quinta-feira, 19 de dezembro de 2019
quarta-feira, 4 de dezembro de 2019
AçoriANA
“O Pico continua a ser a minha ilha preferida, mãe!”
“Porquê, Ana?”
“São Jorge cheira a casa, a Terceira cheira a mel, São Miguel cheira a àgua mas, ó mãe, o Pico cheira a nuvens!”
sábado, 30 de novembro de 2019
Quasi-fecho de 2019
O final de 2019 foi uma espécie de auto-redenção.
Decidi deixar de procrastinar e tomar a rédea de muitas coisas pendentes e para as quais me faltava energia, motivação ou fé de que conseguiria fazer, avançar ou mesmo alcançar.
Depois voltei a ficar doente e tinha tudo para me auto-boicotar e - oh senhores!- se eu sou especialista no auto-boicote.
Mas bastou mexer uma peça para tudo se desalinhar e eu ter-me visto na obrigação de agir. Tipo dominó. Mesmo.
Foi o novo trabalho, que trouxe uma nova rotina, uma nova colega (gosto tanto dela), novos assuntos, novas aprendizagens. E, de repente, um novo eu se debruçou perante mim mesma. E vieram coisas a seguir.
Num instante (relativo) resolvi de forma assertiva o problema de saúde, sem hesitações nem pudores. Decidi que não queria gastar energia com relações difíceis e deixei gente para trás sem arrependimento nem temores mas também sem zanga nem raiva ou rancor. E decidi que ia recuperar a única amizade antiga cuja perda me feria estruturalmente e estamos num processo apaziguador e quentinho de reaproximação. Decidi que escrever me fazia mesmo falta e ressuscitar o blog, sem pressões nem auto-cobranças, com a liberdade que tanto me dá prazer. E comprar um sofá grande, enorme, onde possamos ver televisão os três aninhados e enrolados uns nos outros e jogar jogos de tabuleiro lá em cima sentados à chinês e tudo o que nos apetecer. E escolhi a forma como quero entrar nos meus 40 anos.
Falta agarrar em um ou dos temas pelos cornos, mas sinto que estou a caminho.
E agora voltei a ser loira que é como me sinto mais eu e, sendo a questão mais frívola de todas, talvez represente tudo aquilo que vos quero dizer. Fez-se assim uma espécie de luz: dentro e fora da cabeça.
Em mim.
terça-feira, 26 de novembro de 2019
Ana, a tocar-me nas feridas desde 2012
"Mãe, tens medo de tigres?"
Não.
"E de alturas?"
Não.
"E de cobras?"
Não.
"E de sítios fechados?"
Não.
"E de ratos e ratazanas?"
Não.
(Faz a pausa e um sorriso de quem tem uma carta invencível na manga)
" E da avó?"
Não.
"E de alturas?"
Não.
"E de cobras?"
Não.
"E de sítios fechados?"
Não.
"E de ratos e ratazanas?"
Não.
(Faz a pausa e um sorriso de quem tem uma carta invencível na manga)
" E da avó?"
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domingo, 24 de novembro de 2019
Ana, a comentadora oficial do The Voice
“Ó mãe, mas o Joker trabalha em todo o lado?!”
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sábado, 23 de novembro de 2019
Ana, a anti-discurso motivacional
"A avó disse que bastava eu querer muito uma coisa e tornava-se possível mas é tão mentira: bem que eu podia querer lamber o meu próprio cotovelo que tinha cá uma sorte..."
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quarta-feira, 20 de novembro de 2019
A primeira quadripolarização do come back
"Olá Pólo Norte.
Tirei esta foto em Maio, no Quirguistão, no dia em que dormi com uma família nómada, num yurt.
Não cheguei a enviar porque o blogue estava sem actividade, mas agora que voltou (felicidade!), vamos dar continuidade a esta cruzada quadripolar!
Continue desse lado, que nós, deste, lemos e agradecemos.
Beijinhos"
O Mundo divide-se ...
... entre as pessoas que acham que as piores reuniões da vida são as de pais nas escolas das crias e as que acham que são as de condomínio com os vizinhos de prédio.
terça-feira, 19 de novembro de 2019
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