quarta-feira, 8 de abril de 2020
segunda-feira, 6 de abril de 2020
Ana, a mercenária
A Ana decidiu ocupar o tempo de quarentena criando pequenos caça.-sonhos. Vende-os (obviamente!) às minhas amigas, numa de juntar dinheiro para as férias (foi assim que no ano passado pagou as entradas de toda a família na Isla Mágica). É a pessoa mais poupada do Mundo.
É, também, super empreendedora e orientada para a tarefa.
Acabou uma série de caça-sonhos e decidiu publicá-los na sua conta de instagram. Uma seguidora decide fazer o quebra-gelo.
Apreciem:
É, também, super empreendedora e orientada para a tarefa.
Acabou uma série de caça-sonhos e decidiu publicá-los na sua conta de instagram. Uma seguidora decide fazer o quebra-gelo.
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Juro que sou mãe dela!
Tarefa do dia da Ana: transformar a sua biblioteca da sala num arco-íris.
Não sei o que me mais espera mas tenho medo...
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O mundo divide-se entre...
... quem organiza os livros na estante por tamanho dos livros e quem organiza por ordem alfabética de autores.
segunda-feira, 30 de março de 2020
Covifado
Depois do incrível samba da quarentena do Brasil e da fabulosa ópera da quarentena de Itália, temo o faduncho colectivo de homenagem à luta pela Covid-19.
sábado, 28 de março de 2020
Nova estratégia de mámen: embebedar-me.
O mundo divide-se entre quem prefere vinhos do Douro e quem prefere vinhos alentejanos.
sexta-feira, 27 de março de 2020
quinta-feira, 26 de março de 2020
O meu nome é Pólo Norte e sou vítima de cozinho-bullying
Mámen e Ana voluntariam-se, muito diligentes e solícitos, para fazer o jantar (idiotas!).
Ouço-os aos risinhos na cozinha.
Abeiro-me e a Ana pergunta-me, muito séria: "Sabes qual foi o último filme de terror que eu e o pai vimos, mamã?"
Aceno que não.
Responde-me com ar de gozo: "Chovem almôndegas!"
Estão há vinte minutos a rirem-se da minha cara.
Ouço-os aos risinhos na cozinha.
Abeiro-me e a Ana pergunta-me, muito séria: "Sabes qual foi o último filme de terror que eu e o pai vimos, mamã?"
Aceno que não.
Responde-me com ar de gozo: "Chovem almôndegas!"
Estão há vinte minutos a rirem-se da minha cara.
Petit noms fofinhos que mámen me chama
O meu excelso esposo brinda-me, regularmente, com uma lista imensa de petit noms fofinhos.
Vale tudo: Li, Lilica, Licas, Lica, Lilicosa, Grunguinha, Grungui, Grungosa e, quando eu estou furibunda, sai-lhe sempre uma interjeição que eu oiço como Jumarruá, e cuja origem nunca percebi nem nunca lhe perguntei porque, enfim, quando ele me chama isso eu estou sempre puta da vida.
Hoje à hora de almoço, depois da cena das almôndegas e de eu ter usado a cartada do "vocês são uns ingratos, eu dou o meu melhor, beca beca", ele virou-se para a Ana e disse "não cutuques a Jumarruá" e eu voltei atrás e esclareci, de uma vez por todas, onde raio tinha ele desencantado aquele petit nom fofinho.
É Juma Marruá.
Preferia ter-me mantido na ignorância. [Cabrão!]
Vale tudo: Li, Lilica, Licas, Lica, Lilicosa, Grunguinha, Grungui, Grungosa e, quando eu estou furibunda, sai-lhe sempre uma interjeição que eu oiço como Jumarruá, e cuja origem nunca percebi nem nunca lhe perguntei porque, enfim, quando ele me chama isso eu estou sempre puta da vida.
Hoje à hora de almoço, depois da cena das almôndegas e de eu ter usado a cartada do "vocês são uns ingratos, eu dou o meu melhor, beca beca", ele virou-se para a Ana e disse "não cutuques a Jumarruá" e eu voltei atrás e esclareci, de uma vez por todas, onde raio tinha ele desencantado aquele petit nom fofinho.
É Juma Marruá.
Preferia ter-me mantido na ignorância. [Cabrão!]
Ana, a ingrata quase vegetariana
Tenho sobras de frango e quero aproveitá-las de alguma maneira. Tenho a ideia peregrina de fazer almôndegas de frango. Não ficam, propriamente, geniais (que toda a gente sabe que não fui bafejada com o talento da mão para a cozinha).
Ponho o almoço na mesa.
Mámen dá uma garfada, arregala os olhos e continua a comer em silêncio, para não me cutucar.
Ana mete a primeira almôndega de frango à boca, mastiga durante muito tempo, enrola a comida na boca e, finalmente, engole, fazendo uma expressão de puro enjoo.
Arregalo-lhe eu os olhos.
Defende-se de imediato: "Tens noção que morreu uma galinha para isto, mãe?"
...
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