... entre quem diz vâcina e quem diz vácina.
segunda-feira, 28 de dezembro de 2020
sexta-feira, 25 de dezembro de 2020
quarta-feira, 23 de dezembro de 2020
segunda-feira, 21 de dezembro de 2020
Acredita piamente no Pai Natal (e não lhe mente)
“Mas às vezes gosto de um bom drama”
Como não amar a honestidade da Ana na carta ao pai Natal aos 8 anos?!
sexta-feira, 18 de dezembro de 2020
O day after
“A sério, mãe? A sério? Opá e se a Luz* me quer fazer a folha?! A sério, mãe? Que se lixe a Luz! Vou desmaiaaaarrrrr!”
[*a Luz é a namorada da Carlos Manuel na série...]
quinta-feira, 17 de dezembro de 2020
Não me queixo de monotonia
sexta-feira, 20 de novembro de 2020
Nossa senhora da gataria me proteja
Comprámos duas guppies fémeas e introduzimos no aquário que estava com imensos guppies. De repente começam a ser dizimados e eu "ai caraças, queres lá ver que as putas das peixas me estão a comer os outros todos e o camandro!"
Ontem à noite olho para o aquário e se isto não é uma aparição da Nossa Senhora da gataria, acho que ...
segunda-feira, 16 de novembro de 2020
O Mundo divide-se entre...
... quem anda a googlar cenas da monarquia britânica e os outros.
[Amantes de "The Crown" unidos!]
quarta-feira, 11 de novembro de 2020
domingo, 1 de novembro de 2020
8 anos
Porque é que não há comida azul? Porque é que os chás e o atum vêm em latas e as salsichas e o grão em frascos? Os búzios namoram com as conchas? Porque é que os famosos querem ser famosos se depois não gostam que os reconheçam e falem com eles? Porque é que os homens baixos não usam sapatos de salto alto? Os nervais têm poderes mágicos debaixo de água? Porque é que há queijo de vaca, cabra, ovelha e não há de porco? Porque é que o Japão que é uma ilha inventou o sushi para conservar o peixe e os Açores inventaram pacotes de leite e queijo? Porque é que há quem ache que o mundo não é redondo e embirram é com as crianças que acreditam em fadas? Se me dizem que as fadas não existem porque nunca as viram porque é que acreditam em Deus se também nunca o viram? Há países onde não há quatro estações do ano: como será a quinta estação do ano? Primaveral ou outoverno? Porque é que não há uma dança típica portuguesa para um casal dançar como o tango na Argentina e o flamenco em Espanha? Se há bonsais, não deveria também haver animaisais? Porque é que põem actores sem deficiência numa cadeira de rodas a fingir que têm deficiência se isso é tão estupido como pintar um actor branco para fingir que ele é castanho? Porque há um dia da igualdade se toda a gente sabe que devíamos era ter um dia da diferença? O papa é o CEO da igreja? Porque é que não há flores com as pétalas verdes? Porque é que há países onde o cabelo das mulheres tem que ser tapado por causa dos olhos dos homens: não deviam eram tapar os olhos deles? Porque é que se nasce a chorar em vez de a rir? Não devíamos aprender língua gestual na escola? Porque é que os cozinheiros mal criados é que têm programas na televisão em vez de serem os simpáticos e gentis? As fadas, os unicórnios e o Pai Natal vivem todos no mesmo Bairro? Como é que os meninos cegos constroem puzzles e fazem legos? Se os filhos nascem da barriga das mães, as mães quando têm que morrer não deviam murchar na barriga dos filhos?
Ana: há oito anos a abanar o meu Mundo.
sexta-feira, 18 de setembro de 2020
O Mundo divide-se...
... entre as pessoas que, em criança, fizeram visitas de estudo à Central de Cervejas e os outros.
Regresso às aulas da Ana: uma análise histórico-estatística
quinta-feira, 17 de setembro de 2020
O INCRÍVEL SENTIDO DE HUMOR DA MINHA FILHA - II acto
O INCRÍVEL SENTIDO DE HUMOR DA MINHA FILHA - I acto
terça-feira, 15 de setembro de 2020
O Mundo divide-se...
quinta-feira, 3 de setembro de 2020
A Primavera em nós
As pessoas perguntam como fazemos para isto durar há uma vida.
As pessoas não sabem que isto não é uma vida são várias como nos jogos de computador que para passares de nível tens que correr, cair, descobrir truques para passares à próxima etapa, morreres às vezes e não frustrares e desligares a porra toda, insistires e recomeçares tudo certinho para avançares.
As pessoas não sabem que isto não é uma vida são três: a minha, a tua e a nossa e as três desdobram-se em todas as vidas que já vivemos e as que estão por viver, tudo o que e quem já fomos, o que somos e o que mudamos, quem seremos e a incógnita do que está por vir.
As pessoas não sabem que o desafio é acompanhar o ritmo da mudança um do outro e de nós e das circunstâncias (e de não as conseguirmos controlar tantas vezes) e no fim crescermos para o mesmo lado e não nos desencontrarmos nos patamares, na direção em que andamos e às vezes eu abrando e tu apressas-te, outras tu paras para eu te conseguir apanhar, às vezes tomamos balanço e avançamos muito e é incrível e se estamos os dois exaustos ou quase a perder-nos sentamo-nos a conversar à sombra da árvore do bem querer, caem folhas de cansaços e chove mas nunca deixámos de ter esperança que a Primavera é cíclica e volta sempre e que devemos esperar pelas flores.
As pessoas perguntam-nos como fazemos para isto durar há uma vida e não sabemos explicar que nunca pensámos ou decidimos que ia durar todas estas vidas, limitámo-nos a viver, a errar, a falhar e a desejar e querer insistentemente acertar e a descobrir que é na companhia um do outro que as cegonhas fazem ninho no Mundo, as andorinhas regressam sempre e o amor é um pedaço perfeito de sol.
As vidas mudam, nós mudamos mas, ano após ano, a Primavera nunca deixa de regressar
A mámen, por ocasião do nosso 14º aniversário de casamento, esperando continuar a nunca ter que lhe pedir
sábado, 29 de agosto de 2020
É um avião?
Ponho água fresca numa jarra
Antigamente odiava todas as rotinas: eram chatas, aborrecidas, previsíveis e enfadonhas. Eu sou feita do imprevisível, do flexível, do não planeado, da surpresa da vida, do improviso.
Depois, tal como uma criança que vê um infindável número de vezes o mesmo filme de desenhos animados, comecei, devagarinho,a apreciar saber o que vai acontecer. Gosto de saber que regra geral encontro pessoas civilizadas que usam máscara e não põem em risco a saúde pública, de comprar legumes sempre numa banca e fruta noutras duas, de visitar as peixeiras que acham que eu tenho sempre cara de quem compra sardinhas (e, na verdade, eu prefiro carapaus), que o senhor dos ovos dê sempre um ovo à Ana e o das flores a tente corromper com uma geribera para mudar de clube de futebol, de beber um café da Luísa e no inverno de comer pão com chouriço.
Em psicologia chama-se “segurança do previsível” e eu gosto muito de chamar mercado a este mercado e saber que para a Ana é e será sempre o “mercado das flores”.
Há uma felicidade segura em viver aqui e uma previsibilidade encantadora em ter flores frescas em jarras espalhadas pela casa todos os fins de sábados de manhã.
terça-feira, 25 de agosto de 2020
quinta-feira, 13 de agosto de 2020
#deusétuga: prelúdio
Etapa 1 | Lisboa- Évora- Santarém- Portalegre- Castelo Branco- Guarda- Bragança- Vila Real- Viana do Castelo-Braga- Porto- Aveiro- Coimbra e Leiria (os outros quatro serão picados antes do final do ano)
Havia muitos planos para as férias deste ano: eu faria 40 anos, a festa seria de arromba, estaria obviamente mais magra porque estaria focada na dieta, na Páscoa teríamos ido à feira de Sevilha com a Ana e agora em Julho receberia o subsídio de férias depois de quase um ano num trabalho tranquilo e do qual gosto muito e partiríamos- os três- para Nova Iorque abraçar a minha soul sister Eileen. Depois road 66 e seria um Verão inesquecível.
Mas veio a pandemia e lá se foram os planos.
Eu tenho muita resistência à frustração (aliás, frustro pouco porque nunca dou nada por certo e garantido: sou das que nunca compra bilhete de ida e volta) e não planeei mais nada. Logo se vê.
Então ele propôs-me, até ao final do ano, darmos um giro quadripolar, uma espécie de volta a portugal de bólide e mostrarmos todos os distritos do país à miúda, uma road trip como adoramos, com improviso e aventura mas em Portugal. Começaríamos em força agora no Verão a cumprir 14 distritos do total de 18 (a esta hora, de certeza que estão a dizer baixinho o nome de todos).
Pensei que era fixe a título de prémio de consolação mas, afinal, a ideia pareceu-me cada vez mais emocionante.
No instagram do Quadripolaridades criei umas stories com o esqueleto do percurso que planeávamos percorrer e fomos pedindo e anotando as centenas (foram mesmo centenas) de sugestões que as pessoas que vivem ou conhecem bem cada sítio por onde iríamos passar nos iam dando. Ou seja, a excitação começou ainda antes de apertarmos os cintos.
Planear uma viagem é sonhar no plural. Eu recolhi todas recomendações, ele anotou e organizou e a Ana projectou tudo no mapa, que lhe comprámos na Bertrand. Mapa em papel: a loucura. Eu ouvi pessoas, ele estruturou os dias, ela tornou tudo realidade.
E, logo após o meu aniversário partimos. Foram um quase 2000 Km percorridos, muitos dias na estrada, muitas aventuras, muitas stories, diretos e posts de partilha no instagram e agora, na recta final da road trip e já a curtir o descanso dos guerreiros, arranjo tempo para deixar aqui tudo registado. Para quem quiser aproveitar algumas das dicas mas, sobretudo, para que eu não me esqueça.
Para a Ana construímos um diário de bordo com o roteiro detalhado, as histórias todas, com aguarelas dos sítios pintadas pelo pai e cartas escritas à mão por mim. Acho que lhe oferecemos um pequeno tesouro que resume a herança maior que lhe queremos deixar: mundo vivido.
Apertem os cintos: a saga quadripolar #deusétuga vai começar.
[É escusado dizer que custeámos esta viagem porque, como sempre, a nossa opinião não está à venda. Assim sendo, estamos à vontade para dizer o que gostámos e o que nem por isso, sítios mesmo imperdíveis e outros que benza-a-Deus. Agora não é uma realidade absoluta: é a nossa opinião. Mas, como sempre, é uma opinião livre. ]
domingo, 9 de agosto de 2020
Aos 9 de Agosto de 2020, à Ana por ocasião do seu 8º aniversário
Sabes, Ana, este era um aniversário que eu ansiava. Oito anos é uma idade importante para mim e não é pelos melhores motivos. Mas sabes que te conto sempre a verdade do Mundo, mesmo que a verdade doa. Tinha 8 anos quando eles se separaram. Sei que não me ouves falar do meu pai mas eu gostava muito dele antes de desgostar isto tudo que desgosto. É estranho desgostarmos de um pai, não é? Percebo-te bem na medida em que tens o melhor e mais dedicado pai do Mundo. Dizia-te eu que tenho gravados os meus 8 anos como o ano em que os meus pais se separaram mas, na verdade, o que conta é que esse foi o ano em que me senti desamada pela primeira vez. Talvez por isso ansiava que chegassem os teus 8 anos, felizes e tranquilos, seguros e, especialmente, amados, cuidados e queridos incondicionalmente, por todos. Como se pudesse, através de ti, dar colo à menina de 8 anos que fui, dar-lhe beijinhos nas esfoladelas da alma, apagar o desamor sentido à estreia. A psicologia explica e um dia posso-te explicar tudo, vantagem de quem tem pais psicólogos, né? Crescer dói sempre, filha. Porque implica escolher e aceitar escolhas circunstanciais que a vida nos atira sem que peçamos. E todas as escolhas implicam um ganho do que se escolheu mas também uma perda do que se deixou por escolher. Aceitar e viver bem com isto é o maior desafio da nossa existência. Assim que perceberes que é assim que funciona tudo será mais fácil. Não te posso spoilar a vida, Ana, porque isto é absolutamente imprevisível e dinâmico. Essa também é a parte que tem graça. Desejo que cresças forte e segura. Não segura de ideias, que elas evoluem. Nem de dogmas ou convicções. Nem sequer de quem tu és porque vamos sendo diferentes pessoas ao longo da vida. Mas segura incondicionalmente de que és amada por nós e que nunca sairemos de perto de ti. Nunca será o último aniversário que, por nossa escolha, passaremos contigo. Como foi o meu oitavo, o último em que desconheci o desamor. Não aches que isto não é um final feliz porque sou tua mãe e tu consertaste, célula a célula da minha vida, a forma como vivo o amor. Como amo e sou amada. Eu ensino-te a verdade do Mundo mas tu retribuis-me com toda a verdade sobre o amor.
quarta-feira, 27 de maio de 2020
terça-feira, 26 de maio de 2020
Feliz Ano Novo, Marta!
A Marta celebrou o seu aniversário em quarentena.
A Marta tem um coração bonito com raízes profundas de valores e afectos e ramos que são abraços que nos dá com os olhos, o sorriso grande e também os braços.
Um coração bonito onde podemos fazer ninho e voar de lá e voltar sem cobranças nem exigências porque a Marta é toda ela Primavera, como o é o mês que escolheu para nascer.
A Marta fez anos e ele dedicou-lhe a primeira aguarela que pintou em muitos anos porque a Marta tem coração de flores.
E a sua amizade cheira a tulipas, borboletas, andorinhas e sol.
segunda-feira, 25 de maio de 2020
"Uma pessoa compreende o Mundo, pouco a pouco, e depois morre"
domingo, 24 de maio de 2020
quarta-feira, 8 de abril de 2020
segunda-feira, 6 de abril de 2020
O mundo divide-se entre...
sábado, 28 de março de 2020
Nova estratégia de mámen: embebedar-me.
quinta-feira, 26 de março de 2020
Petit noms fofinhos que mámen me chama
Vale tudo: Li, Lilica, Licas, Lica, Lilicosa, Grunguinha, Grungui, Grungosa e, quando eu estou furibunda, sai-lhe sempre uma interjeição que eu oiço como Jumarruá, e cuja origem nunca percebi nem nunca lhe perguntei porque, enfim, quando ele me chama isso eu estou sempre puta da vida.
Hoje à hora de almoço, depois da cena das almôndegas e de eu ter usado a cartada do "vocês são uns ingratos, eu dou o meu melhor, beca beca", ele virou-se para a Ana e disse "não cutuques a Jumarruá" e eu voltei atrás e esclareci, de uma vez por todas, onde raio tinha ele desencantado aquele petit nom fofinho.
É Juma Marruá.
Preferia ter-me mantido na ignorância. [Cabrão!]
terça-feira, 24 de março de 2020
Quem não tem cão, caça com unicórnio
Sugestão da Ana, muito séria e solicita : “se não encontrares podes usar a minha máscara de unicórnio..."
Relembro:
segunda-feira, 23 de março de 2020
sexta-feira, 20 de março de 2020
O mundo divide-se entre... (edição quarentena)
quarta-feira, 11 de março de 2020
segunda-feira, 9 de março de 2020
Ana, a literal
...
A minha vida é um prato de ovos rotos.
terça-feira, 3 de março de 2020
segunda-feira, 2 de março de 2020
Confessem lá sobre as saudades que vocês tinham de uma quadripolarização
"Oi!
[Conheçam todos os países já quadripolarizados aqui.]
segunda-feira, 24 de fevereiro de 2020
Papoilas e amor
sexta-feira, 17 de janeiro de 2020
Deus é sereia
quarta-feira, 20 de novembro de 2019
A primeira quadripolarização do come back
O Mundo divide-se ...
terça-feira, 19 de novembro de 2019
terça-feira, 3 de setembro de 2019
O amor é uma caixa de velocidades
sábado, 24 de agosto de 2019
Só há uma forma de amar: cuidando (Grazalema)
quinta-feira, 22 de agosto de 2019
Uma espécie de Oásis (Cueva del Gato)
Já tínhamos muitos quilómetros de alcatrão acumulados, muitas montanhas com sol a nascer e a pôr-se decoradas nas retinas, muitas aldeias e vilas feitas noivas, alvas, brancas e puras cravadas em tudo o que vivemos, como se tivéssemos apanhado 17 bouquets sucessivamente que nos dessem acesso ao novo Pueblo, que fôssemos os próximos a que os barqueiros de lagoas, rios, ribeiras e barragens deixassem passar.
Já tínhamos jamon, tapas em restaurantes e esplanadas, tintos de verano em varandas de hotéis e pensões em noites a dois enquanto a Ana já dormia, já tínhamos granizados, pão estrafegado em tomate, gaspacho frio, queijos e azeitonas compradas à beira da estrada e um desprezo enorme pela dieta durante todo o trilho.
Já tínhamos o calor da cidade, o borrifar dos aspersores nas ruas de Mérida e o fresco de tantas fontes e fontanelas tatuados na pele. Já tínhamos o cheiro aos olivais e às árvores da serra, ao pó da terra árida e às dezenas de pássaros que voavam conosco sob o mesmo céu, abutres até. Já tínhamos casas brancas, azuis e a memória de uma cor terracota que marcou toda a viagem como os abanicos encarnados com bolas porque os clichês são para se perpetuarem.
Já tínhamos a Carolina Deslandes, o Jorge Palma e a Luísa Sobral mais o Sérgio Godinho e a Mariza a tocarem na pen do carro e o Despacito na Radiolé e outras estações espanholas com ritmos de verão, pelo menos para nós. Já tínhamos noites estreladas em vales profundos e noites dormidas os três em camas apertadas e manhãs de lutas de almofadas só porque sim.
Faltáva-nos um oásis, daqueles à filme, um presente fresco numa longa travessia num deserto que não é metafórico, pois há muito que não nos sentíamos tão selva.
Encontrámo-lo, perdidos na serra de Grazalema, e mergulhámos, enfim, nas águas geladas da Cueva del Gato.
Podem googlar mas o Google nunca vos conseguirá explicar isto assim.
Isto assim.





























