quarta-feira, 20 de setembro de 2017

Uma 'ssoa escreve um post de japoneses...

... e logo um leitor deste blog consegue provar que as coisas podem sempre piorar:




[Obrigada, Marco, sim?]

Ana, a colocadora de dedos nas feridas

Ana: "Mãe, o que quer dizer "maluquinha de Arroios?"

Eu: "Quer dizer que a pessoa é doidinha de todo, muito maluca mesmo."

Ana: "Ah. Onde é que é Arroios, mamã?"

Eu (engolindo em seco): "É o bairro de Lisboa onde a mãe nasceu!"

Ana (com ar esclarecido): "Ahhhhhhh!"

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sábado, 2 de setembro de 2017

Ana, a filósofa

Ana a fazer ginástica em cima da prancha de bodyboard no chão da sala.

- "Que estás a fazer, Ana?"

- "Reflexões..."





[No instagram do blog podem ver a cena in loco]

quarta-feira, 9 de agosto de 2017

Aos 9 de Agosto de 2017, à Ana por ocasião do seu 5º aniversário

 No dia em que fizeste 5 anos não consegui tirar os olhos de cima de ti.

Antecipo-te cada gesto, cada mordiscar de lábio quando estas nervosa, cada arregalar de olho quando estas excitada, cada gargalhada quando estás pronta a fazer um disparate.
Ando neste namoro há cinco anos, de te (re)conhecer, de aprender quem és e como devemos gerir a nossa relação e o nosso afecto, de como te educar e amar, de como viver contigo aqui.
Nem sempre tem sido fácil, não te minto. As maiores dificuldades tem sido gerir as minhas expectativas e projeções, fazer o luto da filha que idealizei e passar a amar a filha que tu és e eu gosto tanto de ti assim tão diferente de tudo o que eu estava habituada a lidar. Não és uma Mini me e hoje sei que ainda bem. Não és uma extensão de mim nem sequer temos traços de personalidade semelhantes. Somos diferentes e complementares e todos os dias aprendemos a vida uma com a outra. E ainda bem.
Aprendi a observar a tua segurança de seres quem és e a incentivar a exploração de todas as tuas características tão únicas e a não cederes só porque os outros constroem, projetam ou esperam de ti. Ninguém tem que esperar. Porque tu és nova, fresca e única.
Não és extrovertida como eu, nem sociável nem eufórica. Não és tímida como o teu pai, nem loba solitária nem introvertida.
Seleccionas bem tudo: a quem entregas o teu afecto, a quem dedicas a tua atenção, as piadas que merecem a tua gargalhada. Não és agradadora nem fazes nada para alimentar o ego dos adultos em teu redor. Estás demasiado ocupada a seres tu.
Aprender-te tem sido melhor desafio da minha vida e fico assim-como nesta foto-como neste dia- espantada e deslumbrada por tudo o que de novo me apresentas com cinco anos: essa segurança, essa confiança, essa certeza de não te quereres dobrar pelos outros quando os outros não te importam, essa firmeza de seres quem és e de esperares- com toda a naturalidade do Mundo- que nem questionemos ou aceitemos mas que simplesmente te amemos assim. E amamos. Tal e qual assim.
Com este deslumbramento no olhar. Há 5 anos que somos mais felizes por tua causa. Não por causa da filha que projetámos ou construímos mentalmente. Mas por causa de ti. Real. Assim.

sábado, 15 de julho de 2017

Olh'á Croácia fresquinha!

                             



"Aqui vai a Croácia quadripolarizada. 
Mais concretamente, as cascatas do parque natural de plitvice. 
Beijinhos "

Filipa Guimarães


Obrigada, Filipa! Adorei!

sexta-feira, 14 de julho de 2017

Ana, a bacon lover

Ana a trautear a música do AGIR: 

- "Ela é linda sem bacon, yeahhh!"

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quinta-feira, 13 de julho de 2017

Ana, a anatómica

Ana está com uma entorse. O médico mandou-a repousar o pé e ir colocando gelo.

"Mãããããe, podes-me trazer outra bolsinha azul gelada para eu pôr na maminha* do pé?"

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(*peito do pé)

segunda-feira, 10 de julho de 2017

Ana, a guarda segredos

"Mãe, a avó comprou-te um presente de aniversário surpresa mas nem penses que eu te vou dizer de que cor é o vestido..."

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sábado, 1 de julho de 2017

O Mundo divide-se... (edição fonética)

... entre as pessoas que conhecem esta música como a música da Lasanha e as que a conhecessem como o hino da Liga dos Campeões.


             

Este será o ano novo blogosférico em que conseguirei pôr as quadripolarizações em dia: é uma promessa!



A minha querida Filomena nunca me falha. Desta feita, temos a Bielorrússia quadripolarizada!

[Temos a Europa praticamente quadripolarizada. Falta apenas quadripolarizar a Albânia, o Azerbeijão, a Bósnia Herzegovina, a Croácia, o Kosovo, a Macedónia, Malta, a Moldávia, a Roménia, a Sérvia e a Ucrânia. Sintam-se à vontade para o fazer, tá? Enviem as V. fotos para quadripolaridades@hotmail.com.]


Conheça todos os países já quadripolarizados aqui.

sexta-feira, 30 de junho de 2017

Os meus amigos podem não ser melhores que os vossos, mas terão certamente um sentido de humor mais peculiar # 39

                                      

"Liliana, tu que estás habituada a cadeirantes esclarece-me: não sei se testemunhei um milagre se uma tragédia..." - mensagem do meu amigo Paulo no chat de facebook. 


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O Mundo divide-se... #edição sopeira

... as pessoas que têm a tábua de engomar e o ferro ao género de instalação artística permanente no meio da sala o ano inteiro e as outras.




suspiro*

Uma pessoa fica aqui a cismar...





Olha se me desse uma travadinha musical destas a mim?


É que - fora de brincadeiras- sou alérgica ao látex.
Sim: ao látex- leram bem.


Quando a realidade supera a ficção que supera a realidade que supera a ficção and so on

"Luciana Abreu apresentou hoje o seu novo tema, 'El Camarón'. Esta música de ritmo latino e muito alegre foi, na verdade, inspirada no choque choque anafilático que a cantora sofreu em janeiro de 2016. Nessa altura, Luciana precisou de ser assistida de urgência no hospital depois de ter ingerido camarão.A cantora ficou sem ar, muito inchada e aflita.Cerca de um ano depois, a cantora usa a sua arte para alertar os fãs para este problema.
 Luciana mostra assim que é capaz de encarar a vida com boa disposição e humor, apesar de nem sempre tal ser fácil."


Oh céus: foi intencional. Esta música é propositada. Oh nossa senhora do marisco me valha!

           

quinta-feira, 29 de junho de 2017

O Mundo divide-se... (edição fonética)

O mundo divide-se entre quem toda a vida cantou "Vamos à la praia" em vez de "Banhar-nos à praia" e os outros.

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Vamos lá voltar à quadrievangilização que já estavamos cheios de saudades




"Olá Pólo Norte,

quadripolarizei o Chipre, mais um país para acrescentares à tua lista!
As fotos são da Petra tou Romiou ou Rocha de Afrodite. Segundo a mitologia é o local de nascimento da deusa Afrodite!

M."

Querida M., desculpa o atraso na publicação de tão nobre quadripolarização, ainda mais com um país à estreia: mea culpa!

Graças a ti temos  agora 91 países quadripolarizados: é muita fruta! Obrigada!



[Chipre quadripolarizado. Todos os países quadripolarizados aqui]

quinta-feira, 22 de junho de 2017

Ana, a varina fashionista

Ana terá que ir vestida de varina para a festa de final de ano lectivo. Chega a casa e informa-nos - a mim e à minha mãe- que tenho que lhe arranjar uma roupa de varina.
A minha mãe saca do tablet e mostra-lhe imagens do google de indumentárias de varinas.
Ana, em choque;

- "Mas não posso levar nenhum dos meus vestidos de princesa de varina?"
- "Não!"
- "Nem a saia de tule cor-de-rosa que a tia me fez?"
- "Não, Ana. temos que te arranjar uma roupa parecida com estas que a avó te está a mostrar no tablet"

Fica em silêncio, estica o dedo indicador e começa a acená-lo em sinal negativo:

- "Epá, para isso não contem comigo!"



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segunda-feira, 12 de junho de 2017

Ana, a groupie

Uma amiga minha acabou de ter bebé.

Pergunta-me a Ana como se chama a recém-nascida.

"Chama-se Luisa, filha!"

"Hummm. Luisa Sobral?"

quinta-feira, 8 de junho de 2017

Está oficialmente inaugurada a silly season




"Al bailar el mundo entero comendo marisco
Que es la fiesta del camarón

 Camarón, camarón, hay que picazón ´
Se me pone la cara roja y mi palpita el corazón"

Epá, nem sei que diga...


[Aguardo pelas faixas da ameijoa, da conquilha e do mexilhão...]

 [Ainda fui ver duas vezes se não era a Ana Malhoa. Juro. ]

quarta-feira, 7 de junho de 2017

Ana, a competitiva (parte 2)

Eu: "Ai, que eu não sei do porta-chaves! Perdi as chaves!"

Mámen: "Olha, isto hoje está bonito... Eu perdi os óculos de sol e não os encontro"

Ana: "Ah, eu também perdi..."

Nós (em uníssono): "Perdeste o quê?"

(alguns segundos de hesitação, afina a voz e começa a trautear)

"... o dó da minha viola!"


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terça-feira, 6 de junho de 2017

Ana, a competitiva

Na passada sexta-feira fui apresentar uma comunicação sobre o meu trabalho a uma conferência no ISMAI. 

 No final, o Prof. Dr. Francisco Machado na qualidade de coordenador do evento ofereceu-me um prato da VIsta Alegre e uma medalha institucional. 

Diz a Ana (que desta vez esteve na plateia) na viagem de regresso: 

"Mãe, recebeste uma medalha?" 

"Sim, Ana". 

"Ehhh lá! Ganhaste aos outros todos? Então foste tu que ganhaste aquilo tudo, foi?" 

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Coisas bonitas em Junho: Ariana, (a) Grande



"What's wrong with the world?"

E penso na minha máxima da idade adulta: ""When injustice becomes law, resistance becomes duty."

Bravo, Ariana (a) Grande!



Letra para a comunidade surda:

[What's wrong with the world, mama
People livin' like they ain't got no mamas
I think the whole world addicted to the drama
Only attracted to things that'll bring you trauma
Overseas, yeah, we try to stop terrorism
But we still got terrorists here livin'
In the USA, the big CIA
The Bloods and The Crips and the KKK
But if you only have love for your own race
Then you only leave space to discriminate
And to discriminate only generates hate
And when you hate then you're bound to get irate, yeah
Madness is what you demonstrate
And that's exactly how anger works and operates
Man, you gotta have love just to set it straight
Take control of your mind and meditate
Let your soul gravitate to the love, y'all, y'all
People killin', people dyin'
Children hurt and you hear them cryin'
Can you practice what you preach?
Or would you turn the other cheek?
Father, Father, Father help us
Send some guidance from above
'Cause people got me, got me questionin'
Where is the love (Love)
Where is the love (The love) [2x]
Where is the love, the love, the love
It just ain't the same, old ways have changed
New days are strange, is the world insane?
If love and peace are so strong
Why are there pieces of love that don't belong?
Nations droppin' bombs
Chemical gasses fillin' lungs of little ones
With ongoin' sufferin' as the youth die young
So ask yourself is the lovin' really gone
So I could ask myself really what is goin' wrong
In this world that we livin' in people keep on givin' in
Makin' wrong decisions, only visions of them dividends
Not respectin' each other, deny thy brother
A war is goin' on but the reason's undercover
The truth is kept secret, it's swept under the rug
If you never know truth then you never know love
Where's the love, y'all, come on (I don't know)
Where's the truth, y'all, come on (I don't know)
Where's the love, y'all
People killin', people dyin'
Children hurt and you hear them cryin'
Can you practice what you preach?
Or would you turn the other cheek?
Father, Father, Father help us
Send some guidance from above
'Cause people got me, got me questionin'
Where is the love (Love)
Where is the love (The love)? [6x]
Where is the love, the love, the love?
I feel the weight of the world on my shoulder
As I'm gettin' older, y'all, people gets colder
Most of us only care about money makin'
Selfishness got us followin' the wrong direction
Wrong information always shown by the media
Negative images is the main criteria
Infecting the young minds faster than bacteria
Kids wanna act like what they see in the cinema
Yo', whatever happened to the values of humanity
Whatever happened to the fairness and equality
Instead of spreading love we're spreading animosity
Lack of understanding, leading us away from unity
That's the reason why sometimes I'm feelin' under
That's the reason why sometimes I'm feelin' down
There's no wonder why sometimes I'm feelin' under
Gotta keep my faith alive 'til love is found
Now ask yourself
Where is the love? [4x]
Father, Father, Father, help us
Send some guidance from above
'Cause people got me, got me questionin'
Where is the love?
Sing with me y'all:
One world, one world (We only got)
One world, one world (That's all we got)
One world, one world
And something's wrong with it (Yeah)
Something's wrong with it (Yeah)
Something's wrong with the wo-wo-world, yeah
We only got
(One world, one world)
That's all we got
(One world, one world)]

sexta-feira, 5 de maio de 2017

Ana, a atrevida

Ana-"- Avó, tens medo que a minha mãe ralhe contigo ?

Minha mãe- "Não! Achas que eu tenho medo da tua mãe? Era mais o que faltava!"

Ana-" Avó, olha então dá -me um gelado! "

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quinta-feira, 4 de maio de 2017

O Mundo divide-se (edição "fuck my life")

O Mundo divide-se entre as pessoas que já enviaram um email com a frase "junto envio-lhe um peido" ao invés de "junto envio-lhe um pedido" e as outras. 

Bom dia!



Quando o nosso filho crescer
Eu vou-lhe dizer
Que te conheci num dia de sol
Que o teu olhar me prendeu
E eu vi o céu
E tudo o que estava ao meu redor
Que pegaste na minha mão
Naquele fim de verão
E me levaste a jantar
Ficaste com o meu coração
E como numa canção
Fizeste-me corar

Ali
Eu soube que era amor para a vida toda
Que era contigo a minha vida toda
Que era um amor para a vida toda. (bis)

Quando ele ficar maior
E quiser saber melhor
Como é que veio ao mundo
Eu vou lhe dizer com amor
Que sonhei ao pormenor
E que era o meu desejo profundo
Que tinhas os olhos em água
Quando cheguei a casa
E te dei a boa nova
E que já era bom ganhou asas
E eu soube de caras
Que era pra vida toda

Ali
Dissemos que era amor para a vida toda
Que era contigo a minha vida toda
Que era um amor para a vida toda. (bis)

Quando ele sair e tiver
A sua mulher
E quiser dividir um tecto
Vamos poder vê-lo crescer
Ser o que quiser
E tomar conta dos nossos netos
Um dia já velhinhos cansados
Sempre lado a lado
Ele vai poder contar
Que os pais tiveram sempre casados
Eternos namorados
E vieram provar

Que ali
Vivemos um amor para a vida toda
Que foi contigo a minha vida toda
Que foi contigo a minha vida toda

Que ali
Vivemos um amor para a vida toda
Que foi contigo a minha vida toda
Foi um amor para a vida toda

Foi um amor para a vida toda

Carolina Deslandes

quarta-feira, 3 de maio de 2017

Ana, a palhacinha

Estendem-lhe um papel e pedem-lhe que desenhe a mãe caso ela fosse uma super heroína (sim, foi o mesmo no dia do Pai, avaliando pelas minhas amigas mais íntimas a pergunta é a mesma por esta data há vários anos). 
Ana vira as costas com o papel para o devolver- vazio- cinco segundos depois. 

"Então, Ana? Não queres desenhar?"

"Já está! Se a minha mãe fosse uma super heroína era a mulher invisível". 


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terça-feira, 7 de março de 2017

O Mundo divide-se entre...

... as pessoas que contam os dias que tem cada mês socorrendo-se dos nós dos dedos e as outras.

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

O S. Valentim é quando uma ursa quiser...

         

Amizade em tempos de cólera




Ser amigo não é uma tarefa fácil. Falo quer do ponto de vista do emissor da amizade como do receptor, nesta dupla função que todos desempenhamos naquele que, a meu ver, é o único papel que implica reciprocidade.
Pode-se estar apaixonado sem ser correspondido. Pode-se ser amado ser amante. Mas amigo, não. Pode-se até gostar de pessoas quem nem estão aí para nós, ou que ignoram a nossa existência ou que- simplesmente- lhe são indiferentes. Eu, por exemplo, gosto muito do Jorge Palma e ele não está nem aí para mim. Nem sempre- aliás, na maioria das vezes- as pessoas de quem gostamos têm que ser  nossas amigas, embora muita gente tenda a confundir as coisas e achem que" gosto, logo existo como amigo".
Eu não tenho vida para ter um rancho de amigos, embora a minha vontade e motivação idealista gostasse de acenar afirmativamente que, sim senhora, vamos lá  a isso, all together now. 
Ser amigo desgasta e cansa e é preciso força anímica para isso. Para gostar não, gosta-se como se respira, com naturalidade ou porque nos agradam os valores da pessoa, ou porque simpatizamos com os seus modos ou apreciamos a sua companhia. Ou, no meu caso patológico com o Jorge Palma , porque se admira a inteligência, a voz e a poesia. Mas isso não faz se nós amigos.
Há alturas na vida em que é difícil ser amigo. E nem é nas alturas em que dá trabalho, gasta-se energia, precisamos de dedicar tempo, paciência, ajeitar os ombros para lhos chorarem em cima, mudar as nossas vidas para estar presente ou apoiar quando nem se concorda. Ser amigo é especialmente difícil quando o amigo, do lado de lá, fica quieto e sossegado e pede um tempo.
Dar um tempo no amor é duro mas está na cartilha das relações e implica uma de duas estratégias: a célebre técnica do EAP (encostar à parede) do "ouve lá, queres tempo, compra um relógio, seu bandido! Onde já se viu? Eu dou-te um tempo, ah se dou! Queres andar aí a mijar fora do penico em reflexões do "problema-não- és-tu-sou-eu" e esperas que depois eu esteja aqui à tua espera de braços abertos, à tua mercê, era mais o que faltava, tira mazé o cavalinho da chuva, espera lá mas é sentado!"; ou a técnica do choro, crise existencial e drama melodramático que encurta o tempo para meio dia e "vamos fazer as pazes e o sexo louco e desenfreado e já passou!"
Na amizade ninguém está habituado a pedir tempos. As pessoas ficam muito confusas quando a outra pessoa diz que não lhe apetece ir ao cinema sem inventar uma desculpa que não magoe nem fazendo o sacrifício para agradar à amizade. Na amizade quase ninguém percebe que a necessidade de silêncio, de afastamento, de resguardo ou apenas de solidão não implica zanga, discórdia, mágoa ou cólera e que aquilo do "o problema não és tu, sou eu" não é a balela que se pratica no amor.
Amar é mais fácil que ser-se amigo. Amar é uma acção, um estado de espírito, uma forma de viver. Ser-se amigo é uma parte da nossa existência, é um contínuo, um bocado de ser. Por isso não se pode amar sem gostar com todos os altos e baixos que traz o amor, a paixão e os sentimentos em looping dentro de nós. Pode-se amar sem ser amado com toda a dor, raiva, zanga e revolta em looping dentro de nós. Amar é uma viagem de montanha russa. É uma corrida de obstáculos, uma prova de atletismo que se renova, um triatlo constante
Ser amigo implica gostar mas é mais restrito porque pode-se gostar de muita gente sem sermos seus amigos mas não se pode ser amigo sem que o destinatário da nossa amizade goste de nós. Ser amigo é extremamente exclusivo porque implica essa reciprocidade, essa lealdade, esse respeito pelo outro como parte integrante de nós, essa compreensão dos tempos e dos espaços, da necessidade de presença ou de afastamento, essa gestão astuta da "presência", essa certeza de que- aconteça o que acontecer- eu farei a minha parte para preservar isto que há entre nós para sempre. Mesmo que não compreenda, mesmo que não concorde, mesmo que seja difícil de aceitar. Gostar e ser gostado é o compromisso mais sério desta vida. Ser amigo é uma viagem de cruzeiro. Uma viagem em alto mar. Uma maratona.

Obrigada aos meus amigos que respeitam os meus tempos. Que não exigem. Que não cobram. Que perdoam e relevam. Que percebem a necessidade de silêncio, de afastamento, de solidão. Que sorriem face à ausência de telemóvel. Que quando me encontram sorriem como da primeira vez. Ninguém pode gostar do outro e deixar-se gostar sem ter os seus tempos acertados, os seus espaços individuais arrumados, a sua energia recarregada, Obrigada por esperarem, sempre. Por se manterem. Por continuarem aí, para mim.

Levantei-me da rede. O meu coração é vosso.

[Feliz Dia dos Amigos.
Porque  o Dia dos Amigos é quando uma ursa quiser. ]

terça-feira, 24 de janeiro de 2017

segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

O Mundo divide-se entre...

... as pessoas que se queixam do frio e as pessoas que se queixam das pessoas que se queixam do frio.

sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

Aos 13 de Janeiro de 2017 por ocasião da comemoração do nosso 18º aniversário de namoro




18 anos.
Pode, finalmente, sair à rua em traje de festa.
Pode disfarçar os restos de acne que acusam a sua recente adolescência, colocar maquilhagem para parecer mais adulto e sorrir com o sorriso de sempre, feliz por existir. Por resistir.
Pode não se arrepender dos erros, pode lembrar-se de cada aprendizagem, pode colecionar memórias de dias solarengos e chuvosos, pode sentir nos ossos e nas rugas a passagem do tempo. E sentir-se confiante por tudo o que viveu e o que tem para viver,
Pode assinar os seus papéis, ser encarregado da própria educação, gerir a sua vida sozinho.
Pode beber para comemorar, ter porte de arma para matar intrusos, militar-se no partido do felizes para sempre.
Pode fazer uma tatuagem na pele com a certeza que nunca se vai arrepender, fazer um piercing só por rebeldia, sentir-se crescido, adulto e confiante.
Pode votar nas suas opções, conduzir em todos os seus caminhos, ser responsabilizado pelas suas decisões.
Pode, este amor, ser independente, decisor, livre.
Pode ser o amor de sempre. Desde o primeiro dia. Com todas as suas perfeições e imperfeições. Toda a vida vivida. Toda a essência que o fez chegar aqui.
Pode fazer tudo o que lhe der na real gana.

Amor Maior.
Pode ser, exactamente, como sempre foi.

[Parabéns a nós.]

sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

Uma quadripolarização especial



Esta é a minha melhor amiga.
Quando percebi que ela estava apaixonada por um muçulmano torci o nariz, desconfiei muito, e só não agoirei porque gosto tanto dela que não podia torcer para que desse errado uma coisa que ela queria tanto que desse tanto certo.
Não acolhi o novo membro do clã como ele merecia. Deixei o meu preconceito, os meus estereótipos, o meu etnocentrismo dominar-me durante muito tempo, mais do que o razoável, demais o suficiente para me envergonhar.
Foi um processo moroso o de dar hipótese à pessoa em detrimento da sua religião, dos seus costumes, dos seus hábitos.
Hoje gosto muito dele. Mais do que alguma vez imaginava. Senti-o verdadeiramente quando, passados muitos anos, no último Verão nos abraçámos na maternidade. Ela não viu o abraço. Mas foi um abraço muito bonito e sincero, muito sentido.
Partilhei com ele um dos dias mais bonitos das suas vidas. Talvez o mais bonito de todos. Estava lá, não só testemunha de uma sobrinha especial, como a participar naquela bênção.
A minha sobrinha é filha de uma judia e de um muçulmano como se fosse um prenúncio do entendimento israelo-árabe, mais do que tolerância: de celebração da diversidade.
Esta quadripolarização do Líbano aconchega-me mais do que todas as outras. É a quadripolarização de uma amizade sem fronteiras. Que derruba todos os preconceitos, estereótipos, intolerância e sentimentos que, hoje, muito me envergonham.
À sua maneira, é uma quadripolarização de amor.


 [Líbano quadripolarizado. Todos os países quadripolarizados aqui]

quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

Eu avisei que em 2017 ia rebentar com o rácio de quadripolarizações por mês


"Quadripolarizámos o Japão!
Achei que o castelo Himeji, o "cisne branco", ficava bem na tua colecção. "

Beijo enorme com uma pontinha de inveja, querida Luisa.
Mil obrigadas com sabor a sushi!

 [Todos os países quadripolarizados aqui]

segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

O Mundo divide-se entre...

... quem passa TODAS as refeições dos primeiros dias do ano novo a morfar os restos das Festas e os outros.


E a estrear o ano quadripolar


... Israel finalmente quadripolarizado pela querida Andreia!

<3


 [Todos os países quadripolarizados aqui]

sexta-feira, 25 de novembro de 2016

Ana: a fashionista

A Ana e a minha mãe às compras:


Minha mãe: "Ana, escolhe lá quais as botas que queres que a avó te compre!"

Ana (apontando para umas botas de cano alto): "Avó, quero aquelas!

Minha mãe: " Essas não,essas são para meninas crescidas!"

Ana (insistindo): "Avó, mas eu gosto tanto!"

Minha mãe: "Ana, tem paciência, mas não. Escolhe umas destas pequeninas. Quando fores mais crescida a avó dá -te umas dessas... "

Ana (frustrada): "Avó, mas eu já tenho muitas botas de MANGA CURTA e gostava tanto de ter umas de MANGA COMPRIDA... "

quinta-feira, 24 de novembro de 2016

Quando voltas a blogar todos os dias, Pólo Norte?

Hoje.



[Obrigada, Vanessa! És a maior!]

Esta coisa do Thanksgiving



Agradeceria à minha mãe em primeiro e último, como se o ciclo fosse todo dentro dela (porque o é). Ao meu pai pelo contributo genético que me deu e que, de quando em vez, muito me dá jeito. Aos meus avós pela sabedoria da humildade, pela bondade, pela generosidade, pelo Minho nas veias, pelo amor sem contrapartidas nem regras. À minha tia pelo amor diferente, materno-fraternal, uma coisa de cromossoma X, de mãe sem exigência, de cumplicidade fraternal. Aos meus tios pela testosterona que o meu pai me privou, pela protecção, pelo sentir de pertença. À minha prima, por existir, não precisa de fazer mais nada, a existência dez anos depois de mim perdoam-lhe tudo, justificam-lhe tudo, dão-lhe charme em tudo. 
Ao Rui pelo plural que me trouxe e do qual não quero abdicar, pela família que somos agora, pela Ana, pelo amor que se escolhe e se deixa ser escolhido. À Ana por fazer com que tudo faça sentido, por ser o meu amor de sempre e para sempre, fechada no ciclo que desenhou em mim. 
Aos amigos, os que partiram e os que ficaram, aos que resistem e os que insistem por darem recheio a tudo isto, que são o tijolo e o cimento desta estrutura maior, isolamento térmico das paredes da minha vida. 
Sempre a pessoas. Porque a minha vida são as pessoas. 
À minha mãe, outra vez, por tudo o que me fez e que me permite ser hoje grata por quem sou e saber agradecer. 
Ao meu pai, outra vez, por tudo o que não me fez e que me permite hoje ser grata por quem me tornei e, por isso, ter necessidade de a tantos agradecer. 
Ao Rui e à Ana, amores da minha vida. 



[Tanta merda que copiam, halloweens e coisos e isto que até é bonito assobiam para o lado. Ide cagar à mata, pá!]

terça-feira, 8 de novembro de 2016

Ana, a raínha do equídeo-gado

A nova tara da Ana são unicórnios. A Elsa já se reformou (e nem quero pensar na quantidade de coisas frozenianas que tenho cá por casa), a Rapunzel não chegou a ficar velha e andamos numa fase pouco virada para personagens de filmes de animação. 
Não sei como aterrou a tara dos unicórnios cá em casa mas já não suporto os poneys mono-cornos e já vomito os bichos por todos os poros. 
Como se está a aproximar o Natal e porque a Ana fala de unicórnios com tooooda a gente achei por bem deixar um aviso público a toda a minha rede. Qualquer coisa como um status de facebook a suplicar a pedir: "Amigos queridos, POR FAVOR, não dêem todo um Mundo de unicórnios à miúda pelo Natal sob pena dela passar a ser a raínha do equídeo-gado!"
Claro que os meus amigos são uns estupores fofinhos e a minha amiga Sandra, feliz proprietária da Babyblue e estupora fofa que só ela, decidiu que não ia esperar pelo Natal para me desafiar dar um miminho à Ana e cá vai disto:

Estou preocupada com esta nova paixão da petiza e vou escrever baixinho o porquê:

A avaliar pela mochila, temo que a miúda me consiga unicórnio-evangelizar fácil, fácil. Humpft!

O Mundo divide-se entre...

... a possível vitória de Hillary Clinton nas eleições de hoje e a possibilidade do Mundo deixar de se dividir no quer que seja.

quarta-feira, 2 de novembro de 2016

segunda-feira, 31 de outubro de 2016

Neste momento ele está dentro de um avião..

 
 
... e eu estou ansiosa como uma adolescente a esperá-lo.
Um companheiro de uma vida acaba por se tornar em família, quer queiremos quer não, como se a vida antes dele chegar fosse embrionária nestas coisas do amor passional, do amor da conchinha na cama, do amor do cafuné no sofá, do amor da canja levada à cama quando estamos doentes e do amor do ADN misturado num filho a dois.
Há muito tempo que não estávamos separados tantos dias seguidos e é bom perceber que somos independentes, que o curso do dia segue fluido independentemente da presença um do outro, que não precisamos funcionalmente um do outro e que é isso tudo que faz com que termos decidido ficar um com o outro, que faz sabermos que estarmos juntos é sempre melhor que estarmos sós, que termos decidido ser um plural sem precisarmos um do outro mas por gostarmos tanto um do outro, torna tudo mais mágico e especial.
Um companheiro de uma vida acaba por ser parte de nós, ter lugar nos espaços que percorremos todos os dias e ter timings certos nas horas dos nossos dias.
E o bom disto das saudades é que são provisórias e não tarda muito ele está aqui a contar-me como foram os seus dias, o que aprendeu, o que me quer ensinar e todas as histórias que viveu na ausência de nós enquanto plural que somos. E o bom disto das saudades é que a distância não muda nada e não tarda nada eu conto-lhe como foram os meus dias, o que vivi, o que memorizei para não me esquecer de lhe contar e todas as pequenas histórias que vivi na ausência de nós como plural que somos. E o bom disto das saudades é lembrarmo-nos, por força da separação dos dias, da bifurcação provisória dos caminhos, que somos seres individuais e que essa individualidade se mantém e se pode transportar até ao reencontro do plural que somos.
Neste momento ele está dentro do avião. "Coração ao ar!"- assim está o meu. O bandido conquistou-me para todo o sempre.
E, sim, o bom disto das saudades é que estão quase a terminar. Um companheiro de uma vida faz parte de nós mesmo quando não estamos nós. Sim, estamos. Porque nós, independentemente de onde cada um de nós estiver no tempo ou no espaço, somos sempre um nós.
Um plural mesmo bom.

domingo, 30 de outubro de 2016

A fé que as minhas amigas têm em mim

De repente, aparece a sugestão de fazermos um cookbook club (a ideia é que um grupo de amigas fazem receitas todas do mesmo livro e se juntem para partilhar os resultados e... comer).
 
Adivinhem lá a quem foi dirigido o seguinte comentário:

"Tu levas bebidas!"

...

...

...

Os Jogos Paralímpicos já se acabaram, continua a luta e nem sempre "they can"

segunda-feira, 5 de setembro de 2016

Quadripolarização durante despedida de solteira? Done!


"Olá Pólo,
Finalmente segue a quadripolarização de Maastricht, na Holanda.
Tirei a foto na minha despedida de solteira, daí aquele belo ovo a adornar a paisagem, com que tive de andar todo o dia!
Coloquei "we ❤ pólo norte!" Porque efectivamente é assim, eu e 4 amigas, tudo emigrado na Holanda, somos tuas leitoras assíduas! (Ana M.,  Ana R., Liliana, Magda e Joana).
Espero que gostes! 
Bjinhos

Ana M"


Adorei, querida Ana! Que cuides dos tempos de casada que aí vêm como cuidaste desse ovo: com cuidado e zelo.

Beijinhos enormes para ti e para a outra Ana (vivam as Anas), a minha xará Lilas, a Magda e a Joana


 [Todos os países quadripolarizados aqui]

sábado, 3 de setembro de 2016

Para os meninos ursos, muitos anos de amor

"Quando acordaram de manhã, na mesma cama, ela disse-lhe que queria ter um passado com ele. Não era um futuro, que é uma coisa incerta, mas um passado, que é isso que têm dois velhos depois de passarem uma vida juntos. Quando disse que queria ter um passado com alguém, queria dizer tudo. Não desejava uma incerteza, mas a História, a verdade." 

Afonso Cruz in "Jesus Cristo Bebia Cerveja" (Alfaguara)


Estamos de partida para assinalar a data em que assumimos perante o Deus em que ele acredita e as pessoas em que eu mais acreditei e acredito na vida que, sim senhor, queríamos tentar ser o final feliz um do outro. 


Muitas vezes temo-lo conseguido.
Hoje também. 

sexta-feira, 2 de setembro de 2016

Só por causa das tosses...

Lombok(Indonésia)-Kuta, Selong Balanak Beach

Lombok(Indonésia) -Sengigi Beach

Os amigos das outras pessoas trazem-lhes ímans, canecas e t-shirts deprimentes como recuerdos das férias.
As minhas quadripolarizam-me os sítios como se espetassem uma bandeira de amizade quadripolar pelos sítios por onde passam.

Obrigada, querida Marta.


 [Todos os países quadripolarizados aqui]

quinta-feira, 1 de setembro de 2016

"Eu não quero ser bonita, eu quero ser respeitada."





Da estralópiteca São João, minha amiga e artista da cassete pirata no seu "Não mudes nunca"

O Mundo divide-se entre...

... quem está de férias em Agosto e os outros.

E assim começa Setembro...


E Singapura- pelas mãos da querida Marta na infinity pool do Marina Bay Sands- está quadripolarizada!

Obrigada, Martinha!


[Todos os países quadripolarizados aqui]

terça-feira, 30 de agosto de 2016

We’re The Superhumans!

“We’re The Superhumans” é a campanha de apoio do Channel 4 à equipa Paralímpica Inglesa nos Jogos Paralímpicos do Rio de Janeiro.

Ao som de " I Can” assistimos a garra, superação, espírito de sacrifício, esforço, trabalho, disciplina, talento e, feito de tudo isto, desporto.

Brilhante!

              

sábado, 13 de agosto de 2016

O Mundo divide-se entre...

... quem prefere aletria e quem prefere arroz doce.

MÃEGYVER| Festa das sereias

Quando a Maria João me apresentou os serviços da Party Lovers, numa fase em que me apetecia tudo menos pensar em festas, preparativos, lanche, decoração da mesa, pude finalmente suspirar. 
Adoro organizar as festas da Ana, adoro a excitação que antecede o grande dia, o entusiasmo da Ana, a escolha do tema, o facto das minhas grandes amigas, entre as quais a madrinha da Ana, se envolverem e participarem na organização de tudo mas este ano não tinha energia nem ânimo, motivação ou disponibilidade mental para o fazer. 
E se, por um lado, gosto de acompanhar tudo, de controlar todos os detalhes, de pôr o meu amor em cada pormenor, este ano tive que me resignar à minha incapacidade para o fazer com a atenção e dedicação que a minha filha merece e confiar em alguém que fizesse a minha vez. E não me arrependi pois a Maria João percebeu o que a Ana queria e concretizou cada ideia, cada desejo, cada detalhe e organizou a festa com um ingrediente essencial, o único segredo que garantia que não se notasse a minha ausência de todo este processo: amor. 
E assim foi. O tema estava escolhido desde há meses e era Rapunzel mas, como é apanágio da minha filha, a duas semanas antes do dia, decidiu alterar a temática e andava a suspirar por uma festa com sereias. Sabíamos que queríamos um lanche de final do dia para respeitarmos as sestas de quem ainda faz sesta, para evitarmos as horas de maior calor e para conseguirmos que quem trabalha pudesse juntar-se a nós no final do expediente e foi a melhor ideia de sempre. 

Convite: Ditongo

Quanto ao espaço - e devido a todas as circunstâncias familiares- andámos à procura de um espaço que não a nossa casa (embora tenhamos espaço exterior) e, num instante, a escolha recaiu na Quinta do Marquês,  mesmo ao lado de casa, um sítio que conheço desde sempre, onde brinquei muito em criança e fui muito feliz e que é, agora, também um local maravilhoso para festas, com um espaço exterior fresco e cheio de sombras, espaçoso e ideal para as correrias das crianças, a instalação de insufláveis e trampolins e com sombras onde os crescidos podem usufruir sentados em poufs fofos e confortáveis. Em suma: perfeito!



´



Tivemos sorte com a tarde e uma brisa refrescou-nos durante toda a festa. Percebi este ano, pela primeira vez, que havendo um insuflável e um trampolim, a festa está feita para os mais pequenos e nunca mais abdicarei destes. Os miúdos puderam correr e saltar à vontade, tiveram espaço para gastar energias e sentirem-se livres  e não passaram a vida "em cima" dos adultos, que puderam usufruir da festa, descansados, uma fez que o espaço estava resguardado e exclusivo para usufruto dos convidados da Ana, sentindo todos uma liberdade, uma descontracção e uma sensação de segurança partilhada. Obrigada à querida Vera da Quinta do Marquês por todo o apoio que nos deu, pela simpatia e disponibilidade constantes e parabéns pelo projecto que tem tudo, tudo, para continuar a ser o maior sucesso!
Depois? Depois aconteceu magia pelas mãos da Maria João da Party Lovers que  decorou todo o espaço interior e exterior de uma forma querida e criativa que fez as delícias de todos mas, em especial, da Ana: afinal, havia sereias! Sereias por toda a parte!



sexta-feira, 12 de agosto de 2016

Aos 9 de Agosto de 2016: à Ana por ocasião do seu 4º aniversário



Fazes quatro como uma espécie de teste de equilíbrio que trouxeste às nossas vidas.

És o meu maior amor e amar-te faz parte de mim como respirar, ter pulsação ou sorrir involuntariamente quando estou feliz.
Amo-te pelo que és e somos tão diferentes em tantas coisas. Amo-te pelas novidades que me trazes todos os dias, pela pessoa que te revelas a cada momento como um tesouro no fundo do mar, que se descobre devagarinho, quando mais fundo se mergulha, quanto mais abertos conseguimos manter os olhos debaixo de água, quanto mais crescemos juntas, tu e eu.
Amo-te em todas as nossas diferenças de personalidade, de gostos, de reacções ou formas de estar. Amo-te em cada reacção, em cada acção, em cada gesto, em cada obstáculo ultrapassado, em cada conquista, em cada resposta, em cada "amo-te, mamã!" que me dizes de repente, em cada birra, em cada pedaço de ti.
Nasceste dia 9 e eu sei que não foi por acaso. Trouxeste às nossas vida esta prova dos nove e alertaste-nos para cada erro, acertaste todas as contas das nossas vidas, puseste cada coisa, cada emoção, cada afecto, cada pedacinho do coração no sítio certo, sem margem de erro, sem subtracções nem divisões, só somas e multiplicações. E exponenciais.
Somos maus de matemática, nós os teus pais das letras e dos desenhos, das histórias e das cantigas, dos colos e das cavalitas, dos abraços de família. Tu trouxeste-nos a magia dos números que amas, das contas que te desafiam, dos dedos estendidos a fazerem cálculos, da prova dos nove e deste quatro que fazes hoje, como um teste de equilíbrio que trouxeste às nossas vidas.
Um teste de equilíbrio superado.
Fazes quatro, querida Ana, com o equilíbrio das 4 estações do ano, com a precisão das pontas dos compassos e com a plenitude dos quatro elementos. Com o espanto de um trevo de quatro folhas. 
Quatro anos, querida filha: olhos de água, cabelo de terra, coração de fogo e sorriso do ar que faz todo o céu.

Feliz Ano Novo, meu amor. Para sempre.


[Texto escrito a 09-08-2016]
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