quarta-feira, 1 de junho de 2016

Isto é bonito, caramba! (e tenho, finalmente, o pc arranjado!)



Sérgio Godinho actuou ontem, num festival, em Belgrado. Alunos sérvios, estudantes de Português surpreenderam-no assim. Isto é maravilhoso, caramba!

"Viemos com o peso do passado e da semente
Esperar tantos anos torna tudo mais urgente
e a sede de uma espera só se estanca na torrente
e a sede de uma espera só se estanca na torrente
Vivemos tantos anos a falar pela calada
Só se pode querer tudo quando não se teve nada
Só quer a vida cheia quem teve a vida parada
Só quer a vida cheia quem teve a vida parada
Só há liberdade a sério quando houver
A paz, o pão
habitação
saúde, educação
Só há liberdade a sério quando houver
Liberdade de mudar e decidir
quando pertencer ao povo o que o povo produzir
quando pertencer ao povo o que o povo produzir"

sexta-feira, 13 de maio de 2016

Abençoada foccacia!


"Olá querida Ursa!
Envio-te esta quadripolarização diretamente de Cinque Terre em Itália. 
Estou a fazer Erasmus em Bolonha e fui visitar esta belíssima terra. Passei os dias anteriores à viagem a pensar " Tenho que quadripolarizar Cinque Terre!". Acontece que me esqueci de levar um papel e uma caneta e só me lembrei desta quadripolarização uma hora antes de regressar. Sem recursos, quase sem tempo e prestes a desistir, tive que me desenrascar como boa portuguesa que sou! Lá tive que ir a um estaminé da zona comprar uma bela foccacia só para pedir um papel e uma caneta, com toda a gente a olhar para mim com cara de interrogação escrevi "I Love Polo Norte" neste belíssimo papel com cor de pastel! Foi uma quadripolarização feita com muita dedicação, espero que gostes! um beijinho :)
-- 
Liliana "

Baci mille, querida xará!

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terça-feira, 10 de maio de 2016

A Tunísia já não cheira a jasmim

[De repente estou no tribunal com o meu pai. Não nos falamos nem sequer nos olhamos. Acuso a sua 17ª mulher de stalking e a mulher é uma leitora deste blog que entretanto se tornou uma amiga e me ajudou numa fase difícil da minha vida. Saio do tribunal e estou na Tunísia. Faz aquele calor húmido e o grupo separa-se para visitar diferentes pontos turísticos de interesse. A minha mãe vai para um lado com os meus tios e eu sigo na direcção oposta com Mámen e chegamos a Sidi Bou Said e começam a chover granadas e eu corro muito mal. Pessoas em meu redor espancam-se e fecho os olhos com força e sou puxada por Mámen numa correria para a qual não tenho fôlego. A mulher do meu pai está numa gruta a vender ouro e a minha mãe está às compras lá. Entro e pergunto pela Ana, não existe ainda a Ana, nós só temos 26 anos e acabámos de nos casar. As paredes de Sidi Bou Said estão manchadas de sangue e eu entro e estou na sala de espera da consulta de Oncologia com o meu tio. A minha mãe liga-me a dizer-me que voltaram para o hotel e que para eu me apressar que temos que ir embora, que é perigoso, que temos que voltar para casa. 
Acordo, sobressaltada, e troveja e chove com força nas telhas e nas vidraças desta casa. Ele dorme, profundamente, a meu lado. Digo, baixinho, "A Tunísia já não cheira a jasmism", ainda meio embriagada entre o sono e o despertar. Levanto-me e vou ao quarto dela: dorme profundamente. O bocadinho de cheiro a jasmim que consigo cheirar na minha vida neste momento. Não volto a adormecer.]

quinta-feira, 5 de maio de 2016

terça-feira, 3 de maio de 2016

O Mundo divide-se entre...

... as pessoas que após ouvirem alguém espirrar dizem "santinho" e as pessoas que dizem"saúde". 

segunda-feira, 11 de abril de 2016

Abril, quadripolarizações mil# 11




"Olá!
Envio duas quadripolarizações da Jordânia (mar morto e deserto em Wadi Rum)  (...)Eu gosto de ver as quadripolarizações, mas não faz muito a minha cena mandar fotos minhas para a net. Neste caso, decidi fazê-lo por duas razões. Primeiro, por carinho para com o blogue, o bairro e a ursa. Segundo, por amor à Jordânia. 

Conforme contei na minha mensagem, o pessoal de lá é bom demais... e a Jordânia constitui-se hoje em dia como um oásis de paz para as gentes que vivem os conflitos nas redondezas. A Jordânia não tem petróleo, vive essencialmente do turismo. Como as pessoas sabem que a situação na região é perigosa, julgam que a Jordânia é afetada, mas não é. É dos sítios mais seguros para onde tenho viajado. Eu gostava de contribuir para a divulgação deste destino. Gostaria que ao menos a Jordânia se aguentasse nas canetas lá para aqueles lados, e que seja um porto seguro para os que fogem. E fomos tão bem recebidos pelos jordanos, que são dos povos que ainda sabem o que é dar boa hospitabilidade (nós aqui já fomos mais hospitaleiros do que somos, acho eu).

Por isso, muito agradecia se mostrasse no seu blogue a quadripolarização da Jordânia e de caminho referisse às pessoas que eu lhe contei que é um destino maravilhoso e seguro (já que não poderá falar na primeira pessoa)."

Obrigada, querida India. Fiquei cheia de vontade de visitar a Jordânia. Quem sabe em breve? ;)


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quarta-feira, 6 de abril de 2016

Abril, quadripolarizações mil #6


"Quadripolarizar a Cidade do Cabo e os seus pinguins: checked. Vera"

Beijinhos gigantes, Veríssima! :P

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O Natal é quando três amigas quiserem

Gosto de tradições.
Gosto de criar rituais com as minhas pessoas. As tradições ajudam-nos a criar um código comum, a acertarmos os relógios para um determinado tempo e espaço partilhados, a reforçar ligações emocionais, a criar memórias colectivas partilhadas, uma identidade comum. 
Gosto que no Natal comamos sempre bacalhau com batatas cozidas e couves, mesmo que tenhamos que ter aberto a tradição a quem chega (e viva o polvo dos Açores!) como se cada elemento que entrasse reforçasse as memórias e as solidificasse, sem nunca deixar cair o que já existia (e às vezes a permeabilização a estímulos vindos do exterior é enorme). Gosto de bacalhau e aletria e mexidos no Natal, de saber que a árvore de Natal conta sempre com um enfeite novo todos os anos, gosto de saber que, o que quer que aconteça, no dia 08 de Fevereiro estarei sempre perto da minha mãe para juntas comemorarmos o seu aniversário, gosto de saber que todos os dias que jantamos em casa o fazemos à mesa da sala e sempre com a televisão desligada, gosto de incentivar a minha filha a ir ao "Pão por Deus" a cada primeiro de Novembro e beber um Mojito partilhado sempre que me consigo reunir com as minhas duas melhores que vivem fora de Portugal. 
As tradições trazem-nos um sentir comum, um sentimento de unidade, de respeito e esforço para que as pessoas sintam todas que fazem parte da mesma história, que estão comprometidas em criar laços comuns, que são leais, sentindo-se imprescindíveis na sua presença em cada tradição, precisas e insubstituíveis, que o todo só é todo com o alinhamento de cada um. 
As tradições transmitem estabilidade e segurança, a segurança de sabermos que, no matter wahat, naquele tempo e naquele espaço estaremos juntos, a unidade de que somos um todo, a exclusividade de pertença aquele núcleo, a sensação boa de pertencermos e de estarmos ligados uns aos outros, do passado ao presente, desde sempre e para sempre. A reforçar laços e a sentimo-nos comprometidos com os outros. 
É por isso que, desde que a Catarina voltou ao seu país Natal e a Xana emigrou em 2007 deixámos de trocar presentes no Natal e de enviar lembranças umas para as outras nos respectivos aniversários. Porque sabemos que, a cada reunião das três, a cada altura in usitada em que os relógios, os calendários e os meredianos se conjugarem e nos fizerem estar juntas no mesmo espaço e fuso horário, no mesmo sítio... comemoraremos o Natal. Mesmo que em Agosto no Luxemburgo, em Abril em Paris, em Março no Porto ou, agora, em Maio... em Famões. E comemoraremos sempre com um bolo de aniversário porque é Natal partilhado, é aniversário colectivo, é festa em nós. 

Ontem foi Natal para nós. 

Feliz Natal e Feliz Ano novo, miúdas!


(Reclamação pública aos senhores de "O Baloiço": bem sei que vos causou estranheza escreverem Feliz Natal no bolo mas a Xana sentiu-se defraudada quando percebeu que a cobertura não era de massapão mas sim de pasta de açúcar. Não se pode mudar assim as memórias de infância de bolos de uma lisboeta emigrada, senhores! Não há direito!)

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