segunda-feira, 4 de abril de 2022
Esta loucura boa de ser mãe
domingo, 3 de abril de 2022
O Mundo divide-se...
Ah, assim faz sentido!
La decadence
sexta-feira, 1 de abril de 2022
Uma hora de nerf cá em casa
Pronto, a miúda ganhou uma Nerf*
Como saber que uma criança é filha de um casal de psicólogos?
quinta-feira, 31 de março de 2022
Hospital de Santa Maria
quarta-feira, 30 de março de 2022
Melodia de só desgostos em estrogénio maior*
terça-feira, 29 de março de 2022
Ah, o sabor da pré-adolescência pela manhã
domingo, 27 de março de 2022
Se calhar tenho que a inscrever numa arte marcial
segunda-feira, 21 de março de 2022
sábado, 19 de março de 2022
Como vive uma criança sem pai?
sexta-feira, 18 de março de 2022
Não há forma certa de lidar com a guerra, porque fomos feitos de paz
Primeiro não conseguia dormir, remexia-me na cama, levantava-me, ia à cozinha beber água, via notícias no telemóvel, ia ao Twitter, ia ao quarto da Ana olhar para ela, imaginava se fossemos nós, abandonar tudo de material, no limite só nós temos uns aos outros, tudo o resto é matéria, mas a matéria dá conforto, calor, dá afecto, somos feitos de amor, por isso não sabemos lidar com a Guerra, porque fomos feitos para a Paz.
quarta-feira, 16 de março de 2022
Cuidados de beleza em tempo de poeiras do Sahara pelos céus de Lisboa
As soccer mums são umas fraquinhas!
quinta-feira, 10 de março de 2022
Ana, a pré-adolescente
quarta-feira, 9 de março de 2022
Ana, a ecológica
segunda-feira, 28 de fevereiro de 2022
Ana, a pragmática
domingo, 27 de fevereiro de 2022
sábado, 26 de fevereiro de 2022
sexta-feira, 25 de fevereiro de 2022
Ah, o maravilhoso mundo dos trabalhos manuais que a escola manda para casa
quarta-feira, 23 de fevereiro de 2022
segunda-feira, 21 de fevereiro de 2022
Ana, a esfalecer
domingo, 20 de fevereiro de 2022
Fui eu que fiz esta miúda
sábado, 19 de fevereiro de 2022
Croma dourada

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2022
Está oficialmente para adopção
quinta-feira, 17 de fevereiro de 2022
Causa Própria
quarta-feira, 16 de fevereiro de 2022
Era o "Absolutamente Fabulosas" e a CPCJ deve estar a bater-me à porta
terça-feira, 15 de fevereiro de 2022
"Sonhos que sonhei: onde estão?" Aqui.
Em Agosto quando fomos à Eurodisney a Ana atirou uma moeda para o poço de desejos na caverna dos piratas. Eu ouvi ela a desejar baixinho, de olhos fechados, enquanto a atirava: quero voltar aqui com toda a minha família.
A minha mãe e a minha tia fazem tudo pela Ana desde o dia em que ela nasceu. Apanham-na na escola, levam-na a lanchar, ficam com ela até regressarmos de Lisboa e chegamos sempre antes de jantar, às vezes dao-lhe elas o jantar e adiantam o banho, vão às compras com ela, a passear, a fazer aventuras na natureza (aqui é a minha mãe!), Se ficamos até tarde em projetos pós laborais, reuniões, formações, lá estão elas sempre a dar suporte. E isto tudo sem nunca se queixarem, felizes por estarem com a Ana, gratas por a poderem acompanhar. E nas férias ainda ma raptam para praia, campismo, piscina e dão-lhe os melhores Verões da infância.
Partilham o dia-a-dia, todos os dias, desde há dez anos, com a Ana. Era normal que a Ana quisesse retribuir. Porque se trata de gratidão, este desejo da Ana.
Há seis meses que fazemos mealheiro: a Ana guardou todas as notas e moedas do Pão por Deus, do Natal, da venda dos seus macramés aos amigos e vizinhos, da venda no OLX de livros, brinquedos e roupa usados, eu das formações que dei fora de horas, o Rui das aguarelas que tem pintado timidamente.
Neste fim-de-semana o sonho da Ana tornou-se magicamente real.
A lâmpada do Aladino funciona mesmo. Fomos mesmo, mesmo felizes.
sexta-feira, 11 de fevereiro de 2022
terça-feira, 8 de fevereiro de 2022
A minha mãe fez anos e eu não lhe escrevi nada
A minha mãe fez anos e eu não lhe escrevi nada.
Fiquei a consumir-me desde então porque não lhe tinha escrito nada. Não gosto de estar em falta com a minha mãe.Estava doente nesse dia. Uma infecção urinária que não passa. Mas fui deixar a Ana à escola e passei no supermercado para comprar coisas para fazer o jantar para a família, na minha casa. E depois fui à fábrica de bolos e comprei o melhor bolo de amêndoa e chantilly do mundo, com raspas de chocolate por cima. E passei no shopping para lhe comprar um presente. No espaço de uma hora, sempre a correr. Trabalhei toda a manhã e tinha febre. Na minha hora de almoço dei uma geral na casa, para que ao jantar estivesse tudo apresentável. Arrastei-me a fazer isto. E voltei a trabalhar até ao fim da tarde. Acabei o trabalho e pus a mesa bonita. Fiz bacalhau espiritual, leite creme e preparei todo o jantar. Encomendei picanha e fomos buscá-la ao restaurante.
Chegou a minha mãe com a Ana e a seguir toda a família. Foi um jantar tão bom, que quase me esqueci da febre, da infecção urinária e do cansaço extremo.
Depois ao deitar-me percebi que não lhe tinha escrito nada bonito. A minha mãe gosta de palavras bonitas, eu bem sei. E merece todas as do Mundo, porque é a mulher mais valente e inteira que eu conheço.
A minha mãe fez anos e eu não lhe escrevi nada. Na sala ainda há restos do seu aniversário, incluindo o quadro de luz que a Ana lhe preparou.
A minha mãe gosta de palavras bonitas mas ensinou-me que as palavras valem pouco quando não são acompanhadas por gestos de bem querer. Acho que estarei perdoada.
Eu tenho a minha mãe e a Ana tem-me a mim: todo o amor entre mães e filhas é por aglutinação. Não poderia ter melhor. Acho que mereço esta mãe, a minha mãe, apesar de não ter escrito palavras mas lhe ter dedicado todo o meu dia, mesmo sem estar ao seu lado.
Amar é sempre cuidar e querer bem.
Talvez as palavras estejam sobrevalorizadas.
Fico a dever-te um poema, mãe mas tenho troco, gorgeta e juros no amor infinito que sinto por ti. No bem querer.
Parabéns. Também a mim que te tenho só para mim.
segunda-feira, 7 de fevereiro de 2022
No soy Georgina
Descias as escadas a caminho da ala autónoma e eu vi-te pela primeira vez. Os nossos olhares cruzaram-se num segundo e eu senti qualquer coisa cá dentro que podia ser amor à primeira vista, acreditasse eu na altura ou mesmo hoje no amor à primeira vista. Horas depois éramos amigos, como se nos conhecessos desde sempre, como se eu na altura soubesse onde ficava São Jorge no mapa e eu nem sabia ao certo tão pouco o nome das nove ilhas dos Açores.
Depois mudei-me para a tua turma, os professores ficavam confusos, nunca pedi transferência mas às tantas as minhas notas saiam nas vossas pautas e tudo fluía, sentávamo-nos lado a lado no auditório, tu davas-me, pacientemente, explicações de história nos jardins de Belém e eu retribuía, trocista, tudo o que sabia sobre neurónios e sinapses e a estrutura do cérebro naquela cadeira do professor esquisito.
Depois foi num instante Natal e fomos ao Martim Moniz comprar prendas, não tínhamos dinheiro para nada, comiamos sempre na macrobiótica da cantina, pediste-me dinheiro emprestado e eu achei que não voltarias das férias da ilha que eu não sabia localizar no mapa, nem me devolverias os cinco contos e era início do segundo semestre e eu tinha saudades tuas, queria lá saber do dinheiro para alguma coisa. E voltaste, devolveste o dinheiro e trouxeste-me um presente, só para mim, para mais nenhuma amiga e uns dias depois cravaste-me um beijo e eu não me fiz de esquisita, mortinha que estava para deixar de fazer cerimónias.
E depois já desciamos a avenida de mãos dadas, e passávamos férias juntos, e um dia os teus pais vieram cá e conheci-os, também já ias a minha casa há algum tempo, todos sempre gostaram de ti, é mesmo fácil gostar de ti.
E estudavas e trabalhavas no café, eu dava explicações, íamos de carreira que apanhavamos no arco do cego passar fins de semana em pensões com percevejos em terras mais longe e depois o curso acabou, tu ficaste, começámos a trabalhar, eu, tu, daí a alugar a casa na praceta foi um passo, casar pela igreja dois, ter a Ana num piscar de olhos, mudarmos de casa uma e depois outra vez, mobília às costas, literalmente, sempre fácil, mesmo quando era dificil.
E houve crises que não nos lembramos por preguiça ou por escolha, não gostamos de coisas complicadas, e há sempre histórias a serem escritas, aguarelas a serem pintadas, vida a ser vivida e momentos importantes a ser construídos.
Foste e és a melhor escolha da minha vida, a única que fica sempre, a decisão mais acertada, a companhia mais certeira, a pessoa mais fácil de gostar, o pai mais fantástico que já conheci e um marido, acima de tudo, incrivelmente bondoso, generoso, paciente e um homem bom. Depois há o amor, mas do amor não há muito que se lhe diga, não tem mérito, não dá trabalho, é fácil gostar de ti, se acreditasse em amor à primeira vista seria isso, assim eu só amor em todas as vistas, em todos os ciclos, em todas as células que amo em ti.
É fácil amar-te porque não há outra alternativa face ao homem incrível que foste crescendo comigo. Para a Ana. Para mim.
Parabéns, Rui.
No soy Georgina, mas o melhor do Mundo sequei-o eu.
domingo, 6 de fevereiro de 2022
Ana, a horticultora
sexta-feira, 4 de fevereiro de 2022
Mámen, o crítico gastronómico
quinta-feira, 3 de fevereiro de 2022
quarta-feira, 2 de fevereiro de 2022
Era mesmo isto que eu tinha encomendando*
terça-feira, 1 de fevereiro de 2022
Ana e a vibe motivacional
segunda-feira, 31 de janeiro de 2022
sexta-feira, 28 de janeiro de 2022
quarta-feira, 26 de janeiro de 2022
Aquele nível basicozinho de maturidade
terça-feira, 25 de janeiro de 2022
segunda-feira, 24 de janeiro de 2022
domingo, 23 de janeiro de 2022
Tenho uma amiga










