O meu coração é um freguês do Lidl que passeia naqueles corredores centrais cheios de bugigangas à espera de aparecer uma quinquilharia que nunca me ocorreria que viesse a precisar mas que, a partir daquele momento, não consigo imaginar a minha vida sem tal inutilidade. E embora tenha tudo em casa, domine os sítios onde está tudo guardado, tenha moldado o sofá e as almofadas ao meu corpo e os tapetes e os chinelos aos meus pés deformados, o meu coração vai sempre lembrar-se que precisa de uma máquina de cortar pelos do nariz. Colorida, embora a cor não faça falta para nada e com certificação iso9001 e tudo.
Só que a verdade, verdadinha, é que eu nem sequer tenho pêlos no nariz.
Sem comentários:
Enviar um comentário