o detail do pano de cozinha ao ombro para dar um look mais blasé. Masterchief Campolide rules!



Adivinhem quem me telefonou a meio do workshop? Vá, atentos à fotografia. Vocês são capazes!


Leonor, a única resistente na bancada, após uma conversa em que o chefe me tentava explicar como se cortavam vegetais com uma faca à Masterchief: "É preciso fazê-la entrar no alimento. Agora, faz um movimento deslizante: empura, desliza, empurra, desliza". Eu e Teresa não aparecemos porque ficámos com calores e fomos servir-nos de mais vinho. 


A nossa glória: não necessitámos da manga contra-fogo!


 

Fizémos isto tudo. Fizémos todos que nós as três só cozinhámos o frango, as maçãs e o coiso de vegetais. Mas, modéstia à parte, era o prato melhor confeccionado. Ou o confeccionado com melhor humor, vá!


Tarte de toffee (tipo nougat), Não fomos nós que fizémos mas a rapariga que a fez deu um valente bate-cu enquanto a cozinhava. Está provado que o ingrediente secreto dos melhores cozinhados da noite foi o riso. Estava meeeemo boa!


Para acabar também foi assim! Que há que fazer as coisas com uma certa constância e coerência!

No fim de confeccionarmos o jantar, as mesas estavam postas e desfrutámos da refeição entre todos. 
Foi uma noite mesmo, mesmo gira!






Fazer um programa de amigas entre tachos e panelas

Quem? Academia Vaqueiro
Onde? Amoreiras, Lisboa
Contacto: Pelo telefone 808 200 575
Mais informações: http://www.vaqueiro.pt/

terça-feira, 9 de julho de 2013

A festa da Ana: o conceito de marcas amigas

Andamos nos preparativos para a festa da Ana. Depois do Clube VII foi a vez de muitas marcas se quererem associar à festa. Mas não são marcas quaisquer são mesmo as minhas marcas preferidas.
Por exemplo, a Sacolinha. lembram-se da Sacolinha? Durante a gravidez da Ana eu "desejava" as bolas de Berlim recheadas com doce de leite da Sacolinha. Para dizer a verdade eu desejo sempre, mesmo que não estando grávida. Pois, a Sacolinha ofereceu um patrocínio de pão e pastelaria diversa para a festa da Ana. 
Depois a H3. Toda a gente sabe que eu sou mega fâ da H3. E a H3 retribuiu, ofertando limonada a rodos para matar a sede de todos os convidados da festa! Já disse que adoro a H3?
Ainda a Blueberry, que tem os meus gelados de iogurte preferidos. A Filipa da Blueberry ofereceu-se para levar uma máquina daquelas grandes de gelado de iogurte para a festa e vai distribui-lo pelos mais pequenos. Wow!
O Espaço Açores, só por causa das tosses- tumbas!- ofereceu 100 Kimas de maracujá para os primeiros 100 novos dadores (nota-se que estamos com expectativas muito elevadas?).
Depois da maravilhosa entrevista na RFM a Confraria da Empada chegou-se à frente ofertando empadas. Muuuuitas empadas! Vai ficar toda a gente empadado até mais não!
A Dalimar ofereceu 15 kilos de batas fritas, nem mais nem menos. Vai ser a loucura!
A Padaria D'Avó, a dar uma lição a uma certa padaria cujo nome não pronuncio mas que não gosto nem com côco por cima, doou pão saloio para a festa! E os Lacticínios das Marinhas irão providenciar o queijinho para que as sandochas fiquem top! Nham nham!
O portal SAPO fez questão de dar destaque à festa da Ana e a RFM é a rádio mais querida do mundo, tendo convidado a ursa para ir falar à telefonia na sexta-feira passada e fazendo updates regulares na sua emissão acerca da festa da Ana.
Não quero saber grande coisa da responsabilidade social, das normas que a atestam nas empresas, do marketing social e afins. Aqui o que me interessa é agradecer não às marcas, mas às pessoas que estão por detrás das marcas. porque é este capital humano que faz a diferen4a entre marcas e marcas-amigas.
Obrigada à Ana, à Sílvia Capelas, à Joana Bica e ao Sr. Fábio,  à Rita Afonso, à Catarina Valério, à Inês Tomé, à Filipa Catarino, à Carolina Ferreira, à Carla Rocha, ao Pedro Simões e a todos com quem a minha memória está a falhar!
Obrigada a todos! Abraçar-vos-ei, ai vivo, no dia 10 de Agosto.

O Mundo divide-se...

... entre as pessoas que gostam de fazer anos e as iguais a mim.

quinta-feira, 4 de julho de 2013

Um peixe a nadar, eu vi, eu vi. Para o apanhar, descalci, descalci (não rima mas é verdade)

No Fórum Sintra, essa meca do consumo suburbano, abriu recentemente o Mr. Fixe. Eu tenho pena de só hoje ter dado de caras com o Mr. Fixe, porque assim não o pude incluir no post com a listagem dos negócios que me arrepiam. 
Descansem os que me acham uma careta-velha-do-Restelo: já experimentei este conceito em Londres há uns anos atrás. Não gostei, lembrava-me os ex-namorados que tive que não sabiam beijar e faziam biquinho à velho após andropausa mas em versão peixe. É uma sensação blherck. 
Mas foi em Londres e achei que nunca, jamais, aquilo teria hipóteses em Portugal. Tumbas, chegou agora, em plena época de crise, e em força. 
Mámen e eu, sociólogos de shopping, sentámos-nos naqueles bancos de corredor em frente à loja a observar a tipologia de clientes. 

Pólo Norte ( a ver entrar uma miúda toda piu-piu em cima de ums stiletto e a imitar voz de peixe)- "Olhamesta, a esta hora chulézinho zero calorias?! Olha a magra! Deves achar que me alimento com chispes light. Bah." 

Mámen (a comentar, com a sua versão de voz de peixe, outra mulher que entra com ar muito distinto, meio dondoca)- "Uhhhh, pézinhos gourmet! Nham Nham!"

Pólo Norte (de olhos arregalados a ver uma senhora com uns pés cheeeios de calosidades)- "Iáuhhh, já acabou a cerimónia? Já? Já? Já estamos no banquete do casamento? Vou atacar a mesa dos queijos deste copo-de-água! Arrriiiibbbbaaaa! Tudo a fazer comboio a dançar!"

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A festa da Ana: os geeks já poderão usar o Foursquare!

A ideia é simples e não vou gastar tempo aqui a explicá-la (para quem ainda não sabe leia aqui o descritivo): a miúda vai celebrar um ano de vida e vamos oferecer uma festa a todos os que se queiram juntar. Em troca os convidados deverão oferecer uma de duas prendas: inscreverem-se como potenciais dadores de medula óssea ou doar sangue nesse dia. Teremos uma maravilhosa equipa do IPS a trabalhar ao sábado para que isso aconteça.
Quando, meio inconsequente como sempre, lancei a ideia, não tinha nada bem definido. Era assim uma ideia, como muitas que me surgem todos os dias. Mas esta ideia só começou a ganhar forma porque eu tenho este blog, e os leitores deste blog quando eu digo "mata", dizem a seguir um valente "esfola".
Faltava-me tudo: comida, bebida, animação para os miúdos e, pior que tudo, faltava-me um espaço. O homem cá de casa acenava com a cabeça: "metes-te em cada alhada!". Estupor! Mal sabia que ele também havia de estar metido até ao pescoço...
A verdade é que somos pais de primeira viagem e nunca organizámos uma festa de aniversário infantil na sala da nossa casa quanto mais uma assim, com a dimensão que esta foi adquirindo.
Mais uma vez, os quadripolares não me deixam ficar mal e, quando menos esperava, logo durante os primeiros dias em que a ideia fervilhava, recebi um email do Clube VII (clube sétimo, é assim que se diz, ok?).
Acertadas as agulhas fui conhecer o espaço. Tenho que ser honesta: a última vez que entrei num ginásio tinha oito anos, num sarau de ginástica, e deixaram-me participar por simpatia. Usava aparelhos e botas ortopédicas e tinha tanto jeito para ginástica como um hipopótamo para fazer ballet. No sarau de ginástica, as melhores atletas ganharam medalhas de cartolina mas eu, obviamente, não ganhei nada. Talvez por isto, a memória que eu tenho de ginásios não é a melhor.Aliás, não era. 
Quando entrei no Clube VII ia de pé atrás. Mas, gente, estava enganada, muuuuito enganada. 
O Clube VII não é um ginásio. É um Clube. Daquele giros como vemos nas telenovelas brasileiras mas sem "piruas" a apanhar sol no "piscinão ondje cada merrrrgulho é um flash!". É um clube despretensioso e fresco onde, também se faz desporto. Mas é mais: tem uma cafetaria gira, tem piscina para bebés, organiza festas de pijama, festas de aniversário e workshops. Para além de ter gente mesmo gira lá dentro, mas gira não do género que nos olha de alto a baixo a medir com o olhar o IMC. Gente gira e simpática, ainda por cima, já viram a heresia?!
Por isso, não podia achar que há melhor sítio para dar lugar à festa da Ana que este sítio, no meio da natureza, ali ao lado da Estufa Fria, em pleno Parque Eduardo VII. E não digo isto para dar graxa ou porque lhes devo publicidade. O Clube VII é feito de gente tão fixe que não me pediram nada em troca, só o facto de poderem ser os anfitriões da festa da Ana.  Digo isto porque me senti bem, muito bem, tanto quanto todos os convidados terão oportunidade de se sentir. Ainda que rodeada de gente maaagra e saudável e (também) muito desporto e isto, meus amores, é digno de registo!
E eu só posso agradecer e rever a minha imagem de ginásios, clubes e afins. Porque já estou rendida: Pólo Norte <3 Clube VII!

Obrigada, Ana, Sílvia e todos os outros colaboradores que- ainda que não suspeitem- quadripolarizarei devidamente! 
Sois os maiores!



Save the date:
10 de Agosto de 2013
"Clube VII"- Parque Eduardo Sétimo, Lisboa
15h-18h

sábado, 29 de junho de 2013

quarta-feira, 26 de junho de 2013

A festa da Ana- desenvolvimentos e chamada aos sempre fiéis quadripolares de serviço

É esta a sinopse da grande festa do ano:


Eu tenho um blog. Este blog. E esta é a razão principal que dá origem a esta festa. O meu blog nem sequer é um blog temático. É um blog de non sense, onde digo umas larachas e que foi acumulando um número considerável de visitas. Para ser mais precisa, cerca de 4 milhões desde que foi criado. Mas eu nem dei por isso, juro! 

Mas o rumo do blog melhorou no último ano. E melhorou porque fui mãe. E ser mãe muda um bocadinho as coisas na nossa vida. Fui mãe da Ana, que comemorará o seu primeiro aniversário no próximo dia 09 de Agosto. 

Quando estava grávida cruzei-me, numa cama de hospital com a mãe da Bia. A Bia tem leucemia e precisava de um dador compatível e entrou-me, pelo quarto de hospital por engano, fitou-me, olhou-me para a barriga, e no alto dos seus quatro anos, perguntou-me: "Tens um mano na barriga?".
A mãe da Bia esperava que o seu irmão nascesse, para que ele pudesse ser o código PIN da Bia. Não foi. 

 Então lancei no meu blog uma campanha para sensbilizar as grávidas a doarem as células do cordão umbilical dos seus recém-nascidos para o banco público numa campanha chamada, precisamente, "Tenho um mano na barriga". Afinal, qualquer um dos nossos bebés poderia fazer a vez do mano da Bia. 

E depois os leitores deste blog  organizaram em cada sede de Distrito de Portugal uma recolha de prováveis dadores de medula óssea. Acumulámos mais de 500 possíveis novos dadores. 

 Entretanto, soubemos do caso do Rodrigo a quem o IPO mandou para casa para morrer, também com uma leucemia. Sem esperança nenhuma. E juntámos-nos, sete amigas, num evento solidário e angariámos 301 novos inscritos como dadores de medula óssea. Num só dia. 

 O Rodrigo morreu. Mas, neste quase ano completo, angariámos mais de 801 novos dadores possíveis de serem o código PIN de uma criança ou de um adulto, que poderia ser da minha família. Ou da vossa. 

Não tenho pretensões de ser a Madre Teresa de Calcutá. Nem sequer sou o tipo de pessoa boazinha e caridosa. Mas tenho um blog e uma filha. E tenho que fazer a minha parte para fazer do Mundo um lugar um bocadinho melhor .E a obrigação de incutir à miúda o espírito de responsabilidade social. Porque isso não é só tarefa das empresas com ISOs e normas de certificação de qualidade que a atestam. É responsabilidade de cada um de nós. 

 O Rodrigo morreu, e nenhuma criança deveria morrer. Então pensei: a miúda vai fazer um ano. Nesse dia, procuraremos celebrar intimamente com a nossa família e amigos próximos. Mas... 

Mas eu gostava de marcar esta efeméride de forma inesquecível. Então, voltei a pensar: no dia 10 de Agosto, sábado, vamos organizar a primeira festa de aniversário solidária da blogosfera. 

Estamos a negociar que o acontecimento se dê num espaço fabuloso e doado por uma marca (vamos fechar o sítio esta semana), pedimos o patrocínio de 9 maravilhosas cake designers que se quiseram associar à causa e irão fabricar o mais solidário comboio de bolos para oferecermos uma fatia a quem se quiser juntar à festa, pessoas da área da decoração de eventos irão tratar disso pro-bono, dez amantes da costura confeccionam, neste momento, bandeirolas para enfeitarem a festa, alguns leitores do blog colocaram o seu network à disposição da causa e já temos animação garantida com um DJ, palhaços, gente que irá fazer pinturas faciais, modelagem de balões, escoteiros (tumbas!) a ensinar a fazer nós, autores de livros infantis a contarem ao vivo os seus contos, músicos, educadores de infância para ajudarem a dinamizar jogos com os meninos que forem à festa e acreditamos que ainda aí virá mais

Afinal, só lançamos a ideia do evento há, precisamente, 2 semanas. Em troca, peço uma prenda para a Ana: a inscrição de cada um (ou que tragam um amigo que ainda não esteja inscrito) como dador de medula óssea. Ou, caso já o tenham feito, a doação de sangue. É que em Agosto, com o período de férias, as reservas esgotam-se e são mais precisas que nunca! 

Do Norte virá um autocarro de quadripolares que se organizou para comparecer ao evento, virá uma quadripolar de Bragança de propósito, uma da Madeira, uma de Coimbra, outra de Ponte de Lima e uma do Luxemburgo, do Algarve meninas que não se conhecem mas lêem o blog farão um car sharing, todas inspiradas a inscreverem-se como dadoras de medula óssea na festa da Ana. 

Neste momento, temos cerca de 500 pessoas previstas confirmadas! 

Porque precisamos da ajuda de todos?

  • Porque esta campanha se enquadra num espírito de afectividade. Não é de afectos que esta festa está a ser feita? 
  • Porque é uma história real. 
  • Porque cada participante incorpora o valor da responsabilidade social (a da dádiva de sangue e de inscrição no banco de possíveis dadores de medula). 
  • Porque em Agosto está tudo de férias e os bancos de sangue ficam com poucas reservas e seria uma forma de sensibilizar as pessoas (esqueci-me de dizer que vai haver também espaço para a doação de sangue). 
  • Porque eu só tenho um blog e, apenas com um blog, organizar um evento desta envergadura é mesmo possível. E isso, acho eu, é inspirador. 
  • Porque isto é completamente o espírito quadripolar. 
Como é que as marcas, que assim entenderem, podem ajudar?
  • Com contributos em género para o lanche, pois nunca esperámos que a adesão fosse tão grande  e não queremos que ninguém passe fome na festa.
  • Com contributos de matéria-prima (pacotes de farinha, leite, açúcar, ovos, etc.) para ajudar as dez maravilhosas cake designers que se associaram à festa poderem confeccionar o combolo mais giro de que há memória.
  • Com contributos de logística (mesas, cadeiras, poufs, sombrinhas, tendas, guardanapos, loiça de plástico e tudo o que faz falta numa festa de aniversário). 
O que eu dou em troca? 

 Bem, lá está, eu sou só uma rapariga que tem um blog.

Posso pedir aos muitos dos leitores deste blog  que nos visitarem neste dia, falem do que gostarem na festa no FB e nas redes sociais. E nos blogs. Não apenas nesse dia mas durante todo este tempo em que andamos a preparar, de forma dinâmica e num espírito comunitário de entre-ajuda, a V. oferta.

E também vos posso dar em troca a certeza que eu faria o mesmo por vocês, pessoas que me estão a ler. Que inspiraria toda a gente que se cruza no meu caminho para ser dador de medula, caso precisassem duma. Ou por alguém da vossa família.

 Eu não sou boazinha, acho que já vos disse. Só quero cumprir a humanidade que me coube na rifa.

Posso contar convosco?

(ideias, contactos, oferendas, votos de parabéns para a miúda no próprio dia em maegyver@sapo.pt)

(acompanhem os preparativos da festa aqui)

sexta-feira, 21 de junho de 2013

Facebook for dummies ou análise projectiva de perfis de facebook *

Perfil sem fotografia/Fotografia de outra coisa que não tu- És feio/ estás gorda/ és obcecado com a privacidade

Perfil com fotografia de há 20 anos atrás- Envelheceste mal/ estás gorda/ficaste careca/ estás em negação com a tua idade

Perfil com fotografia com o mais que tudo- Estás pateticamente apaixonado/ queres meter pirraça aos teus ex/ tens um namorado ciumento e queres acalmá-lo/queres dar imagem de perfect couple/foste a um casamento e por acaso calhou que o fotógrafo vos tirou uma fotografia mesmo gira

Perfil com fotografia com filho(s)- Estás com baby blues/pariste há pouco tempo e precisas de afirmar a tua maternidade/queres que toda a gente perceba que "a minha filha é mais bonita que a tua, toooomem!"

Perfil com fotografia só do filho- Estás com baby blues/Pariste há pouco tempo/Estás a deixar que a maternidade se sobreponha à tua existência como ser individual

Perfil com fotografia num spot turístico/em viagem/em férias- Regressaste da viagem de lua-de-mel há pouco tempo/ ainda recebes subsídio de férias/ queres provocar raivinha de dentes com uma atitude "olhem para mim de férias e vocês aí agarrados ao facebook no local de trabalho!"/ tens saudades do tempo em que recebias subsídio de férias que agora o mais que podes é montar tenda no Parque de Campismo de Monte Gordo

Perfil com fotografia dos pés na areia com o mar ao fundo- Estacionaste em 2005 e ninguém te tira daí

Perfil com fotografia de feto numa ecografia/ de mulher lado com barriga de grávida e mão em cima da pança- Estás cheia de hormonas

Perfil com fotografia de uma parte do corpo (por exemplo olho)- És feio mas tiveste a sorte de nascer com uma cor de olhos bonita

Perfil com fotografia vestida de noiva ou com o respectivo marido, ambos vestidos de noivos- Casaste há menos de seis meses e estás em lua-de-mel psicológica/ Não te mascaraste de princesa em criança e o vestido de noiva no dia do casamento foi a tua vingança

Perfil com fotografia com um grupo de amigos em que para te encontrar lá no meio faz-se um exercício tipo "Onde está o Wally"- És adolescente/Andas no primeiro ano da universidade/És feio

Perfil com fotografia de costas- Tens um bom cabelo e o resto não é assim tão bom/Tens um bom rabo/ Tens um bom corpo mas a cara não é grande espingarda/És feio/ és obcecada com a privacidade

Perfil com fotografia com traje de universidade- És caloiro/És finalista e fizeste a benção das pastas ou queima das fitas o mês passado/és da tuna

Perfil com fotografia que representa uma causa- Tens uma causa por defender

Composição de fotografias- Tens um iPhone/ és maluquinho do Istangram/Tens um smart phone qualquer e apeteceu-te brincar

Todas outras excepções que não sejam colocar uma fotografia de rosto bem visível- És feio

Não tens facebook- Ainda lavas roupa no tanque/És amish



(*qualquer excepção que não esteja presente na presente análise é pura coincidência)

quinta-feira, 20 de junho de 2013

A quadripolarização mais coerente de todos os tempos


"Apanhei-o na casa de banho pública a lavar os dentes
fiquei 20 minutos à espera
 esteve 20 minutos a lavar os dentes.
Mas ei-lo"

Mariana Camargo: eu amo-te!

terça-feira, 18 de junho de 2013

My name is Forrest. Forrest Gump.

Depois deste que foi um dos posts mais divertidos deste estaminé, de anos com muitas suposições, palpites, desconfianças, confesso que nem sei como não se fez apostas no betwin acerca do primeiro nome da autora deste blog. 

Pois que já me chamaram de tudo: Tânia, Ruth, Sofia, Rita, Mónica, Filipa, Cátia e até mãe da Ana. 

Mas chegou o dia de me apresentar e de acabar com o grande mistério deste blog. 

O meu nome é Liliana.*
Muito gosto. 



(* Sim, é um nome pelintra. Sim, precede o Ruth. Sim, um dia conto-vos a história. Mas é o meu e nem vale a pena chatearem-me com isso, que eu vivo com ele há quase 33 anos e- imagine-se!- até gosto. Assim, ao jeito de Liliana Márise, ok fofuchos?)

domingo, 16 de junho de 2013

Só por causa das tosses: Bulgária!


"A Bulgária acabou de ser quadripolarizada por Cátia, Cecília, Daniela, Ana e Áurea numa louca aventura por Sofia. O resultado foi este, mesmo em frente a Alexander Nevsky Cathedral, Sofia Agradecemos desde já ao Mc Donald's pelo patrocínio do livro (obtido no belo do Happy Meal com desconto!) Extremamente felizes estamos por contribuirmos para tão nobre causa!"

Meninas, a ursa love all of you!


Registo dos bastidores:




Chile. Não a praça. Chile mesmo.




Gracias, Sara mais linda.

Chile quadripolarizado? Checked. 




Sim, sou bimba but I don't care!

Párem de me chamar a atenção para o facto de ser uma pirosona e ter usado aliança de namoro. A reter:

    • Foi comprada há duas vidas atrás, antes de casar, antes de separar, antes de recasar, antes de ter uma filha e antes de pesar mais de 50 Kg e de ter mais que 20 anos
    • Foi comprada na extinta "Boutique do Ouro" do Continente, o que faz dela uma peça vintage
    • Foi comprada com dinheiro de mesada
    • Na altura, jovens, belos e imbérbes, tivemos que juntar uns trocos não comendo na cantina da escola para a comprar
    • Dentro do género, é discreta e gira
    • Tem valor emocional, sentimental e cómico
    • Tem uma percentagem de 0,000001% de ouro
Posto isto, não a vou deitar fora, ok?


Agradecida. 

(Em defesa da minha honra: nunca usei daqueles porta-chaves com pele de rabo de animal, para que saibam.)

Quadripolarização "coltoral", tumbas!


Quadripolarização de Kosice- 2ª cidade maior da Eslováquia- Capital Europeia da cultura 2013. 

Obrigada, Alima!


sábado, 15 de junho de 2013

O Mundo divide-se entre...

... as pessoas que usaram ou ainda usam Pink Lotion e as outras.

Olharam para mim de lado e eu espetei-lhes com o argumento vintage. Tomem e embrulhem!

Uma dizia que tirava a maquilhagem com não sei quê da Clinique.

A outra com mais não sei quê da L'Oreal.

Eu disse a verdade: tiro com Pink Lotion.






E instalou-se um silêncio profundo... (graças a Deus que hoje estou com dores de cabeça)

Absolutamente fabulosa

Segundo dia de piscina, no banco de reserva com as outras mães. Pais na piscina com as crias. 

Pólo Norte- Como é que vocês conseguem estar tão frescas logo pela manhâ? Acordam maquilhadas ou quê?

Mãe 1 (cabelo todo arranjado, unhas impecáveis, ar fresco que dói) - Ah, o meu acorda todos os dias às sete da manhâ, depois dorme uma sestinha antes de virmos para a natação e dá para eu dar um jeito à cara...

Mãe 2- Ah, não faça género. Também está maquilhada...

Pólo Norte- Sim, sim, mas isso é porque me esqueci mesmo de tirar a maquilhagem antes de adormecer...






quarta-feira, 12 de junho de 2013

A boina do meu avô no 59 para Chelas

Vinha à minha frente no autocarro. Sentei-me, sem prestar atenção e, quando levantei a cabeça, dei de caras com a boina. Castanha, quadriculada, muitos diriam que ribatejana. Para mim: a boina do meu avô. 
A psicologia explica com o efeito de halo e o Diabo a quatro. A mim, continua-me a maravilhar que sempre que me cruzo com uma criança estrábica, como a Joana- a minha melhor amiga da primária- sorria, de imediato, com uma ternura pueril que a idade já não me permite. O mesmo se passa quando vejo uma senhora de carrapito, melhor ainda se tiver aquela rede a prendê-la como a menina Maria, avó da minha vizinha Cláudia. Para mim, qualquer carrapito tem sempre o cheiro a doce de tomate, o mesmo que comíamos às colheradas na mesa castanha da cozinha da minha vizinha.
Novamente ali à frente, o meu avô naquele banco, respiro devagarinho como que a prolongar aqueles segundos de reencontro, o cheiro a pedra cortada na serração do meu avô, o macio do mármore, o som dos amendoins a estalarem-lhe na boca, a vida num sorriso imperfeito quando ali gargalhava. Ali, com o rosto bronzeado do sol do trabalho assente naquela boina. 
E hoje, passados cinco anos de me ter morrido, encontrei, no 59 para Chelas, memórias num turbilhão, à distância de um sopro, de um estender de mãos. E não fiquei triste.
Porque talvez seja isto que substitui a dor lancinante, estes pequenos reencontros, estes avivares de memória em coisas banais, do dia-a-dia, sem necessidade de datas ou efemérides a pontuarem.
Hoje o meu avô viveu ali. Naquela boina, num fim de tarde, dentro do 59 para Chelas.


terça-feira, 11 de junho de 2013

Pessoas que me inspiram # Pedro


O Pedro é um dos mentores da Limetree
Engenheiro civil de profissão viu-se a braços com a crise no sector da construção civil e pensou que ou mudava de área ou mudava de país. 
Mudou de área e fundou a Limetree, uma das start-ups mais promissoras dos últimos tempos. 
A Limetree é, basicamente, um álbum de criança virtual. Podemos lá deixar fotografias, cartas aos nossos filhos, gravações das suas vozes e vídeos caseiros. Tudo guardadinho na net e com acesso reservado aos pais, à prova de assaltos, cheias ou incêndios. À prova de filhos que retiram as fotografias dos álbuns e nunca mais as devolvem (desculpa mãe!). À prova de mudanças de cassetes VHS para dvds.À prova de qualquer imprevisto. 
As memórias ficam, assim, guardadas de forma segura (e gira!) para sempre. Espreitem o vídeo com a apresentação da Limetree aqui.
O Pedro não se conformou e deu à volta à crise. Não é uma inspiração?

(Sim, e é giro que se farta! Sim, e está em Dublin porque conseguiu uns investidores irlandeses. Sim- desculpem, meninas!- e ama a Pólo Norte! Tooomem!)

Irlanda quadripolarizada? Checked!


segunda-feira, 10 de junho de 2013

Primeira festa de aniversário solidária da blogosfera # a ideia

O Rodrigo morreu e nenhuma criança deveria morrer. A Maria Raquel tem a vida, acabadinha de estrear, com prazo de validade. 
E depois há a Marina, cujo exemplo de coragem e valentia me há-de inspirar para sempre. 
E então, tive uma ideiaa Ana, a minha Ana, celebra o seu primeiro aniversário dia 09 de Agosto. Nesse dia, procuraremos celebrar intimamente com a nossa família e amigos próximos. 
Mas... Mas eu gostava de marcar esta efeméride de forma inesquecível. 
Então, pensei: no dia 10 de Agosto, sábado, vamos organizar a primeira festa de aniversário solidária da blogosfera. 
Vou procurar o patrocínio de um espaço em Lisboa (é Verão, um sítio desempoeirado!), vou pedir patrocínio de cake designers de Lisboa que se queiram associar à causa e cozinharem o mais solidário comboio de bolos para oferecermos uma fatia a quem se quiser juntar à festa e, em troca, peço uma prenda para a Ana: a inscrição de cada um de vós (ou que tragam um amigo que ainda não esteja inscrito) como dador de medula óssea. 
Porque a memória da esperança do Rodrigo tem que ser honrada e porque acho que posso contar com vocês. E porque os aniversários devem ser celebrados no meio dos amigos. 
Que me dizem? 

(Podem ir acompanhando os preparativos da festa aqui)

quarta-feira, 5 de junho de 2013

Hoje foi um dia triste, avô.

Sabes, avô, acho que foi de ti que herdei o bom humor. Somos uns bem dispostos nós, os C. Tu rias com os olhos e os lábios, tu rias com a voz e as palavras. Tu rias com o corpo e a alma. 
Nunca perguntei a ninguém mas acredito que foste tu quem me ensinou a rir. 
Mas hoje estou triste, avô, porque por mais que teime racionalmente em não celebrar ou honrar aniversários da vossa morte, faz hoje cinco anos que me morreste. 
Sabes, avô, hoje estive triste. Às vezes penso que passou uma eternidade desde aquele dia de Junho, enublado e terrivelmente frio, não sei se lá fora, cá dentro, sim. Outras parece que foi ontem que o som das tuas gargalhadas ainda ecoavam lá em casa e que os teus olhos brilhavam assim que me vias empurrar a porta pesada da entrada. O tempo sem ti, meu avô, é confuso e mais triste, mesmo que agora haja a Ana que me mandaste do céu só para mim. 
Podia dizer que as saudades se apaziguaram e que não tenho lágrimas a quererem regar-me a cara e um nó de marinheiro na garganta, que nunca se desata quando penso em ti. Mas não, avô. E penso todos, rigorosamente, todos os dias em ti. Em vós. 
Hoje foi um dia triste, avô, e eu queria fechar os olhos e lembrar-me da sensação do vento a bater-me na cara enquanto me transportavas na parte de trás da tua bicicleta, molas da roupa a segurarem-te as perneiras das calças para não se enrodilharem na corrente, o amor de quem transporta uma neta adolescente até ao liceu (secundário) porque lhe doem os pés, o amor de quem responde de forma mal educada aos colegas que troçam deste quadro quando se chega ao liceu, o amor daquelas viagens de bicicleta que mantivemos até muito tarde, tão boas, tão nossas. Mas hoje não me lembrei do vento feliz das nossas viagens de bicicleta a dois mas do vento gélido do dia em que a terra engoliu o teu corpo, e silenciou as tuas gargalhadas, meu avô. 
Sinto saudades todos os dias, em cada dia, um a seguir ao outro, que passa a minha vida sem ti aqui. Queria voltar a sentir o vento à boleia da tua bicicleta, meu avô. Estou triste.
Beijo-te à distância daqui até ao céu que (estou certa) se enche de gargalhadas tuas.

terça-feira, 4 de junho de 2013

segunda-feira, 3 de junho de 2013

A VISITAR | Monte Novo Montargil (Montargil)

Depois de uma manhâ de sábado agitada, rumámos a Montargil para um fim-de-semana inesquecível. Houve barragem, houve lapas grelhadas, houve cegonhas pelo caminho, houve gargalhadas de criança, houve migas de espargos com entrecosto, houve espalhos, houve histórias regadas a vinho verde e a vinho tinto (também houve minis), houve birras, houve uma vista de cortar a respiração, houve brincos feitos com cerejas e pulseiras feitas de florinhas, houve mais que uma vez a conversa de "podíamos não voltar e ficar a morar aqui para sempre", houve caldeirada de atum e morcela frita com ananás, houve muitos mergulhos na piscina, houve sesta, houve amigos a rirem-se e houve a noite com o céu mais lindo e estrelado de que tenho memória. 



Bijuteria eco-friendly. 


Alentejo: tumbas!












Pãozinho alentejano na Terra e Deus Nosso Senhor no céu



O verso da miúda mais linda do Mundo


Barragem de Montargil (vista da "nossa" sala)



Barragem de Montargil (vista da "nossa" sala)



Barragem de Montargil (vista da "nossa" sala)





E houve amor.




(Beijinhos à Sandra, ao Pedro, ao Francisco, à Inês e à Maria. Um xi-coração à Selma e ao Hélder.
Obrigada especial cheio de carinho à Virgínia.)




Adormecer aos pés de uma barragem

Quem? Monte Novo Montargil
Onde? Estrada Nacional nº 2, 7425-000 Montargil
Reservas: Pelo telefone 915 347 236 
Saber mais? http://portugalbestholiday.com/alentejo-villas.html



quinta-feira, 30 de maio de 2013

Ana- a sobredotada

Os dois, na estrada do Guincho, de carro. Final da tarde, miúda na cadeirinha no banco traseiro. Fim de tarde e luz solar bucólica.

Pólo Norte- Olha para a luz do pôr do sol, olha para o céu!

Mámen (ar instrospectivo) e Pólo Norte (ar assustado) ao mesmo tempo:

Mámen- Agora desciam peruanos dum ovni a tocar pan pipes...
Pólo Norte- Agora descia do céu a Nossa Senhora e os pastorinhos!


(silêncio de 1 segundo)

Ana dá uma gargalhada (supostamente) do nada.

Já chegámos à NASA ou quê?


Já!
Obrigada e um granda beijo ao Zé Miguel. <3

(acompanhem a cruzada de quadrievangilização aqui)

sexta-feira, 24 de maio de 2013

Pink Day- o debriefing

Estou determinada a ser menos anti-social na minha vida bloguística e este ano, acedi em comparecer ao Pink Day na Rua Castilho. 
A minha amiga Sandra, que me esperava à frente da loja que me endereçou o convite, ia-me enviando sms a dar conta do ambiente que se vivia neste glamouroso evento. 
Eu, ainda em casa e atrasada, deparava-me com uma discussão conjugal: queria levar a miúda vestida à contra-corrente, com umas jeans giras e uma túnica cool. Estava assim vestida a Ana com umas jeans com animal print estampadas quando mámen chegou. Começou a pândega: que não a levava assim vestida, que não a queria a "destoar" das outras crianças que por lá haviam de estar, que não queria a miúda ser discriminada socialmente aos 9 meses e patati patatá. Eu a bater o pé, que tínhamos que provar que para se ser fashion não era precisa vestir igual a todos os outros, que a moda era só a norma estabelecida por uns criadores cocaínados, que era para o que lhes dava na telha, agora queres lá ver que se se voltar a usar saias da lambada, eu lá vou deixar a miúda fazer as mesmas figurinhas tristes que eu fiz" e o Diabo a quatro. Nisto fomos interrompidos pela minha mãe com uma prenda: um vestido todo chique para a Ana levar ao Pink Day. Tenho para mim que eles estavam combinados, aquarianos de um raio, mas acabei por ceder que não tinha tempo para aquilo e ainda queria chegar a tempo da Paula Bobone se andar a bambolear na Castilho. Fomos. 
A meio do caminho mámen olhou para o meu outfit, um vestido à Pólo Norte, meio hippie, um dos meus preferidos (estou-me a cagar para se estão na moda ou não, a minha moda dito-a eu!) da Promod de há quatro estações atrás e exclamou: "mas tu vais assim vestida?". Olha que merda cocó, han, querem lá ver, mas como é que o homem queria que eu fosse? De colar-babete com missanguinhas e sapatinhos de compensação para quem tem uma perna mais curta que a outra, vulgo, Litas? Não. O tipo estava era espantado por eu não obedecer ao dress code: "mas se é o pink day, não devias ir vestida de cor-de-rosa?". Pronto, estamos bem um para o outro, só se estraga uma casa, moda é um assunto que dominamos tanto quanto a alimentação dos dromedários. Moda e eventos. 
Por falar nisso: "e que se faz num evento numa rua da capital?"- perguntam-me vós. Percebi isso quando cheguei à Castilho. Anda-se. Pronto, é o que se faz. Anda-se, desfila-se, passeiam-se os modelitos. E o que faz quem se borrifou para os outfits e foi com o vestido Promod Primavera-Verão 2009-2010? Análise sociológica. 
Então a reter algumas regras:
  • Começa-se numa ponta da rua, de preferência de cima para baixo, e vai-se seguindo os balões cor-de-rosa. Tentar não parecer agressiva e neurótica quando alguém nos oferecer um balão para a miúda e não desatar a correr dali para fora como se se tivesse o Diabo no corpo. Explicar, depois de se afastar dois metros, que somos alérgicas ao látex (sim, eu sei, poupem-me as piadinhas que já estão gastas...)
  • Aproveita-se a alcatifa que jaz na calçada para se andar confortavelmente. Sem intelectualizações. Não se demora mais que cinco minutos a ter uma discussão conjugal sobre ácaros em alcatifas numa rua pública, desconversando de tal modo que se acaba a cantar a música do genérico do "Era uma vez a vida".
  • Cumprimenta-se as pessoas que nos riem e nos acenam na rua como se nos conhecessem. Não se dá o ar barrasqueiro de quem sem está num evento pink pela primeira vez e não se responde "deve estar equivocado, nós não nos conhecemos!" (que querem? uma pessoa foi tão fofa e fresca no passado que tem que estar sempre na defensiva, sempre a provar a seu esposo que não se conhece aquele rapaz fashion doutros carnavais, não vá o Diabo tecê-las e o homem ficar encasquetado...)
  • Deve-se rir e acenar a pessoas que não conhecemos mais gordas e que nos vão cumprimentar, de forma educada, na mesma. Dá aquele ar social e popular. 
  • Se houver um senhor fashion que decide passear o seu cavalo cão de porte grande durante o evento para dar nas vistas porque o cão tem que se exercitar, não começar a desejar, baixinho, que o cão alce da perna numa das alcatifinhas rosinhas com ácarozinhos fashion.
  • Não se deve levar uma amiga que diz "esfola" depois de nós dizermos "mata" (cá beijinho, Sandrinha!). Agora usam-se calças daquelas foleiras brilhantes de ciclista e nós fizemos um jogo de "onde está o Wally" versão "onde estão as calças medonhas?". Não deve ter sido simpático para gente fashion séria ter que levar com gargalhadas sentidas, cá do fundo, cá do povo. 
  • Ser fashion é dar nas vistas. Só isso justifica que uma apresentadora de televisão, elegantérrima e gira, que dá nas vistas mesmo que vestida de burka, tenha decidido espetar um laçarote tamanho XL rosa choque na pinha, a fazer pandant com uma malinha da mesma cor. Rosa fluorescente, rosa pimba, rosa música popular portuguesa. 
  • Fazer o percurso rua acima, rua abaixo mais do que uma vez. Aproveitar as bebidas gratuitas que oferecem à porta das lojas. Perceber que é por isso que as fashionistas estão magras: enchem o bandulho de álcóol e fazem cama para a alface. 
  • Fazer o percurso rua acima, rua abaixo mais do que uma vez. Aproveitar os bons músicos que tocam no meio da rua sem sentimos obrigação de dar uma moeda que aquilo não é a rua Augusta: é a Castilho!
  • Dar só um beijinho a toda a gente. Assim com'ássim pode-se correr o risco de alguém ficar pendurado. Mas nunca nós. 
  • Não fazer compras. Fashion que é fashion aparece, dá um ar da sua graça mas não compra. Toda a gente sabe que os sacos das lojas não combinam com os outfits. 
  • A fazer compras, colocar as alças dos sacos de papel fashion a tira-colo, como se fossem malas. Muitas alças de preferência, como se fosse uma canseira tanta compra, tanto VISA, tanto frissón.  
  • Não pensar que se é a mais mal vestida do evento. Afinal, we´ll always have Paula Bobone. 

quarta-feira, 22 de maio de 2013

Não há coincidências

O Mark devia-me contratar para ser eu a disparar aquelas sugestões do facebook.



terça-feira, 21 de maio de 2013

O mundo divide-se entre...

... as pessoas que já comeram leite condensado às colheradas e os outros.

Votações para o BILF encerradas


Amanhã divulgo o grande vencedor (quem sabe, sabe, peço que não se chibem que estou a preparar uma surpresa!)



sexta-feira, 17 de maio de 2013

Marrocos? Checked.


Em Marraqueche, o Abdul, do Riad 144.

Obrigada, Sara!


(Aos poucos conquistaremos o Mundo. Vejam os países já quadripolarizados aqui!)

quinta-feira, 16 de maio de 2013

Eu cá não tenho BILFs de eleição...


Escolher um BILF award não é tarefa fácil. Para eleger um BILF estão em jogo vários critérios: qualidade da escrita, originalidade do avatar, o header ser giro, a fonte da letra dos posts não ser Comic Sens (sons de ohhhh)  e, não menos importante, a capacidade do autor fazer as leitoras e os leitores gay desejar andar no reboleixo com ele. Reboleixo badalhoco, que não é de se fazer o amor que é feito este prémio. 
No entanto, tendo em conta os anos anteriores, este anos gostava de imprimir uma conotação mais séria ao certame. Mais digna de uma autora mãe de família, mãe de Ana, pronto, mas uma filha já é uma família... Um evento que não me envergonhe junto das outras mães amiguinhas da criatura ("Ah, mãe brincalhona, estava a brincar não estava? Sabe que o meu marido trabalha na Comissão de Crianças e Jovens em Risco?!"). Prosseguindo...
Para este ano, se tivesse BILFs de eleição (que não tenho!), gostava que constassem no plantel dos nomeados alguns ilustres e prezados bloggers da praça cujo nome a ética e a imparcialidade não me permitem referir. Idealmente, gostava de conferir um tom mais sério a esta competição, sei lá,  que fossem mesmo nomeados bloggers "piu-pius e pipocos", bem apessoados, meninos da mamã, charmosos e distintos.
No entanto, a experiência de 4 anos de BILFalhada me diz que isto vai descambar para um certo estereotipo de blogger, amplamente apreciados pelo público feminino: o blogger blasé, dandy, com ar de patife, de pulha, de bom sacana, de toni dos bifes, que gosta de sandres de courato, tunnings e pistons, Gostava de ter bloggers com nomes bem como Pedro, André e Lourenço mas vou acabar por ter que contar votos para o Simão ou o Juvenal, que é para o que eu estou guardada.
Este ano, se tivesse BILFs de eleição (que não tenho!), queria um BILF príncipe e vou acabar com um BILF troll, queria um blogger que calçasse sapato de imitação cara de pele de  crocodilo (que fosse atento a causas e à ecologia e isso) e vou acabar por ter um com sapato de pele de jibóia cega. Queria um BILF confiante e cheio de moral, que vestisse outfits feitos à medida por um qualquer alfaiate lisboeta e vou acabar por eleger um com ar desajustado e aflito,  que usa todos os dias factos de treino. . 
Este ano, se tivesse BILFs de eleição (que não tenho!), queria um BILF à séria, não queria freaks, nem artistas, nem Alfs uma coisa do outro mundo, nem Johnny Guitars, nem barcos naufragados que nem Tolan,  nem tão pouco  anões gigantes. 
Este ano queria um BILF sério e procriadeiro, com um bom ego e, se pudesse ser, de moustache. Para o deboche mas o deboche fofi, o deboche badalhoco entre paredes e um ar benzoca na rua.
Este ano, se tivesse BILFs de eleição (que não tenho!), queria um BILF que para além de bilfável, de altamente fodível, que também servisse para casar. Queria um Mámen.

(Em resposta a isto)


Juri do BILF chamado à recepção!

Tendes até hoje, quinta-feira, ao meio-dia para me apresentarem as vossas nomeaçóes (dois BILFs p.p.). A poll sairá logo de seguida!

Esclareço que o plantel das boas foi reforçado com a inclusão da Leididi
Dêem prioridade à prenha, sff!


quarta-feira, 15 de maio de 2013

A minha família (a propósito do Dia Internacional da Família)

A minha família não é pequena nem nuclear, nem a que consta na declaração de IRS ou no boletim do CENSUS. 
A minha família é a de origem, é tão a minha mãe, mulher da minha vida, força da natureza, vento e ondas num dia de Verão. É a minha tia, tranquila e calma, sol de final de tarde de Primavera. O meu tio Nato, cabisbaixo e outonal e o meu tio Necas, Inverno em flor. É o meu tio Chico que veio ensinar que não há sangue por afinidade e que a família pode ser consolidada com felizes escolhas. A minha prima, ainda no outro dia bebé, às vezes chamo o seu nome à Ana, acto falhado de prima mais velha. 
A minha família são os meus avós, mortos no Mundo, vivos em mim. A minha avó a puxar o carrinho das compras, coluna muito direitinha, antes do AVC a matar devagarinho antes dela ter, efectivamente morrido. O meu avô, a contar anedotas e a comer amendoins como quem folheia um livro, olhos pequeninos e visão tão grande. 
A minha família é mámen, homem da minha vida, escolha minha, sangue que se partilha. 
E é a Ana, cereja no topo do bolo, quarta geração de nós, bebé comunitária. 
Porque a minha família é nossa, mãe, quatro estações, mortos que não deixamos morrer, Minho e Açores, cheiro de bebé, uma comunidade, tão única e singular na primeira pessoa de um plural que somos "nós". 

domingo, 12 de maio de 2013

BILF 2013: tiro da partida


Relembrando: BILF é o acrónimo de "Blogger I'd Love to Fuck".
Na prática a questão é simples: se vocês tivessem que eleger um top ten de bloggers que não conhecem mas que, apenas pela leitura dos respectivos blogs, vos desse vontade de andar no deboche, de praticarem o sexo louco e desenfreado, quem escolheriam?
Depois de lermos as vossas sugestões, o júri residente em Portugal Continental e Açores (certificado pela norma ISO 9001 e HACCP)  inspira-se neste brainstorming e  elegerá um leque jeitoso para inaugurar a respectiva poll. Ou pool, que isto também é capaz de meter água. E toda a gente vota.
A saber, o júri para nomear os 20 BILF's 2013 a ir a votação será constituído por;


Xuxi- Amor Portátil
Luna- Crónica das Horas Perdidas
São João- Febre dos Fenos
Miss Complicações. Apenas 24 horas
Pipoca dos Saltos Altos- Dos meus saltos altos
Alexandra- Alexandra, a grande
Almofariza- Baunilha e Chocolate
Miss Murder-Singularidades de uma ruiva
Rita Maria- Boas intenções
Izzie- A arte da preguiça

Depois faremos a respectiva poll e é votar para encontrar o BILF 2013 (relembramos que o BILF 2010 foi o Pedro, o BILF 2011 o Tolan e o BILF 2012 o Aflito ).
Na próxima sexta-feira,apuram-se os resultados. De hoje a oito dias, lá se faz a cerimónia de entrega do prémio, com direito a prémio e a discurso. E debriefing sobre os outfits e as reacções dos vencedores e dos derrotados. 
Tudo a preceito, como se exige a um blog do bem. Ou não.


A caixa de comentários está aberta às vossas sugestões (assim como a página do facebook quadripolar).
Let the game begin. 

(Duas notas: Não vale votar nos vencedores anteriores. Mámen também não vai a votos, OKKKK?)

quarta-feira, 8 de maio de 2013

terça-feira, 7 de maio de 2013

Fashion advise à borla

Os vernizes da H&M são tão resistentes que não saem com acetona.

Só com diluente.

quinta-feira, 25 de abril de 2013

terça-feira, 23 de abril de 2013

Todos por um: agradecimentos finais

Pólo Norte e Mámen agradecem a todos os amigos que se juntaram a nós no sábado. Não às marcas (às quais subscrevo tudo o que está escrito aqui) mas este agradecimento é especial para os amigos e pessoas individuais:
  • os que se tornaram dadores (foram 301 mas um beijinho especial ao rapaz que desmaiou e à Ana do Cacomãe que, mesmo grávida de 7 meses, deu o braço ao manifesto)
  •  os que levaram os amigos (foram tantos mas uma palavra especial de carinho à Tehur que arrastou um clube inteiro de motociclistas para se inscreverem como dadores de medula óssea)
  •  as que coagiram os maridos (e também às que, não sendo bem sucedidas em convencê-los, tentaram e apareceram na mesma)
  •  os que arrumaram e organizaram tudo na véspera (beijinho à Andreia, ao pai das duas M.'s, ao José Cid, ao Cocómen, ao Sr. Vitor da recepção, ao guarda costas e guarda tudo, às M&M e a todos os que possa omitir não intecionalmente)
  • os que levaram bolinhos e comida ( um abraço à Rita que nao pode comparecer porque o pai celebrava 80 anos no sábado mas que apareceu na véspera com um bolo maravilhoso, à Gina que arrastou o marido e uns amigos da Margem Sul para nos trazer caixas de morangos, à querida e doce Mariana que também apareceu no fim da noite de sexta para deixar comidinha, à Raquel dos Le Bons Vivants sempre solidária, à Patrícia Figueira, à Vera Martins, à Rafaela Frade e a tanta gente cujos nomes não consegui decorar  )
  •  os que transportaram mercadoria (beijinho à Vanessa e às menina dos Bichinhos Carpinteiros)
  •  os que cravaram patrocínios e os que ofertaram peças, mão de obra, vouchers,  os que se voluntariaram para ajudar (beijo à Luísa Santos, à Ana Bernardo, à Vera Leitão, à Titá Negrão, à Zitaminas, à Magma Photo e ao Tio do Algarve,  mas são tantos, tantos, tantos, impossível aqui referir todos)
  • os que tiraram cafés (uma palavra de especial apreço à menina dos Bicharocos Carpinteiros, marido, sogra e tia que tiraram bicas o dia todo!)
  • os que ajudaram a vender coisas (beijinhos à Isa Sena e filho ma-ra-vi-lho-so, à linda Ana Sá, à Lina e Rita Garcia, ao Rui Garcia, à ANA, à Rosa, ao Zé Miguel, à Débora, ao Vicente e demais)
  • os que no fim ajudaram a limpar (não me lembro de todos mas a Bárbara e o Filipe foram incansáveis)
  • os que tomaram conta da criançada (granda xi-coração à Cátia Simões e sus muchachos que foram de uma competência, dedicação e profissionalismos irrepreensíveis, Pólo Norte <3 you all. As meninas das pinturas faciais- se me lerem isto relembrem-me os vosso nomes!, a dos balões e a livraria que contou o conto são os maiores!))
  • os que tatuaram (grande beijo repenicado à Marina "Andreia", ao Sérgio e ao Rui)
  • os que foram tatuados (foram tantos mas um abraço especial à Niki Ansiedades, à Marta do Dolce Far Niente e à Pedagogia do Terror que é pró em segurar mãos)
  •  os que recolheram sangue e  os que ajudaram a preencher formulários (todas as enfermeiras e aquele enfermeiro giro da camisa preta doram incansáveis!)
  • os que tiraram fotografias  (Selma, Célia, Olga, Pau, Sofia, Carolina, Selma: sois grandes! - mais a Carolina que os outros, mas enfim... :P)
  •  os que serviram bolos e quiches (beijo repenicado à Teresa Martins e à sua companheira que só lá ia 5 minutinhos e acabou por não arredar pé o dia todo e cujo nome, infelizmente, me escapou)
  • os que compraram e os que connosco lancharam (tantos, imensos mas uma homenagem especial a algumas bloggers e leitora do blog: Leonor Noronha, Maria João Nunes, Bê Oliveira, Nicole Souto Vidal, Ana do Cacomãe, Tê, Me, Raquel do Asinhas, menina do Rei vai nu, Niki Ansiedades, Lénia do Not so fast, Marta do Dolce Far Niente, Ana do Pedagogia do Terror, menina do A Secretária Encantada et al. Um grande beijo repenicado à menina que veio, de propósito do Entroncamento, à Andreia dos balões que veio do Alentejo a correr dar-nos um abraço e à Rita cadeirante que se preveniu quanto às acessibilidades e não arranjou desculpa para ficar em casa) 
  • os que cantaram (odeio tunas mas a Cruzituna não me fez sangrar dos ouvidos, tá? Foram engraçados, até... :P)
  • os que se emocionaram e que nos abraçaram (um abraço especial a todos de volta mas não posso deixar de referir a Marta Luísa, a Sibila e a Ana Brás, exemplos de mulheres com "M" maiúsculo e cujo carinho me emocionou milhões)
  • à família do Rodrigo (um abraço sentido ao padrinho e às tias que a nós se juntaram)
 enfim, os amigos que fizeram o que fazem os amigos: os que se juntaram.

 O casal quadripolar agradece do fundo, mais fundo, do seu coração. Obrigada!
Pólo Norte <3 you all! 

segunda-feira, 15 de abril de 2013

1oo Quadripolares que vale a pena conhecer # D. Palmira (1)




"Todas as noites venho aqui dar de comer aos bichinhos, faça chuva ou faça sol. Venho de autocarro até aqui e dou-lhes ração e água. Tenho dois cães em casa mas também gosto muito de gatos."

"Já pensou levar para casa algum destes gatos e alimentar os que adoptaria?"
"Não se escolhe dar de comer a um ser vivo e não a outro. Venho aqui e dou a todos. Não quero adoptar nenhum. Os gatos são animais de rua, são selvagens. 
Os gatos não usam coleira."



Dona Palmira

quinta-feira, 11 de abril de 2013

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