Perguntam-me como corre a primeira semana de trabalho.
Chamam-me valente, corajosa, que começar tudo de novo aos quase 40 é só para os bravos, que audácia arriscar num desafio desconhecido agora que sou mãe e que não devo correr riscos. ´
Chamam-me valente, corajosa, que começar tudo de novo aos quase 40 é só para os bravos, que audácia arriscar num desafio desconhecido agora que sou mãe e que não devo correr riscos. ´
As pessoas sobrevalorizam os inícios e começos, desprezando que os primeiros passos de uma corrida são sempre os mais fáceis. Recomeçar não é complicado: é estimulante, causa borboletas na barriga e tem a magia de uma lua-de-mel, onde tudo o que vem ainda não está materializado e pode hipoteticamente tudo vir a acontecer. Mesmo os sonhos, os desejos e as expectativas que à frente constatemos que não passaram disso.
Mudar é bom, especialmente quando é por escolha e não por inevitabidade.
Mudo aos quase 40 e mãe de uma filha porque sei que o legado mais importante que lhe posso deixar é a certeza de que só nos farão sentir velhos se nos conformarmos, que a experiência só traz mais segurança e serenidade bem como certeza do que queremos.
E eu queria tempo (não dinheiro porque o dinheiro recupera-se e o tempo não) e novas aprendizagens (não um cargo de poder porque o ego é uma armadilha letal) com pessoas que me pudessem ensinar coisas novas e desafiantes. Queria um ambiente flexível e ter novidades para contar ao jantar.
E queria mudar porque o mais difícil é permanecer, resistir aos meses e anos em velocidade de cruzeiro quando se tem alma de pirata. O mais difícil é fazer maratonas e ter endurance e não iniciar sprints.
Desta vez escolhi o mais fácil: seguir o meu instinto, sair de um terreno que dominava de olhos vendados e pôr-me à prova, sentir borboletas nos ossos, nas entranhas, para além de na barriga.
A primeira semana foi boa, foi fácil: é sempre fácil quando nós cedemos a ser exactamente quem somos.
Serei sempre uma pessoa que adora mudanças e que abraça recomeços. Recomecemos. Aprendamos.
Sejamos quem estamos destinados a ser.
Mudar é bom, especialmente quando é por escolha e não por inevitabidade.
Mudo aos quase 40 e mãe de uma filha porque sei que o legado mais importante que lhe posso deixar é a certeza de que só nos farão sentir velhos se nos conformarmos, que a experiência só traz mais segurança e serenidade bem como certeza do que queremos.
E eu queria tempo (não dinheiro porque o dinheiro recupera-se e o tempo não) e novas aprendizagens (não um cargo de poder porque o ego é uma armadilha letal) com pessoas que me pudessem ensinar coisas novas e desafiantes. Queria um ambiente flexível e ter novidades para contar ao jantar.
E queria mudar porque o mais difícil é permanecer, resistir aos meses e anos em velocidade de cruzeiro quando se tem alma de pirata. O mais difícil é fazer maratonas e ter endurance e não iniciar sprints.
Desta vez escolhi o mais fácil: seguir o meu instinto, sair de um terreno que dominava de olhos vendados e pôr-me à prova, sentir borboletas nos ossos, nas entranhas, para além de na barriga.
A primeira semana foi boa, foi fácil: é sempre fácil quando nós cedemos a ser exactamente quem somos.
Serei sempre uma pessoa que adora mudanças e que abraça recomeços. Recomecemos. Aprendamos.
Sejamos quem estamos destinados a ser.

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