Para a maternidade quero:
- anestesia geral para estar inconsciente
- que ninguém me deseje uma "hora pequenina" porque a cesariana está marcada e a duração é a mesma para todas as cesarianas
- que quando acordar estejas mega saudável, operacional, lavadinha, limpinha, pouco vermelha e enrugada e que te pareças o menos possível com o joelho de uma velha gorda pintada por Rubens
- que sejas parecida comigo mas com os olhos, as pestanas e a pele do teu pai
- que não sejas muito chorona porque, depois desta gravidez, eu não mereço
- que ninguém me minta e diga que és linda. Toda a gente sabe que os recém-nascidos não devem nada à beleza e tu não serás excepção
- conseguir ter bom senso para aturar as tuas avós que vão estar impossíveis que só elas sem ser mal-educada
- resistir a perguntar à tua avó dos Açores para quando está marcado o voo de regresso
- não ter que responder à pergunta "porque é que não dás de mamar?" sem ser bruta como a potassa
- não ter visitas na maternidade sem ser da família mais próxima e não ter que fazer sala acabada de parir, provavelmente inchada, descadeirada e com as hormonas em centrifugação
- uma garrafinha de qualquer bebida alcóolica para brindar ao fim da gravidez
- uma pratada de sushi para celebrar o teu nascimento
- a promessa do teu pai me pagar uma abdominoplastia.
(Mámen: a censurar textos escritos com honestidade para a filha desde 2012)
36 comentários:
É a primeira filha??? É que me lembro de pensar nessas coisas todas antes de nascer a primeira, muito embora desejasse um parto natural(assisti a um uns anos antes e fiquei muito bem impressionada)...Acredites ou não a minha filha mais velha, como nasceu de cesariana, não tinha rugas nm estava vermelha, era linda, linda, linda de morrer e digo isto sem qualquer espécie de gabarolice porque ela ainda hoje o é com seis anos...só é pena sair gordinha á mãe quando tinha a idade dela. Quando ma tiraram o neonatologista disse em primeira mão "A miúda é mesmo muito gira"! Está tudo dito.
Fora com os preconceitos.
As visitas na maternidade!!! Aí como há quem nao coompreenda que deve ficar a milhas!!!! Aí!!!!!!
E que quem pode ir, nao tem de estar TODO o tempo permitido!!! Mãe e criança precisam de descanso!!!
Não sejas tonta! Vai tudo correr bem.
(um) beijo de mulata
O que os hospitais públicos (também) têm de bom é limite de horas de visita e de pessoas no quarto. Claro que dá para contornar isso, mas faz de conta que não dá.
Acho que vou gostar de ler os teus posts quando a Ana nascer :)
(agora a sério... tudo o que escreves e rasuras neste post é a tua vontade AGORA. Se se mantiver assim que tiveres a tua menina nos braços, fica contente. Se sentires que tudo isto já não importa, aceita. E se quiseres, do fundo do coração, fazer e-xa-ta-men-te o contrário do que agora dizes, deixa-te ir. Estes bichinhos mudam-nos por dentro, revolvem-nos mais que qualquer bicha solitária.
Respira-te nela. Vive-te nela.
E depois, só depois, muito depois, vem contar-nos - neste estilo que é só teu - aquilo que nos quiseres dar a honra de poder ler.)
Oh, Pólo, vai correr tudo bem e logo logo a Ana estará cá fora, linda e saudável ;)
Beijoca!
É a primeira filha. E a ultima!
Eu acho que,pelo menos, a da garrafinha de qualquer bebida alcoólica para brindar (uma das pequenas, vá) não devia estar riscada... :)
Pólo, a cesariana é rápida!!! Acredita.... a mim, demorou 2 minutos a tirarem o piolho. Começaram às 17h e às 17.02h já tava cá fora. No total não demora mais que uma hora, desde ires pra sala, levares a dita anestesia e saires.... :)
Decididamente os recém nascidos não são bonitos. Lembro-me do meu primeiro filho que nasceu com 35 semanas e que na altura eu achei maravilhoso. Hoje, vendo as fotos, Deus me livre, coitadinho, tinha 1Kg e 80g e uma cabeça enorme!!! Era até disforme. E hoje é um miúdo lindo (opinião unânime)
ehhhh, quase que foram as mesmas questoes que tu Polo, mas depois graças a sorte e ao meu mau feitio, o parto foi fácil, a amamentação tambem, a recuperação idem, menos o peso mas isso culpa de je, as avos, as tias e todos aqueles que opinam e opinam levavam com o meu mau feitio e não corriam mais riscos.
Sabes costumo dizer que a M é unica mas não porque nao correu bem, por isso tinha uma equipa, ui tou doida só pode, e se saiam iguais a M que esta equipada de baterias melhores que as da Apple. bjs
LOOOOOOOOOOOOOL
Sei dizer-te que do meu pequeno pedi tudo menos a cesariana e chorei qd ao fim de 12 horas teve de ser cesariana.
não tenho o outro lado para saber mas sei que um eventual proximo voltarei a não querer a cesariana. ng merece um pos parto em convalescença de uma cirurgia.
A vantagem: cor de rosa e nada enrgado e lindo de morrer já à nascença (dentro do joelho que é o recem-nascido...)
Tb desejei que n fosse chorão mas n tive essa sorte... espero que tu a tenhas
Visitas na maternidade: POE ESSA MALTA A MEXER!!!! menos de 12horas depois tinha 15 pessoas em simultâneo no quarto... já referi o pos parto em convalescença de cirurgia e o bebe ULTR-CHORÃO??? ng merece...
Força e mantem a boa disposição
O mais giro da 1.ª gravidez é que tudo aquilo que dizemos antes nos cai em cima com uma velocidade louca... depois atualiza :)
Pólo,
Também tive a primeira e foi a última LOL.
De cesariana não nascem tão enrugadinhos e esborrachados. A minha nasceu de cesariana mas com o nariz esborrachado porque achou que o havia de enfiar a gravidez inteira na placenta. Mas foi ao sítio :D.
Quanto às visitas... bem, nem te digo nada... Que terror!
Beijinho e que corra tudo bem
P.S. Vais ver que quando for a tua, a vais achar linda. É a natureza a salvaguardar-se!
A minha irmã dizia:
Não vou amamentar e amamentou até aos 12 meses.
Dizia que queria anestesia geral e optou por uma epidural.
Dizia que era a primeira e última filha e já está a pensar no segundo.
O bom da maternidade é mesmo isso, mesmo quando temos tantas ideias sobre como será, ela vem e surpreende-nos.
Espero que corra tudo bem.
Então e porque é que a Pólo não vai dar de mamar? Está absolutamente autorizada a ser bruta como a potassa.
Gosto dessa sinceridade! Se todas as mulheres tivessem a coragem de admitir essas coisas, as mais inexperientes não iriam achar-se monstros por terem esse tipo de pensamentos.
A gravidez é difícil e ficamos amedrontadas. Mas sem dúvida que, depois de o bebé nascer (e crescer) tudo se torna mais fácil e as coisas mais difíceis são esquecidas e arrumadas numa gaveta ao fundo da memória...
hihihihih estás a cuspir para o ar, depois cai-te em cima :)
(recomendo vivamente a amamentação..... - quem paga uma abdominoplastia também paga uma mamoplastia -não por causa das vantagens para a criança (essa lenga lenga já deves ter ouvido) mas porque, passados os primeiros dias (que são dolorosos) é espectacular, sob TODOS os pontos de vista. Mais barato, altamente portátil, sempre à temperatura certa, sempre esterilizado, e, em cima disso, é espectacular ver a mais evoluída máuina do mundo, o corpo duma fêmea, a trabalhar :)
Mas hey..... todas as opções são respeitáveis :)
Eu acho os recém-nascidos bonitos!
eu perdi os malfadados 18kgs ganhos com a gravidez em 4 mesitos só com a amamentação. E amamentei até aos 15 meses depois por opção. E tenho o peito igual ao que era, talvez apenas um bocadito maior. Tens medo que fique partido? É que isso é daqueles mitos que não fazem sentido desde que se usem óptimos soutiens de amamentação (e mesmo antes na gravidez). Mas cada um é livre de fazer aquilo que quer. Mas eu não trocava pelas cólicas que o leite adaptado causa aos miúdos... no way! Só se não pudesse mesmo amamentar. Agora andar cheia de frascos e tralhas atrás, santa paciência. Comprei um pano de amamentação da bebe au lait e resolvi o problema quando estava fora de casa. :) e o bla bla bla da imunidade, apesar de chato, é verdadeiro e importante para as crianças, pelo menos nos primeiros meses. Mas realmente mais vale um biberão com amor do que uma mama com sacrifício...
Respeito os defensores da amamentação e sei a cartilha toda.
Mas eu não QUERO dar de mamar e as maminhas ainda são minhas! Por inúmeras razões. E só mudarei de ideias de a médica me disser que a vida da minha filha ficará comprometida se não o fizer. Caso contrário, tenho uma colecção de biberãos linda que só ela à espera da Ana!
Desiludam-se comigo, vá!
Eu evitei falar de mitos e casos pessoais porque, na realidade, cada um é como cada qual, e o que é mito para uns, para outros é uma verdade absoluta, no caso, para outras.
Dependendo do tipo de pele, do tipo de mamas, da quantidade de leite, da frequência das mamadas (a palavra é esta, há que dizê-la sem medo), o peito partido pode ser mito..... ou não.
As simple as that. No meu caso, a usar os melhor soutiens de amamentação (com sustentação e reforço lateral e o raio que os parta), partiu. Temos pena :) O mito da Fi é a minha verdade absoluta :) E cada caso é um caso, e cada um sabe de si, e conheço poucos temas que sejam mais polémicos do que a amamentação (blogosfericamente falando, e não só).
E da mesma forma que eu odiava que me dissessem "tens de fazer isto, tens de fazer aquilo" quando eu estava grávida....... apenas partilho a minha experiência, respeitando as decisões dos outros (enfim..... quase sempre, pelo menos :)
Tudo isto apenas confirma a minha afirmação, que tem uns anos, mas que está sempre actual:
Eu era uma mãe excelente. Depois pari.
:)
Pólo.... lamento imenso.......
Mas não me desiludiste :)
Jonas,
:)
(Um dia destes mudo mesmo para a SAPo, ando a tomar coragem porque eu só queria o V. endereço, o resto não queria mexer em nadinha... Sou resistente a grandes mudanças!)
Eu sou acérrima defensora da amamentação, estou a amamentar e pelo menos até ao ano de idade dele ou, se eu conseguir manter este sistema (hell, se eu aguentar!), até ele querer e for razoável, hei-de amamentar. Irrita-me profundamente que as pessoas não amamentem por ignorância - na era em que estamos não há margem para a ignorância. Não me irrita profundamente que as pessoas não amamentem porque não querem, porque têm motivos (pessoais, privados) para não o fazer. No meu curso de preparação, as enfermeiras (conselheiras de amamentação cetificadas) sempre nos diziam que a amamentação era uma escolha, sem criar daí um estigma. Obviamente que a defendiam, como eu hoje a defendo, mas sem criar o estigma da boa mãe/má mãe. Por isso, sempre que uma mãe escolha não amamentar, tem toda a legitimidade do MUNDO para isso. Sem que nenhum de nós possa ou deva apontar o dedo. Eu posso não achar a solução mais consentânea com o ideal (pelas razões de saúde que todas conhecemos), mas posso e devo respeitar quem queira fazer o uso do seu corpo que quer. As razões pertencem-te apenas a ti.
BTW, tenho lido muitos comentários cá e no FB de pessoas que acham o máximo e um acto de coragem tu expressares o que sentes acerca da tua gravidez. Eu acho apenas bem. No essencial, acho que devemos expressar com honestidade aquilo que sentimos acerca de tudo. No que toca à gravidez, se for a melhor coisa do mundo, a pior, indiferente, devemos dizê-lo como o sentimos. Eu acho o máximo as coisas que contas acerca da tua gravidez e a forma como a narras, porque é a tua forma. Enerva-me que as pessoas a louvem como se estivesses apenas a ser irreverente em relação ao "cor-de-rosismo" que envolve muitas gravidezes e que sim, por vezes enjoa, nomeadamente quando é porque é o "politicamente correcto". Estás apenas a ser tu. Que é o que muita gente não faz, não consegue. Mas em relação a isto da amamentação aqui sim, acho que estás a ser corajosa porque a tendência actual é nitidamente pró, sem contemplações. Por isso, kudos por te expressares sem restrições.
Beijinhos, sem desilusões. O que queremos é (que) tudo (continue) a correr bem. :)
Como é que mudamos do tema amamentação para o tema SAPO?
:)
Eu poss tratar de tudo, mas tendo em conta que dizes que não resistes a mudanças, e uma vez que vais ter de te confrontar com uma (das grandes) que vai impactar em tudo o resto, não preferes deizar a coisa para depois?
Quando te apetecer..... depois?
(eu reservo endereços de qualquer maneira)
Hmmm... Sem censuras, sou apenas eu, que nunca fui mãe, a pensar alto... Mas estar fisiologicamente dotada de uma capacidade como a da amamentação, e depois recusar fazê-lo, para mim é difícil de compreender. Sabia que a maior parte das mães começa a libertar leite assim que ouve os bebés chorar? Talvez isto possa soar a esquisito para algumas pessoas, mas eu não quereria deixar de experimentar esta ligação "primitiva" e estritamente "fisiológica" com a cria. Sei lá, experiências são experiências, e dependendo de como as vivemos, podem fazer-nos pessoas mais ricas. Ah, e a história das defesas para a criança é mesmo verdade, já tive oportunidade de perceber isso conhecendo crianças amamentadas e outras que não o foram. Quando juntas, e apanhando as mesmas doenças, as que não eram amamentadas tinham sempre recuperações mais demoradas e difíceis. E peço perdão, mas nao consigo deixar de pensar nos seus inúmeros posts sobre sexo. O seu corpo foi uma "wonderland" para muita gente. À sua filha, que certamente é a que mais teria a ganhar com isso, vai recusá-lo. O que teria Freud a dizer sobre esta última parte? Não tem de publicar este comentário, mas pense sobre isto.
Jonas= SAPO
(Associação livre de ideias. A Psicologia explica... ;) )
Incógnita,
O teu comentário dá uma resposta tão longa que escreverei um post mais tarde sobre isto.
Entretanto, dou novamente a resposta que darei a quem me vem dar palpites sobre as minhas maminhas e a minha experiência de maternidade: PORQUE EU NÃO QUERO.
Sim, vou ser uma mãe daqueles que responde "PORQUE SIM" e "PORQUE EU SOU MÃE E EU É QUE MANDO".
Eu avisei que ia desiludir...
Não tem que me responder, estava claramente a espicaçar. Eu sou bastante sensível a todas as questões em que a nossa liberdade individual toca outras pessoas. Normalmente, não opino sobre decisões pessoais - cada um sabe de si e ninguém tem nada que ver com isso. Gosto de pensar que sou uma pessoa tolerante. No entanto, quando as nossas decisões vão ter consequências directas sobre terceiros, acho que a reflexão tem de ser feita. Refeita. Feita novamente. Para não haver margem para dúvidas. E é óbvio que quem tem um blog e fala sobre as decisões que toma, está implicitamente a fazer um convite aos palpites alheios. Só lhe quis dar mais matérias para mastigar, no caso de lhe faltar alguma. Uma vez mais, não tem de me dar uma resposta - a resposta que me der terá apenas a própria Pólo e a Ana como destinatárias.
(Eu sou mãe, e respondo muitas vezes porque sim, e porque eu sou a mãe e eu é que mando, e venha de lá o mais pintado dizer que não, a ver o que lhe acontece. O que exijo para mim, dou aos outros, as simple as that).
Incógnita, o que nos separa dos animais irracionais é a nossa capacidade de escolha e de fugir ao que estamos programados fisica e fisiologicamente para fazer.
O facto do meu corpo estar preparado para parir, não me obriga a fazê-lo. O facto do meu corpo estar preparado para ter relações sexuais, não quer dizer que eu o faça, o facto do meu corpo estar preparado seja para o que for não deve obrigar-me a fazer algo que eu não escolho.
Os filhos são nossos filhos, não são nossos donos. Há vida para além dos filhos e, em última análise, o nosso equilíbrio e estabilidade são mais importantes e têm um impacto mais positivo nos nossos filhos, do que outras coisas que lhes podem fazer bem, mas que fazemos contrariadas e a contragosto, com sacrifício e resistência.
Eu adorei estar grávida, adorei amamentar. Mas fi-lo porque escolhi fazê-lo, o potencial fisiológico apenas serve para eu escolher, não para me condicionar as escolhas.
Eu não me espicaço.
Estou só a treinar a resposta para o pós-parto! :D
E, como sabes, também não sinto que me tenha que justificar. Mas acho que a sua franqueza de opinião merece a minha franqueza de resposta.
Beijinhos
<3 Jonas.
Jonas, concordo com tudo o que escreveu, e não penso que colida minimamente com o que escrevi. Vou repetir o essencial da minha questão: quando há terceiros que vão ser implicados nas nossas decisões pessoais, a reflexão tem de ser mais cuidada que o habitual, ainda que a decisão final não se altere. Apenas isso. Eu não queria entrar no campo do "ah, conheço um caso em que blablabla", mas o facto é que conheço um caso sim, em que blablabla. E isto tornou-me mais sensível as esta questão. Não vou aborrecer mais.
Beijinho.
"Deixai as nossas mamas e a nossas camas em paz" - tenho dito! :)
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